quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Morte em viatura policial é inacreditável, repudia Vanessa Grazziotin - Portal Vermelho

Morte em viatura policial é inacreditável, repudia Vanessa Grazziotin - Portal Vermelho:

12 de outubro de 2017 - 9h13 

 Morte em viatura policial é inacreditável, repudia Vanessa Grazziotin



Jefferson Rudy/Agência Senado
  
De acordo com notícias divulgadas pela imprensa, Laís, 30 anos, mãe de uma criança de 8 anos, descobriu que o ex-companheiro havia colocado uma câmera filmadora dentro do banheiro da casa dela e foi registrar a denúncia. Mas quando foi dar o depoimento, foi colocada no mesmo carro que o agressor.

“Aí o agressor, o ex-companheiro, pediu aos policiais que dessem uma paradinha na casa dele, porque precisava pegar um documento. E, quando parou na casa, sabem o que pegou? Uma faca. E, com a faca, matou a mulher dentro da viatura da Polícia Militar. É algo inacreditável”, disse.

Segundo Vanessa, é comum que autoridades façam “pouco caso” da violência contra a mulher. “Dizem que mulher fica no mimimi. Não há nada de mimimi. O que há aqui é uma realidade nua e crua da situação em que vivem as mulheres hoje no país”, disse.

A procuradora Especial da Mulher do Senado disse que as mulheres têm um maior nível de escolaridade e ganham menos; são penalizadas pela concepção, por darem à luz e terem que ter licença-maternidade para garantir os primeiros cuidados dos filhos, sendo que 90% delas, dois anos depois, são demitidas do emprego, como uma prevenção do patrão para que não engravidem novamente e não peçam outra licença-maternidade.

A Procuradoria Especial da Mulher do Senado emitiu uma nota de solidariedade sobre o caso do assassinato de Laís Andrade Fonseca e acompanha o caso.



Fonte: Procuradoria Especial da Mulher

XAMBIOÁ - Itamar Correia - imagens dos heróis desaparecidos pela Ditadura no Araguai

Calle 13 - Latinoamérica - Lindo

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

PCdoB pode lançar Manoela candidata a Presidenta - Blog do Renato e Portal Vermelho


A presidenta nacional do PCdoB, deputada federal (PE), Luciana Santos falou sobre a possibilidade de seu partido lançar candidatura própria  à Presidência da República nas eleições de 2018. A dirigente participou do ato político na conferência municipal da legenda em Porto Alegre, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, nesta sexta-feira (6), ao lado da deputada estadual do PCdoB, Manuela D’ávila.
Luciana Santos apresentou o debate da candidatura própria, que a sigla está discutindo pela primeira vez depois da redemocratização do Brasil. Entre os nomes debatidos para representar as ideias do PCdoB estão três mulheres: a deputada federal Jandira Feghali (RJ), a senadora Vanessa Grazziotin (AM) e a deputada estadual Manuela d`Ávila (RS).
A presidenta do PCdoB relembrou ainda a ofensiva que a esquerda brasileira sofreu ano passado, “o golpe que tirou a presidenta Dilma do poder foi totalmente sem fundamentos, baseado no combate à corrupção, mas o que vemos hoje em dia é um cenário bem diferente daquele que os golpistas defendiam”. Sobre o assunto, ela ainda finalizou, “sofremos uma derrota estratégica, não podemos aceitar que a corrupção seja o motivo para barrar um projeto de nação”.
As principais pautas em discussão na conferência muncipal foram relacionadas a situação do país e as estratégias que podem ser traçadas para que o atual quadro de crise seja superado, com a defesa e articulação de uma frente ampla.
O encontro contou ainda com a presença do presidente da Fundação Maurício Grabois, Renato Rabelo . Em sua fala, o ex-presidente do Partido alertou para o declínio do capitalismo no mundo, “o mundo de hoje tem tendências fundamentais na transição dos polos de poder, vindo da periferia, como em países como a China e a Rússia”. O presidente da fundação Maurício Grabois também destacou o atual cenário político brasileiro. O governo federal está nem aí para o povo brasileiro, temos é que unir a classe trabalhadora, que é a maior parte da classe média, para que juntos revertemos esse quadro”, disse.
Entre a fala de Renato Rabelo e da presidente Luciana Santos, a deputada Manuela aproveitou para saudar os novos filiados do partido, em especial, Roberto Seitenfus, organizador da Parada de Lutas LGBT de Porto Alegre, do Coletivo Desobedeça e das lutas dos povos de matriz africana, e que agora junta-se às fileiras do PCdoB. Manuela destacou que a filiação de Seitenfus “ é uma amostra de que os ideais traçados pelo partido estão no caminho certo, uma vez que ele se desliga de um partido onde milita há 20 anos para se juntar a nós, pois aqui, acredita que seus ideais poderão ser concretizados”.
Do Portal Vermelho, com informações de Porto Alegre

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Inscreva-se no curso Jornalismo de guerra na América Latina - Barão de Itararé


Inscrições abertas para o curso Jornalismo de guerra na América Latina; participe

ÉRIKA CECONI - Portal CTB


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Entre os dias 23 e 26 de outubro, o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé promove curso com o tema O jornalismo de guerra na América Latina. Serão quatro noites (das 19h às 22h) com quatro nomes gabaritados e reconhecidos para discutir a conjuntura política, a onda conservadora e os horizontes da resistência no continente, além do papel jogado pelos meios de comunicação nesse cenário. O curso, que contabiliza 12 horas, conta com certificado e tem apoio de Opera Mundi e Cebrapaz.

A proposta da atividade é traçar um breve panorama das relações entre mídia, democracia e geopolítica na região, produzindo subsídios para os participantes compreenderem e refletirem sobre o processo histórico, as lutas e os desafios colocados para os povos do continente.

Confira a programação completa:

23/10 - O contexto da radicalização poítica no continente

Com Breno Altman, diretor do portal Opera Mundi

24/10 - Os passos da integração regional

Com Paola Estrada, integrante da Alba Movimentos (Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América) e uma das coordenadoras do Comitê Brasileiro pela Paz na Venezuela

25/10 - O papel imperial dos EUA no "quintal"

Com José Renaldo de Carvalho, jornalista, escritor, cientista político, especialista em Política e Relações Internacionais e Secretário de Política e Relações Internacionais do PCdoB

26/10 - O papel da imprensa na América Latina

Com Laurindo Leal Filho, sociólogo, jornalista, professor da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (USP) e ex-apresentador do programa VerTV, na Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Inscrições

As inscrições custam R$ 200, podendo ser parceladas em até 10 vezes sem juros. A adesão deve ser feito através do preenchimento do formulário (clique aqui e preencha) e o pagamento via PagSeguro. Dúvidas e maiores informações podem ser esclarecidas pelo e-mail contato@baraodeitarare.org.br ou pelo telefone (11) 31591585.

Barão de Itararé

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Fala em nome da CTB na Audiência Pública na Câmara - A Conjuntura e a Deforma Trabalhista e a Saúde e Segurança do Trabalho - (CETASP e CLP)

AUDIÊNCIA PÚBLICA DA COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO E DE LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA

A conjuntura política da segurança e medicina do trabalho. DIA 05/10/2017 - Câmara dos Deputados - Plenário 3 - Paulo Vinícius Silva, representando a CTB

Será que não é hora de nos unirmos? - Des. Laédio Andrade na sessão solene fúnebre do Conselho da UFSC (texto integral)

Transcrição do Diário do Centro do Mundo


Tentarei, num esforço muito grande, manter o mínimo de racionalidade, porque, confesso, que, neste momento, o sentimento, a emoção me toma. Uma tristeza profunda me corrói por dentro. Uma raiva forte. Uma indignação maior ainda diz que nós temos que ir adiante, que não podemos parar, porque o momento por que o nosso país passa é grave, é perigoso e precisa de ação.

