quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Para não desaprender: Sempre - Clarissa Peixoto

Para não desaprender: 
Sempre - Clarissa Peixoto

Fazemos escolhas que julgamos corretas. Elas eram naquele momento, mas quando não nos servem mais, sempre acreditamos que foi um erro.

Não foi erro. Foi aposta. Em aposta se perde, se ganha. E não há de haver culpa.

E se a escolha se transformou? Também acontece. Também acontece amar o feio que, naquele instante, bonito lhe parece. E aí, quando a noite cai, não há como voltar atrás. O único caminho é recomeçar.

Porque a vida é assim. Não se apagam as linhas escritas. Escrevem-se outras. Com toda a energia empreendida para o começo, se recomeça.

É dor que arde visivelmente. É dor que não pára porque tantas são as perguntas. Tantas são as ideias. Tanta construção desconstruída! E aí tu reencontras uma terra vazia, pronta para receber uma nova construção.

Passa o vendaval e sobre escombros a vida sempre se reconduz. Sempre.