quinta-feira, 25 de maio de 2017

Temer recorre às Forças Armadas. Há perigo na esquina. Não somos vândalos, somos trabalhadores! Renata Mielli


Em uma guerra existem dois exércitos. O que se viu hoje, em Brasília, não se pareceu nada com uma guerra. Foi um massacre. Policiais armados e orientados a reprimir manifestantes atacaram sem cerimônia trabalhadores e trabalhadoras que estavam na Esplanada dos Ministérios neste dia 24 de maio.

#OcupaBrasília foi um movimento organizado por um amplo leque de entidades com o objetivo de protestar contra as Reformas da Previdência e Trabalhista e em defesa da convocação de eleições diretas para presidência da República.

Mas o Brasil não é mais uma democracia e manifestações não são bem-vindas no país que está sob um governo golpista há 377 dias. A escalada autoritária é galopante.


Ao editar um decreto, com validade até 31 de maio, para “garantir a Lei e a Ordem no Distrito Federal”, convocando as Forças Armadas para restringir e reprimir as manifestações, Michel Temer abre um novo e ainda mais grave capítulo na história do golpe em curso no país. Se até o momento os militares ocupavam uma cadeira de espectadores dos acontecimentos, agora foram chamados para agir como protagonistas. E a história do Brasil mostra que quando um militar sai do quartel tudo pode acontecer.

Além de tornar pública a sua covardia, Temer demonstra com esta medida que não tem autoridade para dirigir o país. Sua base política está conflagrada e a sociedade está a ponto de explodir. Sem apoio, lhe resta a força bruta.


Temer abusou de sua autoridade, utilizou um recurso excepcional para conter uma manifestação pacífica. Não nos enganemos com as edições e narrativas da mídia hegemônica. Não houve confronto, houve ataque. Não houve vandalismo, houve repressão e resistência.

Simplesmente porque não há confronto entre uma arma de fogo e um cano de PVC, usado para hastear bandeiras. A polícia atirou abertamente para acertar os manifestantes. Não eram tiros para o alto, com o intuito de dispersar. E muitos nem foram de balas de borracha. Cavalos, cachorros, cacetetes, spray de pimenta, um arsenal militar foi despejado contra trabalhadores e trabalhadoras, com o claro objetivo de tentar impedir um ato histórico, com cerca de 200 mil pessoas.

Liberdade de expressão na UTI

O direito ao protesto é reconhecido internacionalmente pelo sistema internacional de direitos humanos. Em documento publicado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos em 2005, a relatoria para a liberdade de expressão sublinha:

“que a participação da sociedade através da manifestação pública é importante para a consolidação da vida democrática das sociedades. Em geral, está como o exercício da liberdade de expressão e da liberdade de reunião, se reveste de um interesse social imperativo, que dá ao Estado uma margem ainda mais estreita para justificar a limitação deste direito. Neste sentido, as regulamentações para fins do direito à reunião não podem ter motivações para proibir a reunião ou a manifestação”.

E continua:

Deste modo, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos já manifestou que “os governos não podem invocar uma das restrições legítimas da liberdade de expressão, como a manutenção da “ordem pública”, com o objetivo de suprimir um ‘direito garantido pela Convenção ou para denaturalização ou privar do conteúdo real’. Se isto ocorre, a restrição aplicada desta maneira não é legítima. Não se pode considerar o direito de reunião ou manifestação como sinônimo de desordem para restringir o direito de per se.

Foi exatamente isso o que aconteceu nesta quarta-feira, quando o governo ilegítimo de Michel Temer baixou o decreto autoritário para “garantir a Lei e a Ordem no Distrito Federal”. Ao fazê-lo, o governo descumpre os tratados internacionais dos quais é signatário.

O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação já vem denunciando, desde outubro de 2016, o aumento vertiginoso dos casos de violação à liberdade de expressão. Mais de 50 casos foram denunciados pela campanha Calar Jamais! E isso, certamente, é apenas a ponta de um iceberg gigante que vem corroendo a livre manifestação do pensamento, o direito à reunião e à manifestação.

Lutar não é vandalismo

A criminalização dos movimentos sociais e da luta do povo brasileiro é um instrumento poderoso utilizado pelos meios de comunicação hegemônicos para deslegitimar manifestações e colocar a população contra atos e protestos.

Um dos recursos usados pela mídia é o de tentar distinguir os trabalhadores e trabalhadoras que participam de protestos do povo.


Como? Um exemplo bem didático é comparar o tratamento dispensado pela mídia às manifestações pelo Fora Dilma das manifestações contra as Reformas. Nas primeiras, os âncoras de telejornais definiam os participantes como o povo nas ruas exercendo sua cidadania, protestos familiares com a presença de crianças. Tudo lindo e maravilhoso. Nas segundas, os mesmos âncoras definiam os participantes como “militantes”, “sindicalistas”, e é comum ouvir a frase: não é o povo que está nas ruas, são os militantes. E as manchetes focam nas depredações e não na repressão brutal da polícia.

Nesta quarta-feira tentaram transformar cerca de 200 mil pessoas em vândalos.


Fôssemos todos vândalos, não teria sobrado tijolo sobre tijolo, vidraça sobre vidraça. Não, não somos vândalos e a luta do povo brasileiro por seus direitos não é vandalismo. Vandalismo é rasgar a Constituição, vandalismo é dilapidar o patrimônio público para depois vendê-lo a preço de banana, vandalismo é vender as terras brasileiras para estrangeiros, vandalismo é destruir a Saúde Pública, a Educação.

Vandalismo é demolir um edifício com pessoas dentro. Vandalismo é atirar contra trabalhadores rurais. Vandalismo não, assassinato.

O dia 24 de maio nos deixa um alerta: Há perigo na esquina. E só o povo na rua pode nos proteger.

#DiretasJá
#ForaTemer
#CalarJamais

sexta-feira, 19 de maio de 2017

A República dos Delatores e as Diretas Já! - Paulo Vinícius Silva



Então, o maior dos delatores trucou.

Ao contrário da impressão corrente, não é o juiz o ápice do desbalanceamento dos poderes da República. Seu poder foi corroído pela vaidade que aprisiona, pela chantagem, pelo que não se vê. Também o judiciário é refém. Há poderes ocultos. Não se trata, apenas, de um poder – o judiciário - sobre os demais – legislativo executivo. Todos sabemos do quarto poder, a mídia monopolista, redesenhando o país sob o esquadro dos piores pesadelos. E é esse poder oculto/descarado, que é o porta-voz da chantagem, irmã siamesa da delação.

O quadro tem se tornado cada vez mais triste desde que o voto do povo deixou de valer. Só os “grandes eleitores” decidem o futuro do país e contra a maioria do povo. Vale o voto desse congresso, em que só uma minoria defende o povo, minoria esmagada pelos ladrões de direitos e guardiões de privilégios. Os trabalhadores pagam alto preço por não elegerem seus representantes. Rasga-se a CLT. Acabam com a previdência pública e a aposentadoria popular. Desemprego às centenas de milhares e aos milhões, quando, no passado recente, tivemos menos de 6% de desemprego. São pais e mães de família, crianças, indo viver nas ruas, empurrados ao desespero, às humilhações, ao risco, à violência, à fome.

Estão sabotando a Petrobrás, entregando o Pré-sal aos estrangeiros, vendendo empresas estatais, rasgando direitos, matando os indígenas, tudo contra os pequenos, os pobres. E essa hecatombe só se explica por um quinto poder, o mais oculto, incensado e cruel. Sobre tudo e todos, o poder do rentismo e seu apetite pantagruélico, que lucra com cada desemprego, com a destruição das empresas, com a PEC dos gastos, porque o rentismo especulativo lucra sempre e cada um de nós pode sentir seu toque funesto quando conta o quanto os juros comem das nossas vidas. Cada um de nós paga juros imorais e o Governo federal destina metade de seus recursos ao pagamento desses mesmos juros. Essa é a mãe de todas as corrupções, a mãe de todas as chantagens. E é a explicação do caráter pusilânime de nosso empresariado, em pútrida parasitose no corpo da Nação, através da corrução e da ciranda financeira da especulação em torno da dívida pública. Essa é a nova pirâmide social que pretendem, em que não cabe o povo, a democracia é abolida, e a black friday Brasil continua, inclemente.