Acioly, Julinho, que saudade da rua Santos Dumont, onde morávamos como crianças, onde passamos nossa juventude, onde jogávamos bola na rua e xadrez dentro de casa, tênis de mesa nos dias de chuva, onde cometemos nossos primeiros crimes, temos que confessar, pois ali furtamos umas goiabas, também rosas para nossas namoradas. Todos nós juntos, você era pequeno, Julinho, Acioly um pouco mais adulto, eu e o Cal da mesma idade.

Frequentamos o Colégio Deon (grafia pode não estar correta), brincamos, brigamos, estudamos, porque éramos de famílias humildes. Só tínhamos a nós e a nossa capacidade. E assim seguimos adiante.

Chegamos a esta universidade como alunos. Alunos de direito. E enfrentamos a ditadura militar, a arma no governo. O reitor Ernani, que há pouco falou, administrava tendo que aturar, na marra, um sala para os agentes da polícia que fotografavam, que nos espionavam, que poderiam nos prender se escutássemos o Chico Buarque ou o Vandré.

E que ironia da história e do destino, porque foi naquele hall da reitoria que eu, o Cal e tantos outros líderes estudantis, como o Adolfo, já falecido, o Jailson Lima, que jantamos juntos, e o Julinho, esta semana lá em casa com o Cal. Ali, naquele hall, nós fizemos as maiores assembleia do tempo da ditadura. Milhares e milhares de alunos sentamos no chão e nós usávamos a escada como palanque para denunciar a prepotência e para defender a autonomia e a liberdade da universidade pública e gratuita.

Nós sabíamos que nós não estávamos no estado democrático de direito. Nós sabíamos que poderíamos ser presos. Nós sabíamos que tivemos colegas e amigos presos, torturados e alguns assassinados, porque aquele era o regime que nos administrava.

Mas não esmorecemos, fizemos a nossa luta. E ganhamos, porque acabamos com a ditadura. Ela terminou. A vida seguiu.

O Cal foi para Brasília acompanhar o combatente senador Wedekin. Voltou e terminou seu curso de direito. Fez metrado, fez doutorado, e eu tive a honra de estar nas duas bancas dele. Discutíamos, conversávamos, estudávamos, pesquisávamos, porque sempre fomos contra o fundamentalismo, sempre fomos contra os argumentos fáceis, néscios, cheios de verdade, mas ocos, vazios, fórmulas vazias.

Trocamos de lado. De estudantes passamos a professores desta casa. E como Cal se orgulhava disso. Como ele gostava disso. Como ele tinha nisso a sua vida. E da vida humilde da rua Santos Dumont, do nosso querido Tubarão, construiu outra vida, típica de professor aqui em Florianópolis. Apartamento de professor. Nem carro tinha. Vida de professor, prática de professor.

E foi nestas condições que chegou a seu maior sonho, a reitoria desta universidade. Claro que todos nós temos vaidade, todos nós temos um ego e precisamos dele para viver o dia a dia. É claro que chegar a reitor tem um pouco de ambição, de todos que lá chegaram. Mas, acima de tudo, Cal tinha vocação, tinha o desejo pelo ensino, tinha a vontade de fazer da UFSC o que estava fazendo, com sua equipe, uma das maiores universidades deste país.

E vejam que coisa: a ditadura não nos prendeu. E nós achávamos que tínhamos derrubado. Cometemos um erro porque os ditadores de espírito nunca morrem. Estão sempre aí, estão aqui, neste momento, alguns deles, esperando a hora de voltar. Sempre.

Esta luta não acaba. Nunca acaba esta luta. E se nós descansarmos, eles voltam. Eles voltam. Quando se fala em estado democrático de direito, nós estamos falando de muito sangue, de muita guerra, de conquistas feitas com suor e com esforço de nosso antepassados.

Quando se fala em ampla defesa, estado democrático de direito, contraditório, isso não é brincadeira.

Esse néscios que estão por aí dizendo bobagem não sabem o que é uma ditadura. Não sabem que eles serão os primeiros a clamar por estado democrático de direito daqui a pouco.

E foi dentro dessas condições que o Cal se deparou com a mais perfeita ditadura, que é a ditadura feita em nome da moral, a ditadura feita em nome da justiça, a ditadura feita em nome da democracia.

É claro que estado democrático de direito precisa de imprensa livre, é claro que estado democrático de direito precisa de independência do Judiciário, para que o Judiciários e os juízes julguem livremente, sem pressão. Só que também é claro que essas instituições, absolutamente importantes para a democracia, a cada dia, a cada momento, são deturpadas.

Em nome da liberdade de imprensa, se exerce a liberdade de empresa, privada, para impor desejos privados à coletividade.

Em nome da liberdade de julgar, neofascistas humilham, destroem, matam.

Como professor de criminologia, eu levei meus alunos para a penitenciária. E me levaram no setor de segurança máxima, onde o Cal passou uma noite. Eu tive uma crise de pânico pela opressão arquitetônica. Não entrei. Saí correndo lá de dentro.

E fique a imaginar — eu estava por livre e espontânea vontade, com meus alunos —: e se tivessem tirado minha roupa? E se tivessem me feito uma revista íntima? E se tivessem me acorrentado nos pés e nas mãos? Eu morreria lá naquela noite. Eu não sairia de lá vivo. E o Cal saiu.

O Cal, que sempre lutou com flores na mão contra canhões, que sempre usou a palavra contra a insensatez, que sempre conversou e que nunca causou mal a ninguém, acabou encontrando a pior das ditaduras e oprimido. Acabou encontrando aquilo por que nenhum de nós quer passar.

E eu termino falando: o Cal sempre foi um professor e morreu como professor, nos dando a última lição. A última lição do nosso mestre foi de que contra a mais absoluta injustiça, que contra o terrorismo de estado, só a tragédia pode chamar a atenção de uma população que vive uma histeria coletiva. Só a tragédia… só a tragédia…

Esta noite, com dificuldade de dormir, eu fiquei a pensar: quando a humanidade errou e não parou Hitler no momento certo? Quando a humanidade errou e não parou Mussolini no tempo certo? E fiquei pensando: eles estão de volta. Será que nós vamos errar de novo e deixá-los tomar o poder, para nós termos que trocar as flores e pegar de novo em armas para fazer outra guerra e derrubá-los?

Será que já não basta? Será que não é hora de nos unirmos e exigirmos consequências, se a família assim quiser? De irmos até as últimas consequências pedindo que sejam apurados esses atos de arbitrariedade?

Já não é hora?

Bertold Brecht já nos disse. Já prenderam não só nossos vizinhos. Já estão levando nossos amigos próximos e vão nos levar.

A vida é isso, companheiros. É luta permanente. E a democracia não permite descanso. Não permite descanso.

Eu hoje, como professor da UFSC, sou uma pessoa que tem orgulho e alegria. Como desembargador, tenho vergonha.

Porcos e homens se confundem. Fascistas e democratas usam as mesmas togas. Eles estão de volta. Temos que pará-los. Vamos derrubá-los novamente.”

Outra imagem me vem à mente. O homem alto Marcelo Bretas com a mulher, ao lado de Sergio Moro com a mulher, andando sobre o tapete vermelho da estréia do filme sobre a Lava Jato.

Eles estão de volta.

Usam toga e são incensados pelas empresas de jornalismo e de entretenimento, numa aliança que destrói reputações e mói ossos, com gritos de dor e desespero que começam a se tornar audíveis.

A imagem que agora me vem à mente é de outra natureza. Elis Regina cantando:

“Uma dor assim pungente não há de ser inutilmente.”

