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domingo, 19 de outubro de 2014

SAÚDE EM MINAS: OS DOCUMENTOS QUE DESMENTEM AÉCIO - Dilma Muda Mais

Durante o debate da TV Bandeirantes, a presidenta Dilma Rousseff citou o desvio de bilhões que os governos tucanos de Minas deveriam ter aplicado em saúde e não o fizeram. Ele negou. Mas o que os documentos mostram é justamente o contrário do que diz Aécio.  Leia nesta página os documentos do TCE que dão razão a Minas: Aécio e o seu sucessor, Antonio Anastasia, não cumpriam o gasto mínimo de 12% na Saúde e com isso retiraram dos mineiros bilhões de reais que deveriam ter melhorado a saúde em Minas. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, esses documentos que desmentem Aécio chegaram a sumir do site do TCE, evitando assim que os eleitores interessados conferissem os dados. Mas você pode vê-los aqui.

Quando Aécio foi governador de Minas Gerais, quase metade das despesas com saúde foi executada com outros recursos. Por conta disso, o estado apresenta um déficit nominal de aplicações em saúde acumulado entre 2003 e 2011 de cerca de R$ 7,8 bilhões. O caso vem desde seu primeiro mandato, como você pode ver nesta reportagem da Folha de S. Paulo, e se arrasta em recursos e acordos desde então.



O governo tucano de Minas Gerais recorre à contabilidade criativa para disfarçar esses dados negativos. Para alcançar os 12% determinados pela Constituição, o governo de Minas nas gestões de Aécio Neves e Antonio Anastasia incluiu no cálculo do percentual mínimo aplicado em saúde despesas não relacionadas diretamente à área, como construção de praças e até locação de serviços de limpeza para o Hotel Araxá.

CLIQUE AQUI PARA VER UM DOS DOCUMENTOS NA ÍNTEGRA



O Ministério Público do Estado, como você pode ver nesses documentos, não aceitou a manobra. O descumprimento, aliado às manobras para simular aplicações de recursos, chegou a render ao ex-governador Aécio Neves um processo por improbidade administrativa na Justiça de Minas, em ação ajuizada pelo Ministério Público do Estado em 2010.

Os documentos do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Estado de Minas provam que seu governo sistematicamente deixou de cumprir o investimento mínimo e arrastou a questão em acordos e recursos, que seguiram também ao longo do mandato de seu sucessor. A resolução ficará a cargo do próximo governador de Minas.

Candidato a presidente pode chamar adversária de LEVIANA? Dilma Muda Mais

Dilma Muda Mais

JORNALISTAS MINEIROS LANÇAM ALERTA AO POVO BRASILEIRO - Dilma Muda Mais




 Dilma Muda Mais

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Votar em Dilma para o Brasil avançar e barrar o retrocesso - PCdoB. O Partido do socialismo.

Votar em Dilma para o Brasil avançar e barrar o retrocesso - PCdoB. O Partido do socialismo.

Em
reunião nesta sexta-feira (10), na sede do Comitê Central, em São
Paulo-SP, a Comissão Política Nacional do Partido Comunista do Brasil
(PCdoB) aprovou a resolução política que se segue abaixo:

 
PCdoB com Dilma (Convenção Eleitoral Nacional, 27 de junho de 2014)


 Votar em Dilma para o Brasil avançar e barrar o retrocesso



Dentro exatamente de 16 dias se realizará o segundo turno das eleições
presidenciais. Mais do que nunca, o que está em jogo é o destino do
país. É hora de tomada de posição, de mobilização intensa, entusiástica,
de amplas camadas do povo e dos trabalhadores, de todas as forças
democráticas, populares, patrióticas em especial da militância de
esquerda e dos movimentos sociais, pois o futuro do Brasil dependerá do
resultado do confronto entre duas alternativas totalmente opostas: o
avanço contra o retrocesso. Tenhamos consciência, estamos a viver dias
que irão valer por anos ou décadas!



A candidatura da presidenta Dilma Rousseff, respaldada pelo povo, pelos
trabalhadores, pelos pobres, lidera o campo político democrático,
popular, patriótico e de esquerda, e representa o projeto da mudança, do
avanço, com um novo ciclo de transformações para o país e mais
conquistas para o povo. Do lado oposto está o candidato da direita, dos
ricos, das chamadas “classes altas”, Aécio Neves, embandeirado com o
receituário neoliberal que no passado levou o Brasil ao fracasso e no
presente afundou o mundo numa grande crise. O tucano é apoiado pelo
consórcio oposicionista constituído pela oligarquia financeira, a grande
mídia e os partidos conservadores.



Dilma Rousseff, ao liderar o primeiro turno, construiu o caminho que
poderá levá-la à vitória em 26 de outubro próximo. Mas, não nos
iludamos, a vitória, da qual estamos convictos, virá no curso de um dos
mais acirrados combates da história política do país.



As forças alinhadas em torno da candidatura de Aécio Neves e a grande
mídia fabricam escândalos, manipulando criminosamente processos que
correm sob segredo de justiça e dando status de verdade a denúncias
seletivas e “premiadas” de corruptos confessos. Ao mesmo tempo, escondem
o fato de que a prisão de tais ladrões resulta do ferrenho combate que a
presidenta Dilma realiza contra a corrupção. Ademais movem uma
campanha de descrédito do país em todos os aspectos, inclusive com a
interferência execrável do imperialismo, por meios não declarados e
escancarados, como é o caso das previsões deturpadas do Fundo Monetário
Internacional (FMI) sobre o desempenho da economia brasileira.



Nos últimos dias, no afã de passar a imagem de que a candidatura de
Aécio surfa numa torrente reacionária capaz de levar de roldão a todos,
passaram a alardear o que seriam reforços “novos” a Aécio Neves. Nada
mais falso. Marina Silva, o apoio mais aguardado, revezou com o tucano
no primeiro turno a condição de “predileta” dos banqueiros e já havia
feito duro combate à candidatura de Dilma. Mesmo assim, setores
importantes da Rede Sustentabilidade, legenda criada por Marina, se
rebelaram contra o enquadramento de apoio a Aécio. E a adesão do PSB ao
candidato da direita, capitulando ao neoliberalismo e ao conservadorismo
que antes condenava, se dá com resistências e dissidências.



PCdoB: empenho redobrado pela vitória de Dilma



O PCdoB revigorado pelos votos e apoio do povo que recebeu, pelos
parlamentares federais e estaduais que elegeu, se empenhará mais ainda
pela vitória da presidenta Dilma Rousseff.



Ressaltamos
como um grande feito do povo e do PCdoB do Maranhão a eleição de Flávio
Dino para governador. Pela primeira vez na história do país, a legenda
comunista, em aliança com amplas forças políticas locais, elegeu um
governador de estado. Esta conquista se eleva, pelo fato de a vitória de
Flávio Dino significar a derrota do mais antigo ciclo político
oligárquico reinante no país. Flávio Dino, apoiado no povo e nas forças
políticas e sociais que o elegeram, tem condições de tornar realidade as
esperanças de democracia e de progresso social e econômico que há
décadas os maranhenses aspiram.



Já no primeiro turno, mesmo com a heterogeneidade da coligação que foi
constituída, o PCdoB do Maranhão fez entusiástica campanha para Dilma
Rousseff. Agora, neste segundo turno, apoiado no ambiente favorável da
vitória, nosso Partido se movimentará para alargar a base de apoio à
nossa candidata e, com os aliados, empreenderá esforços buscando uma
frente ainda maior de votos para Dilma.



Considerando necessário proceder no momento oportuno, posterior ao
segundo turno, ao balanço do desempenho da nossa legenda nas urnas,
assinalamos desde já que as forças conservadoras realizaram pesado
ataque aos partidos da base de sustentação do governo e da campanha da
presidenta Dilma. Esse ataque se concentrou, em especial, contra as
legendas de esquerda e, em consequência, PT, PDT, e também o PCdoB –
comparativamente a 2010 –, tiveram suas bancadas na Câmara Federal
diminuídas.



Dilma Rousseff, a caminho da vitória!



Estamos convictos de que essa inaudita investida das forças
conservadoras será barrada pela mobilização do povo e pela frente ampla
que se alarga. Os comunistas estarão na linha de frente dessa jornada,
com um engajamento ainda mais vigoroso.



Com a firmeza e as qualidades já demonstradas pela nossa candidata
Dilma, com o incisivo debate programático de nossa campanha, com
corajosa luta de ideias que desmascare o candidato tucano, com o
engajamento entusiástico de todos aqueles que sejam partidários do
Brasil e de seu progresso democrático, econômico e social, da afirmação
de sua soberania, temos todas as condições de assegurar um outro mandato
para Dilma, a quarta vitória do povo, sob o compromisso de um “governo
novo e novas ideias” que proporcionem para o Brasil um novo ciclo de
reformas e transformações.



