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quinta-feira, 24 de julho de 2014

O dever do Brasil em denunciar o genocídio de Israel contra a Palestina - Paulo Vinícius Silva

O Brasil tem o dever de se pronunciar sobre o genocídio em Gaza, a monstruosidade dos ataques a civis, o extermínio de quase duzentas crianças. Israel esqueceu, em sua invectiva sobre o "anão diplomático", que o Brasil, infelizmente, graças ao voto do Ministro Osvaldo Aranha DESEMPATOU a votação que decidiu pela CRIAÇÃO DO ESTADO DE ISRAEL. Mas isso jamais foi ser a favor das monstruosidades que o Sionismo cometeu.

É dever nosso, sim, somarmo-nos à denúncia dos crimes do Sionismo. E é uma honra, uma alegria, que o governo de Herodes Netanyaahu ataque o Brasil. Israel, sabidamente, nada entende do futebol. Seu esporte preferido está longe do jogo bonito, o esporte favorito do sionismo israelense faz-se com cabeças de crianças palestinas, com 80 % de civis assassinados, com armas proibidas, inclusive armas nucleares clandestinas, a soldo estadunidense, que lhes brinda a maior ajuda militar do planeta.

Assim, qualquer bobagem que digam os assassinos covardes, nada mais é, para o Brasil, que  motivo de orgulho.
Dilminha Dilma Rousseff, orgulho de você não ter se calado e desde bem antes ter afirmado a necessidade de reconhecermos o Estado da Palestina!

Solidariedade!!! Genocidas sionistas, cessem o massacre!

Israel apara a grama - Mouin Rabbani, London Review of Books

 31/7/2014, Mouin Rabbani, London Review of Books, vol. 36, n. 15, p. 8 http://www.lrb.co.uk/v36/n15/mouin-rabbani/israel-mows-the-lawn

Em 2004, um ano antes de Israel retirar-se da Faixa de Gaza, Dov Weissglass, eminência parda de Ariel Sharon, explicou o objetivo da iniciativa, em entrevista ao jornal Haaretz:

“O significado do plano de desengajamento é congelar o processo de paz (…) e quando se congela aquele processo, impede-se o estabelecimento de um estado palestino, e impede-se que se discuta a questão dos refugiados, as fronteiras e Jerusalém. Efetivamente, todo esse pacote chamado o estado palestino, com tudo que implica, foi removido por prazo indefinido, de nossa agenda. E isso tudo com (...) as bênçãos do presidente dos EUA e a ratificação das duas casas do Congresso (...). O desengajamento é, de fato, formol. Fornece a quantidade necessária de formol para que não haja processo político algum com os palestinos.”