Vídeo - Des. Lédio de Andrade - UFSC homenageia Reitor Cau, sacrificado - Um juiz contra o fascismo. O que você não vê na TV - FERNANDO BRITO em Tijolaço·

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POR FERNANDO BRITO em Tijolaço· 05/10/2017

Na nossa mídia, sempre ávida por desgraças e tragédias, sempre pronta a “fechar” a camera para os rostos emocionados, da lágrima, da voz embargada, quase nada se viu da cerimônia fúnebre do reitor Luiz Cancellier, da Universidade Federal de Santa Catarina, que se matou pela humilhação pública a que foi submetido, sem culpa formada, sem defesa, apenas pela força.


Muito menos do discurso do desembargador Lédio Rosa de Andrade, que tomo como o desabafo de minha geração.

Não é de estranhar, mas é de apavorar. Trago para cá o que diz Nilson Lage, 60 anos de profissão e de janela na imprensa brasileira, que pode dimensionar melhor do que quem, como eu, só percebeu a ditadura na adolescência.

Muito sério, no episódio da morte do reitor da UFSC, é o fato de a grande mídia não ter dado destaque à notícia.
Indica que o vínculo da canalha jurídica-policial com a mídia é mais profundo do que se imaginava – escudo que, mais grave do que na ditadura anterior, protege o arbítrio e oculta os crimes de Estado..
Havia, na época censura; agora, ela é dispensável. O controle é mais inteligente (consiste em registrar o fato e dar ênfase editorial a outra coisa) e é espontâneo, automático, introjetado..
Não fosse isso, tratava-se, como tragédia humana e fato político de uma grande história jornalistica, com, com muitos ângulos a serem abordados, capaz de despertar profundas reflexões.

As palavras de Lédio não são apenas um lamento. São uma convocação.

E lançam um taça de vergonha, se isso adianta, no rosto dos que acham que “as coisas não são bem assim” e se perdem em discussões laterais.

Há uma matilha de feras, seguida por uma vara de porcos, tornando sangrenta e imunda a vida brasileira, onde só a escuridão, o xingamento, a ofensa, a polícia e a prisão valem alguma coisa.

Assista e divulgue o quanto puder. Especialmente para jornalistas, advogados, promotores e juízes jovens.

Talvez um deles possa ver no espelho aquilo que se transformou.




quarta-feira, 4 de outubro de 2017

"Reitor exilado" - Luiz Carlos Cancellier - Reitor da UFSC

A humilhação e o vexame a que fomos submetidos — eu e outros colegas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) — há uma semana não tem precedentes na história da instituição. No mesmo período em que fomos presos, levados ao complexo penitenciário, despidos de nossas vestes e encarcerados, paradoxalmente a universidade que comando desde maio de 2016 foi reconhecida como a sexta melhor instituição federal de ensino superior brasileira; avaliada com vários cursos de excelência em pós-graduação pela Capes e homenageada pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Nos últimos dias tivemos nossas vidas devassadas e nossa honra associada a uma “quadrilha”, acusada de desviar R$ 80 milhões. E impedidos, mesmo após libertados, de entrar na universidade.

Quando assumimos, em maio de 2016, para mandato de quatro anos, uma de nossas mensagens mais marcantes sempre foi a da harmonia, do diálogo, do reconhecimento das diferenças. Dizíamos a quem quisesse ouvir que, “na UFSC, tem diversidade!”. A primeira reação, portanto, ao ser conduzido de minha casa para a Polícia Federal, acusado de obstrução de uma investigação, foi de surpresa.

Ao longo de minha trajetória como estudante de Direito (graduação, mestrado e doutorado), depois docente, chefe do departamento, diretor do Centro de Ciências Jurídicas e, afortunadamente, reitor, sempre exerci minhas atividades tendo como princípio a mediação e a resolução de conflitos com respeito ao outro, levando a empatia ao limite extremo da compreensão e da tolerância. Portanto, ser conduzido nas condições em que ocorreu a prisão deixou-me ainda perplexo e amedrontado.

Para além das incontáveis manifestações de apoio, de amigos e de desconhecidos, e da união indissolúvel de uma equipe absolutamente solidária, conforta-me saber que a fragilidade das acusações que sobre mim pesam não subsiste à mínima capacidade de enxergar o que está por trás do equivocado processo que nos levou ao cárcere. Uma investigação interna que não nos ouviu; um processo baseado em depoimentos que não permitiram o contraditório e a ampla defesa; informações seletivas repassadas à PF; sonegação de informações fundamentais ao pleno entendimento do que se passava; e a atribuição, a uma gestão que recém completou um ano, de denúncias relativas a período anterior.

Não adotamos qualquer atitude para abafar ou obstruir a apuração da denúncia. Agimos, isso sim, como gestores responsáveis, sempre acompanhados pela Procuradoria da UFSC. Mantivemos, com frequência, contatos com representantes da Controladoria-Geral da União e do Tribunal de Contas da União. Estávamos no caminho certo, com orientação jurídica e administrativa. O reitor não toma nenhuma decisão de maneira isolada. Tudo é colegiado, ou seja, tem a participação de outros organismos. E reitero: a universidade sempre teve e vai continuar tendo todo interesse em esclarecer a questão.

De todo este episódio que ganhou repercussão nacional, a principal lição é que devemos ter mais orgulho ainda da UFSC. Ela é responsável por quase 100% do aprimoramento da indústria, dos serviços e do desenvolvimento do estado, em todas as regiões. Faz pesquisa de ponta, ensino de qualidade e extensão comprometida com a sociedade. É, tenho certeza, muito mais forte do qualquer outro acontecimento".

Sobre o reitor da UFSC, Dr. Cancellier: Investigado, difamado, exilado e sepultado - Rogério Christofoletti*



OBJETHOS - Observatório da Ética Jornalística

*Professor da UFSC e pesquisador no objETHOS

A morte trágica e repentina do reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, Luiz Carlos Cancellier de Olivo, é o resultado mais visível desses tempos terríveis que vivemos. Dias de julgamentos e condenações apressadas. Dias de espetacularização, de soberba e vaidade. Dias odiosos e punitivos. Dias em que somos tragados para um turbilhão que massacra reputações e que pouco se preocupa com as consequências humanas e sociais dos nossos atos. Os acontecimentos das últimas três semanas apontam para diversos erros e exageros cometidos pelas autoridades judiciais e policiais e pela mídia. Analisar o noticiário e refletir sobre seu papel na construção de uma opinião pública é uma maneira de tentar evitar novos linchamentos sociais.

Há alguns dias, eu me preparava para escrever sobre a cobertura jornalística do caso Cancellier. A exemplo do que fazemos no Observatório da Ética Jornalística (objETHOS), pretendia analisar como a mídia local abordava um assunto tão trepidante, afinal, em 57 anos de história, nunca a UFSC tinha assistido à prisão de um reitor. Colecionei algumas matérias e me contive para escrever, já que o assunto parecia longe do seu desfecho. Não posso me deter agora. Em mais de uma ocasião, disse em sala de aula que nenhuma notícia seria tão amplamente disseminada sobre Cancellier depois do festival que cercou sua prisão em 14 de setembro. Eu me referia a um comportamento frequente no jornalismo de priorizar a denúncia ao desmentido, a acusação à retificação. Infelizmente, eu estava errado, e a notícia de sua morte não apenas pegou a todos de surpresa como também escancarou um processo bárbaro de perseguição que ainda não cessou.

Dificuldades de apuração

Em dezoito dias apenas, acompanhamos a prisão, a negação dos crimes, a soltura, o afastamento do cargo, o isolamento e o pior final. Vimos também a disseminação da suspeita com um grau muito maior de empenho do que propriamente a disposição de se refinar a verdade, a fidelidade aos fatos. Denúncias motivaram a Polícia Federal a iniciar uma investigação na UFSC com a suposição de que recursos públicos teriam sido desviados em um programa educacional. O reitor Cancellier e outras pessoas chegaram a ser presos sob a acusação de que estariam dificultando o trabalho de apuração policial ou estariam envolvidos na possível fraude. A exemplo de outras vezes, as ações da Polícia Federal tiveram ampla cobertura da imprensa, ampliando o círculo de desconfiança sobre os acusados. A pressa na apuração aliada à negativa por parte da PF de dar mais informações provocou um vendaval sobre a reputação das pessoas envolvidas.

