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terça-feira, 28 de outubro de 2014

Renato Rabelo: Elogio à militância que não foge à luta - PCdoB. O Partido do socialismo.

Renato Rabelo: Elogio à militância que não foge à luta - PCdoB. O Partido do socialismo.

O presidente nacional do Partido Comunista do
Brasil, Renato Rabelo, emitiu na tarde desta segunda-feira (27) nota em
que enaltece o papel da militância na campanha que resultou na reeleição
de Dilma Rousseff à Presidência da República. Leia a íntegra:

 
A direção nacional do PCdoB enaltece com estima e louvor esse
coletivo de milhares e milhares que – com entusiasmo, dedicação e
criatividade – ocuparam as ruas e as redes sociais


A reeleição da presidenta Dilma Rousseff é fruto de um
conjunto de fatores, entre os quais se ressalta o papel destacado da
militância dos partidos e dos movimentos sociais. A direção nacional do
PCdoB enaltece com estima e louvor esse coletivo de milhares e milhares
que – com entusiasmo, dedicação e criatividade – ocuparam as ruas e as
redes sociais para que o povo conquistasse esta histórica quarta vitória
consecutiva.



Em especial, nosso Partido aplaude sua militância, seus quadros e nossa
rede de amigos e amigas que se empenharam de modo redobrado neste
segundo turno, enfrentando o poderio do consórcio oposicionista, dando,
assim, sua efetiva contribuição ao triunfo alcançado.

Para conter e vencer a investida reacionária, o povo se levantou e junto
com ele a militância de esquerda, popular e patriótica. Os
trabalhadores, através da maioria das centrais sindicais que os
representam – entre elas, a CTB, a CUT – apoiaram Dilma com suas
bandeiras e mobilizações. Do mesmo modo, as mulheres tendo por canal um
elenco de entidades nas quais se destaca a União Brasileira de Mulheres
(UBM); assim como os ativistas do movimento comunitário entre os quais
os que atuam na Confederação Nacional de Associações de Moradores
(CONAM); também os que batalham por uma sociedade sem racismo e
preconceitos como os companheiros da União de Negros pela Igualdade
(Unegro) e os ativistas dos movimentos LGBT.





Merece especial destaque pela garra e a criatividade, por sua atuação
intrépida em todo o país, a atuação valiosa da União da Juventude
Socialista (UJS). O trabalho da UJS contribuiu para que a mensagem da
campanha da presidenta Dilma Rousseff chegasse a amplas camadas da
juventude, principalmente nas universidades e escolas nas quais a UNE e a
Ubes tiveram papel muito significativo. A campanha também se estendeu
aos jovens da periferia, com o movimento Hip Hop. “Renovar a esperança”
foi a bandeira de campanha da UJS, e além disso a entidade criou
slogans, imagens, mensagens, que se disseminaram nas ruas e nas redes
sociais, tais como: “no meu país, eu boto fé, porque ele é governado por
uma mulher”; “Para o Brasil seguir em frente, eu vou com Dilma, coração
valente”.





No final deste segundo turno, a direita e a grande mídia sentiram o
cheiro da derrota e radicalizaram suas ações golpistas. No âmbito desse
desespero tentaram, via distorção e manipulação de fatos, criminalizar a
UJS; atitude, aliás, corriqueira deles contra os movimentos sociais.
Tentativa que será inócua pela seriedade, pelo valor da UJS, amplamente
reconhecido, enquanto entidade que mobiliza os jovens pelos seus
direitos e que os forma para a luta política e social transformadora.







Uma vez mais nosso aplauso, nosso elogio à militância comunista que suou
a camisa, que, armada de argumentos e entusiasmo, se irmanou com o povo
e, efetivamente, deu importante contribuição para a reeleição da
presidenta Dilma Rousseff. Para realizar as mudanças e as reformas
estruturais com as quais está compromissada nesse novo mandato, a
presidenta precisará do apoio impulsionador dessa militância “que não
foge à luta”.





São Paulo, 27 de outubro de 2014



Renato Rabelo

Presidente do Partido Comunista do Brasil – PCdoB

Derrotados, rentistas lançam plano B: ministro da Fazenda independente - Portal Vermelho

Derrotados, rentistas lançam plano B: ministro da Fazenda independente - Portal Vermelho

Passados apenas
dois dias do resultado de uma eleição de acirrada disputa, em que os
representantes da oligarquia financeira saíram derrotados, agora o
cassino da especulação tenta criar um terceiro turno das eleições, para
emplacar um ministro da Fazenda que atenda os seus interesses.



Da redação do Portal Vermelho, Dayane Santos




Agência Brasil
A presidenta Dilma já deixou claro que não vai se render à chantagem
A presidenta Dilma já deixou claro que não vai se render à chantagem


A economia foi um dos principais temas dessa campanha, tanto no
primeiro como no segundo turno das eleições. Os adversários de Dilma
disputaram quem apresentaria o plano de governo que mais atenderia aos
desejos do mercado. Marina Silva (PSB) propôs a independência do Banco
Central e o mercado aplaudiu. Aécio Neves (PSDB) não perdeu tempo e,
além da garantia de “medidas impopulares”, tratou logo de dizer que o
seu governo já tinha um ministro da Fazenda: Armínio Fraga,
ex-presidente do Banco Central no governo FHC e homem credenciado pelos
especuladores como George Soros, de quem Fraga já foi funcionário.



Na bolsa, a cada subida da candidata nas pesquisas, o índice Ibovespa
despencava e o dólar subia. Na imprensa, uma enxurrada de estimativas
pessimistas foi lançada para respaldar a ideia de que a inflação estava
descontrolada e o desemprego estava batendo a porta dos brasileiros. Na
campanha, a pressão contra Dilma foi para que ela dissesse quais seriam
as mudanças na economia no segundo mandato. A única coisa que
conseguiram arrancar foi que, por uma decisão pessoal do ministro, Guido
Mantega não ficaria na Fazenda no segundo mandato.



Dilma não cedeu à chantagem rentista e a realidade atropelou o terror
inflacionário. A estratégia neoliberal foi recorrer ao caso Petrobras.
Às vésperas do segundo turno, a revista Veja publicou matéria de capa em
que afirmava que, de acordo com depoimento do doleiro preso Alberto
Youssef, Lula e Dilma sabiam dos desvios na Petrobras.



Golpe da Veja desmascarado



A mentira de pernas curtas foi desmascarada. A intenção da Veja de interferir no resultado das eleições foi denunciada a tempo pela própria presidenta em seu último programa de TV da campanha.



O golpismo midiático foi tão explícito que os demais veículos da grande
imprensa não quiseram embarcar na onda da Veja. O diretor de jornalismo
da TV Globo, Ali Kamel, informou em carta enviada à Folha de S. Paulo
que a emissora não repercutiu a reportagem porque a revista “não provou
a denúncia com suas fontes”. Na carta, Kamel explica que noticiou os
protestos em frente à sede da revista porque ”não poderia ser ignorado”.



A repercussão veio em efeito bumerangue. Matéria publicada no Portal Brasil 247 desta segunda (27), afirma que a direção da Editora Abril
estava irritada com os efeitos da matéria. Segundo a matéria, o diretor
de redação Eurípedes Alcântara teria sido chamado a um jantar na casa
do presidente do Grupo Abril, Fábio Barbosa, ao qual também
compareceram os redatores-chefes Lauro Jardim, Fabio Altman, Policarpo
Jr. e Thaís Oyama, para dar explicações.



Nariz torcido



Derrotada nas urnas, a oligarquia financeira torce o nariz, mas é
obrigada a aceitar Dilma como presidenta. E como o plano de um Banco
Central independente foi por água abaixo, agora joga todas as suas
fichas num “ministro da Fazenda independente”. Um ministro que tenha
mais poderes que a presidenta Dilma, cujo papel seria reduzido à mera
formalidade protocolar, sem interferência nas decisões da economia
brasileira.