Temer já era objeto da descrença geral, dada sua pequenez. Ainda assim, ousou entronizar-se como o instrumento do Golpe, do retrocesso, da conspiração pelo desmonte da República graças à cobiça das oligarquias, da imprensa golpista, dos especuladores vorazes. Mas não está disposto, no fim da vida, a ser imolado, sozinho. Desafiador, falou não para o público, mas para o privado, quem tiver ouvidos, ouça. Tendo vivido tanto os meandros do poder, é preciosíssimo e ameaçador arquivo vivo e, por isso mesmo, jamais abandonaria sua segurança - até pessoal. Comprou centenas de votos de parlamentares à vista de todos e com o apoio do PIG, para depor uma Presidenta honesta, Dilma. Suas relações carnais com a imprensa golpista e com o mercado financeiro não são menores. Ele disse e foi entendido: Não vai sozinho. No ápice do executivo tem a maior margem para operar o que seja.

Daí a ironia: é o delator e a imprensa golpista que têm os sabres na mão. É esse o poder absoluto de delatar, chantagear e trair a que chegamos, tristemente. Uma república policial, judiciária, mas sobretudo midiática e rentista. No futuro, poderá ser chamada de República dos Delatores. Ou República X9, República do dedo duro, ou ainda, a República dos Alcaguetes.

Mas a justa revolta não pode esquecer é que, se há implosão, há quem aperte o botão, e não é o povo. A dissolução da política é a escada para o fascismo. A corrupção não pode ser combatida com pirotecnia, hipocrisia, parcialidade, dissociada do projeto nacional e democrático. Corrupção não se combate com exportação de commodities, mas com desenvolvimento. Corrupção se combate com democracia, com controle social, com redução das desigualdades. E a política só se legitima como expressão da soberania popular.

O golpe, dentro do golpe, dentro do golpe, dentro do golpe, infinitamente, é o caminho para destruir a participação política, negar a soberania popular, entregar o poder supremo aos rentistas, oligarcas, verdugos e à imprensa golpista. E nesse trono de lama, ainda, está Temer, o seu “herói”. E, numa república de delatores, o poder dado a quem aponta – não esqueçamos - destina-se a, primeiramente, preservar a si próprio por crimes cometidos. E, em segundo lugar, às vinganças. São tais os interesses inconfessáveis capazes de destruir a democracia, a economia, a soberania nacional e o futuro do país. No trono de lama, o supremo delator recusa-se a deixar a ribalta. E o Brasil olhou pra si e viu o beco sem saída a que chegou. Nessa hora, tão soturna, do fundo d´alma da Nação, tão agredida e humilhada, quatro palavras singelas gritaram, com a liberdade que nos resta: Fora Temer! Diretas Já!

O povo precisa ser chamado a escolher seu destino. E às forças democráticas, patrióticas e populares, cumpre o dever de refundar sua utopia, projetos e unidade, para serem dignas de conduzir o país para longe desse abismo. E, dessa vez, sem as ilusões sobre mudanças profundas sem rupturas. Não há vitória assegurada. Só uma ampla unidade poderá abrir caminhos para um tempo novo. E, ainda assim, o desmonte havido, por suas proporções, obriga a ajustar contas com o rentismo, os especuladores, e a imprensa golpista.

A soberania popular, a defesa da democracia, a possibilidade de decidir de modo limpo o futuro do país, eis a frágil esperança para sair do labirinto pútrido do poder de poucos. Não nos confiemos no papel de espectadores das conspirações palacianas, recusemos o circo dos horrores da imprensa golpista contra a democracia e a Nação, reunamos todas as forças que lutem pela democracia no Brasil ameaçado. E que o povo decida.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

PCdoB: Governo Temer não pode continuar, Diretas já! - Portal Vermelho

PCdoB: Governo Temer não pode continuar, Diretas já! - Portal Vermelho:


Antônio Araújo
  
A nota do Partido Comunista do Brasil afirma que “o governo de Temer, oriundo de um golpe de Estado, não pode continuar. Nem ele e nem a sua pauta de destruição do futuro do povo e da nação. A ilegitimidade do governo, que vem desde o seu nascedouro, atinge com as notícias de hoje níveis que não lhe permitem continuar existindo”.

Leia abaixo a íntegra da nota:

Fora Temer! Diretas já!

O Brasil foi surpreendido nesta tarde pelas gravíssimas denúncias veiculadas pela imprensa contra Michel Temer.

A revolta que já tomava conta da população diante da situação econômica dramática, das reformas feitas para liquidar direitos históricos, da entrega do patrimônio nacional, exige respostas imediatas por parte das forças democráticas e comprometidas com o Brasil.

O governo de Temer, oriundo de um golpe de Estado, não pode continuar. Nem ele e nem a sua pauta de destruição do futuro do povo e da nação. A ilegitimidade do governo, que vem desde o seu nascedouro, atinge com as notícias de hoje níveis que não lhe permitem continuar existindo.

A única forma de recolocar o Brasil nos trilhos do desenvolvimento e de devolver a esperança ao nosso povo é realização de eleições diretas. A palavra precisa ser dada à população para que ela, de forma livre e soberana, aponte os rumos que o Brasil deve tomar.

Para que isso aconteça é necessária uma frente ampla, suprapartidária, que congregue todos os que estão comprometidos com a ideia de que é o povo quem deve se pronunciar.

Convocadas as eleições, será a hora de colocar os programas em disputa. Nesse momento, acima das posições programáticas de cada agremiação ou movimento social, deve estar ideia de promover o gesto patriótico e democrático de dar ao povo a oportunidade de decidir.

O PCdoB lutará por isso, no parlamento e nas ruas, com a coragem a amplitude que nos caracterizam.

Fora Temer!
Diretas Já!

17 de maio de 2017

Direção nacional do PCdoB

Partidos criam o Fórum pela Democracia para exigir “Diretas Já” - Portal Vermelho

Partidos criam o Fórum pela Democracia para exigir “Diretas Já” - Portal Vermelho:





  
A constituição do Fórum Permanente pela Democracia foi a primeira medida concreta dos partidos de oposição no Congresso Nacional. Integram o fórum os seguintes partidos: PDT, PCdoB, PT, Psol, Rede e PSB. No caso dos socialistas, chama atenção o fato de que o partido consolida sua ruptura com o governo. Em breve nota divulgada após a reunião, os partidos informam a criação do fórum e que buscarão diálogo com a sociedade, revelando a intenção de ampliar a mobilização para além do parlamento. O objetivo é exigir a renúncia ou afastamento de Michel Temer e a convocação de eleições diretas.

“O presidente da República ilegítimo, mas empossado, é gravado pelo dono da JBS dando aval para comprar o silêncio de Cunha. Ele não pode mais ficar uma hora na cadeira de presidente do país. É necessário que as decisões sejam tomadas para afastá-lo imediatamente e convocar novas eleições no país”, afirmou a deputada Alice Portugal (BA),lider do PCdoB na Cãmara dos Deputados.

Para o líder do PT, Carlos Zarattini (SP o surgimento das gravações, retira qualquer legitimidade para Temer continuar governando. "Chegou ao ponto final. O ponto final, se não for dado pela sua própria renúncia, será feito por esta Câmara e por este Senado através de um impeachment", afirmou o líder petista.

Leia abaixo a íntegra da nota: 

Pela democracia

Nós, congressistas de diversos partidos, nesta hora gravísssima que o país vive, com denúncias substantivas que envolvem diretamente Michel Temer, nos constituimos em Fórum Permanente pela democracia e exigimos, em diálogo com as forças da sociedade:

1. Renúncia/afastamento imediato do presidente
2. Eleições diretas para Presidente da República

Neste sentido, estamos empenhados no Congresso, junto ao STF e ao TSE para que sejam tomadas todas as medidas nessa direção.

Congresso nacional, Brasília, 17 de maio de 2017
 



Do Portal Vermelho

Do Plenário da Câmara, Alice Portugal: #ForaTemer, #DiretasJa

domingo, 14 de maio de 2017

Minha homenagem a todas as mães - De Luiz Inácio Lula da Silva



Se existiram duas pessoas absolutamente fundamentais para que eu pudesse me tornar o metalúrgico, o dirigente sindical e o presidente da República que fui, essas duas pessoas foram Dona Lindu, minha mãe, e Marisa, mãe dos meus filhos. Duas mulheres de luta que tinham em comum a garra e a fortaleza.

Uma vez, logo após as eleições de 1998, eu estava em frangalhos depois de uma campanha muito cansativa que havia terminado com nossa terceira derrota, e Marisa veio me dar uma bronca. "Para com isso, Lula", ela me disse. "Lembre-se da sua mãe. Tem que teimar!" Marisa repetia uma frase de Dona Lindu. O que ela, Marisa, queria dizer, é que eu tinha de levantar a cabeça e seguir em frente. Dali a quatro anos voltaríamos mais fortes.

