domingo, 22 de abril de 2012

Lênin vive - 22 de abril de 1870

Hoje, aniversário de nascimento de Vladimir Ilitch Lenin, deixamos nossa homenagem a esse exemplo de revolucionário e de lutador, por sua simplicidade e gênio, por seu amor pelos oprimidos e a determinação inquebrantável de romper com as cadeias da opressão, pelo tirocínio e a coragem, Lênin viveu, Lênin vive, Lênin viverá.

Capitalismo de Estado na transição ao socialismo Por João Amazonas

 
Por Bertolt Brecht
www.grabois.org.br 
 
 
Sempre e amplamente o camarada Lênin
foi homenageado. Ele tem bustos e estátuas.
Cidades e meninos tomaram o seu nome.
Discursos são feitos em todos os idiomas.
Organizam-se reuniões e manifestações,
de Shangai a Chicago, para glorificá-lo.
Mas eis como os tecelões de Kujan-Bulak,
uma pequena cidade do sul do Turkestão,
homenagearam Lênin.

Cada noite, ali, deixando seu miserável trabalho,
vinte tecelões se encontram sacudidos pela febre,
a febre que ronda a estação
cheia de zumbido de mosquitos.
Eles sobem em nuvens espessas do pântano,
atrás de um velho cemitério de camelos.
Mas o trem que de quinze em quinze dias
traz o carregamento de água e fumo,
um dia trouxe a notícia
de que a festa em homenagem a Lênin
estava próxima.

Os habitantes de Kujan-Bulak,
pessoas pobres, tecelões,
decidiram que também em sua pequena cidade
o camarada Lênin teria o seu busto de gesso.
E quando fez a coleta para o dinheiro do busto
todos eles estavam lá,
sacudidos pela febre
e com as mãos que tremiam,
para darem seus kopeks duramente ganhos.

E Stepa Gamalev, soldado do exército vermelho,
que sabe o que faz e tudo vê,
notou o interesse pela homenagem a Lênin
e muito se alegrou.

Mas também notou as mãos que tremiam.
E repentinamente propôs:
comprar com o dinheiro deste busto
um barril de petróleo
e espalhá-lo pelo pântano,
atrás do cemitério dos camelos,
de onde vêm os mosquitos, causadores da febre.

Assim combatia-se a febre em Kujan-Bulak,
homenageando aquele que estava morto,
mas cuja lembrança permanecia viva.
Foi aceita a proposta. E no dia da festa,
carregando um atrás do outro
seus baldes cheios de petróleo negro,
os tecelões regaram o pântano.

Fizeram esta homenagem prestando-se um serviço.
Prestaram um serviço a si próprios,
fazendo uma homenagem.
Compreenderam Lenine.

II

Compreendemos como os habitantes de Kujan-Bulak
Homenagearam Lênin. À noite,
já com o petróleo espalhado no pântano,
um homem, na Assembléia, se levantou e pediu
que uma placa fosse posta na estação
contando o acontecimento
e mencionando em detalhe a modificação do plano
que trocava o busto de Lênin
por um barril de petróleo para vencer a febre.

E tudo isto em homenagem a Lênin.

A homenagem estava feita.

E eles puseram a placa.


Antologia Poética / Bertolt Brecht; seleção e tradução de Edmundo Moniz – Rio de Janeiro: Elo Editora, 1982, pág. 69.

 


sábado, 21 de abril de 2012

Jorge Luis Borges por Abujamra

CPI mal começou e Protógenes é vítima de vandalismo - Portal Vermelho

CPI mal começou e Protógenes é vítima de vandalismo - Portal Vermelho

Em discurso no plenário do Congresso Nacional realizado nesta quinta-feira (19), o Deputado Delegado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) parabenizou a Câmara dos Deputados e o Senado pela instalação da "CPI do Cachoeira" e relembrou que o requerimento original para criação desta comissão parlamentar foi entregue por ele em 20 de março de 2012.


Por fim, o parlamentar do PCdoB de São Paulo comenta o ato de vandalismo a que foi submetido seu gabinete, quando os parlamentares do PSDB Sérgio Guerra e Rogério Marinho arrancaram da porta um cartaz alusivo à CPI da "Privataria Tucana". "Ato de vandalismo também é falta de decoro parlamentar" - destacou Protógenes - "Vou encontrá-los no Conselho de Ética".



Saiba como foi a agressão dos deputados ao gabinete de Protógenes:

CPI vira caso policial dentro da Câmara


A CPI mista do Cachoeira nem começou, mas os corredores da Câmara já pegam fogo. 


Por Leandro Mazzini, na Coluna Esplanada


Um roteiro com ingredientes de cena policial ganhou o sétimo andar do Anexo 4 da Casa, envolvendo um pedido de outra comissão parlamentar de inquérito. Indignados com um cartaz pró-CPI da Privataria Tucana, afixado na porta do gabinete do deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), ex-delegado da PF, dois deputados tucanos arrancaram o material e o jogaram no chão, irados. Eles são ninguém menos que o presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), e o deputado Rogério Marinho (PSDB-RN). Protógenes só soube da autoria quando pediu à Polícia Legislativa o vídeo do circuito interno de TV do corredor. Mas não prestou queixa à Mesa Diretora.


Vergonha alheia


Constrangido e incrédulo, Protógenes não procurara, até ontem à noite (17), os parlamentares para pedir explicações. Um assessor acompanhava os deputados na hora do ‘ataque’.


Script
Pelo vídeo e sequência de fotos, fica clara a atuação do trio na porta fechada do gabinete do deputado, durante o dia. Guerra indica e Marinho puxa o cartaz.


“Ato político”


Procurada pela coluna, a assessoria de Sérgio Guerra ainda não se pronunciou. O deputado Rogério Marinho reconheceu à coluna que, acompanhado do presidente de seu partido, tirou o cartaz da porta do gabinete de Protógenes. Disse que foi um “ato político” e que isso aconteceu há algumas semanas, embora Protógenes tenha tido acesso aos vídeos ontem. O tucano lamentou que os deputados colem nas portas cartazes de ataques institucionais.