A
Bolsa de Valores, que na segunda (27) caiu em 2,77%, nesta terça (28)
opera em alta, sinalizando uma breve trégua, enquanto a presidenta não
anuncia o nome que eles querem para o ministério. E como num cassino, as
apostas e blefes crescem a cada instante, principalmente pela imprensa.




A manchete do jornal Valor Econômico desta terça (28) chega a dizer que o
ex-presidente Lula teria feito três indicações para a pasta da Fazenda:
Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco; Henrique Meirelles,
ex-presidente do Banco Central; e Nelson Barbosa, ex-secretário
executivo do Ministério da Fazenda. Essa informação que mais parece um
boato, nada mais é que uma tentativa de emplacar um ministro ligado ao
mercado.



O colunista político Kennedy Alencar, em seu comentário na rádio CBN,
diz que dos 39 ministros, Dilma pretende manter apenas dez, sendo que “a
principal peça é a equipe econômica”. Segundo ele, foi “infeliz” a
declaração de Guido Mantega, de que com a reeleição o povo aprovou a
política econômica do governo. “Ora, a presidente quase perdeu por causa
da política econômica. O mercado financeiro e o empresariado torceram
contra a petista”, disse ele.



A coação do mercado financeiro é porque durante toda a campanha, a
presidenta Dilma reafirmou que a sua preocupação é com o emprego, a
melhoria da renda do trabalhador e da vida das pessoas. “Não somos
aqueles que só pensam nos banqueiros e nos juros. Somos aqueles que
querem melhorar a vida de cada família”, asseverou Dilma em campanha no
Rio de Janeiro, dia 20 de outubro.



Sem chance



Para o mercado financeiro, como apontou a revista The Economist -
panfleto dos rentistas – as conquistas sociais “não são palpáveis”. A
medida concreta que eles querem é ajuste fiscal e juros na estratosfera
para pagamento da dívida pública à custa da estagnação econômica,
desemprego em massa.



O presidente do PT, Rui Falcão, em coletiva de imprensa nesta segunda
(27), afirma que o eventual indicado precisará apenas de uma coisa:
“comungar e manter a atual linha econômica do governo, mais voltada ao
mercado consumidor e ao mercado de trabalho. Não podemos nos pautar pelo
mercado financeiro”.



Dilma, por sua vez, em entrevista também nesta segunda (27), um dia após
a vitória nas urnas, manteve o tom da campanha e mostrou que não vai
ceder a chantagem: “Não tenho o menor interesse em fazer essa discussão
agora. No tempo exato, eu darei os nomes”.

Nordestinos sofrem preconceito na internet após vitória de Dilma - Como denunciar - Artigo - Com Mundo Bit e Coletivizando

Nordestinos sofrem preconceito na internet após vitória de Dilma - Mundo Bit

 Saiba o que fazer em casos de difamação, calúnia e cyberbulling na internet - Mundo Bit


Texto de 2010, após a vitória de Dilma, quando latiu o preconceito anti-nordestino do eleitorado de direita que votou Serra e agora votou Aécio. 

O Nordeste é o Brasil (e em todo lugar). Paulo Vinícius Silva (2010)





Saiba o que fazer em casos de crimes de injúria, racismo e incitação ao ódio - See more at: http://blogs.ne10.uol.com.br/mundobit/2014/10/26/nordestino-preconceito-dilma/?doing_wp_cron=1414370543.5090599060058593750000#sthash.q49Heu8u.dpuf
Saiba o que fazer em casos de crimes de injúria, racismo e incitação ao ódio - See more at: http://blogs.ne10.uol.com.br/mundobit/2014/10/26/nordestino-preconceito-dilma/?doing_wp_cron=1414370543.5090599060058593750000#sthash.q49Heu8u.dpuf

Discurso da 2ª Vitória de Dilma, Coração Valente - 26 de outubro de 2014 - Muda Mais



domingo, 26 de outubro de 2014

Pedro Porfírio: A verdade sobre o Porto de Mariel em Cuba - Portal Vermelho

Pedro Porfírio: A verdade sobre o Porto de Mariel em Cuba - Portal Vermelho

Em sua
deliberada má fé, Aécio Neves e alguns manipuladores da direita costumam
dizer na maior cara de pau que o governo brasileiro está construindo um
porto para Cuba só para ajudar o governo cubano, como se estivesse
desviando dinheiro para a ilha que derrotou o império com a sua
revolução invicta.



Por Pedro Porfírio, em seu blog*





Divulgação
Porto de Mariel, em Cuba.
Porto de Mariel, em Cuba.


Os idiotas da fauna obscurantista podem até se compensarem
psicologicamente quando repassam essa mentirada pela internet. Mas o
tucano, que não é um idiota, mas pretende enganar os menos informados,
exerce o mandato de senador e já foi até presidente da Câmara Federal.



"Ele sabe que o BNDES não pode repassar um centavo para governos
estrangeiros: quem a ele recorre é a empresa nacional que vai ganhar em
dólares em obras por dezenas de países.



Foi o que explicou didaticamente o presidente do BNDES, Luciano
Coutinho, em audiência na Comissão de Fiscalização Financeira da Câmara
dos Deputados, em 27 de maio deste ano.

Segundo o presidente do BNDES, não houve empréstimo ao governo cubano e
sim para uma empresa brasileira, no caso, o Grupo Odebrecht. Ele lembrou
que o BNDES é impedido por lei de emprestar dinheiro para empresas ou
governos estrangeiros. “O BNDES libera recursos apenas para empresas
brasileiras que tenham sido encarregadas de realizar um serviço no
exterior. Nossa relação é com a empresa nacional, para gerar empregos no
Brasil.”



Luciano Coutinho lembrou que o investimento foi feito na exportação de
serviços de engenharia e que esse tipo de mercado é muito disputado.
Destacou que, na América Latina, o Brasil responde hoje por quase 18% da
exportação de serviços de engenharia para a região, perdendo apenas
para a Espanha, e à frente dos Estados Unidos e da China.“Prestamos
serviços a países como Argentina, Venezuela, República Dominicana, Cuba,
Peru e Equador”, informou o presidente do BNDES aos deputados.



Num mercado muito disputado, o Brasil é o oitavo maior exportador de
serviços de engenharia do mundo. A China desembolsou entre 2008 e 2012
um total de US$ 45,2 bilhões; os Estados Unidos, 18,6 bilhões; a
Alemanha, US$ 15,6; e a França, US$ 14,6 bilhões, enquanto o Brasil
financiou US$ 2,24 bilhões, ficando atrás ainda da Índia, do Japão e da
Inglaterra.



Cuba paga em dia, segundo construtora brasileira: "a exportação de
serviços suporta hoje 1,7 milhão de postos de trabalho no Brasil".



O presidente da Odebrecht, Marcelo, foi mais além. Sua empresa, que tem
serviços em 23 países e emprega 200 mil pessoas, está muito feliz com
Cuba, onde o porto, com um custo enxuto inferior a US$ 1 bilhão (lá não
rola propina: não faz muito, em 2011 o ministro Alejandro Roca pegou 15 anos de cadeia por ter recebido um jabá de uma empresa chilena de sucos).



Os pagamentos estão sendo feitos rigorosamente em dia, como escreveu no
site 247: o risco de inadimplência apontado por alguns críticos não pode
ser contaminado pelo viés ideológico; "para quem está questionando os
riscos quanto ao pagamento, é importante saber que a ocorrência de
calotes não está relacionada a alinhamentos ideológicos: os maiores
"defaults" recentemente enfrentados pelo Brasil vieram dos Estados
Unidos e do Chile".



Ao ponderar que em 2013, a Odebrecht Infraestrutura faturou US$ 8
bilhões no exterior, o presidente do grupo, que completou 60 anos de
serviços de engenharia este ano escreveu:



"O BNDES não investiu em Mariel. O BNDES
financiou as exportações de cerca de 400 empresas brasileiras,
lideradas pela Odebrecht, no valor equivalente a 70% do projeto. Se o
porto será de grande importância para o socialismo cubano, foi o
capitalismo brasileiro que mais ganhou até agora.