Em 2006, Weissglass era igualmente franco sobre a política de Israel para os 1,8 milhão de habitantes de Gaza: “A ideia é pôr os palestinos em regime de restrição de comida, não matá-los de fome.” Não falava metaforicamente: soube-se depois que o ministério da Defesa de Israel havia feito pesquisa detalhada sobre como pôr em prática seu projeto, e chegou ao número limite de 2.279 calorias por pessoa por dia – cerca de 8% menos que cálculo anterior, porque a equipe de pesquisa havia esquecido, da primeira vez, de considerar os fatores “cultura e experiência”, no cálculo para determinar as ‘linhas vermelhas’ nutricionais. Não foi exercício acadêmico. Depois de aplicar uma política de integração entre 1967 e o final da década dos 1980s, a política israelense deu uma guinada no rumo da separação durante os levantes de 1987-93, e da fragmentação durante os anos de Oslo. Para a Faixa de Gaza, área do tamanho da Grande Glasgow, essas mudanças implicaram gradual rompimento e separação do mundo exterior, com a entrada e saída de pessoas e bens para dentro e para fora do território já cada vez mais difíceis. Os parafusos foram sendo arrochados cada vez mais durante o levante de 2000-5, e em 2007 afinal a Faixa de Gaza foi efetivamente fechada para o mundo. Todas as exportações foram proibidas e só 131 caminhões de comida e alguns produtos essenciais podiam entrar, por dia. Israel também controlava rigorosamente que produtos podiam e não podiam ser importados. Itens proibidos incluíam papel A4, chocolate, coentro, lápis de cera, geleia, macarrão, xampu, sapatos e cadeiras de rodas. Em 2010, comentando essa degradação premeditada e sistemática do padrão de humanidade de uma população inteira, David Cameron disse que a Faixa de Gaza era um ‘campo de concentração de prisioneiros’ e – pela primeira vez – não suavizou a avaliação acrescentando-lhe um comentário sobre o direito de os carrascos defenderem-se contra o ‘perigo’ que seus prisioneiros e vítimas representariam. Tem-se repetido que a razão pela qual Israel sempre torna cada vez mais violento o seu regime de castigo coletivo seria derrubar o Hamás, que chegou ao poder em 2007, em Gaza. É só, uma mentira a mais. Remover o Hamás do poder é objetivo dos EUA e da União Europeia desde o dia em que o movimento venceu as eleições parlamentares de 2006; e os esforços combinados daquelas forças para derrubar o Hamás do poder ajudou a preparar o cenário para que Israel se dedicasse a aprofundar o cisma palestino. A agenda de Israel é bem outra. Se quisesse pôr fim ao poder do Hamás, já o teria feita e até bem facilmente, sobretudo antes, enquanto o Hamás ainda consolidava seu controle sobre Gaza em 2007, a sem necessariamente reverter o desengajamento de 2005. Mas, não. Israel viu o cisma entre o Hamás e a Autoridade Palestina como uma oportunidade para aprofundar suas políticas de separação e fragmentação, e para aliviar a crescente pressão internacional para pôr fim a uma ocupação da Palestina que já durara meio século. Os ataques massivos de Israel contra a Faixa de Gaza em 2008-9 (Operação Chumbo Derretido) e em 2012 (Operação Pilar de Defesa), além dos incontáveis ataques individuais entre uma grande guerra e outra, foram,  nesse contexto, exercício para o que os militares israelenses chamaram de “aparar a grama”: enfraquecer o Hamás e ampliar os poderes ‘de contenção’ de Israel. Como o Relatório Goldstone de 2009 e outras investigações demonstraram, às vezes em detalhes horrivelmente dolorosos, a ‘grama’ é gente, pessoas, civis palestinos não combatentes, tomados como alvos humanos da artilharia indiscriminada dos israelenses. O atual ataque de Israel contra a Faixa de Gaza, que começou dia 6 de julho, com invasão também por terra iniciada dez dias depois, é mais uma ação na mesma agenda. As condições foram consideradas maduras no final de abril. Negociações que se arrastavam há nove meses começaram a parar quando o governo israelense não cumpriu o compromisso de libertar vários palestinos mantidos encarcerados desde antes dos Acordos de Oslo de 1993; e pararam, mesmo, quando Netanyahu anunciou que não mais negociaria com Mahmoud Abbas, ‘porque’ Abbas acabava de assinar acordo de reconciliação com o Hamás. Nessa ocasião, em atitude em tudo diversa da ‘normal’, o secretário de Estado dos EUA John Kerry explicitamente culpou Israel pelo rompimento das conversações. O enviado especial dos EUA, Martin Indyk, profissional lobbyista pró-Israel, também culpou o insaciável apetite de Israel por terras palestinas e pela expansão continuada das colônias, e demitiu-se. O desafio lançado contra Netanyahu foi bem claro. Se até os norte-americanos já estão dizendo ao mundo que Israel não tem qualquer interesse em paz, os mais diretamente investidos num acordo com vistas a uma solução de Dois Estados – como a União Europeia, que já começou a excluir entidades israelenses ativas nos Territórios Palestinos Ocupados, de participação em acordos bilaterais – podem começar a pensar em novos meios para empurrar Israel de volta para dentro das fronteiras de 1967. Negociações sobre coisa-alguma são planejadas para garantir cobertura política à odiosa política israelense de anexação. Agora que novamente fracassaram, o patrimônio estratégico que é a opinião pública norte-americana pode começar a perguntar-se por que o Congresso dos EUA é mais leal a Netanyahu que o Knesset israelense. Kerry trabalhou a valer para conseguir acordo amplo: pegou praticamente todas as exigências de Israel e enfiou-as pela goela abaixo de Abbas. Pois mesmo assim Netanyahu continuava a reclamar. Além de se recusar a especificar futuras fronteiras israelenses-palestinas durante os nove meses de negociação, os líderes israelenses levantaram tais acusações contra Washington, tão violentas – de encorajar o extremismo, socorrer terroristas –, que quase se poderia concluir que o Congresso dos EUA apoia o Hamás, não Israel! E ao custo de $3 bilhões anuais. Israel recebeu outro golpe dia 2 de junho, quando tomou posse um novo governo da Autoridade Palestina, depois do acordo de reconciliação de abril entre os partidos Hamás e Fatah. O Hamás apoiou o novo governo apesar de não receber postos no Gabinete e de a composição e o programa do governo serem virtualmente idênticos aos do governo anterior. Praticamente sem protesto dos islamistas, Abbas repetiu e proclamou que o governo aceitava as demandas do ‘Quarteto do Oriente Médio’: reconhecia Israel, renunciava à violência e aderia a acordos anteriores. Anunciou também que as forças de segurança na Cisjordânia continuariam a colaborar com Israel. Quando Washington e Bruxelas sinalizaram a intenção de cooperar com o novo governo, todos os sinais de alarme dispararam em Israel. O que Israel repetiu sempre, que os negociadores palestinos falam cada um só por si próprio – e que, por isso, nenhum acordo seria jamais cumprido –  começara a perder sentido: a liderança palestina não apenas podia dizer que representa a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, como, também, conseguira cooptar o Hamás para que apoiasse um acordo negociado para Dois Estados, quase, praticamente, no contexto de Oslo. Sem demora, começariam as pressões sobre Israel para que negociasse a sério com Abbas. O formol começava a evaporar. Nesse ponto, Netanyahu apropriou-se do desaparecimento, dia 12/6, de três israelenses jovens na Cisjordânia, como um afogado agarra-se a uma boa salva-vidas. Apesar das provas que recebeu das forças de segurança de Israel de que os três já estavam mortos, e não há até hoje prova alguma de que o Hamás tivesse tido qualquer envolvimento nesses eventos, Netanyahu imediatamente acusou diretamente o Hamás e, na sequência, lançou vasta campanha para “resgatar os reféns” em toda a Cisjordânia. Foi, de fato, operação de assalto e saque militar. Incluiu o assassinato de pelo menos seis palestinos, nenhum dos quais acusado de participação no desaparecimento dos três israelenses; prisões em massa, inclusive de deputados do Hamás e a recaptura de prisioneiros libertados em 2011; demolição de muitas casas e invasão e saque de outras; e variedade enorme de depredações do tipo que Israel elevou à posição de uma das belas artes ao longo de décadas de ocupação. Netanyahu desencadeou festival de fogos de artifício demagógicos contra todos os palestinos; o sequestro seguido de assassinato – foi queimado vivo – de um jovem palestino em Jerusalém não pode ser e não será separado dessa mesma campanha de incitamento ao ódio. Por sua parte, Abbas falhou mais uma vez e não se opôs à operação israelense; até ordenou que suas forças de segurança continuassem a cooperar com Israel na caçada ao Hamás. O acordo de reconciliação foi posto sob grave pressão. Na noite de 6/7, um ataque aéreo israelense resultou na morte de sete militantes do Hamás. O Hamás respondeu com fogo sustentado de foguetes que invadiram o centro do território israelense; e escalaram novamente depois que Israel lançou campanha de massacre massivo. Ao longo do último ano, o Hamás esteve sempre em posição precária: perdeu suas instalações em Damasco e o status preferencial de que gozava no Irã, efeito de o grupo ter-se recusado a declarar apoio ao regime sírio; e enfrentou níveis sem precedentes de hostilidade, pelo novo regime militar egípcio. A economia subterrânea dos túneis entre Egito e Gaza foi sistematicamente atacada pelos egípcios, e pela primeira vez desde que passou a controlar politicamente o território, em 2007, o Hamás não conseguiu pagar em dia os salários das dezenas de milhares de funcionários públicos. O acordo de reconciliação com o partido Fatah foi a tentativa de trocar o próprio programa político pela sobrevivência imediata: em troca de conceder a arena política a Abbas, o Hamás conservaria o governo da Faixa de Gaza, com seus funcionários incluídos na folha de pagamentos da Autoridade Palestina e a passagem de fronteira com o Egito reaberta. No evento, a troca que o Hamás esperava ver realizada não aconteceu; e, segundo Nathan Thrall do International Crisis Group, “a vida em Gaza piorou”. “A escalada real”, Thrall escreveu, “é resultado direto de Israel e o Ocidente terem-se oposto à implementação do acordo de reconciliação entre os palestinos, de abril de 2014”. Ou, dito de outro modo: os que, dentro do Hamás, viram a crise como uma oportunidade para pôr fim ao governo de Weissglass, passaram a controlar o partido. Até agora, parecem ter com eles a maioria da população – porque preferem morrer sob fogo dos F-16, do que morrer mergulhados em formol. Ante o coral de uivos hipócritas – que dessa vez incluem os guinchos de um acovardado Cameron – sobre um ‘direito de autodefesa’ que caberia a Israel, e ante a absoluta negação aos palestinos do mesmo direito, com muita frequência se deixa passar sem ver o ponto fundamental: que o ataque israelense contra os palestinos é ilegítimo. Como argumentou com muita pertinência o advogado Noura Erakat, “Israel não tem qualquer direito de autodefesa, nos termos da lei internacional, contra território palestino ocupado.”  O argumento de Israel, de que já não estaria ocupando a Faixa de Gaza, foi descartado por Lisa Hajjar, da Universidade da Califórnia, como uma autoemitida “licença para matar”. Mais uma vez, Israel está “aparando a grama” em total impunidade, assassinando civis não combatentes e destruindo infraestrutura civil. Dada a afirmativa repetida dos israelenses de que usam as armas mais precisas disponíveis e miram atentamente os alvos, é impossível não concluir que os assassinatos são deliberadamente mirados. Segundo agências da ONU, mais de ¾ dos mais de 260 palestinos mortos até agora são civis, e mais de ¼ desses são crianças. A maioria foi ‘mirada’ e morta dentro das próprias casas: não podem ser apresentados como ‘dano colateral’, seja qual for a definição dessa expressão. Claro que os militantes palestinos miram cruelmente os centros israelenses mais populosos, embora seus ataques só tenham produzido uma única morte: um israelense que oferecia doces a soldados que pulverizavam a Faixa de Gaza. A ONG Human Rights Watch  criticou os dois lados, sim. Mas só acusou os palestinos por crimes de guerra. *****

Why do Palestinians continue to support Hamas despite such devastating losses? - By Noam Sheizaf - +972 Magazine