Depois que minha mãe morreu, às vésperas do dia das mães de 1980, Marisa assumiu a função de me fazer teimar. E tirava força sabe-se lá de onde. Tinha vez que ela conseguia ajudar nossos filhos com o dever de casa de matérias que ela nunca tinha visto na escola. E mantinha a engrenagem da nossa casa funcionando quando a militância, as campanhas e a intensa atividade como Presidente da República me obrigavam a ficar ausente a maior parte do tempo.

Hoje penso que, se fui eleito e reeleito presidente desse país, a maior responsável foi a Marisa. Se terminei o mandato com aprovação recorde de 87%, foi muito por causa da Marisa. Se levamos o Brasil bem perto de ser a quinta economia do mundo, se conseguimos tirar o Brasil do mapa da fome, criar 22 milhões de empregos e promover a maior inclusão social e educacional da história deste país, foi com a inestimável contribuição da Marisa.

Neste nosso primeiro dia das mães sem Marisa, só eu sei o respeito e o carinho que tive e tenho por ela, e por isso vou continuar afirmando que ninguém, nem juiz, nem polícia federal, nem ministério público, nem imprensa, tem o direito de fazer o que fizeram com ela. O vazamento de conversas privadas, a invasão do nosso apartamento, o confisco dos tablets dos nossos netos e, mais recentemente, a recusa em decretar sua absolvição sumária nos processos em que Marisa era ré, conforme estabelece a lei em caso de morte da pessoa investigada.

Neste dia das mães, nossos quatro filhos e eu temos muito do que nos orgulhar. E nada pode turvar nosso amor e reconhecimento à Marisa.

Que cada filho olhe para sua mãe com o máximo de carinho, respeito e gratidão por elas existirem! Um feliz dia das mães para todas as mães do Brasil!

quarta-feira, 10 de maio de 2017

DEPOIMENTO COMPLETO DO PRESIDENTE LULA EM CURITIBA 10/05/2017

Assista e COMPARTILHE:

Parte 01: https://www.youtube.com/watch?v=HxDc58lEOzM

Parte 02: https://www.youtube.com/watch?v=-VNChqfB4-E

Parte 03: https://www.youtube.com/watch?v=G3ZDsAvkcBY

Parte 04: https://www.youtube.com/watch?v=n3-YrzipetA

Parte 05: https://www.youtube.com/watch?v=QjECjTqsZZ0

Parte 06: https://www.youtube.com/watch?v=ho9i4RcKR7s

Parte 07: https://www.youtube.com/watch?v=z56t9IarGfU

Parte 08: https://www.youtube.com/watch?v=H0OcIDvkF2c

Parte 09: https://www.youtube.com/watch?v=ov2s1nRx7q4

Fala final do Lula, pra entrar pra história: https://www.facebook.com/Lula/videos/1313332908735706/


Atos no Brasil e no exterior contra a perseguição a Lula

PARA DIVULGAÇÃO IMEDIATA
10 de maio de 2017 - Brasileiros protestam contra perseguição ao presidente Lula da Silva

À medida que milhares de ativistas estão se reunindo na cidade de Curitiba, no sul do Brasil, para protestos maciços pelo que foi chamado de processo contra o ex-presidente Lula, membros da Defence Democracy no Brasil e ativistas brasileiros se reunirão em frente ao Consulado Brasileiro em Nova York para mostrar seu apoio à democracia no Brasil e contra o golpe de Estado. Eles se alinham com grupos de todo o mundo em Consulados e Embaixadas do Brasil, que lançaram um Manifesto conjunto em apoio ao Ex-Presidente Lula. (em anexo)

Lula enfrentará o juiz Sergio Moro em 10 de maio de 2017 em uma audiência de acusações por sua suposta participação em casos de corrupção. Todo o processo foi denunciado como perseguição política parcial e injusta, para, entre outras coisas, tentar impedir que ele se candidatasse a presidente em 2018; Lula é o favorito para as próximas eleições no Brasil em qualquer cenário.

Apoiamos o Presidente Lula da Silva e denunciamos as práticas do juiz Sergio Moro, que atua como procurador e como juiz. Moro é um juiz do tribunal inferior cuja manipulação arbitrária da lei e desrespeito pelas garantias individuais estão sendo investigadas sob acusação de violação dos Direitos Humanos por parte da Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas.

Data: 05/10/2017
Local: Em frente ao Consulado Geral do Brasil em Nova York
Endereço: 225 E 41st St, Nova Iorque, NY 10017
Horário: das 12 às 14 horas

Mais informações: Comitê de Defesa da Democracia no Brasil
Defenddemocracyinbrazil@gmail.com
Twitter: @BrazilDemocracia & standwithlula.org

FBP repudia ataque contra acampamento do MST que resultou em duas pessoas feridas

NOTA DA FRENTE BRASIL POPULAR

Frente Brasil Popular repudia ataque contra acampamento do MST que resultou em duas pessoas feridas

Durante a madrugada desta quarta-feira (10), por volta da 1h30, foguetes foram lançados contra o acampamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O saldo deste ataque covarde resultou em duas pessoas feridas. Um adulto com queimaduras e uma criança atingida no olho por estilhaços do explosivo.

O ataque, mais do que demonstrar uma aversão à democracia, reforça a ideia de intolerância e métodos violentos utilizados por grupos isolados que se opõe à agenda de manifestações pacíficas que acontecem em Curitiba desde a manhã desta terça-feira.

Ao contrário do que propagaram determinados setores da sociedade, o clima das manifestações é de paz, alegria e disposição para defender um estado democrático de direito que garanta direitos sociais. Na pauta de todas as atividades estão a defesa da aposentadoria e dos direitos trabalhistas, temas que interessam toda a sociedade. Uma agenda programática e concreta.

A Frente Brasil Popular Paraná repudia, de forma veemente, estes ataques que feriram não apenas duas pessoas, mas o processo democrático como um todo. Da mesma forma, ressaltamos o caráter pacífico de nossas manifestações e aguardamos que as autoridades responsáveis, que movimentaram todo o aparato público de segurança para atividades da jornada pela democracia, investiguem, encontrem os responsáveis e encaminhem uma punição dentro dos termos da lei.

Frente Brasil Popular Paraná
10 de maio de 2017.

Nassif entrevista decano da Ciência Política, Wanderley Guilherme dos Santos, que disseca o golpe e as ameaças à democracia - TV GGN

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TV GGN

Por dentro da cabeça dos que odeiam Lula - Elis Teixeira

Hoje pessoas envergonhadas por serem brasileiras estão felizes com a possível condenação de Lula. Elas sentem repulsa ao pensar que Lula foi e pode voltar a ser presidente do Brasil. Estas pessoas veneram o poder e os poderosos e acreditam que somente pessoas privilegiadas historicamente podem ter cargos executivos. Estas mesmas pessoas pensam que o Lula e a Dilma são pessoas mais simples, que não raciocinam muito bem e, portanto, não mereceriam jamais ter estado no lugar onde estiveram. Essas pessoas acham que vão vingar o Brasil. Pessoas desse tipo você conhece, bebe cerveja com elas, sai para jantar com elas, tira até foto com elas, ora pode até trabalhar com elas. Essas pessoas hoje apoiam de modo velado, escondido, camuflado a implosão do PT e da esquerda no país. Essas pessoas são muito egoístas, são aquelas que querem se dar bem às custas (literalmente) dos outros, são aquelas que fingem assumir responsabilidades mas que te manipulam para que você assuma a responsabilidade por elas. Estas pessoas manipulam de um jeito que até você, que parece pensar um bocadinho diferente delas, se torna fiel e bom companheiro.
Essas pessoas sobre as quais eu falo representam uma parte da sociedade brasileira que tem olhos mas não vê o outro, que tem ouvidos mas não ouve o outro, que tem cabeça mas não pensa no outro. Formam uma sociedade triste, traumatizada, que olha para o além mar e se questiona por que nasceu no Brasil, por que precisa conviver com pobres, por que as pessoas daqui não são bonitas como as de lá. Elas não entendem nada. Lá são subservientes, pouco criativas, obedientes, sem graça. Não tem protagonismo nem aqui nem lá.
Pessoas de coração e mente pequenas. Elas não são nacionalistas, elas sonegam impostos, elas também não são nem capitalistas verdadeiras, pois elas não sabem produzir, nem desenvolver o país, elas não querem partilhar nem com seus iguais imagina com pessoas de outra classe social. Se há qualquer produção delas aqui nunca será para libertar os outros mas para que os outros possam servir-lhes a conseguir alcançar seus objetivos tão mesquinhos.
Estas pessoas brasileiras estão felizes com a possibilidade de condenação do Lula. Elas dizem que se importam com provas, mas não é verdade. Elas querem a cabeça dele de qualquer modo. Para elas, o Lula tem de ser condenado pelo que sempre foi, afinal ele é só um nordestino pobre que não soube servir ao seu patrão, que foi ousado demais. Prendam este rapaz, levem-no de volta ao lugar de onde jamais deveria ter saído, ensinem-o a reencontrar o lugar dele.
No teor da denúncia que embasa o processo de hoje tem até 12 mil reais em eletrodomésticos recebidos de forma indevida pela OAS. Que fotografia mais pitoresca sobre o que estamos vivendo!
#LulaEuConfio #BrasilcomLula

* Postagem no Facebook, título meu.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

CNBB recebe Coalizão por Reforma Política Democrática e Eleições Limpas e prepara ações

Entidades debatem Reforma Política Democrática - Portal CTB             
A Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas realizou na manhã desta quinta-feira (04), na sede da CNBB, em Brasília, uma reunião com as entidades que a compõem, onde foi apreciado e aprovado o texto-base com a proposta de reforma politica da sociedade.
O trabalho desempenhado pela Coalizão, mediante a articulação de mais de cem entidades da sociedade civil, resultou em um abaixo-assinado com 900 mil assinaturas de apoio ao Projeto de Iniciativa Popular pela Reforma Política Democrática.

