sábado, 5 de janeiro de 2013

De Leon, obrigado - Paulo Vinícius Silva


Tínhamos acabado de abraçar o Lula (2010): Eu, Ismênio, De Leon, Danilo Moreira e Ana Paula Jones, Josbertini e Gerson Meneses

Enfim, alvíssaras, consigo chorar a perda do amigo querido Alessandro Lutfy Ponce de Leon...
Como queria ter-lhe dito tantas coisas, como queria ter convivido mais. Aquele sorrisão, olhão verde, jeito debochado, carioca, e ao mesmo tempo, aquele coração querido, aquele jeito de tratar bem que abria as portas, aquela alegria, aquela palavra que confortava as fragilidades de quem com ele aprendia e lutava! Ou mesmo o conselho sobre as coisas da vida, quando se claudicava.

Então, tomados pela trágica notícia de sua perda e de sua companheira Luciana Telles Fontes, é nessa alegria que me conforto. Só ela motiva as mensagens, declarações e carinhos que crescem pelas redes e dentro de nós.  Lembramo-nos do compromisso com o jovens de que foi militante desde a juventude e que soube unir tantos amigos em todas as forças políticas por sua lealdade. Lembramo-nos do talento de sua prosa, de que foi prova a audiência no Senado em que denunciou o morticínio de 50 mil jovens por ano no Brasil, e a maioria negros. E aquelas graça, luz, leveza.

É isso que guardo e ficará como um jardim de dons, é bem verdade que dolorido, porque apesar de jardim, mas ainda assim, de saudades. No entanto, vou me lembrando de tantos episódios, palavras, e reajo. A beleza das flores deixadas é tanta que não hesita em me calar a lágrima com um sorriso. Obrigado, vai em paz, amigo.