quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Liderança do PCdoB na Câmara debate com Mercadante Lei Anti-errorismo , Seca no Nordeste e mais temas estratégicos- Portal Vermelho

PCdoB defende pauta estratégica em reunião com Mercadante - Portal Vermelho

Em reunião, esta semana, com o ministro da Casa Civil, Aloísio Mercadante, a líder do PCdoB, deputada Jandira Feghali (RJ), discutiu a pauta considerada estratégica pelo Partido em tramitação na Câmara. Acompanhada dos deputados João Ananias (CE) e Gustavo Petta (SP), a líder ouviu do ministro o compromisso de que o PCdoB será ouvido antes que o governo envie qualquer texto com proposta de lei de antiterrorismo.

Richard Silva

A audiência foi solicitada pela Liderança do PCdoB, interessada em discutir com o governo as pautas da educação, saúde, comunicação e cultura.

“Foi uma pauta longa”, disse a parlamentar enumerando os assuntos debatidos nas áreas da saúde, educação, comunicação e cultura, além da seca no Nordeste. “E levantei a nossa posição sobre não existir lei antiterrorismo”, disse a parlamentar, destacando que a opinião é compartilhada pelo ministro, que se comprometeu a que “qualquer texto que venha do governo no sentido de regulamentar a Constituição sobre esse tema, ele nos chamaria antes para discutir o texto que possa ser proposto”.

A bancada comunista também defendeu a aprovação rápida do Marco Civil da Internet. “Nós avaliamos que já chegou ao limite negociações e que é importante para o Brasil e para o mundo (a aprovação do projeto), afirmou Feghali.

Segundo ela ainda, a audiência foi solicitada pela Liderança do PCdoB, interessada em discutir com o governo as pautas da educação, saúde, comunicação e cultura. A presença do vice-líder João Ananias, na reunião, resultou na inclusão de discussão sobre a seca no Nordeste.

Resposta

“Nós esperamos a avaliação dele (ministro) e o retorno ao PCdoB nas propostas que apresentamos”, disse Jandira, manifestando interesse de que o governo fortaleça a luta no Legislativo para aprovação de matérias caras aos comunistas e de interesse do país como o Plano Nacional de Educação, o Procultura, o financiamento da saúde, entre outras mais específicas como o direito autoral, as 30 horas de trabalho para Enfermagem, “que tem que entrar em debate para ter resposta”, destacou.

O deputado Gustavo Petta disse que na conversa da bancada do PCdoB com o novo ministro também foi discutida a conjuntura política e a relação do governo com a Câmara.

“Ele apresentou elementos que nos leva a avaliar positivamente o cenário econômico do país. E que o Brasil deve se recuperar dessa situação de dificuldade de crescimento”, afirmou Petta, acrescentando que também foi discutida a necessidade do governo melhorar a relação com o Congresso, para discutir melhor as pautas e a agenda do país.

De Brasília
Márcia Xavier

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

TeleSUR terá Maradona como comentarista da Copa - Portal Vermelho

TeleSUR terá Maradona como comentarista da Copa - Portal Vermelho





O astro do futebol mundial, Diego Armando Maradona, comentará os jogos da Copa do Mundo do Brasil para a TeleSUR junto com o jornalista esportivo uruguaio, Victor Hugo Morales, considerado um dos maiores locutores de gala hispânica. Maradona disse estar muito emocionado por ser parte da equipe que fará a cobertura do Mundial.



Atualmente, Maradona é treinador da Seleção do Iraque. Disputou as copas de 1982, 1986, 1990 e 1994. Foi campeão do mundo em 1986

Chegou um momento importante em minha vida de poder assinar este contrato, que me liga à TeleSUR, que me liga aos meus amigos venezuelanos, que me liga ao presidente Maduro”, afirmou o ex-jogador argentino.



O programa De Zurda, com uma hora de duração, será transmitido do Rio de Janeiro com uma análise diária dos jogos.

"Daqui [da Argentina] eu digo aos venezuelanos e venezuelanas e ao presidente Maduro, que estamos vendo todas as mentiras que os imperialistas estão dizendo e criando. Que estou disposto a ser um soldado da Venezuela para o que for preciso, porque a verdade que estes senhores, se se pode dizer senhores, porque dão asco, por isso acredito na Venezuela, viva Chávez!, viva Maduro!, viva a Venezuela! e aguentem, aguentem, porque a Venezuela, Maduro e Chávez, do céu, está nos acompanhando", disse.