Na reunião de hoje, participaram a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), CBJP (Comissão Brasileira Justiça e Paz), CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), UNE (União Nacional de Estudantes), Ubes (União Brasileira de Estudantes Secundaristas), Auditoria Cidadã da Dívida, CONAM (Confederação Nacional das Associações de Moradores), MNLM (Movimento Nacional de Luta pela Moradia), CONTAG (Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares), Aldo Arantes e Roberto Amaral

Representando a CTB, Paulo Vinícius (PV) defendeu ampliação dá coalizão e ampliação do diálogo com as frentes. Ele destacou a necessidade de estabelecer o vínculo entre o voto dos deputados contra o povo e a estrutura do sistema político atual. “Sem mudar a politica, a tendência é o povo seguir sub-representado. Por isso, o papel dos trabalhadores na política é cada vez mais importante”, afirmou PV.
O dirigente sindical também falou da ameaça à democracia em tempos de golpe e a necessidade de atenção sobre a eleição de 2018, que só será democrática se houver mobilização popular que impeça o tapetão ou coisa pior. Além disso, Paulo Vinícius defendeu a necessidade de unificação da luta pela reforma política e em defesa da democracia e da Constituição de 1988.

Griôs: Francisco Urbano (CONTAG), Roberto Amaral (ex-vice da UBES, meu conterrâneo, ex-Presidente do PSB) e Aldo Arantes, o maior Presidente da História da UNE, o pai da lei do Grêmio Livre.

“Querem destruir direitos dos trabalhadores, a previdência e impor precarização sem limites. A centralidade da reforma política democrática com eleições limpas para a renovação do congresso que o povo quer seja feita com trabalhadores, mulheres e jovens é urgente”, finalizou PV.

De Brasília, Sônia Corrêa – Portal CTB

Grande marcha a Brasília: centrais sindicais se reúnem em São Paulo e aprovam agenda de lutas - Portal CTB

Grande marcha a Brasília: centrais sindicais se reúnem em São Paulo e aprovam agenda de lutas 
O Fórum das Centrais Sindicais se reuniu nesta quinta-feira (4), na sede da CUT, em São Paulo, para realizar um balanço da greve geral, no dia 28 de abril, e dos atos do 1º de maio, na última segunda-feira. Além disso, o encontro irá aprovar uma nova agenda de manifestações.
#OcupaBrasília: Mobilizar a classe trabalhadora e barrar os ataques aos direitos
O presidente da CTB, Adilson Araújo, defendeu força total na mobilização dos trabalhadores, com visitas às bases, e sugeriu que seja realizada uma nova plenária nacional da classe trabalhadora, já que o momento e a conjuntura têm criado uma demanda muito grande por mais diálogo e informações.
A CTB estava representada também pelo vice-presidente Nivaldo Santana, o secretário-geral Wagner Gomes, o presidente da CTB-SP, Onofre Gonçalves, e pelo secretário-geral da CTB-SP, Paulinho Nobre.
A agenda proposta pelo fórum das centrais sindicais prevê atos em Brasília e no país nas próximas duas semanas e uma grande marcha rumo ao Congresso Nacional. Confira:

Semana de 8 a 12 de maio: coletivo de dirigentes preparado e qualificado (presidentes de sindicatos e centrais) para estar em Brasília conversando com os senadores e os deputados, ações nos aeroportos e nas bases eleitorais dos parlamentares nos estados.

Semana de 15 a 19 de maio: realização de uma grande marcha das centrais, em Brasília (data a ser definida). Uma nova greve geral poderá ser convocada.
Portal CTB com informações de Joanne Mota

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Centrais Sindicais em nota lançam mobilização a Brasília

São Paulo, 04 de maio de 2017

NOTA DAS CENTRAIS SINDICAIS
CONTINUAR E AMPLIAR A MOBILIZAÇÃO CONTRA A RETIRADA DE DIREITOS!


As Centrais Sindicais, reunidas na tarde desta quinta feira, avaliaram a Greve Geral do dia 28 de abril como a maior mobilização da classe trabalhadora brasileira. Os trabalhadores demonstraram sua disposição em combater o desmonte da Previdência social, dos Direitos trabalhistas e das Organizações sindicais de trabalhadores. 
A forte paralisação teve adesão nas fábricas, escolas, órgãos públicos, bancos, transportes urbanos, portos e outros setores da economia e teve o apoio de entidades da sociedade civil como a CNBB, a OAB, o Ministério Público do Trabalho, associações de magistrados e advogados trabalhistas, além do enorme apoio e simpatia da população, desde as grandes capitais até pequenas cidades do interior.
As Centrais Sindicais também reafirmaram sua disposição de luta em defesa dos direitos e definiram um calendário para continuidade e ampliação das mobilizações.

CALENDÁRIO DE LUTA
08 a 12 de maio de 2017
▪ Comitiva permanente de dirigentes sindicais no Congresso Nacional para pressionar os deputados e senadores e também atividades em suas bases eleitorais para que votem contra a retirada de direitos;
▪ Atividades na base sindicais e nas ruas para continuar e aprofundar o debate com os trabalhadores e a população, sobre os efeitos negativos para a toda sociedade e para o desenvolvimento econômico e social brasileiro.

Do dia 15 ao dia 19 de maio:
▪ Ocupa Brasília: conclamamos toda a sociedade brasileira, as diversas categorias de trabalhadores do campo e da cidade, os movimentos sociais e de cultura, a ocuparem Brasília para reiterar que a população brasileira é frontalmente contra a aprovação da Reforma da previdência, da Reforma Trabalhista e de toda e qualquer retirada de direitos;
▪ Marcha para Brasília: em conjunto com as organizações sindicais e sociais de todo o país, realizar uma grande manifestação em Brasília contra a retirada de direitos.

Se isso ainda não bastar, as Centrais Sindicais assumem o compromisso de organizar um movimento ainda mais forte do que foi o 28 de abril.
Por fim, as Centrais Sindicais aqui reunidas convocam todos os Sindicatos de trabalhadores do Brasil para mobilizarem suas categorias para esse calendário de lutas.

CGTB – Central Geral dos Trabalhadores do Brasil
CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros
CSP Conlutas – Central Sindical e Popular
CTB – Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil
CUT – Central Única dos Trabalhares
Força Sindical
Intersindical – Central da Classe Trabalhadora
NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores
UGT – União Geral dos Trabalhadores

Leia mais
www.ctb.org.br

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Alí Primera en el recuerdo de Silvio Rodríguez - Mesa Redonda Internacional (Cuba)


Enviado em 10 de nov de 2011
Entrevista realizada a Silvio Rodríguez por la reconocida periodista venezolana Lil Rodríguez, evocando al gran cantor Alí Primera en el aniversario 70 de su nacimiento....

Entrevista con 'Timochenko': "el único plan de las FARC es la paz en Colombia" - Rusia Today






Publicado em 2 de mai de 2017


"Si en Colombia no erradicamos la práctica de la violencia en el ejercicio de la política, no habrá paz", cuenta Rodrigo Londoño 'Timochenko', máximo líder de las FARC. ¿Por qué la implementación de los acuerdos de paz terminó siendo mucho más difícil que el proceso de negociación? ¿Sienten los guerrilleros que sus vidas y las vidas de sus familiares peligran? ¿Puede existir marcha atrás en el proceso de paz? De todo ello habla en exclusiva para RT.

