sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Entidades e poder público repudiam assassinato de sindicalista no MA - Portal Vermelho

Entidades e poder público repudiam assassinato de sindicalista no MA - Portal Vermelho:

Entidades de trabalhadores e trabalhadoras rurais e do movimento de mulheres divulgaram nesta quinta-feira (5) notas de repúdio ao assassinato, com sinais de crueldade, da sindicalista Francisca das Chagas Silva. As secretarias de Direitos Humanos e da Mulher do Maranhão, estado onde aconteceu o crime, e a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) também divulgaram nota. 




Contag
  
O crime causou revolta nas entidades que, sem exceção, classificaram como “brutal” e “covarde”. O corpo de Francisca, que era dirigente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do Maranhão (STTR), foi abandonado nu, em um manguezal, com sinais de estupro e perfurações. Ela tinha 34 anos e era moradora do povoado quilombola Joaquim Maria, localizado na zona rural maranhense
“Crimes dessa natureza devem ser incluídos no rol das modalidades penais do feminicídio, pois o crime que, demonstradamente, resultou na morte brutal de Francisca decorreu de sua condição de ser mulher, negra e militante da luta por uma vida mais digna para milhares de trabalhadores e trabalhadoras da agricultura, do campo e das florestas”, ressaltou texto da União Brasileira de Mulheres (UBM).
Em nota conjunta, a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura relembraram que Francisca esteve na Marcha das Margaridas em agosto de 2015 em Brasília com o tema “Desenvolvimento Sustentável com Democracia, Justiça, Autonomia, Igualdade e Liberdade”.
“Vale ressaltar que pra chegar à Marcha, Francisca participou ativamente do Grupo de Estudo Sindical (GES Mulher), e de outras ações organizadas pelo Movimento Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR)”, disse a nota, que reivindica ao poder público e ao judiciário brasileiro “uma solução mais rápida para esse e  outros crimes que vêm ceifando covardemente a vida das mulheres, e que permanecem impunes”.
A SPM se solidarizou com a família de Francisca e reiterou que “não medirá esforços para que esse assassinato seja devidamente apurado e os autores responsabilizados”.
No Maranhão o governo acionou o sistema de Segurança Pública para acompanhar as investigações. “O crime é mais um lamentável fato a confirmar que a violência contra mulheres ainda golpeia em maior número mulheres negras e pobres”, concluiu a nota assinada pelos secretários do Maranhão Francisco Gonçalves da Conceição, dos Direitos Humanos e Participação Popular, e Laurinda Maria de Carvalho Pinto, secretária de Estado da Mulher.
Estatística seletiva
As mulheres negras são as principais vítimas de mortes violentas no Brasil, apresentando na maioria desses casos requintes de crueldade, diz o Mapa da violência, citado na nota da UBM. Entre os anos de 2003 e 2013, a morte destas mulheres aumentou 54,2%.
“A herança socioeconômica que moldou nossos padrões culturais e valorativos relegou às negras a condição de cidadãs de segunda classe: sustentam sozinhas 51,1% das famílias chefiadas por mulheres; recebem apenas 51% da remuneração recebida pelas brancas e a renda familiar em 69% dos casos é inferior ao salário mínimo, como demonstram os dados disponíveis no estudo Dossiê Mulheres Negras, de 2013”, informou a UBM.

A nota da entidade conclui que “Francisca foi vítima do racismo, do ódio às mulheres, do machismo patriarcal e da luta de classes que travamos em nosso país.”









Do Portal Vermelho com informações da UBM, Contag e Secretarias da Mulher e de Direitos Humanos do Maranhão e Secretaria Especial de Políticas para Mulheres do governo federal

Luiz Carlos Bresser Pereira: O cerco a Lula - Portal Vermelho

Luiz Carlos Bresser Pereira: O cerco a Lula - Portal Vermelho:

Em comentário publicado em sua página no Facebook, o economista Luiz Carlos Bresser Pereira, fundador do PSDB, ex-ministro da Fazenda dos governos de José Sarney e Fernando Henrique Cardoso critica a perseguição da mídia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 




 Carlos Bresser Pereira é economista, fundador do PSDB, ex-ministro da Fazenda dos governos de José Sarney e Fernando Henrique Cardoso Carlos Bresser Pereira é economista, fundador do PSDB, ex-ministro da Fazenda dos governos de José Sarney e Fernando Henrique Cardoso
Leia a íntegra:

"Há meses que eu ouço frases como: “Quando vão chegar no Lula?”, ou então, “Quando vão pegá-lo?”. Porque, afinal, este é o objetivo maior do establishment brasileiro: atingir o maior líder popular do Brasil desde Getúlio Vargas. Não porque ele seja desonesto, mas porque ele se manteve de esquerda, porque se manteve fiel à sua classe de origem não obstante o clássico processo de cooptação de que foi objeto. Pois bem, o establishment chegou ao Lula. Não para incriminá-lo, mas para tentar desmoralizá-lo.

As duas manchetes de primeira página dos dois principais jornais de São Paulo de hoje são significativas. Na Folha leio que “Lula é investigado por suposta venda de MPs”. Não há nada contra o ex-presidente na Operação Zelotes, a não ser a desconfiança de um delegado irresponsável. O que há nessa operação é o envolvimento de grandes empresas e de seus dirigentes em um escândalo de grandes proporções de pagamento de propinas para obterem MPs favoráveis.

No Estado, por sua vez, a manchete é “Compra de sítio foi lavrada no escritório de compadre de Lula”. Neste caso – o do uso por Lula e sua família de um sítio no qual construtoras se juntaram para realizar obras sem que houvesse pagamento – o caso é mais objetivo. Lula aceitou um presente que não deveria ter aceito.

As contribuições de empresas a campanhas eleitorais (que até a decisão do Supremo eram legais) são afinal presentes. Mas é impressionante como empresas dão ou tentam dar presentes mesmo a políticos – presentes dos quais elas não esperam nada determinado em troca; fazem parte de suas relações públicas. Eu sempre me lembro de como tentaram reformar a piscina da casa do Ministro da Fazenda em Brasília quando ocupei esse cargo em 1987. Minha mulher os pôs para correr. Era o que devia ter feito Lula, que havia acabado de sair do governo. Não o fez, e isto foi um erro político. A reforma não aumentava seu patrimônio, apenas lhe proporcionava mais conforto. Ele não trocou o reforma do sítio por favores às duas construtoras. Não há nada sobre isto na investigação sobre o sítio.

O Estado brasileiro está revelando capacidade de se defender – de defender o patrimônio público – ao levar adiante as operações Lava Jato e Zelotes. Dirigentes de empresas, lobistas e políticos envolvidos estão sendo devidamente incriminados e processados.

A instituição da delação premiada revelou-se um bom instrumento de moralização. Mas está havendo abusos. Houve e estão havendo abusos na divulgação de delações sem provas, houve abuso em prisões cautelares ou provisórias quando não havia razão para elas. E não é razoável o que se está fazendo com Lula. Só um clima de intolerância e de ódio pode explicar o cerco de que está sendo vítima.

Luiz Carlos Bresser Pereira"



Fonte: Facebook

Luiz Carlos Bresser Pereira: O cerco a Lula - Portal Vermelho

Luiz Carlos Bresser Pereira: O cerco a Lula - Portal Vermelho:

Em comentário publicado em sua página no Facebook, o economista Luiz Carlos Bresser Pereira, fundador do PSDB, ex-ministro da Fazenda dos governos de José Sarney e Fernando Henrique Cardoso critica a perseguição da mídia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 




 Carlos Bresser Pereira é economista, fundador do PSDB, ex-ministro da Fazenda dos governos de José Sarney e Fernando Henrique Cardoso Carlos Bresser Pereira é economista, fundador do PSDB, ex-ministro da Fazenda dos governos de José Sarney e Fernando Henrique Cardoso
Leia a íntegra:

"Há meses que eu ouço frases como: “Quando vão chegar no Lula?”, ou então, “Quando vão pegá-lo?”. Porque, afinal, este é o objetivo maior do establishment brasileiro: atingir o maior líder popular do Brasil desde Getúlio Vargas. Não porque ele seja desonesto, mas porque ele se manteve de esquerda, porque se manteve fiel à sua classe de origem não obstante o clássico processo de cooptação de que foi objeto. Pois bem, o establishment chegou ao Lula. Não para incriminá-lo, mas para tentar desmoralizá-lo.

As duas manchetes de primeira página dos dois principais jornais de São Paulo de hoje são significativas. Na Folha leio que “Lula é investigado por suposta venda de MPs”. Não há nada contra o ex-presidente na Operação Zelotes, a não ser a desconfiança de um delegado irresponsável. O que há nessa operação é o envolvimento de grandes empresas e de seus dirigentes em um escândalo de grandes proporções de pagamento de propinas para obterem MPs favoráveis.

No Estado, por sua vez, a manchete é “Compra de sítio foi lavrada no escritório de compadre de Lula”. Neste caso – o do uso por Lula e sua família de um sítio no qual construtoras se juntaram para realizar obras sem que houvesse pagamento – o caso é mais objetivo. Lula aceitou um presente que não deveria ter aceito.

As contribuições de empresas a campanhas eleitorais (que até a decisão do Supremo eram legais) são afinal presentes. Mas é impressionante como empresas dão ou tentam dar presentes mesmo a políticos – presentes dos quais elas não esperam nada determinado em troca; fazem parte de suas relações públicas. Eu sempre me lembro de como tentaram reformar a piscina da casa do Ministro da Fazenda em Brasília quando ocupei esse cargo em 1987. Minha mulher os pôs para correr. Era o que devia ter feito Lula, que havia acabado de sair do governo. Não o fez, e isto foi um erro político. A reforma não aumentava seu patrimônio, apenas lhe proporcionava mais conforto. Ele não trocou o reforma do sítio por favores às duas construtoras. Não há nada sobre isto na investigação sobre o sítio.