Fonte: Congresso em Foco

sexta-feira, 20 de abril de 2012

UFSCar defende Marcos Garcia e liberdade de pesquisa

Com o Blog Vi o mundo de Luiz Carlos Azenha

por Conceição Lemes
A região de Sorocaba, interior paulista, tem a maior concentração de leitos psiquiátricos SUS do Brasil. Somam 2.792, distribuídos em sete manicômios de grande porte: Vera Cruz, Mental, Teixeira Lima, Jardim das Acácias, Santa Cruz, Clínica Salto e Vale das Hortências. Com exceção do Jardim das Acácias, todos são privados.
Pesquisa realizada em 2010 nesses sete hospitais  por Marcos Roberto Vieira Garcia, doutor em Psicologia Social e professor do campus de Sorocaba da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), abriu uma verdadeira caixa de Pandora, que revelou a precariedade e desumanidade desses serviços:
* De janeiro de 2004 a julho de 2011, os sete manicômios tiveram 825 mortes de pacientes SUS. Dá um óbito a cada três dias nos últimos oito anos.
* Apresentaram mortalidade 100% a 119% maior do que a registrada em outros 19 manicômios do estado de São Paulo. Dos sete investigados, o Jardim das Acácias foi onde ocorreram menos óbitos; seus índices, porém, são um pouco piores do que a média do estado.
* Os pacientes falecidos tinham 53 anos, em média; no restante do estado de São Paulo, 62.
* Houve aumento significativo de mortes nos meses frios, fato que não se repetiu nos manicômios do restante do estado.
* A concentração de óbitos por doenças infecto-contagiosas (em especial, as respiratórias) e por motivos não esclarecidos é significativamente maior que nos outros grandes manicômios do estado de São Paulo no mesmo período.
A “resposta”  de seis manicômios privados denunciados foi abertura de processo contra  contra Marcos Garcia e  o psicólogo Lúcio Costa, do Fórum da Luta Antimanicomial de Sorocaba (Flamas).
Porém, devido à reconhecida seriedade e competência do pesquisador,  o estudo  recebeu, de cara, apoio de duas importantes sociedades científicas: Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme) e Associação Brasileira de Psicologia Social (Abrapso).
Além disso, várias instituições e órgãos independentes fizeram fiscalizações in loco nos hospitais denunciados, confirmando muitos dos problemas levantados por Marcos Garcia. O relatório completo pode ser lido no site http://liberdadedepesquisa.blogspot.com
Agora, foi a vez do Conselho Universtário da UFSCar se manifestar. Em reunião presidida pelo reitor Targino de Araújo Filho,  a instância máxima de deliberação da Universidade aprovou por unanimidade uma moção de apoio ao professor Marcos Garcia e em defesa da liberdade de pesquisa acadêmica e de sua divulgação.  Na íntegra, abaixo.

Leia também:
Conselho Superior do MP: Manicômios da região de Sorocaba serão investigados, mesmo

Governo de MT quer entregar saúde pública a investidores espanhóis
AJD exige que governo de SP proíba parto de gestantes algemadas

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Contra o Liberalismo - Mao Tsetung - 1937

Nota: o liberalismo a que se refere o texto é o desvio ideológico a partir de uma visão comunista, e não o liberalismo filosófico ou econômico, ainda que aquele seja expressão destes, são momentos, mas não exatamente o mesmo fenômeno.

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Contra o Liberalismo

Mao Tsetung

7 de Setembro de 1937


Primeira Edição: ...
Tradução: A presente tradução está conforme à nova edição das Obras Escolhidas de Mao Tsetung, Tomo II (Edições do Povo, Pequim, Agosto de 1952). Nas notas introduziram-se alterações, para atender as necessidades de edição em línguas estrangeiras.
Fonte: Obras Escolhidas de Mao Tsetung, Pequim, 1975, tomo II, pág: 27-31
Transcrição e HTML: Fernando A. S. Araújo
CAPA

Nós somos pela luta ideológica activa porque é uma arma para se alcançar a unidade interna do Partido e das demais organizações revolucionárias, em benefício do nosso combate. Cada membro do Partido Comunista, todo o revolucionário, deve empunhar essa arma.
O liberalismo, porém, rejeita a luta ideológica e preconiza uma harmonia sem princípios, o que dá lugar a um estilo decadente, filisteu, e provoca a degenerescência política de certas entidades e indivíduos, no Partido e nas outras organizações revolucionárias.
O liberalismo manifesta-se sob diversas formas: Constatamos que alguém está a agir mal mas, como se trata dum velho conhecido, dum conterrâneo, dum condiscípulo, dum amigo íntimo, duma pessoa querida, dum antigo colega ou subordinado, não nos empenhamos no debate de princípios e deixamos as coisas correr, preocupados com manter a paz e a boa amizade. Ou então, para mantermos a boa harmonia, não fazemos mais do que críticas ligeiras, em vez de resolver a fundo os problemas.
O resultado é prejudicar-se tanto a colectividade como o indivíduo. Essa é uma primeira forma de liberalismo.
Em privado entregamo-nos a críticas irresponsáveis, em vez de fazermos activamente sugestões à organização. Nada dizemos de frente às pessoas, mas falamos muito pelas costas; calamo-nos nas reuniões, e falamos a torto e a direito fora delas. Desprezamos os princípios de vida colectiva e deixamo-nos levar pelas inclinações pessoais. É uma segunda forma de liberalismo.
Desinteressamo-nos completamente por tudo que não nos afecta pessoalmente; mesmo quando temos plena consciência de que algo não vai bem, falamos disso o menos possível; deixamo-nos ficar sabiamente numa posição coberta e temos como única preocupação não ser apanhados em falta. É uma terceira forma de liberalismo.
Não obedecemos a ordens, colocamos as nossas opiniões pessoais acima de tudo. Não esperamos senão atenções por parte da organização e repelimos a disciplina desta. Eis uma quarta forma de liberalismo.
Em vez de refutar e combater as opiniões erradas, no interesse da união, do progresso e da boa realização do trabalho, entregamo-nos a ataques pessoais, buscamos questões, desafogamos o nosso ressentimento e procuramos vingar-nos. Eis uma quinta forma de liberalismo.
Escutamos opiniões erradas sem elevarmos uma objecção e deixamos até passar, sem informar sobre elas,  expressões  contra-revolucionárias,  ouvindo-as passivamente, como se de nada se tratasse. É uma sexta forma de liberalismo.
Quando nos encontramos entre as massas, não fazemos propaganda nem agitação, não usamos da palavra, não investigamos, não fazemos perguntas, não tomamos a peito a sorte do povo e ficamos indiferentes, esquecendo-nos de que somos comunistas e comportando-nos como um cidadão qualquer.  É uma sétima forma de liberalismo.
Vemos que alguém comete actos prejudiciais aos interesses das massas e não nos indignamos, não o aconselhamos nem obstamos à sua acção, não tentamos esclarecê-lo sobre o que faz e deixamo-lo seguir. Essa é uma oitava forma de liberalismo.
Não trabalhamos seriamente, mas apenas para cumprir formalidades, sem plano e sem orientação determinada, vegetamos — "enquanto for sacristão, contentar-me-ei com tocar os sinos". Essa é uma nona forma de liberalismo.
Julgamos ter prestado grandes serviços à revolução e damo-nos ares de veteranos; somos incapazes de fazer grandes coisas mas desdenhamos as tarefas pequenas; relaxamo-nos no trabalho e no estudo. Eis uma décima forma de liberalismo.
Cometemos erros, damo-nos conta deles mas não queremos corrigi-los, dando assim uma prova de liberalismo com relação a nós próprios. Eis a décima primeira forma de liberalismo.
Poderiam citar-se outros exemplos mais, mas os onze acima indicados são os principais.
Todos eles constituem manifestações do liberalismo.
O liberalismo é extremamente prejudicial nas colectividades revolucionárias. É um corrosivo que mina a unidade, afrouxa a coesão, engendra a passividade e provoca dissensões. Priva as fileiras revolucionárias duma organização sólida e duma disciplina rigorosa, impede a aplicação integral da linha política e separa as organizações do Partido das massas populares colocadas sob a direcção deste. É uma tendência extremamente perniciosa.
A origem do liberalismo está no egoísmo da pequena burguesia, que põe em primeiro lugar os seus interesses pessoais, relegando para segundo plano os interesses da revolução. É dela que nasce o liberalismo ideológico, político e de organização.
Os liberais consideram os princípios do Marxismo como dogmas abstractos. Aprovam o Marxismo mas não estão dispostos a pô-lo em prática, ou a pô-lo integralmente em prática; não estão dispostos a substituir o liberalismo pelo Marxismo. Armam-se tanto dum como doutro: falam de Marxismo mas praticam liberalismo; aplicam o primeiro aos outros e o segundo a si próprios. Levam os dois na bagagem e encontram uma aplicação para cada um. É assim que pensam certos indivíduos.
O liberalismo é uma manifestação do oportunismo e está em conflito radical com o Marxismo. O liberalismo é a passividade. Objectivamente, serve o inimigo. É por essa razão que o inimigo se regozija quando o conservamos nas nossas fileiras. Tal é a natureza do liberalismo. Não deve pois haver lugar para ele nas fileiras da revolução.
Penetrados do espírito activo do Marxismo, devemos vencer a passividade do liberalismo.    Um comunista deve ser aberto, fiel e activo, colocar os interesses da revolução acima da sua própria vida e subordinar os interesses pessoais aos interesses da revolução. Em todos os momentos, seja onde for que se encontre, ele deve ater-se aos princípios justos e travar uma luta sem tréguas contra todas as ideias e acções erradas, de modo a consolidar a vida colectiva do Partido e reforçar os laços existentes entre este e as massas; um comunista deve preocupar-se mais com o Partido e as massas do que com os seus interesses pessoais, e atender mais aos outros do que a si próprio. Só quem actua assim pode ser considerado comunista.
Todos os comunistas fiéis, abertos, activos e honestos, devem unir-se para lutar contra as tendências liberais de certos indivíduos entre nós, e conseguir chamá-los ao bom caminho. Essa é uma das nossas tarefas na frente ideológica.