São Paulo, 10 de outubro de 2014



A Comissão Política Nacional do Partido Comunista do Brasil -PCdoB

Chico Buarque declara apoio à Dilma e explica

O DIGNO CAMARADA ROBERTO AMARAL: APOIO A AÉCIO JOGA A HISTÓRIA NO LIXO

Dilma na TV - Programa 9 (2º turno) - Dilma defende emprego e salário va...

Os batuques da senzala e o medo na casa grande - Portal Vermelho



Os batuques da senzala e o medo na casa grande - Portal Vermelho

Paulo Fonteles Filho *

Um odioso cerco se abate contra as mudanças no Brasil. Tal assédio, sempre estimulado pelos latifundiários da mídia hegemônica, procura, como em 1964, criar um ambiente de medo como base numa provável ‘cubanização’ do país; além, é claro, do mofado discurso de que somos governados por gangsteres comunistas, corruptos e malfeitores da pior espécie.
Editorialistas da estirpe mais reacionária se reúnem, ao redor de fantasmagóricas figuras como Olavo de Carvalho, Jair Bolsonaro, Silas Malafaia, Lobão, Ronaldo Caiado e Marcos Feliciano, para que, como numa esquizofrênica cruzada salvacionista, pavimentar a eleição de seu candidato, Aécio Neves.

Os instrumentos, para tal intento, se baseiam na lavagem cerebral do noticiário dos jornalões e em seu subproduto mais perigoso: o ódio contra tudo que for popular, progressista e, em última instância, brasileiro.

Nessa conjuntura, a principal organização política da direita brasileira, a Rede Globo, porta-voz e apoiadora de tudo aquilo que é antinacional, truculento e reacionário no país tupiniquim nos últimos 50 anos, precisa ser duramente combatida.

Se assim não o fizermos, poderemos ver um importante ciclo político e democrático – iniciado por Lula e continuado por Dilma - ser derrotado pelas mesmas penas e baionetas que apearam João Goulart do poder presidencial e instalaram, por mais de vinte anos, um regime medularmente corrupto, de terror, com censura, demissões em massa, torturas, mortes e desaparecimentos forçados.

O que essa gente quer senão decretar o fim de toda uma experiência histórica?

O diapasão do tempo, nossos últimos 30 anos, ensejaram lutas memoráveis que uniram o país, desde as “Diretas Já!” - memorável contenda pela redemocratização do Brasil - até os dias atuais, onde o país está mais independente e têm opinião própria, sempre de acordo com seus interesses, onde a fome e o desemprego são duramente enfrentados porque, dentre outras medidas, deixamos de ser lacaios dos interesses dos grandes impérios mundiais, em especial o estadunidense.

E esse tempo foi um tempo, sobretudo, de acumulação de forças. Soma-se a esse esforço o fato de que essa gente, hoje aecista, quebrou o país e nos deixou o legado da insolvência.

Acumulamos força porque conseguimos, depois de muitas derrotas, ganhar o imaginário dos brasileiros para um projeto mudancista, distante da premissa ultraliberal, de privatizações, desemprego e arrocho contra os trabalhadores, que marcaram os anos regressivos de Fernando Henrique Cardoso.

Não se mata uma ideia. A grande fixação dos direitistas é sempre matar uma ideia. Toda ideia é subversiva para um recalcitrante. Tudo que é diferente dá trabalho. Tudo que é mestiço é anticolonial. Tudo que é popular é ignorante, aliás, não foi esse o recado do mais emplumado dos tucanos, Fernando Henrique Cardoso?

Definitivamente não se mata uma ideia, mas a velhacaria um dia desaparece, aliás, apodrece.

E o latifúndio da mídia é a estrutura da sociedade brasileira que mais nos remete ao obscurantismo, porque, dentre outras, destila na consciência social o barbarismo onde tudo se resolve com linchamentos públicos e a redução da maioridade penal. Porque, sabemos, é melhor construir presídios a escolas.

O enfrentamento a esses barões, principalmente os da Vênus Platinada, é uma tarefa que se impõe nesta e nas futuras batalhas pela consciência e pelo poder político no Brasil.

A questão central, para eles, é que o povo não pode ter direito e futuro. Tolstói sempre haverá de nos ensinar com sua célebre passagem que “os ricos fazem tudo pelos pobres, menos descer de suas costas”.

Acontece que essa gente, mais tucana é impossível, não estava acostumada a ver pessoas do povo vivendo com o mínimo de dignidade, porque, afinal, só são dignos os nascidos nas meritocratas famílias tradicionais, não é verdade?

Dinheiro público apenas para as pançudas barrigas acostumadas a Miami, nunca para quem nasceu nas ribeiras amazônicas ou no sertão piauiense, não é verdade?

Universidades para o povo? Nunca. Para que, se eles têm Harvard para aprender a sociologia branca estadunidense e jamais para compreender as grandes deformações da sociedade brasileira e, com isso, engendrar políticas públicas capazes de emancipar milhões da pobreza no sentido de assegurar a prosperidade material e espiritual do conjunto do povo brasileiro e, assim, alimentar nossas vidas de humanidade e felicidades.

O problema dessa turma é o povo e, concomitantemente, quem representa e organiza o povo para enfrentar os desafios do futuro. Por isso é que o Lula e a Dilma são tão odiados pelos ricaços e os nortistas e nordestinos ganharam o nefasto “posto” – na verborragia de FHC – de ignorantes ou desinformados.

Para eles as massas devem estar em silêncio, desorganizadas, desunidas, dependentes de políticos desonestos.

O próprio jornal que eles escrevem pode ser perigoso porque, por eles, só a casta deveria ler como na Idade Média. E, como tal, preparam enormes fogueiras.

O perigo da façanha deste clubinho seleto é o de estar pavimentando a liquidação do Estado Democrático de Direito.

Conheço há muito esta ladainha e não posso calar-me.

Aliás, onde estavam os redatores dos editoriais da Rede Globo quando a tortura era oficializada no gabinete da Presidência da Republica? Decerto comungavam, como inimigos das liberdades públicas, da mercurial frase que condenou uma geração aos porões na edição do AI-5: “Às favas os escrúpulos da consciência”.

Falo isso porque nasci na prisão, sei bem da história.

Quem dá guarida ao ódio ceva infames ideólogos das quarteladas, das noites de medo e do pau-de-arara. Para levar a cabo o que pensam eles dizem ter pavor e devem mesmo ver ou escutar fantasmas, talvez pelos gritos daqueles que foram torturados e desapareceram, seja nas matas do Araguaia ou na Barão de Mesquita.

Limito-me a dizer que estes editorialistas são os sanguinários da palavra, espécimes de pensadores muito em voga em tempos onde assistimos, na vida nacional, a ascensão daqueles que sempre foram humilhados, seja pelo abandono, seja pela fome ou o preconceito.

Poderiam, pelo menos, ter uma pena mais elegante e mirar-se em Paulo Francis. Poderiam, pelo menos, utilizarem-se da linguagem subliminar e apetrecharem-se da discrição. Mas não, são afoitos.

Às vezes percebo que é por puro desespero, afinal, o governo atual, da Presidenta Dilma, pode avançar para finalmente não lhes servir mais. Assim se coloca na ordem do dia a democratização dos meios de comunicação e o fim do reinado dos Marinhos e Civitas.

O que eles querem é a inquisição. Para isso se apetrecham do lacerdismo como fonte inspiradora e repetindo o passado anseiam sugerir o futuro. Perigoso, não?

O problema dos sanguinários da palavra é que eles infundem de convicção outros sanguinários. Falo isto porque certa vez, meu pai, num pronunciamento na Assembleia Legislativa do Pará, nos longínquos anos oitenta, afirmou que “preferia perder a própria vida que a identidade”.

Depreendi desta lição que há dois tipos de morte, a moral e a física. O que os editorialistas pretendem é, certamente, encorajar um desastre que pode ensejar isso sim, um sério dano para a nossa vida democrática.

Essa contenda têm dimensões históricas e se projeta no leito caudaloso na brutal, porém extraordinária formação social do povo brasileiro, como nos ensinou Darcy Ribeiro. Alguns, mesmo na esquerda, creem que tudo é tragédia e não é. O povo brasileiro venceu a preagem indígena, os navios negreiros, até os brancos aqui, os iniciais, eram degredados.

E tudo foi se gestando de tal forma que somos diferentes de tudo que há no mundo, um povo novo, uno, e nossa unidade foi fazer com que esse imenso território, essas florestas pulmonares, estes rios que se perdem na paisagem, os litorais do sem-fim, as multitudinárias esperanças, nossos bichos, enfim, tudo desta civilização brasileira é obra da nossa capacidade criativa de resistir através dos séculos.

Para os convivas da casa grande nada mais ameaçador que os batuques da senzala.

O povo brasileiro é obra de um milagre que a elite jamais entenderá, por isso que devemos travar o bom combate, quem não entende, quem não desvenda, domina por certo tempo, mas não domina por todo o sempre.

Aqui termino com a convicção de que vivemos numa batalha de dimensões históricas e a eleição de Dilma, passa, sobretudo, pela capacidade e ousadia de enfrentar aqueles que ainda se julgam donos das mentalidades e das almas do povo brasileiro.