Veja o vídeo com o anúncio feito por Maradona (em espanhol):



Com informações de TeleSUR

UJS lança campanha de resgate histórico - Portal Vermelho



UJS lança campanha de resgate histórico - Portal Vermelho
A União da Juventude Socialista (UJS) completa 30 anos em 2014 e tem um grande desafio: filiar meio milhão de jovens em todo o país. Toda a força da entidade está direcionada para impulsionar a mobilização da juventude em defesa de um novo ciclo político. A UJS não só contribuiu como protagonizou grandes mudanças históricas do país e agora conta com a ajuda dos militantes para contar esses fatos marcantes.



Fundação Maurício Grabois

Lançamento da UJS no Ceará em 1985, na ocasião comemorava-se também o Ano Internacional da Juventude

A ideia é que os militantes e pessoas que já ajudaram a construir a história da entidade enviem fotos, vídeos ou textos que contem fatos importantes e conquistas da União da Juventude Socialista. Os melhores materiais serão premiados durante o 17º Congresso Nacional a ser realizado em Brasília.

A UJS nasceu no dia 22 de setembro de 1984, durante a luta das Diretas Já! A maior juventude organizada do país sempre esteve em defesa do socialismo cientifico de caráter humanista, patriótica, internacionalista, onde participam jovens, estudantes, trabalhadores, esportistas, pesquisadores, agentes culturais e intelectuais que atuam em vários setores e movimentos de todos os estados brasileiros.

Nesses 30 anos de existência, a entidade lutou e acumulou vitórias: voto aos 16, o Fora Collor, a resistência ao Neoliberalismo, a Meia Entrada, os 10% do PIB para educação entre outras grandes conquistas. O desafio é fazer com que os militantes antigos busquem no fundo da memória, ou do HD, as fotos e os vídeos que registraram esses momentos importantes.

Os materiais podem ser enviados para o e-mail ujsvideo@gmail.com ou através dos Correios para o endereço Rua 13 de Maio, 1016, Bela Vista, São Paulo, CEP 01327 – 000.


Da redação do Vermelho com informações da UJS

Ignacio Rangel, 100 anos: “a nação como categoria histórica” - Portal Vermelho - Elias Jabbour *

Ignacio Rangel, 100 anos: “a nação como categoria histórica” - Portal Vermelho

Elias Jabbour *



Prestar uma homenagem a Ignacio de Mourão Rangel por passagem de seu centenário de nascimento neste curto espaço não é uma tarefa das mais fáceis. Honestamente, fiquei em dúvida com relação ao título desta coluna. Por um instante pensei em titulá-la como “Ignacio Rangel, 100 anos: o caminho brasileiro ao socialismo”.



Preferi deixar como está. É uma forma de exprimir o essencial do pensamento deste grande brasileiro nascido na pequena cidade de Mirador, no estado do Maranhão a 20 de fevereiro de 1914. Tratou-se de um marxista muito peculiar que como homem de um tempo deixou-se influenciar sobremaneira pelo econômico e político de Lênin, além de economistas burgueses longe da vulgaridade como Keynes e Schumpeter.



Não tenho nenhuma resignação de afirmar que Ignacio Rangel foi o mais brilhante pensador brasileiro do século 20 e, certamente, o marxista mais completo e original a pintar pelas bandas da América Latina. E se me perguntares a razão desta “adjetivação”, respondo com clareza que Ignacio Rangel foi o pensador que melhor sintetizou as leis do funcionamento de uma formação social complexa como a do Brasil o que o possibilitou a colocar o dedo no futuro de nosso país conforme as concessões à iniciativa privada das infraestruturas estranguladas e o surgimento de um incipiente mercado de capitais demonstram.



Influenciado por Vladimir Lênin, criou uma noção exata da categoria de formação social e sua lei fundamental no Brasil num mix de atraso e dinamismo que confere, até hoje, a existência do avançado em detrimento do pretérito em todas as variantes da base econômica e da superestrutura. Assim, não caiu na tentação da vã explicação, estruturalista e dependentista, da relação entre estagnação e atraso tão comum entre nosso pensamento dito progressista.



A sofisticação de seu jeito de pensar e escrever sem as amarras da academia e da 3ª Internacional expressou-se na observação de fenômenos macroeconômicos complexos (inflação) partindo de características de nossa formação social: forte formação de capital no seio da fazenda de escravos + substituição de importação precoce pré-industrial + especialização da agricultura + industrialização sem reforma agrária + teratológico exército industrial de reserva + baixa propensão ao consumo das classes trabalhadoras = inflação por preços administrados de produtos agrícolas e industriais.



O fio condutor de sua obra é a sua tese da dualidade. Trata-se de uma engenhosa construção analítica que articula contribuições do materialismo histórico marxista, de Smith, de Keynes, da teoria dos ciclos e das crises de Kondratieff e Juglar à formação econômica brasileira, no intuito de entender sua dinâmica e especificidades.