Os jornalistas que cobriam o caso estavam com muitas dificuldades iniciais para verificar as informações: não tiveram acesso à denúncia e as próprias autoridades evitaram dar detalhes. Na entrevista coletiva concedida na manhã de 14 de setembro, é possível ver como os repórteres tentam extrair as informações e como as fontes resistiam em dizer até mesmo qual era a natureza da detenção, se condução coercitiva ou prisão preventiva ou temporária (Veja a íntegra da coletiva e os questionamentos dos repórteres a partir dos 20 minutos no vídeo: https://www.facebook.com/jornalzero/videos/848009365381285/). As informações eram muito desencontradas e havia lacunas na história. Isso levou a um primeiro erro fatal na cobertura: como rastilho de pólvora, a informação de que havia um desvio de 80 milhões de reais agitou as redes sociais e levou inclusive um grupo de estudantes a protestar na reitoria. O jornal Notícias do Dia cobriu a manifestaçãoe chegou a mencionar a estimativa policial do rombo, R$ 20 milhões, informação ainda não totalmente sustentada em provas ou perícias sobre o caso. Isso mesmo! Nem a PF sabe ainda quanto teria sido desviado…

A pressa em dimensionar o mal feito fez com que algumas paredes na UFSC aparecessem pixadas cobrando os tais 80 milhões e espalhou publicamente uma informação ainda não completamente apurada nem pela polícia nem pelos jornalistas.

Em praticamente todas as emissoras de TV, jornais e sites da imprensa catarinense, o reitor Cancellier teve seu nome divulgado e imagem exposta, vinculando-o à investigação. Na edição de 15 de setembro, o Diário Catarinense reservou amplo espaço em sua primeira página com a manchete “A operação policial que abalou a UFSC”. Em uma das chamadas, mencionou a prisão temporária do reitor, mas não chegou a citar seu nome ou fotografia. O concorrente Notícias do Dia não teve o mesmo cuidado. Sua manchete não dá margem para dúvida, o crime aconteceu: “Fraude com recursos do ensino a distância”. No complemento, o texto reforça o erro da informação: “Investigação apura desvios de dinheiro na UFSC, que somam R$ 80 milhões”. No Diário do Litoral, jornal que circula em Itajaí e Balneário Camboriú, a chamada na primeira página faz uma perigosa vinculação: “Reitor da UFSC é preso em operação de delegada que iniciou a Lava-Jato”. A informação não está incorreta, mas ela contribui para outro contexto, mais inflamável.



Reputação em frangalhos


A cobertura dos dias seguintes tentou se reequilibrar, e não se pode negar que houve alguns esforços para que o mais visível acusado se defendesse. Entrevistas com o reitor Cancellier foram publicadas, mas o estrago à sua reputação estava feito e a imagem da própria UFSC bastante abalada.

A difamação é um processo rápido, insidioso e necrosante. Quando um conjunto de suspeitas recai sobre uma pessoa ou organização e quando essas suposições ganham caráter público na mídia, a potencialidade do dano sobre a imagem é avassaladora. Não há controle para deter a avalancha de pré-julgamentos e de condenações apressadas. Nas redes sociais, o festival de linchamento moral de Cancellier já estava acontecendo. Não só isso. A UFSC, seus docentes, técnicos e alunos foram motivo de comentários de escárnio, intolerância e ódio, abrindo espaço para críticas à educação pública e gratuita e ao papel da universidade na sociedade.

De forma majoritária, a presunção de inocência foi simplesmente deixada de lado. E Luiz Carlos Cancellier de Olivo, mesmo depois de libertado por ordem judicial, colheu os frutos estragados da intensa exposição de seu nome e imagem a uma suspeita de crime. Afastado de suas funções, não podia nem frequentar o seu local de trabalho. Sob observação e escrutínio público e policial, ficou isolado. Queixou-se na semana passada em artigo publicado em O Globo, dizendo que se sentia exilado. Negou que tivesse atrapalhado as investigações, mas a turba sedenta por “justiça” preferiu sua condição de réu. Percebam: ele foi julgado e condenado antes mesmo de ter sido completamente investigado.


Na segunda-feira, 2 de outubro, minutos após a confirmação de sua morte, os principais portais noticiosos vinculavam o fato à sua condição de investigado, alimentando ainda mais os odiosos de plantão que podem ter visto naquele desfecho a justiça sendo feita. Não foi. Nenhuma justiça se faz com cadáveres. Nenhuma notícia vale uma vida. Nenhuma sanha de investigação deve produzir vítimas fatais.

Como cobrir?

As circunstâncias da morte – um suicídio – e o contexto que a cercam – uma espalhafatosa operação policial, respaldada pela justiça e alimentada pela condenação precipitada de parte da imprensa – chacoalham todas as convicções. É ainda mais trágico que Cancellier tenha recorrido ao último gesto dois dias após o chamado Setembro Amarelo, mês que vem se consagrando para desmitificar e combater o suicídio, um tabu social que todos precisamos enfrentar. Não existe no jornalismo brasileiro um consenso sobre como cobrir casos como esse. Durante décadas, as redações evitavam dar notícias de suicídios temendo que isso contribuísse para novos atos semelhantes de desespero.

Felizmente, o jornalismo vem se abrindo para discutir seus procedimentos. Um exemplo é a reportagem de Emerson Gasperin e Karine Wenzel para o caderno Nós, do Diário Catarinense, publicada há poucos anos. Em 2009, a Associação Brasileira de Psiquiatria publicou uma cartilha que orienta jornalistas e a população em geral a como lidar com situações extremas e que necessitam de intervenção.

Apesar dessas iniciativas, a cobertura sobre a morte de Cancellier apresenta diversos problemas, que vão do dispensável detalhamento da morte (informam o local preciso e a forma adotada) à mais abjeta exploração sensacionalista. Na primeira página do Diário do Litoral, por exemplo, a manchete desumana e insensível é “Protestou com a vida: Reitor da UFSC se mata em shopping”, acompanhada de foto que ajuda a estigmatizar a pessoa e sua família.




Não bastasse tudo isso, a notícia da morte trágica ainda ressalta a condição de investigado de Cancellier. No rodapé da primeira página da Folha de S.Paulo, a chamada é “Investigado, reitor afastado da UFSC é achado morto”. Em O Globo, “Reitor investigado é achado morto”. Sim, é verdadeiro dizer que Luiz Carlos Cancellier de Olivo estava sendo investigado, mas é também verdade afirmar que ele negava a participação em crimes ou a descontinuação das investigações. Isto é, as manchetes negam ao acusado que se defenda, impedem que ele contradiga a acusação, enfim, que fale.

Como disse antes, a difamação é um processo rápido, insidioso e necrosante. Ela se espalha como um vírus, perverte, corrompe, esgarça e destrói os tecidos que ajudam a formar um nome, uma imagem, o reconhecimento de uma personalidade. O colunista do Notícias do Dia, Carlos Damião, corajosamente, pergunta quem matou o reitor da UFSC. Seu texto expressa uma indignação e uma fúria que precisam alimentar a sociedade e as redações a buscarem formas para reencontrar respostas. Que essa disposição para responder não se deixe alimentar por um tom justiceiro, de assassinato de reputações, de linchamento social e de condenação prévia.

sábado, 30 de setembro de 2017

Luto na cena cultural joinvilense: morre Caroline Lisa Schultz

Tive a sorte de conhecer a Caroline Lisa, e só hoje soube de sua partida.
E dói.