Vencer a Rede Globo, elegendo Dilma, será nosso passaporte para manhãs ensolaradas e colocará, em definitivo, o Brasil no rumo do progresso e da prosperidade social.



* Pesquisador da Guerrilha do Araguaia

Kerisson Lopes, Presidente do Sindicato os Jornalistas de MG fala sobre os ataques à liberdade na profissão em MG

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

O Bolsa Censura pro Aécio, o papel de Dilma e do povo - Paulo Vinícius Silva

É um atentado à democracia o TSE decidir que não pode haver "ataques" na campanha eleitoral. Uma coisa é os abusos serem punidos, como em toda eleição. Outra, é o Tribunal vir em socorro de Aécio exatamente quando contra ele se levantam legítimas acusações contra claros desvios de toda natureza. Na verdade, diante da unanimidade da imprensa burguesa em favor de Aécio, o destino é certo, calar a coligação que apoia Dilma quando assume a ofensiva decisiva para a vitória. Quando o TSE se posicionou pelo claro partidarismo da imprensa  golpista? Uma censura prévia do debate político é imoral, e mostra os gravíssimos riscos que sofre a democracia brasileira, assim como a constituição de corporações de privilegiados que querem decidir sem o respaldo da maioria do voto popular, mas por cima e contra o voto popular.

A Presidenta Dilma Rousseff, essa mulher corajosa, indômita, que não teme cara feia nem chantagem, mais do que nunca assume um papel incomparável para as mulheres na História de nosso país. Dilma é a esperança de uma Reforma Política que cumprirá duplo papel: combater a corrupção e impedir o monopólio do poder econômico nas eleições. Mas não apenas: a Presidenta aposta no papel do povo na democracia: ao fortalecer os conselhos das políticas públicas em que a sociedade civil organizada pode influir republicanamente no processo político, e os plebiscitos e referendos que avançam para aquilo que temem os neoliberais: a força do voto igual de todos os cidadãos e cidadãs.

Não é à toa o ódio dos privilegiados contra Dilma. Sua coragem redesenha um programa avançado, republicano, democrático e popular baseado no desenvolvimento nacional. Esse projeto tem face definida:

- Os Bancos Públicos e o Estado tem papel central para alavancar o investimento privado;

- Não à soberania do sistema financeiro que tem amealhado quase metade do orçamento da União. Dilma é a candidata dos juros baixos, do crédito produtivo e popular, da ampliação do consumo. Dilma é a candidata contra a crise que os adversários propagam com sua permanente sabotagem do Brasil;

- Dilma é a candidata da democracia, da diversidade, da participação popular, e fez gestos concretos para a sociedade civil, em especial para a juventude e os trabalhadores;

- Dilma é a candidata das mulheres, do seu empoderamento, da luta contra a violência e a opressão. Os debates entre ela e Luciana Genro e Aécio mostram como essa luta é imprescindível. Ao chamá-las de "levianas", ao gritar e tratar as mulheres que o questionam do modo como o Brasil inteiro viu, o candidato Aécio dá um recado sobre o lugar que crê devem ocupar as mulheres.São elas que precisam responder a essa indignidade e desrespeito;

- Dilma é a candidata da defesa da Petrobrás dos interesses do imperialismo estadunidense sobre o Pré-Sal. Mais que isso, Dilma assumiu para seu projeto uma REVOLUÇÃO EDUCACIONAL NO BRASIL. Dedicar os recursos do Pré-Sal para a Educação e a Saúde e defender o Pré Sal, só Dilma pode fazer - e tem feito;

- Dilma é republicana, digna e séria. Jamais pôs as amizades, a família ou o Partido à frente dos interesses da República. Não protege quem está errado. Fortalece os órgãos fiscalizadores, não extrapola de suas prerrogativas, não invade a alçada dos poderes outros - ao contrário do TSE. Suas propostas concretas de combate à corrupção ampliam esse legado. O desequilíbrio, os abundantes dados existentes, a gritante falta de imparcialidade da justiça quanto aos malfeitos do PSDB de ontem e de hoje dizem muito bem quem tem compromisso com a coisa pública;

- Dilma defende o estado laico e é a garantia que o fundamentalismo, a intolerância, os crimes de ódio não terão a cumplicidade da maior mandatária do país. É assustadora a proliferação da agenda do ódio e da violência, da intolerância fascista. Dilma é a nossa bandeira de esperança no que é ser profundamente brasileiro, misturado, mestiço, sincrético, popular, respeitador do outro e da diversidade.

- Dilma é a candidata do emprego, do desenvolvimento, das obras estruturantes do futuro do Brasil e que estão a pleno vapor. Seu segundo mandato impulsionará a economia brasileira na retomada da indústria, no fim da miséria, em novas alianças internacionais que protejam nossas Amazônia e o Pré-Sal.

Por tudo isso, por essa nitidez programática e esse mar de possibilidades para o nosso país, é que as forças mais tenebrosas da vida nacional se unem para derrotar o Brasil que é representado por essa mulher de luta e coragem, que é Dilma. E é quando o debate vira que o TSE vem e quer tutelar a disputa eleitoral. Censura de conteúdo absurda, o Bolsa Pergunta Incômoda pro Aécio é grotesca expressão do desespero das elites que criam conquistada sua vitória e a veem escapar por entre os dedos. Ora, por que não responde Aécio as incômodas perguntas de Dilma? Por que xinga, esperneia e grita. Por que vêm ao seu socorro para que siga sem responder o que não pode ser respondido?

A realidade que vai se afirmar é a da unidade de todos os patriotas, democratas, da esquerda, dos movimentos sociais e do povo para darmos um salto adiante nas grande mudanças que temos feito no Brasil.Sejamos todos e todas a voz dessa digna lutadora que é a Presidenta Dilma. Podem censurar a TV e o rádio, mas jamais calarão a voz da MILITÂNCIA e do povo organizado, a maior trincheira da defesa da democracia, a garantia do voto libertador em Dilma 13 para impedir o retrocesso e abrir novos horizontes para o Brasil.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Carta do Embaixador SAMUEL PINHEIRO GUIMARAES, em apoio a Dilma- brasilia 15 out 14

SAMUEL PINHEIRO GUIMARAES, em apoio a Dilma- brasilia 15 out 14


ESTIMADOS AMIGOS E AMIGAS...
Estamos em um momento decisivo da vida brasileira.

Teremos de optar entre propostas distintas.

De minha parte, e depois de muito refletir, cheguei à conclusão de que devemos  prosseguir no esforço de construção de uma sociedade mais justa, mais próspera, mais democrática e soberana.

Por isto, e por muitas razões além daquelas que enumero a seguir, votarei dia 26  em Dilma Rousseff.

Votar em Dilma, para:
01. aumentar o emprego, que é a maior preocupação de cada brasileiro, com carteira assinada;
02. controlar a inflação sem prejuízo do desenvolvimento;
03. aumentar o salário mínimo de que depende a enorme maioria dos brasileiros;
04. garantir as conquistas dos trabalhadores em termos de horário, férias, licença maternidade, previdência social, aposentadoria;
05. expandir o programa Minha Casa, Minha Vida que atende a aspiração fundamental da casa própria;
06. eliminar a pobreza e a indigência no Brasil;
07. reduzir cada vez mais a mortalidade infantil;
08. aumentar a expectativa de vida de todos os brasileiros;
09. eliminar o analfabetismo inclusive funcional;
10. ampliar cada vez mais o número de vagas nas escolas técnicas e nas universidades;
11. fortalecer a cultura brasileira em todos os seus aspectos;
12. dobrar o investimento público em ciência e tecnologia;
13. reduzir a violência e o número de homicídios;
14. fazer a reforma política, com ampla participação popular, eliminar a influência do poder econômico e criar uma verdadeira democracia;
15. lutar de forma legal contra a corrupção, punindo tanto os corruptos como os corruptores;
16. democratizar os meios de comunicação e garantir a possibilidade e a liberdade de expressão para todos os brasileiros;
17. ampliar radicalmente as oportunidades de mulheres, negros e pobres em todas as esferas da sociedade e do Estado;
18. defender os direitos humanos de todos os brasileiros e combater toda a discriminação, preconceito e violência que tenha como origem a raça, a orientação sexual, o gênero, o nível de renda, a crença religiosa e a origem regional;
19. demarcar as terras indígenas e eliminar o desmatamento ilegal;
20. reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil;
21. forrtalecer a soberania do Brasil;
22. promover a integração e a cooperação com os vizinhos da América do Sul e da África;
23. defender a paz, a auto determinação, a não intervenção, e a solução pacífica de controvérsias como os princípios fundamentais da ação internacional do Brasil;
24. construir mais ferrovias, mais rodovias, mais portos e aeroportos;
25. expandir o transporte urbano público e gratuito;
26. fazer a reforma agrária, fortalecer a agricultura familiar e expandir a produção e a exportação agrícola;
27. alcançar a autonomia energética;
28. reconstruir a indústria brasileira;
29. tornar o sistema tributário mais justo e menos concentrador de riqueza;
30. reduzir as taxas de juros e democratizar o credito;
31. realizar uma Olimpíada ainda melhor do que a Copa.
Afetuoso abraço

Samuel Pinheiro Guimarães

Grabois :: Por que votar em Dilma, por Roberto Mangabeira Unger

Grabois :: Por que votar em Dilma(Artigos)



Por Roberto Mangabeira Unger



O povo brasileiro escolherá em 26 de outubro
entre dois caminhos. Que escolha o rumo audacioso da rebeldia nacional e
afirme a grandeza do Brasil
O povo brasileiro escolherá em 26 de outubro entre dois caminhos.



