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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Marina é a velhíssima política - Paulo Vinícius Silva


Candidata de quem?
 
Marina não era candidata do Eduardo Campos. Marina não era a candidata do PSB.  Virou candidata devido à morte de Eduardo Campos. Ou seja, se Eduardo Campos fosse vivo ela jamais seria candidata. E a pressão para que fosse a candidata do PSB, eu, você, todo mundo viu: o Partido da Imprensa Golpista, os especuladores que apostam contra a economia brasileira, os porta-vozes do ecoimperialismo, que querem o Brasil sem condições de defender o Pré-Sal, que defendem a internacionalização da Amazônia, que defendem a autonomia do Banco Central do Estado (e, portanto, defendem a sua dependência dos especuladores que ganham sem trabalhar, com os juros da taxa SELIC).

A nova política do Paleolítico
E a"nova política" de Marina não tem fidelidade a partido nenhum. Ela mesma não está no quarto projeto partidário? Isso já existe há muito, né?

A "nova política" não tem lado: nem de esquerda, nem de direita. Não existe esse negócio de elite, o Chico Mendes e um herdeiro de um banco são ambos da elite - mas só o Chico Mendes foi assassinado, né? Mesmo sua identidade ambientalista foi abandonada, com acenos despudorados ao agronegócio - e não me refiro aos pequenos produtores, ou à agricultura brasileira que ganha pela inovação. Não, não. Beto Albuquerque é um consistente defensor - não muda de lado a qualquer minuto ou proposta - da liberação dos transgênicos, inclusive da Monsanto. Quem muda de lado, de partido, de posição, com facilidade, é Marina.



Marina é um passo atrás no Estado laico e um salto no colo do neoliberalismo.  Num infame episódio, ela mudou seu programa de governo por tweets ameaçadores do Pastor Malafaia, dando um passo atrás no reconhecimento do direito de quaisquer pessoas se unirem perante a lei e a sociedade e levarem a sua vida familiar, com acesso à construção de um patrimônio comum, plano de saúde, à própria família. Isso mostra que Marina não é tão escrupulosa em mudar de lado, mesmo quando isso afeta de modo tão doloroso a vida das pessoas. Ao, ela se acovarda e as deixa expostas às pressões religiosas ilegítimas porque justificam a homofobia, as agressões, a humilhação, o status de cidadãos e cidadãs de segunda categoria. Ela levou um pito do Pastor, e mudou de lado, rapidinho. Se há um campo em que é preciso defender menos interferência do Estado e das religiões é esse. O que vem depois? Cura gay? Criacionismo nas escolas? Isso é a nova política?


A "nova política" contra o Desenvolvimento é caquética

 
Curioso quem defende o Estado a interferir na esfera mais íntima para excluir direitos, e depois  defende que um Banco por definição do Estado - o Banco Central - seja "independente". De quem, para que?

A principal "herança" de FHC e a principal coluna do "Plano Real" é a que vincula os juros da taxa SELIC ao pagamento da dívida pública - os títulos do tesouro são ligados a essa referência, assim como diversas aplicações financeiras. Ao mesmo tempo, a SELIC é a principal referência do crédito. Por que isso não mudou? Ora, porque existe imensa pressão para que essa forma de controlar a inflação continue, pois é graças a ela que mais de 40% do orçamento da União vai para os especuladores. Funciona assim: diante de qualquer risco ou propaganda de crescimento da inflação, aumenta-se a taxa SELIC. Aí a economia cresce menos, o crédito e o consumo ficam mais caros, e os especuladores ficam mais ricos. E como o consumo e o crescimento da economia diminui, a inflação também não cresce.

Você paga juros de cheque especial, de cartão de crédito, de financiamento de carro, de financiamento de casa, de compra de eletrodoméstico? Pois é. No mundo da independência do Banco Central, ao contrário da ação do Governo para BAIXAR os juros, teríamos somente as pressões dos "independentes" e dos "técnicos". Mas, quem são eles? Consultores dos grandes especuladores, bancos e instituições que são os principais beneficiários quando há ALTA dos juros. Marina defende a autonomia do Banco Central do Estado, mas na prática, aonde isso se aplica, é apenas o slogan da DEPENDÊNCIA do Banco Central dos grandes especuladores, como é o caso do Federal Reserve, o BC dos Estados Unidos. Essa proposta de BC independente tem pai e mãe, o PSDB, o DEM, o FHC. Foi o povo que nunca deixou que ela passasse. Em síntese: mais Estado na sua cama e vida pessoal, menos estado para impedir os especuladores de definirem quanto o povo paga em juros? Quer dizer que isso é nova política?

Para completar, o Programa de governo é coordenado pela herdeira do Itaú e na sua ekipekonômica vemos gente com as mesmas ideias da turma de FHC, que derrotamos.São essas ideias, caquéticas, que querem voltar. O neoliberalismo está desmoralizado no mundo afora, e eles querem implantar essa antiga  agenda que nos levaria à crise e ao desemprego, de mais juros e recessão. Eles atacam a Petrobrás e propõem medidas que prejudicarão o atual papel do BNDES, da Caixa, do BNB e do Banco do Brasil, as grandes ferramentas que impulsionam a economia brasileira para o futuro.

Finalmente cai a máscara que ocultava uma neoliberal encubada, que faz qualquer acordo por um projeto de poder, mesmo que ele seja o de colocar o Brasil à venda. Essa é a mais velha das políticas. Precisamos de um governo nacionalista, preparado para defender a Amazônia e o Pré-Sal da ganância estrangeira! Não podemos aceitar um passo atrás no desenvolvimento, infuenciada pelas ongs ambientalistas estrangeiras que servem à "internacionalização da Amazônia". Uma agenda que diz que o Pré-Sal não é tão importante assim, depois que a Dilma e os movimentos sociais conquistaram que 75% dos royalties do Pré-Sal e irão para a Educação e 25% irão para a saúde.

Vamos outra vez deixar os entreguistas terem nas mãos o futuro das riquezas do Brasil?

Na prática, a "nova política" de Marina será uma tragédia econômica para a juventude, que é a principal interessada no crescimento da economia com distribuição de renda e novas oportunidades. Se Dilma oferece PROUNI, REUNI, 8 milhões de vagas de cursos técnicos, Ciências Sem Fronteiras e e novas universidades e IFETs, a agenda de Marina em economia será de maiores juros, crescimento negativo e crise.

Dilma é a Presidenta, ela tem muitas responsabilidades, e muitos limites para o que deseja fazer, e também erra, ela é humana, não é uma líder messiânica, uma salvadora da pátria, nem candidata a santa. Mas Dilma Rousseff tem o mais importante numa Presidenta, ela tem lado, e o lado certo. Dilminha está do lado dos mais fracos, dos mais pobres, de quem mais precisa. Durante seu governo a fome ficou longe das casas mais humildes, e a agricultura familiar se fortaleceu. O povo mais pobre teve chances que nossos avós não tiveram, estudar, até no exterior. Dilma foi uma voz de coragem no mundo, não baixou a cabeça pros EUA. Ao contrário, fez a Copa das Copas, renovou nossos estádios, estradas, ferrovias e portos, gerou mais de 5 milhões de empregos, manteve a inflação controlada, aumentou o salário mínimo acima da inflação. Aprovou a lei que as centrais sindicais pediram, que garante que o salário mínimo cresce mais que a inflação, razão porque o salário mínimo pulou de 50 dólares aproximadamente em 2002 para mais de 350 dólares nesse ano. No governo de Dilma, o Banco do Brasil, a Caixa, o BNDES e a Petrobrás cresceram e se fortaleceram, tornando-se peças fundamentais do desenvolvimento do Brasil. Dilma Rousseff deu imenso protagonismo às mulheres, na política, nos programas sociais, no governo. Dilma além disso fez imensas obras de infraestrutura, complicadas e importantes, como a Transposição do Rio São Francisco, as Hidrelétricas e mesmo a exploração do Pré-Sal, obras que prepararão o Brasil para um novo tempo de desenvolvimento, democracia e justiça.

A nova política não chegará com os os velhos senhores. Sem enfrentar a imprensa golpista, o sistema financeiro parasita, as oligarquias políticas filhas do poder econômico, não tem nova política. Quem tem a coragem de mudar? Dilma tem essa coragem. Dilma tem lado. Não é à toa que ela não sorri, quando se vê cercada por hienas. Aquela cara da Dilma, na bancada do Jornal Nacional, diante dos xingamentos no Maracanã, diante dos juízes militares na Ditadura, é a cara certa. É a cara "verás que um filho teu não foge à luta". Dilminha sorri mesmo é quando está com o povo. Mas quando as mentiras são repetidas milhões de vezes até parecerem verdades, nessa hora não dá para sorrir. É a hora de o Brasil inteiro denunciar o golpe midiático em curso para restaurar o neoliberalismo no Brasil, para barrar a nossa independência, para barrar a democratização da comunicação, um golpe para manter os especuladores dando as cartas da economia, para dar mais poder para os fundamentalistas religiosos e para setores estrangeiros que querem dominar o Brasil.

Dilma sorri com o Brasil

Dilma Roussef é a única candidata em defesa do Brasil, da democracia, do avanço social, do combate às desigualdades, de uma Reforma Política que diminua os interesses de banqueiros e empresários sobre as eleições. Essas são as verdadeiras bandeiras da Nova Política, pois é com Dilma que estão as verdadeiras mudanças para o Brasil!