Luto na cena cultural joinvilense: morre Caroline Lisa Schultz


Luto na cena cultural joinvilense: morre Caroline Lisa Schultz08 de abril de 20141



A cultura de Joinville e do Estado ficou mais vazia na madrugada desta terça-feira (8). Caroline Lisa Schultz perdeu a batalha contra o câncer, que a vinha assombrando desde 2012. Ainda atuante nos últimos meses, o quadro da atriz e produtora agravou-se nos últimos dias, quando ela encontrava-se em Goiás. Transferida para Joinville, onde desenvolveu uma longa e sólida carreira na música e, principalmente, no teatro, Caroline faleceu à 1h20, na casa de sua mãe, e está sendo velada na Capela Borba Gato.
Atriz e bailarina com mais de 20 anos de experiência, Caroline atuava como produtora cultural desde 2000. Em 2006, virou produtora e integrante da Cia. Didois, ao lado de Sabrina Lermenn e Amarildo Cassiando, com quem explorou fortemente a pesquisa em dança-teatro em espetáculos como Samsara, Amor Barato e (R)existência. Produziu espetáculos para os grupos Novo Tempo, Coral Boca da Noite, Compasso Livre, Chá de Cevada, Mercado de Dança e Teatro e Cia. Joinvilense de Teatro. Também respondeu pela direção artística e dramaturgia do espetáculo Os Gatos, da Orquestra de Câmara Villa-Lobos, da Casa da Cultura.
Fora dos palcos, foi secretária e tesoureira da Associação Joinvilense de Teatro (Ajote), diretora de comunicação e vice-presidente da Federação Catarinense de Teatro (Fecate), suplente no Colegiado Nacional de Teatro, trabalhou na Fundação Cultural de Joinville entre 2009 e 2012 e foi secretária executiva do Conselho Municipal de Políticas Culturais. Caroline batalhou arduamente pela implantação do Sistema Estadual de Cultura, tendo inclusive participado da mobilização que aconteceu no CIC, na Capital, em 2012. No ano seguinte, passou alguns meses trabalhando na Fundação Cultural de Rio do Sul, além de desenvolver um espetáculo de música infantil com o marido, o músico Diogo Goulart.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Valores postos à prova - Luciano Siqueira

Navegando no mar revolto da múltipla crise que aflige o país, pode parecer "ideológica" - em sentido pejorativo - a reafirmação de valores muito caros à militância revolucionária.

Mas não é.

Ao contrário, justamente nas refregas de maior envergadura, quando a dispersão política e ideológica se expande e o movimento transformador reclama descortino e rumo, a necessidade de uma justa atitude militante se acentua.

Isto porque a uma corrente política consequente, como o PCdoB, se impõe o que temos chamado de inteligência coletiva - a construção solidária da orientação política, fruto da vivência na luta concreta e da fascinante aventura da especulação teórica e tática.

Com a consumação do golpe que afastou do governo a presidenta Dilma, interrompeu-se o ciclo transformador que se iniciara no primeiro governo Lula, a partir de 2001, dando lugar a uma conjuntura inteiramente nova - de regressão neoliberal.

Nela, do ponto de vista tático, a essência está na correlação de forças, agora muito adversa. Agrupamentos situados ao centro, antes aliados ao Partido dos Trabalhadores, migraram para o conluio com a direita.

O campo comprometido com o ciclo anterior hoje não passa de um quinto do parlamento.

E a cena política recorrentemente sofre direcionamento advindo do Judiciário, do aparato policial e da mídia hegemônica.

Nossas forças, derrotadas na batalha do impeachment, se reagrupam gradativamente e ainda sob enorme dispersão no terreno das ideias, além da pressão "esquerdista" de que resulta exacerbado sectarismo.

A complexidade da situação e o entrechoque de distintas percepções e entendimentos sobre o que se passa, em ambiente de tremenda instabilidade e de consumada imprevisibilidade, inquieta a todos e se reflete no interior dos partidos.

Assim, o chamado debate interno é tão necessário quanto intenso, sujeito a divergências não imediatamente elucidadas com as quais é preciso conviver.

No caso particular do PCdoB, o correto, equilibrado e respeitoso equacionamento de divergências políticas é, na atualidade, uma das expressões mais elevadas do seu amadurecimento. Inspira-se na política de quadros aprovada no 11° Congresso, ela mesma um salto qualitativo quanto à construção partidária.

Nada que impeça a imperiosa necessidade do Partido agir "como um só homem" (usando a expressão de Lenin). Ou seja, preservando sua unidade, coesão e capacidade combativa.

A cada pronunciamento da Comissão Política Nacional - que responde pelo Comitê Central -, uma opinião hegemônica se afirma e se faz referência para todo o coletivo militante, resguardadas eventuais divergências individuais.

Essa compreensão democrática e amadurecida da orientação centralizada reforça o caráter de classe do Partido e sua missão histórica.

E, por conseguinte, contribui para a compreensão de que nenhum militante é maior do que o Partido, por mais saliente que seja o seu papel na sociedade e por relevante que seja a sua contribuição para a ampliação da influência dos comunistas.

Dito de outra forma, haverá sempre uma linha demarcatória (de que a sensibilidade e o espírito coletivo de cada um deve dar conta) entre o pensamento individual (com todos os seus méritos e nuances) e o pensamento do Partido.

Somos homens e mulheres "de partido", preservamos conscientemente essa linha demarcatória e remetemos dúvidas e divergências ao debate nos fóruns partidários.

Desse modo, nenhum comunista tem a sua criatividade e o seu ímpeto pessoal inibido, pois direciona suas inquietações para a construção coletiva das ideias.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

PCdoB emite nota sobre desfiliação de Aldo Rebelo - Portal Vermelho



PCdoB emite nota sobre desfiliação de Aldo Rebelo - Portal Vermelho:




Em nota divulgada nesta terça (26), o PCdoB comenta a desfiliação do ex-ministro Aldo Rebelo. O Secretariado Nacional do partido afirma que lamenta a decisão do antigo correligionário, mas a respeita. "Afinal, o vínculo a um partido político se mantém ou se desfaz com base em convicções e livre consciência", diz. Segundo o texto, a relação com Aldo se modifica, mas “pode prosseguir pautada pelo respeito mútuo e por ações convergentes em torno da defesa da Nação e da classe trabalhadora”.


Confira a íntegra:

Sobre a desfiliação de Aldo Rebelo do PCdoB

Aldo Rebelo, destacada liderança do PCdoB, respeitada personalidade nacional, desfiliou-se da legenda comunista, à qual se vinculou ao longo de 40 anos, e anunciou sua filiação a um outro partido.

No PCdoB, Aldo foi eleito, com o trabalho abnegado da militância e seu talento político, cinco vezes deputado federal. Com a confiança nele depositada pelo Partido, foi ministro de Estado em quatro pastas e eleito presidente da Câmara dos Deputados.

Ao longo dos últimos meses, a direção nacional do PCdoB empreendeu com Aldo persistente diálogo, visando à superação de divergências programáticas e políticas que ele vinha pontuando. Buscou mantê-lo no Partido que ele ajudou a construir, o formou e o projetou como uma das principais lideranças do país. Apesar dos esforços empreendidos, entretanto, a escolha de Aldo foi outra.

O PCdoB lamenta a decisão de Aldo Rebelo, mas a respeita. Afinal, o vínculo a um partido político se mantém ou se desfaz com base em convicções e livre consciência. Daqui por diante, abre-se uma relação política de natureza nova. Relação que pode prosseguir pautada pelo respeito mútuo e por ações convergentes em torno da defesa da Nação e da classe trabalhadora.

Guiado por um Programa cuja síntese é Nação forte, soberana e rumo socialista, o Partido Comunista do Brasil caminha para completar um século de presença na história do país. Chegou até aqui e projeta-se para o futuro pelo trabalho abnegado e coerente de várias gerações de lutadores e lutadoras do povo brasileiro. Os militantes do PCdoB sabem, inclusive suas maiores lideranças, que acima das opiniões pessoais está a sabedoria do coletivo partidário.