I know of many Palestinians who do not like Hamas. Yet for them, the Gaza war is about the siege – part of their own war of independence. Israelis refuse to get that.
In The Fog of War, Errol Morris’ excellent documentary, former U.S. Secretary of Defense Robert McNamara speaks about a certain inability to understand the enemy – one that stems from a lack of empathy.
In the film, McNamara, a brilliant systems analyst, who is today associated more than anything with the Vietnam War, says that part of President Kennedy’s successful management of the Cuban Missile Crisis was his administration’s ability to put itself in the shoes of the Soviets and understand their point of view. “In the case of Vietnam,” he says, “we didn’t know them well enough to empathize.” As a result, each side had a completely different understanding of what the war was about.
This understanding came to McNamara only in 1991, when he visited Vietnam and met with the country’s foreign minister. McNamara asked the foreign minister whether he thought it was possible to reach the same results of the war (independence and uniting the south with the north) without the heavy losses. Between one and three million people died in the war, most of them Vietnamese civilians. This does not include the hundreds of thousands of casualties in the war against the French, which took place shortly before. Approximately 58,000 American soldiers were also killed in the Vietnam War.
“You were fighting to enslave us,” yelled the foreign minister at McNamara, who in turn replied that that is an absurd notion. The two nearly came to blows. But as time passed McNamara understood. “We saw Vietnam as an element of the Cold War,” he says, whereas what the foreign minister was trying to tell him was that for the Vietnamese it was a war of independence. Communism was not the heart of the matter for the Vietnamese. They were willing to make the worst sacrifices because they were fighting for their freedom – not for Marx or Brezhnev.
Nations will make inconceivable sacrifices in these kinds of struggles. An entire one percent of the Jewish population was killed in the 1948 war. The public accepted it painfully and with a stiff upper lip because they felt, just like the Vietnamese, that they were fighting for their lives and for their freedom. We have become so much more susceptible to loss, not because we went soft, but because we have a deeper understanding that despite all the “we’re fighting for our future” slogans, 2014 is not 1948.
Over 2,000 Palestinians were killed in all three military operations in Gaza, not including the Second Intifada. Most of them were civilians. I’ve exchanged emails with people in Gaza in the past few days. These are people who don’t care much for Hamas in their everyday lives, whether due to its fundamentalist ideology, political oppression or other aspects of its rule. But they do support Hamas in its war against Israel; for them, fighting the siege is their war of independence. Or at least one part of it.
+972′s full coverage of the war in Gaza
The demand that the people of Gaza protest against Hamas, often heard in Israel today, is absurd. Even if we disregard the fact that Israelis themselves hate protests in times of war, they still expect the Palestinians to conduct a civil uprising under fire. The people of Gaza support Hamas in its war against Israel because they perceive it to be part of their war of independence. A Hamas warrior who swears by the Quran is no different from a Vietcong reciting The Internationale before leaving for battle. These kind of rituals leave a strong impression, but they are not the real story.
Israelis, both left and right, are wrong to assume that Hamas is a dictatorship fighting Israel against its people’s will. Hamas is indeed a dictatorship, and there are many Palestinians who would gladly see it fall, but not at this moment in time. Right now I have no doubt that most Palestinians support the attacks on IDF soldiers entering Gaza; they support kidnapping as means to release their prisoners (whom they see as prisoners of war) and the unpleasant fact is that most of them, I believe, support firing rockets at Israel.
“If we had planes and tanks to fight the IDF, we wouldn’t need to fire rockets,” is a sentence I have heard more than once. As an Israeli, it is unpleasant for me to hear, but one needs to at least try and understand what lies behind such a position. What is certain is that bombing Gaza will not change their minds. On the contrary.
A Palestinian crying near rubbles of his home after the latest round of Israeli attacks against Al Shaja'ia, Gaza City, July 20, 2014.  (Anne Paq/Activestills.org)
A Palestinian crying near rubbles of his home after the latest round of Israeli attacks against Al Shaja’ia, Gaza City, July 20, 2014. (Anne Paq/Activestills.org)
“But if they didn’t fire rockets or launch terror attacks there would be no siege. So what do they want?” the Israeli public asks. After all, we already left Gaza.
Back to McNamara and The Fog of War. If the citizens of Vietnam would have abandoned Communism, McNamara told the Vietnamese foreign minister 1991, the U.S. wouldn’t have even cared about them. They could have had both their independence and their unity. But in the eyes of the Vietnamese, things looked completely different. As soon as they managed to drive out the French, in marched the Americans. Colonialism simply never stopped. The choice was between a corrupt U.S.-sponsored regime in the south and a horrific war with the north.
For the Palestinians, the choice is between occupation by proxy in the West Bank and a war in Gaza. Both offer no hope, and neither are forms of freedom. The Israeli promise — that an end to armed struggle will bring freedom — is not trustworthy, as the experiences of past years has shown. It simply never happens. The quiet years in the West Bank have not brought the Palestinians any closer to an independent state, while the truce in between wars in Gaza has not brought about a relief from the siege. One can debate the reasons for why this happened, but one cannot debate reality.
Hamas tells the Palestinians the simple truth: freedom comes at the cost of blood. The tragedy is that we usually provide the evidence. After all, the evacuation of settlements in Gaza came after the Second Intifada, not as a result of negotiations. The Oslo Accords came after the First Intifada; before that, Israel turned down even the convenient London Agreement between Shimon Peres and Jordan’s King Hussein.
Israelis are convinced they are fighting a terror organization driven by a fundamentalist Islamic ideology. Palestinians are convinced Israelis are looking to enslave them, and that as soon as the war is over the siege will be reinforced. Since this is exactly what Israel intends to do, as our government has repeatedly stated, they have no reason to stop fighting.
Hamas may accept a ceasefire soon. Its regime might collapse. Either way, it is only a matter of time before the next round of violence. Human lives are not cheaper for Palestinians than they are for us. But nations fighting for their freedom will endure the worst sacrifices. Like in Shujaiyeh.
***
An excerpt from The Fog of War. The part I refer to starts at 11:46 minutes:
Originally posted in Hebrew on Local Call.



Noam Sheizaf
I am an independent journalist and editor. I have worked for Tel Aviv’s Ha-ir local paper, for Ynet.co.il and for the Maariv daily, where my last post was deputy editor of the weekend magazine. My work has recently been published in Haaretz, Yedioth Ahronoth, The Nation and other newspapers and magazines. More…
I was born in Ramat-Gan and today live and work in Tel Aviv. Before working as a journalist, I served four and a half years in the IDF.


terça-feira, 22 de julho de 2014

Fidel Castro: É hora de conhecer um pouco mais a realidade - Fidel Castro sobre a Cúpula dos BRICS

 Blog da Resistência

Pedi aos editores do “Granma” que me dispensem nesta ocasião da honra de publicar o que vou escrever na primeira página do órgão oficial de nosso Partido, pois penso expressar pontos de vista pessoais sobre temas que, por conhecidas razões de saúde e de tempo, não pude apresentar nos órgãos coletivos de direção do Partido e do Estado, como os Congressos do Partido, ou as reuniões pertinentes da Assembleia Nacional do Poder Popular.

Por Fidel Castro, no jornal “Granma”



Em nossa época os problemas são cada vez mais complexos e as notícias se propagam com a velocidade da luz, como muitos sabem. Nada ocorre hoje em nosso mundo que não nos ensine algo a todos os que desejamos e ainda somos capazes de compreender novas realidades.
O ser humano é uma estranha mistura de instintos cegos, por um lado, e de consciências, por outro.

"Presidentes dos países Brics"



Somos animais políticos, como não sem razão afirmou Aristóteles, que quiçá influiu mais do que nenhum outro filósofo da antiguidade no pensamento da humanidade através de quase 200 tratados, segundo se afirma, dos quais se conservaram apenas 31. Seu mestre foi Platão, o qual legou para a posteridade sua famosa utopia sobre o Estado Ideal, que em Siracusa, onde tratou de aplicá-lo, quase lhe custa a vida.

Sua Teoria Política ficou como apelativo para qualificar as ideias como más ou boas. Os reacionários a utilizaram para qualificar tanto Marx, como Lênin, de teóricos, sem tomar em conta que suas utopias inspiraram a Rússia e a China, os dois países chamados a encabeçar um mundo novo que permitiria a sobrevivência humana se o imperialismo não desatar antes uma criminosa e exterminadora guerra.

A União Soviética, o Campo Socialista, a República Popular da China e a Coreia do Norte nos ajudaram a resistir com abastecimentos essenciais e armas, ao bloqueio econômico implacável dos Estados Unidos, o império mais poderoso de todos os tempos. Apesar de seu imenso poder, não pôde esmagar o pequeno país que a poucas milhas de suas costas resistiu durante mais de meio século às ameaças, aos ataques piratas, sequestros de barcos pesqueiros e afundamentos de navios mercantes, destruição em pleno voo do avião da Cubana de Aviação em Barbados, incêndio de escolas e outros delitos. Quando tentou invadir nosso país com forças mercenárias na vanguarda, transportadas em barcos de guerra dos Estados Unidos como primeira etapa, foi derrotado em menos de 72 horas. Mais tarde os bandos contrarrevolucionários, organizados e equipados por eles, cometeram atos de vandalismo que provocaram a perda da vida ou da integridade física de milhares de compatriotas.

No estado da Flórida se localizou a maior base de atividades contra outro país que existia naquele momento. Com o passar do tempo o bloqueio econômico se estendeu aos países da Otan e outros muitos aliados da América Latina, que foram durante os primeiros anos cúmplices da criminosa política do império, que despedaçou os sonhos de Bolívar, Martí e centenas de grandes patriotas de irredutível conduta revolucionária na América Latina.