As duas candidaturas compartilham três compromissos fundamentais, além
do compromisso maior com a democracia: estabilidade macroeconômica,
inclusão social e combate à corrupção. Diferem na maneira de entender os
fins e os meios. Diz-se que a candidatura Aécio privilegia estabilidade
macroeconômica sobre inclusão social e que a candidatura Dilma faz o
inverso. Esta leitura trivializa a diferença.



Duas circunstâncias definem o quadro em que se dá o embate. A primeira
circunstância é o esgotamento do modelo de crescimento econômico no
país. Este modelo está baseado em dois pilares: a ampliação de acesso
aos bens de consumo em massa e a produção e exportação de bens
agropecuários e minerais, pouco transformados. Os dois pilares estão
ligados: a popularização do consumo foi facilitada pela apreciação
cambial, por sua vez possibilitada pela alta no preço daqueles bens.
Tomo por dado que o Brasil não pode mais avançar deste jeito.



A segunda circunstância é a exigência, por milhões que alcançaram
padrões mais altos de consumo, de serviços públicos necessários a uma
vida decente e fecunda. Quantidade não basta; exige-se qualidade.



As duas circunstâncias estão ligadas reciprocamente. Sem crescimento
econômico, fica difícil prover serviços públicos de qualidade. Sem
capacitar as pessoas, por meio do acesso a bens públicos, fica difícil
organizar novo padrão de crescimento.



O país tem de escolher entre duas maneiras de reagir. Descrevo-as
sumariamente interpretando as mensagens abafadas pelos ruídos da
campanha. Ficará claro onde está o interesse das maiorias. O contraste
que traço é complicado demais para servir de arma eleitoral. Não
importa: a democracia ensina o cidadão a perceber quem está do lado de
quem.



1. Crescimento econômico. Realismo fiscal e manutenção do sacrifício
consequente são pontos compartilhados pelas duas propostas. Aécio:
Ganhar a confiança dos investidores nacionais e estrangeiros. Restringir
subsídios. Encolher o Estado. Só trará o crescimento de volta quando
houver nova onda de dinheiro fácil no mundo. Dilma: Induzir queda dos
juros e do câmbio, contra os interesses dos financistas e rentistas,
sem, contudo, render-se ao populismo cambial. Usar o investimento
público para abrir caminho ao investimento privado em época de
desconfiança e endividamento. Apostar mais no efeito do investimento
sobre a demanda do que no efeito da demanda sobre o investimento.



Construir canais para levar a poupança de longo prazo ao investimento
de longo prazo. Fortalecer o poder estratégico do Estado para ampliar o
acesso das pequenas e médias empresas às práticas, às tecnologias e aos
conhecimentos avançados. Dar primazia aos interesses da produção e do
trabalho. Se há parte do Brasil onde este compromisso deve calar fundo, é
São Paulo.



2. Capital e trabalho. Aécio: Flexibilizar as relações de trabalho para
tornar mais fácil demitir e contratar. Dilma: Criar regime jurídico
para proteger a maioria precarizada, cada vez mais em situações de
trabalho temporário ou terceirizado. Imprensado entre economias de
trabalho barato e economias de produtividade alta, o Brasil precisa sair
por escalada de produtividade. Não prosperará como uma China com menos
gente.



3. Serviços públicos. Aécio: Focar o investimento em serviços públicos
nos mais pobres e obrigar a classe média, em nome da justiça e da
eficiência, a arcar com parte do que ela custa ao Estado. Dilma:
Insistir na universalidade dos serviços, sobretudo de educação e saúde, e
fazer com que os trabalhadores e a classe média se juntem na defesa
deles. Na saúde, fazer do SUS uma rede de especialistas e de
especialidades, não apenas de serviço básico. E impedir que a minoria
que está nos planos seja subsidiada pela maioria que está no SUS. Na
segurança, unir as polícias entre si e com as comunidades. Crime desaba
com presença policial e organização comunitária. A partir daí, encontrar
maneiras para engajar a população, junto do Estado, na qualificação dos
serviços de saúde, educação e segurança.



4. Educação. Aécio: Adotar práticas empresariais para melhorar, pouco a
pouco, o desempenho das escolas, medido pelas provas internacionais,
com o objetivo de formar força de trabalho mais capaz.



Dilma: A onda da universalização do ensino terá de ser seguida pela
onda da qualificação. Acesso e qualidade só valem juntos. Prática
empresarial, porém, tem horizonte curto e não resolve. Os Institutos
Federais de Educação, Ciência e Tecnologia indicam o caminho: substituir
decoreba por ensino analítico. E juntar o ensino geral ao ensino
profissionalizante em vez de separá-los. Construir, do fundamental ao
superior, escolas de referência. A partir delas, trabalhar com Estados e
municípios para mudar a maneira de aprender e ensinar.



5. Política regional. Aécio: Política para região atrasada é resquício
do nacional-desenvolvimentismo. Tudo o que se pode fazer é conceder
incentivos às regiões atrasadas. Dilma: Política regional é onde a nova
estratégia nacional de desenvolvimento toca o chão. Não é para compensar
o atraso; é para construir vanguardas. Projeto de empreendedorismo
emergente para o Nordeste e de desenvolvimento sustentável para a
Amazônia representam experimentos com o futuro nacional.



6. Política exterior. Aécio: Conduzir política exterior de resultados,
quer dizer, de vantagem comerciais. E evitar brigar com quem manda.
Dilma: Unir a América do Sul. Lutar para tornar a ordem mundial de
segurança e de comércio mais hospitaleira às alternativas de
desenvolvimento nacional. E, num movimento em sentido contrário,
entender-nos com os EUA, inclusive porque temos interesse comum em nos
resguardar contra o poderio crescente da China. Política exterior é ramo
da política, não do comércio. Poder conta mais do que dinheiro.



7. Forças Armadas. Aécio: O Brasil não precisa armar-se porque não tem
inimigos. Só precisa deixar os militares contentes e calmos. Dilma: O
Brasil tem de armar-se para abrir seu caminho e poder dizer não. Não
queremos viver em um mundo onde os beligerantes estão armados e os
meigos, indefesos.



8. O público e o privado. Aécio: Independência do Banco Central e das
agências reguladoras assegura previsibilidade aos investidores e
despolitiza a política econômica. Dilma: A maneira de desprivatizar o
Estado não é colocar o poder em mãos de tecnocratas que frequentam os
grandes negócios. É construir carreiras de Estado para substituir a
maior parte dos cargos de indicação política. E recusar-se a alienar aos
comissários do capital o poder democrático para decidir.



Aécio propõe seguir o figurino que os países ricos do Atlântico Norte
nos recomendam, porém nunca seguiram. Nenhum grande país se construiu
seguindo cartilha semelhante. Certamente não os EUA, o país com que mais
nos parecemos. Ainda bem que o candidato tem estilo conciliador para
abrandar a aspereza da operação.



Dilma terá, para honrar sua mensagem e cumprir sua tarefa, de renovar
sua equipe e sua prática, rompendo a camisa de força do presidencialismo
de coalizão. E o Brasil terá de aprender a reorganizar instituições em
vez de apenas redirecionar dinheiro. Ainda bem que a candidata tem
espírito de luta, para poder aceitar pouco e enfrentar muito.



Estão em jogo nossa magia, nosso sonho e nossa tragédia. Nossa magia é a
vitalidade assombrosa e anárquica do país. Nosso sonho é ver a
vitalidade casada com a doçura. Nossa tragédia é a negação de
instrumentos e oportunidades a milhões de compatriotas, condenados a
viver vidas pequenas e humilhantes. Que em 26 de outubro o povo
brasileiro, inconformado com nossa tragédia e fiel a nosso sonho,
escolha o rumo audacioso da rebeldia nacional e afirme a grandeza do
Brasil.



ROBERTO MANGABEIRA UNGER, 67, professor na Universidade Harvard
(EUA), é autor do manifesto de fundação do PMDB e ativista em Rondônia.
Foi ministro de Assuntos Estratégicos (governo Lula)


Grabois :: O Reich tropical: a onda fascista no Brasil(Artigos) - Por Rosana Pinheiro-Machado - Carta Capital

Grabois :: O Reich tropical: a onda fascista no Brasil(Artigos)

A história do início do século 21 parece
repetir a do século 20. Há o claro crescimento da extrema direita
conservadora. Desencantada de sua história e imersa em pequenos
conflitos que causam grandes desgastes, a esquerda hoje está muito mais
fraca do que há cem anos.
A história do início do século 21 parece repetir a do século 20. De um
lado, insurgências populares eclodem aqui e acolá. De outro, há o claro
crescimento da extrema direita conservadora. Mas há uma diferença
significativa, e profundamente preocupante, entre o passado e o
presente. Desencantada de sua história e imersa em pequenos conflitos
que causam grandes desgastes, a esquerda hoje está muito mais fraca do
que há cem anos*.



