segunda-feira, 18 de julho de 2016

As forças dos fracos são número e astúcia - Paulo Vinícius Silva

Ante a possibilidade real de se firmar o golpe entreguista, antipopular e obscurantista, observei verdadeira escalada de críticas à esquerda consequente, que não se omitiu diante do fato público e notório de nossa situação de minoria na Câmara mais reacionária de há muito. No episódio da eleição da Presidência da Câmara, essa posição advoga não haver diferenças das candidaturas por se situarem tanto Rosso (PSD-DF) quanto Maia (DEM-RJ) no campo golpista.

O centro dessa posição ignora a correlação de forças e faz o elogio da "derrota com honra", o que mostra a sua bisonhice inaceitavel. É de uma empáfia ingênua, péssima conselheira.

A bola ainda está em campo, e não devemos aceitar o fatalismo diante do cenário dificílimo vivido. A lógica do "tá perdido, não vale a pena" é o inverso do que quer parecer. Longe de altiva, expressa o desespero dos setores médios aliados, a renegar de modo pueril a complexidade do contexto e as consequências de sua omissão face ao avanço da direita, ampliando-lhe ainda mais a força para o desmonte da Constituição de 1988 e dos avanços dos anos Dilma e Lula.

Quem critica "manobras parlamentares" da esquerda minoritária e sob o golpe, finda por ajudar a desarmar quem, em verdade, merece apoio, abrindo ainda mais o flanco para o avanço conservador. Amigos(as), é a Câmara... essa Câmara... como anatemizar as nossas manobras parlamentares!!?? Será que não nos apercebemos que isso é uma completa bobagem? Será que não vemos a própria imprensa golpista a exigir uma suposta "coerência" que nada mais é que o suicídio?

Os argumentos da centralidade de se dividir o campo golpista, de ampliar isolamento de Cunha e retomar os direitos da minoria para que a luta se dê em melhores condições ilustram a verdadeira luta contra o Golpe, e não os muxoxos de quem deserta do confronto real, que não escolhemos, e que não podemos declinar, para o bem do país, da democracia e da classe trabalhadora. Já dizia Engels do erro de se apresentar a impaciência como argumento teórico.

Quando o esquerdismo eh a reserva da direita

Numa batalha na Câmara, o elementar é saber fazer contas... Ora, mesmo de fora, eh clara a situação minoritária dos setores democráticos e progressistas. Esse é o dado de realidade. O desastre da articulação política de Dilma aí principiou, com a candidatura funesta de Chinaglia que nos rendeu a previsível vitória de Cunha e tudo que vivemos desde então. Isso já ocorreu, portanto. O realismo impunha definir o alvo e o objetivo possíveis, esta sim a política justa num campo minado. Acenar para a possibilidade de ir para o segundo turno elude o dado triste, mas real, de que a candidatura do PSOL visou a semear a ilusão de viabilidade de uma vitória progressista, quando na verdade era a reserva de mercado da vitória da direita já no primeiro turno. Eram os votos que jamais apoiariam, por exemplo, um candidato como Marcelo Castro, democrata, progressista e do PMDB. Ademais, ainda que possível fosse, isso não nos livraria da derrota no segundo turno, e uma hesitação dessa natureza favoreceria ainda mais a articulação Cunha/Temer pela eleição de Rosso. Não era marra que se exigia da esquerda, mas fazer conta, ter consequência e coragem de pegar na rodilha do pote. Tipo de missão que, historicamente, resta ao pequeno que pensa a grande política, o PCdoB.

Tempos sombrios e as táticas adequadas

Trabalhamos, estudamos, vivemos e agimos como se tudo bem estivesse, e até dizemo-lo: tudo bem. Mas não está. Vivemos um golpe. E as consequências dessa derrota podem aniquilar a democracia, as ferramentas do desenvolvimento nacional (CEF, BB, BNDES, PETROBRAS) e as conquistas desde a CLT. No mundo, a situação não é melhor. Nesse contexto, o giro da proposta do Plebiscito e a ousada costura na eleição da Presidência da Câmara devem cumprir importantíssimo papel pedagógico para o campo progressista.
Sinalizam para o fim da arrogância tão cara ao hegemonismo petista. Repõem a centralidade de ampliar o arco de alianças para dividir o adversário e chamar o povo à decisão sobre o seu futuro. São importantes alertas para a coragem da utilização de todas as armas restantes da nossa incipiente democracia. Cercada pelo aparato judiciário policial, pela imprensa golpista, pelas oligarquias, pelo sistema financeiro e pelos fundamentalistas e fascistas, não temos o direito de ser burros, de jogar a toalha.
Mais do que nunca, carecemos de povo consciente e na rua, mas também da astúcia, que é a força dos fracos, como nos ensinou Chicó, do Auto da Compadecida, do imortal Ariano Suassuna. Longe da minha reprovação, merece meu aplauso a esquerda consequente que enxergou com clareza a centralidade da batalha contra Cunha, e que fez o que era preciso.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Pedalada de Dilma não é crime, confirma Ministério Público - Portal Vermelho



O Ministério Público Federal (MPF) concluiu que as pedaladas fiscais não configuram crimes comuns, inclusive as que embasam o processo de impeachment de Dilma Rousseff. O procurador da República no Distrito Federal Ivan Claudio Marx pediu arquivamento de investigação aberta para apurar possível infração penal de autoridades do governo da presidenta, em parecer enviado à Justiça nesta quinta (14). Os argumentos sobre as pedaladas coincidem com os da defesa de Dilma no processo de impeachment.

 

O procurador analisou seis tipos de manobra do governo Dilma, ouviu integrantes da equipe econômica e analisou auditorias do TCU e documentos das operações. De acordo com ele, as manobras não se enquadram no conceito legal de operação de crédito ou empréstimo, portanto, não seria necessário pedir autorização ao Congresso. As informações são do jornal paulista Estadão.

O procurador concluiu, todavia, que as manobras visaram maquiar as contas públicas, principalmente em 2014, o que determinaria improbidade administrativa, um delito civil. O despacho diz que o governo não fez pagamentos nas datas acordadas, descumprindo contratos com bancos e que, em alguns casos, os atrasos em repasses tinham previsão legal e que as autoridades não tinham a intenção de fazer empréstimos ilegais.

Na semana passada, o procurador já tinha arquivado um procedimento específico sobre o BNDES e, agora, arquiva todas as outras investigações de atraso em pagamentos com o mesmo entendimento, de que se trata de "inadimplemento contratual".

“Não foram os aumentos nos volumes de débitos da União, surgidos a partir de 2013, que configuraram o crime de ‘operação de crédito sem autorização legislativa’. De modo que, desde o ano de 2000, esse crime vem sendo praticado e todos os seus praticantes devem ser responsabilizados ou nenhum o deve, no caso de se entender que não tinham conhecimento de que o tipo penal criado no ano de 2000 se amoldava àquela praxe preexistente e que permanecera até 2015 sem qualquer questionamento por parte das autoridades de controle”, disse o procurador, citando o TCU.

Clique aqui para ter acesso à íntegra do despacho.

 Fonte: Jornal do Brasil

quinta-feira, 7 de julho de 2016

LGBT TEM DIREITO DE VIVER - UNA LGBT e movimentos denunciam assassinato do estudante Diego Vieira Machado na UFRJ

O Brasil tem sua trajetória marcada pelo patriarcado e escravagismo, sempre dirigido pelo coronelismo e uma política fundamentalista que vem a cada dia desrespeitando a laicidade do estado democrático de direito. Na última década conquistamos com muita luta a ampliação do acesso e permanência da juventude pobre e preta nas Universidades, mas a cultura elitista e patriarcal permanece, mesmo com diversas ações e políticas afirmativas para a promoção da igualdade de direitos para mulheres, povos e comunidades tradicionais, LGBT e a população negra, os racismos e as LGBTfobias assim como os machismos estão enraizados em nosso sistema que se utiliza do discurso do ódio e da intolerância para aumentar a opressão e garantir os privilégios das classes elitistas brasileiras.

O Estado Brasileiro, embora tenha ampliado o acesso à educação para a população negra e pobre, não enfrentou de forma contundente os racismos, não temos uma política de educação e de permanência para nossos estudantes que valorize a diversidade e promova uma cultura de respeito às diferenças. As discriminações são de classe, são contra o povo que não está de acordo com os padrões estabelecidos por este sistema patriarcal e capitalista. O Brasil foi considerado pelo New York Times, o país mais perigoso para a população LGBT no Mundo.

No dia 2 de Julho, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, o Racismo e a LGBTfobia levaram mais um jovem à morte. O corpo do estudante Diego Vieira Machado, nortista do Estado do Pará, gay e negro, foi encontrado com sinais de espancamento às margens da Baía de Guanabara, na Ilha do Fundão. Lamentavelmente esse não é um caso isolado, o recado vem sendo dado, grupos conservadores e fascistas, legitimados por discursos odiosos e fundamentalistas, vem dando sinais de alerta, não aceitam as populações negras e de LGBT em espaços que antes eram privilégios das elites branca e heteronormativas.

É importante ressaltar que outros estudantes, inclusive a vítima, tinham recebido mensagens de ódio e ameaças originadas de grupos conservadores da universidade, endereçadas especialmente a negros e gays. Estes elementos nos remetem à conjuntura política pela qual estamos passando, o conservadorismo, o fundamentalismo religioso e diversas outras expressões de ódio são características deste processo de golpe.
Precisamos aprofundar o debate sobre as ações a serem tomadas nas Universidades, e no conjunto da sociedade brasileira, estabelecer com o conjunto dos movimentos sociais LGBT e Estudantil uma campanha a ser realizada sistematicamente nas Instituições Públicas e Privadas.