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Umberto Martins: compromissos de Marina trarão recessão e desemprego

Guilherme Santos Mello: As mil faces de Marina Silva

 

 

 

domingo, 31 de agosto de 2014

Programa de Marina Silva defende grave ataque aos trabalhadores: Terceirização precarizante ampla e irrestrita


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Por Maximiliano Nagl Garcez da Advocacia Garcez
Advogado de trabalhadores e entidades sindicais. Diretor para Assuntos Legislativos da Associação Latino-Americana de Advogados Laboralistas – ALAL. Mestre em Direito das Relações Sociais pela UFPR. Ex-Bolsista Fulbright e Pesquisador-Visitante na Harvard Law School. Email: max@advocaciagarcez.adv.br
  1. Programa de Marina Silva defende com unhas e dentes a terceirização ampla e irrestrita
Ao pesquisar a palavra “terceirização” no Programa da candidata Marina Silva, li com extrema preocupação os trechos abaixo (íntegra disponível emhttp://marinasilva.org.br/programa/), que são muitíssimos parecidos com as propostas mais reacionárias e conservadoras existentes hoje no Brasil visando prejudicar os trabalhadores (como por exemplo o nefasto PL 4330):
Página 75: “…terceirização de atividades leva a maior especialização produtiva,a maior divisão do trabalho e, consequentemente, a maior produtividade das empresas. Com isso, o próprio crescimento do setor de serviços seria um motor do crescimento do PIB per capita. Ambas as explicações salientam o papel do comércio e serviços para o bem-estar da população. Mesmo assim, o setor  encontra uma série de entraves ao seu desenvolvimento. Há no Brasil um viés contra a terceirização, e isso se traduz bem no nosso sistema tributário, que impõe impostos como ISS e ICMS − em cascata ou cumulativos − em transações que envolvem duas ou mais empresas. A consequência: algumas atividades que poderiam ser terceirizadas por empresas acabam realizadas internamente, em prejuízo da produtividade, porque essa forma de tributação eleva os custos e tira a vantagem da operação.”
E ainda que o trecho acima ainda fosse suficientemente claro, logo à frente fica ainda mais evidente a defesa escancarada da terceirização (contra a qual o movimento sindical e várias entidades da sociedade civil organizada vem lutando):
Página 76: Existe hoje no Brasil um número elevado de disputas jurídicas sobre a terceirização de serviços com o argumento de que as atividades terceirizadas são atividades fins das empresas. Isso gera perda de eficiência do setor, reduzindo os ganhos de produtividade e privilegiando segmentos profissionais mais especializados e de maior renda. O setor de serviços é mais penalizado por esse tipo de problema, ficando mais exposto à consequente alocação ineficiente de recursos com perda de produtividade.
Segue a péssima proposta da candidata, também à pág. 76: Disciplinar a terceirização de atividades com regras que a viabilizem, assegurando o equilíbrio entre os objetivos de ganhos de eficiência e os de respeito às regras de proteção ao trabalho.”
Qualquer trabalhador ou sindicato que conheça o mundo do trabalho sabe que viabilizar a terceirização em todas as atividades de uma empresa, sem qualquer limite, por definição significa um enorme desrespeito “às regras de proteção ao trabalho”, como veremos a seguir.
  1. O modelo precarizante proposto por Marina Silva viola a Constituição Federal
A Constituição Federal de 1988 se configura como impedimento à eliminação e limitação do direitos trabalhistas e sindicais, defendida pelo programa da candidata  Marina Silva e pelo PL 4330, de 2004. Tais propostas significam uma séria ameaça aos trabalhadores, aos sindicatos, à sociedade e à democracia.
Veremos a seguir que é evidente a inconstitucionalidade, injustiça e inconveniência de tais propostas.
A primeira inconstitucionalidade da proposta de Marina Silva reside no princípio da igualdade, contido no art. 5º.,caput, da Constituição Federal. Está inserido no rol dos direitos fundamentais do cidadão, categoria de direitos que não estão afetos a restrições infraconstitucionais, o que significa que não podem ser limitados pelo ordenamento jurídico, seja quanto à regulamentação, efetivação ou exercício desses direitos.
Vejamos a redação do caput do art. 5º: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:” (…) negritamos
Ao prever uma ampla e irrestrita terceirização, há flagrante violação ao princípio da isonomia. A jurisprudência do E. STF demonstra que a proposição, caso venha a ser transformada em lei (o que, diga-se de passagem, consideramos altamente indesejável, ante sua completa inadequação com nosso ordenamento jurídico), seria considerada manifestamente inconstitucional: “Estabelece a Constituição em vigor, reproduzindo nossa tradição constitucional, no art. 5º, caput (…). (…) De outra parte, no que concerne aos direitos sociais, nosso sistema veda, no inciso XXX do art. 7º da Constituição Federal, qualquer discriminação decorrente – além, evidentemente, da nacionalidade – de sexo, idade, cor ou estado civil. Dessa maneira, nosso sistema constitucional é contrário a tratamento discriminatório entre pessoas que prestam serviços iguais a um empregador.” (RE 161.243, Rel. Min. Carlos Velloso, voto do Min. Néri da Silveira, julgamento em 29-10-1996, Segunda Turma, DJ de 19-12-1997.) negritamos
O caput do art. 5º. deve ser interpretado em conjunto com os seguintes incisos do art. 3º. da CF:  “Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I – construir uma sociedade livre, justa e solidária; III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.”
O art. 1º da Constituição Federal Brasileira coloca o valor social do trabalho, ao lado da dignidade da pessoa humana, como bens juridicamente tutelados e como fundamento para a construção de um Estado Democrático de Direito:
“Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: (…) III – a dignidade da pessoa humana; IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa.”
A interpretação e a aplicação do Direito do Trabalho estão obrigatoriamente condicionadas aos princípios constitucionais de valorização do trabalho e do trabalhador como fator inerente à dignidade da pessoa humana. Ao se eleger a dignidade do ser humano como fundamento da República Federativa do Brasil, constitucionalizam-se os princípios do direito laboral, com força e imperatividade aptas a conferir ao trabalho e ao trabalhador, o significado de sustentação do próprio sistema da nação brasileira. Tal proceder efetiva o Estado Democrático de Direito, fazendo com que os objetivos políticos decididos pela Constituição sejam atingidos por meio de todo o ordenamento jurídico.
A proteção da dignidade da pessoa humana e do valor social do trabalho impede que qualquer norma que a viole (como tenta fazer o PL 4330 e a terceirização ampla e irrestrita defendida por Marina Silva) seja considera constitucional. Tal princípio impede qualquer atitude ou norma que diminua o status da pessoa humana enquanto indivíduo, cidadão e membro da comunidade. O tratamento dado ao terceirizado por Marina Silva, visto somente como um mero fator de produção, viola frontalmente tais princípios contidos no art. 1º. da Carta Magna.
  1. Da ultrajante defesa de terceirização de toda atividade empresarial no Programa de Marina Silva
A proposta de Marina Silva é clara: acabar com a discussão atividade-fim e atividade-meio, permitindo a terceirização de qualquer atividade empresarial e de qualquer setor de uma empresa.
Uma grande empresa, no modelo defendido por Marina Silva, nem mesmo precisaria ter trabalhadores. Poderia ter apenas contratos com outras empresas, quealugariam trabalhadores para o empresário, reduzindo o obreiro a uma mera mercadoria. E estas outras empresas terceirizadas, por sua vez, também não necessitariam ter trabalhadores: poderiam alugá-los de uma outra empresa, quarteirizada (ou quinterizada). Uso a expressão alugar pois infelizmente a proposta na prática acaba sendo o ultrajante aluguel de pessoas (proibido desde a Lei Áurea), e não o que a candidata eufemisticamente chamar ser “terceirização”.
A diferenciação atividade-fim e atividade-meio serve como um limite claro à terceirização, e tem permitido coibir tal prática por meio da Justiça do Trabalho.  A análise da atividade-fim é voltada à atuação da empresa tomadora de serviços.
Pela proposta de Marina Silva, não há limite para o que a empresa tomadora de serviços pode terceirizar.
Ou seja: a empresa tomadora de serviços pode se tornar apenas uma administradora do CNPJ da empresa, terceirizando toda e qualquer atividade. E o trabalhador terceirizado  poderá ser quarteirizado, quinterizado – ou seja, transformado em uma mercadoria, o que vai contra o princípio que determinou a fundação da OIT, da qual participou o Brasil: “O trabalho não é uma mercadoria.”
  1. Proposta de Marina Silva é claramente antissindical
A proposta de Marina Silva significa na prática que o empregador escolherá quais sindicatos representarão seus trabalhadores, em clara violação à liberdade sindical. O que na verdade pretende é a aniquilação do movimento sindical, que tem sido nas últimas décadas uma das principas forças-motrizes da democracia, da sociedade civil organizada e da resistência ao projeto autoritário-neoliberal. Por isso, significa também uma disfarçada Reforma Política, a fim de silenciar os trabalhadores e seus representantes.
Os dispositivos constitucionais citados no item 2 acima seriam violados, caso fosse permitida a terceirização de atividade-fim. O TST já analisou de modo detalhado tal questão, em acórdão da E. SDI-1, tratando exatamente dos reflexos malignos da terceirização ampla na estrutura sindical:  “PROCESSO Nº TST-E-RR-586341/1999.4 “De outro giro, a terceirização na esfera finalística das empresas, além de atritar com o eixo fundamental da legislação trabalhista, como afirmado, traria consequências imensuráveis no campo da organização sindical e da negociação coletiva. O caso dos autos é emblemático, na medida em que a empresa reclamada, atuante no setor de energia elétrica, estaria autorizada a terceirizar todas as suas atividades, quer na área fim, quer na área meio. Nessa hipótese, pergunta-se: a CELG, apesar de beneficiária final dos serviços prestados, ficaria totalmente protegida e isenta do cumprimento das normas coletivas pactuadas, por não mais responder pelas obrigações trabalhistas dos empregados vinculados aos intermediários? Não resta dúvida de que a consequência desse processo seria, naturalmente, o enfraquecimento da categoria profissional dos eletricitários, diante da pulverização das atividades ligadas ao setor elétrico e da consequente multiplicação do número de empregadores. Todas essas questões estão em jogo e merecem especial reflexão.”
Convém destacar que o STF coloca a liberdade sindical como predicado do Estado Democrático de Direito: “A liberdade de associação, observada, relativamente às entidades sindicais, a base territorial mínima – a área de um Município –, é predicado do Estado Democrático de Direito. Recepção da Consolidação das Leis do Trabalho pela Carta da República de 1988, no que viabilizados o agrupamento de atividades profissionais e a dissociação, visando a formar sindicato específico.” (RMS 24.069, Rel. Min. Marco Aurélio, julgamento em 22-3-2005, Primeira Turma, DJ de 24-6-2005.)
  1. Da necessidade de impor limites à terceirização, ante os prejuízos que traz aos trabalhadores e à sociedade
O fenômeno da terceirização é permitido por nosso ordenamento jurídico somente quanto ao trabalho temporário (Lei. 6.019/74), de vigilantes (Lei 7.102/83) e de serviços de limpeza e conservação (conforme a Súmula 331 do TST).
Tal Súmula considera ilegal a terceirização da atividade-fim da empresa. Ou seja, qualquer descentralização de atividades deverá estar restrita a serviços auxiliares e periféricos à atividade principal da empresa.
Uma adequada interpretação da Constituição Federal também permite colocar sérios limites ao fenômeno da terceirização, por meio da utilização dos princípios constitucionais da valorização do trabalho e da dignidade humana, como vimos acima.
Vejamos alguns dos prejuízos que a terceirização ampla e irrestrita defendida por Marina Silva traria aos trabalhadores e à sociedade:
  1. a) a destruição da capacidade dos sindicatos de representarem os trabalhadores;
  2. b) baixos salários e o desrespeito aos direitos trabalhistas, com impactos negativos na economia, no consumo e na receita da Previdência Social e do FGTS (usado primordialmente para saneamento básico e habitação), com prejuízos a todos; nesse sentido, convém mencionar as sábias palavras do magistrado José Nilton Pandelot, ex-presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho: “Eu diria que a terceirização não é o futuro e sim a desgraça das relações de trabalho. Porque essa terceirização se estabelece na forma de precarização. Ela se desvia da sua finalidade principal. Não é para garantir a eficiência da empresa. É para reduzir o custo da mão-de-obra. Se ela é precarizadora, vai determinar uma redução da renda do trabalhador, vai diminuir o fomento à economia, diminuir a circulação de bens, porque vai reduzir o dinheiro injetado no mercado. Há um equívoco muito grande quando se pensa que a redução do valor da mão-de-obra beneficia de algum modo a economia. Quem compra, quem movimenta a economia são os trabalhadores. Eles têm que estar empregados e ganhar bem para os bens circularem no mercado. Pode não ser evitável, mas se continuar dessa forma, com uma terceirização que serve para a redução e a precarização da mão-de-obra, haverá um grande prejuízo à cidadania brasileira e à sociedade de um modo geral”;
  3. c) precarização do trabalho e o desemprego.A alegada “geração de novos postos de trabalho” pela terceirização é uma falácia: o que ocorre com tal fenômeno é a demissão de trabalhadores, com sua substituição por “sub-empregados” (vide o exemplo da Argentina e da Espanha nos anos 90);
  4. d) aumento do número de acidentes do trabalhoenvolvendo trabalhadores terceirizados, como já atestou o TST no julgado supracitado;
  5. e) prejuízos aos consumidores e à sociedade,ante a profunda diminuição da qualidade dos serviços prestados nas áreas de saúde, educação, segurança, energia, água e saneamento (dentre inúmeros outros), que seriam fortemente afetados pela terceirização ilegal;
  6. f) prejuízos sociais profundos.A ausência de um sistema adequado de proteção e efetivação dos direitos dos trabalhadores, com a existência de um grande número de trabalhadores precarizados, sem vínculo permanente, prejudica toda a sociedade, degradando o trabalho e corroendo as relações sociais: “Como se podem buscar objetivos de longo prazo numa sociedade de curto prazo? Como se podem manter relações sociais duráveis? Como pode um ser humano desenvolver uma narrativa de identidade e história de vida numa sociedade composta de episódios e fragmentos? As condições da nova economia alimentam, ao contrário, a experiência com a deriva no tempo, de lugar em lugar, de emprego em emprego. Se eu fosse explicar mais amplamente o dilema de Rico, diria que o capitalismo de curto prazo corrói o caráter dele, sobretudo aquelas qualidades de caráter que ligam os seres humanos uns aos outros, e dão a cada um deles um senso de identidade sustentável.” (SENNETT, Richard. A Corrosão do Caráter: As Conseqüências Pessoais do Trabalho no Novo Capitalismo. Trad. Marcos Santarrita. Rio de Janeiro: Record, 1999, p. 27).
  1. Conclusão: a proposta de Marina Silva é uma série ameaça aos trabalhadores, aos sindicatos e até mesmo à competitividade da economia brasileira
Não se pode tratar o trabalhador como uma mera peça sujeita a preço de mercado, transitória e descartável. A luta contra a terceirização ampla e irrestrita (infelizmente proposta de modo veemente no Programa da candidata Marina Silva), lembra à sociedade os princípios fundamentais de solidariedade e valorização humana, que ela própria fez constar do documento jurídico-político que é a Constituição Federal, e a necessidade de proteger a democracia, a coisa pública e a qualidade do serviços públicos, essenciais para o bem-estar da população.
A candidata Marina Silva, ao apresentar opiniões frontalmente contrárias aos trabalhadores e ao defender a terceirização ampla e irrestrita, ameaça até mesmo a competitividade do Brasil, pois a implementação de tais temerosas propostas:
- criaria enorme quantidade de trabalhadores precarizados e descartáveis;
-  aumentaria a desigualdade social;
- tornaria ainda mais frequentes os acidentes e mortes no trabalho;
- diminuiria o consumo;
- e por fim, prejudicaria não somente a produtividade e a economia, mas toda a sociedade brasileira.