O desequilíbrio entre uma esquerda enfraquecida e uma direita que detém
o monopólio do capital financeiro e informacional, sem sombra de
dúvidas, pesa para um único lado.



Se Celso Russomanno (PRB) e o Pastor Feliciano (PSC) não tivessem sido
os deputados mais bem votados em São Paulo, e se o Rio de Janeiro não
tivesse escolhido Jair Bolsonaro (PP) em primeiro lugar, eu poderia
jurar que o deputado mais votado no Rio Grande do Sul, Luis Carlos
Heinze (PP), que declarou que “quilombolas, índios, gays e lésbicas:
tudo o que não presta” era um caso isolado de uma possível patologia
gaúcha. Mas infelizmente não é.



Desde junho de 2013, muito tem se falado em guinada à direita ou da
onda conservadora. O que poucos mencionam, no entanto, com a devida
clareza necessária, é que tem emergido uma multidão raivosa e fascista.



Há uma sequência de eventos que não podem ser analisados separadamente.
Primeiramente, logo após as Jornadas de Junho, veio o ódio e o racismo
destilado aos integrantes do rolezinho – ódio este que senti na pele por
ter sido agredida de todas as maneiras possíveis quando escrevi o
Etnografia do Rolezinho. Não me surpreendeu, portanto, que 82% da
população de São Paulo achassem que a força policial deveria agir para
impedir o movimento dos jovens – segundo revelou uma pesquisa da época.
Depois fomos brindados com o episódio da apresentadora do SBT Rachel
Sheherazade, que defendeu publicamente o linchamento do adolescente
negro e menor de idade que cometeu um assalto. Nessa linha, o aumento de
casos de gays espancados no Brasil acontece paralelamente a torcidas de
futebol que gritam “macaco, macaco”, e que trazem à tona uma população
que se solidariza mais com uma criminosa branca do que com o agredido
negro.



Dando apoio ideológico a esse circo de horrores, angariando milhões de
leitores com o sensacionalismo vulgar disfarçado de conteúdo, colunistas
das piores – mas igualmente poderosas – revistas do Brasil aplaudem
muitos desses eventos e estimulam a disseminação da mentira, ao inferir
que, se nada for feito, a ditadura comunista irá imperar sob o reinado
de pobres e gays. Controlando os aparatos hegemônicos da mídia e
disseminando mentiras, os grupos dominantes elegeram a mais conservadora
bancada de sua história – ato que não poderia ter sido plenamente
realizado sem a eclosão incontrolável de ofensas criminosas aos
nordestinos. Finalmente, mas não menos importante, o recente caso da
suspeita de ebola desvelou crimes de racismo, xenofobia e intolerância
humana de uma vez só.



O fascismo brasileiro é mais complexo do que o italiano ou o nazismo
alemão. Ele é mais difícil de identificar, possui um ódio mais
pulverizado direcionado uma massa ampla e difusa. É animado por uma
mídia suja, uma polícia violenta, um movimento religioso fanático e uma
elite sui generis que, na teoria, defende o liberalismo, mas na prática
age para defender privilégios.



Ao passo que os italianos e alemães viam seu povo como superior, o
fascismo idiossincrático à brasileira não idolatra a si próprio, mas sim
aqueles países que lhes barra na imigração.



A semente do fascismo tropical está presente em todas as classes, em
todas as regiões. Há quem diga que ele piorou após Junho de 2013. Há
quem acredite que sempre foi assim e que ele apenas mostrou sua cara
como tendência da polarização. Há quem diga que se trata apenas de um
resultado das leves mudanças das estruturas da profunda desigualdade
brasileira ou mesmo do limbo entre Junho de 2013 e as eleições de 2014.
Em qualquer uma das hipóteses, o germe do ódio está às soltas no Brasil
pronto para linchar física e moralmente todo aquele que não se enquadra
establishment masculino, branco, heterossexual, rico, bem-sucedido e
cheio de bens de consumo.



A ameaça comunista é uma mentira. A ameaça fascista é uma realidade.



Eu gostaria de encerrar minha coluna olhando para frente, elencando
algumas atitudes que me parecem urgentes para a esquerda, ou para todos
aqueles que entendem que a universalidade da humanidade está em sua
capacidade de produzir a diferença.



Primeiro, me parece fundamental não eleger Aécio Neves (PSDB), que se
alia às piores figuras dessa nova bancada. Isso não significa que as
alianças de Dilma Rousseff (PT) sejam menos sórdidas. A diferença é que o
PT ainda tem uma base forte calcada nos movimentos sociais. Para os
petistas à esquerda, o dever de casa é, depois do susto, lutar para
reconstruir suas antigas bandeiras. Para a esquerda não petista,
partidária ou anarquista, é preciso ampliar sua base popular. Em ambos
os casos, como eu disse há poucos dias nas minhas redes sociais, ficar
xingando a tudo e a todos de coxinha me parece uma estratégia burra para
quem é minoria neste País.



Contra a onda fascista, a esquerda precisa se fortalecer, se entender,
reconhecer suas fragilidades, ocupar os meios de comunicação de massa,
ampliar a base de diálogo, ouvir a população e falar para ela,
reconstruir seus heróis e lembrar que nenhum aparato dominante é mais
forte do que o genuíno sonho por justiça social.



*Agradeço a Bolívar Marcon Pinheiro Machado por este insight e a
todos/as que comentaram este tema recentemente em minhas redes sociais.



Publicado na Carta Capital

domingo, 12 de outubro de 2014

Com Dilma 13, presente e futuro melhores para a infância - Programa de TV

Renato: Está em jogo o futuro do Brasil, o avanço ou o retrocesso - Portal Vermelho

Renato: Está em jogo o futuro do Brasil, o avanço ou o retrocesso - Portal Vermelho

Reunida nesta
sexta-feira (10) na sede do Comitê Central, na capital paulista, a
Comissão Política Nacional do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) faz
uma análise da batalha eleitoral no primeiro turno encerrada no último
domingo (5) e se prepara para o embate político e suas estratégias para o
segundo turno das eleições que ocorrerão em 27 de outubro. Na ocasião, o
presidente nacional do Partido, Renato Rabelo, fez uma intervenção da
qual segue a íntegra abaixo:





Renato: Está em jogo o futuro do Brasil, o avanço ou o retrocesso.
Renato: Está em jogo o futuro do Brasil, o avanço ou o retrocesso.


Está em jogo o futuro do Brasil: Dilma é o avanço e Aécio, o retrocesso!



O primeiro turno da eleição presidencial transcorreu num grande
enfrentamento entre dois projetos, duas visões opostas sobre o Brasil e
sua inserção no mundo. O seu transcurso foi marcado por reviravoltas,
por etapas de recomeços da própria campanha.



A vencedora da primeira volta foi a presidenta Dilma Rousseff com uma
diferença de mais de oito milhões de votos. A candidatura de Aécio Neves
representou e representa a opção de maior confiança das forças
conservadoras, liberais e financeiras. Constitui a principal corrente
estruturada da oposição. Na sanha da disputa pelas forças
conservadoras, aproveitando-se das circunstâncias, Marina Silva serviu
também a eles, apresentada então como pretensa terceira via, fantasiada
de nova política, comprometendo-se inteiramente com as exigências do
bloco liberal financeiro. Em pouco tempo de embate, entretanto,
desmascarou-se completamente a candidatura de Marina Silva. Finalmente,
as forças conservadoras voltaram ao seu candidato – Aécio Neves – de
sua inteira confiança, reacionário, entreguista e antissocial na vida
política brasileira.



A presidenta Dilma liderou corajoso e avançado debate político
programático contra seus opositores, defendendo as conquistas e
indicando um novo governo com ideias novas, formando uma maioria
favorável à realização do aprofundamento das mudanças e pelas reformas
estruturais democráticas, passo inevitável que o Brasil deve dar para ir
adiante.



A presidenta Dilma esteve à frente em todo o primeiro turno, alcançou a
maioria. Contudo tal situação não garante uma vitória continuada no
segundo turno. É preciso notar que o declínio de Marina e a subida de
Aécio – nos últimos dias da campanha – agregaram todas as forças
conservadoras, reacionárias, revanchistas, fazendo crescer uma onda que
projetou a candidatura de Aécio. Desta forma atingiu, sobretudo em
alguns estados, a votação e o número de deputados federais dos partidos
da base, principalmente o PT e o PCdoB, que diminuíram suas bancadas.



