sábado, 31 de março de 2012

CTB mobiliza para ato contra desindustrialização em SP no dia 04 - Portal CTB

CTB mobiliza para ato contra desindustrialização em SP no dia 04



A CTB São Paulo, em parceria com as  centrais sindicais CGTB, FS, NCST e UGT, está convocando toda a classe trabalhadora, sindicatos, associações e federações a participarem, no dia 04 de abril, do grande ato que promete sacudir São Paulo contra a desindustrialização, geração de emprego e renda.
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"Grito de Alerta" em Porto Alegre reuniu mais de 10 mil manifestantes
O ato, que acontece na Assembleia Legislativa de SP (Alesp), a partir das 10h, é parte do calendário de atividades do movimento “Grito de Alerta em Defesa da Produção e do Emprego”, construído pelo Fórum das Centrais Sindicais e conta com o apoio do setor industrial.
União de forças
Compõem também o movimento estudantes, entidades, sindicatos e federações, como Sindicato Metalúrgicos de SP, Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté; Sindicato dos Metalúrgicos de Cajamar, Sindicato dos Metalúrgicos de Salto, Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba, Federação Interestadual dos Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal), Sicetel, Sinafer, Simefre, Sinditextil, Abine, Abimaq, Abiquim, Abipeças, Sicetel, Iabr, Fiemg, Abifa, Abiplast.
O movimento Grito de Alerta nasceu do Pacto pelo Desenvolvimento com Geração de Emprego e Renda, construído unitariamente pelas centrais sindicais, preocupadas com a eliminação dos postos de trabalho na indústria nacional, a perda de participação da indústria no PIB brasileiro no ano passado e o crescimento das importações de produtos acabados ao passo que as commodities ganham peso na balança comercial.
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Reunião das centrais que definiu a criação do pacto
Números preocupantes
Dados do IBGE revelam que o Brasil fechou 2011 com um saldo bem abaixo das primeiras projeções do governo, que era de 3 milhões de novos postos de trabalho na indústria. Só em novembro, o IBGE registrou queda de 0,1% se comparado com o mês anterior.
Para o presidente da CTB São Paulo, Onofre Gonçalves, é imperativo que o setor produtivo brasileiro deixe de ser penalizado pela alta taxa de juros, pela sobrevalorização cambial e pela entrada de mercadorias livres de taxas em nossos portos. “É uma concorrência desleal. Daí a importância de nos unirmos nessa luta contra a desindustrialização, que precisa ter uma solução emergencial. Porque dessa forma, não há a menor condição de a indústria brasileira competir com os produtos estrangeiros”, alertou o dirigente.
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Centrais definem os últimos preparativos para o ato no Paraná
Brasil afora
Manifestações semelhantes estão sendo realizadas nas principais capitais brasileiras. No último dia 26, foi a vez de Porto Alegre receber o ato, que contou com a participação de cerca de 10 mil trabalhadores, empresários e estudantes, que iniciaram uma caminhada até o Palácio Piratini, onde os sindicalistas entregaram ao governador do estado, Tarso Genro, o documento chamado “Medidas emergenciais para retomada da indústria nacional”, com as propostas para estancar a desindustrialização do país.
Além de São Paulo e Porto Alegre, fazem parte ainda do calendário atos em Santa Catarina (28 de março), Paraná (03 de abril), Manaus (13 de abril), Ceará, Bahia e Brasília (10 de maio), que encerra as atividades.
“A CTB está orientando a todos os sindicatos, federações e associações que se organizem para levarmos mais de 100 mil trabalhadores à Alesp contra essa política macroeconômica do governo que está fechando postos de trabalho e afetando diretamente à classe trabalhadora, bem como os rumos do desenvolvimento do país. Todos à Alesp no dia 04 de abril”, convocou o presidente da CTB-SP.

Serviço:
Grito de Alerta contra desindustrialização em São Paulo
Dia 04 de abril (quarta-feira)
A partir das 10h
Assembleia Legislativa do Estado de SP (Alesp)
Av. Pedro Álvares Cabral, 201 - Ibirapuera - SP

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sexta-feira, 30 de março de 2012

O mais bonito programa do PCdoB - #PCdoB90anos

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Quando os ponteiros ou os dígitos dos relógios brasileiros alcançarem as 20h30 desta quinta-feira (29), as milhões de pessoas sintonizadas em qualquer canal de televisão aberta viverão um efeito inusitado. Serão magicamente transportadas ao ano de 1922, calçando o rastro de um menino de Niterói (RJ) que corre e brinca ao redor do cenário de um dos maiores acontecimentos políticos de toda a história nacional: a fundação do partido mais antigo do país, o Partido Comunista do Brasil.
Os 90 anos do PCdoB ganharam roupagem cinematográfica que desfilará pelos lares de todas as regiões e classes sociais do país em um programa televisivo de 10 minutos, comemorando esse aniversário importantíssimo para a democracia brasileira, fundindo dramaturgia e documentário, ficção e fato, sonho e despertar. “O PCdoB é artífice de tudo o que mais honra a história do nosso querido Brasil”, sintetiza a última fala do filme. Quem afirma é a presidente da República Dilma Rousseff. Além da presidente, o programa contará com um depoimento do ex-presidente Lula, que vai falar pela primeira vez na TV depois de se recuperar da sua doença.