A nosso pequeno país não só se negava seu direito a ser uma nação independente, como a qualquer outro dos numerosos Estados da América Latina e do Caribe, explorados e saqueados por eles, mas também o direito à independência de nossa Pátria que seria totalmente despojado, quando o destino manifesto concluía sua tarefa de anexar nossa ilha ao território dos Estados Unidos da América do Norte.

Na recém concluída reunião de Fortaleza se aprovou uma importante Declaração entre os países que integram o grupo Brics.

Os Brics propõem uma maior coordenação macroeconômica entre as principais economias, em particular no G-20, como um fator fundamental para o fortalecimento das perspectivas de uma recuperação efetiva e sustentável em todo o mundo.

"Presidentes dos Brics reúnem-se com presidentes de países da Unasul"



Anunciaram a assinatura do Acordo constitutivo do Novo Banco de Desenvolvimento, com a finalidade de mobilizar recursos para projetos de infraestrutura e de desenvolvimento sustentável dos países Brics e outras economias emergentes e em desenvolvimento.

O Banco terá um capital inicial autorizado de 100 bilhões de dólares. O capital inicial subscrito será de 50 bilhões de dólares, dividido em partes iguais entre os membros fundadores. O primeiro presidente da Junta de Governadores será da Rússia. O primeiro presidente do Conselho de Administração será do Brasil. O primeiro presidente do Banco será da Índia. A sede do Banco será em Xangai.

Anunciaram também a assinatura de um Tratado para o estabelecimento de um Fundo Comum de Reservas de Divisas para situações de contingência, com um tamanho inicial de 100 bilhões de dólares.

Reafirmam o apoio a um sistema multilateral de comércio aberto, transparente, inclusivo e não discriminatório; assim como a conclusão exitosa da Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Reconhecem o importante papel que as empresas estatais desempenham na economia; assim como o das pequenas e médias empresas como criadores de emprego e riqueza.

Reafirmam a necessidade de uma reforma integral das Nações Unidas, incluído seu Conselho de Segurança, com a finalidade de torná-lo mais representativo, eficaz e eficiente, de maneira que possa responder adequadamente aos desafios globais.

Reiteraram sua condenação ao terrorismo em todas as suas formas e manifestações, onde quer que ocorra; e expressaram preocupação pela contínua ameaça do terrorismo e do extremismo na Síria, ao mesmo tempo que chamaram todas as partes sírias a que se comprometam a pôr fim aos atos terroristas perpetrados pela Al-Qaeda, seus filiados e outras organizações terroristas.

Condenaram energicamente o uso de armas químicas em qualquer circunstância; e deram boas-vindas à decisão da República Árabe Síria de aderir à Convenção sobre Armas Químicas.

Reafirmaram o compromisso de contribuir a uma justa e duradoura solução global do conflito árabe-israelense sobre a base do marco legal internacional universalmente reconhecido, incluindo as resoluções pertinentes das Nações Unidas, os Princípios de Madri e a Iniciativa de Paz Árabe; e expressaram apoio à convocação, na data mais próxima possível, da Conferência sobre o estabelecimento de uma zona do Oriente Médio livre de armas nucleares e outras armas de destruição em massa.

Reafirmaram a vontade de que a exploração e utilização do espaço extraterrestre deve ser para fins pacíficos.

"Reunião da cúpula do Brics"



Reiteraram que não há alternativa a uma solução negociada para a questão nuclear iraniana e reafirmaram apoio a sua solução através de meios políticos e diplomáticos.

Expressaram preocupação pela situação no Iraque e apoiaram o governo iraquiano em seus esforços para superar a crise, defender a soberania nacional e a integridade territorial.

Expressaram preocupação pela situação na Ucrânia e fizeram um chamamento por um diálogo amplo, a diminuição do conflito e a moderação de todos os atores envolvidos, com a finalidade de encontrar uma solução política pacífica.

Reiteraram a firme condenação ao terrorismo em todas as suas formas e manifestações. Assinalaram que as Nações Unidas têm um papel central na coordenação da ação internacional contra o terrorismo, que deve ser levada a cabo conforme o direito internacional, incluída a Carta das Nações Unidas, e o respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais.

Reconheceram que a mudança climática é um dos maiores desafios que a humanidade enfrenta, e fizeram um chamamento a todos os países a construir sobre as decisões adotadas na Convenção Marco das Nações Unidas sobre a Mudança Climática (CMNUCC), com vistas a chegar a uma conclusão exitosa para o ano de 2015 das negociações no desenvolvimento de um protocolo, outro instrumento legal ou um resultado acordado com força legal sob a Convenção aplicável a todas as Partes, de conformidade com os princípios e disposições da CMNUCC, em particular o princípio das responsabilidades comuns mas diferenciadas e suas respectivas capacidades.

Expressaram a importância estratégica da educação para o desenvolvimento sustentável e o crescimento econômico inclusivo; assim como destacaram o vínculo entre a cultura e o desenvolvimento sustentável.

A próxima Cúpula dos Brics será na Rússia, em julho de 2015.

Pareceria que se trata de mais um acordo entre os muitos que aparecem constantemente nos despachos das principais agências ocidentais de imprensa. Contudo, o significado é claro e rotundo: A América Latina é a área geográfica do mundo onde os Estados Unidos impuseram o sistema mais desigual do planeta, o desfrute de suas riquezas internas, o fornecimento de matérias primas baratas, comprador de suas mercadorias e o depositante privilegiado de seu ouro e seus fundos que escapam de seus respectivos países e são investidos pelas companhias norte-americanas no país ou em qualquer lugar do mundo.

Nunca ninguém encontrou uma resposta capaz de satisfazer as exigências do mercado real que hoje conhecemos, mas tampouco poderia duvidar-se de que a humanidade marcha para uma etapa mais justa do que até nossos tempos tem sido a sociedade humana.

Repugnam os abusos cometidos ao longo da história. Hoje o que se avalia é o que sucederá em nosso planeta globalizado em um futuro próximo. Como poderiam escapar os seres humanos da ignorância, da carência de recursos elementares para alimentação, saúde, educação, habitação, emprego decente, segurança e remuneração justa. O que é mais importante, se isto será possível ou não, neste minúsculo rincão do Universo. Se meditar sobre isto serve para algo, será para garantir na realidade a supremacia do ser humano.

Por minha parte, não abrigo a menor dúvida de que quando o presidente Xi Jinping termine as atividades para concluir seu giro neste hemisfério, assim como o presidente da Federação Russa, Vladimir Pútin, ambos os países estarão culminando uma das maiores proezas da história humana.

Na Declaração dos Brics, aprovada em 15 de julho de 2014 em Fortaleza, defende-se uma maior participação de outros países, especialmente os que lutam por seu desenvolvimento com vistas a fomentar a cooperação e a solidariedade com os povos e de modo particular com os da América do Sul, assinala-se em um significativo parágrafo que os Brics reconhecem em particular a importância da União das Nações Sul-americanas (Unasul) na promoção da paz e da democracia na região, na conquista do desenvolvimento sustentável e na erradicação da pobreza.

Já fui bastante extenso, apesar de que a amplitude e a importância do tema demandavam a análise de importantes questões que requeriam alguma réplica.

Pensava que nos dias subsequentes haveria um pouco mais de análise séria sobre a importância da Cúpula dos Brics. Bastaria somar os habitantes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul para compreender que totalizam neste momento a metade da população mundial. Em poucas décadas o Produto Interno Bruto da China superará o dos Estados Unidos; muitos Estados já solicitam iuans e não dólares, não só o Brasil, mas vários dos mais importantes da América Latina, cujos produtos como a soja e o milho competem com os da América do Norte. O aporte que a Rússia e a China podem fazer na ciência, na tecnologia e no desenvolvimento econômico da América do Sul e do Caribe é decisivo.

Os grandes acontecimentos da história não se forjam em um dia. Enormes provas e desafios de crescente complexidade se vislumbram no horizonte. Entre a China e a Venezuela foram assinados 38 acordos de cooperação. É hora de conhecer um pouco mais as realidades.