Nos solidarizamos aos familiares e amigos do Diego, de outras tantas vítimas da LGBTfobia, dos racismos e machismos e nos comprometemos em lutar diuturnamente e sem descanso para desconstruir estes padrões, enfrentar a violência e construir um novo modelo de sociedade, que considere e respeite as mulheres a população pobre, negra e LGBT.

Assinam:

UNIÃO NACIONAL DE LÉSBICAS, GAYS, BISSEXUAIS, TRAVESTIS E TRANSEXUAIS - UNALGBT

ANTRA - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE TRAVETIS E TRANSEXUAIS

REDETRANS - REDE NACIONAL DE PESSOAS TRANS - BRASIL

ARTGAY - ARTICULAÇÃO BRASILEIRA DE GAYS

UNIÃO BRASILEIRA DOS ESTUDANTES SECUNDARISTAS - UBES

UNIÃO NACIONAL DOS ESTUDANTES - UNE

UNIÃO BRASILEIRA DE MULHERES - UBM

UNIÃO DA JUVENTUDE SOCIALISTA - UJS

UNIÃO DE NEGROS PELA IGUALDADE - UNEGRO

GRUPO LAMBDA LGBT

UNIÃO PAULISTA DOS ESTUDANTES SECUNDARISTAS - UPES

CENTRAL DE TRABALHADORAS E TRABALHADORES DO BRASIL - CTB

terça-feira, 5 de julho de 2016

BB Digital: Bom para quem? Luíza Bezerra.

O Banco do Brasil vem implementando nos últimos meses seu novo modelo de atendimento aos clientes: o BB Digital. Trata-se da retirada das carteiras Personalizado (PF) e Empresa e Pequena Empresa(PJ) das agências, colocando-as em Escritórios Virtuais. O BB tem vendido o modelo como se fosse melhor tanto para o cliente como para o funcionário. Será mesmo?

Num mundo em que a tecnologia está cada vez mais presente no nosso dia a dia, muitas vezes facilitando a resolução das mais variadas questões, não é possível que sejamos contra a utilização dos canais virtuais, inclusive, pelos bancos. O problema não está no digital, e sim no modelo de banco que está por trás de sua implementação,  semelhante em todas as instituições financeiras: menos funcionários, mais clientes, mais metas e voltado para a alta renda. Esse modelo vem acompanhado da prática realizada pelo Banco do Brasil de jogar os clientes de baixa renda ao correspondente bancário, que nada mais é que uma terceirização (má) camuflada do trabalho bancário.

Todos esses fatores juntos indicam uma redução de postos de trabalho dentro do BB e de outros bancos que têm adotado um modelo semelhante, bem como o fechamento de mais agências bancárias (em Porto Alegre, somente nesse início da implementação, irão fechar 2 agências do BB). Os dados demonstram que essa redução de pessoal já está acontecendo: desde o final de 2012 até março de 2016, o BB acabou com 4.318 postos de trabalho. As contratações realizadas no período não compensaram as demissões e nem os pedidos de adesão ao Plano de Aposentadoria Antecipada de 2015.

Ao criar esse modelo, o BB se espelha nos bancos privados, como Itau e NU Bank. Enquanto no primeiro temos presenciado problemas de superlotação das agências por falta de funcionários e a centralização dos canais digitais apenas em São Paulo, no segundo sequer temos bancários. Ou seja, o modelo digital tem servido para atacar fortemente os postos de trabalho dos bancários e bancárias, além de precarizar o atendimento à população de baixa renda, principal cliente presencial das agências.

Além disso, o Banco não está dando opção real para seus clientes: ou migra para o BB digital ou fica com um atendimento sem gerente de contas nas precarizadas agências. O BB, sem levar em conta a questão cultural da população brasileira - pois boa parte ainda prefere o contato presencial - está fazendo com que as agências fiquem ainda mais lotadas e, agora, com menos pessoal para dar conta desse atendimento.

O Banco do Brasil precisa retomar seu papel de banco público, ajudando a desenvolver o Brasil, garantindo crédito acessível a todos, fomentando as políticas sociais do Estado e valorizando seu funcionalismo. Por isso, somos contra qualquer modelo que vise à redução dos postos de trabalho, o fechamento de agências, o aumento das metas abusivas e a segregação discriminatória de clientes. Precisamos utilizar a tecnologia a nosso favor, facilitando o relacionamento com o(a) cliente; porém, defendendo o modelo de banco que queremos: com mais funcionários, sem fechamento de agências, com o fim da terceirização do trabalho bancário, sem a imposição de metas e a serviço do desenvolvimento nacional.

Luíza Bezerra, Bancária do BB e socióloga diretora da FETRAFI-RS e da Coordenação da CTB Bancários(as)

Vídeo - Filósofa Marilena Chauí denuncia: Lava Jato é para entregar Pré-Sal - Nocaute

sábado, 2 de julho de 2016

Urariano Mota - O repórter como porta-voz da polícia, por Urariano Mota - Jornal GGN Luís Nassif


Urariano Mota

O repórter como porta-voz da polícia, por Urariano Mota Publicado, originalmente, no Diário de Pernambuco

Em artigo anterior sobre o assassinato de uma criança de 10 anos pela polícia, pude observar a falta de investigação, ora, investigação, nem mesmo um distanciamento, da reportagem da televisão que transmitia as informações mais absurdas, como foi o caso de uma criança que dirigia abrindo e fechando o vidro do carro enquanto atirava, como se fosse um supermenino, afinal executado.

Mas esta semana pude ver que o fenômeno é maior e mais amplo, ao ver no Bom Dia Brasil esta notícia: “Dinheiro de fraude pagava contas de Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann". O documento a que a TV Globo teve acesso é um relatório da Polícia Federal sobre o material apreendido no escritório do advogado Guilherme Gonçalves, em Curitiba, no ano passado. Serviu de base para a Operação Custo Brasil, que prendeu 11 pessoas na semana passada. Entre elas, o próprio advogado "Paulo Bernardo, ex-ministro do Planejamento no governo Lula e das Comunicações no governo Dilma”. Ao ver isso, tive um choque e uma descoberta. É que já deixou de existir a chamada imprensa investigativa. A polícia investiga pela imprensa e faz do repórter o seu porta-voz. Tão simples, e não havia notado antes.

Até entendemos que diante de uma notícia-bomba, algo como “O ex-presidente Lula matou mais de cem amantes”, o repórter nem respira, toca a inverossimilhança para a frente. Na pressa e na prensa, ele não vai deixar o furo de reportagem para outro. Mas o que espanta é o depois da bomba, a retaguarda da notícia que não apura nem põe um salutar sinal de interrogação, uma dúvida sequer na fala noticiada. Pelo contrário, a retaguarda da Rede Globo, Band, SBT, rádios, e até mesmo da imprensa escrita, se põe a levantar um autêntico castelo de cartas, uma teoria que justifique a única verdade, a versão policial.

Imagino o dia em que a Polícia Federal descobrir, por exemplo, que Deus existe, conforme documentos apreendidos em investigação no Mercado Público de Água Fria. Claro, com provas fotográficas e testemunhas. Numa delas seria visto um senhor barbudo, numa manhã de domingo a comer cuscuz com guisado em uma mesa, num boxe do mercado. Sim, e daí? Daí é que houve esta revelação: o grisalho homem não pagou a conta com dinheiro vivo ou cartão. Ele sorriu, abençoou a graça da refeição, se levantou e sumiu por uma larga porta. Intrigada, a Polícia Federal, que hoje é o próprio olho de Deus, ao qual nada escapa, perguntou ao dono do boxe por que o cidadão não pagou. E o comerciante assim lhe respondeu: “Esse homem pra mim é Deus. É meu maior amigo”. E os policiais, para não se ajoelharem, registraram a ocorrência descoberta em relatório, ao qual nada escapa.

Levada a notícia para a televisão, os apresentadores acrescentariam que essa era mais uma prova da infinita humildade e concretude da existência divina. Quando mesmo se esperava, Deus se revelara a comer cuscuz com um guisadinho no popular bairro de Água Fria. E terminaria a notícia com o ar mais grave: “o local agora é destino de imensa romaria, e de tal sorte, que Denizar, filho de Seu João do Caldíssimo, está agora de plantão ali com uma imagem de São Jorge para que seja abençoada. Fieis de um terreiro próximo, o mais antigo do Recife, o do Pai Adão, já comparecem e batem os mais lindos toques de tambor todas os dias. O dono da coalhada no bairro, única do Recife, se tornou o mais ardoroso crente diante dos lucros por sua fórmula santa de coalhar o leite. E Carlos, o barbeiro da Rua Japaranduba, afirmou que será capaz de deixar o Santa Cruz e torcer pelo Sport, se Deus assim lhe mandar”.

Tudo agora é possível.

Washington Quaquá, Prefeito de Maricá, no Festival da Utopia dá a linha, vejam o excelente vídeo - Jornalistas Livres

Día Al-Quds, la jornada mundial de denúncia a la ocupación Palestina - Hispan TV


Día Al-Quds, la voz de los oprimidos contra los opresores







Día de Al-Quds, la voz de los oprimidos contra los opresores


Hoy, más que nunca, el Día de Al Quds es un acontecimiento, reconocido como una fecha internacional en la que todo el mundo sale a las calles para defender a palestinos.

En este artículo pretendemos repasar el origen de la ocupación israelí, el nombramiento del Día Al Quds y su importancia.

Israel ocupa Palestina

El 2 de noviembre de 1917, el secretario de Relaciones Exteriores británico, Arthur James Balfour, publicó una declaración favorable a la creación de un hogar para los judíos dentro de los territorios de Palestina. Solo un año después, en 1918, el Reino Unido ocupó Palestina y entre 1919 y 1923, unos 35 mil judíos emigraron hacia allí. También, entre 1932 y 1935, otros ciento cuarenta y cinco entraron ilegalmente, con apoyo del Gobierno británico. La ola migratoria fue tal que el censo realizado en 1938 mostró un aumento del 30 por ciento en la población judía en esos territorios.

