sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Israel teme até status de observador para a Palestina, por cometer crimes de guerra - Portal Vermelho

Israel teme ser observado pela Palestina - Portal Vermelho


Se a Palestina não conseguir ser membro pleno da Organização das Nações Unidas (ONU), a alternativa seria solicitar o status de “Estado observador não membro” na Assembleia Geral.

Por Thalif Deen, na agência IPS


Contudo, mesmo isto preocupa os israelenses. Esse status permitiria aos palestinos, por exemplo, acusar Israel perante o Tribunal Penal Internacional (TPI), com sede na cidade holandesa de Haia, por crimes de guerra.

“Se Israel não vai cometer crimes de guerra nem violar o direito humanitário internacional, não tem absolutamente nenhuma razão para temer nossa integração ao TPI”, disse Nabeel Shaath, alto funcionário da Autoridade Nacional Palestina (ANP) e ex-chanceler. “Se não cometem nenhuma violação, por que devem se preocupar?”, perguntou Shaath, um dos funcionários palestinos mais eloquentes, que possui doutorado pela Universidade da Pensilvânia (Estados Unidos), onde foi professor de finanças e economia.

“Naturalmente, Shaath está retoricamente certo”, disse Richard Falk, ex-relator especial da ONU sobre os direitos humanos na Palestina. “Entretanto, a resposta de Israel será que não poderá impedir que a ANP faça acusações irresponsáveis. De fato, duvidaria que a ANP empregue seu status de observador para fazer acusações sobre passados crimes de guerra de Israel, porém, poderia usá-lo para apresentar novas acusações pelo futuro comportamento israelense”, disse à IPS. É uma questão mais política do que legal, afirmou Falk, professor emérito de direito internacional na Universidade de Princeton.

Por sua vez, Medea Benjamin, cofundadora do Code Pink, movimento criado por mulheres pela paz e a justiça social, disse à IPS: “Verdade, se o governo israelense sente que suas ações estão justificadas sob o direito internacional, nada tem a temer com a entrada da Palestina no TPI”. “Evidentemente, eles entendem que a contínua construção de assentamentos em terra palestina, o bloqueio a Gaza e a brutal invasão da Faixa de Gaza (Operação Chumbo Derretido) são graves violações do direito internacional”, acrescentou.

Seguramente, não querem se submeter a um intenso exame que acabe no TPI, ponderou Medea, também cofundadora da organização internacional pelos direitos humanos Global Exchange. A Palestina tem dois claros obstáculos políticos para ser reconhecida Estado-membro pleno da ONU: obter nove dos 15 votos no Conselho de Segurança e escapar de um veto dos Estados Unidos. É pouco provável que supere ambos, por isso os palestinos só teriam uma alternativa: solicitar o status de Estado observador não membro na Assembleia Geral.

Para isto, necessitam maioria simples (97 dos 193 membros) e já contariam com apoio de 125 a 130 países. Com o status de observador não membro, igual ao do Vaticano, a Palestina poderia integrar as agências das Nações Unidas e também o TPI, criado para julgar crimes de guerra e contra a humanidade.

Atualmente, os palestinos são representados na ONU pela Organização para a Libertação da Palestina (OLP), que em 1974 recebeu das Nações Unidas o status de observador permanente. A nova iniciativa permitiria à Palestina ser reconhecida como Estado, o que constitui um avanço diplomático. “Seriamos aceitos como Estado, mas não como membro pleno, que só o Conselho de Segurança pode conceder”, disse Shaath aos jornalistas na semana passada.

Entretanto, Mouin Rabbani, do Instituto para Estudos Palestinos, disse à IPS que ainda não está claro se a ANP procuraria o status de observador não membro na Assembleia Geral. “Creio que os temores de Estados Unidos e Israel de que a OLP possa ter acesso ao Estatuto de Roma (que criou o TPI), e que sejam apresentados casos contra eles, são precisamente as razões pelas quais os palestinos deveriam fazer um esforço concertado para procurar esse caminho”, afirmou.

O tribunal de Haia só pode realizar investigações em Estados signatários do Estatuto de Roma. Israel não aderiu a esse tratado internacional, aprovado em 1998 na capital italiana. No entanto, o desconhecimento do TPI pelos israelenses não deveria impedir uma eventual investigação por crimes de guerra, pois o único fator pertinente é se as supostas transgressões ocorreram no território de um Estado, como passaria a ser a Palestina.

Se tornou cada vez mais claro, nas duas últimas décadas, e particularmente desde que Barack Obama assumiu a presidência dos Estados Unidos, em 2009, que os palestinos necessitam romper definitivamente como o contexto dos acordos de Oslo para desenvolver estratégias alternativas que desafiem as políticas de Washington. Esses acordos, assinados entre a OLP e Israel em 1993, permitiram a criação da ANP, chamaram uma retirada das forças israelenses dos territórios palestinos e estabeleceram diretrizes para as futuras relações entre os dois países.