O Estado brasileiro está revelando capacidade de se defender – de defender o patrimônio público – ao levar adiante as operações Lava Jato e Zelotes. Dirigentes de empresas, lobistas e políticos envolvidos estão sendo devidamente incriminados e processados.

A instituição da delação premiada revelou-se um bom instrumento de moralização. Mas está havendo abusos. Houve e estão havendo abusos na divulgação de delações sem provas, houve abuso em prisões cautelares ou provisórias quando não havia razão para elas. E não é razoável o que se está fazendo com Lula. Só um clima de intolerância e de ódio pode explicar o cerco de que está sendo vítima.

Luiz Carlos Bresser Pereira"



Fonte: Facebook

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Participo da Chapa 2 - Sindicato para Tod@s e peço seu apoio para a eleição dos Bancári@as de Brasília!

 
Amigos e amigas da categoria bancária, estou na Chapa 2 - a Chapa Sindicato para Tod@as para o Sindicato dos Bancários de Brasília, e peço o apoio e o voto de cada um e cada uma.

Sou candidato ao Sindicato dos Bancários de Brasília na Chapa 2 Sindicato para Tod@s e peço seu apoio e voto!
Essa aliança é para lutar pela categoria e reúne CUT, CTB, Bancários em Luta, delegados(as) sindicais, brizolistas, prestistas e Independentes e muitas mulheres que tem se destacado na luta sindical. Uma chapa ampla e combativa, e a ÚNICA chapa com bancários de bancos privados! Essa grande união representa a Frente Brasil Popular em Brasília!
Diante da ofensiva reacionária do capital financeiro precisamos é de união e abertura para fazer avançar e renovar a luta sindical! O povo unido vencerá a terceirização, o adoecimento da categoria, denunciará a ganância dos banqueiros e defenderá os bancos públicos e o emprego da categoria. Será uma gestão de confronto com as práticas antissindicais nos bancos privados e públicos!
Vamos pra cima dos banqueiros que exploram o país e causam a ruína do povo e as doenças físicas e psicológicas na categoria! Vamos lutar para que Brasília fortaleça seu protagonismo na luta, construindo grandes mobilizações! Vamos RENOVAR o movimento sindical com UNIDADE E LUTA!
Vote em 8, 9 e 10 de março na Chapa 2 - Sindicato Para Tod@s
www.bancariovota2.com.br
(Curta e compartilhe, mostre seu apoio e incentivo!)

Dados oficiais desmentem ataques da revista Época contra Lula - Portal Vermelho

Dados oficiais desmentem ataques da revista Época contra Lula - Portal Vermelho:

O Instituto Lula divulgou nota que aponta mais uma vez que a grande mídia usa critérios seletivos e de ilações quando se trata do ex-presidente Lula. Segundo o instituto, os dados apresentados na última segunda-feira (1º) pela revista Época, mostrando o número de vezes em que os funcionários cedidos pela Presidência da República a ex-presidentes, só confirma as declarações do Instituto de que Lula e Dona Marisa frequentam o sítio de amigos da família em seus momentos de lazer.




Instituto Lula
Instituto Lula divulgou nota apontando que, apesar dos dados oficiais confirmarem o que Lula disse, a imprensa mantém factoideInstituto Lula divulgou nota apontando que, apesar dos dados oficiais confirmarem o que Lula disse, a imprensa mantém factoide
“Além disso, a mesma base de dados usada por Época, que está disponível a todos os brasileiros no Portal da Transparência, criado pelo governo Lula e reforçado pela Lei de Acesso à Informação promulgada pela presidenta Dilma Rousseff em 2011, mostra que não há diárias de seguranças do ex-presidente no Guarujá entre 1º de janeiro de 2012 e 11 de janeiro de 2016”, enfatizou a nota.

E acrescenta: “Ou seja, o ex-presidente jamais frequentou o apartamento do Edifício Solaris, tendo estado apenas uma vez no prédio e sequer dormiu no Guarujá”.

Na semana passada, o instituto apresentou vários documentos em nota intitulada “Os documentos do Guarujá: desmontando a farsa”, que reafirmava as declarações do ex-presidente sobre o imóvel. “Isso não parece ser notícia para a revista Época, para o Jornal Nacional ou para os demais veículos da imprensa brasileira”, concluiu a nota do Instituto Lula.



Do Portal Vermelho, com informações do Instituto Lula

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

PCdoB prega união ampla contra o golpe e pela retomada do crescimento - Portal Vermelho





PCdoB prega união ampla contra o golpe e pela retomada do crescimento - Portal Vermelho:
A Comissão Política Nacional (CPN) do PCdoB esteve reunida nesta segunda-feira (1º), em Brasília, para analisar a conjuntura e tomar posição em face de um quadro em que a oposição neoliberal insiste em manter a ameaça golpista. Para os comunistas é hora de unir os mais amplos setores para lutar contra a tentativa de golpe e fortalecer a luta pela retomada do crescimento nacional.



Divulgação PCdoB defende ampla mobilização democrática contra o golpe



A direção nacional do PCdoB emitiu, ao final da reunião, uma resolução na qual destaca que o ano de 2016 já se inicia marcado pelo confronto entre os setores que lutam em defesa do Estado Democrático de Direito e para que a economia volte a crescer e gerar empregos contra “uma oposição inconsequente que atua para manter a instabilidade política e assim forçar o prolongamento da crise”. Diante desse cenário o PCdoB destaca positivo o anúncio, pelo governo Dilma, de um crédito de R$ 83 bilhões direcionados ao fortalecimento das empresas com recursos para agricultura e para exportações. O partido também ressaltou a retomada das reuniões do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o Conselhão, instrumento capaz de viabilizar um “amplo diálogo que tem por objetivo impulsionar uma nova agenda de compromisso com o desenvolvimento”.

Ainda em relação à retomada do crescimento, enumera uma série de medidas necessárias, dentre elas a redução da taxa de juros, a estabilidade da taxa de câmbio e ações em favor da geração do emprego e valorização do trabalho. O PCdoB considera necessário o reequilíbrio fiscal, mas “enfatiza que a conta desse reequilíbrio não pode ser direcionada aos trabalhadores e ao povo”, se mostra disposto a contribuir para entendimento em torno da criação da CPMF e defende uma “Reforma Tributária progressiva para que se reverta a lógica vigente que lança sobre os trabalhadores a maior carga dos impostos, poupando o topo da pirâmide”. Sobre a reforma da previdência, embora considere necessário o debate, o partido não a considera urgente.

O PCdoB alerta para a ameaça de golpe ainda vigente, mesmo depois das derrotadas sofridas pelos golpistas. Ainda que debilitada, a bandeira do impeachment ainda é empunhada pela oposição e tramita no TSE uma ação contra a presidenta Dilma Rousseff e o vice, Michel Temer. Isto, somado à Operação Lava Jato e o conluio com grande parte da mídia hegemônica, tem ainda potencial para gerar a instabilidade política desejada pelos golpistas. É para barrar essa tentativa que os comunistas defendem uma ampla mobilização democrática tanto no plano institucional como nas ruas. Por fim a resolução destaca a grande importância da batalha eleitoral de 2016 e a necessidade do envolvimento da militância na disputa que precisa ser encarada como “grande desafio para a afirmação do papel e identidade própria do PCdoB, ampliar e fortalecer a ocupação de seu lugar político, disputar ativamente novas filiações e a renovação na representação política da esquerda brasileira”.

Leia a íntegra da resolução:




Unir amplos setores da Nação contra o golpe e pela retomada do crescimento

2016 se inicia marcado pelo confronto entre um Brasil que luta em defesa do Estado Democrático de Direito e que batalha para que a economia volte a crescer e gerar empregos contra uma oposição inconsequente que atua para manter a instabilidade política e assim forçar o prolongamento da crise. Conduta tática que a direita neoliberal adotou para tentar reaver a qualquer preço o governo da República.

Nesse cenário em que vencer a recessão é o grande desafio nacional, o PCdoB avalia como positivo o pacote de estímulo ao crédito, anunciado pelo governo Dilma, na ordem de R$ 83 bilhões, direcionados ao fortalecimento das empresas, aportando recursos à agricultura e respaldando as exportações. O pacote visa, também, a incentivar a construção civil, as concessões no setor de infraestrutura e o programa Minha Casa, Minha Vida. A iniciativa é relevante e deve ser encorajada, sobretudo agora quando a crise do capitalismo dá sinais de que pode se agravar, afetando ainda mais a economia global, em particular, a dos países emergentes.

Amplia-se a tomada de posição em prol de um novo ciclo de crescimento

Além desse aporte ao crédito, destaca-se a reabertura dos trabalhos do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o “Conselhão”, realizada no último dia 28 de janeiro, do qual fazem parte empresários, lideranças dos trabalhadores e do movimento social, personalidades da sociedade civil, além de ministros do governo. Na oportunidade, a presidenta Dilma Rousseff desencadeou um amplo diálogo que tem por objetivo impulsionar uma nova agenda de compromisso com o desenvolvimento.

Embora a grande mídia tenha procurado desqualificar essas duas iniciativas, é patente uma tomada de posição de lideranças dos empresários e dos trabalhadores de que é imperativo o compromisso de amplos setores da nação e de instituições da República, como o Congresso Nacional, em torno de uma pauta que leve à retomada do crescimento. Esta convergência que ora se inicia confronta a política do “quanto pior melhor”, levada a cabo por setores da oposição neoliberal.