A partir da tese da dualidade, para efeitos analíticos, são classificados em outras quatro as grandes teses de Rangel, expressões de suas interpretações sobre a economia brasileira, a teoria econômica e o desenvolvimento econômico, social e político: 1) sobre a Dinâmica Capitalista, que articula as teorias dos ciclos, das crises e a questão tecnológica ao movimento da economia brasileira e mundial; 2) a tese da Inflação Brasileira, contida em seu famoso livro do mesmo nome, transformada, pela sua densidade analítica, nível de formulação e grau de universalidade em uma verdadeira teoria da inflação, feito inigualável na história do pensamento econômico brasileiro; 3) acerca da Questão Agrária, onde altamente influenciado por Lênin, interpreta os determinantes da crise agrária brasileira e suas conseqüências para o desenvolvimento do capitalismo no Brasil e 4) sobre a Intervenção do Estado e Planejamento, onde analisa o valor do planejamento do setor público como fator de equilíbrio econômico global e de redução de ociosidades setoriais na economia.



Poderia ficar até amanhã escrevendo sobre a monumental obra de Ignacio Rangel, que se constituiu num verdadeiro libelo ao desenvolvimento. Quero, no espaço que me resta, somente colocar alguns questionamentos sobre as razões de se estudar a obra de Rangel: 1) para entender as razões de nosso não realizado desenvolvimento; 2) para entender, partindo da constatação de transições lentas, graduais e seguras no Brasil, a necessidade de um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento (capitalismo de Estado) como o caminho brasileiro ao socialismo; 3) para compreender a historicidade tanto do mercado quanto da iniciativa privada, inclusive no que tange a transição socialista no Brasil; 4) para que não façamos política com a “ciência” dos neoliberais: a inflação no Brasil não é de demanda e a poupança, definitivamente, não é pressuposto ao investimento; 5) para proscrevermos, de uma vez por todas, a falsa noção socialdemocrata que distingue crescimento e desenvolvimento 6) para observarmos o estado da arte do marxismo no Brasil: Marx não pode ser reduzido a um mero pensador da questão social e Lênin não deve ser objeto de redução a um punhado de obras políticas datadas e 7) O marxismo-leninismo deve ser um corpo científico capaz de ampliar nossa visão de mundo e realidade e não algo tomado como um dogma pobre e doente como constantemente se vê.





Por fim, o que é para Ignacio Rangel a nação? O que é para ele e como se constitui a transição do capitalismo ao socialismo e desta ao comunismo? Segue trecho interessante a este respeito retirado de “Recursos Ociosos na Política Econômica”:





“A nação é, sem dúvida, uma categoria histórica, uma estrutura que nasce e morre, depois de cumprida sua missão. Não tenho dúvida de que todos os povos da Terra caminham para uma comunidade única, para ‘Um Mundo Só’. Isto virá por si mesmo, à medida que os problemas que não comportem solução dentro dos marcos nacionais se tornem predominantes e sejam resolvidos os graves problemas suscetíveis de solução dentro dos marcos nacionais. Mas não antes disso. O ‘Mundo Só’ não pode ser um conglomerado heterogêneo de povos ricos e de povos miseráveis, cultos e ignorantes, hígidos e doentes, fortes e fracos”.



















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* Doutor e Mestre em Geografia Humana pela FFLCH-USP. Do Conselho Editorial da Revista Princípios e membro do Comitê Central do PCdoB.

Ignacio Rangel, 100 anos: “a nação como categoria histórica” - Portal Vermelho - Elias Jabbour *

Ignacio Rangel, 100 anos: “a nação como categoria histórica” - Portal Vermelho

Elias Jabbour *



Prestar uma homenagem a Ignacio de Mourão Rangel por passagem de seu centenário de nascimento neste curto espaço não é uma tarefa das mais fáceis. Honestamente, fiquei em dúvida com relação ao título desta coluna. Por um instante pensei em titulá-la como “Ignacio Rangel, 100 anos: o caminho brasileiro ao socialismo”.



Preferi deixar como está. É uma forma de exprimir o essencial do pensamento deste grande brasileiro nascido na pequena cidade de Mirador, no estado do Maranhão a 20 de fevereiro de 1914. Tratou-se de um marxista muito peculiar que como homem de um tempo deixou-se influenciar sobremaneira pelo econômico e político de Lênin, além de economistas burgueses longe da vulgaridade como Keynes e Schumpeter.



Não tenho nenhuma resignação de afirmar que Ignacio Rangel foi o mais brilhante pensador brasileiro do século 20 e, certamente, o marxista mais completo e original a pintar pelas bandas da América Latina. E se me perguntares a razão desta “adjetivação”, respondo com clareza que Ignacio Rangel foi o pensador que melhor sintetizou as leis do funcionamento de uma formação social complexa como a do Brasil o que o possibilitou a colocar o dedo no futuro de nosso país conforme as concessões à iniciativa privada das infraestruturas estranguladas e o surgimento de um incipiente mercado de capitais demonstram.