La situación continuó avanzando, al punto de que, en 1945, en un acto coordinado con Washington, Londres envió otros cien mil judíos desde Europa y EE.UU. a Palestina y, en ese año, la población judía conformaba ya el 32.9 por ciento de los residentes del país árabe. En 1948, los judíos saquearon las tierras de los palestinos y motivaron la migración de cientos de miles de ellos. En estas circunstancias, el Reino Unido dejó el Mandato de la Sociedad de Naciones sobre Palestina y el entonces premier israelí, David Ben-Gurión, declaró la independencia de su régimen dentro de los territorios palestinos.

Día de Al Quds, no a la represión

Los palestinos no toleraron la ocupación de sus tierras y desde el inicio de la usurpación israelí comenzaron a luchar para recuperar lo que les pertenecía. No obstante, el régimen israelí, que contaba y aún cuenta con el apoyo de las superpotencias, especialmente EEUU y Francia, recurrió a la presión y la guerra para socavar la voz palestina. Hasta 1979 pasaban ya unos treinta años de lucha por la supervivencia ante las balas y las bombas que mataban a sus hijos, ante los alambres de púa y los desplazamientos, ante las conspiraciones que querían que Palestina dejara de ser lo que es.

En estas circunstancias, y mientras el régimen israelí atacaba el sur de El Líbano, se había establecido un sistema islámico en Irán, cuyos principios se basan en la lucha contra la opresión y en la defensa de los oprimidos. Por esta razón, en agosto de 1979, el fundador de la República Islámica, el Imam Jomeini (que en paz descanse), quien consideraba al régimen israelí como un elemento usurpador que pretendía dominar los territorios palestinos, denominó el último viernes del sagrado mes de Ramadán como el Día de Al-Quds.

"El Día de Al-Quds es una jornada en la que tienen que esforzarse y esforzarnos para salvar Al-Quds", declaró el Imam Jomeini (P). Desde entonces, el último viernes de cada Ramadán, el alma de Palestina hace del mundo musulmán un solo cuerpo y una sola voz que grita ante la opresión.

De hecho, esa jornada no se limita solo a Al-Quds. Es también el día del enfrentamiento contra los opresores. Si bien, el Imam Jomeini determinó esa fecha en 1979, ahora, más de tres décadas después, no solo los países musulmanes la conmemoran, sino también aquellos no musulmanes. Porque Palestina es el símbolo de los oprimidos, atrapados en las garras de los opresores, y Al-Quds es el de la rebelión ante el opresor.

En ese día, Palestina se convierte en el centro del mundo. Cada año se incrementa el número de ciudades en las que confluyen mareas humanas a favor de Palestina. Blanco o negro, musulmán, cristiano o judío, basta ser humano para levantar la voz. Todos expresan su repudio a Israel, a sus bombas, a su bloqueo de odio contra Gaza, a su vergonzoso muro de separación, repudian sus asentamientos ilegales y el robo de las tierras palestinas.

Israel tiene un plan: ocupar toda Palestina y judaizar su corazón, Al-Quds. Una afirmación que se evidencia en las palabras de su premier, Benyamin Netanyahu: "No regresaremos a una ciudad [Jerusalén] dividida, desgarrada, una ciudad con cercas de alambres de púa y francotiradores en sus murallas".

El régimen israelí, en varias ocasiones, ha atacado el pueblo oprimido de Palestina en la Franja de Gaza. Un pueblo que se encuentra en la mayor cárcel del mundo, donde ni siquiera puede acceder a medicamentos o materiales para reconstruir sus casas arruinadas por las guerras israelíes.

Incluso el régimen de Israel está intensificando su cerco a Gaza para continuar su proyecto de construir un muro subterráneo de hormigón en torno a los más de 96 kilómetros de límites de la asediada Franja.

Unos crímenes que, además de violar las leyes internacionales, provocan el odio hacia sus autores, por lo que no resulta extraño que, hoy en día, no sean solo los musulmanes quienes celebren el Día de Al-Quds, sino también todos los pueblos de otras religiones del mundo.

Muestra de ello es la creciente ola de a favor del boicot a productos israelíes, tanto en Europa como en Latinoamérica. Una iniciativa de grupos pro palestinos que, solo en 2015, causó pérdidas superiores a los 31 mil millones de dólares para el régimen israelí. En este sentido, el secretario general del partido de la Iniciativa Nacional Palestina, Mustafa Barghouti, saludó la decisión del Consejo de Derechos Humanos de las Naciones Unidas (CDHNU) de hacer una lista negra de compañías israelíes e internacionales que operan directa o indirectamente en los asentamientos ilegales israelíes de Cisjordania, en Al-Quds (Jerusalén) y en el Golán, una iniciativa que está dando fruto y a la que cada día más países se incorporan.

Cabe destacar que en la actualidad, desde Francia, Holanda, Italia, el Reino Unido, hasta los países de América Latina, además de otros Oriente Medio se han incorporado al Movimiento de Desinversión y Sanciones (BDS) que está despertando la conciencia del mundo sobre las atrocidades del régimen contra los palestinos.

Otro de los eventos que presiona y aísla al régimen de Tel Aviv, es la ola de reconocimiento de ese pueblo como un Estado. La gran mayoría de los países del mundo ya lo han hecho. En Europa, Suecia se convirtió el 30 de octubre de 2014 en el primer país de la Unión Europea (UE), casi 67 años después de la ocupación del país árabe por el régimen israelí.

También, los Parlamentos de otros países de este continente, como el Reino Unido, España, Francia, Portugal, Irlanda y Bélgica han pedido a sus propios gobiernos seguir los pasos de Suecia, provocando así la ira de las autoridades del régimen de Tel Aviv.

Con todo lo expuesto, se puede destacar la importancia de eventos como el Día Al Quds, una iniciativa para concienciar a la opinión pública internacional acerca de los actos de represión y las violaciones de derechos humanos de algunos regímenes, en este caso el de Israel. Además, la conmemoración de tales fechas y eventos sirven para dar una voz a los pueblos oprimidos y aislar, aún más, a sus represores.

Diputada Hanin al-Zoabi amenazada por sus críticas sobre asesinatos en la flotilha de solidaridad a Gaza (2010) - HispanTV



La diputada árabe del parlamento israelí Hanin al-Zoabi.


El primer ministro israelí planea expulsar a la diputada árabe del parlamento israelí Hanin Zoabi por llamar a los soldados israelíes "asesinos".

El premier israelí, Benyamin Netanyahu, afirmó que pretende poner en marcha el proceso de expulsión de Hanin Zoabi del parlamento israelí, después de que la diputada dijo en una sesión parlamentaria, en la misma jornada, que los comandos israelíes que mataron a nueve activistas turcos en su ataque contra una flotilla de ayuda a la Franja de Gaza en 2010, eran “asesinos”.

"Hablé de nuevo esta tarde con el fiscal general para considerar el avance del proceso de expulsión de Hanin Zoabi de la Knesset (parlamento del régimen israelí). En sus acciones (…) ha cruzado todas las líneas y no tiene lugar en la Knesset", afirmó Netanyahu.


Exijo una disculpa para todos los activistas políticos en el Marmara (…). Todos ustedes necesitan pedir perdón, todos los miembros de la Knesset aquí", dijo la parlamentaria. "Los que asesinaron necesitan disculparse, tiene que pedir disculpas", recalcó la diputada árabe del parlamento israelí, Hanin Zoabi

La sesión del miércoles del parlamento israelí, donde habló Zoabi se celebró para discutir el acuerdo sobre la normalización de las relaciones entre el régimen de Israel y Turquía. La sesión fue estridente mientras hablaba y ella fue retirada de la sesión cuando varios otros diputados israelíes intentaron interrumpir su discurso e incluso atacarla.

Zoabi, quien es famosa por sus críticas a los crímenes de lesa humanidad israelíes, se refirió a la disculpa dada por el régimen israelí a Turquía, llamando la atención sobre la ironía de que, hace seis años, los activistas a bordo del buque turco fueron llamados "terroristas", y ahora se les da una compensación.
Una corte israelí condena a cárcel a una diputada propalestina - -...

"Exijo una disculpa para todos los activistas políticos en el Marmara (…). Todos ustedes necesitan pedir perdón, todos los miembros de la Knesset aquí", dijo la parlamentaria. "Los que asesinaron necesitan disculparse, tiene que pedir disculpas", recalcó.

En otra parte de sus declaraciones condenó el bloqueo israelí contra Gaza y dio su apoyo a este tipo de convoys humanitarios como el turco que intentan romper el cerco de Gaza.

"Mientras hay un bloqueo [en Gaza], voy a oponerme al bloqueo, y hay una necesidad de organizar más flotillas", agregó.

Las declaraciones de Zoabi se produjeron un día después de que el régimen de Israel y Turquía firmaron un acuerdo de reconciliación para la restauración de los lazos que habían sido cortados después del episodio del Mavi Marmara.

tmv/ktg/msf

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Não deixe de ver este emocionante vídeo feito pela UBES

Fim da guerra: Governo e Farc anunciam cessar fogo definitivo - Portal Vermelho

Fim da guerra: Governo e Farc anunciam cessar fogo definitivo - Portal Vermelho:





Presidência da Colômbia
Juan Manuel Santos e Timoleón Jiménez firmam cessar fogo bilateral e definitivo, principal passo para o acordo final do conflito que deve ser anunciado em julho
Juan
Manuel Santos e Timoleón Jiménez firmam cessar fogo bilateral e
definitivo, principal passo para o acordo final do conflito que deve ser
anunciado em julho



O acordo de cessar fogo ainda não é o último passo do processo de
paz colombiano, mas é o mais importante porque as Farc se comprometem em
baixar as armas e converter-se em movimento político.