Ao menino de 1922 juntam-se atores inúmeros interpretando diversos dos episódios mais determinantes da biografia comunista no Brasil. Fazem companhia aos depoimentos sinceros e intimistas de bravos como João Amazonas, Aldo Rebelo, Fernando Morais, Manuela D'Ávila, Inácio Arruda, Netinho de Paula, Luciana Santos, Vanessa Grazziotin e Renato Rabelo. Para o diretor do programa Marcelo Brandão, esse foi o formato anatomicamente capaz de dar conta do desafio.

“Trata-se de um filme que conta 90 anos do Brasil em 10 minutos, isso não é fácil. Optamos pela dramaturgia por considerar a grande visibilidade dessa exibição e privilegiar uma linguagem que já dialoga culturalmente com todos. Já as falas em documentário não carregam o tom de declarações políticas, são quase conversas em documentário que vão ajudando a contar essa história”, afirma. Entre as cenas representadas estão a fundação da legenda, o comício de Luiz Carlos Prestes em 1945, a reorganização do Partido em 1962, a ditadura militar, as Diretas Já e a redemocratização.

Completamente registrado e finalizado na tecnologia de alta definição (HD), o filme levou teve uma produção executada em três meses e vinte dias para ser filmado, envolvendo o trabalho de aproximadamente 90 pessoas e locações em diversas cidades do país. Com intenso trabalho das equipes e direção de arte, direção de fotografia, logística, produção e preparação teatral, o programa alcançou as excelências estética e discursiva necessárias a uma homenagem à altura de seu homenageado.

O produtor e coordenador do programa nacional de televisão do PCdoB, Kerison Lopes, ressalta que a produção de uma peça abrangente, que dialogue com facilidade e grande alcance para a população brasileira, está sintonizada com os principais interesses do partido hoje: “O PCdoB persegue, constantemente, a reafirmação dos seus valores de forma renovada, abrindo mais canais, explorando as possibilidades de linguagem, buscando a aproximação com as pessoas que sonham o Brasil mais igualitário, coletivo, saudável socialmente. Este é o nosso compromisso, que deverá ser cada vez mais impresso em nossas estratégias de comunicação até o nosso centenário e ainda muito além”.

O programa especial “90 anos do PcdoB” também será disponibilizado aqui no Portal Vermelho após a sua exibição nas redes de TV aberta nesta quinta-feira (29).


Da Redação do Vermelho

 

segunda-feira, 26 de março de 2012

Na eleição da FUNCEF, vote na oposição: Chapa dos Associados-2



O homem que criou a nova sigla, PCdoB - Portal Vermelho

O homem que criou a nova sigla, PCdoB - Portal Vermelho
Carlos Pompe *

Há 50 anos, João Amazonas, Pedro Pomar, Calil Chade e o deputado estadual do PSB, Jetero Faria Cardoso, realizaram em São Paulo, capital, um ato comemorativo dos 40 anos do Partido Comunista do Brasil.


Foi a primeira atividade pública dos que não aceitaram a mudança dos estatutos, do programa e do nome, para Partido Comunista Brasileiro, da entidade fundada em 1922. Porém a sigla PCB, desde a fundação usada pelos comunistas, só era citada eventualmente pelos reorganizadores. Eles optavam por escrever o nome do partido por extenso ou por grafar PC do Brasil. O Partido Comunista Brasileiro se apoderou, política e historicamente, da sigla PCB.

Desde o início, os reorganizadores reivindicaram a herança política e histórica do Partido Comunista do Brasil, incorporando e defendendo as características que consideravam revolucionárias e leninistas. Ao mesmo tempo, não negavam, mas faziam uma dura apreciação crítica (autocrítica) do que consideravam reformista e revisionista na atividade prática e teórica desenvolvida nos 40 anos anteriores da organização. Porém, na atuação desenvolvida naquele período, inclusive pelo amplo prestígio e liderança de Luiz Carlos Prestes, principal figura, à época, do PC Brasileiro (PCB), era difícil para os reorganizadores se apresentarem como os verdadeiros herdeiros da trajetória comunista iniciada em 1922.