Influenciado por Vladimir Lênin, criou uma noção exata da categoria de formação social e sua lei fundamental no Brasil num mix de atraso e dinamismo que confere, até hoje, a existência do avançado em detrimento do pretérito em todas as variantes da base econômica e da superestrutura. Assim, não caiu na tentação da vã explicação, estruturalista e dependentista, da relação entre estagnação e atraso tão comum entre nosso pensamento dito progressista.



A sofisticação de seu jeito de pensar e escrever sem as amarras da academia e da 3ª Internacional expressou-se na observação de fenômenos macroeconômicos complexos (inflação) partindo de características de nossa formação social: forte formação de capital no seio da fazenda de escravos + substituição de importação precoce pré-industrial + especialização da agricultura + industrialização sem reforma agrária + teratológico exército industrial de reserva + baixa propensão ao consumo das classes trabalhadoras = inflação por preços administrados de produtos agrícolas e industriais.



O fio condutor de sua obra é a sua tese da dualidade. Trata-se de uma engenhosa construção analítica que articula contribuições do materialismo histórico marxista, de Smith, de Keynes, da teoria dos ciclos e das crises de Kondratieff e Juglar à formação econômica brasileira, no intuito de entender sua dinâmica e especificidades.



A partir da tese da dualidade, para efeitos analíticos, são classificados em outras quatro as grandes teses de Rangel, expressões de suas interpretações sobre a economia brasileira, a teoria econômica e o desenvolvimento econômico, social e político: 1) sobre a Dinâmica Capitalista, que articula as teorias dos ciclos, das crises e a questão tecnológica ao movimento da economia brasileira e mundial; 2) a tese da Inflação Brasileira, contida em seu famoso livro do mesmo nome, transformada, pela sua densidade analítica, nível de formulação e grau de universalidade em uma verdadeira teoria da inflação, feito inigualável na história do pensamento econômico brasileiro; 3) acerca da Questão Agrária, onde altamente influenciado por Lênin, interpreta os determinantes da crise agrária brasileira e suas conseqüências para o desenvolvimento do capitalismo no Brasil e 4) sobre a Intervenção do Estado e Planejamento, onde analisa o valor do planejamento do setor público como fator de equilíbrio econômico global e de redução de ociosidades setoriais na economia.



Poderia ficar até amanhã escrevendo sobre a monumental obra de Ignacio Rangel, que se constituiu num verdadeiro libelo ao desenvolvimento. Quero, no espaço que me resta, somente colocar alguns questionamentos sobre as razões de se estudar a obra de Rangel: 1) para entender as razões de nosso não realizado desenvolvimento; 2) para entender, partindo da constatação de transições lentas, graduais e seguras no Brasil, a necessidade de um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento (capitalismo de Estado) como o caminho brasileiro ao socialismo; 3) para compreender a historicidade tanto do mercado quanto da iniciativa privada, inclusive no que tange a transição socialista no Brasil; 4) para que não façamos política com a “ciência” dos neoliberais: a inflação no Brasil não é de demanda e a poupança, definitivamente, não é pressuposto ao investimento; 5) para proscrevermos, de uma vez por todas, a falsa noção socialdemocrata que distingue crescimento e desenvolvimento 6) para observarmos o estado da arte do marxismo no Brasil: Marx não pode ser reduzido a um mero pensador da questão social e Lênin não deve ser objeto de redução a um punhado de obras políticas datadas e 7) O marxismo-leninismo deve ser um corpo científico capaz de ampliar nossa visão de mundo e realidade e não algo tomado como um dogma pobre e doente como constantemente se vê.





Por fim, o que é para Ignacio Rangel a nação? O que é para ele e como se constitui a transição do capitalismo ao socialismo e desta ao comunismo? Segue trecho interessante a este respeito retirado de “Recursos Ociosos na Política Econômica”:





“A nação é, sem dúvida, uma categoria histórica, uma estrutura que nasce e morre, depois de cumprida sua missão. Não tenho dúvida de que todos os povos da Terra caminham para uma comunidade única, para ‘Um Mundo Só’. Isto virá por si mesmo, à medida que os problemas que não comportem solução dentro dos marcos nacionais se tornem predominantes e sejam resolvidos os graves problemas suscetíveis de solução dentro dos marcos nacionais. Mas não antes disso. O ‘Mundo Só’ não pode ser um conglomerado heterogêneo de povos ricos e de povos miseráveis, cultos e ignorantes, hígidos e doentes, fortes e fracos”.



