O crescimento de Aécio no final do primeiro turno açulou as principais
lideranças conservadoras, os grandes grupos da mídia passaram mais
ostensivamente a se pronunciar e defender a candidatura de Aécio, como o
Estadão, O Globo e Folha de S. Paulo. Assim,
estamos diante do curso de uma grande escalada reacionária para derrotar
a presidenta Dilma nessa última quadra da campanha presidencial.
Encontramo-nos em face de uma ofensiva de grande proporção, porquanto as
forças conservadoras, demonstrando grande poder, apressam a divulgação
espalhafatosa e planejada, inclusive de áudios escolhidos conforme seus
interesses, resultante da delação premiada, sem nenhuma prova, constando
de afirmações genéricas para denunciar a direção do PT e outros
integrantes da base do governo. (“A justiça em Campanha” junto com os
grandes grupos de mídia. Blog Conversa Afiada/ Paulo Henrique Amorim). A
delação premiada é oficialmente feita sob sigilo, que nem a presidenta
da República e o ministro da Justiça têm acesso. Mas, num conluio entre
setores da justiça, Ministério Público e a grande mídia, eles dispõem de
pleno poder para revelar o que está em sigilo, direcionando ao alvo que
pretendem. Numa ostensiva ação política, fabricando escândalos
exatamente no momento da decisão eleitoral final.



Portanto é a batalha final, decisiva, na qual está em jogo o futuro do
Brasil, como temos assinalado: ir adiante ou voltar atrás. Tudo indica
que a contenda do segundo turno se desenha como uma polarização dura e
complexa. Os dois lados buscarão juntar o máximo de forças para vencer.



O papel do PCdoB nesse momento é de alerta total e ação permanente para a
luta, que tem um sentido estratégico. É imensa a nossa
responsabilidade. Nosso Partido se movimentará para estender a base de
apoio à nossa candidata e, com os aliados, empreender persistentes
esforços buscando uma frente ainda maior de votos para Dilma. Nenhum
quadro ou militante faltará ao chamamento dessa batalha decisiva, como
sempre tem sido.



É nesse contexto que quero situar o papel e a importância da grande
vitória alcançada pelo Partido no Maranhão. No Maranhão a presidenta
Dilma conseguiu quase 70% dos votos. Como pontuou a nota da Direção
Estadual do PCdoB no Maranhão: “As votações consagradoras de Flávio Dino
para o governo e Dilma para a presidência no primeiro turno do Maranhão
confirmam que essa é a aliança que o povo escolheu para empreender as
mudanças que o nosso estado tanto precisa”. E temos ressaltado o grande
mérito de Flávio Dino, na liderança da campanha, pelo seu discernimento e
abnegação, enfrentado constantemente grandes riscos, baixarias e
desatinos do clã dominante.



A frente realizada no Maranhão tornou-se vitoriosa com a eleição de
Flavio Dino no primeiro turno. Flavio e Dilma foram os mais votados
nesse estado. Daqui em diante a única eleição que transcorrerá no
Maranhão, até o dia 26, é a eleição nacional, polarizada em torno de
dois projetos antagônicos, representados por Aécio e Dilma, neste
último, do qual o PCdoB joga toda sua força porque está em jogo o
destino do país. Nesse sentido e pela conquista emblemática para o
PCdoB, sendo o ápice do nosso projeto a conquista do Maranhão, se
destaca o papel de Flavio Dino, como liderança maior desse estado.



Os resultados do embate eleitoral para o PCdoB



Já salientamos como um grande feito do povo e do PCdoB do Maranhão a
eleição de Flávio Dino para governador. Pela primeira vez na história do
país, o PCdoB elege o primeiro governador de Estado. Esta conquista tem
grandeza, ainda mais pelo fato de a vitória de Flávio Dino significar a
derrota do mais antigo ciclo político oligárquico reinante no país.



Em nota da Presidência do PCdoB, já nos manifestamos inicialmente acerca
do nosso desempenho nas urnas no primeiro turno. Devemos proceder no
momento oportuno, posterior ao segundo turno, ao balanço do nosso
desempenho eleitoral. Mas, como tínhamos assinalado, para a Câmara
Federal houve um refluxo na votação do Partido. Em 2010, elegemos 15
deputados federais e, agora, conquistamos 10 cadeiras. Destas, 40% de
quadros jovens e que ocupam pela primeira vez um mandato na Câmara dos
Deputados. Para esta o Partido fez um total de 1.913.015 votos,
equivalentes a 1,98% da votação total. Tivemos uma queda 30,3% comparado
com a eleição de 2010, quando alcançamos 2.747.983 votos, equivalentes a
2,85% da votação total.



Antes de tudo podemos constatar que as forças conservadoras realizaram
pesado ataque aos partidos da base de sustentação do governo e da
campanha da presidenta Dilma. Esse ataque se concentrou, em especial,
contra as legendas de esquerda, principalmente o PT, e também nosso
Partido – comparativamente a 2010 –, tiveram suas bancadas diminuídas. O
refluxo de nossa votação se deu no âmbito do recuo do número das
cadeiras conquistadas pelas legendas da base aliada do governo. O
balanço inicial já demonstra o crescimento das forças conservadoras na
ocupação das cadeiras na Câmara dos Deputados. Outro fator a ser
examinado é o da fragmentação: seis novas legendas neste pleito
conseguiram representação na Câmara dos Deputados.



Nesse mesmo contexto, devemos examinar a redução de nossa representação
no Senado Federal. Tentamos manter duas cadeiras, com a candidatura da
deputada federal Perpétua Almeida ao Senado pelo estado do Acre, mas a
despeito da boa votação obtida, ela não se elegeu. Numa disputa muito
desigual quando o opositor se utilizou de vultosa soma de recursos.
Registre-se também que conseguimos a primeira suplência ao Senado no Rio
de Janeiro, na vitória de Romário ao Senado.



Para as assembleias legislativas estaduais tivemos um bom resultado,
aumentando de 18 para 25 cadeiras. Alcançamos 2.754.206 votos,
equivalentes a 2,8% da votação total para as Assembleias Estaduais. Um
crescimento de 16% comparado com as eleições de 2010. Este crescimento
sinaliza que o Partido se enraíza mais nos estados e que ele tanto forma
quanto acolhe mais lideranças de distintos segmentos sociais.



Agora vamos nos voltar inteiramente e nos dedicar à batalha final do
segundo turno. Está em jogo o futuro de anos e décadas do Brasil. É uma
batalha de sentido estratégico para o caminho traçado pelo Programa do
PCdoB.



*Presidente do Partido Comunista do Brasil (PCdoB)



Roberto Amaral apoia Dilma - Mensagem aos militantes do PSB e ao povo brasileiro - Revista Forum

roberto amaral eduardo campos

Revista Forum
A luta interna no PSB, latente há algum tempo e agora aberta, tem como cerne a definição do país que queremos e, por consequência, do Partido que queremos. A querela em torno da nova Executiva e o método patriarcal de escolha de seu próximo presidente são pretextos para sombrear as questões essenciais. Tampouco estão em jogo nossas críticas, seja ao governo Dilma, seja ao PT, seja à atrasada dicotomia PT-PSDB – denunciada, na campanha, por Eduardo e Marina como do puro e exclusivo interesse das forças que de fato dominam o país e decidem o poder.

Ao aliar-se acriticamente à candidatura Aécio Neves, o bloco que hoje controla o partido, porém,  renega compromissos programáticos e estatutários, suspende o debate sobre o futuro do Brasil, joga no lixo o legado de seus fundadores – entre os quais me incluo – e menospreza o árduo esforço de construção de uma resistência de esquerda, socialista e democrática.

Esse caminhar tortuoso contradiz a oposição que o Partido sustentou ao longo do período de políticas neoliberais e desconhece sua própria contribuição nos últimos anos, quando, sob os governos Lula dirigiu de forma renovadora a política de ciência e tecnologia do Brasil e, na administração Dilma Rousseff, ocupou o Ministério da Integração Nacional.      

Ao aliar-se à candidatura Aécio Neves, o PSB traiu a luta de Eduardo Campos, encampada após sua morte por Marina Silva, no sentido de enriquecer o debate programático pondo em xeque a nociva e artificial polarização entre PT e PSDB. A sociedade brasileira, ampla e multifacetada, não cabe nestas duas agremiações. Por isso mesmo e, coerentemente, votei, na companhia honrosa de Luiza Erundina, Lídice da Mata, Antonio Carlos Valadares, Glauber Braga, Joilson Cardoso, Kátia Born e Bruno da Mata, a favor da liberação dos militantes.     

Como honrar o legado do PSB optando pelo polo mais atrasado? Em momento crucial para o futuro do país, o debate interno do PSB restringiu-se à disputa rastaquera dos que buscam sinecuras e recompensas nos desvãos do Estado. Nas ante-salas de nossa sede em Brasília já se escolhem os ministros que o PSB ocuparia num eventual governo tucano. A tragédia do PT e de outros partidos a caminho da descaracterização ideológica não serviu de lição: nenhuma agremiação política pode prescindir da primazia do debate programático sério e aprofundado. Quem não aprende com a História condena-se a errar seguidamente.    