País que não exporta não cresce, não adquire divisas e não se insere na
economia internacional. A exportação de serviços suporta hoje 1,7 milhão
de postos de trabalho no Brasil, na interação com vários setores
produtivos. Promove a inovação e estimula a capacitação de mão de obra
altamente especializada.



Entretanto, lemos e ouvimos que o financiamento brasileiro gera empregos
no exterior; que os contratos são sigilosos, talvez para encobrir
negócios escusos; que drena recursos da nossa infraestrutura; e que o
TCU (Tribunal de Contas da União) não fiscaliza.



Nada disso é verdade.

 
Primeiro: o financiamento à exportação
gera empregos no Brasil, porque não há remessa de dinheiro para o
exterior. Os recursos são desembolsados aqui, em reais, para a aquisição
de 85% dos bens e serviços produzidos e prestados por trabalhadores
brasileiros (os demais 15% são pagos à vista pelo importador).



Segundo: informações como o valor, destino e objeto do financiamento
sempre foram públicas, como pudemos ouvir e ler em todos os meios que
trataram de Mariel. As únicas informações que não são públicas são as
usuais das operações bancárias, como o valor do seguro, eventuais
contragarantias e as taxas que compõem a operação.



Nos financiamentos feitos pelos chineses, alemães, americanos, enfim,
por todos os países, essas informações também são confidenciais. Não
foram o Brasil e Cuba que inventaram essa regra.



Terceiro: os recursos que financiam exportações não concorrem com os
destinados a projetos no Brasil e são providos por fontes diferentes. Os
números falam por si: em 2012, o BNDES destinou cerca de US$ 7 bilhões
para apoiar o comércio exterior e US$ 173 bilhões para o mercado
interno.



O porto de Cuba não impediu a construção de nenhum projeto no Brasil. Aliás, até ajudou.



Por meio da exportação de serviços, como a de Mariel, a Odebrecht se
capacita e gera resultados que aplica aqui, como fez no terminal de
contêineres da Embraport, em Santos. É o maior do Brasil e foi
construído pela Odebrecht, simultaneamente a Mariel, com investimento
próprio de R$ 1,8 bilhão".


Já Mauro Hueb, diretor-superintendente em Cuba da Odebrecht, destacou em
outra entrevista: “É importante ressaltar que US$ 800 milhões foram
gastos integralmente no Brasil para financiar exportação de bens e
serviços brasileiros para construção do porto e, como consequência
disso, gerando algo em torno de 156 mil empregos diretos, indiretos e
induzidos, quando se analisa que a partir de cada US$ 100 milhões de
bens e serviços exportados do Brasil, por empresas brasileiras, geram-se
algo em torno de 19,2 mil empregos diretos, indiretos e induzidos”.



Assista ao vídeo:





Vendas a Cuba foram incrementadas a partir do governo FHC




A bem da verdade, os primeiros negócios dessa natureza com Cuba foram
iniciados ainda no governo Fernando Henrique, como ressaltou o diretor
do departamento de relações internacionais e comércio exterior da Fiesp,
Thomaz Zanotto, em entrevista a Record News em 31 de janeiro de 2014.



No caso do porto de Mariel, a principal garantia é a sua própria
receita. Toda a operação lá é gerenciada por uma empresa de Cingapura,
que faz o mesmo em outros países do mundo. Segundo o diretor da Fiesp,
como você verá no vídeo da Record,
desde o tempo de FHC Cuba vem pagando os financiamentos brasileiros
rigorosamente em dia. Nesses mais de 16 anos, o Brasil somou US$ 1,8
bilhão em investimentos em Cuba, sem nenhum problema registrado.



Ao inaugurar a obra da empresa brasileira, no início deste ano, a
presidenta Dilma Rousseff observou: "É um processo ganha-ganha, Cuba
ganha e o Brasil também ganha. É um bom negócio (…) Nós continuamos
fazendo investimentos na área de portos no Brasil. O Brasil hoje é um
país líder na América Latina e tem suas responsabilidades. Assim como a
gente saúda países desenvolvidos que, ao fazer investimentos, financiam o
fornecimento de suas empresas nacionais, por exemplo, o Brasil
financiou o Porto de Mariel, agora, no acordo, quem forneceu os
equipamentos, os bens e os serviços foram empresas brasileiras. Mais de
400 empresas brasileiras participaram desse esforço, gerando emprego e
renda”.



Para entender melhor a importância das exportações de serviços na
economia de qualquer país, vale dar uma lida no artigo da
superintendente da Área de Comércio Exterior, Luciene Machado, e do
chefe do Departamento de Comércio Exterior do BNDES, Luiz de Castro
Neves, sobre o apoio do BNDES a projetos de infraestrutura no exterior,
publicado no jornal Valor Econômico
em 17 de abril de 2014. " Os principais benefícios da
internacionalização são sentidos no Brasil. Para as empresas, a inserção
internacional representa não só a oportunidade de ampliar sua produção e
obter economias de escala, mas também de diversificar sua carteira de
clientes e mitigar riscos. Obter sucesso no mercado externo, onde a
competição é mais acirrada requer produtos de qualidade e preços
competitivos e capacidade de absorver e desenvolver novas tecnologias.
Já o mercado interno se beneficia não só dos impactos favoráveis sobre
emprego e renda, mas também dos ganhos na qualidade dos bens e serviços
disponíveis aos consumidores, usualmente a preços decrescentes. Basta
lembrar dos automóveis comercializados pelo país na década de 80".



Como se vê, age de má fé quem critica uma política de exportação de
serviços altamente benéfica para a economia brasileira, movido apenas
pela mais obsoleta intolerância ideológica.



*Publicado também no site Pátria Latina

sábado, 25 de outubro de 2014

Lutar contra a imprensa golpista não é crime.É preciso defender a democracia. Paulo Vinícius Silva

O Partido da Imprensa Golpista parece incorrer em crime eleitoral, e ainda assim que ter moral para  criminalizar a luta social. Quer perseguir a UJS. Quer dar golpe nas vésperas e após as eleições. Já quer impeachment. Golpismo.

E clama para que se repudie um protesto como algo contra a sociedade. Só há então uma causa censurável, denunciar a imprensa golpista? São as grandes empresas do PIG coitadinhos, pobres vítimas da intolerância. Não. Essas grandes empresas atuaram contra a democracia, quando vemos em perspectiva histórica.

Ademais, o protesto foi contra um crime eleitoral cometido pela Veja. Sua edição teve a proibição de propaganda pelo próprio TSE por ser claramente uma campanha eleitoral feita por um veículo, uma empresa que se comporta como partido político. E o bloco monolítico se soma à farsa. Clama de modo hipócrita sobre ameaças à democracia ao tempo em que tentam a qualquer preço pôr a mão pesada de seus donos sobre a decisão da sociedade brasileira.

Há poucos meses vimos, sim, protestos com atitudes violentas, mas como esperavam desestabilizar a Presidenta Dilma, vimos um outro tratamento midiático, marcado por condescendência. Agora, o furor que tem na ponta da língua a palavra “terrorista”, continua a mentira.

Pichação e o ato do lixo se inserem nas formas de protestos tradicionais, pacificas ou de resistência ativa e de desobediência civil, assim como passeatas e ocupações. O tom da cobertura midiática quer a solidariedade da sociedade para os reicindentes em manipulações eleitorais conhecidas, promovidos por uma elite da comunicação, contra o povo brasileiro. Foi um ato pacífico e não violento. E foi um ato legítimo.

Ilegítimas e violentas são as agressões sofridas por militantes em São Paulo, promovidas por gangues de riquinhos, e que o PIG não registra.Os menino não queimaram um carro de uma emissora, nem agrediram ninguém. O factóide só corresponde à descarada tentação de poder que tem a imprensa brasileira que é o principal partido de oposição.

Os mesmos veículos promoveram, participaram e celebraram o golpe de 1964. Chamavam os que lutavam contra a Ditadura de terroristas, diziam que torturados e mortos morriam em combate, e sucessivas vezes tentaram manipular os resultados eleitorais, mentindo muitas vezes.