Fidel Castro Ruz

21 de julho de 2014, às 22h15

Fonte: Jornal "Granma"

Tradução: José Reinaldo Carvalho, editor do Portal Vermelho

domingo, 20 de julho de 2014

Una diputada radical israelí pide que sean asesinadas todas las madres palestinas - Cuatro

http://www.cuatro.com/noticias/internacional/Ayelet_Shaked-diputada_israeli-declaraciones_0_1829625362.html

Del partido israelí Hogar Judío Ayelet Shaked
Por dar a luz a "pequeñas serpientes"

La diputada del radical partido israelí Hogar Judío Ayelet Shaked ha pedido la muerte de todas las madres palestinas por dar a luz a "pequeñas serpientes", según hizo saber hace dos semanas en su web de Facebook.
Una diputada radical israelí pide que sean asesinadas todas las madres palestinas


"Tienen que morir y sus casas tienen que ser demolidas. Son nuestros enemigos y nuestras manos deberían estar manchadas de su sangre. Esto se aplica igual a las madres de los terroristas fallecidos", ha escrito la diputada.
"Detrás de cada terrorista se encuentran decenas de hombres y mujeres sin los cuales no podría perpetrar atentados. Ahora todos son combatientes enemigos, y su sangre caerá sobre sus cabezas. Incluyo a las madres de los mártires, que les envían al infierno con flores y besos. Nada sería más justo que siguieran sus pasos", según el post que publicó el pasado 7 de julio.
"Deberían desaparecer junto a sus hogares, donde han criado a estas serpientes. De lo contrario, criarán serpientes más pequeñas".
La diputada ha asegurado que "el pueblo palestino ha declarado la guerra a Israel, y con guerra hay que responder. Basta de referencias oblicuas: esto es una guerra contra el terror, no una operación, no una estrategia de baja intensidad. Las palabras tienen su significado".
El primer ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, ha sido uno de los primeros mandatarios que ha tenido conocimiento de estas declaraciones, que ha comparado con la mentalidad del Nazismo.
"Una diputada israelí ha declarado que las madres palestinas deberían ser asesinadas. ¿Qué diferencia hay entre esta mentalidad y la de Hitler?", ha hecho saber en declaraciones recogidas por el diario turco 'Hurriyet'.

Isso é Gaza - Vozes Judaicas pela Paz



Você é um paramédico
Arrisca sua vida para chega à cena de um bombardeio
Chega tarde demais, as vítimas já faleceram
E descobre que todas são de uma mesma família - a sua.

Isso é Gaza.

Jewish Voice for Peace com Mizzybahudeen Ibnhassan e outras 3 pessoas

You are a paramedic.
You risk your life to reach the scene of a bombing.
You arrive too late, and the victims are already dead.
You discover that the victims are your own family.


This is Gaza.

Take action: wefb.it/F71047

O que aconteceu ao avião da Malaysian? 19/7/2014, Paul Craig Roberts


“Dado que Washington, Kiev e a imprensa-empresa press-tituta [orig. presstitute] também estão obrando na propaganda de que Putin “é culpado”, ninguém encontrará na mídia norte-americana qualquer informação aproveitável. Teremos de procurar e de construir nós mesmos nossa própria informação aproveitável.”

************************************

A máquina de propaganda de Washington está trabalhando em tão alta rotação, que há risco de perdermos os dados e fatos comprovados que já temos.

Um desses fatos é que os federalistas não têm os caros sistemas de mísseis antiaéreos Buk ou não têm pessoal treinado para operá-los.

Outro fato é que os federalistas não têm incentivo ou motivo para, ou interesse em, derrubar avião de passageiros; a Rússia tampouco. Qualquer um sabe ver a diferença em um avião de combate voando baixo e um avião de passageiros a 33 mil pés de altura.

Os ucranianos têm sistemas Buk de mísseis antiaéreos, e uma bateria Buk estava operacional na região e localizada em ponto do qual poderia ter disparado um míssil contra o avião.

Assim como os federalistas e o governo russo não têm incentivo nem motivo para derrubar avião de passageiros, tampouco os tem o governo ucraniano; e, de fato, nem os ensandecidos nacionalistas extremistas ucranianos que formaram milícias para fazer as lutas contra os federalistas que o governo ucraniano não têm interesse em fazer. A menos que haja aí um plano para culpar a Rússia.

Um general russo que conhece o sistema de armas apresentou sua opinião, de que foi erro cometido por militares ucranianos não treinados para usar aquela arma. O general disse que, embora a Ucrânia tenha algumas armas, os ucranianos não foram treinados para usá-las nesses 23 anos desde que a Ucrânia separou-se da Rússia. O general acredita que tenha sido um acidente devido à incompetência.

Essa explicação faz algum certo sentido e com certeza faz muito mais sentido que a propaganda de Washington. O problema com a explicação do general é que não explica por que o sistema Buk de mísseis antiaéreos foi posto próximo de, ou dentro de, território dos federalistas. Os federalistas não têm força aérea.  Parece estranho que a Ucrânia mantivesse um caríssimo sistema de  mísseis em área na qual não teria uso militar – e em posição na qual poderia ser capturado pelos federalistas.

Como Washington, Kiev e a imprensa-empresa press-tituta [orig. presstitute] também estão obrando na propaganda de que Putin é culpado, ninguém encontrará na mídia norte-americana qualquer informação aproveitável. Teremos de procurar e de construir nós mesmos nossa própria informação aproveitável.

Um modo de fazer isso é perguntar: por que aquele sistema de mísseis estava onde estava? Por que pôr em risco um caríssimo sistema de mísseis, pondo-o num ambiente conflagrado, no qual não teria nenhuma serventia? Incompetência, sim, é uma das respostas; outra resposta é que o sistema de mísseis foi posto ali, para ser usado, porque seria usado.

Seria usado para quê? Noticiosos e provas circunstanciais têm fornecido duas respostas. Uma delas é que os extremistas ultranacionalistas anti-Rússia e pró-EUA & Europa tinham planos para derrubar o avião presidencial de Putin; e teriam confundido o avião malaio e o avião russo.

A agência Interfax, citando fontes anônimas, aparentemente controladores de tráfego aéreo, noticiou que o avião malaio e o avião de Putin estariam em rotas quase idênticas, com poucos minutos de intervalo entre um e outro. Interfax cita sua fonte: “O que posso dizer é que o avião de Putin e o Boeing malaio cruzaram-se no mesmo ponto no mesmo degrau. Foi perto de Varsóvia, no degrau 330-m, altura de 10.100 metros. O jato presidencial estava nesse ponto às 16h21 hora de Moscou, e o avião malaio, às 15h44 hora de Moscou. Os perfis das aeronaves são semelhantes, as dimensões lineares são muito semelhantes, e as cores, observadas em grande distância, são quase idênticas.”

Não encontrei nenhum desmentido oficial russo, mas, segundo noticiários russos, o governo russo informou, em resposta às notícias da agência Interfax, que o avião presidencial de Putin já não voa a antiga rota da Ucrânia desde o início das hostilidades.

Antes de aceitar essa negativa, é preciso ter bem claro que qualquer tentativa pelos ucranianos de assassinar o presidente da Rússia implica guerra – exatamente a guerra que a Rússia quer evitar. Implica também a cumplicidade de Washington na tentativa de assassinato, porque é altamente improvável que os fantoches de Washington em Kiev arriscar-se-iam a cometer ato tão perigoso, se não contassem com o apoio dos EUA.

O governo russo, que é inteligente e racional, com certeza negaria todas as notícias sobre uma tentativa, por Kiev e Washington, de assassinarem o presidente russo. Se não negar, a Rússia fica obrigada a tomar alguma providência – quer dizer: também implica guerra.

A segunda explicação é que os extremistas pró-Europa-EUA que operam por fora do aparelho militar ucraniano oficial tenham concebido um atentado para derrubar um avião de passageiros, para inculpar a Rússia. Se houve um atentado, o mais provável é que tenha sido gerado pela CIA ou por algum braço operativo de Washington; e visaria a forçar a União Europeia a parar de opor-se às sanções de Washington contra a Rússia, além de contribuir para romper valiosos laços econômicos que conectam a Rússia à Europa. Washington está frustrada por suas sanções continuarem a ser unilaterais, sem apoio dos fantoches dos EUA na OTAN, nem de qualquer outro país no planeta, exceto talvez do cachorrinho-de-madame e primeiro-ministro britânico.

Há muitas provas circunstanciais a favor dessa segunda explicação. Há o vídeo em Youtube apresentado como de uma conversa entre um general russo e federalistas, que falam sobre terem derrubado, por erro, um avião de passageiros. Segundo o noticiário, especialistas que examinaram o vídeo já sabem que foi gravado na véspera, um dia antes de o avião malaio cair.