Rabbani afirmou que a história demonstra que a mediação norte-americana se identificou, quase invariavelmente, com as políticas do Estado judeu, o que permitiu a consolidação da ocupação israelense nos territórios palestinos.

Fonte: Envolverde

Chico Lopes repudia atos de violência contra professores estaduais grevistas


“Qualquer violência, parta de onde partir, contra trabalhadores em greve, deve ser repudiada. Lamentamos profundamente que isso tenha acontecido, contrastando com as conversas, em mesa de negociação, entre professores e Governo do Estado”. A afirmação é do deputado federal Chico Lopes (PCdoB). O parlamentar se disse indignado com os casos de violência contra professores registrados na manhã desta quinta-feira, na Assembleia Legislativa. Disse ainda Chico Lopes: “Os excessos cometidos hoje precisam ser apurados, com penalização dos responsáveis. Nenhum trabalhador em greve pode ficar sujeito a agressões”, ressalta Chico Lopes, também professor e integrante do Sindicato APEOC. “A Assembleia Legislativa vem cumprindo seu papel de procurar ajudar nas negociações entre professores e gestores. Infelizmente, a casa hoje se viu como palco de atos de violência, o que não é bom pra ninguém”.
Chico Lopes é autor da emenda à lei do piso salarial nacional dos professores que estabeleceu o direito a um terço da carga horária para atividades extra-sala.

Valsa com Bashir e o militarismo sionista de Israel - Paulo Vinícius

Recomendo fortemente Valsa com Bashir. O filme é impressionante. Mescla animação e realidade e traça um retrato muito honesto do que significa a máquina de guerra israelense, sua desumanidade com as populações civis e inclusive com os soldados. O filme decerto será muito importante no forte movimento de objeção de consciência que ocorre em Israel em que jovens se recusam a participar do morticínio sionista contra o povo palestino, pagando inclusive com prisão, como no caso do jovem comunista israelense Omri Evron. O imperialismo, o sionismo e a guerra são repugnantes. E muito mais me comove aqueles lutadores e lutadores que enfrentam o imperialismo no estômago da besta, defendendo a paz e a solidariedade nos EUA e em Israel.

 Estive no Líbano e visitei o campo de Sabra e Shatila, os subúrbios do sul de Beirute e o Sul do Líbano, fronteira com Israel, vi os vestígios sombrios da devastação causada pelo Exército de Israel e o heroísmo daquele povo que, liderado pelo Hezbollah e com o apoio do PC do Líbano e de todo os verdadeiros patriotas, expulsou o agressor. O filme, Valsa com Bashir é em hebraico, trata da primeira agressão ao Líbano, nos anos 80 e, mesmo sob o ponto de vista dos soldados, vale muito a pena para que avance a consciência da necessidade histórica do reconhecimento pela comunidade internacional do direito de existência do Estado Palestino.

O filme permite ver contra o que se defrontam os palestinos, cercados, bloqueados, sem exército, sem sequer alimentos e remédios, que chegam a goteja quando Israel permite ou graças à engenhosidade de um povo que luta para sobreviver.

Vejam e divulguem:






737 donos do mundo controlam 80% do valor das empresas mundiais | Esquerda

737 donos do mundo controlam 80% do valor das empresas mundiais | Esquerda

737 donos do mundo controlam 80% do valor das empresas mundiais

Um estudo de economistas e estatísticos, publicado na Suíça neste Verão, dá a conhecer as interligações entre as multinacionais mundiais. E revela que um pequeno grupo de actores económicos – sociedades financeiras ou grupos industriais – domina a grande maioria do capital de dezenas de milhares de empresas no mundo. Por Ivan du Roy
Wall Street - Foto de Michael Aston/Flickr
Wall Street - Foto de Michael Aston/Flickr

O seu estudo, na fronteira da economia, da finança, das matemáticas e da estatística, é arrepiante. Três jovens investigadores do Instituto federal de tecnologia de Zurique1 examinaram as interacções financeiras entre multinacionais do mundo inteiro. O seu trabalho - “The network of global corporate control” (“a rede de controlo global das transnacionais”) - examina um painel de 43.000 empresas transnacionais (“transnacional corporations”) seleccionadas na lista da OCDE. Eles dão a conhecer as interligações financeiras complexas entre estas “entidades” económicas: parte do capital detido, inclusive nas filiais ou nas holdings, participação cruzada, participação indirecta no capital...

Resultado: 80% do valor do conjunto das 43.000 multinacionais estudadas é controlado por 737 “entidades”: bancos, companhias de seguros ou grandes grupos industriais. O monopólio da posse capital não fica por aí. “Por uma rede complexa de participações”, 147 multinacionais, controlando-se entre si, possuem 40% do valor económico e financeiro de todas as multinacionais do mundo inteiro.