Estamos em face de uma das fontes da crise brasileira: a visão pobre, míope, curta, dos processos históricos, visão na qual o acessório toma a vez do principal, o episódico substitui o estrutural, as miragens tomam o lugar da realidade. Diante da floresta, o medíocre contempla uma ou outra árvore. Perde a noção do rumo histórico.       

Ao menosprezar seu próprio trajeto, ao ignorar as lições de seus fundadores – entre eles João Mangabeira, Antônio Houaiss, Jamil Haddad e Miguel Arraes –, o PSB renunciou à posição que lhe cabia na construção do socialismo do século XXI, o socialismo democrático, optando pela covarde rendição ao statu quo. Renunciou à luta pelas reformas que podem conduzir a sociedade a um patamar condizente com suas legítimas aspirações.

Qual o papel de um partido socialista no Brasil de hoje? Não será o de promover a conciliação com o capital em detrimento do trabalho; não será o de aceitar a pobreza e a exploração do homem pelo homem como fenômeno natural e irrecorrível; não será o de desaparelhar o Estado em favor do grande capital, nem renunciar à soberania e subordinar-se ao capital financeiro que construiu a crise de 2008 e construirá tantas outras quantas sejam necessárias à expansão do seu domínio, movendo mesmo guerras odientas para atender aos insaciáveis interesses monopolísticos.       

O papel de um partido socialista no Brasil de hoje é o de impulsionar a redistribuição da riqueza, alargando as políticas sociais e promovendo a reforma agrária em larga escala; é o de proteger o patrimônio natural e cultural; é o de combater todas as formas de atentado à dignidade humana; é o de extinguir as desigualdades espaciais do desenvolvimento; é o de alargar as chances para uma juventude prenhe de aspirações; é o de garantir a segurança do cidadão, em particular aquele em situação de risco; é o de assegurar, através de tecnologias avançadas, a defesa militar contra a ganância estrangeira; é o de promover a aproximação com nossos vizinhos latino-americanos e africanos; é o de prover as possibilidades de escolher soberanamente suas parcerias internacionais. 

É o de aprofundar a democracia.      

Como presidente do PSB, procurei manter-me equidistante das disputas, embora minha opção fosse publicamente conhecida. Assumi a Presidência do Partido no grave momento que se sucedeu à tragédia que nos levou Eduardo Campos; conduzi o Partido durante a honrada campanha de Marina Silva. Anunciados os números do primeiro turno, ouvi, como magistrado, todas as correntes e dirigi até o final a reunião da Comissão Executiva que escolheu o suicídio político-ideológico.

Recebi com bons modos a visita do candidato escolhido pela nova maioria. Cumprido o papel a que as circunstâncias me constrangeram, sinto-me livre para lutar pelo Brasil com o qual os brasileiros sonhamos, convencido de que o apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff é, neste momento, a única alternativa para a esquerda socialista e democrática. Sem declinar das nossas diferenças, que nos colocaram em campanhas distintas no primeiro turno, o apoio a Dilma representa mais avanços e menos retrocessos, ou seja, é, nas atuais circunstâncias, a que mais contribui na direção do resgate de dívidas históricas com seu próprio povo, como também de sua inserção tão autônoma quanto possível no cenário global.

Denunciamos a estreiteza do maniqueísmo PT-PSBD, oferecemos nossa alternativa e fomos derrotados: prevaleceu a dicotomia, e diante dela cumpre optar. E a opção é clara para quem se mantém fiel aos princípios e à trajetória do PSB.

O Brasil não pode retroagir.


Convido todos, dentro e fora do PSB, a atuar comigo em defesa da sociedade brasileira, para integrar esse histórico movimento em defesa de um país desenvolvido, democrático e soberano. 

Rio de Janeiro, 11 de outubro de 2014.
Roberto Amaral”

sábado, 11 de outubro de 2014

Dilma x Aécio; Lula x FHC; Jango x ditadura; Juscelino x UDN; etc.- Revista Fórum


Revista Fórum

A história mostra que mais além de partidos políticos, a principal disputa na política é entre progressismo e conservadorismo; no dia 26, o Brasil vai decidir se continua a arrancada rumo ao futuro que começou em 2002 ou se a interrompe, como aconteceu em 1964
Por Nicolas Chernavsky, em culturapolitica.info

Finalmente chegou a hora. Depois de uma abrupta guinada para o conservadorismo em 1964, gradualmente o Brasil conseguiu sair das trevas para chegar à predominância do progressismo a partir da eleição de Lula em 2002. Nestes 12 anos, o Brasil conseguiu avanços extraordinários, como retirar 36 milhões de pessoas da miséria e ascender 40 milhões de seres humanos para a classe média. Saímos do mapa da fome no mundo. Reduzimos o desemprego à metade com aumentos consideráveis de salários. Estamos conseguindo realizar o sonho de muitas gerações de brasileiros. Estamos deixando de ser um país pobre e virando um país de classe média! Não era isso o que queríamos?

Já houve outro momento assim. Entre 1945 e 1964, finalmente tivemos um período duradouro de democracia no Brasil. Ao longo destas duas décadas, passando pelos governos de Dutra, Getúlio, Juscelino e Jango (com alguns meses de Jânio antes deste) gradualmente as forças progressistas foram conquistando mais e mais votos, inclusive no parlamento nacional. Getúlio criou a Petrobras, 

Juscelino criou Brasília e Jango impulsionava as reformas de base. O Brasil era uma das maiores democracias do mundo. Mas isso acabou em 1964, quando o governo dos Estados Unidos, junto com os setores mais conservadores do Brasil, inclusive nos meios de comunicação e nas Forças Armadas, organizaram um golpe de Estado que acabou com a democracia e instaurou a predominância do conservadorismo no país que só veio a ser vencida com a eleição de Lula em 2002, depois de um crescimento do progressismo através do movimento pelas Diretas Já, da Constituição de 88 e do crescimento eleitoral dos partidos mais progressistas.

Chegamos a 2014, quando o conservadorismo apresenta um candidato sedutor, com boa lábia, talvez até simpático pessoalmente, mas que traz a carga da história às suas costas, com décadas sendo um elemento central no espectro mais conservador da política brasileira. Aécio foi presidente da Câmara de Deputados durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, na coalizão conservadora liderada pelo PSDB que governou o Brasil entre 1995 e 2002. Em 1994, o presidente Itamar Franco havia implementado o Plano Real, que estava controlando a inflação, e como Fernando Henrique Cardoso era ministro de Economia de Itamar, acabou surfando no fim da inflação e se elegendo presidente em 1994. De 1995 a 2002, apesar da inflação ficar controlada, o país assistiu ao aumento vigoroso do desemprego, com a venda a preços baixíssimos de inúmeras empresas estatais, inclusive de grande parte das ações da Petrobras. Do ponto de vista da redução da pobreza, o país caminhava lentamente, endividando-se exponencialmente em relação ao PIB e tendo que apelar a um empréstimo de grande valor do Fundo Monetário Internacional (FMI), que reduziu fortemente de maneira temporária a liberdade do Brasil para escolher sua política econômica.

Quando Lula venceu as eleições em 2002, iniciou um extraordinário esforço de comércio exterior, multiplicando nosso saldo comercial e reconquistando aos poucos a nossa liberdade para decidir nossa política econômica, ao devolver ao FMI o dinheiro que este havia emprestado. Ao mesmo tempo, o governo Lula colocou o Estado para aliviar o sofrimento de dezenas de milhões de pessoas que não tinham o suficiente para comer e viviam na miséria, enquanto diminuía o desemprego e aumentava o salário mínimo. A Petrobras aumentou exponencialmente de valor e a Caixa Econômica Federal passou a permitir a muito mais brasileiros e brasileiras ter uma casa própria, pois o volume de empréstimos habitacionais também se multiplicou. Um turbilhão de ascensão social tomou conta do Brasil, elevando para a classe média 40 milhões de pessoas, tirando o Brasil do mapa mundial da fome e tornando nosso país uma esperança para o mundo, que sofreu com a crise econômica mundial de 2008 e olhava para o Brasil tentando entender como nosso país passou pela crise gerando empregos e distribuindo renda.

O governo Dilma manteve a coalizão política e os princípios norteadores progressistas do governo Lula, com o aprofundamento da redução da miséria e da redução do desemprego, e a continuação do aumento da renda das famílias, mesmo com o crescimento do PIB sendo atingido pela maior crise econômica mundial em mais de 80 anos. Com Dilma, o Brasil protegeu a liberdade na Internet aprovando um marco legal para o setor que abre caminho para que o mundo crie instituições democráticas para gerir a Internet, para que ela não continue basicamente sendo gerida pelos Estados Unidos e alguns países próximos. Com Dilma, a Petrobras começou a gerar bilhões, que se tornarão trilhões de reais, para que o Estado democrático brasileiro possa investir naquilo que a sociedade ainda não consegue fazer sem ele, que é garantir o acesso a todos ao conhecimento em escolas e universidades, um atendimento à saúde para todos de boa qualidade, empréstimos para compra de casas e apartamentos, avanços na ciência e tecnologia, assistência emergencial a quem estiver na miséria e não tiver o que comer, crédito e seguro para a produção agrícola, policiamento e segurança pública, proteção do meio ambiente e tantas outras áreas.