“Chegou a hora de viver sem guerra! A hora de ser um país normal! Um
país em paz! A paz se fez, por fim, possível e é de todos os
colombianos, sem exceção. O pesadelo da guerra se distancia para
sempre”, afirmou o presidente Juan Manuel Santos depois de firmar o
acordo de paz com o representante das Farc, Timoleón Jiménez.



O porta-voz de Cuba, Rodolfo Benítez, leu o comunicado conjunto número
76 com os pontos em que se chegou a um acordo: cessar fogo e baixar
armas; acordos sobre garantias de segurança e luta contra as
organizações criminais incluindo as denominadas sucessoras do
paramilitarismo e suas redes de apoio; acordo sobre referendo.



O documento estabelece que a partir do primeiro dia vigente do acordo a
“Força Pública reorganizará seus esquemas para que as Farc possam
retornar e reorganizar-se em 23 áreas do país”.



A partir do 5º dia “serão desalojadas as zonas seguindo as rotas estabelecidas pelo acordo”.

Serão 23 áreas transitórias de normalização que têm como objetivo o
baixar armas e a reincorporação da vida civil dos guerrilheiros. Serão
oito acampamentos, disse o porta-voz.



As Farc também vão designar 60 integrantes – homens e mulheres – para se
movimentarem por diferentes regiões do país a fim de cumprir o acordo.
Serão como “fiscais” responsáveis por ajudar na consolidação do
processo.


Serão instaladas 23 zonas monitoradas pela ONU para reintegrar os guerrilheiros à vida civil



Outras dez pessoas serão designadas e poderão mover-se dentro dos
municípios cumprindo tarefas relacionadas ao acordo de paz. Medidas de
segurança serão garantidas a todos os guerrilheiros.



“Ao redor de cada área haverá outra de segurança onde só haverá
equipamentos de monitoramento. Esta faixa terá sempre em torno de 1km”,
explicou Benitez.



As delegações, no acordo, pediram ao secretário geral da ONU, Ban
Ki-Moon, para agilizar a missão técnica que será encarregada de
verificar o baixar armas.



Sobre o baixar armas, o acordo anunciado deixa claro que existirá só um
“ponto de armazenamento onde estarão os containers para guardar as
armas. Estes serão resguardados por mecanismos de monitoramento da ONU”.




Ao firmar o cessar fogo, as duas partes se comprometeram em contribuir
com o surgimento de uma nova cultura que incentiva o uso de armas apenas
pela polícia. Além disso, assumem trabalhar para conquistar um consenso
nacional em que todos os setores apostem no exercício da política a fim
de garantir os valores da democracia e do debate civilizado. Desta
forma, não haverá mais espaço para intolerância e a perseguição por
razões políticas.



Foi estabelecida uma rota para que em no máximo 180 dias depois de
firmado o acordo final, se encerro o processo de baixar armas. O
objetivo do acordo firmado hoje é caminhar rumo ao fim definitivo das
ações ofensivas entre o governo e os guerrilheiros.



Serão criadas as condições para implementar o acordo final e preparar a
institucionalidade e o país para a reincorporação dos guerrilheiros na
vida civil.



O mecanismo de monitoramento e verificação será tripartite, integrado
por um representante do governo colombiano, a força pública, as Farc e
um componente internacional constituído pela Missão Política de
observadores não armados da ONU, integrada principalmente por
observadores dos países membros da Celac (Comunidade dos Estados
Latino-americanos e Caribenhos).


Uma nova Colômbia pode nascer depois de mais de 50 anos de guerra



Esta Missão Política presidirá em todas as instâncias o monitoramento e
será encarregada de administrar pequenos focos de discordância que
possam surgir, apresentar recomendações e gerar relatórios sobre os
avanços.



Imediatamente no dia seguinte após o acordo final, a força pública vai
reorganizar as tropas para facilitar o desmonte das estruturas das Farc
rumo às zonas demarcadas para cumprir o acordo de cessar fogo.



A saída dos combatentes das Farc dos acampamentos da guerrilha no meio
da floresta será feita sem armas e com vestimentas civis. Neste ponto as
duas partes concordaram com o compromisso de que não pode haver nenhuma
limitação para o desenvolvimento normal da vida em comunidade.



Números da guerra



Em 2012 o Centro Nacional de Memória Histórica publicou um informe
intitulado “Basta já! Colômbia: memórias da guerra e dignidade”, onde
expuseram o alcance e o dano social causado pelo conflito, considerado o
mais duradouro do mundo moderno.



Desde 1958 até 2012 a guerra na Colômbia deixou mais de 218 mil mortos e
25 mil desaparecidos, além de 9 mil presos políticos. As forças
paramilitares de extrema direita fizeram mais de 173 mil vítimas.



As desocupações violentas atingiram, desde 1985 até 2012 mais de 10
milhões de colombianos. Enquanto massacres deixaram mais de 156 mil
pessoas mortas.



Fim da guerra



Desde 2012 acontece em Havana, Cuba, os Diálogos de Paz, cujo objetivo
máximo foi atingido hoje: cessar fogo e firmar pontos de acordo para o
fim do conflito. Deste anúncio histórico, realizado na capital cubana,
participaram o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos e o comandante
das Farc, Timoleón Jiménez; além dos presidentes de Cuba, Chile,
Venezuela, República Dominicana e San Salvador.



Estiveram presentes ainda o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon,
diplomatas dos Estados Unidos e da União Europeia, além de representas
de organismos de integração continental.






Do Portal Vermelho, Mariana Serafini, com agências

Colômbia inicia um novo capítulo rumo à paz definitiva - Portal Vermelho

Colômbia inicia um novo capítulo rumo à paz definitiva - Portal Vermelho:



Presidência da Colômbia
A assinatura do acordo de cessar fogo bilateral e definitivo abre um novo capítulo na história da Colômbia e da América Latina
A
assinatura do acordo de cessar fogo bilateral e definitivo abre um novo
capítulo na história da Colômbia e da América Latina





A América Latina vive um momento conturbado. O continente sequer se
recuperou de um golpe (contra o Paraguai) e já há outro em curso (no
Brasil). Os governos de Nicolás Maduro, na Venezuela; Evo Morales, na
Bolívia e Rafael Correa, no Equador sofrem tentativas de
desestabilização. E mesmo em meio a este pandemônio, a Colômbia
conseguiu avançar.



Depois de quatro anos de intensos debates, realizados em Havana, Cuba,
os chamados Diálogos de Paz atingiram seu ponto mais alto: o cessar fogo
bilateral e definitivo. Isso porque, este era o acordo mais difícil de
firmar entre as duas partes e agora, com o documento assinado por
diversos chefes de Estado com o monitoramento da ONU, a Colômbia caminha
rumo à paz.



Os próximos meses serão de boas expectativas. Espera-se que em julho o
acordo do fim do conflito seja assinado. Mas até lá, a guerrilha e o
governo já estarão desarmados e trabalhando para reintegrar os
guerrilheiros à sociedade.



O documento de cessar-fogo bilateral e definitivo foi assinado por
representantes do governo colombiano, pelos principais líderes das Farc e
por chefes de Estado, entre eles Nicolás Maduro e Michelle Bachelet
(Chile). Coube ao mandatário cubano, Raúl Castro, entregar uma cópia de
cada um dos documentos ao presidente colombiano Juan Manuel Santos e ao
líder das Farc, Timoleón Jiménez. A cerimônia contou com a presença do
secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon.



Assista ao vídeo:








Do Portal Vermelho

domingo, 19 de junho de 2016

Ele está de volta - Mario Santayana

Ele está de volta

Mauro Santayna

O lançamento, na Europa, do filme “Ele está de volta”, uma “comédia” “leve” sobre o que aconteceria se Adolf Hitler voltasse à Alemanha de nossos dias, com cenas de pessoas parando, na rua, para tirar selfies com o maior assassino da História; e o relançamento de sua obra-síntese, o “Mein Kampf” – “Minha Luta”, em vários países – uma edição portuguesa esgotou-se em poucas horas, esta semana, na Feira do Livro de Lisboa – mostram que, mais do que perder o medo de Hitler, o mundo está, para com ele, cada vez mais simpático, no rastro da entrega – quase sem concorrência – dos grandes meios de comunicação globais a meia dúzia de famílias e de milionários conservadores que, se não simpatizam abertamente com o nazismo, com ele comungam de um profundo, hipócrita, e tosco anticomunismo, fantasma a que sempre recorrem quando seus interesses estão em jogo, ou se sentem de alguma forma ameaçados.

Como também mostram o filme e o livro, e manifestações em vários lugares do planeta, defendendo a tortura, a ditadura, o racismo, o sexismo, a homofobia, o criacionismo, o fundamentalismo religioso, não é Hitler que está de volta.

É o Fascismo.

Um perigo sempre iminente, permanente, persistente, sagaz, que se esconde no esgoto da História, pronto a emergir, como a peste, com sua pregação e suas agressões contra os direitos individuais, a Liberdade e a Democracia, regime que não apenas odeia, como despreza, como um arranjo de fracos e de tolos, desprovidos de mão forte na defesa dos seus interesses.

Os interesses de uma elite “meritocrática” e egoísta, ou da elite sagrada, ungida por direito de sangue e de berço, na hora do nascimento

terça-feira, 7 de junho de 2016

Dilma: Governo interino é pequeno e mesquinho - Portal Vermelho

Dilma: Governo interino é pequeno e mesquinho - Portal Vermelho:



 
 


Na ocasião, a presidenta eleita criticou as limitações impostas por Temer a suas viagens e a tentativa de dificultar seu direito de defesa.