Quando se afloram reflexões sobre caminhos para o país superar a crise, o PCdoB destaca algumas questões que considera cruciais: reduzir progressivamente a taxa básica de juros, pelo que considera positiva a última decisão do Copom de não tê-la aumentado; assegurar a estabilidade de uma taxa de câmbio competitiva que alavanque sobretudo as exportações da indústria; destravar os investimentos públicos e privados na infraestrutura e logística e no sistema energético; aprovar a Medida Provisória que regulamenta os acordos de leniência para preservar as empresas de engenharia nacional, sem o prejuízo da punição aos corruptos e corruptores; fortalecer e recompor financeiramente a Petrobras, preservando seu patrimônio; adotar programas e medidas para a geração de empregos e garantir a continuidade das políticas de valorização do trabalho e de distribuição de renda. Neste caso, foi importante a manutenção da política de reajuste do salário mínimo, extensivo aos aposentados e, também, a elevação do piso salarial dos professores.

O reequilíbrio fiscal é uma necessidade objetiva em tempos de queda da produção e da receita. Por isto, o PCdoB se apresenta pró-ativo para ajudar a construir na sociedade e no Congresso Nacional o entendimento de que é preciso, nas circunstâncias atuais, recriar a CPMF. Mas o Partido enfatiza que a conta desse reequilíbrio não pode ser direcionada aos trabalhadores e ao povo – os que mais pagam impostos e mais perdem com a crise. Desse modo, os comunistas reiteram que é preciso aumentar a receita, elevando os impostos sobre os grandes patrimônios, rendas e fortunas, combatendo a sonegação fiscal e elevando a taxação sobre o capital financeiro para além do aumento, já aprovado, de 15% para 20%. Impõe-se, portanto, a realização da Reforma Tributária progressiva para que se reverta a lógica vigente que lança sobre os trabalhadores a maior carga dos impostos, poupando o topo da pirâmide.

Em relação à reforma da Previdência – embora considere uma questão que precisa ser examinada, sempre no sentido de se assegurar os direitos adquiridos e preservar esse benefício às futuras gerações – o Partido considera inadequado pautá-la com status de urgência, justamente nesta hora em que o governo precisa unir forças contra o golpismo e pela retomada do crescimento. Essa reforma deve ser debatida e amadurecida no fórum quadripartite sob a diretriz de que a previdência social é um patrimônio dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil cuja sustentabilidade tem relação direta, entre outros fatores, com o crescimento econômico e o nível de emprego formal.

Conquistar a estabilidade política e a normalidade institucional

O golpismo da oposição neoliberal permanece “ativo e operante” mesmo depois das derrotas que lhe foram impostas pelas forças democráticas e populares.

Entre elas se destacam as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que, ao julgar recursos do PCdoB, barrou o rito da tramitação do pedido de impeachment deferido por Eduardo Cunha em conluio com o PSDB de Aécio Neves. Essa decisão do STF se deu envolta numa reação de amplos setores democráticos em defesa do Estado Democrático de Direito. Outra derrota importante sofrida pelos golpistas aconteceu nas ruas. O povo, em 16 dezembro, ocupou as avenidas embandeirado contra o golpe e em defesa da democracia, dos direitos dos trabalhadores e com o brado certeiro de “Fora Cunha”. Essas manifestações organizadas pela Frente Brasil Popular, Frente Povo sem Medo e outras articulações precisam prosseguir, buscando volume e representatividade crescentes.

Mesmo diante das derrotas, a escalada golpista prossegue seja com o processo de impeachment, seja com o julgamento da ação do PSDB no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pede a impugnação dos mandatos da presidenta Dilma Rousseff e do vice Michel Temer.

É cada vez mais escancarado o conluio da grande mídia e de setores do aparato policial e jurídico do Estado que, utilizando o necessário combate à corrupção, intentam criminalizar o PT e a esquerda, e vazam documentos e informações seletivamente para grandes veículos de comunicação que promovem a condenação e o linchamento da reputação dos investigados.

É o que se explicita na alardeada “caçada” que a Operação Lava Jato e um promotor do Ministério Público de São Paulo realizam contra o ex-presidente Lula e sua família. A grande mídia vocifera ter chegado a “hora de Lula” e despeja na opinião pública mentiras, distorções e manipulação de fatos assacando contra a honra de uma das mais respeitadas lideranças da história de nossa República. A defesa do ex-presidente Lula, com provas documentais e sólidos argumentos, tem desmascarado as infâmias. O fato é que a oposição neoliberal teme a possibilidade de uma candidatura de Lula em 2018. O Partido se solidariza com o ex-presidente Lula e exorta o campo político e democrático e progressista a se levantar contra essa torpe campanha de difamação.

O descalabro jurídico, que tem acentuados elementos de Estado de Exceção, provocou a reação de mais de uma centena de renomados integrantes da comunidade jurídica do país. Advogados e juristas alertam para o fato de que a perigosa associação de massacres midiáticos com a sistemática violação da presunção da inocência, do direito de defesa, do vazamento seletivo de informações e o desvirtuamento do uso da prisão provisória, recorrentes na Operação Lava Jato, se constituem “uma ameaça ao Estado Democrático de Direito”.

O PCdoB destaca e valoriza o alerta desse chamamento de advogados e juristas brasileiros em defesa dos direitos e das garantias fundamentais assegurados pela Constituição Federal, e reafirma que o combate à corrupção pode e deve se realizar com eficácia sem ferir os fundamentos da democracia.

Esta análise indica que permanece atual a centralidade da tática do Partido de combate ao golpismo e defesa da democracia – o que exige amplitude, mobilização de amplas forças democráticas, construção, consolidação de uma maioria nas duas Casas do Congresso Nacional, combinadas com a luta, que assume grande importância neste momento, pela retomada do crescimento econômico e geração de empregos – base para mobilização e unidade permanente das forças do povo.

Eleições municipais exigirão dedicação máxima do PCdoB

Finalmente, se agiganta, neste contexto, a relevância das eleições municipais de outubro, que irão refletir, sobretudo nos centros urbanos, a disputa política e ideológica derivada da crise. As eleições precisam ser encaradas como grande desafio para a afirmação do papel e identidade própria do PCdoB, ampliar e fortalecer a ocupação de seu lugar político, disputar ativamente novas filiações e a renovação na representação política da esquerda brasileira. O eixo geral das alianças se dará na base de sustentação do governo – e com grande flexibilidade para priorizar de fato resultados próprios – sempre sujeitas ao referendo dos Comitês Estaduais e, nos municípios prioritários do projeto nacional, à supervisão do Comitê Central.

O conjunto do Partido, e sobretudo suas direções, todos são chamados a tomar nas mãos as tarefas para que a legenda comunista conquiste suas metas e saia fortalecida desse grande embate.

Para isso, é necessário viabilizar candidaturas majoritárias no maior número possível de municípios e compor chapas próprias às Câmaras Municipais, sobretudo nas capitais e maiores cidades – o que exige esforço concentrado para filiar lideranças. O fortalecimento e ampliação das bases militantes do Partido, a elaboração das ideias e propostas dos (as) nossos (as) candidatos (as) para o desenvolvimento harmônico das cidades e a melhoria da qualidade de vida do povo são questões relevantes. Ganham especial importância o planejamento e as ações para financiar as campanhas eleitorais que, ante a vitória obtida com a proibição do financiamento empresarial, exigirão ainda mais o apoio do coletivo militante, dos nossos eleitores e apoiadores.

Brasília, 1º de fevereiro de 2016

A Comissão Política Nacional do Partido Comunista do Brasil – PCdoB

PCdoB prega união ampla contra o golpe e pela retomada do crescimento - Portal Vermelho





PCdoB prega união ampla contra o golpe e pela retomada do crescimento - Portal Vermelho:
A Comissão Política Nacional (CPN) do PCdoB esteve reunida nesta segunda-feira (1º), em Brasília, para analisar a conjuntura e tomar posição em face de um quadro em que a oposição neoliberal insiste em manter a ameaça golpista. Para os comunistas é hora de unir os mais amplos setores para lutar contra a tentativa de golpe e fortalecer a luta pela retomada do crescimento nacional.



Divulgação PCdoB defende ampla mobilização democrática contra o golpe



A direção nacional do PCdoB emitiu, ao final da reunião, uma resolução na qual destaca que o ano de 2016 já se inicia marcado pelo confronto entre os setores que lutam em defesa do Estado Democrático de Direito e para que a economia volte a crescer e gerar empregos contra “uma oposição inconsequente que atua para manter a instabilidade política e assim forçar o prolongamento da crise”. Diante desse cenário o PCdoB destaca positivo o anúncio, pelo governo Dilma, de um crédito de R$ 83 bilhões direcionados ao fortalecimento das empresas com recursos para agricultura e para exportações. O partido também ressaltou a retomada das reuniões do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o Conselhão, instrumento capaz de viabilizar um “amplo diálogo que tem por objetivo impulsionar uma nova agenda de compromisso com o desenvolvimento”.

Ainda em relação à retomada do crescimento, enumera uma série de medidas necessárias, dentre elas a redução da taxa de juros, a estabilidade da taxa de câmbio e ações em favor da geração do emprego e valorização do trabalho. O PCdoB considera necessário o reequilíbrio fiscal, mas “enfatiza que a conta desse reequilíbrio não pode ser direcionada aos trabalhadores e ao povo”, se mostra disposto a contribuir para entendimento em torno da criação da CPMF e defende uma “Reforma Tributária progressiva para que se reverta a lógica vigente que lança sobre os trabalhadores a maior carga dos impostos, poupando o topo da pirâmide”. Sobre a reforma da previdência, embora considere necessário o debate, o partido não a considera urgente.

O PCdoB alerta para a ameaça de golpe ainda vigente, mesmo depois das derrotadas sofridas pelos golpistas. Ainda que debilitada, a bandeira do impeachment ainda é empunhada pela oposição e tramita no TSE uma ação contra a presidenta Dilma Rousseff e o vice, Michel Temer. Isto, somado à Operação Lava Jato e o conluio com grande parte da mídia hegemônica, tem ainda potencial para gerar a instabilidade política desejada pelos golpistas. É para barrar essa tentativa que os comunistas defendem uma ampla mobilização democrática tanto no plano institucional como nas ruas. Por fim a resolução destaca a grande importância da batalha eleitoral de 2016 e a necessidade do envolvimento da militância na disputa que precisa ser encarada como “grande desafio para a afirmação do papel e identidade própria do PCdoB, ampliar e fortalecer a ocupação de seu lugar político, disputar ativamente novas filiações e a renovação na representação política da esquerda brasileira”.