domingo, 15 de abril de 2012

Declaração da Juventude Comunista do Uruguai diante de atentado fascista a sua sede

por Jóvenes Comunistas, sábado, 14 de Abril de 2012 às 18:42 ·
Montevideo 14 de abril de 2012

1) En la madrugada de hoy, un grupo de desconocidos arrojó una o varias bombas incendiarias contra la puerta del local central de la Unión de la Juventud Comunista, ubicado en Batoví 2077. El impacto de los artefactos incendiarios incendió la puerta del local, aunque no la destruyó totalmente.

2) El atentado es uno más de una serie de 8 que han sido perpetrados en los últimos meses contra locales del PCU y de organizaciones populares.

3) Preocupa seriamente que este atentado, que no dudamos ni un segundo viene desde organizaciones de ultraderecha, se realice a tres días de la conmemoración de los 40 años del asesinato de 8 obreros comunistas en la Seccional 20º del Partido Comunista de Uruguay en el Paso Molino. Crimen que sigue impune.

4) Denunciamos este atentado intolerable contra una organización juvenil que pagó un alto precio por su compromiso con la democracia y la libertad y fue blanco central de la represión de la dictadura fascista que asoló nuestro país.

5) Denunciamos también la permamente campaña por criminalizar y estigmatizar a los jóvenes y a las organizaciones que reivindican sus derechos, discursos sistemáticos, que abonan el terreno para estas manifestaciones de intolerencia y de épocas a las que los uruguayos no queremos volver.

6) Refirmamos nuestro compromiso democrático y nuestra decisión de no bajar ni una sola de las banderas, ni una sola de las propuestas, ni uno solo de nuetro sueños, por estas prácticas que siempre condenamos y que siempre supimos enfrentar. Agradecemos todas las muestras de solidaridad recibidas y confiamos en que este hecho merezca el repudio de todas y todos los uruguayos que creen en la libertad.

7) En ese marco convocamos a una concentración a realizarse en la puerta del local el próximo lunes 16 a las 19 hs.

sábado, 14 de abril de 2012

CTB defende a organização da pauta dos jovens servidores no XXI CONFASUBRA



No dia 12/04/12, das 10h às 13h, no auditório do Golden Park Hotel em Poços de Caldas/MG, ocorreu a mesa de interesse do temário “Juventude”, com a presença de 27 pessoas. A mesa iniciou com uma exposição de abertura de representantes de cinco teses inscritas no XXI CONFASUBRA, pela ordem de apresentação escolhida por sorteio: Igor Pereira da CTB, Douglas Gomes Ramos da Silva e Charles Brasil da Tribo, Eliezer Ramos Coura da ANEL/CSP/CONLUTAS, Diego do Vamos à Luta e Valdenise Pinheiro do Unidos pra Lutar.

Para o representante da CTB Igor Pereira, pela primeira vez a FASUBRA debateu em Congresso a questão da juventude trabalhadora. Esse tema só pôde ser proposto porque nos últimos anos aproximadamente 45 mil novos servidores entraram nas Universidades em decorrência de concursos que não eram realizados há mais de uma década, e portanto se criou uma demanda nova de inserção dessa nova geração no movimento sindical. O painelista propôs ainda que o XXI CONFASUBRA aprovasse simbolicamente uma pasta sobre assuntos de juventude.

Encaminhou-se como propostas consensuais a criação de uma pasta específica para a juventude e os novos servidores na direção da FASUBRA, que seja capaz de organizar a discussão e a agenda de luta dos novos servidores e apontou-se o indicativo da realização do I Encontro de novos servidores da base da FASUBRA a realizar-se ainda este ano. Encaminhou-se ainda que a FASUBRA oriente as bases a realizar atividades preparatórias a este Encontro Nacional. Também encaminhou-se que todas as propostas levantadas pela MESA deveriam ser contempladas na programação deste Encontro.

O XXI CONFASUBRA se encerrará no domingo (15/04). Maiores informações podem ser encontradas em www.fasubra.org.br

quinta-feira, 12 de abril de 2012

40 anos da Guerrilha do Araguaia - Justiça e verdade para nossos herois insepultos - Paulo Vinícius

Ha 40 anos iniciava-se a heroica resistencia da Guerrilha do Araguaia. Foi a mais importante expressão da luta armada contra a Ditadura Cívico-Militar de 1964. Não combateu por sua própria iniciativa, pretendia-se um trabalho lento e cuidadoso de inserção na comunidade, que durou anos e teve grande êxito ao ligar os guerrilheiros e guerrilheiras ao povo, que lhes queria, porque solidários, tranbalhadores, honestos e amigos.

Foram surpreendidos pela perseguição da Ditadura, não iniciaram o combate. Mas, sob o fogo pesado, Davi se resistiu e se agigantou. Combateu não contra a polícia, mas contra o Exército. Por duas vezes sua ação redundou na retirada das FFAA da confrontação, malgrado infinita desigualdade de forças. Dezenas de milhares de soldados, terrorismo de Estado contra toda a população camponesa da região, a própria mudança do modelo de desenvolvimento para aquela parte do país, só a tal preço, e ao custo de crimes, foi possível derrotar a Guerrilha. Por isso ela é ainda hoje o grande tabu do Regime Cívico-Militar de 1964, tabu que precisa ser desfeito para que a verdade e a justiça prevaleçam.

A partir de hoje, homenageemos esses herois da juventude, da luta pela democracia e por uma vida melhor para os povos da Amazonia. Gente de bem, exemplos, gente corajosa, solidária, que se fez querida pelo povo simples e lutador, por estar com eles ombro a ombro, no eito, na dificuldade, no carinho com a saúde, na luta.

De todo o pais vieram, como os mártires cearenses Bergson Gurjão Farias, Jana Moroni Barroso, Custódio Saraiva Neto. Bergson foi recentemente sepultado, enfim. Inomináveis crimes foram cometidos contra esses jovens e a população camponesa que tanto bem lhes queria: tortura, sevícias, assassinato covarde, decapitação, e, até o presente, ocultação de cadáveres... As Forças Armadas não podem se confundir com essas monstruosidades cometidas por uma geração que não foi digna do histórico papel progressista que as FFAA cumpriram na História do Brasil, como com Euclides da Cunha, a FEB e Lott, papel que, para o bem do Brasil, ainda hão de cumprir, na defesa de nossa soberania contra o imperialismo. Esse caráter e esse papel progressistas, no entanto, são incompatíveis com a postura covarde e cínica dos criminosos do passado. Não devem as gerações atuais compactuar com os crimes, mas ao contrário, repudiá-los, unir-se ao povo, fazer sua parte na expiação de tamanha vergonha que segue a separar as Forças Armadas de seu povo.