Assim, a verdadeira ameaça à liberdade não é um protesto com 200 jovens por lixo na Editora e pichá-los de mentirosos. Ameaça à democracia é umas poucas oligarquias se utilizarem das concessões públicas, da infra-estrutura, das concessões públicas, da lei tributária, dos anúncios dos poderes públicos para conspirar contra a democracia e por a sua mão pesada contra a vontade popular, fautores de golpes midiáticos é que ameaçam a democracia, com imenso poder político e econômico.

Criminoso é quem tenta dar golpe na democracia, apoia ditaduras, torturas, e segue impune. Toda a minha solidariedade à UJS. Lutar não é crime. É preciso defender a democracia da imprensa golpista nascida nutrida pela Ditadura e pelo compadrio

Brasil - Dos trevosos anos 90 ao futuro (com #Dilma13 #MaisAmorMaisBrasil) - Paulo Vinícius Silva

Tristes lembranças dos anos 1990.
 Uma cliente me contava que o marido, do BANERJ, foi vitimado pela política de privatizações de FHC. Demitido num PDV, pequeno empresário nos anos FHC, faliu com os juros e a falta de apoio, e se tornou um camelô, e com seu trabalho digno e de sua esposa sobreviveram. Hoje, ela é uma microempreendedora, legalizada, com CNPJ, crédito a juro negativos e eles prosperam, com luta e otimismo, recuperando o que o neoliberalismo lhes tirara. Naquele tempo, gringos do FMI monitoravam a economia brasileira de um andar no Banco Central.

E a maioria de FHC na Câmara e no Senado, nos governos Estaduais e na imprensa e  mercado financeiro era descomunal. Na hegemonia do neoliberalismo, barbaridades eram ditas com tom de notável sabedoria, como ocorre hoje com esses imbecis que se orgulham de vomitar preconceitos.


O discurso da direita é odioso e reacionário.
Muito bonito o levante popular contra os preconceitos e a intolerância. É mais que necessário.  Afinal, vemos as ameaças quando um "líder religioso" aponta para um deputado de esquerda, que milita na causa LGBT, dos direitos humanos e para uma Mãe de Santo, e assim escreve no Twitter:
"Nesta quinta-feira pgm eleitoral d Dilma c/dep ativ gay, Jean Wyllys, e mãe de santo na 1ª fila. N precisa falar nada." Silas Malafaia

A liberdade religiosa foi garantida na Constituição de 1946, graças ao deputado comunista Jorge Amado. Diante desse direito à liberdade de crer ou não, que religião é essa, que Cristo é esse que aponta para uma pessoa e põe em debate sua sexualidade com esse tom de ataque?! Só me lembra a atitude de outros, no passado com a pedra nas mãos dos "puros" a apedrejar Madalena linchada e no chão. Na verdade, deve-se destacar a condição clara da discriminação, da reprovação moral, verdadeiro anátema, contra as pessoas que estão simplesmente viver as SUAS vidas. Coisa muito mal resolvida essa tal homofobia.

Tamanho desrespeito é anticristão. Cristo esteve lado a lado com prostitutas, publicanos, cegos, ladrões, pobres e leprosos. Ele não gostava era dos ricos, dos fariseus e dos saduceus, assim aprendi.Jesus enfrentava os fariseus. Teve a coragem de opor-se ao apedrejamento de uma mulher porque se lhe acusava de adultério há 2000 anos e dizer à multidão dilapidadora: "Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra". Que diferença do gesto do Cristo para o gesto do pastor.

Cristo foi uma via divergente do judaísmo, com o fim da crença de que os judeus seriam "o" povo eleito. Foi perseguido e por fim, o MATARAM por isso. Então, o Cristo crucificado foi morto desse modo horrível porque foi acusado de um "crime" religioso. Não sei com que autoridade um pastor pentecostal poderia se dirigir a quem divirja da sua fé, de modo tão jocoso e mau. Não acho que ele nem ninguém tenha esse direito. Fiquei muito chocado como um povo amigo, está vendo o plantar de sementes de ódio em nosso país miscigenado, sincrético, brasileiro. Só um estado laico é democrático para todas as religiões.

O retrocesso ao neoliberalismo seria o suicídio econômico do Brasil
Os "mercados", as bolsas de valores, tem um candidato nessa eleição. Se ele sobe, elas sobem, se ele cai, elas caem. Há, portanto uma candidatura do sistema financeiro, dos rentistas, daqueles que são os maiores privilegiados na distribuição da riqueza brasileira.  Para que se tenha uma ideia, 42% do Orçamento da União em 2013 foi para as despesas da Dívida Pública, cuja lucratividade é definida pela SELIC, que é decidida no Comitê de Política Monetária. E o juro dos lucros dos títulos da dívida pública diz qual vai ser o juro que pagaremos no cartão de crédito, na casa própria, no carro, no crédito para pessoas físícas e empresas. E é verdade: o governo FHC teve juros de 45% (hoje são 11,5%).

Dilma não é a candidata dos banqueiros, ela baixou o juro o quanto pôde, usando os bancos públicos para isso. Está sendo brutalmente chantageada há meses por sabotagem midiática e econômica porque se exige um "ajuste", e Dilma resiste, escolheu outro caminho.

Ela apoiou o pequeno produtor rural, o microempreendedor e empresário, os consumidores, podemos olhar para as nossas casas e veremos em nós ou ao redor alguma das vitórias alcançadas pelas políticas anticíclicas de Lula e Dilma. Dilma quer juro baixo, emprego alto e salário aumentando,quer outra via de superação da crise, diferente do "ajuste", o "arrocho", que significa aumentar juros, comprometer o crédito, quebra famílias e empresas, desempregar milhões de pessoas. A agenda econômica neoliberal é incompatível com o Brasil.

O Brasil iniciará um novo ciclo de parcerias políticas e comerciais com o mundo que cresce e investe, o Brasil será um imenso produtor de todos os derivados de petróleo, e o povo é trabalhador, empreendedor, podemos seguir evitando que a crise se imponha ao Brasil. E devemos denunciar essa manobra antidemocrática. O povo é o soberano, não os mercados. No Brasil quem manda é o povo. E o Brasil juntamente aos BRICS e a América Latina tem grandes perspectivas de crescimento. Voltar à agenda dos juros altos, da recessão, do desemprego, das privatizações e da babação ao capital externo só quebraria o Brasil, seria um suicídio econômico. Somos todos responsáveis por essa decisão.

A mudança apenas começou
Um retrocesso ameaçaria a democracia, à soberania, à vida do povo. Mas a Nação vive uma extraordinária experiência, em que o povo é o senhor da mudança e uma mulher está nos guiando com grande capacidade e coragem.

Dilma enfrentou a mídia golpista, o capital financeiro, o machismo, a violência, a homofobia, Dilma enfrentou a hipocrisia dos neoliberais que fingem combater a corrupção, mas são os privilegiados, seja pelo poder judiciário, pela mídia e o poder econômico. Seus crimes são engavetados e eles saem a posar de vestais, como se fosse crível.

Dilma lidera uma maioria qualificada por um programa claro de aprofundamento das mudanças iniciadas com a primeira vitória de Lula em 2002. É o programa mais de esquerda desde 1989. O povo está lindamente mobilizado, e as energias positivas dessa onda estão por aí, a criatividade e a capacidade daqueles que se unem pelo Brasil. Dilma liderará esse movimento nas eleições no dia seguinte a elas, porque os inimigos da democracia conspiram incessantemente contra a vontade popular, do mesmo modo que fizeram com Getúlio Vargas, levando-o ao suicídio. Como fizeram contra João Goulart para dar um golpe de estado.

Exatamente por isso, a liderança de Dilma deve ser profundamente política, além da necessidade de um grande desempenho econômico. Essa corrente tem de seguir em luta, num monumental trabalho de base para aprofundar as mudanças, levar adiante as Reformas de Base do Brasil de hoje, Reformas que Dilma anuncia: democratização da educação, defesa do emprego e do salário, soberania, mais democracia, respeito à diversidade, desenvolvimento.