Um dos reorganizadores e, depois, dirigente do Partido, Dyneas Aguiar, contou ao historiador Augusto Buonicore a origem da sigla que passou a diferenciar mais amplamente os dois partidos: “A sigla PCdoB, para a qual não existia precedente, surgiu numa dessas reuniões em Brasília com a participação de Amazonas. Nos primeiros documentos ainda se escrevia Partido Comunista do Brasil, sigla PCB. A ideia de incluir o DO se deu numa reunião com alguns jornalistas. Alguém falou: ‘vem cá, que negócio complicado é esse, tem PCB e PCB? Dois PCB? Como podemos diferenciar os dois partidos? Não poderia ficar PCB e PCdoB’, pondo a tônica no DO. Não sei precisar exatamente quem teve a brilhante ideia (...) Isso, possivelmente, deve ter acontecido em meados de 1963. Nascida num clima descontraído, a coisa acabou pegando. O Partido Comunista do Brasil tinha agora uma nova sigla: PCdoB”. Numa conversa que Buonicore teve com Moniz Bandeira, este disse que a proposta partiu dele.


O baiano Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira é professor universitário, cientista político e historiador luso-brasileiro, especialista em política exterior do Brasil e suas relações internacionais, principalmente com a Argentina e os Estados Unidos. Um dos fundadores, após o golpe militar de 1964, da organização Política Operária (Polop), é autor de vários livros, dentre eles O Ano Vermelho – Revolução Russa e seus Reflexos no Brasil (1967), Lênin, Vida e Obra (1978), Formação do Império Americano - da guerra contra a Espanha à guerra no Iraque (2005).

Em 1985, com a reconquista da liberdade partidária, os comunistas passaram a atuar legal e plenamente, e assim o fazem até hoje. Em 1986, pela primeira vez candidatos se apresentaram com a sigla PCdoB, na eleição para a Constituinte. Foram eleitos deputados constituintes Aldo Arantes (GO), Edmilson Valentim (RJ), Eduardo Bonfim (AL), Haroldo Lima (BA) e a atual senadora pelo Partido Socialista Brasileiro, Lídice da Mata (BA). Antes, em 1978, pelo Movimento Democrático Brasileiro, MDB, o operário Aurélio Peres foi eleito deputado federal por São Paulo. No seu segundo mandato, assumiu, juntamente com os parlamentares federais do então PMDB, Haroldo Lima (BA), José Luiz Guedes (MG) e Aldo Arantes (GO), a legenda do PCdoB. Quando o deputado federal por São Paulo, Aldo Rebelo, presidiu a Câmara Federal, o PCdoB chegou a exercer a Presidência da República, na ausência do país do então presidente Lula e seu vice, José Alencar.

Militares presos pelas Farc serão libertados em 2 e 4 de abril - Portal Vermelho

Militares presos pelas Farc serão libertados em 2 e 4 de abril - Portal Vermelho

Nos próximos dias 2 e 4 de abril, dez militares mantidos como prisioneiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) serão libertados em comum acordo com o comando da guerrilha, autoridades colombianas e integrantes de organizações não governamentais (ONGs). As datas foram divulgadas pela ex-senadora Piedad Córdoba, que participa das negociações. O governo do Brasil contribuirá nas ações de resgate por meio de duas aeronaves e equipes de apoio.


O tema é assunto de uma reunião neste domingo (25), em Bogotá, capital da Colômbia.

Representantes do governo e das ONGs se reunirão para discutir os detalhes das operações de resgate. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha também integrará as ações.

A ex-senadora concedeu entrevista coletiva informando que o início das operações está marcado para o próximo dia 31, em São Gabriel da Cachoeira - fronteira do Brasil com a Colômbia -, quando os envolvidos estarão organizados para as ações de resgate.

De acordo com Piedad Córdoba, uma aeronave deixará São Gabriel da Cachoeira em direção ao aeroporto da cidade colombiana de Villavicencio, em Meta, no dia 2 para seguir até o local definido pelo comando das Farc. As operações de resgate ocorrerão em duas etapas – nos dias 2 e 4 – com intervalo de um dia.

Segundo a ex-senadora, a ordem de liberação dos reféns só será conhecida nos dias das libertações. Do lado brasileiro, as ações são coordenadas pelos ministérios da Defesa e das Relações Exteriores. Os detalhes da operação são preservados como medida de segurança, segundo os negociadores brasileiros.

Agência Brasil

Festa dos 90 anosdo PCdoB em Brasília com Jantar Gaúcho, hoje às 19h30 no CTG-DF

Festa dos 90 anos