O mínimo seria o que ainda aguardamos: que se permita às familias enlutadas e insones o direito universal de poderem sepultar seus entes queridos. Direito que Aquiles assegurou a Príamo na Guerra de Tróia, como se narra na Ilíada, quando entregou o corpo de Heitor para que o pai lhe pranteasse. Direito que se assegura a combatentes inimigos em guerra entre paises, direito ainda hoje negado a esses brasileiros que lutavam contra um regime que violentou a democracia, o Estado de Direito e os Direitos Humanos.

Onde estão os nossos mortos e "desaparecidos" da Guerrilha do Araguaia?

Leia mais sobre a Guerrilha do Araguaia

www.grabois.org.br
A passagem dos 40 anos do início dos combates no Araguaia, em 12 de abril, será lembrada em diferentes pontos do Brasil. Em São Paulo haverá um evento dia 14. O momento é de reflexão sobre o significado da heróica resistência dos guerrilheiros que lutaram nas selvas amazônicas em defesa da liberdade, da nação e dos direitos do povo brasileiro.

Em Coletivizando:

Guerrilha do Araguaia: 12 de Abril de 1972 marcou nossa história - Portal Vermelho

 

Manifesto sobre a saga dos comunistas - Portal Vermelho

 

Vídeo: depoimento De Criméia Almeida - Amor & Revolução (Continuação)

 

Centenário de João Amazonas - À guerrilheira que morreu pela liberdade - Em Artigo, João Amazonas homenageia Maria Lúcia Petit (1997)

 

 Bergson Gurjão Farias: Guerrilheiro do Araguaia

 

Vídeo: Bergson Gurjão: de fera do basquete a herói do Araguaia

 

Relatos cearenses de Bergson, herói do Araguaia

 

Identificada a ossada de Bergson Gurjão, a 1ª baixa do PCdoB no Araguaia

Sec. Geral do PC do Vietnã palestra em Brasília neste sábado, 14/04, às 9h00

Brasília receberá neste sábado uma palestra promovida pela Associação de Amizade Brasil Vietnã, com o Secretário Geral do Partido Comunista do Vietnã, Nguyen Phu Trong.
O evento será no Centro de Convenções Brasil 21, sábado, 14 de abril, a partir de um café da manhã, de 9h00. Às 10h00 inicia a progamação de debate e vídeos. a Palestra terá como tema O Vietnã Hoje: a Vitalidade do Socialismo

LOCAL: CENTRO DE EVENTOS E CONVENÇÕES BRASIL 21
SHS Quadra 06, Lote 01, Conjunto A, Setor Hoteleiro Sul - Brasília (próximo ao Shopping Pátio Brasil)

terça-feira, 10 de abril de 2012

APG da UnB debate sobre valor de bolsas da Pós e congresso da ANPG 4ª, 11/04, às 18h30 no IH

A APG-UnB tem o prazer de convidar todos(as) pós-graduandos(as) para o debate desta quarta-feira sobre política de bolsas de pesquisa no país e na UnB e a campanha pelo reajuste das bolsas organizada 
pela ANPG e pelas demais APGs do Brasil. Nossa convidada é Elisangela Lizardo, atual presidente da ANPG.
Após o debate haverá reunião da APG-UnB para composição de conselhos e para eleição de delegados para o 23º Congresso da ANPG
Quarta-feira, 11 de Abril às 18h30
Local: Auditório do IH
Final do ICC Norte (subsolo)


segunda-feira, 9 de abril de 2012

Renato Rabelo: Os bancos e os juros - Portal Vermelho

Renato Rabelo: Os bancos e os juros - Portal Vermelho

As medidas que derrubaram as taxas de juros “na boca do caixa” têm alcance tanto imediato quanto estratégico. O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal iniciaram a aplicação dessas medidas nesta semana com os juros no cartão de crédito a 1,35% ao mês — há duas semanas, a média era 8,01%.


BB e CEF O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal iniciaram redução
Esse dado ilustra bem a natureza da medida: “forçar” o setor privado a uma concorrência capaz de fazer chegar às pessoas comuns e nas empresas – com necessidade de capital de giro – a queda das taxas de juros (SELIC) iniciadas em agosto do ano passado.

Esta medida completa, em essência, as medidas de estímulos fiscais para a produção. É bem sabido que tais medidas em prol da concorrência bancária não serão capazes de reverter o processo de desgaste de nossas cadeias produtivas. Servem como estímulo ao consumo, uma das formas de alavancar a produção em meio a uma crise financeira quase sem fim. Também não vão ao encontro de uma solução final para o crônico problema do financiamento da produção no longo prazo.

Mas é estratégica. A própria grita dos economistas e jornalistas do mercado contra a medida atestam isto. Pedem garantias aos acionistas dos bancos estatais da suposta perda de ganhos. Chamam a atenção para a possibilidade de uma nova espiral inflacionária. Mas pedem tempo para se ajustar à nova realidade. No fundo querem apoio estatal direto para se adequarem sob a forma de cortes de impostos e garantias contra clientes inadimplentes. Um absurdo, tamanhos têm sido os lucros acumulados por estas instituições desde o anúncio do Plano Real.

Agora sim, está institucionalizada a concorrência pelo crédito. Vai levar quem oferecer mais e melhores vantagens para os clientes. A prática como o critério da verdade está aí.

Os oligopólios podem combinar preços e lucros. Podem inclusive triplicar, quadruplicar a SELIC sob a forma de spreads bancários e taxas escorchantes. Nessas horas a concorrência é uma verdadeira maldição. Uma contradição em termos...

Guimarães: Não deixem que a mídia impeça que Dilma baixe os juros - Portal Vermelho

Guimarães: Não deixem que a mídia impeça que Dilma baixe os juros - Portal Vermelho

Nos últimos dias, surgiu uma surpreendente e insistente pressão contra medida do governo Dilma para reduzir os juros ao consumidor. Nas tevês (abertas e a cabo), nas rádios, na internet e, sobretudo, na imprensa escrita estão tentando vender que baixar os juros seria ruim para o Brasil, acredite quem quiser.

Por Eduardo Guimarães*


A medida em pauta, para quem não sabe, é uma forte redução da taxa de risco que os bancos públicos (Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil) cobram do tomador de empréstimos em qualquer das modalidades (empréstimos pessoais, cartão de crédito e cheque especial) – o mercado financeiro chama essa taxa de “spread”.

No sábado (7), publiquei artigo de um executivo dos quadros da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) que há anos vem se dedicando a “explicar” na imprensa por que diabos, no Brasil, cobram-se os juros mais altos do mundo.

Roberto Luis Troster escreveu, escreveu e não explicou nada. Nos programas de tevê a cabo como os da Globo News, em rádios e nos grandes jornais, uma penca de “economistas” afiança ao distinto público que, por razões que não consegue explicar, os bancos públicos oferecerem juro de 2% no cheque especial quando os bancos comerciais cobram de 8% a 12%, seria ruim para o país.

Se você pensa que ninguém que não seja banqueiro ou empregado da mídia financiada por banqueiros cairia nessa, leitor, está enganado. No próprio post em que desconstruí o artigo de Troster apareceram comentaristas dispostos a pagar mais por um empréstimo bancário porque o tal executivo da Febraban seria “dotô” no assunto e se ele falou, está falado.