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* Doutor e Mestre em Geografia Humana pela FFLCH-USP. Do Conselho Editorial da Revista Princípios e membro do Comitê Central do PCdoB.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Perdemos Pete Seeger - Grande herói do povo, grande atista, o campeão do Folk





Soube agora da morte de Pette Seeger. O tempo não diminui o choque, apesar de tudo que ele viveu em 94 anos. Pete era um artista, um humanista, um digno estadunidense e um comunista. Sua solidariedade era inquestionável. Há poucos meses partira sua companheira de toda a vida, Toshi Seeger. Pensei à época, sobreviverá? O amor calou mais alto. Pete é a grande liderança do folk. Seu papel é imenso. Joan Baez, Bob Dylan, tantos que ele formou e a firmeza de rocha de sua trajetória. Perdemos alguém que realmente figurou do lado dos que fazem de sua vida uma canção pela mudança.



Pete foi da Liga da Juventude Comunista, cantou na guerra para os soldados, contra o fascismo. Perseguido pelo MacCartismo, e enfrentou 17 anos e que se lhe fecharam todas as portas. Ele foi ára as bases, e passou a cantar para crianças, lançando as sementes do futuro daquela particular maneira folk, de esquerda. Pete cantou com os Almanacs canções sindicais imortais. Ele tocou com o mítico Woody Guthrie. Toshi Seeger, produtora e seu grande amor morrerá há meses. Ele casara com uma japonesa ainda na década de 1940. Cantava Guantanamera. Era um herói.

Seeger reinventou seu instrumento, introduzinho alguns trastes a mais no seu banjo, em que por sinal era virtuose. E resgatou canções fundamentais da luta nos EUA, como We Shall Overcome, que embaloub as marchas pelos Diretitos Civis, inclusive a célebre Marcha em que Martin Luther King fez seu célebre discurso "Eu tenho um Sonho".



Pete foi contra todas as guerras do imperialismo, cumprindo papel importante na defesa da paz. Canções como Where All The Flowers Gone? (Para onde foram todas as flores?) e Bring them Home  (Tragam-nos de volta) embalam até hoje o clamor de tantas mães e familiares envolvidos nas loucuras belicistas dos governos.

Pete foi irônico, de um modo brilhante, canções como Little Boxes What did your Learn in School ?(O que te ensinaram na escola?)souberam ir na crítifca ao American Way of life, que ele separa habilmente das verdadeiras contribuições de um povo que luta e trabalha no ventre da besta imperialista. A coragem intelectual e artística, sua firmeza, são ainda mais inspiradores porque ele não cantava sozinho, mas com as multidões. Ele punha a plateia para entoar lindos hinos de amor, solidariedade e luta.
Por tantas injustiças que cometem todos os dias o imperialismo e estadunidense e suas guerras, somos tentados a esquecer ou até a negar a contribuição daquele povo. Mesmo submetidos à mais poderosa máquina de propaganda, de lá existir o Patriot Act , o ato patriótico, legislação que significou um AI-5 estadunidense, mesmo com a ferocidade da banca e dos mais ricos destruiu o legado de Roosevelt. Em todos os momentos, dentro dos EUA há lutadores que estão do lado da paz, da justiça, dos mais fracos. E dentre eles era nítida a referência, a força, o brilho de Pete Seeger.

Ele faleceu no dia 28 de janeiro, cerca de seis meses depois da morte de sua esposa Toshi Seeger. Que imenso legado, que grande obra a ser conhecida.

Abaixo matéria do New York Times com mais informações






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Pete Seeger: A Life Lived in the Power of Song

Pete Seeger: A Life Lived in the Power of Song

via Reuters

Pete Seeger, the singer, folk-song collector and songwriter who spearheaded an American folk revival and spent a long career championing folk music as both a vital heritage and a catalyst for social change, died on Monday in Manhattan. He was 94.
His death, at NewYork-Presbyterian Hospital, was confirmed by his grandson Kitama Cahill Jackson.
Mr. Seeger’s career carried him from singing at labor rallies to the Top 10, from college auditoriums to folk festivals, and from a conviction for contempt of Congress (after defying the House Un-American Activities Committee in the 1950s) to performing on the steps of the Lincoln Memorial at an inaugural concert for Barack Obama.
For Mr. Seeger, folk music and a sense of community were inseparable, and where he saw a community, he saw the possibility of political action.


In his hearty tenor, Mr. Seeger, a beanpole of a man who most often played 12-string guitar or five-string banjo, sang topical songs and children’s songs, humorous tunes and earnest anthems, always encouraging listeners to join in. His agenda paralleled the concerns of the American left: He sang for the labor movement in the 1940s and 1950s, for civil rights marches and anti-Vietnam War rallies in the 1960s, and for environmental and antiwar causes in the 1970s and beyond. “We Shall Overcome,” which Mr. Seeger adapted from old spirituals, became a civil rights anthem.