Imaginem que dia bonito veremos quando todas as crianças tiverem direito à creche. Que mudanças na Educação e na Saúde faremos com o Pré Sal!!!! Há muitas e belas esperanças para o nosso povo, se mantiver a mudança no rumo correto! Com 10% do PIB será a década do florescimento da educação para o Brasil!

Há um novo ânimo na esquerda, mais propício à unidade. Dá emoção ver tanta gente boa lado a lado na defesa do Brasil. Por isso importa realizar a Reforma Política e por fim ao financiamento empresarial da campanhas. Dar voz ao povo nos plebiscitos e referendos. "A luta continua, companheiros(as)".  O segundo turno precisa ser vencido pendindo voto a voto, porque o terceiro turno já começou e o povo brasileiro está unido para defender e aprofundar a mudança.

O povo unido jamais será vencido! Vamos todos e todas com Dilma 13, Coração Valente!

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Emoção e clima de vitória na Zona Leste de São Paulo - TV Vermelho



Confira a reportagem exclusiva da TV Vermelho no ato Periferia com Dilma que aconteceu na Zona Leste da capital paulista na segunda-feira (20).

Agenda neoliberal é suicida e merece ser derrotada - Paulo Vinícius Silva

IMAGENS DOS RESULTADOS DAS POLÍTICAS NEOLIBERAIS: PERDA DE DIREITOS E FARRA DOS ESPECULADORES
AS 12 BARBEIRAGENS ECONÔMICAS DOS GOVERNOS DO PSDB

Essa eleição reviveu uma página tenebrosa de nosso passado, o tempo em que os especuladores das bolsas de valores chantageavam e dobravam o nosso país, graças ao apoio da imprensa sabuja da Ditadura e das oligarquias. Era assim, antes de Lula. Um verdadeiro complô dos playboys contra o Brasil. E, em parte, vivemos ainda esse tempo.

Mas dentre as peculiaridades dessa campanha eleitoral está o fato de as bolsas oscilarem ao sabor da subida ou da descida de Dilma nas pesquisas - antes de sua divulgação. Assim, os especuladores, a imprensa golpista e os entreguistas de sempre tem ainda um inacreditável potencial eleitoral que ameaça a mudança.

Dilma é notável por sua coragem e história, e tem grande capacidade técnica, liderando um projeto nacional de desenvolvimento brasileiro. Retroceder para a ortodoxia neoliberal destruiria a economia, ampliaria o desemprego, diminuiria a atividade econômica... mas seria um mar de oportunidades para aqueles que lucram com os juros e que influenciam o governo a aumentar as taxas, com consequências nefastas para o país. Essa agenda leva ao desmantelamento do estado de bem estar  europeu e até de direitos básicos. 48 Milhões de desempregados na OCDE. 11,1% na zona do Euro, em Portugal, 13.90%, Grécia, 26.40%, Espanha, 23.67%*, estas são as taxas de desemprego de países que addotaram esse receituário. O Brasil era assim.

São conquistas do povo as políticas anticíclicas, o que se demonstra na ampliação do emprego (4,9%), aumento de salários e direitos, com o fim da fome e a perspectiva da universalização da educação a partir do novo marco regulatório da exploração do Pré Sal, proposta pela Presidenta Dilma, atendendo ao clamor da sociedade.

Mudar não é andar para trás, para os tempos de desespero, desemprego, falências,crises, "inempregáveis". O Brasil já viu aonde isso dá. Mas a presidenta dá mostras de republicanismo ede respeito pela autonomia dos poderes. Mais que isso, a Presidenta  propõe uma agenda concreta de combate a corrupção. Propõe ademais uma Reforma Política com plebiscito e referendo, com conselhos da sociedade civil, com o fim do financiamento empresarial das campanhas eleitorais. Dilma levará adiante uma Reforma Educacional que criará uma nova geração de brasileirinhos(as) com direito às creches e que crescerão em meio a uma Reforma do Ensino Básico e o crescimento das verbas para a Educação e a Saúde.

São notáveis esperanças de futuro, mesmo cercados por crises e perigos. E uma mulher nos lidera na luta pela construção de um novo Brasil. Apoiemos seu coração valente! Viva a Dilma! É 13!

 * http://pt.tradingeconomics.com/spain/indicators

O depoimento de um tucano que bateu as asas e deixou o ninho - Viomundo*

Por que eu mudei – O depoimento de um tucano nato que bateu asas e deixou seu ninho - Viomundo

Por Rafael Cardone, no Facebook, editado pelo primo dele, PB, especialmente para o Viomundo*

Como quase todo mundo da minha geração que cresceu em Alphaville, subúrbio nobre de São Paulo, eu sempre fui tucano. Na infância, tive uma vida mais que confortável e desde cedo soube, por meus pais, que era um privilegiado.

Em 2002, Lula foi eleito a contragosto meu e de todos à minha volta. Eu tinha 15 anos e ouvi o anúncio de catástrofes que nunca vieram.

Quando surgiu o escândalo do “mensalão”, em 2005, torci por um impeachment, que, para a minha frustração, não veio. Na época, cheguei a sentir raiva do PSDB por não fazer a oposição que eu achava necessária.

Achava que os tucanos eram fracos por também terem o rabo preso, mas só queria criticar o partido adversário. Eu não tinha esquecido dos escândalos da era FHC, que, como aquele, não tinham sido comprovados.

Lembro-me das zoeiras semanais do Casseta & Planeta, que me faziam crer que a corrupção era um mal endêmico da política brasileira.

Na faculdade, lá por 2006, queixava-me do PT por não fazer “as mudanças estruturais necessárias” – fossem lá quais mudanças estruturais o editorialista do Estadão julgasse necessárias.

O bom desempenho econômico e social, eu repetia, era resultado do boom das commodities e da estabilização conquistada com o Plano Real.

Em 2007, entrei no mercado financeiro, onde o Lula era demonizado, e em 2008 veio a crise econômica mundial. Os que se lembravam das crises pregressas trombeteavam o caos – aquela era a maior desde 1929!

Mas, de fato, a tempestade não veio, e eu comecei a desconfiar que aquele governo estava fazendo algo bem feito e contrário ao que propunham a mídia e meus colegas de trabalho.

Hoje entendo que, com o ingresso de milhões de brasileiros no mercado consumidor, o país já tinha estofo para adotar uma política anticíclica e suportar a crise mundial. Na época, porém, parecia-me que era sorte ou mera coincidência.

Cercado pelo discurso antipetista, eu duvidava dos números e desqualificava os avanços sociais. Na minha vida, afinal, nada mudara.

Na verdade, com Lula ou FHC eu teria estudado em colégio particular, entrado em uma boa universidade, arrumado estágio no banco e emprego em uma multinacional, independentemente de qualquer grande esforço pessoal.

Claro que eu gostava da ideia de que os pobres pudessem estudar, arrumar emprego e ganhar mais. Mas não sabia isso estava acontecendo, pois as notícias que chegavam para mim eram somente as negativas.

Sim, ouvia falar dos milhões beneficiados pelo Bolsa Família, o Luz Para Todos, o ProUni, o Minha Casa Minha Vida.

Porém, só me dei conta da mudança quando notei, pela primeira vez, que o que o governo tinha feito impactara a minha vida.

De repente, meu pai não conseguia contratar outra empregada. Elas não queriam mais dormir em casa, exigiam carteira assinada e salário de pelo menos mil reais.

Então, mesmo sem que me mostrassem, eu entendi que o governo, longe de ser perfeito, era melhor do que diziam no banco ou do que eu lia no jornal.

Tenho certeza que vivo atualmente num país muito melhor do que vivia no passado. E não preciso de estatística para saber disso, porque basta olhar para o lado.

Meus amigos e eu estamos empregados, algo que, na minha adolescência, não era uma ideia assim tão certa, mesmo para os privilegiados.