Outro problema com esse vídeo é que, por mais que se possa crer que os federalistas tivessem confundido um avião de passageiros a 33 mil pés de altitude, com um jato militar de ataque, o general russo jamais os confundiria. A única conclusão é que, ao fazer falar um militar russo (verdadeiro ou falso), para tentar dar credibilidade a um vídeo falso, os falsários erraram e desacreditaram-se, eles mesmos.

A prova circunstancial que o público não especialista pode entender mais facilmente está na sequência de noticiários de televisão produzidos para culpar a Rússia... antes de que se conheça qualquer fato.

Em meu artigo anterior
[1] falei de um noticiário da BBC ao qual assisti, e que com certeza foi integralmente produzido para culpar a Rússia. O programa concluía com um correspondente da BBC, ofegante, dizendo que acabava de assistir ao vídeo em Youtube, e que ali estava a prova do crime e “não resta dúvida alguma” – dizia o jornalista. A prova do crime apareceu para o jornalista da BBC, antes de o governo da Ucrânia e Washington saberem das coisas.

A prova de que Putin fez tudo seria um vídeo filmado antes do ataque ao avião malaio. Todo o noticiário produzido pela BBC e distribuído pela [rede] National Public Radio foi orquestrado para a exclusiva finalidade de ‘provar’, antes de haver qualquer prova, que a Rússia teria sido responsável.

Verdade é que toda a imprensa-empresa ocidental falou como uma só voz: foi a Rússia! E todas as press-titutas/press-titutos continuam a dizer sempre a mesma coisa.

O mais provável é que essa opinião única e uniforme apenas reflita o treinamento pavloviano da imprensa-empresa ocidental, que sempre, automaticamente, se alinha com Washington. Nenhuma ‘fonte’ quer ser criticada por ‘antiamericanismo’ ou quer ver-se isolada da opinião geral, a única que se ouve, a única que se admite, a única que não pode ser contestada, sob pena de o ‘especialista’ receber ‘nota vermelha’ no boletim.

Como ex-jornalista e colaborador dos mais importantes veículos da imprensa-empresa nos EUA, sei muito bem como funcionam.

Por outro lado, se se descontam os condicionamentos pavlovianos – que gera o ‘jornalismo’ de repetição automática –, a única conclusão que resta é que todo o ciclo de notícias sobre o avião malaio está sendo orquestrado para inculpar Putin.

Romesh Ratnesar, vice-editor de Bloomberg Businessweek,
[2] oferece prova convincente de que, sim, tudo está sendo orquestrado, com o que publicou dia 17/7.

O título da coluna de Ratnesar é “Derrubada do avião malaio atrai desastre para Putin”. Ratnesar não está dizendo que Putin pode estar sendo vítima de um complô. O que ele diz é que antes de Putin ter derrubado o avião malaio, “para a vasta maioria dos norte-americanos o comprometimento da Rússia na Ucrânia parecia só ter importância periférica para os interesses dos EUA. Esse cálculo mudou (...). Talvez demore meses, talvez anos, mas a crueldade de Putin voltará a desabar sobre ele. Quando acontecer, a derrubada do MH 17 será afinal vista como o começo do fim de Putin.”

Fui editor do Wall Street Journal e, naquele tempo, quem me aparecesse com coluna de merda equivalente a essa teria sido demitido(a). Só insinuações, sem nenhum prova que apoie qualquer coisa. E a mentira-distorção, descarada, segundo a qual o que foi golpe de estado dado por Washington contra a Ucrânia seria “o comprometimento da Rússia na Ucrânia”!

O que estamos testemunhando é a total corrupção do jornalismo ocidental, pela agenda imperial de Washington. Ou os jornalistas alinham-se com as mentiras, ou são atropelados.

Procurem à volta: onde há jornalistas ainda honestos? Quem são? Glenn Greenwald, que enfrenta ataque constante dos próprios colegas jornalistas, os quais, todos, são putas, daquelas que fazem qualquer negócio por qualquer dinheiro. E que outro jornalista haveria, cujo nome nos venha à lembrança? Julian Assange, trancado na Embaixada do Equador em Londres, com a vida por um fio pendente de ordens de Washington. E o fantoche britânico não dá a Assange o direito de livre trânsito [até o aeroporto] para que possa assumir o asilo que o Equador lhe garantiu.

A última vez que se viu tal violência no mundo, foi a União Soviética, que exigiu que o governo-fantoche da Hungria mantivesse o cardeal Mindszenty cercado dentro da embaixada dos EUA em Budapeste durante 15 anos, de 1956 até 1971. Mindszenty recebeu asilo político dos EUA, mas a Hungria, obedecendo ordens dos soviéticos, não honrou o direito de asilo – exatamente como faz hoje o palhaço-fantoche britânico obedecendo ordens de Washington, que não honra o direito de asilo que Assange JÁ TEM. (...)

A única mácula na diplomacia de Putin é que a diplomacia de Putin depende de a boa-vontade e a verdade prevalecerem. Mas não há boa-vontade nos EUA, e Washington não tem interesse algum em que a verdade prevaleça. Para Washington só interessa que Washington prevaleça.

Putin não está enfrentando “parceiros” razoáveis, mas todo um ministério da propaganda que faz mira contra ele.

Compreendo a estratégia de Putin, na qual se veem a razão e a razoabilidade russas, contra as ameaças de Washington – mas é aposta muito arriscada. A Europa já há muito tempo é apêndice de Washington, e não há líderes europeus no poder que tenham capacidade e visão suficientes para separar a Europa, de Washington. Além do mais, os líderes europeus são sobejamente subornados para servirem a Washington. Um ano depois de deixar o governo, e Tony Blair já recebia salário de $50 milhões de dólares.

Depois dos desastres que os europeus conheceram, é pouco provável que líderes europeus pensem em qualquer outra coisa que não seja aposentadoria confortável. Para isso, nada como empregar-se como serviçal de Washington. Como a extorsão bem-sucedida contra a Grécia, obrada por bancos, o comprova, o povo europeu está reduzido à impotência.

Em Global Research,
[3] lê-se a declaração oficial do Ministério de Defesa da Rússia.  

O ataque de propaganda de Washington contra a Rússia é uma dupla tragédia, porque contribuiu para desviar as atenções para longe da mais recente atrocidade que Israel comete contra os palestinos sitiados no Gueto de Gaza. Israel diz que o ataque aéreo e a invasão da Faixa de Gaza seriam simples esforços para localizar e vedar supostos túneis pelos quais palestinos contrabandeariam armas para dentro de Israel. Basta olhar pela janela em Israel, para ver que não há ataques de palestinos contra israelenses, nem há palestinos massacrando uma geração inteira, mais uma, de palestinos.

Seria de esperar que houvesse pelo menos um jornalista em algum ponto da imprensa-empresa norte-americana, que perguntasse se bombardear hospitais e matar crianças dentro das próprias casas está(ria) ajudando a fechar supostos túneis que chegariam a Israel. Mas já é pedir demais para as press-titutas/press-titutos da imprensa-empresa nos EUA.

E do Congresso dos EUA, então, esperem ainda menos! A Câmara e o Senado já aprovaram resoluções de apoio ao morticínio de palestinos por Israel. Dois Republicanos – o desprezível Lindsey Graham e o frustrante Rand Paul – e dois Democratas – Bob Menendez e Ben Cardin – apresentaram projeto de Resolução ao Senado de apoio ao assassinato premeditado de mulheres e crianças palestinas, por Israel. A Resolução foi aprovada pelo povo “excepcional e indispensável” do Senado dos EUA, por unanimidade.

Como recompensa pela política de genocídio, o governo Obama já está repassando, imediatamente, $429 milhões do dinheiro dos contribuintes norte-americanos, para Israel: é o pagamento pelo mais recente massacre.

Comparem o apoio que o governo dos EUA garante aos crimes de guerra de Israel, e a massacrante campanha de propaganda contra a Rússia, alimentada de mentiras.

Os EUA estamos de volta aos tempos das “armas de destruição em massa” de Saddam Hussein; das “armas químicas” de Bashar al-Assad; das “armas atômicas iranianas”.