Herdeira do Itaú coordena plano de governo de Marina - Portal Vermelho



Herdeira do Itaú coordena plano de governo de Marina - Portal Vermelho
Herdeira do Itaú coordena plano de governo de Marina

A relação da candidata do PSB-Rede, Marina Silva, com o sistema financeiro vai além da simpatia ao seu programa de governo e das metas econômicas. A coordenadora do programa de governo da presidenciável é ninguém menos que a herdeira do banco Itaú Unibanco, Maria Alice Setúbal.

Marina e Neca Setúbal, herdeira do banco Itaú Unibanco e coordenadora do plano de governo da Rede Em entrevista à Folha de S. Paulo, publicada nesta sexta-feira (22), Neca confirmou o que o Portal Vermelho já vinha apontando há algum tempo quando afirma que, ao longo da campanha, mais economistas “estarão se aproximando” e terão papel de “operadores” do mercado no conselho de campanha de Marina. E frisou que a oficialização da candidatura da afilhada cresceram as ofertas de doações.

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“Hoje, temos uma presidente cujo perfil é de gestão, pragmático, racional. Talvez o oposto da Marina. E o resultado que nós temos é bastante insatisfatório. O mercado visualizando as pessoas que estão ao lado dela vai ter muito mais segurança. Ela já tem vários economistas. Terá outras, mais operadoras”, disse.

Neca voltou a falar do compromisso em “conceder autonomia ao Banco Central” e tripé ,acroeconômico, ou seja, colocar o sistema financeiro no comando das decisões políticas da economia do país. Ela disse também que a meta de inflação, num eventual governo Marina, permanecerá em 4,5%, como está no governo Dilma. Mas quando questionada como vai manter a inflação nessa meta,diz que não tem como detalhar. “ Mas o programa foca pontos muito claros. Destaca metas da inflação, o tripé [macroeconômico]. Destaca fortemente a reforma tributária, a responsabilidade fiscal”, disse.

A família Setúbal tem um histórico peculiar de participação na política. Seu pai, Olavo Setúbal, foi prefeito de São Paulo, indicado por Paulo Maluf, e ministro das relações exteriores do governo Sarney.

Neca, como é conhecida,mantém uma relação mais próxima de Marina desde 2007 e é a responsável pela captação de recursos e idealizadora da Rede Sustentabilidade. Ela é acionista da holding Itausa sendo detentora de 1,29% do capital total da empresa. O valor de mercado da Itausa é de pelo menos R$ 61,4 bilhões. Portanto estamos falando de um patrimônio de R$ 792 milhões. Além do banco, a holding controla o banco de investimentos Itaú BBA, e as empresas Duratex, Itautec e a Elekeiroz.