No presente, os comunistas realizam seu 14º Congresso, fortalecendo o PCdoB em todas as suas dimensões. A centralidade da luta por um novo projeto nacional de desenvolvimento, soberano, democrático e popular – eixo estruturante de nosso programa e caminho para transição ao socialismo – faz do PCdoB a trincheira consequente da defesa da nação, da democracia e dos direitos dos trabalhadores. Estamos convictos de que as fileiras da legenda comunista são terreno fértil para essas perspectivas.

São Paulo, 26 de setembro de 2017

Secretariado Nacional do PCdoB






Do Portal Vermelho

domingo, 24 de setembro de 2017

Dilma, a honrada, a valente, avisou em abril de 2016.

A porta da rua é a serventia da casa. Avante, e viva o PCdoB! - Paulo Vinícius Silva



Não peço desculpa a quem sai. A porta da rua é a serventia da casa. Esperei pra dizê-lo.

Mas, a quem ingressa e quem fica... A porta da entrada é a mais bonita. Somos pequeninos, mas invocados(as) e temos uma História linda a defender, sonhos ainda mais belos a conquistar. Amamos o Brasil, a classe trabalhadora, a democracia, a solidariedade.

A esses e essas tantos, exatamente agora, digo: Dê cá um abraço, camarada, e vamos construir o 14º Congresso do PCdoB!!

Há muito a fazer pelo Brasil, pela democracia, pelos trabalhadores e trabalhadoras.

Ser militante comunista é orgulho. Sempre vi assim.

E o PCdoB? Que fará o PCdoB?
Oxente, o de sempre camarada. Você não lembra quantos caíram, quantos erraram a senda, quantos contaram que a gente já era, e nós aqui, traveiz, traveiz, traveiz, hasta la victoria siempre?

Então, olha o que eu tenho de importante sobre o que fará o PCdoB:
https://pcdob.org.br/…/14o-congresso-do-pcdob-resolucoes-a…/

Nós, passarinho! E viva o PCdoB <3

#ForaTemer #DiretasJá #Frenteampla

sábado, 23 de setembro de 2017

A Presidenta do PCdoB Luciana Santos emite nota sobre ameaça de intervenção militar - Portal Vermelho

Luciana Santos emite nota sobre ameaça de intervenção militar - Portal Vermelho: '





  
Confira a nota na íntegra:
Democracia e soberania nacional serão restauradas pelo povo


O Golpe de Estado de que o Brasil foi vítima, depois de a democracia ter sido mutilada, segue a expor o país a uma crescente crise institucional, com a perda de equilíbrio e o choque entre os Poderes da República. Um novo sintoma de que essa crise se deteriora veio de uma declaração recente de um general da ativa pregando abertamente uma “intervenção” militar como solução para a grave situação nacional. Este General já fora disciplinarmente admoestado em 2015, quando foi removido do comando militar do Sul, por ato político de indisciplina.  O presente episódio, embora isolado, não pode ser minimizado pelas forças democráticas, patrióticas e populares. É grave e exige firme e equilibrado repúdio.
Este episódio não é um raio em céu azul. Em grande medida, deriva da perda de autoridade dos Poderes da República, da forte desmoralização – sobretudo do Executivo – do protagonismo político descabido do Judiciário, dos gravíssimos danos contra a Nação e a classe trabalhadora, entre eles, o desmonte do Estado nacional e a privatização de empresas e riquezas estratégica do país.
É produto, também, da “satanização” que houve, e que há, por parte dos monopólios midiáticos, da política e dos partidos como um todo. A campanha exaustiva e contínua de que todos os partidos e todos os políticos são inaptos e corruptos cria um caldo de cultura reacionário de que a saída seria fora da política. Daí esse brado reacionário, afrontoso à Constituição Federal, de que a intervenção militar seria a solução.
Esse grito do general por uma “intervenção” militar contra os descaminhos do golpe parlamentar soma-se a outras cogitações retrógradas, como implantação do parlamentarismo ou de um semipresidencialismo, que, no seu conjunto, ameaçam truncar, este sim, o único caminho –dentro do calendário estipulado pela Constituição Federal – para se restaurar a democracia e a soberania nacional: a realização da eleição presidencial de 2018.
Pela realidade política concreta do país, a responsabilidade de restaurar a democracia, salvar o Brasil, preservar os direitos é uma tarefa que cabe às forças democráticas, patrióticas e populares.
Que as Forças Armadas, nas circunstâncias da ruptura democrática que houve, sigam, como corretamente o fizeram até aqui, atuando nos marcos da Constituição. Por isto, é positiva a Nota do Comandante do Exército, General Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, reafirmando o compromisso da Instituição com a democracia, com a Nação e informando que, diante do episódio citado, foram adotadas providências para assegurar “ a coesão, a hierarquia e a disciplina”.
Recife, 23 de setembro de 2017
Deputada Federal Luciana Santos
Presidenta do Partido Comunista do Brasil (PCdoB)



Do Portal Vermelho

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Cuba e os corações que encaram furacões - Sérgio Serrano



Irma, mulher furiosa, que, com seu andar destruidor, nos dá uma lição de política prática.


Anuncia que vai para Cuba e que daí viajará, como qualquer balseiro, rumo à Flórida para buscar o sonho americano.

Oh, surpresa! O sonho americano consiste num grito que diz “lá vem o Irma, salve-se quem puder”. As pessoas correm ao supermercado para acumular comida até desabastecê-lo totalmente. As pessoas, em seus carros, procedem à evacuação gerando o bloqueio das vias. As pessoas pensam se está em dia o pagamento do seguro.

A população da Flórida foge do Irma. Em sua fuga, a gasolina se esgota e as vias se engarrafam com a quantidade de carros. Em seu fuga, movida por combustível fóssil, garantem que virão mais furacões ainda maiores.
Darwinismo social, sobrevive quem tem.

Em Cuba, pequena ilha bloqueada e solidária, de imediato formam-se as brigadas de trabalho, que são a forma organizada de defender o outro, o vizinho, o irmão, o desconhecido. Uns põem a comida e os medicamentos de todos a salvo; outros se ocupam de lhe fazer manutenção do saneamento básico para mitigar as inundações; podam-se as árvores para que os ramos não sejam projéteis assassinos; ocupam-se de levar as pessoas a refúgios e instalações militares seguras. Ante o perigo coletivo, o plural é a resposta. A ira do Irma encontra um povo, por amor e por dever reunido.

Antes de morrer, Irma saberá que sua ira é inútil quando há um muro de corações que se juntam.

Sergio Serrano (@Cubanamera)

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Esboço da fala ao 4° Congresso da CTB - Paulo Vinícius Silva

Compartilho o esboço da minha fala no Congresso da CTB, que não foi possível fazer por limitações de tempo.

O movimento sindical classista brasileiro e as representações da classe trabalhadora de quase trinta países vieram ao 4º Congresso Nacional da CTB para viver a canção de Dorival Caymmi: "Tudo, tudo na Bahia faz a gente querer bem". Essa acolhida é ainda mais especial no atual momento de tristeza, apreensão e revolta que inunda o Brasil. Celebremos o reencontro de tantos amigos e amigas, ao lado de quem temos lutado entre vitórias e derrotas. Daqui sairá parte do ânimo, das bandeiras e da tática que permitirão à classe trabalhadora posicionar-se como eixo de uma frente ampla para responder à destruição da Nação Brasileira pelo governo ilegítimo, entreguista e inimigo do povo.