Nossa democracia nos dá a maravilhosa possibilidade de somente eleger uma presidenta ou um presidente se esta ou este tiver mais de 50% dos votos, diferentemente de muitos outros países em que os sistemas políticos permitem que um chefe de governo chegue ao poder com 35% ou 40% dos votos. Assim, Dilma e Aécio disputarão essa maioria. O progressismo e o conservadorismo disputarão aos olhos da história, e os olhos da história somos nós. Junte-se à jornada daqueles que acreditam na Humanidade. Vamos progressismo! Vamos Dilma!

Presidente do PSB diz que apoio a Aécio “trai a história do partido” - Portal Vermelho

Roberto Amaral - Presidente do PSB diz que apoio a Aécio “trai a história do partido” - Portal Vermelho

10 de outubro de 2014 - 16h42






Presidente do PSB diz que apoio a Aécio “trai a história do partido”



Revelando o
racha interno no PSB depois que a Executiva Nacional do partido decidiu,
por maioria dos votos, apoiar o tucano Aécio Neves do (PSDB), o
presidente do partido, Roberto Amaral, disse em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo,
nesta sexta-feira (10), que um setor pernambucano age como se a legenda
fosse espólio do ex-governador Eduardo Campos e classificou a postura
como “coronelismo, enxada e voto”.






Roberto Amaral, presidente do PSB, defendia a independência do partido no segundo turno.
Roberto Amaral, presidente do PSB, defendia a independência do partido no segundo turno.


Amaral, que defendia a independência do partido no segundo turno
da campanha, disse que o PSB, ao apoiar Aécio, estava “traindo a
história do partido”. Ele completa: “Em outras palavras, quando o
Partido Socialista Brasileiro teve a oportunidade de avançar, de se
preparar para construir uma proposta de socialismo para o século 21, ele
optou pelo patriarcalismo, ou, se quisermos, pelo coronelismo”.





Segundo Amaral, essas lideranças articulam internamente para lançar um
candidato à Presidência da legenda na eleição marcada para segunda-feira
(13).



“Mesmo quando o engenho vai à falência e o filho do dono do senhor do
engenho vai morar em Boa Viagem [principal avenida do Recife], ele
continua ideologicamente senhor de engenho. Isso tem consequências em
tudo. No seu relacionamento com as pessoas, com as coisas, com as
instituições. Ele fica preso ao engenho que já se acabou. Volta às
formas tradicionais de dominação, que determinam as formas tradicionais
de fazer política. Isso está sendo levado à eleição do PSB. Esse é o
perigo que eu aponto. Poderá marcar profundamente o partido”, disse
Amaral.



Nome aos bois



Essa postura, de acordo com Amaral, está sendo tomada pela direção do
PSB de Pernambuco, que comandou a campanha pela adesão a Aécio. “É uma
máquina, não são as pessoas”, definiu Amaral, afirmando que tem um
e-mail datado do dia 27 de agosto e assinado por Sileno Guedes,
presidente do partido no estado, e pelo prefeito Geraldo Júlio, se
comprometendo a apoiar a sua candidatura.



“Mas pela imprensa vejo que usam também o estilo ‘esqueçam o que
escrevi’ e saem notas dizendo que não vão respeitar o que eles mesmos
escreveram. Fazem um compromisso e depois o transformam em letra morta”,
disparou Amaral.



Motivos



O presidente do PSB atribui esse ataque à sua posição contrária ao apoio
a Aécio Neves. “De uns 15 dias para cá, começaram a aparecer notinhas
nos jornais que tentam me reduzir a um agente da presidente Dilma
Rousseff e a agente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Essa
tentativa busca a minha desqualificação ética e ideológica, como se a
disputa pela Presidência do partido fosse uma disputa de pessoas, quando
se trata de uma disputa entre uma visão de esquerda contra uma visão
conservadora. Represento os companheiros de partido querem conservar o
PSB na esquerda”, pontuou Amaral.



PSB da Bahia oficializa apoio a Dilma



O diretório estadual do PSB da Bahia oficializou nesta sexta-feira (10)
apoio à reeleição da presidenta Dilma Rousseff na disputa do segundo
turno. Em nota oficial, o diretório afirma que a presidenta “está menos
distante do posicionamento político e ideológico” do partido.



O documento destaca que o partido, nacionalmente, optou por Aécio Neves,
do PSDB, mas o diretório não endossava a decisão porque o projeto dos
tucanos para a Bahia “é representado pelas forças de direita às quais
nos opusemos durante toda a nossa vida política” e por isso decidia “por
maioria, apoiar a reeleição de Dilma Rousseff à Presidência da
República”.



A nota enfatiza a posição programática “na defesa da proposta de 10% do
PIB nacional para Educação e 10% da receita bruta da União para a
Saúde”, o que converge com o plano de governo de Dilma.



A senadora Lídice da Mata, presidente do partido no estado, já havia
manifestado sua posição contrária ao apoio a Aécio. “De jeito nenhum
apoiaria Aécio”, disse a senadora à coluna Satélite, do jornal Correio.
E completou: “Marina Silva vai ter uma posição com a Rede e o PSB vai
ter a sua. Elas podem coincidir ou não. Pensar, eu penso em um lado”.



Com informações de agências

Liberdade, essa palavra - Em Minas , ameaças à liberdade de imprensa - veja o video!






Juristas lançam manifesto nacional em apoio a Dilma - Brasil 247




Advogados, membros do Ministério Público, professores universitários de Direito e estudantes de Direito de vários estados do Brasil lançaram um Manifesto Nacional de apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) nesta quarta-feira 8; documento é assinado primeiramente pelo professor Celso Antônio Bandeira de Mello, maior administrativista do País; lançamento do manifesto foi feito em Curitiba

9 de Outubro de 2014 às 16:26


Blog do Tarso - Advogados, membros do Ministério Público, professores universitários de Direito e estudantes de Direito de vários estados do Brasil lançaram um Manifesto Nacional de apoio à reeleição da presidenta Dilma Rousseff (PT), ontem (8). Foi uma iniciativa dos advogados Edésio Passos, André Passos, Tarso Cabral Violin e vários outros profissionais do Direito.

Quem primeiro assina o manifesto é o Prof. Dr. Celso Antônio Bandeira de Mello, o maior administrativista do país.

Juristas, professores e estudantes do Paraná, que inicialmente elaboraram o manifesto, fizeram o lançamento do documento ontem (8), em Curitiba. Estavam presentes professores da Universidade Federal do Paraná, Universidade Positivo, UniCuritiba, UniBrasil e de várias outras instituições de ensino de Direito.

O ato foi realizado pela advogada e vice-prefeita de Curitiba, Mirian Gonçalves, e pelo advogado e professor de Direito do Trabalho da UFPR, Wilson Ramos Filho (Xixo), que também teve o objetivo de organizar a campanha no Paraná.

Os advogados, professores, bacharéis ou estudantes de Direito podem assinar o manifesto e ver quem já assinou aqui.

Veja o texto do manifesto:

Agora é Dilma Presidenta 13! Manifesto dos Juristas


No governo Dilma foram sancionadas a Lei de Acesso à Informação e o Marco Civil da Internet, Lei da Comissão Nacional da Verdade, Lei das Parcerias entre Administração Pública e Organizações da Sociedade Civil.

Por um Brasil cada vez mais justo e igualitário; pelo meio ambiente equilibrado; por uma nação cada vez mais reconhecida internacionalmente; pela defesa da liberdade religiosa em um Estado Laico; pela liberdade de expressão e democratização da mídia; pela defesa de nossa Constituição Social, Republicana e Democrática de Direito de 1988; por uma Reforma Política que aprimore ainda mais a Democracia brasileira em construção; pela defesa dos movimentos sociais; pelas Defensorias Públicas estruturadas e autônomas; pelo fim da miséria e redução das desigualdades social e regionais; por um Estado presente na ordem social e econômica; por uma América Latina unida; por uma economia mais solidária; pela não privatização da Petrobrás, do Banco do Brasil, das Universidades Federais e demais entidades estratégicas; pela manutenção do pré-sal sob domínio brasileiro; pela manutenção da independência do Ministério Público, dos Tribunais de Contas, das CPIs e da Polícia Federal na investigação de todo e qualquer rastro de corrupção; pelo ensino público e não mercantilizado; por uma saúde pública cada vez mais universalizada; pela manutenção e ampliação das conquistas econômicas e sociais dos Governos Lula e Dilma (2003-2014); e por uma eleição sem boatos e calúnias; nós, juristas, professores universitários e estudantes de Direito, abaixo-assinados, declaramos voto à candidatura da Presidenta Dilma Rousseff 13, do Partido dos Trabalhadores (PT), neste segundo turno das eleições de 2014, para que ela continue sendo a nossa primeira mulher Presidente do Brasil!
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