Washington mente tanto, há tanto tempo, que já não sabe fazer outra coisa. *****


[1] 18/7/2014, “Sanções, aviões de passageiros e ‘Doutrina Wolfowitz’”, PCR, traduzido em http://redecastorphoto.blogspot.com.br/2014/07/sancoes-avioes-de-passageiros-e.html
[3] 18/7/2014, Global Research, http://www.globalresearch.ca/mh-17-crash-in-ukraine-official-statement-from-russian-defense-ministry/5392000

O fascismo em Kiev - Sobre terminologia - Cassal -Coletivo Vila Vudu

O fascismo em  Kiev
Sobre terminologia
16/5/2014, cassad_eng (orig. russo; aqui traduzido do inglês) http://cassad-eng.livejournal.com/2908.html


Fotocolagem: Grande Dimitrov, pequeno Goering
 

Mais uma vez, sobre a essência da Junta de Kiev, que é algo que alguns de nós ainda tendem a negar. Tomemos a definição clássica de fascismo, de Georgi Dimitrov,[1] considerada a mais clara definição de fascismo, do ponto de vista da teoria comunista na URSS.

“Fascismo é declarada ditadura terrorista dos elementos mais reacionários, mais chovinistas, mais imperialistas do capital financeiro (...). O fascismo não é nem o governo sem classes nem o governo da pequena burguesia ou do lumpen-proletariat sobre o capital financeiro. Fascismo é o governo do próprio capital financeiro, ele mesmo. É um massacre organizado da classe trabalhadora e da fatia revolucionária do campesinato e da inteligência. O fascismo, na sua política externa, é a forma mais brutal de chovinismo, que cultiva ódio zoológico contra outros povos.”

Dentre várias outras definições, é a que considero mais correta e à qual recorro, pessoalmente, sempre que tenho de avaliar o grau de fascismo de um regime. Examinemos as correspondências entre diferentes traços da Junta de Kiev e essa definição. 1. Como se pode ver, os oponentes da Junta de Kiev são abertamente aterrorizados, o que inclui exterminação física, intimidação, sequestros com captura de reféns, prisões ilegais, detenções, tortura e outros elementos do terrorismo. Um pequeno grupo de pessoas que chegou ao poder por meio de golpe autoriza e supervisiona esse terror. Essa ditadura em Kiev é estreitamente reacionária e representa as formas mais radicais do nacionalismo e do fascismo integralistas ucranianos, os quais, como se vê nas declarações feitas por Yarosh, não ocultam as próprias tendências imperialistas, em primeiro lugar à custa da Federação Russa capitalista. 2. A Ucrânia é governada pelos representantes de um grande capital financeiro. Bilionários competem contra bilionários pela presidência do país. Os candidatos mais prováveis são Poroshenko, o bilionário, e Tymoshenko, a milionária. O bilionário Kolomoisky é grande poder na Ucrânia. Os bilionários Taruta e Akhmetov foram enviados para pacificar a rebelião no Donbass. Em outras palavras, pode-se ver uma clara implementação do governo por representantes de grande capital financeiro. Poroshenko não será talvez capitalista das finanças, e dos maiores? E Kolomoisky, não seria, talvez grande capitalista das finanças? Por tudo isso, negar a essência dos principais beneficiários do golpe em Kiev sugere, ou evidente incompreensão do que é o capitalismo, ou desejo de defender os detonados modelões capitalistas. 3. O governo da Ucrânia está sendo implementado mediante opressão das massas ignorantes e inconscientes, de proletários, e mediante terrorismo declarado contra a parte da classe trabalhadora, da inteligência, da pequena burguesia que manifesta opiniões contra a ditadura fascista e o monopólio do grande capital implantado dentro do governo. O grande capital converteu-se, ele mesmo, na Ucrânia, em regime e governo; e os esquadrões fascistas tornaram-se instrumentos para construir o sistema fascista de governo, que sempre é construído em ditaduras de terroristas. 4. Não é muito difícil reconhecer que o fascismo ucraniano cultiva ódio contra outros povos seja na sua política interna, seja na sua política externa – primeiramente contra os russos; e também contra os poloneses, em menor grau. Há ali também considerável antissemitismo. A russofobia é atualmente a pedra de toque na ideologia do regime de Kiev, que prega abertamente a opressão e o extermínio de pessoas por causa de sua etnia, cultura e idioma. Como se vê, pois, a situação na Ucrânia confere 100% com a definição clássica de Dimitrov. O que se vê no regime da Junta de Kiev, na Ucrânia, é exatamente fascismo, na sua forma mais pura e clássica. *****
P.S. A imagem que se vê no blog [http://colonelcassad.livejournal.com/1589906.html] é a famosa fotocolagem “Large Dimitrov, small Goering” [Grande Dimitrov, pequeno Goering].