Parte da perplexidade deriva da velocidade com que a direita golpista e subalterna ao imperialismo escancara os limites da democracia burguesa, desfazendo inclusive as ilusões reformistas que subestimaram a pressão e a organização popular para assegurar os avanços iniciados a partir de 2003, com a eleição do Presidente Lula e promovendo um retrocesso civilizatório no Brasil, querendo levá-lo para o período anterior a Vargas, destruindo a estrutura necessária ao desenvolvimento e a inclusão social que formou de fato a Nação Brasileira, com a incorporação de toda sua população, combatendo as consequências do colonialismo, do escravismo e da exclusão. Sem isso, o Brasil será de poucos, não será o Brasil.  Isso reafirma a convicção de que só o socialismo assegura o pleno desenvolvimento econômico, a harmonia entre estado e mercado, os direitos do povo, a democracia e a soberania nacional.

Nesse sentido, destaco a importância da unidade entre trabalhadores e jovens, mulheres e estudantes, pois parte da superação da desmobilização atual passa por esse caminho. A construção e a realização do 42° Congresso da UBES, em dezembro, são oportunidade para responder aos ataques brutais à educação, e devem estimular o apoio dos trabalhadores, em especial da Educação, para a sua construção, o que favorecerá amplas jornadas de lutas de trabalhadores e estudantes, para virar o jogo da atual perplexidade para povo na rua contra o governo ilegítimo de Temer e por Eleições Diretas Já. Pode ser a faísca que incendeia o capinzal, abrasileirando a expressão de Lênin.

Esta unidade entre os movimentos sindical e os demais movimentos sociais é decisiva, expressa a coluna da resistência, mas é insuficiente para virar o jogo. A CTB, classista e consequente, compreende seu papel avançado na construção da unidade dos trabalhadores e da Frente Ampla, que se dá de modo concreto na defesa da continuidade do Fórum das Centrais, em busca da unidade de ação, contra a agenda de destruição dos direitos da classe e de suas organizações.

Tal ataque às organizações sindicais se dá a partir de duas vias: o estímulo ao paralelismo sindical patronal e a destruição das condições de financiamento que assegurem a autonomia da luta dos trabalhadores diante de patrões e governos. Devemos enfrentar o debate do financiamento do movimento sindical e do relacionamento que devemos ter com nossa base social. A luta da classe trabalhadora deve ser financiada pelos trabalhadores e trabalhadoras.

Há que constatar a necessidade de reforço da legitimidade da representação sindical, através do estreitamento dos laços entre as direções sindicais e suas categorias. A CTB deve reforçar o contato com a base do movimento, combater práticas cupulistas, burocráticas, machistas e caducas que ignoram a importância da renovação das direções sindicais, com o necessário revigoramento da representação, com a ampliação da presença de mulheres e jovens no movimento. Tais movimentos são fundamentais para reforçar nossa legitimidade e favorecer uma nova política de financiamento, baseada na relação mais estreita e na monetização da nossa base social em favor da organização dos trabalhadores, inclusive compreendendo a importância das atividades assistenciais e dos serviços que os sindicatos junto às categorias.

O Golpe escancara os limites do sindicalismo corporativo e economicista, incapaz de elevar a classe trabalhadora à disputa do poder na sociedade - mesmo nos limites da democracia burguesa, que conquistamos em parte e que se desmonta diante de nós. A ausência de candidaturas competitivas dos trabalhadores e trabalhadoras e a ofensiva de direita levaram a uma brutal redução da bancada dos trabalhadores no Congresso, e isso deve ser levado em conta, deve ser dito para a nossa base, para que perceba a importância de fazer política e a necessidade de candidaturas que a representem, em especial de sindicalistas, para enfrentar o conjunto de medidas adotadas e em curso, que é avassalador:
1) O Teto de Gastos que é a redução das despesas que asseguram a movimentação da economia real para alimentar o rentismo e a especulação em torno da dívida pública;
2) A Contra-Reforma Trabalhista e a Lei da Terceirização Ilimitada;
3) A Reforma da Previdência;
4) A Reforma Política, que visa a a impedir que o povo possa decidir seu futuro;
5) A destruição do patrimônio público, a entrega das riquezas e a destruição das ferramentas essenciais ao desenvolvimento (venda da ELETROBRAS, da Caixa, do Banco do Brasil, do BNDES, a entrega do Banco Central e do Ministério da Fazenda aos agiotas da banca privada, a entrega do Pré-Sal e da Amazônia).

Diante de uma tal agenda, não bastará mudar o(a) Presidente(a), dado que sua margem de ação será apenas a de entregar o país aos banqueiros, às custas do sangue e da miséria do povo. Por isso, a CTB deve ter a clareza de pautar a necessidade da REVOGAÇÃO DAS MEDIDAS DO GOVERNO GOLPISTA E DA CORRUPÇÃO INSTALADA NO CONGRESSO. Além de expulsar o golpista Temer, renovar o Congresso, obtendo maioria e elegendo a Presidência, precisaremos de um caminho para retomar uma agenda em favor do Brasil e seus povo. É diante desse momento dramático que a FRENTE AMPLA é imprescindível e o hegemonismo é insustentável no seio da esquerda.

Precisamos unir muito mais que a esquerda, diante das ameaças que avançam contra o Brasil. E a CTB, democrática, classista, politizada e de luta, deve empreender todos os esforços para que o povo retome a iniciativa política, e é para isso que servirão as resoluções aqui aprovadas e a nova direção eleita.

Viva o 4º Congresso da CTB!
Fora Temer! Diretas Já! Revogação das medidas do golpe contra o Brasil e o Povo!

domingo, 27 de agosto de 2017

A nova Direção Nacional da CTB para a gestão 2017/2021 eleita no 4º Congresso





Após dois dias de reuniões, palestras e debates, os 1,2 mil delegados e delegadas reunidos no Hotel Stella Maris, em Salvador, elegeram a nova direção nacional da CTB neste sábado (26).


A chapa continua sendo presidida pelo atual presidente nacional Adilson Araújo, que inicia sua segunda gestão à frente da entidade. Após a eleição e ratificação da nova chapa, Adilson fez o discurso de encerramento do congresso.


Agradeceu aos parceiros na jornada de construção da CTB e à equipe que ajudou na realização deste congresso, e depois fez uma análise da conjuntura do país e dos planos da central.


"O povo precisa ser conscientizado. Não podemos transformar nossos sindicatos em escritórios. É muito gratificante pra mim dar condução a esse proejto, vamos ter de fortalecer mais e mais o nosso elo. E nossa unidade e laços de solidariedade. Compor a direção supõe fortalecer cada vez mais a nossa intervenção na sociedade", disse o presidente.


Leia mais: 4º Congresso Nacional: a classe trabalhadora é a força motriz do nosso país, diz Adilson Araújo


A nova direção renovou alguns quadros e criou algumas novas secretarias, como a secretaria de Política Educacional, a secretaria de Assuntos Socioeconômicos e a secretaria do Assalariado Rural. No total, são 122 integrantes, sendo que 39 dirigentes são mulheres.


Entre as principais mudanças no quadro de dirigentes, Marilene Betros irá comandar a nova secretaria de Política Educacional.


Celina Arêas assume a secretaria da Mulher Trabalhadora, Ivânia Pereira passa à vice-presidência, o cetebista Ronaldo Leite fica à frente da secretaria de Formação e Cultura, Sérgio de Miranda assume a secretaria de Finanças, Adriano, da Fetag, vai para secretaria de Política Agrária e Nivaldo Santana assume a secretaria de Relações Internacionais.


A secretaria da Previdência passa ao dirigente Tadeu Paranatinga, a secretaria de Assuntos Jurídicos ao portuário Mario Teixeira, a de Políticas Sociais à dirigentes da Fetag Vânia Marque e a secretaria da Juventude será comandada pela bancária gaúcha Luiza Bezerra.