Leia a íntegra da resolução:




Unir amplos setores da Nação contra o golpe e pela retomada do crescimento

2016 se inicia marcado pelo confronto entre um Brasil que luta em defesa do Estado Democrático de Direito e que batalha para que a economia volte a crescer e gerar empregos contra uma oposição inconsequente que atua para manter a instabilidade política e assim forçar o prolongamento da crise. Conduta tática que a direita neoliberal adotou para tentar reaver a qualquer preço o governo da República.

Nesse cenário em que vencer a recessão é o grande desafio nacional, o PCdoB avalia como positivo o pacote de estímulo ao crédito, anunciado pelo governo Dilma, na ordem de R$ 83 bilhões, direcionados ao fortalecimento das empresas, aportando recursos à agricultura e respaldando as exportações. O pacote visa, também, a incentivar a construção civil, as concessões no setor de infraestrutura e o programa Minha Casa, Minha Vida. A iniciativa é relevante e deve ser encorajada, sobretudo agora quando a crise do capitalismo dá sinais de que pode se agravar, afetando ainda mais a economia global, em particular, a dos países emergentes.

Amplia-se a tomada de posição em prol de um novo ciclo de crescimento

Além desse aporte ao crédito, destaca-se a reabertura dos trabalhos do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o “Conselhão”, realizada no último dia 28 de janeiro, do qual fazem parte empresários, lideranças dos trabalhadores e do movimento social, personalidades da sociedade civil, além de ministros do governo. Na oportunidade, a presidenta Dilma Rousseff desencadeou um amplo diálogo que tem por objetivo impulsionar uma nova agenda de compromisso com o desenvolvimento.

Embora a grande mídia tenha procurado desqualificar essas duas iniciativas, é patente uma tomada de posição de lideranças dos empresários e dos trabalhadores de que é imperativo o compromisso de amplos setores da nação e de instituições da República, como o Congresso Nacional, em torno de uma pauta que leve à retomada do crescimento. Esta convergência que ora se inicia confronta a política do “quanto pior melhor”, levada a cabo por setores da oposição neoliberal.

Quando se afloram reflexões sobre caminhos para o país superar a crise, o PCdoB destaca algumas questões que considera cruciais: reduzir progressivamente a taxa básica de juros, pelo que considera positiva a última decisão do Copom de não tê-la aumentado; assegurar a estabilidade de uma taxa de câmbio competitiva que alavanque sobretudo as exportações da indústria; destravar os investimentos públicos e privados na infraestrutura e logística e no sistema energético; aprovar a Medida Provisória que regulamenta os acordos de leniência para preservar as empresas de engenharia nacional, sem o prejuízo da punição aos corruptos e corruptores; fortalecer e recompor financeiramente a Petrobras, preservando seu patrimônio; adotar programas e medidas para a geração de empregos e garantir a continuidade das políticas de valorização do trabalho e de distribuição de renda. Neste caso, foi importante a manutenção da política de reajuste do salário mínimo, extensivo aos aposentados e, também, a elevação do piso salarial dos professores.

O reequilíbrio fiscal é uma necessidade objetiva em tempos de queda da produção e da receita. Por isto, o PCdoB se apresenta pró-ativo para ajudar a construir na sociedade e no Congresso Nacional o entendimento de que é preciso, nas circunstâncias atuais, recriar a CPMF. Mas o Partido enfatiza que a conta desse reequilíbrio não pode ser direcionada aos trabalhadores e ao povo – os que mais pagam impostos e mais perdem com a crise. Desse modo, os comunistas reiteram que é preciso aumentar a receita, elevando os impostos sobre os grandes patrimônios, rendas e fortunas, combatendo a sonegação fiscal e elevando a taxação sobre o capital financeiro para além do aumento, já aprovado, de 15% para 20%. Impõe-se, portanto, a realização da Reforma Tributária progressiva para que se reverta a lógica vigente que lança sobre os trabalhadores a maior carga dos impostos, poupando o topo da pirâmide.

Em relação à reforma da Previdência – embora considere uma questão que precisa ser examinada, sempre no sentido de se assegurar os direitos adquiridos e preservar esse benefício às futuras gerações – o Partido considera inadequado pautá-la com status de urgência, justamente nesta hora em que o governo precisa unir forças contra o golpismo e pela retomada do crescimento. Essa reforma deve ser debatida e amadurecida no fórum quadripartite sob a diretriz de que a previdência social é um patrimônio dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil cuja sustentabilidade tem relação direta, entre outros fatores, com o crescimento econômico e o nível de emprego formal.

Conquistar a estabilidade política e a normalidade institucional

O golpismo da oposição neoliberal permanece “ativo e operante” mesmo depois das derrotas que lhe foram impostas pelas forças democráticas e populares.

Entre elas se destacam as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que, ao julgar recursos do PCdoB, barrou o rito da tramitação do pedido de impeachment deferido por Eduardo Cunha em conluio com o PSDB de Aécio Neves. Essa decisão do STF se deu envolta numa reação de amplos setores democráticos em defesa do Estado Democrático de Direito. Outra derrota importante sofrida pelos golpistas aconteceu nas ruas. O povo, em 16 dezembro, ocupou as avenidas embandeirado contra o golpe e em defesa da democracia, dos direitos dos trabalhadores e com o brado certeiro de “Fora Cunha”. Essas manifestações organizadas pela Frente Brasil Popular, Frente Povo sem Medo e outras articulações precisam prosseguir, buscando volume e representatividade crescentes.

Mesmo diante das derrotas, a escalada golpista prossegue seja com o processo de impeachment, seja com o julgamento da ação do PSDB no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pede a impugnação dos mandatos da presidenta Dilma Rousseff e do vice Michel Temer.

É cada vez mais escancarado o conluio da grande mídia e de setores do aparato policial e jurídico do Estado que, utilizando o necessário combate à corrupção, intentam criminalizar o PT e a esquerda, e vazam documentos e informações seletivamente para grandes veículos de comunicação que promovem a condenação e o linchamento da reputação dos investigados.

É o que se explicita na alardeada “caçada” que a Operação Lava Jato e um promotor do Ministério Público de São Paulo realizam contra o ex-presidente Lula e sua família. A grande mídia vocifera ter chegado a “hora de Lula” e despeja na opinião pública mentiras, distorções e manipulação de fatos assacando contra a honra de uma das mais respeitadas lideranças da história de nossa República. A defesa do ex-presidente Lula, com provas documentais e sólidos argumentos, tem desmascarado as infâmias. O fato é que a oposição neoliberal teme a possibilidade de uma candidatura de Lula em 2018. O Partido se solidariza com o ex-presidente Lula e exorta o campo político e democrático e progressista a se levantar contra essa torpe campanha de difamação.

O descalabro jurídico, que tem acentuados elementos de Estado de Exceção, provocou a reação de mais de uma centena de renomados integrantes da comunidade jurídica do país. Advogados e juristas alertam para o fato de que a perigosa associação de massacres midiáticos com a sistemática violação da presunção da inocência, do direito de defesa, do vazamento seletivo de informações e o desvirtuamento do uso da prisão provisória, recorrentes na Operação Lava Jato, se constituem “uma ameaça ao Estado Democrático de Direito”.

O PCdoB destaca e valoriza o alerta desse chamamento de advogados e juristas brasileiros em defesa dos direitos e das garantias fundamentais assegurados pela Constituição Federal, e reafirma que o combate à corrupção pode e deve se realizar com eficácia sem ferir os fundamentos da democracia.

Esta análise indica que permanece atual a centralidade da tática do Partido de combate ao golpismo e defesa da democracia – o que exige amplitude, mobilização de amplas forças democráticas, construção, consolidação de uma maioria nas duas Casas do Congresso Nacional, combinadas com a luta, que assume grande importância neste momento, pela retomada do crescimento econômico e geração de empregos – base para mobilização e unidade permanente das forças do povo.

Eleições municipais exigirão dedicação máxima do PCdoB

Finalmente, se agiganta, neste contexto, a relevância das eleições municipais de outubro, que irão refletir, sobretudo nos centros urbanos, a disputa política e ideológica derivada da crise. As eleições precisam ser encaradas como grande desafio para a afirmação do papel e identidade própria do PCdoB, ampliar e fortalecer a ocupação de seu lugar político, disputar ativamente novas filiações e a renovação na representação política da esquerda brasileira. O eixo geral das alianças se dará na base de sustentação do governo – e com grande flexibilidade para priorizar de fato resultados próprios – sempre sujeitas ao referendo dos Comitês Estaduais e, nos municípios prioritários do projeto nacional, à supervisão do Comitê Central.

O conjunto do Partido, e sobretudo suas direções, todos são chamados a tomar nas mãos as tarefas para que a legenda comunista conquiste suas metas e saia fortalecida desse grande embate.

Para isso, é necessário viabilizar candidaturas majoritárias no maior número possível de municípios e compor chapas próprias às Câmaras Municipais, sobretudo nas capitais e maiores cidades – o que exige esforço concentrado para filiar lideranças. O fortalecimento e ampliação das bases militantes do Partido, a elaboração das ideias e propostas dos (as) nossos (as) candidatos (as) para o desenvolvimento harmônico das cidades e a melhoria da qualidade de vida do povo são questões relevantes. Ganham especial importância o planejamento e as ações para financiar as campanhas eleitorais que, ante a vitória obtida com a proibição do financiamento empresarial, exigirão ainda mais o apoio do coletivo militante, dos nossos eleitores e apoiadores.