A família Setúbal tem um histórico peculiar de participação na política. Seu pai, Olavo Setúbal, foi prefeito de São Paulo, indicado por Paulo Maluf, e ministro das relações exteriores do governo Sarney.

O programa de governo elaborado pela herdeira dos Setúbal deve ser apresentado na próxima semana.

Do Portal Vermelho, Dayane Santos
Com informações de agências

Mauro Santayana: O Brasil e os próximos anos - Portal Vermelho



Mauro Santayana: O Brasil e os próximos anos - Portal Vermelho
À medida que estamos mais perto da eleição, se evidencia também a necessidade de avaliar as opções estratégicas que aguardam o Brasil nos próximos anos.

Por Mauro Santayana*


Agência Senado Foto: Agência Senado Hoje, muita gente acha que se nos aproximarmos muito do mundo em desenvolvimento, como a América do Sul, África e as potências emergentes às quais estamos unidos no Brics - Rússia, Índia, China, África do Sul - estaremos nos afastando cada vez mais da Europa e dos EUA.

Há, entre certos tipos de brasileiros, os que continuam cultuando apenas o que existe em Nova Iorque, Miami ou Paris, como se não existisse mais nada neste mundo, e os arranha-céus mais altos do planeta não estivessem sendo construídos – para ficar apenas no símbolo de modernidade e pujança das “skylines” que fizeram a fama dos EUA – em cidades como Moscou, Dubai, ou Xangai.

Ataca-se a China por censurar o Google, mas não se atacam os EUA por usarem a internet para espionarem e chantagearem milhões de pessoas em todo o mundo, incluindo nações de quem se dizem “aliados” como é o caso do Brasil e da Alemanha.

Atacam-se os países do Mercosul por nos impor barreiras comerciais, mas não a Europa e os Estados Unidos por terem feito conosco exatamente o mesmo, nos últimos 200 anos, bloqueando – sempre que puderam - o desenvolvimento de tecnologia em nosso continente e absorvendo, antes e depois de nossa independência, basicamente matérias-primas.

Muitos esquecem que o Mercosul, com todas suas barreiras, continua o maior, e, às vezes, o único destino para nossas manufaturas. Que só para países como a Venezuela temos aumentado nossas exportações nos últimos anos.

Isso, enquanto têm diminuído nossas vendas e nossos ganhos – e os do resto do mundo - com a Europa e os EUA, no esteio das consequências de uma crise que já dura vários anos e que teve sua origem na desorganização e irresponsabilidade de do sistema financeiro que está sediado ao norte da linha do Equador.

A pergunta que cabe que nos façamos nos próximos anos é a seguinte: a que mundo pertencemos?

Ao da Europa e dos EUA, que sempre nos trataram como colônia e cidadãos de segunda classe a ponto de termos tido milhares de brasileiros expulsos de seus aeroportos há pouquíssimo tempo?

Ou ao mundo em desenvolvimento, onde a cooperação e a necessidade de agregar centenas de milhões de pessoas a uma vida mais digna abre a porta para a oportunidade da realização de acordos e negócios que podem influenciar e melhorar também nosso futuro?

Assim como ocorre na área comercial e diplomática, o Brasil precisa melhorar sua condição de negociação com os EUA e a Europa na área de defesa, usando, para isso, a perspectiva e a ameaça, sempre presentes, de nos aproximarmos, também nessa área, cada vez mais dos BRICS.

Os Estados Unidos e a Europa sempre se mostraram refratários a transferir tecnologia sensível ao Brasil e a outras nações latino-americanas.

Os avanços conseguidos nesse campo pelos governos militares foram feitos a fórceps, como ocorreu nas áreas bélica e aeroespacial, depois do rompimento, pelo Governo Geisel, dos acordos de cooperação com os EUA na área militar, e a aproximação com a Alemanha no campo da utilização pacífica da energia atômica.

Os países “ocidentais” só aceitam transferir um mínimo de tecnologia bélica para países como o Brasil, quando a isso se veem obrigados pelas circunstâncias.

Isso ocorre no caso em que estejamos prestes a alcançar certos avanços sozinhos – e aí eles se aproximam para “monitorar” e “medir” nossos avanços- ou se tivermos outros parceiros, como China ou Rússia – dispostos a transferir para nossas empresas, técnicos ou cientistas, esse conhecimento.

Depois do tímido esforço de rearmamento iniciado pelos dois últimos governos, virou moda, nos portais mais conservadores, se perguntar contra quem estamos nos armando, se vamos invadir nossos vizinhos, ou, ridiculamente combater os Estados Unidos.

Muitos se esquecem, no campo da transferência de tecnologia na área de defesa, que sempre fomos tratados pelos Estados Unidos como um inimigo ao qual não se deve ajudar, em hipótese alguma, a não ser vendendo armas obsoletas ou de segunda mão.

No programa FX, de compra de caças para a Força Aérea, a Boing norte-americana só concordou em transferir tecnologia para a Embraer – acordo que teria, antes de concretizado, de ser aprovado pelo congresso norte-americano – depois que os franceses, com o Rarale, e os suecos, com o Grippen NG BR, já tinham concordado em fazer o mesmo. E isso quando vários oficiais da Força Aérea brasileira se manifestavam nos fóruns, torcendo abertamente pelo Sukioi S-35 russo.

O melhor exemplo do que pode ocorrer, em caso de conflito, principalmente com algum país ocidental, se dependermos da Europa ou dos EUA para nos defendermos, é o argentino.

Na Guerra das Malvinas, as mesmas empresas que, antes, forneciam armas e munição para que o Regime Militar massacrasse a população civil, em nome da “guerra interna”, das “fronteiras ideológicas” e do “anticomunismo”, deixaram de fornecer armas e peças de reposição às forças armadas daquele país, para que não fossem usadas contra a Inglaterra.

Os Estados Unidos só concordariam em fornecer armamento avançado ao Brasil, mas nunca no nível do deles, caso aceitássemos nos transformar em seus cães de guarda na América do Sul, como o faz Israel no Oriente Médio; ajudássemos a criar uma OTAN no hemisfério sul; ou concordássemos, como é o caso da Itália ou a Espanha, em participar, sub-alternamente, em “intervenções” como as feitas por Washington em países como a Líbia, o Iraque e o Afeganistão, correndo o risco de indispor-nos com milhões de brasileiros de origem árabe e de virar, de um dia para o outro, alvo de ataques, em nosso próprio território, de organizações radicais islâmicas.

Nos últimos anos, conseguimos desenvolver uma nova família de armas individuais 100% nacional, as carabinas e fuzis IA-2, da IMBEL; uma nova família de blindados leves, a Guarani, dos quais 2.050 estão sendo construídos também em Minas Gerais; desenvolvemos o novo jato militar cargueiro KC-390, da Embraer, capaz de carregar dezenas de soldados, tanques ligeiros ou peças de artilharia; voltamos a fortalecer a AVIBRAS, com a compra do novo sistema Astros 2020, e o desenvolvimento de mísseis de cruzeiro com o alcance de 300 quilômetros; estamos construindo no Brasil cinco novos submarinos, um deles a propulsão nuclear e reator nacional, com a França, um estaleiro e uma nova base para eles; desenvolvemos a família de radares SABER; foi fechada, com transferência de tecnologia e desenvolvimento conjunto com a Suécia, a construção em território brasileiro de 36 caças Grippen NG-BR; conseguimos fazer, no Brasil, a “remotorização” de mísseis marítimos Exocet; foi fechada a transferência de tecnologia e está sendo desenvolvido, com a África do Sul, o novo míssil ar-ar A-Darter; foram comprados novos navios de patrulha oceânica ingleses; helicópteros e baterias antiaéreas russas; e aumentou-se a aquisição e a fabricação de helicópteros militares montados na fábrica da Helibras.

Esses projetos, que envolvem bilhões de dólares, não podem, como já ocorreu no passado, ser interrompidos, descontinuados ou abandonados, nos próximos anos, pelo governo que assumir o poder a partir de janeiro de 2015.

Vivemos em um planeta cada vez mais multipolar, no qual os Estados Unidos e a Europa continuarão existindo e seguirão tentando lutando para se manter à tona contra uma lógica – e inexorável – tendência à decadência econômica, militar e geopolítica.

Nesse contexto, os EUA e a Europa têm que ser olhados por nós como potências que estão no mesmo plano, militar ou político, que a China, a Rússia, a Índia ou o próprio Brasil.

Como quinto maior país em população e extensão territorial, o Brasil tem a obrigação de negociar, e entrar no jogo, com todas essas potências, de igual para igual, e, nunca mais de forma subalterna. Sob a pena de perder o lugar que nos cabe neste novo mundo e neste novo século.

*jornalista autoditada brasileiro

Umberto Martins: compromissos de Marina trarão recessão e desemprego - Portal Vermelho



Umberto Martins: compromissos de Marina trarão recessão e desemprego - Portal Vermelho
O programa de governo da presidenciável Marina Silva, lançado sexta-feira, 29, soou como música aos ouvidos da oligarquia financeira que comanda a economia brasileira e anda meio ansiosa para derrotar a presidenta Dilma, mas desiludida com o desempenho do tucano Aécio.