Lembro-me de um país em que o pobre não faria faculdade nem seria meu colega de trabalho. Óbvio que ainda tenho as vantagens de ter nascido na família em que eu nasci, porém mais gente tem oportunidades parecidas com as minhas.

O curioso é que toda essa mudança aconteceu sem que piorasse a minha vida ou de gente como eu. É estarrecedor ver meus amigos dizerem que o Brasil vai virar Cuba como se as suas vantagens tivessem sido suprimidas.

Eles ainda viajam para Europa, têm casa em Angra e Campos do Jordão, inclusive com empregados. Anunciam o apocalipse, mas são incapazes de apontar o menor presságio do fim do mundo em suas vidas.

A diferença é que agora o país não é só de Alphaville, mas de muito mais gente. Impossível não achar que isso é egoísmo; o desespero por manter os privilégios, ainda que a perspectiva de perdê-los sequer esteja no horizonte.

Ou isso ou falta de vontade de pensar por conta própria. Não, amigos, eu não estou louco. O país melhorou.

Se não deixou de ser corrupto, os escândalos são investigados e existe ao menos a perspectiva de políticos e banqueiros serem condenados – coisa que, nos anos 90, o Casseta me ensinou ser impossível.

Sim, ainda há muito a melhorar. Da minha parte, pelo menos, já sei o que quero. Quero um partido que não acene para a Bolsa, para Moody’s ou para o FMI.

Quero um governo que não privatize o patrimônio público e enfraqueça os bancos estatais. Que, quando a economia entra em crise, não eleva os juros, não corta o gasto público e não espera a recessão.

Pois quem sempre chamou o Bolsa Família de compra de votos não sabe o que é assistência social. Quem sempre criticou as cotas não sabe o que é ação afirmativa.

E quem agora vem apresentar seu candidato como bom pai de família não sabe o que é respeitar as mulheres nem as minorias.

Sei que se o Aécio for eleito eu vou continuar tendo uma vida tão boa quanto a que tenho hoje. Mas eu não quero uma vida melhor para mim; quero uma vida melhor para todo mundo.

No fim das contas, acho que nesses 12 anos, enquanto eu cresci, aprendi duas coisas importantes: a não acreditar em tudo sai na Folha ou que diz o Estadão e a não esperar da Dilma ou do Aécio que governem para mim.

Faço um apelo para esses dias que antecedem a eleição. Olhe ao redor e veja se piorou a sua vida ou a das pessoas que você mais gosta; procure saber se melhorou a vida dos mais pobres, de quem mais precisa do Estado.

Então, decida seu voto com a cabeça e o coração – e, se possível, sem a ajuda do oligopólio de famílias que controlam a mídia e têm pavor de qualquer abalo na estrutura que as sustentam.

Amo minha família e meus amigos, mesmo os muitos que talvez para sempre vão votar no PSDB.

*O texto acima difere do que foi publicado originalmente por Rafael Cardone em seu Facebook e foi aprovado pessoalmente pelo autor

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Sepultamento de Souza será amanhã, dia 23, às 16h, na Colina da Saudade - Sindicato dos Bancários de Sergipe

Souza 2
A direção do Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE) informa que o sepultamento do presidente da entidade, José Souza, será amanhã, dia 23, às 16h, no Cemitério Colina da Saudade. A previsão de chegada do corpo é por volta das 20h, no Aeroporto de Aracaju, de onde sairá no carro do Corpo de Bombeiros para a sede do Sindicato. 

José Souza morreu na manhã dessa terça-feira, dia 21, em Fortaleza, vítima de infarto fulminante. 

Natural de Carira/SE, Souza tinha 56 anos e era casado com a jornalista Niúra Belfort, com quem tinha dois filhos.

Bancário do Banco do Brasil desde 1979, Souza entrou no movimento sindical na década de 80. Dirigente do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) em Sergipe e da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Atualmente, também era conselheiro da Previ.

CTB perde o querido camarada Souza, Presidente do Sindicato dos Bancários de Sergipe - Portal CTB



CTB lamenta a morte prematura do seu dirigente José Souza, de Sergipe





Lamentavelmente e com pesar, a direção do Sindicato dos Bancários de Sergipe (Seeb-SE) informa a sociedade sergipana a morte prematura do presidente do Seeb-SE, José de Souza. Souza foi encontrado desacordado em um apartamento do Hotel Ministral em Fortaleza, Ceará. Ele foi participar da assinatura do aditivo do acordo coletivo do Banco do Nordeste do Brasil (BNB). "É com muita tristeza que a direção da CTB toma conhecimento da perda inesperada do companheiro Souza. Ele era uma daquelas pessoas imprescindíveis para a classe trabalhadora, sobretudo pela condução das lutas no estado de Sergipe. Além de sua fundamental participação sempre vibrante na luta dos bancários e o seu papel preponderante na construção da CTB", evoca Adilson Araújo, presidente da CTB.

Seguiram neste instante para Fortaleza os dirigentes da CTB-SE e do Seeb-SE, respectivamente Edval Goes, Ivânia Pereira e Adilson Azevedo. A diretoria do sindicato informa que todas as atividades marcadas para esta semana estão suspensas, inclusive a edição do jornal Resistência.
Pela segunda vez consecutiva, José Souza de Jesus estava no cargo de presidente do Seeb-SE. Ele fez Filosofia na Universidade Federal de Sergipe (UFS), era membro dirigente do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) em Sergipe da CTB-SE, da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe e membro do Conselho Deliberativo da Previ.

Souza atua no movimento sindical desde a década de 80. Das atividades sindicais e de representação de funcionários, foi delegado sindical e membro da Executiva Nacional dos Funcionários do BB. Filho de Laudelina de Jesus, ele nasceu na cidade de Carira, em 31 de março de 1958. Casado com a jornalista Niúra Belfort é o pai de Wladimir Belfort Souza e Letícia Belfort Souza.

Velório e enterro

A sede do Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE) já está pronta para receber o corpo do saudoso presidente da entidade, José Souza de Jesus, 56. O sindicato fica na Avenida Gonçalo Prado Rolemberg, nº 794/804, no centro de Aracaju.

A previsão da chegada do corpo no voo Fortaleza/Aracaju está por volta das 18h. "Souza será velado inicialmente aqui no nosso sindicato, até às 21h. Depois desse horário, seguiremos em cortejo para o Cemitério Colina da Saudade. Segundo Castro, a família e a direção do sindicato prorrogaram o horário do sepultamento para às 16h, atendendo apelos de bancários e bancárias que manifestaram desejo de participar da cerimônia. O sepultamento ocorre na quinta-feira (23) ás 16h, no Cemitério Colina da Saudade, Conjunto Santa Lúcia, bairro Jabotiana em Aracaju.

Portal CTB com Déa Jacobina , do Seeb-SE

Sindicalismo Socialista Brassileiro (SSB) está com Dilma 13 - Portal CTB


SSB soma forças para a reeleição de Dilma Rousseff




Sindicalistas da corrente do Sindicalismo Socialista Brasileiro (SSB), braço sindical do PSB (Partido Socialista Brasileiro), declararam majoritariamente, na última segunda-feira (13), apoio à reeleição da presidenta Dilma Rousseff com a divulgação do manifesto Conclamação aos Socialistas.

Os sindicalistas seguiram o posicionamento do ex-presidente do PSB, Roberto Amaral, que declarou seu apoio a Dilma, e afirmou que seu partido ignorou lições de seus fundadores ao apoiar formalmente a candidatura de Aécio Neves, do PSDB. "O apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff é, neste momento, a única alternativa para a esquerda socialista e democrática", afirmou em nota Roberto Amaral.

Cabe destacar que 14 dos 18 estados onde a SSB está organizada apoiaram a decisão do líder socialista. Assinam o manifesto os sindicalistas Joílson Cardoso, a senadora Lídice da Mata, Roberto Amaral, Luiza Erundina, Glauber Braga, Edwilson Lino, Vivaldo Barbosa, Domingos Leonelli, James Lewis, Sandra Marrocos, Júlio Cesar Oliveira, Fabio Maia e Antônio Marlos.