Mas a gritaria da mídia em defesa dos juros extorsivos que se cobram no Brasil não visa exatamente o público, mas o governo. E por que? Porque essa mídia sabe que tem poder de pressão sobre esse governo.

Assim como a mídia conseguiu impedir políticas públicas como a do kit anti-homofobia nas escolas ou a de implantação de um marco regulatório nas comunicações, esses veículos fustigam o governo na ânsia de fazerem com que abandone essa idéia de diminuir os maiores juros ao consumidor da Via Láctea.

Não é por outra razão que, de sexta-feira para cá, a Folha de São Paulo já publicou dois artigos contra a política de redução da taxa de risco determinada pelo acionista majoritário da Caixa e do BB. Um texto saiu no sexta-feira e o outro, hoje (9/4).

O autor dessa segunda pérola de embromação escrita, propositalmente, em bom economês na esperança de que o leitor termine o texto concluindo que se um “dotô” disse é porque deve ser verdade, chama-se Gustavo Cerbasi. É apresentado pela Folha como autor de livros de auto-ajuda chamados “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos” e “Como Organizar a Sua Vida Financeira”.

O texto, com chamada na primeira página da Folha, é de congelar até os ossos de tão ruim e desonesto. Reproduzo o texto de Cerbasi abaixo. Após cada parágrafo dele, um comentário meu sem negrito.

—–

Folha de São Paulo

9 de abril de 2012

Caderno Mercado (B12)

Carteirada no mercado

Na semana passada tivemos mais um triste episódio de interferência do governo em uma empresa pública com a imposição ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal de uma política de redução forçada de juros.

Se o governo não determinar os rumos de empresas que administra será melhor, então, privatizar a Caixa e o BB.

Os interesses do governo são louváveis, afinal o objetivo é estimular o crédito para o consumo e para a produção interna, trazendo como conseqüência o aquecimento da economia. Para sustentar o crescimento equilibrado, cabe ao governo contar com todas as ferramentas disponíveis, incluindo a desoneração fiscal, o corte de gastos e – por que não? – seu poder de decisão como acionista-mor das empresas públicas.

Como se vê, o sujeito está sugerindo privatização “branca” da Caixa e do BB, mas o que parece querer mesmo é privatização nua e crua. Poderia ser ideologia, mas é 171 mesmo para defender os ganhos dos banqueiros.

Porém, os interesses nacionais deixam de ter propósito quando objetivos de curto prazo – aquecimento temporário da economia – atropelam regras de credibilidade e de equilíbrio do mercado que são construídas no longo prazo.

Que aquecimento temporário? Será que ele não se dá conta do que aconteceu no país na década passada? Será que não sabe que o Brasil é hoje campeão de geração de empregos, de distribuição de renda e de tudo que o mercado despreza?

BB e CEF são instituições que sempre estabeleceram suas políticas de acordo com interesses políticos. Consequentemente, supõe-se que as políticas de crédito adotadas até então já vinham atendendo, em situação limítrofe, aos interesses de aquecimento da economia.

É muito bom que interesses políticos influam em políticas públicas, pois o povo quer uma economia dinâmica, quer os empregos e a distribuição de renda que só fazem aumentar no Brasil e isso só foi possível porque o Estado quis agradá-lo.

Mas, ao forçar o preço do crédito para níveis abaixo do equilíbrio saudável a essas empresas, a interferência governamental afeta não apenas as contas dos dois bancos de propriedade da União. Sendo o Banco do Brasil uma empresa de capital aberto, são afetados também investidores que, até então, acreditavam que a gestão guiaria suas decisões no sentido de priorizar o crescidmento dos resultados e da capacidade de crescimento.

Meeeu Deus! Será que existe algum cristão que se lembra de que durante a crise de 2008 e 2009 esses “especialistas” disseram a mesma coisa, que a Caixa e o BB iriam naufragar e provocar prejuízos aos acionistas por terem aberto linhas de crédito fartas quando as bancas nacional e estrangeira privadas fecharam todas as suas linhas? O país teria quebrado se tivesse ouvido essa gente.

Definir uma política de negócios com base na expansão de mercado e não de resultados é caminho certo para a deterioração da saúde de uma empresa. Isso explica por que as ações do BB caíram quase 6% no dia do anúncio das medidas.

Aconteceu a mesma coisa em 2008/2009 logo no primeiro momento em que o governo Lula anunciou que supriria a escassez de crédito no mercado. Houve queda das ações por conta da gritaria de que a crise se agravaria e os empréstimos que estavam sendo concedidos não seriam pagos. No ano seguinte, o mesmo BB assumiu a liderança dos bancos brasileiros, tornando-se o maior de todos e com inadimplência menor.

A interferência do governo Dilma reitera uma prática antiga no país, que nos últimos anos afetou significativamente os resultados e os investimentos de empresas como Petrobrás, Infraero, Correios e Furnas, entre outras, e que gerou como conseqüência de longo prazo a desconfiança de investidores e da população quando à sustentabilidade das medidas.

Gente… Preciso dizer alguma coisa? Todas essas empresas estão batendo recordes de produção, rentabilidade etc. A credibilidade do Brasil só faz aumentar no mundo. A população confia cada vez mais na “sustentabilidade das medidas”, pois, do contrário, não estaria avaliando o governo cada vez melhor e nem ao menos teria eleito Dilma Rousseff.

O que será que esse cara fumou ou cheirou ou bebeu?

Investidores de qualquer lugar no mundo sabem que, ao investir em uma empresa pública brasileira, correm o risco de ter parte do lucro tomado pelo governo para cobrir um rombo no INSS ou de ter preços manipulados para incentivar políticas de curto prazo. A imposição de preços irreais para o crédito não é diferente do que tem sido feito com o preço dos combustíveis. Enquanto a Petrobras funciona à margem das regras de mercado, sua credibilidade é questionada e a dificuldade para captar recursos aumenta, limitando investimentos e, consequentemente, o crescimento da empresa e do preço de suas ações.

Deve ser por isso que os investimentos chovem no Brasil, que os investimentos aumentaram tanto na Petrobrás que o país descobriu e já explora o pré-sal enquanto investidores se acotovelam para conseguir um pedacinho do negócio. Esse cara só pode estar falando do Brasil da era FHC. O Brasil que tem moeda supervalorizada por excesso de dinheiro para investimentos chegando não pode ser o mesmo que Cerbasi comenta.

Fossem empresas públicas mais confiáveis e menos manipuladas, seria mais fácil expandir suas atividades e diminuir o custo de fidnanciamento dessa expansão. Isso poderia ser feito com aumento do capital em Bolsa. O que muitos chamam de privatização é, na verdade, um jogo de confiança na criação de resultados sustentáveis.

O articulista dá voltas, dá voltas e volta ao que tanto almeja: privatizar os bancos públicos e, agora se vê, também a Petrobrás. O Brasil paga menos até do que países ricos como Espanha, Itália etc. quando se financia no exterior. Isso é devido ao fato de que atingiu avaliação de risco conhecida como “grau de investimento”, que lhe propicia juros menores no mercado internacional.

Existem outros mecanismos para interferir na economia sem quebrar regras de mercado. Por exemplo, se o governo crê que o crédito não cresce porque a concorrência é entre poucos e esses poucos cobram muito, poderia facilitar a concorrência e, com políticas mais flexíveis, permitir o crescimento de bancos menores ou a entrada no país de mais bancos estrangeiros.