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Incrível vídeo - centenas de milhares no Primeiro de Maio na Praça da revolução em Cuba - CubaHoy

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Bemvindo Sequeira analisa a Greve Geral: Vitoriosa!

Meu Maio - Vladimir Maiakovski


A todos
Que saíram às ruas
De corpo-máquina cansado,
A todos
Que imploram feriado
Às costas que a terra extenua –
Primeiro de Maio!
Meu mundo, em primaveras,
Derrete a neve com sol gaio.
Sou operário –
Este é o meu maio!
Sou camponês – Este é o meu mês.
Sou ferro –
Eis o maio que eu quero!
Sou terra –
O maio é minha era!

PM do RJ atira bomba de gás no palco durante Hino Nacional em Ato pacífico na Greve Geral - 28/04//2017

A origem e o significado do 1º de Maio - Blog do Miro


Por Altamiro Borges

“Se acreditais que enforcando-nos podeis conter o movimento operário, esse movimento constante em que se agitam milhões de homens que vivem na miséria, os escravos do salário; se esperais salvar-vos e acreditais que o conseguireis, enforcai-nos! Então vos encontrarei sobre um vulcão, e daqui e de lá, e de baixo e ao lado, de todas as partes surgirá a revolução. É um fogo subterrâneo que mina tudo”. Augusto Spies, 31 anos, diretor do jornal Diário dos Trabalhadores. 

"Se tenho que ser enforcado por professar minhas idéias, por meu amor à liberdade, à igualdade e à fraternidade, então nada tenho a objetar. Se a morte é a pena correspondente à nossa ardente paixão pela redenção da espécie humana, então digo bem alto: minha vida está à disposição. Se acreditais que com esse bárbaro veredicto aniquilais nossas idéias, estais muito enganados, pois elas são imortais''. Adolf Fischer, 30 anos, jornalista.

“Em que consiste meu crime? Em ter trabalhado para a implantação de um sistema social no qual seja impossível o fato de que enquanto uns, os donos das máquinas, amontoam milhões, outros caem na degradação e na miséria. Assim como a água e o ar são para todos, também a terra e as invenções dos homens de ciência devem ser utilizadas em benefício de todos. Vossas leis se opõem às leis da natureza e utilizando-as roubais às massas o direito à vida, à liberdade e ao bem-estar”. George Engel, 50 anos, tipógrafo.

“Acreditais que quando nossos cadáveres tenham sido jogados na fossa tudo terá se acabado? Acreditais que a guerra social se acabará estrangulando-nos barbaramente. Pois estais muito enganados. Sobre o vosso veredicto cairá o do povo americano e do povo de todo o mundo, para demonstrar vossa injustiça e as injustiças sociais que nos levam ao cadafalso”. Albert Parsons lutou na guerra da secessão nos EUA.

As corajosas e veementes palavras destes quatro líderes do jovem movimento operário dos EUA foram proferidas em 20 de agosto de 1886, pouco após ouvirem a sentença do juiz condenando-os à morte. Elas estão na origem ao 1º de Maio, o Dia Internacional dos Trabalhadores. Na atual fase da luta de classes, em que muitos aderiram à ordem burguesa e perderam a perspectiva do socialismo, vale registrar este marco histórico e reverenciar a postura classista destes heróis do proletariado. A sua saga serve de referência aos que lutam pela superação da barbárie capitalista. 

A origem do 1º de Maio está vinculada à luta pela redução da jornada de trabalho, bandeira que mantém sua atualidade estratégica. Em meados do século XIX, a jornada média nos EUA era de 15 horas diárias. Contra este abuso, a classe operária, que se robustecia com o acelerado avanço do capitalismo no país, passou a liderar vários protestos. Em 1827, os carpinteiros da Filadélfia realizaram a primeira greve com esta bandeira. Em 1832, ocorre um forte movimento em Boston que serviu de alerta à burguesia. Já em 1840, o governo aprova o primeiro projeto de redução da jornada para os funcionários públicos. 

Greve geral pela redução da jornada

Esta vitória parcial impulsionou ainda mais esta luta. A partir de 1850, surgem as vibrantes Ligas das Oito Horas, comandando a campanha em todo o país e obtendo outras conquistas localizadas. Em 1884, a Federação dos Grêmios e Uniões Organizadas dos EUA e Canadá, futura Federação Americana do Trabalho (AFL), convoca uma greve nacional para exigir a redução para todos os assalariados, “sem distinção de sexo, ofício ou idade”'. A data escolhida foi 1º de Maio de 1886 - maio era o mês da maioria das renovações dos contratos coletivos de trabalho nos EUA. 

A greve geral superou as expectativas, confirmando que esta bandeira já havia sido incorporada pelo proletariado. Segundo relato de Camilo Taufic, no livro “'Crônica do 1º de Maio”, mais de 5 mil fábricas foram paralisadas e cerca de 340 mil operários saíram às ruas para exigir a redução. Muitas empresas, sentindo a força do movimento, cederam: 125 mil assalariados obtiveram este direito no mesmo dia 1º de Maio; no mês seguinte, outros 200 mil foram beneficiados; e antes do final do ano, cerca de 1 milhão de trabalhadores já gozavam do direito às oito horas. 

“Chumbo contra os grevistas”, prega a imprensa

Mas a batalha não foi fácil. Em muitas locais, a burguesia formou milícias armadas, compostas por marginais e ex-presidiários. O bando dos “'Irmãos Pinkerton” ficou famoso pelos métodos truculentos utilizados contra os grevistas. O governo federal acionou o Exército para reprimir os operários. Já a imprensa burguesa atiçou o confronto. Num editorial, o jornal Chicago Tribune esbravejou: “O chumbo é a melhor alimentação para os grevistas. A prisão e o trabalho forçado são a única solução possível para a questão social. É de se esperar que o seu uso se estenda”. 

A polarização social atingiu seu ápice em Chicago, um dos pólos industriais mais dinâmicos do nascente capitalismo nos EUA. A greve, iniciada em 1º de Maio, conseguiu a adesão da quase totalidade das fábricas. Diante da intransigência patronal, ela prosseguiu nos dias seguintes. Em 4 de maio, durante um protesto dos grevistas na Praça Haymarket, uma bomba explodiu e matou um policial. O conflito explodiu. No total, 38 operários foram mortos e 115 ficaram feridos. 

Os oito mártires de Chicago

Apesar da origem da bomba nunca ter sido esclarecida, o governo decretou estado de sítio em Chicago, fixando toque de recolher e ocupando militarmente os bairros operários; os sindicatos foram fechados e mais de 300 líderes grevistas foram presos e torturados nos interrogatórios. Como desdobramento desta onda de terror, oito líderes do movimento - o jornalista Auguste Spies, do “'Diário dos Trabalhadores”', e os sindicalistas Adolf Fisher, George Engel, Albert Parsons, Louis Lingg, Samuel Fielden, Michael Schwab e Oscar Neebe - foram detidos e levados a julgamento. Eles entrariam para a história como “Os Oito Mártires de Chicago”. 

O julgamento foi uma das maiores farsas judiciais da história dos EUA. O seu único objetivo foi condenar o movimento grevista e as lideranças anarquistas, que dirigiram o protesto. Nada se comprovou sobre os responsáveis pela bomba ou pela morte do policial. O juiz Joseph Gary, nomeado para conduzir o Tribunal Especial, fez questão de explicitar sua tese de que a bomba fazia parte de um complô mundial contra os EUA. Iniciado em 17 de maio, o tribunal teve os 12 jurados selecionados a dedo entre os 981 candidatos; as testemunhas foram criteriosamente escolhidas. Três líderes grevistas foram comprados pelo governo, conforme comprovou posteriormente a irmã de um deles (Waller). 

A maior farsa judicial dos EUA

Em 20 de agosto, com o tribunal lotado, foi lido o veredicto: Spies, Fisher, Engel, Parsons, Lingg, Fielden e Schwab foram condenados à morte; Neebe pegou 15 anos de prisão. Pouco depois, em função da onda de protestos, Lingg, Fielden e Schwab tiveram suas penas reduzidas para prisão perpétua. Em 11 de novembro de 1887, na cadeia de Chicago, Spies, Fisher, Engel e Parsons foram enforcados. Um dia antes, Lingg morreu na cela em circunstâncias misteriosas; a polícia alegou “suicídio”. No mesmo dia, os cinco “'Mártires de Chicago” foram enterrados num cortejo que reuniu mais de 25 mil operários. Durante várias semanas, as casas proletárias da região exibiram flores vermelhas em sinal de luto e protesto. 