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Frank Franklin Ii/Associated Press

Pete Seeger on Climate Change in 2007

 
In 2007, Pete Seeger performed in Beacon, N.Y. and spoke with The Times’s Andrew C. Revkin about climate change. Mr. Seeger died on Monday at age 94.

Mr. Seeger was a prime mover in the folk revival that transformed popular music in the 1950s. As a member of the Weavers, he sang hits including Lead Belly’s “Goodnight, Irene” — which reached No. 1 — and “If I Had a Hammer,” which he wrote with the group’s Lee Hays. Another of Mr. Seeger’s songs, “Where Have All the Flowers Gone?,” became an antiwar standard. And in 1965, the Byrds had a No. 1 hit with a folk-rock version of “Turn! Turn! Turn!,” Mr. Seeger’s setting of a passage from the Book of Ecclesiastes.
A Generation’s Mentor
Mr. Seeger was a mentor to younger folk and topical singers in the ‘50s and ‘60s, among them Bob Dylan, Don McLean and Bernice Johnson Reagon, who founded Sweet Honey in the Rock. Decades later, Bruce Springsteen drew from Mr. Seeger’s repertory of traditional music about a turbulent America in recording his 2006 album, “We Shall Overcome: The Seeger Sessions,” and in 2009 he performed Woody Guthrie’s “This Land Is Your Land” with Mr. Seeger at the Obama inaugural. At a Madison Square Garden concert celebrating Mr. Seeger’s 90th birthday, Mr. Springsteen introduced him as “a living archive of America’s music and conscience, a testament of the power of song and culture to nudge history along.”
Although he recorded dozens of albums, Mr. Seeger distrusted commercialism and was never comfortable with the idea of stardom. He invariably tried to use his celebrity to bring attention and contributions to the causes that moved him, or to the traditional songs he wanted to preserve.
Mr. Seeger saw himself as part of a continuing folk tradition, constantly recycling and revising music that had been honed by time.
During the McCarthy era Mr. Seeger’s political affiliations, including membership in the Communist Party in the 1940s, led to his being blacklisted and later indicted for contempt of Congress. The pressure broke up the Weavers, and Mr. Seeger disappeared from commercial television until the late 1960s. But he never stopped recording, performing and listening to songs from ordinary people. Through the decades, his songs have become part of America’s folklore.
“My job,” he said in 2009, “is to show folks there’s a lot of good music in this world, and if used right it may help to save the planet.”
Peter Seeger was born in Manhattan on May 3, 1919, to Charles Seeger, a musicologist, and Constance de Clyver Edson Seeger, a concert violinist. His parents later divorced.
He began playing the ukulele while attending Avon Old Farms, a private boarding school in Connecticut. His father and his stepmother, the composer Ruth Crawford Seeger, collected and transcribed rural American folk music, as did folklorists like John and Alan Lomax. He heard the five-string banjo, which would become his main instrument, when his father took him to a square-dance festival in North Carolina.
Young Pete became enthralled by rural traditions. “I liked the strident vocal tone of the singers, the vigorous dancing,” he is quoted as saying in “How Can I Keep From Singing,” a biography by David Dunaway. “The words of the songs had all the meat of life in them. Their humor had a bite, it was not trivial. Their tragedy was real, not sentimental.”


Planning to be a journalist, Mr. Seeger attended Harvard, where he founded a radical newspaper and joined the Young Communist League. After two years he dropped out and went to New York City, where Alan Lomax introduced him to the blues singer Huddie Ledbetter, known as Lead Belly. Lomax also helped Mr. Seeger find a job cataloging and transcribing music at the Archive of American Folk Song at the Library of Congress.
Mr. Seeger met Guthrie, a songwriter who shared his love of vernacular music and agitprop ambitions, in 1940, when they performed at a benefit concert for migrant California workers. Traveling across the United States with Guthrie, Mr. Seeger picked up some of his style and repertory. He also hitchhiked and hopped freight trains by himself, learning and trading songs.
When he returned to New York later in 1940, Mr. Seeger made his first albums. He, Millard Lampell and Hays founded the Almanac Singers, who performed union songs and, until Germany invaded the Soviet Union, antiwar songs, following the Communist Party line. Guthrie soon joined the group.
During World War II the Almanac Singers’ repertory turned to patriotic, anti-fascist songs, bringing them a broad audience, including a prime-time national radio spot. But the singers’ earlier antiwar songs, the target of an F.B.I. investigation, came to light, and the group’s career plummeted.