"Estão testando sistematicamente as características de um regime
democrático. Tentam proibir meu direito de defesa nas instâncias da
Câmara e do Senado. Tentam transformar o Palácio da Alvorada em uma
'prisão dourada' colocando uma barreira. Criam obstáculos para o meu
direito de ir e vir. Ainda apresentam toda sorte de armadilhas. Me
obrigam a responder se foi golpe ou não", afirmou.



O governo interino negou a Dilma estrutura para fazer uma viagem a Campinas, no interior de São Paulo. Nesta
terça, José Eduardo Cardozo, responsável pela defesa da presidenta,
protocolou um ofício no Planalto informando que Dilma fará viagens com
aviões de carreira
e que o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) será responsável pela segurança da presidenta.



No encontro com os historiadores, Dilma voltou a defender a recriação da
Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Para ela,
é preciso aumentar a arrecadação do governo, para que a população mais
carente não pague a conta da crise econômica.



"Numa crise, se acirra o conflito distributivo. Os mais ricos não vão
querer pagar uma parte da conta. Daí esse horror [dos ricos] com a
CPMF", condenou. Segundo ela, tal tributo é positivo, pois "quem faz
mais transações financeiras paga mais".



Afastando-se da visão do governo Temer, que prega o corte de gastos sociais,
Dilma defendeu a manutenção dos investimentos em Saúde e Educação. "Em
todos os países, diante da crise, se discute quem paga a conta. Se você
coloca a conta toda para cima da população, você tem um retrocesso
inimaginável. Daí que você tem que necessariamente aumentar a receita.
Se não aumentar a receita, a conta é paga pelos mais pobres", declarou.



A presidenta criticou as primeiras medidas da gestão interina, que
extinguiu ministérios e sinaliza para cortes em várias áreas. Segundo
ela, o presidente promove um desmantelamento do aparato institucional.



"A lei que rege o impeachment é absolutamente arcaica. É estarrecedor
que, sem nenhum voto, um governo provisório e interino assuma a condução
do país e desmantele o seu aparato institucional", avaliou.



Ela criticou ainda a política externa implementada pelo chanceler José Serra, que, para ela, significa "despreparo" . De acordo com Dilma, o ministro não percebe a importância de manter relações com regiões como a África e a própria América Latina. "Isso
é pensar que o mundo é unilateral, só com os Estados Unidos e com a
Europa. Temos que ter relações boas com Estados Unidos e Europa, mas não
únicas e exclusivas", completou.



Para a presidenta, os historiadores devem ficar atentos ao presente para
passar à sociedade um panorama do futuro. “É muito importante debater a
história enquanto ela está em curso. Apesar dos pontos negativos,
acredito que algumas coisas podem ser positivas. Especialmente que as
pessoas estão participando. Mulheres, jovens... Vejo um despertar para a
questão do risco que vivemos”, acrescentou.



Dilma reafirmou sua defesa do modelo presidencialista. “Tenho clareza
que no Brasil é imprescindível que se mantenha o presidencialismo.
Acredito que, desde a República Velha (1889-1930), há a questão das
oligarquias regionais, que sempre foram extremamente conservadoras e
antipopulares”, afirmou, acrescentando: “As propostas de parlamentarismo
sempre foram no país o que são. Coroações de períodos golpistas”,
acrescentou.



Para ela, há uma onda de rupturas das oligarquias tradicionais. “Cada
vez temos mais governadores progressistas que fogem do parâmetro
regional conservador. É interessante que isso ocorreu no Nordeste”,
disse. Um dos principais exemplos foi a queda dos governos tradicionais
no Maranhão. No pleito de 2014, Flávio Dino (PCdoB) rompeu com a
hegemonia de famílias como Lobão e Sarney.



Dilma novamente argumentou que processo de impeachment em curso não tem
bases legais. “Fui questionada se o governo provisório poderia remontar
todas as estruturas. Decidem sobre tudo, sobre o pré-sal, e isso é ditar
o futuro. Argumentam que impeachment não é golpe porque está na
Constituição. Mas não dizem o resto, que tem que haver crime de
responsabilidade. Não dizem que no presidencialismo não se pode tirar o
chefe de Estado e de Governo por impopularidade. Até porque existe um
contraponto no parlamentarismo: o chefe de Governo pode destituir o
Parlamento e vice-versa”, afirmou.



A presidenta reafirmou que mais que a batalha contra o impeachment, está
em jogo defender a democracia. "Ninguém é ingênuo para não saber que a
grande briga é no Senado. Temos que ter os 28 votos no Senado, mas a
briga é ganha porque os senhores senadores fazem parte da sociedade, mas
é ganha por todos que acreditamos na democracia", disse Dilma.



Assista ao pronunciamento:













 Do Portal Vermelho, com agências

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Coragem, bancários(as), eu sei que vocês podem mais! Campanha Salarial de 2016 - Paulo Vinícius Silva

Recentemente fui eleito com cerca de 50 colegas para representar as dezenas de milhares de bancários(as) da base do Sindicato dos Bancários de Brasília. Nem tomei posse, ainda, mas pelo meu compromisso pessoal e pela expectativa dos colegas, vejo com vontade e preocupação tamanha responsabilidade. Afinal, estamos no início da Campanha Salarial de 2016, em meio a um golpe de Estado que depõe a Presidenta Dilma para arrebentar as conquistas dos trabalhadores, violar a democracia, com ladrões descarados a tomar o poder, com as mãos sobre as estatais, em especial a PETROBRAS e os bancos públicos. Mas o pior de tudo são as dúvidas e os medos que povoam os corações mentes dos(as) colegas, em especial quando cada um(a) sente a sua dor solitariamente, achando que esses poucos diretores sindicais poderão construir uma vitória que só pode ser fruto da luta coletiva.

Quarta-feira, 08/06/2016, teremos a Assembleia do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, respectivamente o primeiro e o segundo maiores bancos do país, em importância e número, ambos reunindo mais de 200 mil bancários e bancárias, com uma concentração imensa em Brasília, que reúne as funções estratégicas dessas empresas na capital federal. Mas a categoria não reconhece a sua própria força. Pressionada pelas empresas, temerosa ante o futuro, desiludida muitas vezes com sua representação. Penso nos(as) colegas e me vem à mente uma música do Raul Seixas, Por quem os sinos dobram, com vontade de dizer-lhes:

"Nunca se vence uma guerra lutando sozinho
Você sabe que a gente precisa entrar em contato
Com toda essa força contida que vive guardada
O eco de suas palavras não repercute em nada

É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro
Evita o aperto de mão de um possível aliado,
Convence as paredes do quarto, e dorme tranquilo
Sabendo no fundo do peito que não era nada daquilo

Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz
Coragem, coragem, eu sei que você pode mais"


Essa semana uma colega me perguntou o que conquistaríamos a nova gestão do sindicato nessa greve... Eu me senti um terceirizado das obrigações políticas da categoria.  Pra mim é muito claro que conquistaremos o que a nossa greve conquistar. Afinal, de quem é a Campanha Salarial, de quem é a greve, senão de cada um(a) de nós?  Você já pensou quanto duraria a greve se todos nós parássemos? Num momento como esse é fundamental que a Greve Nacional dos Bancários e Bancários faça a diferença, em especial em Brasília. E toda a minha garra ao aceitar o desafio de alinhar a CTB Bancários com a CUT na eleição passada se baseou na firme convicção de que a nossa unidade é indispensável nesse momento dramático da vida nacional.

E eu entrei para tentar algo novo. Não penso em repetir as greves anteriores, nem compactuo com o espírito de rotina. É preciso romper com a acomodação na forma de construir a campanha salarial, da parte das direções sindicais, por um lado. E por outro, é preciso chamar à responsabilidade a categoria, que cai na conversa fiada dos patrões que lucram e nos adoecem, ao tempo que alimenta uma visão errada, terceiriza sua responsabilidade e participação política, e ainda espera um resultado ótimo na campanha salarial. Isso é ainda mais absurdo num momento desses. Por isso, minha convicção é que se não pudermos abrir o sindicato à participação da categoria, sensibilizando-a, seremos derrotados.

Os primeiros atos do governo golpista demonstram o firme propósito de retomada da agenda de privatizações, de retirar direitos, acabar com a CLT, terceirizar tudo, submeter as mulheres, negar a diversidade e o Estado laico, violentar a liberdade e liquidar os bancos públicos. Por isso, não podemos ter dúvidas, os temerários sacrificarão os bancários e bancárias, o que passa, inicialmente, pela redução de pessoal e pelo aprofundamento das piores práticas do sistema financeiro, que impõem grande sofrimento psíquico à categoria, revertido em graves problemas de saúde. Como você pode terceirizar tão importantes questões a quem quer que seja?!

A Campanha Salarial é nossa chance de criticar, de denunciar os patrões, de exigir tudo que se nos nega no dia a dia. Além do mais, vimos desde 2015 o que querem os banqueiros: voltar à agenda de perdas salariais, de abonos. Participação nos Lucros, comissões pelo atingimento de metas gigantes, tudo isso precisa ser visto criticamente. Nos últimos doze anos não tivemos perdas, conquistamos modestos ganhos salariais, e sofremos os impactos da mudança perfil da remuneração, que se baseou sobretudo em benefícios e remuneração variável, e não em um aumento do piso e dos salários que recuperasse as perdas salariais devastadoras dos anos FHC.