 
Confira abaixo a composição completa da Direção Nacional da entidade:
EXECUTIVA
ItemFunçãoNomeEntidadeUF
1Presidência Adilson AraújoSind BancáriosBA
2Vice-presidênciaIvânia PereiraSind BancáriosSE
3Vice-presidênciaVilson LuizFETAEMGMG
4Vice-presidênciaJosé AdilsonSind EstivaES
5Vice-presidênciaJoilson CardosoCEPERJ
6Vice-presidênciaDivaniltonSINDIPETRORN
7Vice-presidênciaClaudemir Nonato de SantanaAPLBBA
8Secretaria-geralWagner GomesSind MetroviáriosSP
9Sec-geral Adj.Kàtia GaivotoSEP-RJMG
10Secretaria FinançasSergio de MirandaFETAGRS
11Sec. Finanças Adj.Pedro MesquitaSind MarceneirosSP
12Sec. Relações Inter.Nivaldo SantanaSINTAEMASP
13Sec. Relações Inter. AdjCarlos MillerSINDMARRJ
14Sec. JuventudeLuiza BezerraSind BancáriosRS
15Secret Juventude AdjMarilenaFETAGMG
16Sec. Saúde Trab.Elgiane Fátima LagoSTRRS
17Sec. ComunicaçãoRaimunda GomesSINTEAMAM
18Sec. Meio AmbienteRosemariFETAG/CONTAGMA
19Sec. Meio Amb. Adj.Mario PortoUrbanitáriosRJ
20Sec. Política EducacionalMarileneAPLBBA
21Secretaria FormaçãoRonaldo LeiteSINTECT/CorreiosRJ
22Sec. Políticas SociaisVâniaFETAGBA
23Sec. De Assuntos Soc EconomicoHumbertoUrbanitáriosRJ
24Sec. MulherCelinaSINPROMG
25Secret Mulher AdjAiresFETAGSE
26Secretaria PrevidênciaTadeu ParanatingaServidores Municipais de CampinasSP
27Sec. Assuntos Juridicos Mario TeixeiraPortuárioDF
28Sec. Igualdade RacialMonicaSITMRJ
29Sec. Relações InstitucionaisVicente SelistreSind SapateirosRS
30Sec. Agric/AgráriaAdrianoFETAGSC
31Sec. Serviço PúblicoJoão PauloServiço Público FederalDF
32Sec. Serv. Públ. AdjMarcosFESEPRJ
33Secret Assalariado RuralValdinirFETAGMS
34Sec. Relações do TrabalhoPaulo ViniciusSind BancáriosDF
35ExecutivaPascoal CarneiroSTIM/CTB-BABA
36ExecutivaAlberto BrochCONTAGRS
37ExecutivaValeria MoratoSINPRO/CTB-MGMG
38ExecutivaGuiomar Vidor FECOSUL/CTB-RSRS
39ExecutivaRicardo PonziFNTAARJ
40ExecutivaRaimundoSINPROESEMAMA
41ExecutivaAna PaulaSind ComerciáriosRJ
42ExecutivaFábio MattosTrabalhadores EducaçãoPI
43ExecutivaRene Vicente SINTAEMA/CTB-SPSP
44ExecutivaJesus STIMRJ
45ExecutivaElizângelaFETAGPI
46ExecutivaRaimundo BritoSind Construção CivilBA
47ExecutivaMarcelinoFITMETALMG
48ExecutivaLuís Rodrigues PenteadoFNTAARJ
49ExecutivaJulio BonfimSTIM/CamaçariBA
50ExecutivaOliveiraFederação dos ComerciáriosBA
51ExecutivaDavidFETAGBA
52ExecutivaPaulinho Sindsama/CTB-RJRJ
53ExecutivaLucileideDomésticasPA
54ExecutivaOnofreMetroviáriosSP
55ExecutivaClaudeteSEDINSP
56ExecutivaMarcelo da Silveira FreitasSind Sapateiros / Campo BomRS
DIREÇÃO PLENA
ItemFunçãoDirigenteEntidadeUF
1PlenaInalbaSINDSAUDEBA
2PlenaIves CursinoPetroleiroRN
3PlenaIsis TavaresSINTEAMAM
4PlenaIsaac FETAESPSP
5PlenaAssisSTIM/Caxias do SulRS
6PlenaRonaldFenafarSC
7PlenaHildineteSINPROESEMAMA
8PlenaFabiano ReisSINDIJUSMS
9PlenaChilenoSINPRO/CampinasSP
10PlenaIsabel Crisitna Alves LimaSINPROESSEMAMA
11PlenaDivizaSINTECT/CorreiosSP
12PlenaLenirSTR de VaniniRS
13PlenaMarcio AyerSECRJ
14PlenaGilson ReisCONTEEMG
15PlenaSinval CostaSind Trabalhadores Entidades ProfissionaisAL
16PlenaMaria AndradeSind Assistente SocialCE
17PlenaRui OliveiraAPLBBA
18PlenaMonsaniSTIM/Caxias do SulRS
19PlenaFatinhaSINDIFESGO
20PlenaIgo MenezesServidor Público / Belford RoxoRJ
21PlenaRogerlanSAAEMG
22PlenaEdneiUrbanitáriosAM
23PlenaValériaEducaçãoPE
24PlenaJames FigueiredoSind Policia CivilAM
25PlenaGilda AlmeidaFENAFARSP
26PlenaAugusto VasconcelosSind BancáriosBA
27PlenaAlexSTIM/BetimMG
28PlenaGabrielFETARRS
29PlenaVitorEletricitáriosDF
30PlenaJosé GonçalvesServiço PúblicoPB
31PlenaIvanirSind ComerciáriosRS
32PlenaTaisaFETAGMS
33PlenaRomualdoVigilantesMG
34PlenaRonaldãoSINTECT/CorreiosRJ
35PlenaZezéFENAJUD BA
36PlenaFrancisco de AssisUrbanitáriosPA
37PlenaTodsonSTIM/Carlos BarbosaRS
38PlenaHenrique UrbanitariosRS
39PlenaLucimaraASSUFBABA
40PlenaMoacir de Paula MafraS. Assalariados Rural de RondonópolisMT
41PlenaJoão Batista LemosSTIM/AnistiaRJ
42PlenaNara TexeiraCONTEEMT
43PlenaPaulo SérgioSind Condutores/AmericanaSP
44PlenaAndré AlvesSINDLEGISDF
45PlenaAurinoSTIM/CamaçariBA
46PlenaEduardo NavarroBancáriosBA
47PlenaMário FerrariMédicosPR
48PlenaFabianaSTR de MagéRJ
49PlenaLúcia MaiaSintraconBA
50PlenaJonasSinproES
51PlenaLuiz Américo Prereira CâmaraSINDMEDICOSBA
52PlenaLuiz Serafim Sind Profissionais da UERJRJ
53PlenaCátia BrancoBancáriosRJ
54PlenaClaudean Pereira LimaSind EnfermeirosTO
 55 Plena Mário Maia da Silva SEEADON-CE
55PlenaZé RodriguesFETAGPE
56PlenaFernando LuizFederação PescadoresMA
57PlenaGeogina Delmondes dos Reis e SilvaRuraisPE
58PlenaLuiz Ary GinPresidente FETIEPPR
59PlenaCleberCTB/PAPA
CONSELHO FISCAL - TITULAR
ItemFunçãoDirigenteEntidadeUF
1Conselho FiscalRogério NunesAssistência SocialCE
2Conselho FiscalClaudia BuenoMunicipários de CampinasSP
3Conselho FiscalJuraciFETAGMG
CONSELHO FISCAL - SUPLENTE
ItemFunçãoDirigenteEntidadeUF
1Conselho Fiscal SuplenteMara SINPRO/SorocabaSP
2Conselho Fiscal SuplenteZefinhaFETAGBA
3Conselho Fiscal SuplenteMaria Raimunda Olivera SantanaEducaçãoBA