Agora o cara forçou a amizade. O Brasil recebeu todos os bancos estrangeiros possíveis e imagináveis e até estendeu a mão aos pequenos, na última década, mas o fato é que a concentração bancária é um fenômeno mundial. Os bancos estão se fundindo no mundo inteiro. Os bancos estrangeiros que quiseram, vieram para cá. Cerbasi tenta nos fazer a todos de idiotas.

Poderia também acelerar a reforma fiscal e aumentar a arrecadação com maior atividade na economia, mesmo que cobrando alíquotas menores de impostos. Como se diz no meio empresarial, ganhando no giro e não na margem.

Caraca! Mas é exatamente isso o que os bancos públicos estão fazendo – não na questão dos impostos, mas na questão de ganharem no giro ao concederem mais empréstimos com margem de lucro menor via redução do spread. Agora, pedir menos impostos aos bancos mais lucrativos do mundo, isso é “neoliberalês” pra boi dormir. E que, aliás, quebrou o Primeiro Mundo.

Essas interferências que surpreendem o mercado nada mais são do que o resultado da incapacidade de planejar a longo prazo. Enquanto o horizonte máximo de planejamento público continuar sendo a próxima eleição, governar continuará sendo sinônimo de apaagar incêndios e de manipular regras. Afinal, no Brasil, somos pródigos [sic] em esquecer, com o tempo, as grandes bobagens que são feitas no presente.

É por isso que a situação do país é tão ruim, não? Cerbasi está muito enganado. Não somos “pródigos” em esquecer governos que fazem bobagens. Até hoje os brasileiros não esquecem as bobagens econômicas que FHC fez e que tanto agradavam a essa gente. Por isso, nas últimas três eleições presidenciais o povo chutou o traseiro do partido que pensa como esse “especialista”.

—–

A Folha é o exemplo que uso, mas podemos encontrar o mesmo na CBN, na Globo News, em O Globo, no Estadão etc. Todos dando espaço a “analistas” que estariam desconsolados com o “populismo” da medida do governo.

Se eu pedir à minha neta, que tem dez anos, para apertar um desses sabichões, ela, por certo, não teria maiores problemas para encurralá-lo. Bastaria perguntar o que justifica que no Brasil, que tem uma das economias mais organizadas do planeta, os bancos cobrem uma taxa de risco de não serem pagos maior do que a de países em graves crises econômicas.

Venho usando dois exemplos, nessa questão, que vale repetir. No Iraque, por exemplo, um país que ainda vive um conflito sério e que vem de uma guerra que o arrasou, ou na Grécia, sufocada por uma crise que está levando cidadãos ao suicídio, os bancos cobram taxas de risco – e, portanto, juros – menores do que os bancos brasileiros.

Aquele post de sábado, intitulado A grande jogada administrativa e política do governo Dilma, também ofereceu outra explicação para a artilharia contra a medida desse governo para baixar os juros. Se ela vingar, Dilma estará reeleita e fim de papo.

Expor o risco para o país que essa questão encerra já produziu resultados. O site Viomundo, do jornalista Luiz Carlos Azenha, também está repercutindo o assunto e dando valiosa contribuição ao trazer exemplo de medidas de combate a esses “analistas” espertalhões financiados por banqueiros que estão sempre levando a sociedade no bico, fazendo-a aceitar os interesses do grande capital como se fossem seus.

Eis um trecho do post do Azenha:

(…) Na edição de março do Le Monde Diplomatique, Renaud Lambert relata que, desde janeiro deste ano, a Associação Norte-Americana de Economia, AEA, faz uma exigência a seus associados. (…) Os artigos publicados nas revistas científicas por membros da associação devem revelar os eventuais conflitos implicando seus autores. Os economistas deverão, assim, identificar e mencionar as ‘partes interessadas’ que lhes tenham pago uma remuneração financeira (…)

E não ficou por aí. Entrei em contato com importante liderança política ligada ao governo Dilma Rousseff que tem possibilidade de conseguir espaço condizente na imprensa para defender a redução da taxa de risco pelo BB e pela Caixa. Isso porque, se não nos mexermos, a pressão da mídia pode fazer o governo recuar em uma medida tão importante para o país.

*Eduardo Guimarães é jornalista e colunista.

Fonte: Blog da Cidadania

domingo, 8 de abril de 2012

Grito de Alerta: Ato em São Paulo é marcado por críticas à política econômica do país - Portal CTB

Grito de Alerta: Ato em São Paulo é marcado por críticas à política econômica do país

Mudança na política econômica. Essa foi a tônica dos discursos de sindicalistas e empresários no grande ato do movimento "Grito de Alerta em defesa da produção e do emprego", realizado em São Paulo com a participação de 90 mil pessoas.
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Realizada em frente à Assembleia Legislativa do Estado (Alesp), a manifestação compõe um calendário nacional de atividades que ainda passa por Manaus, Minas Gerais, Bahia, Ceará e Brasília, que fecha o ciclo.
“A construção desse movimento é importante para a nação como um todo, pois o que está representado aqui é o setor produtivo unido por um novo projeto de desenvolvimento para o país que reduza a taxa de juros e controle o câmbio para termos uma indústria forte com empregos valorizados”, destacou o dirigente da CTB e deputado federal Assis Melo (PCdoB-RS).

Unidade em prol de avanços para o país
O movimento Grito de Alerta contra a desindustrialização, promovido pelas centrais sindicais, confederações, federações, sindicatos, desta vez traz uma novidade: a adesão massiva do setor produtivo, preocupado com a falta de investimento na indústria nacional e a falta de competitividade, consequência da concorrência desleal com o mercado externo.
“É uma união histórica, entre trabalhadores, sindicalistas e empresários pelo mesmo ideal: o crescimento do país. Quando os políticos constatarem que estamos juntos por uma única causa, tenho certeza de que nosso grito de alerta será ouvido. Temos que estar juntos, sim, em favor dessa proposta para um país mais justo”, afirmou Luiz Aubert Neto, presidente da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).
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Para presidente da Abimaq união é histórica
Opinião compartilhada pelo vice-presidente da CTB, Nivaldo Santana. "Este é um ato que representa um marco, algo que por sua amplitude e por seus objetivos deve provocar grande impacto. O projeto nacional de desenvolvimento pelo qual lutamos precisa de uma política industrial afirmativa, com juros menores e mudanças na política macroeconômica".
Sobre as diferenças de opiniões, Salaciel Vilela, secretário-geral adjunto da CTB, lembra que é importante saber deixá-las de lado em prol de um bem comum. “Divergências nós temos, mas neste momento as colocamos de lado para construirmos uma unidade que tem como objetivo pontual avançar na construção de um projeto de desenvolvimento, que passe por melhores condições de trabalho e salários mais justos”.
Concorrência desleal
Empresários e sindicalistas estão preocupados com os números apresentados pela indústria nacional, que tem sofrido com a concorrência desleal dos produtos importados. “Esse ato serve para alertar à população que compra esses produtos e não pensa de onde vem. Estamos num processo de desindustrialização e o resultado será o fechamento dos postos de trabalho. Daí a importância dessa manifestação”, alertou Fausto Augusto Junior, assessor técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).
Para o técnico do Dieese, as medidas anunciadas pela presidenta Dilma Rousseff na última terça-feira (03) estão no caminho certo. No entanto, de acordo com ele, ainda existem diversos pontos que precisam ser alterados, como baixar a taxa de juros e facilitar o acesso dos micro empresários aos benefícios. “As grandes empresas conseguem ter acesso a essas medidas. Mas o desafio está em fazer as pequenas também terem acesso. Isso é muito mais complexo. Daí o governo vai precisar trabalhar mais isso”.
O pacote econômico anunciado incluiu entre outras medidas a desoneração da folha de pagamento para 15 ramos de atividade, com a extinção da contribuição previdenciária patronal (20% dos salários) e sua substituição por um imposto sobre o faturamento, com alíquota entre 1 e 2%.