Muito jovem, a categoria não entende que seu padrão de vida é mantido de modo precário, baseado naquilo que não ficará para a aposentadoria, para a previdência, nem para os planos de saúde. Mais que isso, a categoria precisa entender que a defesa dos bancos públicos e de seu papel no desenvolvimento é decisivo para nosso futuro e para o Brasil. A agenda de Temer e Cunha, Globo e CIA é para um país com uma economia menor, mais pobre, de exclusão. Nós também seremos atingidos, é contra todos nós essa agenda.

Por isso, nessa campanha salarial, pela opinião da Central de Trabalhadoras e Trabalhadoras do Brasil, estará em jogo, simultaneamente:
- a democracia;
- os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras em todos os níveis;
- o emprego da categoria bancária, o tamanho e o papel dos bancos públicos;
- se perderemos novamente para a inflação, ou se nos uniremos pela valorização do ganho real no salário e no piso salarial, se seguiremos escravos das metas e da remuneração variável, ou se avançaremos para mais dignidade no reconhecimento de uma categoria que se mostrou indispensável para a inclusão social e o desenvolvimento da economia real, com gente, salário, consumo.

Então, humildemente, eu sei que sozinho não posso nada, nem mesmo promover as mudanças que desejo em nosso sindicato. Isso só será possível se a categoria cumprir o seu papel, e se a direção nova souber abrir-se à participação dessa nova geração, falando e ouvindo, aceitando as críticas, mas também questionando o papel passivo e oportunista de muitos que acham natural furar a greve e xingar a representação sindical; Que acham aceitável furar o piquete e votar pela continuidade da greve; Que consideram estar em vantagem quando querem aparecer bonitos diante dos chefes, ao mesmo tempo que tratam com desdém aqueles e aquelas que lutam pelos seus direitos ameaçados. Mudou o contexto. Nem os(as) dirigentes sindicais nem a base poderão encenar esse teatro do absurdo, esse pacto da mediocridade. Por isso, mais que a confiança daquele que abandona, achando que votando se desobrigou, eu preciso da confiança que se mobiliza: aí sim faremos algo diferente, na prática.



Como diria o Jorge Ben, está na hora dessa gente bronzeada mostrar o seu valor. O movimento é nosso, podemos melhorá-lo. No sindicato localizado na capital do país e sede das empresas, com um funcionalismo de milhares, extremamente qualificado e em funções estratégicas, ouso em sonhar que a maioria poderá entender e cumprir seu papel, porque em parte nisso repousam o futuro do país, dos bancos públicos e de nossos sonhos profissionais. Por isso, essa Campanha Salarial não pode nem será igual às outras. Ela é parte destacada da luta de classes, quando a burguesia parasitária e subalterna quer ajoelhado o país e seu povo. Nossa categoria é grande, forte, tem o único acordo efetivamente nacional, e luta contra o setor mais perigoso, lucrativo e pernicioso, os banqueiros. É preciso que nosso número, nossa criatividade, nossa ação mostre seu peso, pois aí obteremos a vitória, apontando um caminho de retomada da iniciativa política para todas as categorias, ao tempo que defenderemos o papel e a dimensão atual dos esteios fundamentais do desenvolvimento brasileiro, que são os bancos públicos e a PETROBRAS.

Nessa quarta-feira, 08 de junho, na sede do Sindicato dos Bancários de Brasília, precisamos dos bancários e bancárias do BB e da Caixa para dizerem que propostas querem sejam aprovadas para a Campanha Salarial de 2016. Nesse espaço, elegeremos nossos delegados(as) para elaborarem nossa pauta, inclusive as propostas de remuneração, saúde do trabalhador, além de ser aonde podemos dizer em alto e bom som o que queremos do nosso movimento. Precisamos de mais: que a categoria diga o que se pode esperar dela na Campanha Salarial e na Greve.


Tenho muita esperança que podemos unir nossas inteligências e sensibilidades para que nossas atividades possam abrir os olhos dos(as) colegas, mudando a maneira de fazer o movimento sindical bancário em Brasília. Podemos fazer uma greve diferente, uma greve legal, animada, cheia de cultura e com uma escala de participação que possa envolver muito mais colegas, uma greve com alma, que fale para as pessoas, que denuncie a exploração de que somos vítimas bancários e clientes, afirmando ao mesmo tempo aquilo que podemos fazer de melhor pelo Brasil e por nós mesmos.

SERVIÇO - ASSEMBLEIA DE ELEIÇÃO DOS DELEGADOS(AS) E DA PAUTA DE REIVINDICAÇÕES
AO 27º CONGRESSO DO BANCO DO BRASIL E
AO 32º CONGRESSO DOS EMPREGADOS DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

QUARTA-FEIRA - 08/06/2016
ÀS 19H00 NO SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE BRASÍLIA

SHCS EQ. 314/315 Bloco “A” – Asa Sul - Brasília/DF

terça-feira, 31 de maio de 2016

Ciro Gomes no Seminário "Dívida Pública, Desenvolvimento e Soberania Nacional" do Sindicato dos Engenheiros do Rio Grande do Sul


Renato Rabelo: Luz no tabuleiro da crise

Renato Rabelo: Luz no tabuleiro da crise


Renato Rabelo: Luz no tabuleiro da crise




fora-temer


Entre o céu e a terra e perante a Nação brasileira e o mundo a trama
golpista é desnudada, desmascarada, passando por verdadeira autópsia a
conspiração montada pelo consórcio conservador, formado pela direita,
mídia grande e o “mercado”. Os fatos recentes atropelaram a tentativa de
farsa montada pelo impeachment, na qual os golpistas apareciam como
vestais clamando contra a corrupção do PT e a “corrupção nunca vista nos
governos” Lula e Dilma. Neste presente torna-se patente que somente a
volta da presidenta Dilma pode restaurar a democracia. Essa é a fresta
de luz que permite iluminar o tabuleiro da crise infindável.




O fator Sergio Machado revela a trama golpista.


O bando de conspiradores não conseguiu esconder sua patranha por mais
tempo, porquanto entre eles o que existe é uma verdadeira pocilga, num
vale tudo para se salvar quem puder. É assim que Sergio Machado
(operador financeiro do alto escalão do PMDB), ex-tucano, ex-presidente
da Transpetro, na tentativa desesperada de se safar, gravou conversas
reveladoras com a cúpula do PMDB em seu acordo de delação premiada. Toda
borra sai do recôndito. E comenta-se que mais ainda estará por vir.


As bombásticas revelações das conversas grampeadas trazem à luz do
dia o que muitas vozes empenhadas na luta legalista percebiam e
denunciavam. E mesmo a imprensa internacional que assinalava a
trajetória da conspiração.  Só que os acontecimentos são ainda mais
eloquentes – escancara a prova real do golpe. Em suma revelam que o
processo de impeachment, talhado para esconder o golpe de Estado,
apeando do poder a presidenta da República Dilma Rousseff, tinha que
seguir essa via pela necessidade de sua emergência – didaticamente
exposta por Romero Jucá a Aécio Neves.




Primeiro por causa da essencialidade das reformas constitucionais que
eles impunham. Estas não poderiam ser explicitadas e defendidas numa
eleição direta, por seu alto teor impopular. Sendo assim a única
viabilidade para aplicação de tais reformas seria pelo caminho da
exceção, um impeachment arranjado como se sucedeu, comprometido com uma
causa fraudada – sem crime de responsabilidade – e viciado na sua
origem. Portanto tiveram que contar numa aliança fundamental com o
presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, enredado em delitos
de corrupção e réu no STF. Foi o meio de o golpe ser disparado.




Segundo e mais emergencial, era preciso conter a “sangria”, essa
“porra”, segundo Romero Jucá, se referindo a operação Lava Jato. E
exprimindo entre eles, sem nuances, seus temores a respeito dessa
operação, considerando que o “novo” governo de Temer, tendo tomado o
poder poderia conter as investigações e deste modo protegê-los através
de algum acordo. Eles deixam transparecer suas boas relações e
aquiescência com “alguns” ministros do STF e setores do poder de Estado,
ou mais especificamente se vangloriam em contar com um tipo de pacto
político-jurídico para sustentar o poder golpista.




Terceiro não escapa também suas previsões pessimistas acerca da
eleição presidencial de 2018, denotando não contar com candidatos e
meios programáticos viáveis para vencer esse pleito, podendo ser uma
saída por meio do governo Temer, acordando “certas condições”, sendo uma
forma de “transição” de como resolver seus enroscados dilemas
eleitorais em 2018.




Governo interino reverte o programa aprovado nas urnas.


A esta altura dos insólitos acontecimentos em que vive nossa pátria
amada Brasil, apesar da mídia grande, sobretudo as organizações Globo,
comprometida até as entranhas com o golpe, não pode abafar as
assombrosas revelações. Entretanto, jogam tudo para enviesar e truncar a
informação, tentando salvar a conquista do poder golpista, para isto
operando para preservar prioritariamente o presidente interino. No
entanto não adianta diversionar e confundir, o momento é muito grave e
singular, a realidade se impõe mais nítida: o impasse político se
complicou e se exacerbou.




Por conseguinte essa nova situação de mais agravado impasse político
começa com o trágico 17 de abril e vem desde o afastamento da presidenta
Dilma Rousseff e vigência do governo interino de Michel Temer. A
crescente desmoralização do governo interino, diante dos fatos recentes
revelados entre eles, evidencia mais a sua grande vulnerabilidade
política e jurídica. Sem ou com a interferência do STF, é cada vez maior
a perda de legitimidade desse governo. Não é claro do ponto de vista
constitucional que um governo interino, com afastamento temporário da
presidenta eleita, se torne já como um poder definitivo, iniciando seu
próprio mandato, desmontando toda estrutura governamental e definindo um
programa que leva até à mudança da Constituição, no pacto social
estabelecido, em reverso ao programa da presidenta eleita por mais de 54
milhões de votos.