[1] http://en.wikipedia.org/wiki/Georgi_Dimitrov

Míssil de Putin? 19/7/2014, Pepe Escobar, Russia Today


Eis o veredicto da boataria de guerra: a mais recente tragédia da Malaysian Airlines  (a segunda em quatro meses) é “terrorismo” perpetrado por “separatistas pró-Rússia” armados pela Rússia, e Putin é o principal culpado. Acabou-se a história. Quem tenha ideia diferente dessa, que cale a boca. Por quê? Porque sim. Porque a CIA disse. Porque a Hilária “Nós viemos, nós vimos, ele morreu” Clinton disse. Porque a doida Samantha ‘Responsabilidade de Bombardear para Proteger’ Power disse – trovejando na ONU, tudo devidamente impresso[1] pelo Washington Post infestado de neoconservadores. Porque a empresa-imprensa anglo-americana – da CNN à Fox (que tentou comprar a Time Warner, que pertence à CNN) – disse. Porque o Presidente dos EUA (PEUA) disse. E principalmente, sobretudo, porque Kiev vociferou, em primeiro lugar.
E lá estavam todos eles, em fila – as resmas de invariavelmente histéricos ‘especialistas’ da ‘comunidade de inteligência dos EUA’ literalmente espumando pela boca contra a maléfica Rússia, o ainda mais maléfico Putin; os ‘especialistas’ de inteligência, aqueles, que não viram um comboio de coruscantes picapes Toyota brancas atravessando o deserto iraquiano para tomar Mosul. Esses, aliás, já sentenciaram: ninguém mais precisa examinar prova alguma. Nada e nada. O mistério do voo MH17 está resolvido.
Pouco importa que o presidente Putin tenha dito que a tragédia do
MH17 ainda tem de ser investigada objetivamente. E “objetivamente”, é claro, não inclui aquela “comunidade internacional” ficcional que Washington concebeuaquela congregação de vassalos/sabujos curváveis. E sobre Carlos?!
Pesquisa rápida[2] já mostra que o voo MH17 estava deslocado, 200km para o norte, distante da rota habitual da Malaysian Airlines nos dias anteriores – dirigido bem para o centro de uma zona de guerra. Por quê? Que tipo de comunicação o MH17 recebeu da torre de controle aéreo de Kiev? Kiev não disse uma palavra sobre isso. Mas a resposta seria simples, se Kiev tivesse distribuído as gravações dos contatos entre a torre e o voo MH17; a Malaysia distribuiu exatamente essas gravações, depois que o voo MH370 desapareceu para sempre. Essas gravações nunca aparecerão. O serviço secreto da Ucrânia (SBU) confiscou essas gravações. Sem elas, não há como saber por que o voo MH17 estava fora da rota e o que os pilotos disseram antes da explosão.
O ministro da Defesa da Rússia, por sua vez, confirmou que  havia uma bateria Buk antiaérea controlada por Kiev e operacional, próxima da área onde caiu o MH17. Kiev havia distribuído vários sistemas de mísseis Buk terra-ar, com pelo menos 27 lançadores; todos perfeitamente capazes de derrubar jatos a 33 mil pés de altura. Militares russos detectaram radiação de um radar Kupol, como parte de uma bateria Buk-M1 perto de Styla [vila ao sul, a cerca de 30 km de Donetsk]. Segundo o ministério, o radar poderia estar transmitindo informações de rastreamento para outra bateria que estava a distância de tiro da rota do voo MH17. O radar de um sistema Buk rastreia um máximo de 80km. O MH17 voava à velocidade de 500mph. Assim, assumindo-se que os ‘rebeldes’ teriam um Buk operacional e o usaram, não teriam mais de cinco minutos para rastrear todo o céu acima deles, todas as altitudes possíveis, e fazer a mira. Naquele momento, saberiam que nenhum cargueiro poderia voar naquela altitude. Em http://slavyangrad.wordpress.com/2014/07/18/breaking-part-ii-evidence-continues-to-emerge-mh17-is-a-false-flag-operation/ encontram-se muitas evidências que apoiam a hipótese de que tenha sido atentado forjado sob falsa bandeira. E há também a história, mais estranha a cada minuto que passa, de Carlos, espanhol, controlador de tráfego aéreo de serviço na torre de Kiev, que estava acompanhando o voo MH17 em tempo real. Para muitos, Carlos é personagem real e autêntico, não é forjado; para outros, nunca nem trabalhou na Ucrânia. Fato é que tuitou feito doido. Sua conta na empresa Tweeter foi apagada – não por acaso –, e ele sumiu. Seus amigos estão agora desesperadamente à sua procura. Ainda consegui ler todos os tuítos dele, em espanhol, enquanto a conta ainda estava ativa. Agora, já se encontram cópias das mensagens que distribuiu e traduções para o inglês. Aqui, reproduzo alguns dos tuítos mais importantes: O B777 estava escoltado por dois jatos ucranianos de combate minutos antes de desaparecer do radar (5.48pm)”
Se as autoridades em Kiev querem admitir a verdade, dois jatos de combate voavam muito perto minutos antes do incidente, mas não derrubaram a aeronave (5.54)”
Imediatamente depois de o B777 da Malaysia Airlines desaparecer, autoridades militares de Kiev nos informaram sobre o avião derrubado. Como sabiam? (6.00)”
"
Tudo foi gravado no radar. Para os que não acreditem: foi derrubado por Kiev; nós sabemos aqui [na torre de controle] e o controle militar do tráfego aéreo também sabe (7.14)”
O Ministério do Interior sabia que havia aviões de combate na área, mas o Ministério da Defesa não (7.15)”
Os militares confirmaram que foi a Ucrânia, mas não se sabe de onde veio a ordem (7.31)”
A avaliação de Carlos (lê-se compilação parcial de seus tuítos em http://slavyangrad.wordpress.com/2014/07/18/spanish-air-controller-kiev-borispol-airport-ukraine-military-shot-down-boeing-mh17/) é bem clara: o míssil foi lançado por militares ucranianos por ordem do ministério do Interior – NÃO do Ministério da Defesa. Assuntos de segurança, no ministério do Interior estão sob comando de Andrey Paruby, que trabalhava bem perto dos neoconservadores dos EUA e dos neonazistas do Banderastão na praça Maidan. Assumindo-se que Carlos exista e seja quem diz ser, sua avaliação faz perfeito sentido,. Os militares ucranianos estão divididos entre o rei do chocolate [presidente Petro] Poroshenko – que quer uma détente com a Rússia, essencialmente para promover os interesses sombrios dos próprios negócios – e Santa Yulia Tymoshenko, que é bem conhecida por pregar o genocício dos russos étnicos no leste da Ucrânia.
Neoconservadores e ‘conselheiros militares’ dos EUA em campo na Ucrânia, como já se sabe, estão subindo as apostas, apoiando simultaneamente os grupos de
Poroshenko e de Tymoshenko.
Assim sendo... a quem interessa?[3] A questão chave permanece, é claro: cui bono? Só descerebrados terminais acreditariam que derrubar um avião de passageiros beneficiaria os federalistas no leste da Ucrânia, para nem pensar no Kremlin, que absolutamente nada teria a ganhar. Quanto a Kiev, teriam os meios, o motivo e a janela de oportunidade – especialmente depois que os neofascistas de Kiev foram efetivamente derrotados  e já estavam em retirada no Donbass. E isso depois que Kiev insistiu em bombardear a população do leste da Ucrânia, mesmo de longe e de cima. Não surpreende que os federalistas tivessem de se defender. E há também o timing, muito muito suspeito. A tragédia do MH17 acontece dois dias depois de os BRICS anunciarem o antídoto contra o FMI e o Banco Mundial, deixando ao largo, longe, o dólar norte-americano. E exatamente quando Israel avança ‘cautelosamente’ em sua nova invasão/limpeza étnica em câmera lenta, em Gaza. A Malásia, por falar nisso, é sede da Comissão de Crimes de Guerra Kuala Lumpur – comissão que condenou Israel por crimes contra a humanidade. Washington, é claro, sim, se beneficia. O que o Império do Caos consegue, nesse caso, é um cessar-fogo (e as gangues neonazistas de Kiev, que estão sendo fragorosamente derrotadas, poderão ser reabastecidas); ganham novo alento para a campanha de demonizar os ucranianos do leste como ‘terroristas’ (como Kiev, ao estilo Dick Cheney, sempre quis); e passam a lançar quantidades ilimitadas de lama sobre a Rússia e, especialmente, sobre Putin, até se acabar o mundo. Não é pouco ganho, para servicinho de minutos. Quanto à OTAN... É Natal em julho.
Daqui em diante, tudo depende da inteligência russa. Já estavam vigiando e rastreando tudo que acontecia na Ucrânia, 24 horas por dia, sete dias por semana. Nas próximas 72 horas, depois de examinar os muitos dados de rastreamento, com telemetria, radar e rastreamento por satélite, os russos saberão exatamente que tipo de míssil foi lançado, de onde, e terão também as comunicações da bateria que lançou o míssil. E terão acesso a todas as provas recolhidas na cena do crime. Diferente de Washington – que sempre já sabe tudo antes, mesmo sem investigar nada (lembram-se do 11/9?) – Moscou precisa de tempo para obter os fatos jornalísticos básicos (o quê, onde, quem?) e começar a trabalhar para provar a verdade e/ou desmentir a boataria distribuída por Washington. Os registros históricos mostram que Washington simplesmente ocultará todas as informações, se comprovarem que seus vassalos em Kiev lançaram um míssil contra avião de passageiros. Os dados de realidade podem apontar para bomba plantada no MH17, ou falha mecânica – embora pareça hoje explicação improvável. Se foi erro terrível cometido pelos rebeldes da Novorrússia, Moscou terá de admitir, relutantemente, que seja. Se foi Kiev, Moscou divulgará e comprovará imediatamente. Aconteça o que acontecer, só há, de garantida, a resposta ocidental histérica de sempre. Foi a Rússia. A culpa é da Rússia.
Putin
está mais que certo ao dizer que essa tragédia não teria acontecido se Poroshenko tivesse aceito uma extensão do cessar-fogo, como Merkel, Hollande e Putin tentaram convencê-lo a aceitar, no final de junho. No mínimo, para começar, Kiev já é culpada pelas mortes, porque o governo de Kiev é responsável pela segurança dos voos no espaço aéreo sob seu (teórico, que seja) controle.
Mas tudo se vai esquecendo nas brumas da guerra, tragédia e boataria. Sobre as declarações histéricas de Washington, e sua autoproclamada credibilidade, deixo aqui apenas um número: Iran Air 655.[4]


[3] Sobre ‘quem ganha’, leitura imperdível é: “Sobre perspectivas políticas da Novorússia”, Blog colonelcassad.eng (orig. russo, trad. do ing. em http://redecastorphoto.blogspot.com.br/2014/07/sobre-perspectivas-politicas-da.html [NTs])
[4] Iran Air 655. O dia em que os EUA mataram 290 civis inocentes. 2/7/2012, Samy Adghirni, Folha de S.Paulo: “Um dos mais polêmicos ataques americanos contra civis inocentes ocorreu há exatos 24 anos, no calor da guerra entre o Irã do então aiatolá Khomeini e o Iraque do ditador Saddam Hussein, aliado de Washington. Na manhã de 3/7/1988, um navio de guerra dos EUA disparou dois mísseis contra um Airbus A300 da Iran Air, matando na hora as 290 pessoas a bordo, incluindo 66 crianças. Entre as vítimas havia cidadãos de Irã, Índia e Itália, dentre outros países (mais em http://samyadghirni.blogfolha.uol.com.br/2012/07/02/o-dia-em-que-os-eua-mataram-290-civis-iranianos/ [NTs]).
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