Brasília, 1º de fevereiro de 2016

A Comissão Política Nacional do Partido Comunista do Brasil – PCdoB

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Suíça considera ilegais provas contra Odebrecht e Moro suspende ação - Portal Vermelho

Suíça considera ilegais provas contra Odebrecht e Moro suspende ação - Portal Vermelho:
O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelo processo da Lava Jato em Curitiba, determinou nesta terça-feira (2) a suspensão da tramitação da ação penal na qual ex-executivos da empreiteira Odebrecht são investigados. A decisão veio após a Justiça suíça considerar irregular o envio de provas pelo Ministério Público do país europeu ao Brasil, por violar o direito de defesa.

A decisão de Sérgio Moro valerá até que o Ministério Público brasileiro se manifeste

Apontando o rito de violações cometidas no Brasil, os advogados da empreiteira recorreram à Justiça suíça para impedir que o Ministério Público brasileiro utilizasse os dados financeiros para embasar as investigações da Lava Jato envolvendo a empresa.

Tentando buscar uma brecha para manter o processo, Moro afirmou na sua decisão que, apesar da suspensão, o processo pode continuar porque a Justiça suíça reconhece que ocorreram erros procedimentais no repasse dos documentos, mas não pediu a devolução das provas, fato que impediria a uso dos dados nas investigações no Brasil.

No entanto, os advogados da Odebrecht consideraram a decisão uma vitória parcial para a empresa. De acordo com a Operação Lava Jato, quatro offshores – Smith & Nash, Golac, Sherkson e Havinsur – operavam contas bancárias na Suíça por onde teria passado dinheiro de propina da Odebrecht para os ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa, Renato Duque e o ex-gerente Pedro Barusco.

Em uma das decisões, acolhendo recurso dos advogados da empresa Havinsur, os juízes entenderam que não ouvir nenhum representante da offshore antes da liberar documentos para o Brasil foi um cerceamento do direito de defesa.

Os documentos obtidos com a Suíça embasaram a denúncia da força-tarefa da Lava Jato contra a empreiteira e a decisão do juiz Sérgio Moro sobre a segunda ordem de prisão preventiva contra executivos da Odebrecht – além de Marcelo, estão presos Rogério Araújo e Márcio Faria.

Para a advogada Dora Cavalcanti, que representa a defesa de Márcio Faria, a decisão suíça deve mudar os rumos do processo contra seu cliente e, consequentemente, dos demais ex-executivos da Odebrecht. Com base na decisão, ela já apresentou petição pedindo a anulação de todas as provas vindas da Suíça.




Do Portal Vermelho, com informações de agências

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

O que querem os golpistas pôr no lugar de Dilma? Qual é o programa deles? - Paulo Vinícius Silva

O que querem os golpistas pôr no lugar de Dilma? Qual é o programa deles? Por que estão tão ávidos para tomar o poder a qualquer preço? O problema é que Dilma é obstáculo a interesses muito poderosos. Basta pesquisar um pouco e se entenderá a agenda dos golpistas, o Programa deles:

- Rasgar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), colocando o negociado acima do legislado. Todos os direitos poderiam ser perdidos por qualquer acordo salarial...
- Aprovar a Terceirização Infinita, inclusive da atividade fim, estendendo a precarização a todas as áreas, tornando irreversível a redução radical do pessoal concursado nos Bancos Públicos, substituídos pelas terceirizações no sistema financeiro;
- Acabar com a Política de Valorização do Salário Mínimo que foi proposta pelas centrais sindicais (CUT, CTB, Força, UGT, NCST e CGTB) e que fez o salário mínimo recuperar o poder de compra que só caía -salvo raras exceções - desde 1954, com Getúlio Vargas. O salário mínimo voltaria às mãos dos deputados e senadores (maioria absoluta de empresários e latifundiários e seus prepostos) todo ano para eles decidirem...
- Voltar ao regime regulatório do Petróleo anterior ao Pré-Sal, como nos anos de FHC, cedendo vultosos recursos do Pré-Sal para as multinacionais. Acabar com a exigência de ser a Petrobras a operadora de todo o Pré-Sal e acabar com a exigência da produção local de 30% dos equipamentos para o pré Sal. Isso destruiria a política atual que prevê que 75% da riqueza do Pré-Sal vá para a Educação e 25% para a saúde.
- Implantar um permanente ajuste econômico em favor da ciranda financeira da dívida pública, tornando ainda maior a parcela dos recursos públicos envolvidos no pagamento de juros e amortizações lastreadas na dívida pública e, portanto, na SELIC. Ao mesmo tempo é a taxa que referencia todo o crédito, as nossas dívidas!

Golpismo, e golpismo que tem atores claros: empresários superexploradores, o  sistema financeiro, os entreguistas que aspiram por lucrar com o desmonte das empresas públicas e pela privataria, os entreguistas e os lacaios das multinacionais, o Partido da Imprensa Golpista.

E o imperialismo. Não pense você que a Arábia Saudita baixa petróleo a menos de 30 USD sem o dedo estadunidense. Snowden denunciou a espionagem contra Dilma e a Petrobras no Wikileaks. Por que cometeram crimes de guerra monstruosos contra a população iraquiana, afegã, líbia? Por que estariam eles desinteressados do Brasil, se há pouco - depois de mais de 40 anos, resgataram a Quarta Frota no Atlântico, defronte ao Pré-Sal?


Então, claramente, o dever dos democratas, patriotas e da classe trabalhadora é repudiar e denunciar o golpe neoliberal, antipatriótico, entreguista, inimigo dos trabalhadores e da democracia! E isso significa defender o mandato sagrado conferido pelo voto popular, pela soberania popular, que não pode e não deve e não será maculado pela conspiração dos Senhores da Casa Grande, a Imprensa Golpista, empresários carcarás, fundamentalistas do dinheiro e golpistas que usam da fé dos mais pobres e desesperados e o mercado financeiro, todos aliados aos interesses estadunidenses, contra a Nação Brasileira.

Só o povo unido poderá enfrentá-los, viva a Frente Brasil Popular!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

O diabo e a garrafa. Os riscos da ascensão da antipolítica por Mauro Santayana



A defesa do mandato conferido pelas urnas e da institucionalidade é a proteção da democracia contra o imponderável.

Em pleno processo de impeachment, e de julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), das ações envolvendo a chapa vitoriosa nas últimas eleições, a situação da República tem sido marcada pela espetacularização de um permanente “pega para capar” jurídico-policial, a ascensão da “antipolítica”, o aprofundamento da radicalização e a fascistização do país.

Políticos e empresários têm sido presos – muitos por ilações frágeis ou exagerado rigor cautelar –, enquanto outros homens públicos e bandidos e delatores premiados apanhados com milhões de dólares na Suíça circulam livremente ou estão em prisão domiciliar.

Milhares de brasileiros acreditam piamente que o Brasil é um país quebrado e destruído, quando temos as sextas maiores reservas internacionais do mundo e somos o terceiro maior credor individual externo dos Estados Unidos.

Que um perigoso “bolivarianismo” pretende implementar uma ditadura de esquerda na América Latina, quando, seguindo os ritos democráticos normais, e sob amplo acompanhamento de observadores internacionais, a oposição liberal acaba de ganhar, pelo voto, as eleições na Venezuela e na Argentina.

Que o Brasil é um país comunista quando pagamos juros altíssimos, e somos, historicamente, dominados, na economia e na política, por um dos mais poderosos sistemas financeiros do mundo, pelo agronegócio e o latifúndio, por bancos e empresas multinacionais.

Discutindo na mesa de pôquer da sala de jogos do Titanic, envolvidos por suas disputas, e por uma rápida sucessão de fatos e acontecimentos, que têm cada vez mais dificuldade em digerir e acompanhar, os homens públicos brasileiros ainda não entenderam que a criminalização da política, criada por eles mesmos, como parte de uma encarniçada e deletéria disputa pelo poder, há muito extrapolou o meio político tradicional, espalhando-se, como o diabo que escapa da garrafa, como uma peste pela sociedade brasileira, na forma de uma profunda ojeriza, preconceito e desqualificação do sistema político, e daqueles que disputam e detêm o voto popular.

Se não se convocar a razão e o bom senso, para reagir ao que está acontecendo, e se estabelecer um patamar mínimo de normalidade político-institucional, tudo o que restará será o confronto, o arbítrio e o caos.

Está muito enganado quem acha que o mero impedimento de Dilma Rousseff resolverá a questão.

No final da década de 20, os judeus conservadores comemoravam, da varanda de suas mansões, na Alemanha, o espancamento, nas ruas, de esquerdistas e socialistas, pelos guardas de grupos paramilitares nazistas como as SS e as SA, e se regozijavam, em seu íntimo, por eles os estarem livrando da ameaça bolchevista.

Depois também viram, passivamente – achando que estariam resguardados por suas fortunas –, passar sob suas janelas, as filas de operários e pequenos comerciantes judeus a caminho dos campos de concentração.

Poucas vezes, na história, o efeito bumerangue costuma poupar aqueles que, como aprendizes de feiticeiro, se atrevem a cutucar o que está dentro da caixa de Pandora.

Depois de Dilma e do PT, seria a vez de Temer, e depois de Temer viriam os outros – todos os partidos e lideranças que tenham alguma possibilidade de alcançar o poder, por via normal.

Parafraseando Milton Nascimento, na política brasileira “nada será como antes amanhã”.

O Brasil que se seguirá à batalha sem quartel e sem piedade, levada a cabo pela oposição nos últimos anos e meses tendo como fim a destruição e total aniquilamento do PT – cujas principais vítimas não serão esse partido, mas o Estado de Direito, o presidencialismo de coalizão, a governabilidade e a própria Democracia – não terá a cara do Brasil do PSDB de Serra, de Aécio, ou de FHC, mas, sim, a de Moro e a de Bolsonaro.