“Estamos assistindo a disputa de dois projetos distintos. O projeto do PSDB, que nós já conhecemos, inclui o arrocho salarial, a precarização das condições de trabalho e a reforma trabalhista que o Fernando Henrique tentou implantar com o fator previdenciário e uma politica econômica nacional de joelhos para o capital estrangeiro. São medidas que irão tirar o país do protagonismo em que ele se encontra que, inclusive, contribuiu para vitórias importantes na América Latina. Tirar o Brasil da posição que ele se encontro seria um retrocesso político imensurável”, destaca Joílson Cardoso, que também é vice-presidente da CTB.

Para Joílson Cardoso, apoiar um projeto neoliberal seria colocar em risco avanços obtidos pela classe trabalhadora. “Esse projeto coloca em jogo questões estruturais do mundo do trabalho, a exemplo da política nacional de salário mínimo. O economista Armínio Fraga, que está cotado para ser ministro da Fazenda de Aécio Neves, já afirmou que o salário mínimo cresceu demais nos últimos anos. Ou seja, seria a volta do arrocho salarial, do Estado Mínimo e o retrocesso das politicas sociais. Tudo isso faz com que a SSB seja contra essa proposta. Nós lamentamos a posição do PSB”, defendeu o socialista.

Durante a reunião, dos 18 estados, 8 se manifestaram a favor da reeleição da presidenta, enquanto três decidiram apoiar a candidatura do tucano Aécio Neves e 4 se mantiveram neutros.

Confira abaixo o Manifesto assinado pelos sindicalistas:

MANIFESTO DA SSB AOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DO BRASIL

A SSB (Sindicalismo Socialista Brasileiro) decide, por maioria absoluta de suas lideranças, apoiar e recomendar o voto de seus militantes na reeleição da presidente Dilma Rousseff. Essa decisão expressa nossa coerência com o programa socialista. Os socialistas têm e sempre tiveram lado – o da esquerda progressista. Somos uma corrente do movimento sindical nascida há 20 anos atrás na base do movimento sindical brasileiro, liderada pelos sindicalistas socialistas do PSB e ligada à Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), que ajudamos a fundar com outras forças políticas. Neste segundo turno da eleição presidencial não podemos contribuir para o atraso que seria o retorno do neoliberalismo, inimigo ideológica dos interesses dos assalariados. Nosso compromisso, ao contrário, é o de ajudar a constituição de um governo democrático-popular, com efetiva participação dos trabalhadores e da sociedade civil.

Estivemos com a candidatura de Eduardo Campos, um projeto que procurava se sustentar no campo da esquerda. Nós, líderes sindicais dos trabalhadores e trabalhadoras da SSB nos comprometemos, depois de sua morte, com a candidatura de Marina Silva à Presidência da República, por entendermos que a 'Coligação Unidos pelo Braslil’, apesar das contradições, podia representar a preservação de nossas conquistas. Identificamos nessa candidatura a possibilidade de fazer o País trilhar o desenvolvimento sustentável, a garantia de mais e melhores empregos e a continuidade da distribuição de renda iniciada pelo governo do Presidente Lula, buscando eliminar as iniquidades sociais. Essa não é a visão de Aécio.

Com esse manifesto, dizemos NÃO ao atraso representado pela candidatura da direita. O roteiro do ajuste fiscal que resulta em arrocho salarial contra os trabalhadores é nosso velho conhecido. Vem junto com a quebra dos direitos trabalhistas, o fim da política de valorização do salário mínimo e o aumento da concentração de renda. Denunciamos, principalmente, a entrega dos serviços públicos e setores estratégicos à sanha do capital e a quebra da soberania nacional como ocorreu nos anos de governo tucano. Conhecemos esse receituário, pois fomos oposição ferrenha aos governos neoliberais do PSDB.

O País avançou nos dois governos Lula e deve agora, com Dilma no comando, fazer as correções que precisa para voltar a crescer. A classe trabalhadora vai continuar a lutar pelo crescimento com justiça social. Essa é a nossa razão de ser. Sermos dignos ao nosso Programa, no PSB honrarmos nossa história e a história de nossos fundadores, João Mangabeira, Antônio Hoauiss e Jamil Haddad, no movimento sindical sermos fieis aos interesse dos trabalhadores e coerentes ao campo político de esquerda que compomos. A Nação trabalhadora nos cobra compromisso e não vamos virar as costas aos que clamam por desenvolvimento com justiça social. O Brasil é viável e voltará a crescer. Chega de desesperança! Vamos votar em Dilma no dia 26!

Viva o Brasil. Viva a Classe Trabalhadora.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

PCdoB-DF prioriza campanha de Dilma e não apoia candidato ao GDF  - Portal Vermelho



PCdoB-DF prioriza campanha de Dilma e não apoia candidato ao GDF - Portal Vermelho
A campanha de reeleição de Dilma Rousseff à Presidência da República toma impulso no segundo turno no Distrito Federal. Os partidos que a apoiam decidiram reverter o quadro do primeiro turno. As atividades realizadas até agora demonstram que é possível avançar muito com a campanha na capital.



A disposição da militância é apontada como o grande trunfo que a campanha pretende usar para reverter o quadro desfavorável. No primeiro turno, Dilma recebeu cerca de 23% dos votos. Os partidos que integram a coligação tomaram uma série de medidas para reverter esta situação. Foi ampliada a coordenação, com a participação efetiva de representantes de todas as legendas.

Um primeiro sinal da mudança foi a realização da plenária dos militantes, na semana passada. Convocada para o Teatro Dulcina, com cerca de 500 lugares. O evento foi realizado na rua, com carro de som, pois compareceram mais de duas mil pessoas, entre dirigentes partidários, os ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência da República), Ideli Salvati (Secretaria de Direitos Humanos) e Eleonora Menicucci (Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres) e militantes.

A disposição da militância é apontada como o grande trunfo que a campanha pretende usar para reverter o quadro desfavorável. O corpo-a-corpo é a estratégia principal para ganhar o voto de indecisos e dos eleitores de Marina Silva (PSB).

Em todas as atividades nas cidades do Distrito Federal - visitas casa a casa, às feiras e lugares de concentração popular, como a rodoviária de Brasília, os eleitores são convidados a comparar os dois projetos em disputa - os mandatos de FHC, que o candidato adversário Aécio neves representa, e os de Lula/Dilma.

Para governador do DF

No dia 13, o Diretório Regional do PCdoB do Distrito Federal discutiu a disputa nacional quando aprovou posição em relação ao segundo turno ao governo do DF, consonante com a orientação da comissão política nacional.

A principal tarefa das forças democráticas, populares e de esquerda é derrotar o retrocesso expresso na candidatura Aécio, que representa um programa antissocial, antinacional e antidemocrático.

No Distrito Federal, os dois candidatos que disputam o segundo turno apoiam Aécio. Assim sendo, o PCdoB não se sente representado por estas candidaturas e indica o voto em branco para governador.

Da Redação em Brasília
Com informações do PCdoB-DF

domingo, 19 de outubro de 2014

SAÚDE EM MINAS: OS DOCUMENTOS QUE DESMENTEM AÉCIO - Dilma Muda Mais

Durante o debate da TV Bandeirantes, a presidenta Dilma Rousseff citou o desvio de bilhões que os governos tucanos de Minas deveriam ter aplicado em saúde e não o fizeram. Ele negou. Mas o que os documentos mostram é justamente o contrário do que diz Aécio.  Leia nesta página os documentos do TCE que dão razão a Minas: Aécio e o seu sucessor, Antonio Anastasia, não cumpriam o gasto mínimo de 12% na Saúde e com isso retiraram dos mineiros bilhões de reais que deveriam ter melhorado a saúde em Minas. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, esses documentos que desmentem Aécio chegaram a sumir do site do TCE, evitando assim que os eleitores interessados conferissem os dados. Mas você pode vê-los aqui.