Por Umberto Martins*

Marina Silva e Aécio Neves, candidatos com programas neoliberais A ex-senadora, que concorre pelo PSB (partido com o qual até agora não tinha nenhuma identidade), promete rigor na aplicação do tripé neoliberal que orienta a política econômica, configurada no superávit fiscal, câmbio flutuante e juros altos a pretexto de manter a inflação na meta.

Ajuste fiscal

A plataforma vem sendo comparada à famosa Carta aos Brasileiros de junho de 2002, na qual o ex-presidente Lula, em nome da governabilidade, se comprometeu a respeitar os contratos e manter os fundamentos da política conservadora adotada pelo tucano FHC por orientação do FMI. As condições hoje são outras e as consequências da radicalização do tripé certamente serão mais dramáticas.

Marina, a exemplo do candidato do PSDB, Aécio Neves, está acenando ao poderoso e venerável "mercado" com um ajuste fiscal. Isto não vai resolver os problemas da economia e encaminhar o Brasil para a rota do crescimento sustentável. Embora esta seja a promessa, a experiência aqui e lá fora mostra que os resultados concretos são bem outros.

O exemplo mais recente e presente que temos de ajuste fiscal vem da Europa, traduzido principalmente, embora não só, nas receitas ditadas pelo FMI (em parceria com o Banco Central Europeu e a cúpula da União Europeia - a troika) aos países assolados pela crise da dívida externa, como é o caso da Grécia, Portugal, Irlanda e Chipre.

Recessão e desemprego em massa

Invariavelmente esses ajustes significam recessão econômica, desemprego em massa, cortes dramáticos dos gastos públicos, com demissões de funcionários, e degradação dos serviços públicos, destacadamente em saúde e educação, redução de direitos sociais, retrocesso e sofrimento para os povos.

Também na Europa os governos neoliberais garantiram que esta era a receita para sair da crise, mas o que se seguiu de fato foi o aprofundamento da recessão, uma situação que o economista Bradford DeLong, que foi vice-secretário assistente do Tesouro dos EUA, caracterizou como Grande Depressão.

No Brasil, que já vivenciou coisa parecida na sequência da crise da dívida externa, os efeitos de um novo ajuste fiscal não seriam diferentes. É preciso compreender que se tais ajustes não servem aos interesses da maioria da sociedade e, além disto, obstruem o desenvolvimento nacional, por outro lado eles favorecem os rentistas, parasitas da dívida pública, assegurando-lhes a valorização do capital. Por isto, e só por isto, são defendidos com tanta ênfase pelos economistas e pela mídia a soldo do sistema.

Estado mínimo

Mas não é só com o ajuste fiscal que Marina procura agradar sua nova santidade, o mercado financeiro (que agora parece estar curtindo um relacionamento sério com os evangélicos. O pastor Everaldo, que não tem a mínima chance de se eleger, quer entregar tudo aos grandes capitalistas, inclusive as últimas joias da coroa: Petrobras, BB e CEF).

A candidata do PSB promete independência para o Banco Central, medida de caráter neoliberal que sempre foi condenada pelas forças de esquerda no Brasil e que deixa a autoridade monetária totalmente nas mãos do mercado financeiro. Promete também reduzir o papel e a participação do Estado e dos bancos públicos na economia, ampliando consequentemente o espaço da iniciativa privada.

Contradições e demagogia

Marina lança uma vela a Deus e outra ao demônio ao levantar algumas bandeiras progressistas dos movimentos sociais - como o fim do fator previdenciário e a vinculação de 10% da Receita Corrente Bruta da União ao financiamento da saúde.

Mas aqui adentramos o terreno das contradições e da demagogia. Sabe-se que propostas como o fim do fim do fator previdenciário, 10% da receita da União para a saúde, mais verbas para os municípios, entre outras, não combinam com o ajuste fiscal prometido ao sistema financeiro.

A conta simplesmente não fecha, conforme observou o jornalista José Paulo Kupfer. "Fica a impressão de que, se papel aceita tudo, papel com programas eleitorais aceitam ainda mais. Diante da austeridade fiscal proposta, nem mesmo um crescimento em escala chinesa desde o início de seu governo permitiria fechar a conta".

Economistas de esquerda e lideranças dos movimentos sociais entendem que para contemplar as demandas da classe trabalhadora e do povo será preciso mudar a atual política econômica baseada no tripé neoliberal (câmbio flutuante, superávit fiscal e juros altos) e não aprofundá-la como promete Marina para deleite do sistema financeiro.

A mudança da política econômica defendida pelos movimentos sociais (fim do superávit fiscal primário, controle do câmbio, redução da taxa de juros e taxação das remessas de lucros) impõe limites, senão prejuízos, a banqueiros, rentistas e multinacionais, ou seja, contraria interesses de classe e justamente os poderosos interesses que Marina promete satisfazer. O programa da presidenciável pelo PSB vai em sentido diametralmente oposto aos interesses do povo brasileiro. É música para os ouvidos da oligarquia financeira nacional e internacional. Perguntar não ofende: será que o presidente do Partido Socialista Brasileiro, Roberto Amaral, concorda com a política econômica neoliberal proposta por Marina?

*Jornalista, membro da equipe da Presidência da CTB

Pochmann: proposta de Marina e Aécio para BC prejudica democracia - Portal Vermelho



Pochmann: proposta de Marina e Aécio para BC prejudica democracia - Portal Vermelho
Em entrevista à rádio Brasil Atual, o economista Marcio Pochmann, afirma que a autonomia do Banco Central, proposta pelos presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB), é prejudicial à democracia brasileira, pois considera fundamental que a população possa influenciar diretamente nas ações de controle do sistema financeiro.

Para o economista, bancos lucraram mais no governo FHC, por isso querem a volta de Armínio Fraga “É difícil imaginar que um país que conceda na lei uma autonomia ao Banco Central. Isso a meu ver compromete ainda mais a democracia porque o povo trabalhador sempre tem poucas oportunidades de manifestar sua opinião”, avaliou ele, destacando que o momento eleitoral é uma demonstração de opinião, de consciência do povo. “O núcleo estratégico de um governo passa a ser autônomo, sem ter voto, sem ter participação popular. Isso, obviamente, dá uma oportunidade adicional para ser um núcleo que termina contaminado pelos interesses econômicos predominantes no país”, completou.

Como um aceno ao sistema financeiro, os candidatos Aécio e Marina defendem em campanha a independência do Banco Central em relação ao Estado, mas completamente sob o domínio do sistema financeiro. E garantem que fariam isso por meio de lei.

O guru econômico de Aécio, Armínio Fraga, não esconde o jogo. Em entrevistas ele afirma que tal medida deixaria a entidade de controle do sistema financeiro a salvo de pressões e oscilações políticas. Também a coordenadora-geral de campanha de Marina, Neca Setúbal, herdeira do Banco Itaú, defende a proposta de tornar o BC mais alinhado a instituições financeiras.

“É fundamental que a população continue tendo participação, o poder de tirar e colocar pessoas, porque é para isso que serve a democracia, é para isso que a política é constituída: para servir à população, e não o contrário”, adverte Pochmann.

A candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) defende o contrário. Para a presidenta é fundamental que exista poder do governo de influenciar nas escolhas de diretores e em temas como câmbio e taxa de juros, ainda que exista autonomia operacional.

Bancos contra Dilma

A insatisfação do sistema financeiro se deve ao fato do governo Dilma ter reduzido a taxa de juros a 7,25% ao ano, nível mais baixo da história. Depois disso, as taxas voltaram a subir, até o patamar atual, de 11%, mas segundo Pochmann, as instituições não perdoaram ter a margem de lucro reduzida pela remuneração que o governo dá ao setor financeiro.

“A posição diametralmente oposta à do governo, expressa por uma parte dos bancos, é de que embora estejam ganhando muito, estão ganhando menos”, avalia. Ele apresenta o cálculo de que, em 2002, ao final do governo de Fernando Henrique Cardoso, o governo entregava ao setor financeiro o equivalente a 14,2% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto no ano passado repassou 5,7% do PIB.

Pochmann vai mais fundo e afirma que a questão dos juros é um dos motivos da euforia do mercado ao anúncio do Aécio de que Fraga seria o seu ministro da Fazenda, caso fosse eleito. Ele lembra que o patamar da taxa de juros chegou a 45% na gestão de Armínio Fraga à frente do Banco Central, encerrada com uma Selic de 22% ao ano. “Os bancos não tiveram perdas, mas deixaram de ganhar uma parte, e essa parte que deixaram de ganhar foi direcionada para políticas públicas, política de investimento público, transferência de renda, salário mínimo”, finalizou Pochmann.