A do messianismo, da vaidade, da onipotência e do imponderável, e a do oportunismo e do fascismo – e aqui não nos referimos ao velho fascio italiano – em seu estado mais puro, ensandecido e visceral.


http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2016/01/o-diabo-e-a-garrafa-os-risco-das-ascensao-da-antipolitica-8239.html

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Feliz Natal! - Poema O Filho do Homem - Vinicius de Morais

O FILHO DO HOMEM

Rio de Janeiro , 1954

O mundo parou
A estrela morreu
No fundo da 
Com boi e charrua
Com foice e martelo.

Ao lado do infante
O homem e a mulher
Uma tal Maria
Um José qualquer.

A noite o fez negro
Fogo o avermelhou
A aurora nascente
Todo o amarelou.

O dia o fez branco
Branco como a luz
À falta de um nome
Chamou-se Jesus.

Jesus pequenino
Filho natural
Ergue-te, menino
É triste o Natal.

Natal de 1947
http://www.viniciusdemoraes.com.br/pt-br/poesia/poesias-avulsas/o-filho-do-homem



quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Campo democrático sairá às ruas levando a bandeira da legalidade - Portal Vermelho





Campo democrático sairá às ruas levando a bandeira da legalidade - Portal Vermelho

O campo democrático sairá às ruas nesta quarta-feira (16) para denunciar o pedido de impeachment inconstitucional, o ajuste fiscal e pelo Fora Cunha. Convocada pela Frente Brasil Popular, a mobilização nacional tem como princípio reunir setores progressistas contra a persistência da direita em promover um golpe já em andamento, com intuito de derrubar a presidenta Dilma e ignorando o recado legítimo das urnas, o que provoca um cenário de caos e ingovernabilidade,



A Frente Brasil Popular, criada em setembro em Belo Horizonte e que reúne um vasto campo progressista, entre eles, artistas, intelectuais, políticos, movimentos sociais e a sociedade civil organizada, é a maior organização do campo democrático criada após o impeachment de Collor, em 1992.



Confira abaixo onde será a manifestação em sua cidade:



Região Sul



Rio Grande do Sul – Porto Alegre

Concentração 17h, em frente à Prefeitura



Santa Catarina - Florianópolis

Concentração: 16 horas: Largo da Alfandega



Paraná - Curitiba

Concentração: 18 horas: Praça Santos Andrade



Região Sudeste



São Paulo – São Paulo

Concentração: 17 horas: Masp



Rio de Janeiro – Rio de Janeiro

Concentração: 16 horas: Cinelândia



Minas Gerais – Belo Horizonte

Concentração: 16 horas: Praça Afonso Arinos



Espírito Santo – Vitória

Concentração: 16 horas: Praça Costa Pereira









Região Nordeste



Bahia – Salvador

Concentração: 14 horas: Praça da Piedade



Sergipe – Aracaju

Concentração: 16 horas: Praça Falso Cardoso



Pernambuco – Recife

Concentração: 15 horas: Praça do Derby



Ceará – Fortaleza

Concentração: 16 horas: Praça da Bandeira



Maranhão – São Luís

Concentração: 15 horas: Praça João Lisboa

Percurso: João Lisboa-Rua Grande-Praça Deodoro.



Rio Grande do Norte – Natal

Concentração: 15 horas: Av. Salgado Filho (Em frente à Fiern). Percurso: Passeata até o shopping Midway - Ato Público.



Piauí – Teresina

Concentração: 16 horas: Praça Pedro II



Paraíba – João Pessoa

Concentração: 12 horas: Largo de João Pessoa



Região Norte



Amazonas – Manaus

Concentração: 16 horas: Teatro Amazonas



Amapá – Macapá

Concentração: 9 horas: Praça da Bandeira



Acre – Rio Branco

Debate sobre democracia: 9 horas: Teatro Plácido de Castro



Pará – Belém

Concentração: 9 horas: 14 de Março (Próximo ao Posto de Urgência e Emergência)



Roraima – Boa Vista



Concentração: 15 horas na Praça do Centro Cívico.



Região Centro-Oeste



Goiás – Goiânia

Concentração: 17 horas: Praça Bandeirantes



Mato Grosso – Cuiabá

Concentração: 16 horas: Rua Barão do Rio Branco (Bar do Zé)



Mato Grosso do Sul – Campo Grande

Concentração: 9 horas: Calçadão da Barão



DF – Brasília

Concentração: 15h: Mané Garrincha





Membros da Frente Brasil Popular convocam a população para sair às ruas contra o golpe, confira o vídeo abaixo:









Leia também:

Movimentos sociais convocam população às ruas contra o golpismo





Do Portal Vermelho




Renato Rabelo: em defesa do mandato da Presidenta Dilma e contra a direita golpista


“Nosso papel como ator da história é barrar a marcha liderada pelos setores mais reacionários, enfrentar a chamada mídia conservadora e defender a institucionalidade, o mandato da presidenta Dilma Rousseff. Precisamos estar unidos e firmes para enfrentar essa onda golpista", avisa Renato Rabelo, presidente Nacional do PCdoB, ao convocar toda a militância para cobrir as ruas dia 13 de março em defesa do Brasil.

“PCdoB reafirma sua posição de defesa do mandato da presidenta Dilma Rousseff, da Petrobras, do combate à corrupção e dos direitos até aqui conquistados”, declara o líder comunista.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Dia 16/12 - movimentos sociais chamam povo pra barrar golpe nas ruas!

12 de Dezembro de 2015 - 11h00 

Movimento social convoca população para sair às ruas contra o golpe


“Contra o golpismo e fora Cunha!” essa é a palavra de ordem que vem unificando o movimento social em defesa da Constituição e pela democracia, movimentação essa que denuncia um golpe da direita em curso no país, que pretende tirar o mandado legítimo da presidenta Dilma Rousseff e promove o quadro de ingovernabilidade. 


 

 

No vídeo abaixo, lideranças políticas e sociais, que compõe a Frente Brasil Popular, convocam a população para saír às ruas no próximo dia 16, dia de mobilização nacional contra o impeachment da presidenta, o ajueste fiscal e pelo fora Cunha.

Assista ao vídeo: 




Por Laís Gouveia, do Portal Vermelho 

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Defender Dilma: a defesa da democracia, do Brasil e dos direitos do Povo - Paulo Vinícius Silva

En la lucha de clases todas las armas son buenas - versos, noches, poemas.
Paulo Leminski (sic, pq de memória)

Estamos diante do assalto da Direita neoliberal, dos achacadores, dos abutres do capital financeiro e do Partido da Imprensa Golpista ao poder. Tamanha violência, que um tipo como Cunha se esquiva de ser punido, atacando a democracia e a soberania popular, tudo para depor uma Presidenta honesta.

O locaute, o bloqueio e massacre midiático, a cooptação - vide Temer e sua traição - e até a pusilanimidade de setores da esquerda colaboram para um soturno horizonte que só poderá ser detido com ampla união e mobilização popular.

Nessa quadra é que a vacilação e o oportunismo aparecem e confundem gente bem intencionada, mas desapontada pelos erros do nosso projeto, pela fanfarronice da ultra-esquerda quinta-coluna e pela guerra midiática em curso. É preciso paciência e diálogo com todos para deixar claro o que pode advir e para unir o povo em torno da Frente Brasil Popular e da rede em defesa da legalidade lançada pelo Governador comunista maranhense Flávio Dino, Ciro Gomes e Carlos Lupi, presidente do PDT.

Dilma enfrenta toda essa pressão por que? Dilma - mulher corajosa e honesta - encarna nessa hora decisiva da Nação a firme defesa do legado de 13 anos de mudança e o futuro:
1)  Defender Dilma é defender a democracia conquistada e ampliada. A agenda da direita é clara: estuprar a soberania popular (voto), criminalizar a luta do povo (lei "anti-terror" e o que pode virar) e impedir que o povo possa decidir por um presidente(a) que não seja da direita em 2018;
2) Defender Dilma é defender o Pré-Sal e a PETROBRAS. A direita quer voltar ao regime de concessões de FHC, abrir o Pré-Sal aos gringos com perdas para o Brasil, abrir mão de 30% de conteúdo nacional nos equipamentos, excluir as empreiteiras nacionais e quebrá-las e fatiar e vender a PETROBRAS. O que fariam com o Banco do Brasil, com a Caixa, o BNDES e o Banco Central. Isso é destruir as possibilidades de desenvolvimento do Brasil e da América Latina. A direita é pau-mandada dos EUA e está a serviço do imperialismo.
3) Destruir as conquistas e o bem estar da classe trabalhadora. a) "desindexar"
Salário Mínimo, desvinculá-lo dos benefícios sociais; b) rasgar a CLT com a terceirização sem limites e colocar acordos entre patrões e empregados ACIMA da CLT. Ou seja: fim do aumento do salário mínimo acima da inflação, fim da CLT e dos direitos dos trabalhadores(as).
4) Derrotar os avanços em direitos humanos, conferindo a seitas caça-níqueis da teologia da prosperidade a potestade moral para uma agenda de machismo, homofobia, racismo, intolerância religiosa. Dilma é massacrada simbolicamente todos os dias por ser essa mulher admirável e com ela padecem aqueles e aquelas que vivem os horrores da discriminação e da violência covarde e da pobreza, geração após geração.

É essa mulher que nos separa de um retrocesso intolerável. Democratas, Patriotas, Trabalhadores(as), seres humanos, defendamos essa guerreira, defendamos a Presidenta Dilma, porque sobre seus ombros, nessa hora, repousa a defesa da democracia, do Brasil e das conquistas do povo!

Jean Wyllys faz homenageia protagonismo das mulheres no PCdoB

Jean Wyllys faz homenagem às mulheres públicas do PCdoB 


Em seu perfil nas redes sociais, o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) publicou uma avaliação da atuação das mulheres nos últimos meses. Em sua análise, o deputado destaca o protagonismo das mulheres públicas do PCdoB, a quem presta homenagem, dizendo que “o PCdoB tem o inegável mérito de empoderar suas mulheres. Aliás, antes de a Rede Sustentabilidade se construir, o PCdoB era o único partido presidido por uma mulher, a deputada Luciana Santos, de Pernambuco”. 