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J.P. Roth Collection

Before the group completely dissolved, however, Mr. Seeger was drafted in 1942 and assigned to a unit of performers. He marriedToshi-Aline Ohta while on furlough in 1943. She would become essential to his work: he called her “the brains of the family.”
When he returned from the war he founded People’s Songs Inc., which published political songs and presented concerts for several years before going bankrupt. He also started his nightclub career, performing at the Village Vanguard in Greenwich Village. Mr. Seeger and Paul Robeson toured with the campaign of Henry Wallace, the Progressive Party presidential candidate, in 1948.
Forming the Weavers
Mr. Seeger invested $1,700 in 17 acres of land overlooking the Hudson River in Beacon, N.Y., and began building a log cabin there in the late 1940s. (He lived in Beacon for the rest of his life.) In 1949, Mr. Seeger, Hays, Ronnie Gilbert and Fred Hellerman started working together as the Weavers. They were signed to Decca Records by Gordon Jenkins, who was the company’s music director and an arranger for Frank Sinatra. With Jenkins’s elaborate orchestral arrangements, the group recorded a repertoire that stretched from “If I Had a Hammer” and a South African song, “Wimoweh” (the title was Mr. Seeger’s mishearing of “Mbube,” the name of a South African hit by Solomon Linda), to an Israeli soldiers’ song, “Tzena, Tzena, Tzena,” and a cleaned-up version of Lead Belly’s “Goodnight, Irene.” Onstage, they also sang more pointed topical songs.
In 1950 and 1951 the Weavers were national stars, with hit singles and engagements at major nightclubs. Their hits included “Kisses Sweeter Than Wine” and Guthrie’s “So Long (It’s Been Good to Know Yuh),” and they sold an estimated four million singles and albums.
Their commercial success was dampened, however, when “Red Channels,” an influential pamphlet that named performers with suspected Communist ties, appeared in June 1950 and listed Mr. Seeger, although by then he had quit the Communist Party. He later criticized himself for not having left the party sooner, though he continued to describe himself as a “communist with a small ‘c.' ”
By the summer of 1951, the “Red Channels” citation and leaks from F.B.I. files had led to the cancellation of television appearances. In 1951, the Senate Internal Security Subcommittee investigated the Weavers for sedition. And in February 1952, a former member of People’s Songs testified before the House Un-American Activities Committee that three of the four Weavers were members of the Communist Party.
As engagements dried up, the Weavers disbanded, though they reunited occasionally in the mid-1950s. After the group recorded an advertisement for Lucky Strike cigarettes, Mr. Seeger left, citing his objection to promoting tobacco use.
Shut out of national exposure, Mr. Seeger returned primarily to solo concerts, touring college coffeehouses, churches, schools and summer camps, building an audience for folk music among young people. He started to write a long-running column for the folk-song magazine Sing Out! And he recorded prolifically for the independent Folkways label, singing everything from children’s songs to Spanish Civil War anthems.
In 1955 he was subpoenaed by the House Un-American Activities Committee. In his testimony he said, “I feel that in my whole life I have never done anything of any conspiratorial nature.” He also stated: “I am not going to answer any questions as to my association, my philosophical or religious beliefs or my political beliefs, or how I voted in any election, or any of these private affairs. I think these are very improper questions for any American to be asked, especially under such compulsion as this.”
Mr. Seeger offered to sing the songs mentioned by the congressmen who questioned him. The committee declined.
Mr. Seeger was indicted in 1957 on 10 counts of contempt of Congress. He was convicted in 1961 and sentenced to a year in prison, but the next year an appeals court dismissed the indictment as faulty. After the indictment, Mr. Seeger’s concerts were often picketed by the John Birch Society and other rightist groups. “All those protests did was sell tickets and get me free publicity,” he later said. “The more they protested, the bigger the audiences became.”
The Folk Revival Years
By then the folk revival was prospering. In 1959, Mr. Seeger was among the founders of the Newport Folk Festival. The Kingston Trio’s version of Mr. Seeger’s “Where Have All the Flowers Gone?” reached the Top 40 in 1962, soon followed by Peter, Paul and Mary’s version of “If I Had a Hammer,” which rose to the Top 10.


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He toured the world, performing and collecting folk songs, in 1963 and returned to serenade civil rights advocates, who had made a rallying song of his “We Shall Overcome.”
Like many of Mr. Seeger’s songs, “We Shall Overcome” had convoluted traditional roots. It was based on old gospel songs, primarily “I’ll Overcome,” a hymn that striking tobacco workers had sung on a picket line in South Carolina. A slower version, “We Will Overcome,” was collected from Lucille Simmons, one of the workers, by Zilphia Horton, the musical director of the Highlander Folk School in Monteagle, Tenn., which trained union organizers.
Ms. Horton taught it to Mr. Seeger, and her version of “We Will Overcome” was published in the People’s Songs newsletter. Mr. Seeger changed “We will” to “We shall” and added verses (“We’ll walk hand in hand”). He taught it to the singers Frank Hamilton, who would join the Weavers in 1962, and Guy Carawan, who became musical director at Highlander in the ‘50s. Mr. Carawan taught the song to the Student Nonviolent Coordinating Committee at its founding convention.