Fonte: Rede Brasil Atual

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Sindicato de Chico Mendes expõe contradições de Marina Silva - Brasil 247

Blog do Esmael - Um texto que circula pelas redes sociais desde ontem (27), data da sua publicação, chama a atenção por expor contradições da candidata à presidência, Marina Silva, em relação a sua origem ambientalista no Acre. O texto é assinado pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Xapuri (Acre), José Alves e pelo assessor jurídico, Waldemir Soares. Chico Mendes foi um dos fundadores desse sindicato em 1975. Ele foi assassinado em 1988 por fazendeiros contrários a sua luta pelos direitos dos trabalhadores extrativistas da floresta.
Como o sindicato não possui página na internet, o Blog do Esmael entrou em contato por telefone com a entidade e em conversa com o presidente José Alves foi verificada a autenticidade do texto que reproduzimos a seguir:
Diante da declaração da candidata à Presidência da República para as próximas eleições, Marina Silva, onde esta coloca o companheiro Chico Mendes junto a representantes da elite nacional, o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Xapuri (Acre), legítimo representante do legado classista do companheiro Chico, vem a público manifestar-se nos seguintes termos:
Primeiramente, o companheiro Chico foi um sindicalista e não ambientalista, isso o coloca num ponto específico da luta de classes que compreendia a união dos Povos Tradicionais (Extrativistas, Indígenas, Ribeirinhos) contra a expansão pecuária e madeireira e a consequente devastação da Floresta. Essa visão distorcida do Chico Mendes Ambientalista foi levada para o Brasil e a outros países como forma de desqualificar e descaracterizar a classe trabalhadora do campo e fortalecer a temática capitalista ambiental que surgia.
Em segundo, os trabalhadores rurais da base territorial do Sindicato de Xapuri (Acre), não concordam com a atual política ambiental em curso no Brasil idealizada pela candidata Marina Silva enquanto Ministra do Meio Ambiente, refém de um modelo santuarista e de grandes Ong's internacionais. Essa política prejudica a manutenção da cultura tradicional de manejo da floresta e a subsistência, e favorece empresários que, devido ao alto grau de burocratização, conseguem legalmente devastar, enquanto os habitantes das florestas cometem crimes ambientais.
Terceiro, os candidatos que compareceram ao debate estão claramente vinculados com o agronegócio e pouco preocupados com a Reforma Agrária e Conflitos Fundiários que se espalham pelo Brasil, tanto isso é verdade, que o assunto foi tratado de forma superficial. Até o momento, segundo dados da CPT, 23 lideranças camponesas foram assassinadas somente neste ano de 2014. Como também não adentraram na temática do genocídio dos povos indígenas em situação alarmante e de repercussão internacional.
Por fim, os pontos elencados, são os legados do companheiro Chico Mendes: Reforma Agrária que garanta a cultura e produção dos Trabalhadores Tradicionais e a União dos Povos da Floresta.
Xapuri, 27 de agosto de 2014
José Alves – Presidente
Waldemir Soares – Assessor Jurídico

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Sarau da Olga - Com Olgamir 65180 - No Balaio (201 Norte)quarta, 27/08 às 19h00




Venha bater um papo descontraído sobre direitos das mulheres, LGBT, luta antirracista, educação e cultura com Olgamir, primeira Secretária de Estado da Mulher do DF, Professora da UNB e candidata à Deputada Distrital, pelo PCdoB.

Contaremos com a presença especialíssima da Poetiza Marina Mara, com Varal de Poemas da Luíza e da Bia e um Caldinho delícia pra afastar o frio.

#VocêNãoPodePerder #Vem #SaraudaOlga

sábado, 23 de agosto de 2014

Marina abre o jogo e se afirma como candidata neoliberal - Portal Vermelho



Marina abre o jogo e se afirma como candidata neoliberal - Portal Vermelho
Em sua primeira entrevista depois da oficialização de sua candidatura à Presidência da República, nesta quarta-feira (20), em substituição ao candidato Eduardo Campos (PSB), Marina Silva (Rede Sustentabilidade) fez jus à empolgação do sistema financeiro e da direita neoliberal, mostrando a metamorfose de seu ideário político que se adapta aos interesses antinacionais.

Agência Brasil Candidata do PSB-Rede-PPS prometeu "vantangens competitivas" ao agronegócio. Durante toda a entrevista, a candidata repetiu a cartilha de medidas estabelecidas pelos economistas do sistema financeiro, inclusive para o agronegócio. Marina, que antes fazia críticas ferrenhas ao modo de produção do setor, afirma agora que este será também um “polo da sua campanha”.

Distante do combate ao latifúndio e seus laços com o capital estrangeiro, Marina revelou a sua real bandeira quando assume o compromisso com o setor de “avançar nas vantagens comparativas que temos, transformando-as em vantagens competitivas”. Questionada se faria mudanças no novo Código Florestal, contra o qual se posicionou na época da votação no Congresso, Marina agora defende a sua “implementação”.

Aliás, a aproximação com o agronegócio, tão criticado por Marina e a sua Rede de Sustentabilidade, é nítida com a escolha de seu vice, o deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS) que tem trânsito entre as empresas do setor, que são os principais doadores de sua campanha.

Copiar base econômica de FHC

Marina reafirmou o compromisso com o receituário econômico de ajustes com o sistema de metas de inflação, câmbio flutuante e autonomia do Banco Central, fazendo questão de elogiar a política econômica do governo de FHC. Por outro lado, criticou a presidenta Dilma Rousseff dizendo que o governo precisa ter uma “base política que dê credibilidade para os investimentos”.

As afirmações de Marina mostram a quem o seu plano de governo serve e confirmam que a euforia dos especuladores internacionais (além de tucanos) com a sua candidatura não foi à toa. Na terça-feira (19), o banco americano Brown Brothers Harriman (BBH) divulgou “relatório” em que afirma que a eventual eleição de Marina é muita positiva “para os mercados”. Gurus econômicos de Aécio também manifestaram sua alegria com a entrada de Marina na disputa por conta da identidade dos tucanos com sua a política econômica.

Aliás, para acompanhar o coro alarmista, seguindo o exemplo da campanha do tucano Aécio Neves na questão inflacionária, Marina lançou a “ameaça do apagão” dizendo que é uma ameaça existente desde 2002. No entanto, a candidata tratou logo de dizer que irá resolver o problema, mas não é algo “que se faça da noite para o dia”.

Da Redação do Portal Vermelho, Dayane Santos
Com informações de agências

Infográfico mostra que a Transposição do São Francisco avança com Dilma


As transformações da educação superior nos últimos 12 anos no Brasil - Portal Vermelho


As transformações da educação superior nos últimos 12 anos no Brasil - Portal Vermelho
Quando derrubamos a ditadura militar, em meados da década de 1980, apenas 11% dos jovens de 18 a 24 anos estavam na educação superior. Durante a década de 1990, as instituições de educação superior pública passaram por enormes dificuldades, diminuindo inclusive o seu montante.

Por Madalena Guasco Peixoto*, especial para o Vermelho


Manifestação de estudantes contra a política educativa de FHC. 1º de abril de 1998, Rio de Janeiro-RJ. A oferta da educação superior ficou nas mãos do setor privado, principalmente mercantil e lucrativo, que, com a ajuda dos privatistas do governo FHC, ficou durante dez anos sem a mínima regulamentação, liberado para obter lucro em detrimento da qualidade.

A Lei de Diretrizes e Bases (LDB) aprovada em 1996, já sob influência do neoliberalismo, colocou determinações diferentes para a educação pública e a privada, como, por exemplo, a exigência de plano de carreira apenas para os profissionais da educação pública e regras democráticas e participativas apenas nas instituições públicas.

A LDB criou ainda o contrassenso de universidades por área de saber, sem a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. Criou também a possibilidade de cinco tipos de instituições de educação superior: universidades, centros universitários, faculdades isoladas, faculdades integradas e institutos superiores, exigindo ainda que apenas um terço do corpo docente das instituições universitárias tivessem titulação e apenas um terço com contrato de período parcial e integral.

A autonomia universitária, por portaria ministerial, no período FHC, foi estendida aos centros universitários; a avaliação se restringia ao provão e não havia qualquer regulamentação quanto à relação mantenedora/ mantida.

Foram regulamentados vários tipos de cursos de curta duração, com ampla atuação dos representantes do governo para diminuir também as exigências regulatórias das várias graduações e licenciaturas. O ensino a distância proliferava, sem que existisse a mínima regulação.

Todas estas medidas foram tomadas tendo como política o incentivo à proliferação das instituições privadas. O próprio PNE 2000/2010 previa a ampliação de 30% das vagas para o ensino superior, principalmente pela expansão da educação privada.

Logo no início do governo Lula, tendo à frente do Ministério da Educação (MEC) o ministro Tarso Genro, iniciou-se um diálogo com as entidades nacionais de educação para elaborar um projeto de reforma da educação superior. O PL 7.200/2006, construído de forma democrática – mas hoje engavetado no Congresso Nacional –, propunha uma modificação no capítulo de educação superior da LDB.

Destaco desse projeto os seguintes pontos: regulamentação da relação entre mantenedoras e mantidas, com exigências específicas para as mantenedoras (como, por exemplo, não poder ter mais que 30 % de capital internacional); instauração de um conselho para todas as mantenedoras, estabelecendo o perfil dos conselheiros; regras democráticas para as instituições públicas e privadas; fim das universidades sem pesquisa e sem extensão e que não tivessem, pelo menos, quatro cursos de pós-graduação stricto sensu; retirada da autonomia dos centros universitários e exigência de, pelo menos, duas pós-graduações stricto sensu; aumento dos índices de qualificação docente – através do número de docentes titulados, aumentando a proporção de doutores – bem como de contratos de tempo integral.

No primeiro mandato do presidente Lula, foi aprovado o Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior). Muito mais completo do que o anterior, o qual só avaliava os alunos (provão), o sistema representou um avanço na concepção de avaliação, porque envolve todos os elementos da educação superior: curso, alunos (através do Enade), além de avaliação constitucional e autoavaliação.