A seguir, leia a íntegra do post:

A primavera brasileira foi, em se tratando da cena política, sem dúvida, protagonizada pelas mulheres (representantes de diferentes e até conflitantes expressões do feminismo). Das bem-sucedidas (re) ações nas redes sociais com impactos indiretos na chamada “grande mídia” – a campanha-resposta #meuprimeiroassédio ao machismo mais abjeto que se seguiu à exposição de uma menina num programa de tevê e o movimento #Agoraéquesãoelas para que colunistas e blogueiros de expressão cedessem suas tribunas para que mulheres falassem por e sobre si mesmas – à ocupação das ruas pedindo a saída do corrupto Eduardo Cunha, que pretende, por meio de projeto de lei, retirar direitos sexuais e reprodutivos garantidos desde 1949, passando pelo debate acerca da citação de Simone de Beauvoir no Enem, eram as mulheres que estavam à frente. 

Mesmo no novíssimo movimento estudantil que ocupou as escolas de São Paulo, impedindo que o governo do PSDB as fechassem, as meninas foram relevantes, inclusive na resistência à força bruta e desmedida usada pela Polícia Militar tucana contra a ocupação.

Mas é importante que se diga que esse protagonismo é resultado de um trabalho histórico de mulheres (a maioria se reconhecendo e se apresentando como feministas; outras não) e de homens que vieram antes dessas protagonistas (alguns ainda aqui, na luta) e que deram, ao seu modo e em seu campo de atuação, contribuições para a equidade de gênero.

Nesse sentido, quero fazer uma justa homenagem às mulheres públicas do PCdoB – Partido Comunista do Brasil e ao partido como um todo. Eu estou deputado federal pelo Psol – Partido Socialismo e Liberdade, partido ao qual escolhi me filiar por afinidade ideológica e programática; esta identidade partidária, porém, não me impede de reconhecer méritos e conquistas de e em outros partidos [logo, não façam dessa postagem motivos para especulações maldosas; o Psol é o meu partido!].

Se o Psol tem a primazia e o mérito de abrigar o primeiro deputado federal homossexual assumido, orgulhoso de sua orientação sexual e porta-voz das reivindicações da comunidade LGBT e das pessoas sexo-diversas, articulando claramente essa agenda com outras importantes dos direitos humanos de minorias; se o Psol tem o mérito de ter apresentado o primeiro beijo gay num programa eleitoral, o primeiro candidato a prefeito assumidamente gay, Renan Palmeira II (e também o primeiro candidato a governador, Ailton Lopes, no Ceará) e de hoje ter uma mulher transexual, Samara Braga, como pré-candidata à prefeitura de Alagoinhas, bem como o mérito de contar com um bem-estruturado setorial de mulheres que construiu comigo o projeto de lei que legaliza e regulamenta a interrupção segura da gravidez indesejada, o PCdoB tem o inegável mérito de empoderar suas mulheres. Aliás, antes de a Rede Sustentabilidade se construir, o PCdoB era o único partido presidido por uma mulher, a deputada Luciana Santos, de Pernambuco (o Psol já foi o único partido presidido por uma mulher, Heloísa Helena, que hoje está na Rede Sustentabilidade).

Todas as mulheres públicas do PCdoB são admiráveis e a maioria é minha amiga. Com todas elas, estabeleço excelente diálogo, mesmo não concordando com todas as suas posições no que diz respeito às outras questões políticas – isso é ser democrata! E sinto muita falta de Manuela D'Ávila na Câmara Federal. Não que o Psol não busque empoderar suas mulheres públicas – Luciana Genro é um exemplo – mas ainda faltam mais mulheres entre as figuras públicas do partido.

Apesar dessas diferenças entre os partidos citados (e levando em conta também o tamanho da bancada feminina do PT e o fato de a presidenta da República pertencer a este partido), eles mostram que, em que pese alguma resistência interna, fruto da histórica dominação masculina que forja nossas subjetividades (dos homens, mas também das mulheres), as mulheres sempre gozaram de mais oportunidades entre comunistas e socialistas (não estou querendo dizer, com isso, que não haja espaço para mulheres entre liberais e capitalistas; há, sim, independentemente da qualidade desse espaço).

Se parte da obra de Marx é cega à questão de gênero, por razões óbvias que dizem respeito ao tempo e ao espaço em que ele a produziu, isso não quer dizer que não se possa vislumbrar abertura à questão em outras partes dessa mesma obra nem que os marxistas fecharam os olhos para ela; ao contrário, e a história é clara nesse sentido: os bolchevistas levaram a questão feminina a sério e os protestos em massa que resultaram na queda do czar foram detonados no Dia Internacional da Mulher em 1917. Uma vez no poder, o partido priorizou a igualdade para as mulheres e criou o Secretariado Internacional da Mulher. Este, por sua vez, convocou o Primeiro Congresso Internacional de Mulheres Operárias, para o qual foram delegadas de vinte países e que pressupunha que as metas do socialismo e da liberação feminina estavam intimamente ligadas.

O historiador Robert J.C. Young diz que “até o ressurgimento dos movimentos femininos na década de 1960, é impressionante constatar como apenas os homens das searas socialista ou comunista encaravam a questão da igualdade feminina como intrínseca a outras formas de liberação política”. No início do século 20, os ambientes comunistas e o socialistas eram os únicos em que as questões de gênero e do colonialismo eram debatidas de forma sistemática.

Aliás, esses dados históricos servem também para mostrar que sempre existiram homens que se aliaram ao feminismo sem querer “roubar o protagonismo das mulheres”, essa cantilena repetida hoje à exaustão por certas “feministas” que têm um prazer estranho em desqualificar publicamente os homens que se apresentam como aliados de suas causas, mas curiosamente silenciam em relação aos reais adversários ou inimigos. Aliás, a impressão que eu tenho dessas “feministas” é que desconhecem a história e a solidariedade.

Contudo, se as mulheres encontraram, nas searas comunistas e socialistas, espaço para se expressar, por outro, muitas delas estreitaram sua leitura do mundo, passando a interpretar certas expressões da liberação feminina como “subprodutos do capitalismo opressor”. Ora, em primeiro lugar o patriarcado é anterior ao capitalismo (o que não quer dizer que eles não tenham se aliado nem que o capitalismo não enseje liberdades em nome de novas forças de trabalho e mercados consumidores); em segundo, em que pesem as boas intenções de intelectuais e revolucionários socialistas, em muitos governos ditos “socialistas” as mulheres permaneceram oprimidas ou com menos oportunidades. E, por fim, no caso específico da prostituição feminina (favor não confundir com exploração sexual nem com tráfico de mulheres para esse fim abjeto), este é um exercício de liberdade feminina anterior ao patriarcado e apesar dele – liberdade que muitas mulheres socialistas não engolem e à qual se opõem (algumas com um nível insuportável de desonestidade intelectual e violência verbal) porque suas subjetividades estão igualmente eivadas do moralismo do patriarcado judaico-cristão ao qual se opõem. São as contradições da vida e nossas com as quais temos de lidar!

Bom, mas este post é mesmo uma homenagem às mulheres que fizeram a primavera e que não sairão de cena e às mulheres públicas do PCdoB. Obrigado a todas vocês! Como homem gay vítima da prima-irmã do sexismo, a homofobia, tenho orgulho de ser seu parceiro! 

PSOL vacila na hora da crise. Em nota, chama a ficar em casa

Desculpem a franqueza, mas essa nota do PSOL eh um "apoio moral" e um chamado à militância pra ficar em casa? Nem defesa do governo, nem defesa do Impeachment? Marinaram! 

Ah, História...

A crise e o impeachment – Nota do Diretório Nacional do PSOL

A crise e o impeachment – Nota do Diretório Nacional do PSOL

O Diretório Nacional do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), diante dos últimos acontecimentos que agravam a crise política, considera que:

1- Os efeitos da crise econômica e política, aprofundadas pelas medidas do governo federal, pesam especialmente sobre os trabalhadores e o povo, que sofrem a violência do desemprego e da perda do poder de compra dos salários, enquanto os grandes rentistas e os bancos ampliam seus lucros. Nosso modelo neoliberal periférico se aprofunda com a política de “ajuste” do governo Dilma. Os governos estaduais do PSDB, PMDB, PT e outros agem na mesma direção.

2- Vivemos a mais aguda degradação do nosso sistema político, com o crescente desencanto da população em relação aos parlamentos e aos partidos, quase todos capturados pelas grandes corporações econômicas e corrompidos pelo assalto aos cofres públicos, o eleitoralismo, o clientelismo, a demagogia e a rebaixada disputa por nacos do Orçamento Público.

3- Processo de impeachment, que pode culminar no ato mais extremo da dinâmica política legal – a destituição do governante -, tem previsão constitucional (arts. 85 e 86 da CF). Mas este, decidido por Eduardo Cunha, o ilegítimo presidente da Câmara dos Deputados, construído num ambiente de chantagens mútuas e posições oportunistas de todos os grandes partidos, foi descarada retaliação, no marco de barganha que o deputado pratica permanentemente, dentro do Legislativo e fora dele. Cunha abusa de suas prerrogativas para salvar seu mandato, atingido por denúncias robustas de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, ocultação de bens e outros crimes. As ruas, em especial as mobilizações das mulheres e da juventude, clamam por sua cassação. Ele carece, portanto, de legitimidade, em especial para tomar decisão de tamanho impacto. O PSOL já advoga há tempos o afastamento de Cunha e não reconhece a validade de suas iniciativas.