Ele já estabelece novo pacto numa viragem do acordo político anterior
consagrado nas urnas. Em verdade passa a prevalecer a vontade do
Congresso, então, se constituindo numa efetiva eleição indireta, um
golpe parlamentar e não a vontade originária direta do povo, contrária
ao Estado democrático de direito. Uma excrescência na qual a justiça
suprema ainda está omissa.


Tudo isso é a prova do apetite usurpador do poder do balaio golpista
na sua ânsia em dividir os frutos da rapinagem em proveito próprio,
desprezando o próprio cuidado de legitimar o governo intruso – é a prova
de gente desse quilate.




O governo Temer se prenuncia aceleradamente em desmontar o que
encontra de conquistas democráticas, desenvolvimento social e avanço da
soberania nacional; passa longe dos avanços culturais e das conquistas
de gênero. Prepara-se para forte arrocho nas conquistas sociais básicas
e, insensatamente, anuncia o congelamento dos gastos em saúde e educação
a partir do mais baixo patamar dos últimos dez anos. Esta é uma
involução para além de décadas, que se vinga este governo vai consistir
no maior retrocesso civilizacional na história moderna do Brasil. O PSDB
que chega ao poder por esse atalho golpista, depois de derrotado nas
quatro sucessivas eleições presidenciais, é o artífice do pacote de
mudança do marco regulatório de exploração do pré-sal, rapidez das
privatizações e do realinhamento às potências
capitalistas-imperialistas. Como em todo golpe de Estado no Brasil, este
segue o caminho clássico: a cabeça e a mão da Secretária de Estado dos
Estados Unidos estão presentes. Como sempre o seu feito aparece
gradativamente.




Somente a volta da presidenta Dilma pode restaurar a democracia.


A tendência progressiva de recuperação política da presidenta Dilma
já é indicada nas primeiras pesquisas de opinião. Assinala o que os
acontecimentos da luta de resistência vêm demonstrando a cada dia:
ampliação da frente anti-Temer e seus acólitos, que atua de modo
multiforme, ocupando vários cenários, em ações dirigidas ou espontâneas
permanentes por todo país e no exterior. A presidenta Dilma assumiu a
liderança da resistência em defesa de seu mandato legítimo e ocupou um
papel de grande relevo para o destino da democracia em nosso país.




Os golpistas apesar do manejo espúrio de esconder, recuar
matreiramente ou se pronunciarem com subterfúgios sobre o perverso
programa antipopular que pretendem não convencem, a desilusão cresce e
parcelas mais extensas do povo dá-se conta do verdadeiro desiderato do
“novo” governo.




A luta trouxe a compreensão em ondas mais largas de que o curso do
impeachment não significa apenas a injusta destituição da presidenta da
República, mas, o que está em jogo é a ameaça maior à democracia e ao
destino da Nação. Por isso a presidenta Dilma passa a encarnar um
símbolo forte da luta pela democracia. E torna-se evidente que a
garantia de alcançar os 2/3 de votos na fase atual de julgamento no
Senado não está resolvida.




A volta da presidenta Dilma seria um fato de grande significação, não
sendo apenas um retorno de continuidade, representaria a premissa para
restaurar a democracia e salvar o Estado Democrático de Direito. Abre
assim uma nova situação em que a presidenta eleita sustentada pelo
programa que a elegeu, revalidado pelas lições atuais, em contraste com a
agenda regressiva imposta pelo governo interino, na aplicação de sua
autoridade vivificada pode propor a REAFIRMAÇÃO dos fundamentos
programáticos: pelo avanço da democracia, consolidação das conquistas
sociais, sustentação da soberania nacional, integração de interesse
mutuo com os vizinhos e a mobilização da Nação pela retomada do
desenvolvimento; e o COMPROMISSO candente de remeter à decisão do
desfecho democrático à soberania popular através de um PLEBISCITO,
instrumento constitucional no qual os eleitores se pronunciariam pelo
SIM ou NÃO a respeito da antecipação já da eleição presidencial. Essa
tendência pode vingar e prevalecer em função desses vários vetores
atuais em desdobramentos. 



Renato Rabelo é presidente da Fundação Maurício Grabois e ex-presidente nacional do PCdoB

segunda-feira, 30 de maio de 2016

A anatomia do golpe: as pegadas americanas(sic) Teresa Cruvinel

*ANATOMIA DO GOLPE: AS PEGADAS AMERICANAS*

de Tereza Cruvinel

“O golpe em curso no Brasil é sofisticada operação político-financeira-jurídico-midiática , tipo guerra híbrida. E será muito difícil deslindá-la", diz o jornalista Pepe Escobar.   E mais difícil fica na medida em que surgem contradições entre seus próprios artífices. A enxurrada de conversas que Sergio Machado, ex-presidente da Transpetro e um dos operadores do Petrolão,  teve e gravou com cardeais do PMDB, induz à ilusória percepção de que o impeachment da presidente Dilma Rousseff foi apenas um golpe tupuniquim, armado pela elite política carcomida para deter a Lava Jato e lograr a impunidade. O procedimento “legal” que garantiu a troca de Dilma por Temer, para que ela faça o que está fazendo, foi peça de  operação maior e mais poderosa desencadeada ainda em 2013 para atender a interesses internos e internacionais. E nela ficaram pegadas da ação norte-americana.

Interesses internos: remover Dilma, criminalizar o PT, inviabilizar Lula como candidato a 2018 e implantar uma política econômica ultra-liberal, encerrando o ciclo inclusivo e distributivista. Interesses externos: alterar a regra do pré-sal e inverter a política externa multilateralista que resultou nos BRICS, na integração sul-americana e em outros alinhamentos Sul-Sul.

As gravações de Machado desmoralizam o processo e seus agentes e complicam a evolução do governo Temer mas nem por isso o inteiro teor da trama pode ser reduzido à confissão de Romero Jucá, de que uma reunião de caciques do PMDB, PSDB, DEM e partidos conservadores menores, em reuniões noturnas, decidiram que era hora de afastar  Dilma para se salvarem. E daí vieram  a votação de 17 de abril na Câmara, a farsa da comissão especial e a votação do dia 11 de maio no Senado.

Um longo caminho, entretanto,  foi percorrido até que estes atos “legais” fossem consumados.  Para ele contribuíram a Lava Jato e suas estrelas, a Fiesp com seu suporte a grupos pró-impeachment e o aliciamento de deputados, o mercado com seus jogos especulativos na bolsa e no câmbio para acirrar a crise,  Eduardo Cunha e seus asseclas com as pautas bombas na Câmara.  E também as obscuras mas perceptíveis ações da NSA, Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos,  e da CIA,  na pavimentação do caminho e na fermentação do clima propício ao desfecho. Os grampos contra Dilma, autoridades do governo e da Petrobrás, os protestos contra o governo, o desmanche econômico e a dissolução da base parlamentar,  tudo se entrecruzou entre 2013 e 2016.

Se os que aparecem agora nas conversas gravadas buscaram poder, impunidade e retrocesso ao país de poucos e para poucos, os agentes externos miraram o projeto de soberania nacional e o controle de recursos estratégicos, em particular o petróleo do Pré-Sal. Não por acaso, a aprovação do projeto Serra, que suprime a participação mínima obrigatória da Petrobrás, em 30%, na exploração de todos os campos licitados, entrou na agenda de prioridades legislativas do novo governo.

Muito já se falou da coincidente chegada ao Brasil,  em agosto de 2013, de Liliana Ayalde como embaixadora dos Estados Unidos, depois de ter servido no Paraguai entre 2008 e 2011, saindo pouco antes do golpe parlamentar contra o ex-presidente Fernando Lugo.  Num telegrama ao Departamento de Estado, em 2009, vazado por Wikileaks, ela disse:. “Temos sido cuidadosos em expressar nosso apoio público às instituições democráticas do Paraguai – não a Lugo pessoalmente”. E num outro, mais tarde : “nossa influência aqui é muito maior que as nossas pegadas”. 

O que nunca se falou foi que a própria presidente Dilma, tomando conhecimento dos encontros que Ayalde vinha tendo com expoentes da oposição no Congresso, mandou um emissário avisá-la de que via com preocupação tais movimentos. Eles cessaram, pelo menos ostensivamente. Ayalde havia chegado pouco antes da Lava Jato esquentar e no curso da crise diplomática entre o Brasil e os Estados Unidos,  detonada pela denúncia do Wikleaks de que a NSA havia grampeado Dilma, Petrobrás e outros tantos. Segundo Edward , o ex-agente da NSA que denunciou a bibilhotagem,          “em 2013 o Brasil foi o país mais espionado do mundo”. Em  Brasília funcionou uma das 16 bases americanas de coleta de informações, uma das maiores.

A regra de exploração do pré-sal e a participação do Brasil nos BRICS (grupo formado por Brasil, Rússia, India. Chia e Africa do Sul),  especialmente depois da criação, pelo bloco, de um banco de desenvolvimento com capital inicial de US 100 bilhões, encabeçaram as contrariedades americanas com o governo Dilma.

Recuemos um pouco. Em dezembro de 2012, as jornalistas Cátia Seabra e Juliana Rocha publicaram na Folha de São Paulo telegrama diplomático vazado por Wikileaks, relatando a promessa do candidato José Serra a uma executiva da Chevron, de que uma vez eleito mudaria o modelo de partilha da exploração do pré-sal fixado pelo governo Lula: a Petrobrás como exploradora única, a participação obrigatória de 30% em cada campo de extração e o conteúdo nacional dos equipamentos. Estas regras, as petroleiras americanas nunca aceitaram. Elas querem um campo livre como o Iraque pós-Saddam. A Folha teve acesso a seis telegramas relatando o inconformismo delas com o modelo e até reclamando da “falta de senso de urgência do PSDB”.   Serra perdeu para Dilma em 2010 mas como senador eleito em 2014,  apresentou o projeto agora encampado pelo governo Temer.