The song was copyrighted by Mr. Seeger, Mr. Hamilton, Mr. Carawan and Ms. Horton. “At that time we didn’t know Lucille Simmons’s name,” Mr. Seeger wrote in an autobiographical songbook, “Where Have All the Flowers Gone,” pubished in 1993. All of the song’s royalties go to the 
“We Shall Overcome” Fund, administered by what is now the Highlander Research and Education Center, which provides grants to African-Americans organizing in the South.
Along with many elders of the protest-song movement, Mr. Seeger felt betrayed when Bob Dylan set aside protest songs for electric rock. When Mr. Dylan appeared at the 1965 Newport Folk Festival with a loud electric blues band, some listeners booed, and reports emerged that Mr. Seeger had tried to cut the power cable with an ax. But witnesses, including the festival’s producer, George Wein, and production manager, Joe Boyd (later a leading folk-rock record producer), said he did not go that far. (An ax was available, however. A group of prisoners had used it while singing a logging song.)
In later recountings, Mr. Seeger said he had grown angry because the music was so loud and distorted that he couldn’t hear the words.
As the United States grew divided over the Vietnam War, Mr. Seeger wrote “Waist Deep in the Big Muddy,” an antiwar song with the refrain “The big fool says to push on.” He performed the song during a taping of “The Smothers Brothers Comedy Hour” in September 1967, his return to network television, but it was cut before the show was broadcast. After the Smothers Brothers publicized the censorship, Mr. Seeger returned to perform the song for broadcast in February 1968.
Fighting for the Hudson River
During the late 1960s Mr. Seeger started an improbable project: a sailing ship that would crusade for cleaner water on the Hudson River. Between other benefit concerts he raised money to build the Clearwater, a 106-foot sloop, which was launched in June 1969 with a crew of musicians. The ship became a symbol and a rallying point for antipollution efforts and education.
In May 2009, after decades of litigation and environmental activism led by Mr. Seeger’s nonprofit environmental organization, Hudson River Sloop Clearwater, General Electric began dredging sediment containing PCBs it had dumped into the Hudson. Mr. Seeger and his wife also helped organize a yearly summer folk festival named after the Clearwater.
In the 1980s and ‘90s Mr. Seeger toured regularly with Arlo Guthrie, Woody’s son, and continued to lead singalongs and perform benefit concerts. Recognition and awards arrived. He was elected to the Songwriters Hall of Fame in 1972, and in 1993 he was given a lifetime achievement Grammy Award. In 1994 he received a Kennedy Center Honor and, from President Bill Clinton, the National Medal of Arts, America’s highest arts honor, awarded by the National Endowment for the Arts. In 1999 he traveled to Cuba to receive the Order of Félix Varela, Cuba’s highest cultural award, for his “humanistic and artistic work in defense of the environment and against racism.”
Mr. Seeger was inducted into the Rock and Roll Hall of Fame, in the category of early influences, in 1996. Arlo Guthrie, who paid tribute at the ceremony, mentioned that the Weavers’ hit “Goodnight, Irene” had reached No. 1, only to add, “I can’t think of a single event in Pete’s life that is probably less important to him.” Mr. Seeger made no acceptance speech, but he did lead a singalong of “Goodnight, Irene,” flanked by Stevie Wonder, David Byrne and members of the Jefferson Airplane.
Mr. Seeger won Grammy Awards for best traditional folk album in 1997, for the album “Pete” and, in 2009, for the album “At 89.” He won a Grammy in the children’s music category in 2011 for “Tomorrow’s Children.”
Mr. Seeger kept performing into the 21st century, despite a flagging voice; audiences happily sang along more loudly. He celebrated his 90th birthday, on May 3, 2009, at a Madison Square Garden concert — a benefit for Hudson River Sloop Clearwater — with Mr. Springsteen, Dave Matthews, John Mellencamp, Ms. Baez, Ani DiFranco, Roger McGuinn of the Byrds, Emmylou Harris and dozens of other musicians paying tribute. That August he was back in Newport for the 50th anniversary of the Newport Folk Festival.
Mr. Seeger’s wife, Toshi, died in 2013, days before the couple’s 70th anniversary. Survivors include his son, Daniel; his daughters, Mika and Tinya; two half-sisters, Peggy, also a folk singer, and Barbara; eight grandchildren, including Mr. Jackson and the musician Tao Rodriguez-Seeger, who performed with him at the Obama inaugural; and four great-grandchildren. His half-brother, Mike Seeger, a folklorist and performer who founded the New Lost City Ramblers, died in 2009.
Through the years, Mr. Seeger remained determinedly optimistic. “The key to the future of the world,” he said in 1994, “is finding the optimistic stories and letting them be known.”