4- O mérito da denúncia que embasaria o afastamento da presidente da República – as chamadas “pedaladas fiscais” – não tem, a nosso juízo, substância para promover destituição de quem detém mandato eletivo. Governos estaduais de diversos partidos também as praticaram, o que é questionado pelos que se vinculam à concepção neoliberal do ajuste fiscal contra o povo, com supressão de direitos. Para nós, no plano fiscal e orçamentário, é imperativa a auditoria da dívida e o fim do superávit primário.

5- Destituir Dilma, a cujo governo antipopular nos opomos, para colocar em seu lugar Michel Temer (PMDB), significaria aprofundar “uma ponte para o futuro” que é mera continuidade do presente, pavimentada pelos materiais do privatismo puro e duro.

6- Para nós do PSOL, as saídas da crise só virão com ampla mobilização popular em torno de reformas profundas, que instituam um novo modelo econômico, soberano, igualitário e ambientalmente sustentável. Além de um modelo político, livre do financiamento empresarial, que aprofunde a democratização do país, através do qual as maiorias sociais possam se tornar as maiorias políticas, e a transparência republicana, melhor antídoto à corrupção sistêmica. Reforçamos nossa luta frontal contra Cunha e todos os corruptos, e de oposição programática e de esquerda ao governo Dilma. O PSOL não participará de manifestações que tenham como finalidade defesa do governo ou de defesa do impeachment.

Diretório Nacional do PSOL
Brasília, 4 de dezembro de 2015

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Presidenta Dilma em pronunciamento rechaça chantagem e golpismo e defendea dermocracia - Portal Vermelho e Amigos do Presidente Lula

Dilma: “Não existe nenhum ato ilícito praticado por mim”

 


Em pronunciamento em rede nacional, a presidenta Dilma Rousseff falou sobre a abertura do processo de impeachment. “Tenho convicção e absoluta tranquilidade quanto à improcedência desse pedido, bem como quanto o seu justo arquivamento”, declarou. Dilma disse ainda que jamais aceitaria “barganhas” para impedir a abertura do processo.

   “Não paira contra mim nenhuma suspeita de desvio de dinheiro público. Não possuo conta no exterior, nem ocultei do conhecimento público a existência de bens pessoais”, disse a presidenta, numa referência às acusações de que Eduardo Cunha mantém dinheiro desviado da Petrobras em contas na Suíça.

“Nos últimos dias, a imprensa noticiou que haveria interesse na barganha de votos de membros da base governista no Conselho de Ética da Câmara. Em, troca, haveria o arquivamento dos pedidos de impeachment. Eu jamais aceitaria ou concordaria com qualquer tipo de barganha, muito menos aquelas que atentam contra o funcionamento livre das instituições democráticas do meu país, bloqueiam a justiça ou ofendem os princípios morais e éticos que devem governar a vida pública”, disse a presidenta.

A presidenta disse ainda que não “podemos deixar as conveniências e os interesses indefensáveis abalarem a democracia e a estabilidade de nosso país”.
“Devemos ter tranquilidade e confiar nas nossas instituições e no estado democrático de direito”, encerrou.

Confira a íntegra:


Pronunciamento de Dilma

Dirijo uma palavra de esclarecimento a todas as brasileiras e brasileiros.

No dia de hoje, foi aprovado pelo Congresso Nacional o projeto de lei que atualiza a meta fiscal, permitindo a continuidade da prestação dos serviços públicos fundamentais para todos os brasileiros.

Ainda hoje, recebi com indignação a decisão do Sr. Presidente da Câmara dos Deputados de processar pedido de impeachment contra mandato democraticamente conferido a mim pelo povo brasileiro.

São inconsistentes e improcedentes as razões que fundamentam este pedido.
Não existe nenhum ato ilícito praticado por mim.

Não paira contra mim nenhuma suspeita de desvio de dinheiro público.
Não possuo conta no exterior, nem ocultei do conhecimento público a existência de bens pessoais.

Nunca coagi ou tentei coagir instituições ou pessoas na busca de satisfazer meus interesses.

Meu passado e meu presente atestam a minha idoneidade e meu inquestionável compromisso com as leis e a coisa pública.

Nos últimos tempos, e em especial, nos últimos dias, a imprensa noticiou que haveria interesse na barganha dos votos de membros da base governista no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Em troca, haveria o arquivamento dos pedidos de impeachment.
Eu jamais aceitaria ou concordaria com quaisquer tipos de barganha.

Muito menos aquelas que atentam contra o livre funcionamento das instituições democráticas, bloqueiam a justiça ou ofendam os princípios morais e éticos que devem governar a vida pública.

Tenho convicção e absoluta tranqüilidade quanto à improcedência deste pedido, bem como quanto ao seu justo arquivamento.

Não podemos deixar as conveniências e interesses indefensáveis abalarem a democracia e a estabilidade do nosso país.

Devemos ter tranquilidade e confiar nas nossas instituições e no Estado Democrático de Direito.

Obrigada e Boa Noite!

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Osvaldão, herói brasileiro do Araguaia promove financiamento coletivo de longa metragem

Conheça o financiamento coletivo de Osvaldão

O documentário sobre a vida do guerrilheiro que lutou pelo fim da ditadura militar na região do Araguaia, Osvaldão, entra em circuito nacional no próximo dia 10 de dezembro, mas nesta segunda-feira (30) acontece uma pré-estreia na capital paulista. Uma das diretoras do filme, Ana Petta, fala sobre a história que “infelizmente não foi superada” da luta pela democracia e liberdade.

Por Mariana Serafini


Divulgação Cena do filme Osvaldão resgatada do documentário da Checoslováquia Osvaldão traz a história de Osvaldo Orlando da Costa, o jovem da cidade de Passa-Quatro, no interior de Minas Gerais, membro do PCdoB que dedicou sua vida a lutar pelo fim da ditadura militar no Brasil. O filme estreia num período em que o Brasil sofre tentativas de desestabilização por parte dos setores mais reacionários da política nacional, e sobre isso Ana lamenta que “a discussão ainda não foi superada porque existem grupos que defendem a volta da ditadura militar”.

Para a diretora, em momentos como este é importante resgatar a história para não repeti-la. Com esta responsabilidade os diretores – André Lorenz Michiles, Fábio Bardella e Vandré Fernandes, além de Ana – estão fazendo exibições gratuitas da obra nas escolas ocupadas pelos estudantes em São Paulo.

Cada luta ao seu tempo. Os alunos hoje empenhados em proteger suas escolas da reorganização proposta pelo governador Geraldo Alckmin, que vai prejudicar milhares de estudantes em todo o estado, têm contato, por meio do filme, com a história do também jovem Osvaldão que lutou pela liberdade do país. “Eles ficam curiosos, querem saber mais, fazem muitas perguntas, é muito interessante esse contato, é importante que eles conheçam essa história e quem são seus heróis nacionais”, conta Ana.

Cartaz de "pré-estreia" de Osvaldão em uma escola ocupada em São Paulo

Ana defende que a históriada ditadura militar como um todo e especificamente o episódio da Guerrilha do Araguaia devem fazer parte do projeto curricular das escolas, de forma a resgatar a esclarecer o que realmente aconteceu. Um dos objetivos do filme é este, manter as histórias de Osvaldão, e dos militantes que deram a vida pela democracia, vivas.

A produção do filme durou dois anos, período este em que os diretores fizeram um levantamento da história de Osvaldão em Passa-Quatro, onde ele nasceu e viveu boa parte da vida; no Rio de Janeiro, onde foi campeão de boxe pelo Club de Regatas Vasco da Gama; na Checoslováquia, onde viveu e estudou por alguns anos e, por fim, na região do Araguaia, onde foi um dos principais militantes da guerrilha que mobilizou a maior expedição do exército brasileiro desde a 2ª Guerra Mundial.

Em meio à pesquisa sobre a vida de Osvaldão, os diretores descobriram um documentário feito com vários estudantes da Checoslováquia, onde ele era um dos destaques, e usam imagens deste material no filme atual. O cantor Criolo empresa sua voz ao personagem principal, enquanto outros artistas, entre eles, Leci Brandão, Antônio Pitanga, Flávio Renegado e Fernando Szegeri narram trechos da história.

Ana conta que foi fascinante conversar com as pessoas que conheceram Osvaldão na região do Araguaia onde até hoje ele é muito querido. “O filme mostra que o Osvaldão ainda é muito presente na região, ele se tornou uma espécie de mito lá”.

Os depoimentos dos moradores da região do Araguaia dão conta de que Osvaldão “se transformava em pedra” ou “em árvore” e por isso não era encontrado pelos oficiais do exército. Há ainda quem acredite que ele era abençoado por uma proteção mágica que o fazia desaparecer. “Além de ser valente, ele era invisível”, relata um morador. Uma verdadeira lenda.

Segundo a diretora, a família de Osvaldão foi receptiva com a ideia do filme e gostou muito de descobrir fatos que mesmo para os parentes mais próximos eram novos. “Um sobrinho dele nos agradeceu porque hoje ele conhece mais sobre o Osvaldão, então o filme também conseguiu aproximar mais o Osvaldão da família dele”, conta.

Financiamento coletivo

Em dezembro o filme estreia em sete cidades do Brasil no circuito de cinema comercial. Dia 10 entra em cartaz em cinemas no Rio de Janeiro e na capital paulista. Este projeto foi possível graças a um projeto de financiamento coletivo que arrecadou os recursos necessários para a exibição.

A campanha de financiamento coletivo durou 40 dias e possibilitou que o filme entre em cartaz nos cinemas de Porto Alegre (RS), São Paulo(SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Salvador (BA), Recife (PE) e Fortaleza (CE).

Nesta segunda-feira (30) a pré-estreia de Osvaldão é no Espaço Itaú de Cinema Frei Caneca às 21 horas.

Assista ao trailer:





Fonte: Portal Vermelho


Cultura
30 de novembro de 2015 - 16h46 - “Infelizmente uma história atual”, diz diretora de Osvaldão