A lei do Sinaes garante participação democrática no processo de elaboração dos instrumentos, dos critérios de avaliação e no acompanhamento dos seus resultados trienais, criando a Conaes (Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior), constituída por representante de docentes, estudantes, técnicos administrativos, pesquisadores na área da avaliação e representantes das secretarias do MEC e do Inep.

O Sinaes vem sendo colocado em prática e aperfeiçoado desde então e tem trazido certa regulamentação, principalmente da educação superior privada. À medida que estabelece elementos na avaliação que acarretam necessidades de investimento em pessoal e critérios de qualidade que precisam ser observados, o Sinaes gera processos para supervisão e termos de compromisso assinados pelas instituições, podendo levar ao descredenciamento e à proibição de vestibular dos cursos mal-avaliados.

Durante os dois mandatos de Lula, a rede privada continuou crescendo. No entanto, a rede pública de educação superior também aumentou consideravelmente. O Reuni (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais) trouxe um expressivo crescimento não somente das universidades federais, mas também de campi no interior do país. De 2003 a 2010 houve um salto de 45 para 59 universidades federais, o que representa a ampliação de 31%, e de 148 campi para 274 campi/unidade, crescimento de 85%. A interiorização também proporcionou uma expansão no país quando se elevou de 114 para 272 o número de municípios atendidos por universidades federais, um crescimento de 102%.

Através das universidades federais, a Universidade Aberta do Brasil oferece cursos superiores a distância, principalmente de licenciatura.

Mesmo assim, o índice de inclusão de jovens de 18 a 24 anos no ensino superior é muito baixo no Brasil. E em 2012, quase três décadas após a derrubada da ditadura e depois de toda a expansão privatista da década de 1990 e da expansão da educação pública realizada durante as duas gestões de Lula, incluímos ainda cerca de apenas 15% dos jovens nessa faixa etária.

Fez parte da campanha de Lula a criação de programas de inclusão na educação superior.

Logo no início de seu mandato, entrou em tramitação o ProUni. Inicialmente com bolsa integral em qualquer curso nas instituições filantrópicas, o projeto foi alterado para um programa que oferece a possibilidade de bolsas integrais e parciais em qualquer curso, tanto em instituições filantrópicas como com fins lucrativos, sendo destinado a pessoas de baixa renda que estudaram em escola pública e realizaram o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

O Enem passou a ser utilizado para o ingresso na educação superior pública, o que democratizou o acesso a essas instituições através do Sisu (Sistema de Seleção Unificada), contribuindo também para terminar com as vagas ociosas até então existentes.

A política de cotas também passou a ser implementada em várias instituições durante as gestões de Lula, o que fortaleceu a participação dos movimentos sociais, em particular o movimento negro.

Têm enorme importância essas políticas de inclusão para a educação superior brasileira, assim como é inegável a relevância do ProUni para a democratização do acesso, em que pese, contraditoriamente, ter contribuído também para o aumento da margem de lucro das instituições empresariais que passaram a ter isenção dos impostos.

O mesmo acontece com o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), que foi ampliado e facilitado, garantindo a milhares de pessoas a possibilidade de frequentar um curso superior. Todavia, para a rede privada mercantil, o Fies representa inadimplência próxima a zero e, portanto, contribui para tornar o negócio da educação atrativo.

Não foi ao acaso que, a partir de 2005, grupos internacionais de capital aberto passaram a adquirir instituições de educação superior no Brasil, atraídos pelos incentivos e pelo baixo risco do “negócio”.

A gestão Dilma Rousseff continuou desenvolvendo o ProUni e o Fies, mas, buscando melhorar a capacidade de regulação e supervisão da educação superior privada, criou no MEC uma Secretaria de Regulação. Por iniciativa do Executivo, está tramitando no Congresso Nacional um projeto de lei que busca criar uma autarquia – o Insaes (Instituto Nacional de Supervisão e Avaliação da Educação Superior) – cujo objetivo é fortalecer a avaliação, a regulação e a supervisão desse nível de ensino, aumentando a capacidade de atuação do Estado no sistema.

No início de sua gestão, após o término da 1ª Conferência Nacional de Educação, foi instituído o Fórum Nacional de Educação, órgão amplo e democrático cuja finalidade é acompanhar a tramitação das políticas públicas em educação, em particular a tramitação do PNE, e posterior implementação de suas metas.

Durante a gestão Dilma, foi aprovado o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego), que amplia o acesso à educação profissional e tecnológica. Faz parte do Pronatec a ampliação e o fortalecimento da educação tecnológica pública, embora também represente um aporte enorme de recursos públicos para o setor privado. O programa envolve o chamado Sistema S, que conseguiu, durante a tramitação do projeto, retirar as principais regulamentações quanto à exigência da contratação de professores/as e a prévia aprovação dos projetos pedagógicos dos cursos.

Atualmente, Dilma ampliou ainda mais o programa, abrindo-o para instituições que oferecem cursos profissionalizantes e também para instituições de educação superior. A ampliação ocorre por pressão do empresariado de educação e não garante formação de qualidade ou tampouco está ligada a projetos de desenvolvimento local. Todavia, o mérito do Pronatec é propiciar a ampliação das vagas públicas de educação profissional e técnica e o atendimento desse tipo de formação aos estudantes do ensino médio público, abrindo a possibilidade de, em convênio com o Ministério da Educação, as secretarias estaduais oferecerem em suas redes educação profissionalizante que de fato auxilie o desenvolvimento local e seja de qualidade.

Foi criado ainda o programa Ciência Sem Fronteiras, que oferece a oportunidade aos jovens de estudarem graduação e pós-graduação em instituições estrangeiras, visando formar quadros e pesquisadores, principalmente em áreas de ponta.

No governo Dilma também tem sido feito um esforço por parte do MEC para a indução de criação de novos cursos de engenharia e de medicina e licenciatura em áreas de exatas, que passaram a ser oferecidos também nos institutos federais.

Diante desse quadro, é nítida a preocupação com a educação superior e técnico-profissionalizante como instrumento de desenvolvimento estratégico do Brasil, algo que havia sido banido durante o período neoliberal. Também são evidentes os esforços para expandir o acesso ao setor, fazendo jus à máxima constitucional de que a educação é um direito de todos.

Ainda assim, é preciso lutar para eliminar o pensamento mercantilista em torno da educação, que tenta transformá-la em mercadoria, fortalecendo a educação pública, gratuita e de qualidade e garantindo a regulamentação da educação privada, com as mesmas exigências legais aplicadas à educação pública.

*Madalena Guasco Peixoto é professora titular da PUC –SP

Emocione-se - Flávio Dino: Carta aos Maranhenses - 1º Programa eleitoral

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

As Cartas Testamento e de Despedida - Getúlio Vargas - 24 de agosto de 1954/2014 - 60 anos de sua morte



Para quem duvida das conspirações da imprensa golpista e dos interesses do imperialismo, para quem se ilude com a defesa da ética feita por hipócritas sabidamente ligados às forças do capital, para quem duvida do imperialismo, sugiro a leitura dos dois documentos históricos a seguir, a Carta Testamento e a Carta Despedida de um dos pais da nacionalidade, construtor do Brasil, que liderou um ciclo de desenvolvimento e direitos sociais e trabalhistas que vigem até hoje, Getúlio Dorneles Vargas.


No 60º Aniversário de sua morte, outra vez, as forças do imperialismo, do capital financeiro, da imprensa golpista e apátrida, usando-se de todo tipo de expediente, de toda vilania, intentam impedir outro ciclo de desenvolvimento, inclusão social e de luta pela nossa soberania.

Não passarão. A resposta do povo será dada outra vez, a quarta, com a reeleição da Presidenta Dilma. Página memorável na História de nossa Pátria, em que uma mulher encarna as maiores esperanças da nacionalidade, e tem sobre os ombros a responsabilidade, a capacidade e a chance de fazer o Brasil avançar definitivamente para o encontro com sua própria História e seu destino de justiça e independência. Dilma é a única candidata que pode continuar os sonhos de quem luta pela independência e a justiça social, a única candidata em defesa do Brasil.

Paulo Vinícius Silva 






Carta-Testamento
Getúlio Vargas
 
Mais uma vez, as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se novamente e se desencadeiam sobre mim.

Não me acusam, me insultam; não me combatem, caluniam e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes. Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive que renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo. A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a Justiça da revisão do salário-mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar a liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre. Não querem que o povo seja independente.

Assumi o Governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se o nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia a ponto de sermos obrigados a ceder.

Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo, renunciando a mim mesmo, para defender o povo que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar a não ser meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida. Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no meu pensamento a força para a reação. Meu sacrifício nos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com o perdão. E aos que pensam que me derrotaram respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém. Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue terá o preço do seu resgate.

Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia, não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história.



Carta-Despedida
Getúlio Vargas

Deixo à sanha dos meus inimigos o legado da minha morte.

Levo o pesar de não haver podido fazer, por este bom e generoso povo brasileiro e principalmente pelos mais necessitados, todo o bem que pretendia.

A mentira, a calúnia, as mais torpes invencionices foram geradas pela malignidade de rancorosos e gratuitos inimigos numa publicidade dirigida, sistemática e escandalosa.