Seis anos depois, o próprio governador de Illinois, John Altgeld, mandou reabrir o processo. O novo juiz concluiu que os enforcados não tinham cometido qualquer crime, “tinham sido vitimas inocentes de um erro judicial”. Fielden, Schwab e Neebe foram imediatamente soltos. A morte destes líderes operários não tinha sido em vão. Em 1º de Maio de 1890, o Congresso dos EUA regulamentou a jornada de oito horas diárias. Em homenagem aos seus heróis, em dezembro do mesmo ano, a AFL transformou o 1º de Maio em dia nacional de luta. Posteriormente, a central sindical, totalmente corrompida e apelegada, apagaria a data do seu calendário. 

Em 1891, a Segunda Internacional dos Trabalhadores, que havia sido fundada dois anos antes e reunia organizações operárias e socialistas do mundo todo, decidiu em seu congresso de Bruxelas que “no dia 1º de Maio haverá demonstração única para os trabalhadores de todos os países, com caráter de afirmação de luta de classes e de reivindicação das oito horas de trabalho”. A partir do congresso, que teve a presença de 367 delegados de mais de 20 países, o Dia Internacional dos Trabalhadores passou a ser a principal referência no calendário de todos os que lutam contra a exploração capitalista.

*****

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Altamiro Borges às 12:55

domingo, 30 de abril de 2017

Assembleia Geral da CNBB lança mensagem aos trabalhadores e trabalhadoras

AOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DO BRASIL

MENSAGEM DA CNBB

“Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho” (Jo 5,17)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, reunida, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida – SP, em sua 55ª Assembleia Geral Ordinária, se une aos trabalhadores e às trabalhadoras, da cidade e do campo, por ocasião do dia 1º de maio. Brota do nosso coração de pastores um grito de solidariedade em defesa de seus direitos, particularmente dos 13 milhões de desempregados.

O trabalho é fundamental para a dignidade da pessoa, constitui uma dimensão da existência humana sobre a terra. Pelo trabalho, a pessoa participa da obra da criação, contribui para a construção de uma sociedade justa, tornando-se, assim, semelhante a Deus que trabalha sempre. O trabalhador não é mercadoria, por isso, não pode ser coisificado. Ele é sujeito e tem direito à justa remuneração, que não se mede apenas pelo custo da força de trabalho, mas também pelo direito à qualidade de vida digna.

Ao longo da nossa história, as lutas dos trabalhadores e trabalhadoras pela conquista de direitos contribuíram para a construção de uma nação com ideais republicanos e democráticos. O dia do trabalhador e da trabalhadora é celebrado, neste ano de 2017, em meio a um ataque sistemático e ostensivo aos direitos conquistados, precarizando as condições de vida, enfraquecendo o Estado e absolutizando o Mercado. Diante disso, dizemos não ao “conceito economicista da sociedade, que procura o lucro egoísta, fora dos parâmetros da justiça social” (Papa Francisco, Audiência Geral, 1º. de maio de 2013).

Nessa lógica perversa do mercado, os Poderes Executivo e Legislativo reduzem o dever do Estado de mediar a relação entre capital e trabalho, e de garantir a proteção social. Exemplos disso são os Projetos de Lei 4302/98 (Lei das Terceirizações) e 6787/16 (Reforma Trabalhista), bem como a Proposta de Emenda à Constituição 287/16 (Reforma da Previdência). É inaceitável que decisões de tamanha incidência na vida das pessoas e que retiram direitos já conquistados, sejam aprovadas no Congresso Nacional, sem um amplo diálogo com a sociedade.

Irmãos e irmãs, trabalhadores e trabalhadoras, diante da precarização, flexibilização das leis do trabalho e demais perdas oriundas das “reformas”, nossa palavra é de esperança e de fé: nenhum trabalhador sem direitos! Juntamente com a Terra e o Teto, o Trabalho é um direito sagrado, pelo qual vale a pena lutar (Cf. Papa Francisco, Discurso aos Movimentos Populares, 9 de julho de 2015).

Encorajamos a organização democrática e mobilizações pacíficas, em defesa da dignidade e dos direitos de todos os trabalhadores e trabalhadoras, com especial atenção aos mais pobres.

Por intercessão de São José Operário, invocamos a benção de Deus para cada trabalhador e trabalhadora e suas famílias.

Aparecida, 27 de abril de 2017.

Dom Sergio da Rocha

Arcebispo de Brasília

Presidente da CNBB

Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ

Arcebispo São Salvador da Bahia

Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner

Bispo Auxiliar de Brasília

Secretário-Geral da CNBB

CES e CTB-DF promovem curso de formação sindical de 5 a 7 de maio em Brasília - 40 vagas




Centro Nacional de Estudos Sindicais e do Trabalho | CES

Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil | CTB

CURSO DE FORMAÇÃO BÁSICA NO DISTRITO FEDERAL - 1a. Etapa 
5, 6 E 7 DE MAIO DE 2017

Carga horária: 16 horas-aula



Local – CTB DF - SRTVS QD 701 - BLOCO I - LOTE 19 - SOBRELOJA 07 Edifício Palácio da Imprensa - Asa Sul
Inscrição: R$ 15,00


PROGRAMAÇÃO Sexta - 5/5 – 18h - Origens do Sindicato e História do Movimento Sindical Brasileiro – Prof. Renato Bastos

Sábado - 6/5 -8h -12h - Concepções Sindicais (com ênfase na Concepção da CTB) - Prof. Reinaldo Reis
12h-14h Almoço Sábado - 6/5 -14h-18h - Transformações no Mundo do Trabalho (até a 4ª revolução tecnológica)- Prof. Reinaldo Reis
Sábado - 18h – 21h - Sarau Cultural – Música ao vivo e poesias da luta do povo

Domingo - 7/5 - 8h-12h Análise de Conjuntura: como fazer? – Prof. Renato Bastos
Equipe de Professores do Centro de Estudos Sindicais - CES:
Prof. Ms. Renato Bastos - Mestre em História Econômica – USP


Prof. Dr. Reinaldo Reis – Doutor em Educação – UnB


Obs.: Certificado apenas para 75% de presença

1º de Maio da CTB no DF será apoiando o 4º Sarau dos Trabalhadores(as) no Gama - Participe!




A Central dos Trabalhadores e Trabalhadores do Brasil, o PCdoB do Gama, o Espaço Semente, os artistas, sindicalistas, a juventude organizada preparam o Primeiro de Maia no Gama com um lindo sarau, ato político, poético e musical em defesa da Classe Trabalhadora, ameaçada pelo Golpe, pelas Deformas Trabalhistas e da Previdência e pela Terceirização ilimitada. #ForaTemer

Programação

12h às 13h - DJ Altervir e seus Comparsas
13h às 14h - Jairo Mendonça/Mônica Costa
14h às 15h - Manoel Pretto
15h às 16h - Cleyson Batah
16h às 16:30 - Ato Político
16:30 às 17h - Jenis Bragança
17h às 18h - Zé Miguel
18h às 19h - Banda Mungunzá
Inserção poéticas entre as apresentações musicais

Adequado para Crianças
Entrada gratuita

Para você chegar ao Espaço Semente, que receberá o Primeiro de Maio, Sarau do Trabalhador e Trabakhadora, no Gama, ao lado da Rodoviária do Gama https://goo.gl/maps/28upGYzHvM82

Joan Oliveira: Belchior, um canto torto corta a nossa alma - Portal Vermelho

Joan Oliveira: Belchior, um canto torto corta a nossa alma - Portal Vermelho:





 Belchior entre Gilberto Gil e Veveu Arruda, ex-prefeito de Sobral, sua cidade natal e onde gostava de ir sempre Belchior entre Gilberto Gil e Veveu Arruda, ex-prefeito de Sobral, sua cidade natal e onde gostava de ir sempre
Mas não é de silêncio que se trata. Não quando se vai um poeta de tal envergadura. Não há como silenciar quando parte um compositor da estatura de um Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes, um poeta grande como seu quase interminável nome, um cantor do povo, um lírico, épico, maldito, um bigodudo de incomparável talento.

Custamos a crer, todos nós. Os amigos com os quais falo desde a metade da manhã se recusam a acreditar. “Será que não vem um desmentido por aí?” – indaga um deles, com esperança de órfão.

Depois do silêncio veio a sensação de desamparo. Porque Belchior fará muita falta. Porque parece que bate de novo à nossa porta um tempo difícil, um tempo em que a força se apresenta disposta a fazer todo o mal que a força sempre faz. Foi num tempo assim que a voz do poeta cantou desafiadora. Mesmo que o medo morasse no peito de muitos, o poeta desafiou a força e cantou, um canto de denúncia, um canto de lirismo e guerra.