No primeiro mandato, Dilma surfava em altos índices de popularidade até que, de repente, a pretexto de um aumento de R$ 0,20 nas tarifas de ônibus de São Paulo, estouraram as manifestações de junho de 2013. Iniciadas por um grupo com atuação legítima, o Movimento Passe Livre, elas ganham adesão espontânea da classe média (que o governo não compreendeu bem como anseio de participação) e passam a ser dominadas por grupos de direita que, pela primeira vez,  davam as caras nas ruas. Alguns, usando máscaras. Outros, praticando o vandalismo. Muitos inocentes úteis entraram no jogo. Mais tarde é que se soube que pelo menos um dos grupos, o MBL, era financiado por uma organização de direita norte-americana da família Coch.  E só recentemente um áudio revelou que o grupo (e certamente outros) receberam recursos também do PMDB, PSDB, DEM e SD. 

Aparentemente a ferida em Dilma foi pequena. Mas o pequeno filete de sangue atiçou os tubarões. Começava a corrida para devorá-la. A popularidade despencou, a situação econômica desandou,  veio a campanha de 2014 e tudo o que se seguiu.

Mas nesta altura, a espionagem da NSA já havia acontecido, tendo talvez como motivação inicial a guerra do pré-sal. Escutando e gravando, encontraram outra coisa, o esquema de corrupção.  E aqui entram os sinais de que as informações recolhidas foram decisivas para a decolagem da Lava Jato. Foi logo depois do Junho de 2013 que as investigações avançaram. A partir da prisão do doleiro Alberto Yousseff, numa operação que não tinha conexão com a Petrobrás,  o juiz federal Sergio Moro consegue  levar para sua alçada em Curitiba as investigações  sobre corrupção na empresa que tem sede no Rio, devendo ter ali o juiz natural do caso. Moro havia participado, em 2009,  segundo informe diplomático também vazado por Wikileaks, de seminário de cooperação promovido pelo Departamento de Estado, o Projeto Pontes, destinado a treinar juízes, procuradores e policiais federais no combate à lavagem de dinheiro e contraterrorismo. Participaram também agentes do México, Costa Rica, Panamá, Argentina, Uruguai e Paraguai.  Teria também muitas conexões com procuradores norte-americanos.

Com a prisão de Yousseff, a Lava Jato deslancha como um foguete. Os primeiros presos já se defrontam com uma força tarefa que detinha um mundo de informações sobre o esquema na Petrobrás. Executivos e sócios de empreiteiras rendiam-se às ofertas de delação premiada diante da evidência de que negar era  inútil, só agravaria suas penas. O estilo espetaculoso das operações e uma bem sucedida tática de comunicação dos procuradores e delegados federais semeou a indignação popular. Vazamentos seletivos adubaram o ódio ao PT como “cérebro” do esquema.

As coisas foram caminhando juntas, na Lava Jato, na economia e na política. A partir do início do segundo mandato de Dilma, ganharam sincronia fina. Na Câmara, Eduardo Cunha massacrava o governo e a cada derrota o mercado reagia negativamente. A Lava Jato, com a ajuda da mídia, envenenava corações e mentes contra o governo. Os movimentos de direita e pró-impeachment ganharam recursos e músculos para organizar as manifestações que culminaram na de 15 de março.  A Fiesp entrou de cabeça na conspiração e a Lava Jato perdeu todo o pudor em exibir sua face política com a  perseguição a Lula, a coerção para depor no aeroporto de Congonhas e finalmente, quando ele vira ministro, a detonação da última chance que Dilma teria de rearticular a coalizão, com o vazamento da conversa entre os dois.

No percurso, Dilma e o PT cometeram muitos erros. Erros que não teriam sido fatais para outro governo, não para um que já estava jurado de morte. Mas este não é o assunto agora, nesta revisitação em busca da anatomia do golpe.

Em março, a ajuda externa já fizera sua parte mas as pegadas ficaram pelo caminho. O governo já não conseguia respirar. Mas, pela lei das contradições, a Lava Jato continuou assustando a classe política, sabedora de que poderia “não sobrar ninguém”.  É quando os caciques se reúnem, como contou Jucá, e decidiram que era hora de tirar Dilma “para estancar a sangria”.

Desvendar a engrenagem que joga com o destino do Brasil desde 2013 é uma tentação frustrante. Faltam sempre algumas peças no xadrez.  Mas é certo que, ainda que incompleta, a narrativa do golpe não é produto de mentes paranoicas. No futuro, os historiadores vão contar a história inteira de 2016,  assim como já contaram tudo ou quase tudo sobre 1964.

Veja aqui: http://www.brasil247.com/pt/blog/terezacruvinel/234933/Anatomia-do-golpe-as-pegadas-americanas.htm

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Em vídeo, artistas denunciam golpe e não reconhecem governo Temer - Portal Vermelho

Artistas brasileiros denunciam golpe e não reconhecem governo Temer - Portal Vermelho:







Vídeo produzido pelo Movimento Ocupa MinC.v
Vídeo produzido pelo Movimento Ocupa MinC.v


Produzido pelo movimento batizado de Ocupa MinC, o vídeo
intitulado Manifesto em Defesa da Cultura foi publicado originalmente na
página no Facebook do Ocupa MinC-RJ e compartilhado pelas demais
páginas da rede social nas principais cidades ocupadas. O filme está
legendado em inglês e conta com a trilha sonora da música clássica O Fortuna, poemas de Carmina Burana,
obra prima do compositor alemão Carl Orff, que foi tocada por uma
orquestra que participa das ocupações e virou símbolo do "Fora Temer".



No vídeo, além dos artistas, profissionais da cultura e representantes
da sociedade civil organizada também exigem a deposição “de um governo
golpista que tenta se instaurar no país” e dizem não reconhecer Michel
Temer como presidente. “Qualquer tipo de negociação com o Palácio do
Planalto é uma forma de legitimar o golpe”, asseguram no vídeo.



De acordo com o movimento, eles continuarão tomando “de forma pacífica e
contundente” as sedes do Ministério da Cultura em todo o Brasil. Até
esta quarta-feira (25), quase todas as 27 unidades da Federação já
haviam sido ocupadas, mesmo diante da volta atrás do governo Temer que
pressionado não só pela classe artística, mas por toda a sociedade,
anunciou na última segunda-feira (23) o retorno do Ministério da
Cultura.



Entretanto, os artistas reafirmam, em vídeo, a continuidade das
ocupações contra “o governo ilegítimo" que "assumiu de forma arbitrária o
poder" do país e recordam que suas primeiras ações atingiram setores
essenciais da sociedade “como a Cultura, Direitos Humanos, Mulheres,
Igualdade Racial, Povos indígenas, Desenvolvimento Agrário, Ciência e
Tecnologia, além da Controladoria Geral da União, a CGU”.



“A extinção do Ministério da Cultura significa e simboliza não só a
perda dos direitos dos trabalhadores da Cultura, conquistados por uma
longa história de lutas e desafios, mas a perda dos direitos de
cidadania do povo brasileiro garantidos na Constituição de 1988”.



Dizendo não abrir mão do Estado Democrático de Direito, os artistas
fazem um chamamento a toda sociedade brasileira para a resistência. E
emociona quem assiste. 


Parafraseando a presidenta eleita Dilma Rousseff, em seu último
pronunciamento antes do seu afastamento da Presidência da República no
dia 12 de maio, a atriz Marieta Severo encerra o vídeo em um ode à
resistência: "A luta pela democracia não tem data para terminar”.



Assista o vídeo abaixo:



Acompanhe nas páginas do Facebook do movimento, as informações sobre as ocupações nas principais cidades do Brasil:



Ocupar e Resistir:



Maceió: https://www.facebook.com/Ocupa-MINC-AL-1898547540357563/?ref=ts&fref=ts



Macapá: https://www.facebook.com/resistenciaculturalamapa/?ref=ts&fref=ts



Belém: https://www.facebook.com/ocupamincbelem/?ref=ts&fref=ts



Fortaleza : https://www.facebook.com/ocupamincce/?fref=nf



Curitiba: https://www.facebook.com/MinCResiste/?fref=ts



Distrito Federal: https://www.facebook.com/Ocupa-MinC-DF-1626543897667309/?ref=ts&fref=ts



Manaus: https://www.facebook.com/Ocupa-Minc-Manaus-1623430094647211/?ref=ts&fref=ts



Cuiabá: https://www.facebook.com/ocupamincmt/?ref=ts&fref=ts



São Luís: https://www.facebook.com/ocupamincma/?ref=ts&fref=ts



Recife: https://www.facebook.com/ocupamincpe/?ref=ts&fref=ts



João Pessoa: https://www.facebook.com/OCUPA-MINC-PB-1413201605372581/?fref=nf



Teresina:  https://www.facebook.com/OcupaMinCPi/?ref=br_rs



Porto Alegre: https://www.facebook.com/ocupamincportoalegre/?ref=ts&fref=ts



Natal: https://www.facebook.com/ocupamincrn/?ref=ts&fref=ts



Rio de Janeiro: https://www.facebook.com/OcupaMincRJ/?ref=ts&fref=ts



São Paulo: https://www.facebook.com/Ocupafunartesp/?fref=ts



Florianópolis: https://www.facebook.com/OCUPA-MINC-SC-1540673702905488/?ref=ts&fref=ts



Sergipe: https://www.facebook.com/resistemincse/?ref=ts&fref=ts



Salvador: https://www.facebook.com/Ocupa-MinC-BA-535590696620897/?pnref=story






Do Portal Vermelho, Eliz Brandão