Acrescente-se a fraqueza de amigos que não me defenderam nas posições que ocupavam, a felonia de hipócritas e traidores a quem beneficiei com honras e mercês e a insensibilidade moral de sicários que entreguei à Justiça, contribuindo todos para criar um falso ambiente na opinião pública do país contra a minha pessoa.



Se a simples renúncia ao posto a que fui elevado pelo sufrágio do povo me permitisse viver esquecido e tranqüilo no chão da Pátria, de bom grado renunciaria. Mas tal renúncia daria apenas ensejo para, com mais fúria, perseguirem-me e humilharem. Querem destruir-me a qualquer preço. Tornei-me perigoso aos poderosos do dia e às castas privilegiadas. Velho e cansado, preferi ir prestar contas ao Senhor, não de crimes que não cometi, mas de poderosos interesses que contrariei, ora porque se opunham aos próprios interesses nacionais, ora porque exploravam, impiedosamente, aos pobres e aos humildes.

Só Deus sabe das minhas amarguras e sofrimentos. Que o sangue de um inocente sirva para aplacar a ira dos fariseus.

Agradeço aos que de perto ou de longe trouxeram-me o conforto de sua amizade.

A resposta do povo virá mais tarde...

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

DILMA NA TV: 2º PROGRAMA, 21 DE AGOSTO DE 2014 - Muda Mais - http://www.dilma.com.br/

DILMA NA TV: 2º PROGRAMA, 21 DE AGOSTO DE 2014 http://www.dilma.com.br/campanha/dilma-na-tv-segundo-programa-21-de-agosto-de-2014-216




terça-feira, 19 de agosto de 2014

1º Programa de TV da Dilma (19/08): emoção, propostas, verdades que não saem no Jornal Nacional - Compartilhe!

Uma imagem mostra evolução da inflação de 94 a 2013 (descontrole era com FHC) - Muda mais


Campanha de Dilma apresenta informações para debate político  - Portal Vermelho



Campanha de Dilma apresenta informações para debate político - Portal Vermelho
A presidenta Dilma Rousseff já deu o tom da disputa eleitoral em 2014: “A verdade vai vencer o pessimismo. O que vence o pessimismo é a verdade de fato, e isso nós estamos mostrando e falando”. E para que a verdade chegue a todos a Campanha Dilma Rousseff indica alguns caminhos na internet que podem ajudar a enriquecer o debate político, acrescentando informações às discussões.

Diferentes caminhos apresentam informações de fontes confiáveis. No portal da Campanha Dilma Rousseff encontram-se as principais propostas, dados de seu governo, gráficos para compartilhamento, além de links para acompanhamento ao vivo das agendas da candidata.

Voltado à publicação de conteúdo jornalístico – textos, fotos, vídeos, áudios e documentos –, o site Sala de Imprensa traz o passo a passo da candidata Dilma Rousseff. O site acompanha o cotidiano da candidata e suas atividades eleitorais, além de trazer dados e balanços das ações do governo Dilma.

Site apoiador, o Muda Mais tem um tom mais leve e jovial, mas não menos sério e relevante, no tratamento das informações. O site oferece material relevante, como gráficos e resumos informativos, de fácil compartilhamento em redes sociais. Outra parte importante de sua atuação está em desmentir dados equivocados massificados pela mídia.

Redes sociais

Nas redes sociais também há boas fontes de informação e material pronto para compartilhamento. Os caminhos para as páginas do Facebook são espelhos dos sites da campanha, e têm como referência principal os perfis de Dilma Rousseff . E também há perfis vinculados a sites apoiadores, como o do PT e o Muda Mais

Os perfis também estão presentes no Twitter. A presidenta Dilma Rousseff publica informações sobre sua agenda, atividades da campanha, informações sobre programas e ações do Governo Federal e mensagens presidenciais. Também é possível acompanhar a campanha de Dilma Rousseff pelo Google Plus.

Multimídia

A internet também está recheada de material multimídia sobre a campanha de Dilma, nos formatos de imagens, áudio e vídeo, com reportagens e entrevistas. A rotina de Dilma Rousseff, tanto nas atividades da Presidência quanto nas atividades de campanha, tem farto material disponível no perfil da presidenta e na Sala de Imprensa da campanha.

Os materiais em vídeo estão publicados em canais do Youtube. No perfil da campanha de Dilma Rousseff (https://www.youtube.com/dilma13presidenta) podem ser encontrados entrevistas, coberturas de eventos, agendas de campanha e vídeos para compartilhamento. Já a página do Muda Mais apresenta vídeos de apoiadores, material de divulgação e animação com dados, tudo também disponível para compartilhamento.

Quem tem interesse em arquivos de áudio, para uso ou compartilhamento, pode também acessar o material produzido na Sala de Imprensa da Campanha de Dilma Rousseff (https://soundcloud.com/sala-de-imprensa-dilma13), onde encontram-se entrevistas, matérias sobre a cobertura da campanha e com dados sobre o desempenho do governo da presidenta Dilma. Outra fonte de áudios para informação e compartilhamento é o Muda Mais, que apresenta entrevistas, discursos e áudios de apoiadores de Dilma Rousseff.

Da Redação em Brasília
Com informações da Assessoria da Candidata

Israel reinicia agressão contra Faixa de Gaza - Portal Vermelho



Israel reinicia agressão contra Faixa de Gaza - Portal Vermelho
O regime de Israel reiniciou o ataque contra a sitiada Faixa de Gaza na manhã desta terça-feira (19). Segundo meios palestinos, o regime de Telavive lançou um ataque contra 10 localidades no enclave.



Blindados de fabricação americana reiniciaram genocídio na Faixa de Gaza


Aviões israelenses bombardearam áreas de cultivo em Beduina (norte) e outras duas partes do bairro de Zeitoun e no leste de Khan Iunis. Barcos israelenses também dispararam contra a costa de Gaza.

Segundo fontes palestinas, duas crianças palestinas do bairro de Rafah foram feridas nos ataques, que também tiveram a participação de blindados por terra.

A nova agressão começou depois que o premiê Benjamin Netanyahu ordenou o exército a atacar o enclave, após ter conhecimento de relatórios feitos por fontes israelenses de que três foguetes teriam sido lançados contra territórios ocupados.

Em seguida, Netanyahu ordenou a saída de forma unilateral da delegação israelita que mantinha uma conversação indireta com palestinos na cidade do Cairo, no Egito, sobre uma extensão da trégua acertada há dez dias.

Em resposta, o porta-voz do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) da Palestina, Sami Abu Zuhri, repudiou as alegações sobre os disparos de foguetes caseiros a partir de Gaza e assegurou que tais afirmações "não têm base sólida".

"Não tenho nenhuma informação sobre lançamento de foguetes a partir de Gaza. Os ataque israelenses têm como finalidade sabotar as negociações aqui na cidade do Cairo", agregou o porta-voz.

Horas antes, na mesma jornada, o porta-voz do Hamas havia informado que o regime israelense estava criando obstáculos nas negociações e estava levando as conversas para o que chamou de "beco sem saída".

Há 43 dias o regime de Telavive deu início à mais uma agressão contra a Faixa de Gaza, que resultou no assassinato de 2016 palestinos, dentre eles 516 crianças. Além destes assassinatos, 10.195 pessoas foram feridas, dentre elas 3.084 menores de idade.

Com informações da HispanTV.

Sob vaias, candidato Alckmin visita obras do metrô em São Paulo - Portal Vermelho



Sob vaias, candidato tucano visita obras do metrô em São Paulo - Portal Vermelho
Durante uma vistoria às obras da estação de metro da Barra Funda, na zona oeste da capital paulista, nesta terça-feira (19), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) foi vaiado pelo público presente. Além das vaias, os transeuntes gritaram frases como "Eu estou com sede" e "Está faltando água", em referência à crise de abastecimento hídrico no estado.




Geraldo Alckmin esteve na estação Palmeiras-Barra Funda de metrô. Foto: Renata de Oliveira Silva / vc repórter/Portal Terra O candidato tucano à reeleição também recebeu xingamentos e críticas ao seu governo. Reclamações como "Diminui o preço da tarifa" e "Melhora a saúde e o metrô" também foram dirigidas a Alckmin.

O candidato do PSDB esteve na Estação Palmeiras Barra-Funda para anunciar o “Cartão Bom”, que foi anunciado em 2011, mas começará a ser usado no dia 30 de agosto, segundo ele. Em relação à expansão do metrô e CPTM, o candidato tucano afirmou que entregará, ainda neste ano, quatro estações que estão com as obras bastante atrasadas.

“Vamos entregar duas estações se não em agosto em setembro. Uma é a Vila Prudente e a outra e a Oratório (ambas do monotrilho). Vamos entregar a estação Fradique Coutinho e em seguida Oscar Freire (ambas de bairros nobres da cidade). Alckmin preferiu não prometer mais quilômetros de metrô e trens, mas disse que o transporte sobre trilhos está em plena expansão.

Ao ser questionado sobre as vaias, o governador disse não ter se ofendido. "Primeiro, queria destacar aqui que hoje foi o recorde de selfies, de fotografias".

Uma passageira que estava perto do tucano tentou conversar com ele sobre a falta de água em sua casa. Segundo ela, já existe racionamento onde vive. Alckmin, no entanto, não parou para conversar com a jovem.

Com agências


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