No entanto, para os sindicalistas, apesar de positivas, as medidas são insuficientes, pois o cenário demanda iniciativas mais rigorosas. “Estamos no caminho certo, mas ainda falta muito. Essas são medidas paliativas, que não resolvem o problema que estamos enfrentando. É preciso mais”, destacou Onofre Gonçalves, presidente da CTB São Paulo.
Para Marcelino Rocha, presidente da Federação Interestadual dos Metalúrgicos do Brasil (Fitmetal) e do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim-MG, o Brasil acordou na hora certa. “Todos os países estão tomando medidas de proteção ao setor industrial. O Brasil acordou no momento adequado porque não é possível que a indústria brasileira tenha uma participação de quase metade do que já teve no governo Juscelino Kubitschek”.
Mobilização Brasil afora

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Marcelo Toledo afirma que trabalhadores não podem ser prejudicados
“Trabalhadores do mundo inteiro estão unidos contra uma crise que foi desencadeada pelo capitalismo. Temos que combater esse cenário e seus prejuízos. E vamos continuar defendendo a classe operária bem como o emprego decente e combatendo a precariedade que vitima milhões de trabalhadores em razão das péssimas condições de trabalho a que são submetidos. Esse ato demonstra a unidade política da classe trabalhadora”, afirmou Marcelo Toledo, dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano.
Unidade também demonstrada em atos semelhantes realizados em Porto Alegre e Florianópolis. É o que revela o presidente da CTB-RS, Guiomar Vidor, que veio a São Paulo só para prestigiar o evento. “Construímos uma unidade em defesa do novo modelo de desenvolvimento que queremos para o nosso país. Porto Alegre abriu o calendário do movimento, seguido por Florianópolis e agora em São Paulo. E deverá se espalhar por todo Brasil. Esse é o objetivo, criar um sentimento cívico de todos os setores da sociedade em defesa desse novo país que queremos construir juntos", informou Vidor.
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Para Guimar Vidor ato cria um sentimento cívico na população
Para Moysés Leme, presidente da CTB-DF, a unidade demonstrada em todos os atos representa uma vitória para CTB fomentadora de toda essa união. “Devido a seu princípio de unidade, a CTB foi peça fundamental na organização desse ato contra a desindustrialização, emprego e renda para o país. Nós temos que nos aproximar em volta das propostas que são de interesse do país. E a CTB tem cumprido esse papel com sucesso no nosso país. Demonstrando a que veio. Hoje ela é a liga da grande massa da classe trabalhadora”, destacou Leme, que revelou que correm a todo vapor as reuniões preparatórias para o grande ato nacional que acontece em Brasília.
Trabalhadores, sindicalistas e empresários agora se preparam para cumprir o calendário e engrossar os atos que acontecem em Belo Horizonte, Manaus, Ceará, Bahia e Brasília.
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"Unidade é demonstrada Brasil afora", observa Doquinha
"Somos todos vitoriosos por todo esse movimento desencadeado Brasil afora, que demonstra esta unidade. Neste ano, mostramos mais uma vez que nós, trabalhadores e trabalhadoras, somos capazes de nos unir por bandeiras que não dizem respeito apenas a nós, mas sim a todo o país", comemorou Raimunda Gomes, a Doquinha, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.
Cinthia Ribas - Portal CTB (fotos: CTB e Joca Duarte)

Protesto expõe Harry Chibata, legista que encobriu tortura durante ditadura - Portal Vermelho - Portal Vermelho

Protesto expõe legista que encobriu tortura durante ditadura - Portal Vermelho


Postes, muros e pontos de ônibus dos bairros da Vila Madalena e Pinheiros amanheceram com centenas de cartazes de protesto contra Harry Shibata, médico legista e ex-diretor do Instituto Médico Legal de São Paulo.

Por Leonardo Sakamoto 



Protesto realizado em área nobre de São Paulo neste sábado (7)/ Foto: Leonardo Sakamoto

Shibata é acusado de ser responsável por falsos atestados de óbito usados para acobertar assassinatos de opositores pela ditadura militar, ele teria ignorado marcas deixadas por sessões de tortura produzindo laudos de acordo com as necessidades dos militares. Os cartazes foram colados por um grupo de manifestantes na madrugada deste sábado (7).

O legista é acusado de, sem ter visto o corpo, atestar como suicídio a morte de Vladimir Herzog, então diretor da TV Cultura, que fora convocado para “prestar esclarecimentos” no DOI-Codi, em em outubro de 1975. O orgão, ligado ao regime, tinha o objetivo de reprimir opositores e se transformou em um dos principais centros de tortura do país.
A morte do jornalista após sessão de tortura tornou-se um símbolo na luta contra a ditadura. E o culto ecumênico realizado em sua homenagem, em dezembro daquele ano, na Catedral da Sé, foi o primeiro grande ato da sociedade civil contra as atrocidades cometidas pelos militares.

Nos dias 31 de março e 1º de abril, manifestações no Rio de Janeiro e em São Paulo reuniram centenas de pessoas para lembrar o aniversário do golpe de 1964. Elas exigiram que os crimes cometidos pelo Estado durante a ditadura militar sejam esclarecidos e os envolvidos em casos de tortura punidos por crime contra a humanidade.

Como parte dos protestos, residências de militares acusados de envolvimento em tortura foram marcadas. Da mesma forma, parte dos cartazes fornece o endereço do médico legista, em uma rua de classe média alta.

Neste sábado, comemora-se o Dia do Médico Legista. E o Dia do Jornalista.

sábado, 7 de abril de 2012

Manuela lidera pesquisa Ibope para a Prefeitura de Porto Alegre - Portal Vermelho

Manuela lidera pesquisa Ibope - Portal Vermelho


Se as eleições de 7 de outubro fossem hoje, a pré-candidata do PC do B Manuela D’Ávila estaria à frente na disputa, seguida pelo prefeito e pré-candidato à reeleição José Fortunati (PDT). O candidato petista, Adão Villaverde, aparece com dois pontos percentuais em todos os cenários. 


Reprodução/Zero Hora
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O Ibope realizou quatro cenários na pesquisa estimulada (aquela em que são apresentados aos entrevistados os nomes dos prováveis candidatos a prefeito). Em todos Manuela lidera, com 36% ou 37%, dependendo do cenário. Fortunati aparece em segundo, com 28% ou 29%. As simulações incluem dois possíveis candidatos do PMDB – Ibsen Pinheiro e Sebastião Melo – e dois do PSDB – Nelson Marchezan Jr. e Wambert Di Lorenzo.

Manuela apresenta seu melhor desempenho entre eleitores de 25 a 29 anos (49%) e com Ensino Médio completo (42%). A candidata do PC do B registra menor índice entre os eleitores com renda familiar de até dois salários mínimos (31%), enquanto o candidato do PDT apresenta o menor percentual entre os que ganham de dois até cinco salários mínimos (27%).

Na pesquisa espontânea (quando não são apresentados os candidatos ao eleitor), o percentual de entrevistados que não souberam responder é de 44%. Isso se deve ao fato de que nem todos os candidatos estão definidos e de a campanha ainda não ter começado oficialmente. De acordo com o Ibope, as mulheres (47%) são as mais indefinidas ou evitaram citar um candidato na pesquisa espontânea.