O canto de Belchior foi isso, um canto de lirismo e guerra, um canto de amor e de desafio ao arbítrio, um canto de desenfreada paixão e de incontida rebeldia. E agora, quando mais precisamos dele novamente, o poeta nos deixa para sempre.

Exilado de si mesmo há algum tempo, Belchior agora volta para casa, volta para Sobral. É justo que venha para cá, para o seu repouso final. É justo. Um dia ele cantou que não precisava que lhe dissessem de que lado nascia o sol, pois lá batia o seu coração. O poeta agora volta para onde sempre bateu o seu coração.

E nós, que faremos? Agora que um canto torto corta a nossa alma, que faremos? Agora que o arbítrio invade a nossa casa, que o autoritarismo explode violentamente sobre nós, que faremos? Ou silenciamos, e deixamos que o medo tome conta de nós, ou faremos como o rapaz latino-americano que se foi um dia, e cantaremos alto e forte, um canto torto que feito faca corte a carne do arbítrio e da intolerância.

No seu retorno para casa, Belchior não será recebido com o silêncio. Belchior será recebido com a voz do povo a entoar as suas canções, e a fazer delas arma e combate pela justiça e pela felicidade.




*Joan Edesson de Oliveira é educador, Mestre em Educação Brasileira pela Universidade Federal do Ceará.

Morre o cantor e compositor Belchior, o eterno rapaz latino-americano - Portal Vermelho

Morre o cantor e compositor Belchior, o eterno rapaz latino-americano - Portal Vermelho:



Divulgação
  
Nascido Antonio Carlos Gomes Bechior Fontenelle Fernandes, Belchior chegou aos 70 anos, completados em 2016, como um ídolo e mito do país. Não há brasileiro que não tenha sido tocado por suas canções.

Da medicina, que não chegou a concluir, ao posto de ídolo nacional, Belchior cumpriu a sina do músico nordestino que se deslocava para o Rio de Janeiro “para viver de música”. Isso aconteceu em 71.

"Eu decidi de repente e de um dia para o outro fui embora, sem documentos da escola e sem dinheiro. As coisas foram bastante complicadas e difíceis porque além de não conhecer ninguém, eu tava com o orgulho do pobre: 'Se é pra vencer, vou vencer de qualquer jeito'", contou Belchior ao jornal O Povo, em 2004.

O ano de 76 foi um marco na vida do compositor com o lançamento do LP Alucinação que trazia as faixas Apenas um rapaz latino-americanoVelha roupa colorida, Como nossos pais, A palo seco. O LP atravessou gerações e a canção Como nossos pais se tornou um dos grandes sucessos da cantora Elis Regina.

Rio de Janeiro, depois São Paulo, onde se casou, teve filhos e consolidou o sucesso da carreira. Os discos não paravam até 1999, quando o compositor se distanciou do público e da mídia. Em 2016, o albúm Alucinação completo 40 anos e Belchior 70 anos de idade. Choveram homenagens pelo Brasil. O Portal Vermelho dedicou um especial ao compositor que pode ser acessado ao final deste texto.

Foram 70 anos de vida e mais 42 de carreira. "Eu passei minha infância em Sobral e posso dizer que minha vida lá foi a base pra tudo. Foi lá que eu vi a arte das igrejas, os mestres, as bandas de músicas. Todas essas coisas que foram significativas na minha infância, durante o período dos meus estudos, que foi a coisa mais importante que aconteceu", contou Belchior em uma as inúmeras entrevistas que concedeu ao Jornal O Povo.

O governador do Ceará, Camilo Santana, se manifestou no Facebook sobre a morte do músico: “Recebi com profundo pesar a notícia da morte do cantor e compositor cearense Belchior. Nascido em Sobral foi um ícone da música popular brasileira e um os primeiros cantores nordestinos de MPB a se destacar no país, com mais de 20 discos gravados. O povo cearense enaltece sua história , agradece imensamente por tudo o que fez e pelo legado que deixa para a arte do nosso Ceará. Que Deus conforte a família, amigos e fãs de Belchior. O Governo do Estado decretou luto oficial de três dias".

Pra matar a saudade de Belchior:


 


Do Portal Vermelho com informações de O Povo

Perdemos Belchior. Nós temos Belchior. Belchior vive.

Acabo de saber que o querido Belchior faleceu. Formador de muito do que sou, impossível não pensar nos seus versos e melodias em momentos decisivos da minha adolescência, da minha juventude, dos meus valores. O mundo anda tão triste, seu "canto torto" que "feito faca" corta, merece ser difundido, para encantar e mobilizar tantos para as batalhas do presente e do futuro. Imensa gratidão por tanto que nos deixou.
É muito que tenho que agradecer:
"já tenho esse peso que me fere as costas e não vou eu mesmo atar minha mão. O que transforma o velho no novo, bendito fruto do povo será. E a única forma que pode ser norma é nenhuma regra ter. É nunca fazer nada que o mestre mandar. Sempre desobedecer, nunca reverenciar."
"Ninguém é gente! Nordeste é uma ficção. Nordeste nunca houve. Não, eu não sou do lugar dos esquecidos, não sou da nação dos ofendidos. Conheço meu lugar!"
"E beija-me - oh yes! oh yes! Elis Teixeira -, como se eu fosse um homem livre - oh yes! oh yes! - como num gesto primitivo - oh yes! oh yes! - de amor humano, animal, substantivo, de amor humano, moreno Brasileiro (no Brasil e no estrangeiro), o maior amor do ano no cinema americano"
"Sob a luz do teu cigarro na cama. Teu rosto rosto rouge, teu batom me diz: John, o tempo andou mexendo com a gente sim."
"Eles venceram
E o sinal está fechado para nós que somos jovens
Para abraçar meu irmão e beijar minha menina na rua
É que se fez o meu lábio,o meu braço e a minha voz
Você me pergunta pela minha paixão
Digo que estou encantado com uma nova invenção
Vou ficar nesta cidade, não vou voltar pro sertão
Pois vejo vir vindo no vento o cheiro da nova estação
E eu sinto tudo na ferida viva do meu coração."
Elis Teixeira "Meu bem, guarde uma frase pra mim dentro da sua canção
Esconda um beijo pra mim sob as dobras do blusão
Eu quero um gole de cerveja no seu copo
No seu colo e nesse bar
Meu bem, o meu lugar é onde você quer que ele seja
Não quero o que a cabeça pensa eu quero o que a alma deseja
Arco-íris, anjo rebelde, eu quero o corpo
Tenho pressa de viver
Mas quando você me amar, me abrace e me beije bem devagar
Que é para eu ter tempo, tempo de me apaixonar
Tempo para ouvir o rádio no carro
Tempo para a turma do outro bairro, ver e saber que eu te amo"
"Você não sente nem vê
Mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo
Que uma nova mudança em breve vai acontecer
E o que há algum tempo era jovem novo
Hoje é antigo, e precisamos todos rejuvenescer."
"Eu sou apenas um rapaz latino-americano sem dinheiro no banco
Sem parentes importantes e vindo do interior
Mas trago, de cabeça, uma canção do rádio
Em que um antigo compositor baiano me dizia
Tudo é divino, tudo é maravilhoso (Bis)
Tenho ouvido muitos discos, conversado com pessoas, caminhado meu caminho
Papo ,som dentro da noite e não tenho um amigo sequer
E não acredite nisso, não, tudo muda e com toda razão"
"Porque o amor é uma coisa mais profunda que um encontro casual (...)
Porque o amor é uma coisa mais profunda que um transa sensual"
"Mesmo vivendo assim, não me esqueci de amar
que o homem é pra mulher e o coração pra gente dar,
mas a mulher, a mulher que eu amei,
não pode me seguir ohh não
esses casos de familia e de dinheiro eu nunca entendi bem
Veloso o sol não é tao bonito pra quem vem
do norte e vai viver na rua
A noite fria me ensinou a amar mais o meu dia
e pela dor eu descobri o poder da alegria
e a certeza de que tenho coisas novas
coisas novas pra dizer
a minha história é ... talvez
é talvez igual a tua, jovem que desceu do norte
que no sul viveu na rua
e que andou desnorteado, como é comum no seu tempo
e que ficou desapontado, como é comum no seu tempo
e que ficou apaixonado e violento como você
Eu sou como você. Eu sou como você. Eu sou como você
que me ouve agora. Eu sou como você. Como Você."
"Mas eu não estou interessado em nenhuma teoria,
Em nenhuma fantasia, nem no algo mais
Longe o profeta do terror que a laranja mecânica anuncia
Amar e mudar as coisas me interessa mais
Amar e mudar as coisas, amar e mudar as coisas me interessa mais"
"Quero desejar,
antes do fim,
pra mim e os meus amigos,
muito amor e tudo mais;
que fiquem sempre jovens
e tenham as mãos limpas
e aprendam o delírio com coisas reais.
Não tome cuidado.
Não tome cuidado comigo:
o canto foi aprovado
e Deus é seu amigo.
Não tome cuidado.
Não tome cuidado comigo,
que eu não sou perigoso:
Viver é que é o grande perigo"
😪😢😥😢😪😥🤝 Obrigado, Belchior

sábado, 29 de abril de 2017

Greve foi a maior da história e pode abrir novo caminho para o Brasil - Portal Vermelho

Greve foi a maior da história e pode abrir novo caminho para o Brasil - Portal Vermelho:



Ricardo Stuckert
Manifestação no Largo da Batata, na capital paulistaManifestação no Largo da Batata, na capital paulista

E foi assim, com unidade das Centrais Sindicais, com o chamado de católicos, evangélicos, umbandistas que hoje misturaram suas cores e cruzaram os braços na maior greve geral da história do Brasil.