Quando Aécio foi governador de Minas Gerais, quase metade das despesas com saúde foi executada com outros recursos. Por conta disso, o estado apresenta um déficit nominal de aplicações em saúde acumulado entre 2003 e 2011 de cerca de R$ 7,8 bilhões. O caso vem desde seu primeiro mandato, como você pode ver nesta reportagem da Folha de S. Paulo, e se arrasta em recursos e acordos desde então.



O governo tucano de Minas Gerais recorre à contabilidade criativa para disfarçar esses dados negativos. Para alcançar os 12% determinados pela Constituição, o governo de Minas nas gestões de Aécio Neves e Antonio Anastasia incluiu no cálculo do percentual mínimo aplicado em saúde despesas não relacionadas diretamente à área, como construção de praças e até locação de serviços de limpeza para o Hotel Araxá.

CLIQUE AQUI PARA VER UM DOS DOCUMENTOS NA ÍNTEGRA



O Ministério Público do Estado, como você pode ver nesses documentos, não aceitou a manobra. O descumprimento, aliado às manobras para simular aplicações de recursos, chegou a render ao ex-governador Aécio Neves um processo por improbidade administrativa na Justiça de Minas, em ação ajuizada pelo Ministério Público do Estado em 2010.

Os documentos do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Estado de Minas provam que seu governo sistematicamente deixou de cumprir o investimento mínimo e arrastou a questão em acordos e recursos, que seguiram também ao longo do mandato de seu sucessor. A resolução ficará a cargo do próximo governador de Minas.

Candidato a presidente pode chamar adversária de LEVIANA? Dilma Muda Mais

Dilma Muda Mais

JORNALISTAS MINEIROS LANÇAM ALERTA AO POVO BRASILEIRO - Dilma Muda Mais




 Dilma Muda Mais

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Votar em Dilma para o Brasil avançar e barrar o retrocesso - PCdoB. O Partido do socialismo.

Votar em Dilma para o Brasil avançar e barrar o retrocesso - PCdoB. O Partido do socialismo.

Em
reunião nesta sexta-feira (10), na sede do Comitê Central, em São
Paulo-SP, a Comissão Política Nacional do Partido Comunista do Brasil
(PCdoB) aprovou a resolução política que se segue abaixo:

 
PCdoB com Dilma (Convenção Eleitoral Nacional, 27 de junho de 2014)


 Votar em Dilma para o Brasil avançar e barrar o retrocesso



Dentro exatamente de 16 dias se realizará o segundo turno das eleições
presidenciais. Mais do que nunca, o que está em jogo é o destino do
país. É hora de tomada de posição, de mobilização intensa, entusiástica,
de amplas camadas do povo e dos trabalhadores, de todas as forças
democráticas, populares, patrióticas em especial da militância de
esquerda e dos movimentos sociais, pois o futuro do Brasil dependerá do
resultado do confronto entre duas alternativas totalmente opostas: o
avanço contra o retrocesso. Tenhamos consciência, estamos a viver dias
que irão valer por anos ou décadas!



A candidatura da presidenta Dilma Rousseff, respaldada pelo povo, pelos
trabalhadores, pelos pobres, lidera o campo político democrático,
popular, patriótico e de esquerda, e representa o projeto da mudança, do
avanço, com um novo ciclo de transformações para o país e mais
conquistas para o povo. Do lado oposto está o candidato da direita, dos
ricos, das chamadas “classes altas”, Aécio Neves, embandeirado com o
receituário neoliberal que no passado levou o Brasil ao fracasso e no
presente afundou o mundo numa grande crise. O tucano é apoiado pelo
consórcio oposicionista constituído pela oligarquia financeira, a grande
mídia e os partidos conservadores.



Dilma Rousseff, ao liderar o primeiro turno, construiu o caminho que
poderá levá-la à vitória em 26 de outubro próximo. Mas, não nos
iludamos, a vitória, da qual estamos convictos, virá no curso de um dos
mais acirrados combates da história política do país.



As forças alinhadas em torno da candidatura de Aécio Neves e a grande
mídia fabricam escândalos, manipulando criminosamente processos que
correm sob segredo de justiça e dando status de verdade a denúncias
seletivas e “premiadas” de corruptos confessos. Ao mesmo tempo, escondem
o fato de que a prisão de tais ladrões resulta do ferrenho combate que a
presidenta Dilma realiza contra a corrupção. Ademais movem uma
campanha de descrédito do país em todos os aspectos, inclusive com a
interferência execrável do imperialismo, por meios não declarados e
escancarados, como é o caso das previsões deturpadas do Fundo Monetário
Internacional (FMI) sobre o desempenho da economia brasileira.



Nos últimos dias, no afã de passar a imagem de que a candidatura de
Aécio surfa numa torrente reacionária capaz de levar de roldão a todos,
passaram a alardear o que seriam reforços “novos” a Aécio Neves. Nada
mais falso. Marina Silva, o apoio mais aguardado, revezou com o tucano
no primeiro turno a condição de “predileta” dos banqueiros e já havia
feito duro combate à candidatura de Dilma. Mesmo assim, setores
importantes da Rede Sustentabilidade, legenda criada por Marina, se
rebelaram contra o enquadramento de apoio a Aécio. E a adesão do PSB ao
candidato da direita, capitulando ao neoliberalismo e ao conservadorismo
que antes condenava, se dá com resistências e dissidências.



PCdoB: empenho redobrado pela vitória de Dilma



O PCdoB revigorado pelos votos e apoio do povo que recebeu, pelos
parlamentares federais e estaduais que elegeu, se empenhará mais ainda
pela vitória da presidenta Dilma Rousseff.



Ressaltamos
como um grande feito do povo e do PCdoB do Maranhão a eleição de Flávio
Dino para governador. Pela primeira vez na história do país, a legenda
comunista, em aliança com amplas forças políticas locais, elegeu um
governador de estado. Esta conquista se eleva, pelo fato de a vitória de
Flávio Dino significar a derrota do mais antigo ciclo político
oligárquico reinante no país. Flávio Dino, apoiado no povo e nas forças
políticas e sociais que o elegeram, tem condições de tornar realidade as
esperanças de democracia e de progresso social e econômico que há
décadas os maranhenses aspiram.



Já no primeiro turno, mesmo com a heterogeneidade da coligação que foi
constituída, o PCdoB do Maranhão fez entusiástica campanha para Dilma
Rousseff. Agora, neste segundo turno, apoiado no ambiente favorável da
vitória, nosso Partido se movimentará para alargar a base de apoio à
nossa candidata e, com os aliados, empreenderá esforços buscando uma
frente ainda maior de votos para Dilma.



Considerando necessário proceder no momento oportuno, posterior ao
segundo turno, ao balanço do desempenho da nossa legenda nas urnas,
assinalamos desde já que as forças conservadoras realizaram pesado
ataque aos partidos da base de sustentação do governo e da campanha da
presidenta Dilma. Esse ataque se concentrou, em especial, contra as
legendas de esquerda e, em consequência, PT, PDT, e também o PCdoB –
comparativamente a 2010 –, tiveram suas bancadas na Câmara Federal
diminuídas.



Dilma Rousseff, a caminho da vitória!



Estamos convictos de que essa inaudita investida das forças
conservadoras será barrada pela mobilização do povo e pela frente ampla
que se alarga. Os comunistas estarão na linha de frente dessa jornada,
com um engajamento ainda mais vigoroso.



Com a firmeza e as qualidades já demonstradas pela nossa candidata
Dilma, com o incisivo debate programático de nossa campanha, com
corajosa luta de ideias que desmascare o candidato tucano, com o
engajamento entusiástico de todos aqueles que sejam partidários do
Brasil e de seu progresso democrático, econômico e social, da afirmação
de sua soberania, temos todas as condições de assegurar um outro mandato
para Dilma, a quarta vitória do povo, sob o compromisso de um “governo
novo e novas ideias” que proporcionem para o Brasil um novo ciclo de
reformas e transformações.



São Paulo, 10 de outubro de 2014



A Comissão Política Nacional do Partido Comunista do Brasil -PCdoB

Chico Buarque declara apoio à Dilma e explica

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