Segundo turno



Na hipótese de um segundo turno da eleição para prefeito de Porto Alegre, a candidata Manuela D’Ávila venceria nas três simulações realizadas pelo Ibope. Naquela em que disputaria com o atual prefeito José Fortunati, ela aparece cinco pontos percentuais à frente (43% a 38%).

Tanto Manuela quanto Fortunati lideram com folga quando colocados numa eventual disputa com o candidato do PT à prefeitura, Adão Villaverde. A candidata do PC do B recebe 57% contra 9% do petista. Fortunati obtém 60% contra 10% de Villaverde.

Fonte: Zero Hora

sexta-feira, 6 de abril de 2012

2ª Conferência Sobre a Emancipação da Mulher do PCdoB será em maio em Brasília

PCdoB. O Partido do socialismo.

A Secretaria Nacional da Mulher tem por atribuição desenvolver simultaneamente duas diretrizes: acompanhar e orientar o trabalho das comunistas à frente do movimento feminista e de mulheres; e transversalizar o debate e as bandeiras acerca da emancipação das mulheres em todas as esferas e frentes de atuação partidárias.

A Secretaria conta ainda com o trabalho do Fórum Nacional Permanente Sobre a Emancipação da Mulher, eleito na 1ª Conferência Nacional Sobre a Questão da Mulher conforme Art.55 do Estatuto partidário e composto pelos seguintes integrantes: Abigail Pereira; Alice Portugal; Ana Carolina Barbosa; Ana Rocha; Augusto Buonicore; Daniele Costa; Eline Jonas; Glauce Medeiros; Jô Moraes; Julieta Palmeira; Leila Márcia; Liège Rocha; Lúcia Antony; Lúcia Rincón; Marta Brandão; Mary Castro; Olívia Rangel; Olívia Santana; Raimunda Leone; Ricardo Abreu; Veruska Carvalho; Walter Sorrentino.

Secretária Nacional da Mulher: Liège Rocha

Renato Rabelo: questão de gênero é central para o PCdoB

A participação das mulheres nos órgãos de direção do PCdoB e a presença marcante das parlamentares comunistas no Congresso Nacional são alguns dos pontos abordados pelo presidente nacional do Partido, Renato Rabelo, em entrevista ao Vermelho nesta quarta-feira (4).

Por Mariana Viel, da Redação do Vermelho
O dirigente nacional chamou a atenção para a importância do envolvimento de todo o Partido na 2ª Conferência Nacional do PCdoB Sobre a Emancipação da Mulher, cuja etapa nacional acontece nos dias 18, 19 e 20 de maio, em Brasília. Ele explica que a questão de gênero tem hoje uma grande importância para o Partido e que o próprio estatuto do PCdoB estabelece a realização de conferências nacionais sobre o tema. “Essa é uma conferência que não cabe só às mulheres, mas a toda a militância do PCdoB. Somos o único Partido que dá essa importância à questão de gênero”, enfatiza.

Nos últimos anos, o PCdoB vem se caracterizando — não apenas como um Partido dos trabalhadores, que faz parte de sua própria natureza —, mas também como um representante da juventude e das mulheres. “Essa característica dá ao PCdoB essa fisionomia renovada e moderna. Vimos exatamente procurando dar margem para que a mulher exerça papéis mais importantes nas direções do Partido”.

Renato exemplifica ainda que o PCdoB possui, proporcionalmente, a maior bancada de mulheres no Congresso Nacional — representada na Câmara pelas deputadas Perpétua Almeida (AC), Alice Portugal (BA), Jô Moraes (MG), Luciana Santos (PE), Jandira Feghali (RJ) e Manuela d’Ávila (RS) e no Senado por Vanessa Grazziotin (AM). “Essa é uma marca hoje do PCdoB e temos procurado formar quadros jovens e mulheres para que haja exatamente uma participação maior ainda. A própria vice-presidência nacional do Partido é ocupada pela deputada federal Luciana Santos – líder do PCdoB na Câmara”.

O esforço do PCdoB se volta ainda para que a cota mínima de 30% de participação das mulheres nos órgãos de direção do Partido seja ultrapassada. Para o dirigente nacional, todos esses exemplos deixam claro que a questão de gênero é central nas discussões do Partido. “Essa é uma questão que compreende aqueles problemas que consideramos estruturais da realidade brasileira, de como enfrentar essa questão da igualdade de gênero e da emancipação da mulher”.

Ele alerta também para a necessidade das direções regionais se esforçarem na mobilização de toda a militância comunista na etapa estadual das conferências — que acontecem até o próximo dia 12 de maio. “Isso é fundamental para que a conferência nacional tenha ampla representatividade no Partido e para o seu êxito. Quanto maior participação nas conferências estaduais, mais respaldo e representatividade a conferência nacional terá”.

Presidente Santos impede visita de ativistas a presos políticos colombianos - Portal Vermelho

Santos impede visita de ativistas a presos políticos na Colômbia - Portal Vermelho

Santos impede visita de ativistas a presos políticos na Colômbia


A pacifista e ex-senadora Piedad Córdoba anunciou, nesta quinta-feira (5), que o governo colombiano não cumpriu sua promessa de autorizar o grupo de Mulheres pela Paz a visitar os presos políticos nas prisões do país. A integrante do Movimento Mulheres Pela Paz, Socorro Gomes, declarou por telefone, com exclusividade para o Vermelho, que a negativa “é uma quebra da palavra, e revela que o governo colombiano não é um interlocutor confiável”.


Córdoba esclareceu que na última sexta-feira (30), foi realizada uma reunião com o ministro da Justiça, Juan Carlos Esguerra, na qual ficou indicado que a visita às prisões poderia ser efetuada após a libertação dos últimos uniformizados em poder da guerrilha, tal como anunciado pela insurgência.



O processo de libertação ocorreu na última segunda-feira (2). As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) liberaram unilateralmente os 10 últimos prisioneiros de guerra que mantinham em seu poder. Participaram do processo o grupo Colombianos e Colombianas pela Paz, liderado por Córdoba, o governo do Brasil, a Cruz Vermelha e o grupo de ativistas internacionais Mulheres do Mundo pela Paz.

Córdoba revelou também que o presidente Juan Manuel Santos manteve uma conversa com o representante da Câmara, Iván Cepeda, a respeito. Santos prometeu então que a visita ocorreria a partir de um protocolo de confidencialidade.

Mulheres pela Paz

Córdoba lembrou que o grupo Mulheres pela Paz chegou à Colômbia não apenas para acompanhar o processo de libertações, mas também para visitar os presos políticos, status que o governo insiste em desconhecer. “Não foi cumprido o que foi acordado”, sublinhou a ex-senadora.

A presidente do Conselho Mundial da Paz e do Cebrapaz, Socorro Gomes, que está desde segunda-feira (2) acompanhando o processo de libertação dos sequestrados pelas Farc, foi taxativa sobre a atitude de Santos: “É uma demonstração de que ele não quer a paz, nem o diálogo. Ele quer, na verdade, esmagar a guerrilha. Está empenhado em uma operação de cerco e aniquilamento da insurgência”.

Sobre o futuro, ela pondera que “esse não é um bom caminho porque não há solução militar para o conflito colombiano. A solução só pode ser política”.

Como uma das integrantes da comissão, Socorro ressaltou que a atitude frustrou a expectativa dos ativistas internacionais. “O que ele [Santos] quer esconder? Por que não podemos fazer as visitas? Há ou não há violação de direitos humanos nas prisões da Colômbia?”, questiona.

Da Redação, com informações da Prensa Latina