Só não participou quem julga que são os trabalhadores e os mais pobres que têm que pagar a conta da crise, do conluio que chantageia todos os dias o Estado brasileiro. Mas desses aí, ninguém sentiu falta, hoje eles inexistiam porque só queríamos encontrar quem estava em greve, construindo, debatendo, fazendo piquete e atos.

Esta greve entra para a história por estar inserida nesse contexto complexo e difícil, de extrema fragilidade e crise das instituições brasileiras. E por isso, essa união tão esperada é também tão importante.

O que faz a maior cidade da América Latina ficar totalmente vazia? A ameaça de um furacão, um atentado de organização criminosa? Não, não foi uma ameaça, foi luta em defesa da aposentadoria e essa força tão grande só ser significado da união e coragem desses setores que construíram a greve.

As fotografias das cidades vazias, dos ônibus enfileirados, dos bancos e metrôs fechados também gritavam: ainda sonhamos, estamos vivos, lutamos e vamos lutar por muito mais tempo. Afinal, de todos os embates que outras gerações antes das nossas passaram, a resistência e o brilho nos olhos de continuar acreditando que outro mundo é possível.

O Brasil pode ir dormir hoje mais tranquilo, não por ter conquistado a retirada da reforma da Previdência da pauta, mas por estar mais maduro para os embates em defesa da aposentadoria, da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT e de retomada da democracia, do crescimento e emprego.

Aqueles que participaram da greve e dos atos hoje, depois de muito tempo de agonia, também podem encostar a cabeça no travesseiro e dormir melhor, por hoje, o papel foi muito bem cumprido.

Dados
A greve geral teve adesão de diversas categorias que estão construindo a luta em torno da defesa da Previdência desde o início do ato. De acordo com as centrais sindicais, 35 milhões participaram das paralisações e protestos em todo o Brasil.

Em São Paulo, os metroviários pararam mesmo sob decisão liminar pedida pelo governador Geraldo Alckmin para esvaziar o movimento. Os condutores também paralisaram as suas atividades desde a meia-noite de hoje.

Professores da rede municipal, estadual e particular participaram em massa em todo Brasil. Bancários, petroleiros, metalúrgicos também tiveram grande adesão. No ABC, berço da greve de 1979, seis montadoras e 60 mil trabalhadores cruzaram os braços em defesa da aposentadoria e contra a reforma trabalhista, que foi aprovada nessa semana na Câmara, após manobra do presidente Rodrigo Maia.

Alguns anteciparam os atos que comemoram o dia internacional do trabalhador, na próxima segunda-feira, dia 1º, e outros, para contar com a participação de setores que não estavam relacionados à uma categoria específica, também fizeram atos.

Em Porto Velho, mais de sete mil pessoas foram às ruas contra as reformas. No Pará, onde teve grande adesão dos bancários e professores, 100 mil pessoas bloquearam estradas, ruas, avenidas, fizeram atos e piquetes. Em Macapá, mais de 10 mil.

No Nordeste a mobilização dos atos foi grande. No Ceará, cerca de 500 mil pessoas participaram das paralisações e mobilizações em todo o estado. Em Salvador, de acordo com os organizadores, 70 mil; no Rio Grande do Norte 100 mil pessoas; e em Pernambuco, 200 mil manifestantes, conforme a Frente Brasil Popular Pernambucana, e em Sergipe, mais de 60 mil participantes.

Em Minas Gerais, só na capital, 150 mil pessoas participaram de atos, passeatas, paralisações. Em diversas cidades do interior mineiro também houve atividades.

Em São Paulo, além da forte paralisação dos serviços essenciais, como Sabesp, educação e transporte público, no final do dia cerca de 70 mil pessoas participaram de manifestação que teve como ponto de concentração o Largo da Batata e foi até a casa do presidente Michel Temer, principal autor das propostas que retira direitos dos trabalhadores. No Rio de Janeiro, 40 mil pessoas participaram das paralisações e atos que foram fortemente reprimidos pela Polícia Militar.

No Mato Grosso reuniu cerca de 30 mil participantes e já no Mato Grosso do Sul, mais 60 mil pessoas. No Rio Grande de Sul, tanto a capital como cidades do interior também tiveram atividades da greve geral e no total contou com 50 mil. No Paraná, mais de 30 mil manifestantes.

Trancaços em defesa da aposentadoria

Uma das estratégias dos movimentos sociais foi a realização de bloqueios de principais avenidas, ruas e rodovias. Só em São Paulo, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública Estadual, mais de 50 trancaços foram realizados.

E entre os movimentos que fizeram os bloqueios também houve outra interessante unidade. Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Movimento dos Sem Terra, Coordenação dos Movimentos Populares, Movimento dos Atingidos por Barragem, Movimento dos Pequenos Agricultores e a Coordenação Nacional das Associações de Moradia fizeram uma ação coordenada para travar pontos estratégicos próximos aos aeroportos, terminal de ônibus e metrô logo cedo.

A ação teve como resposta da Polícia Militar muita repressão e mais de 20 pessoas presas em Arthur Alvim e Ipiranga, somente em São Paulo.

Guerra nas redes sociais
A palavra greve geral uma das mais procuradas na internet nos últimos dias. Tendência que foi confirmada hoje. Desde às 4h00 da manhã, a palavra mais comentada no Twitter era #BrasilEmGreve.

A hastag utilizada de maneira alinhada por todos os veículos, meios, ativistas e os chamados influenciadores digitais do campo progressista, ficou mais de 10 horas no primeiro lugar entre os assuntos mais utilizados nas redes e chegou a desbancar sucessos da indústria cultural norte-americana.


Fonte: Frente Brasil Popular

Vazio e silêncio, as marcas da greve geral em São Paulo - Portal Vermelho

Vazio e silêncio, as marcas da greve geral em São Paulo - Portal VermelhoMariana Serafini

Na Avenida Paulista não circulou nenhum ônibus, houve movimento baixo de carros e pouquíssimos pedestresNa Avenida Paulista não circulou nenhum ônibus, houve movimento baixo de carros e pouquíssimos pedestres

Na avenida Paulista, centro econômico do país, todas as agências bancárias estavam fechadas, a maioria com faixas e cartazes para anunciar a greve geral. Nenhum ônibus circulou, a movimentação de carros era baixa e quase não tinha pedestres.

Professores de escolas públicas, privadas e universidades também paralisaram as atividades. Estudantes se reuniram na Rua da Consolação para uma manifestação em apoio à greve, mas a polícia agiu com extrema violência para dispersar a mobilização.



Trabalhadores do Banco Central aderiram à greve  | Foto: Mariana Serafini
 
Nas principais ruas do centro, a maior parte do comércio sequer abriu as portas. Famosa em todo o país pelos preços baixos, a rua 25 de Março ficou completamente vazia.

Todo o transporte coletivo foi paralisado. Motoristas e cobradores de ônibus, ferroviários de todas as linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e os metroviários cruzaram os braços. Apenas as vans de transporte e a Linha 4-Amarela (Luz Butantã), que é privada, funcionaram, e ainda assim, não tinha o número habitual de passageiros.


Veja mais imagens: 

Sindicato dos odontologistas de São Paulo conversa com a população na Avenida Paulista
Cruzamento das avenidas Ipiranga e São Luís


Estação Anhangabaú do Metrô | Foto: Mídia Ninja
Avenida Barão de Itapetininga, uma das principais ruas de comércio do centro
Rua 25 de Março
 
Estação Brigadeiro do Metrô, na Avenida Paulista
Agência Bancária na Avenida Paulista
Parque Dom Pedro | Foto: Fernando Sato



Do Portal Vermelho
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