Uma super entidade de 50 grandes detentores de capitais

Por fim, neste grupo de 147 multinacionais, 50 grandes detentores de capital formam o que os autores chamam uma “super entidade”. Nela encontram-se principalmente bancos: o britânico Barclays à cabeça, assim como as “stars” de Wall Street (JP Morgan, Merrill Lynch, Goldman Sachs, Morgan Stanley...). Mas também seguradoras e grupos bancários franceses: Axa, Natixis, Société générale, o grupo Banque populaire-Caisse d'épargne ou BNP-Paribas. Os principais clientes dos hedge funds e outras carteiras de investimentos geridos por estas instituições são por conseguinte, mecanicamente, os donos do mundo.

Esta concentração levanta questões sérias. Para os autores, “uma rede financeira densamente ligada torna-se muito sensível ao risco sistémico”. Alguns recuam perante esta “super entidade”, e é o mundo que treme, como o provou a crise do subprime. Por outro lado, os autores levantam o problema das graves consequências que põe uma tal concentração. Que um punhado de fundos de investimento e de detentores de capital, situados no coração destas interligações, decidam, por via das assembleias gerais de accionistas ou pela sua presença nos conselhos de administração, impor reestruturações nas empresas que eles controlam... e os efeitos poderão ser devastadores. Por fim, que influência poderão exercer sobre os Estados e as políticas públicas se adoptarem uma estratégia comum? A resposta encontra-se provavelmente nos actuais planos de austeridade.

Artigo de Ivan du Roy, publicado em Basta!, traduzido por Carlos Santos para esquerda.net

O estudo em inglês pode ser descarregado aqui


1 O italiano Stefano Battiston, que passou pelo laboratório de física estatística da École normale supérieure, o suíço James B. Glattfelder, especialista em redes complexas, e a economista italiana Stefania Vitali.


Dica de Tamara naiz

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Telesur: Breve historia del voto femenino

www.telesur.net

Telesur: Cubanos rechazan postura de Obama sobre el bloqueo

Telesur: Presidente Morales reitera voluntad de diálogo



Essa é de lançar... uma aliança que reúne o PIG boliviano e parte dos movimentos sociais e indígenas que, dirigidos pelo ecologismo inimigo do desenvolvimento da Bolivia, vejam só! Não pode ter estrada, meu Deus... E a polícia ainda fez uma cagada... Vejam o pronunciamento sincero e tocante do Presidente Evo Morales, e reflitamos sobre as armadilhas internas e externa ao desenvolvimento da América Latina.

www.telesurtv.net

Batista Lemos (vídeo) - Federação Sindical Mundial chama Dia Internacional de Ação - 3 de Outubro de 2011 - FSM - WFTU

Vermelho: Renato Rabelo: A crise financeira e a oportunidade histórica - Portal Vermelho

Renato Rabelo: A crise financeira e a oportunidade histórica - Portal Vermelho

Está em curso o que podemos chamar de uma segunda fase da crise financeira marcada pelo aprofundamento dos problemas de ordem fiscal nos Estados Unidos e Europa, cujas sinalizações de solução não são positivas: os gestores da crise ainda se encontram no núcleo do poder norte-americano e ainda não ensejaram soluções novas aos problemas econômicos criados. O impasse político e econômico é conseqüência deste modo predominante.

Por Renato Rabelo*

A crise acelera uma “transição sistêmica”, fortalecendo novos blocos de poder, entre eles o BRICS – a articulação formada por Brasil, Rússia, Índia, África do Sul e China. O sinal interessante do momento está na própria sinalização de ajuda financeira à Europa pelo BRICS. Neste contexto de um mundo em transição, outros dois elementos são essenciais, sendo eles a formação de um bloco de países governados por alianças progressistas na América Latina e outro, de caráter reacionário, na resposta lenta do hegemonismo norte-americano à sua própria decadência evidente nos empreendimentos militares do Iraque, Afeganistão e recentemente numa guerra colonial para domínio da Líbia.

Como se comportar o Brasil diante deste quadro? Para o PCdoB, esta crise exige audácia do governo brasileiro no sentido de aproveitar este “cotovelo da história” para avançar no rumo de mudanças e que, concretamente, abra caminho à realização de um “Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento”. Aproveitar esta chance não é um movimento novo, algo a se inventar. A Revolução de 1930 e as ações do governo Lula no início da crise são bons exemplos que aparecem no retrovisor da história e que podem servir de desenho a uma ação ousada. E de certa forma isso tem sido feito pelo governo de Dilma Rousseff, que desenvolve grande esforço na busca de alternativa nova.

As ações do governo Dilma diante do agravamento da crise se dão num quadro de fortalecimento de sua própria autoridade. O lançamento do Programa Brasil sem Miséria, a redução da taxa de juros, o aumento do IPI sobre os carros importados são sinais positivos nada elementares, assim como é a própria gestão conjugada das políticas monetárias e fiscal, abrindo campo para uma significativa queda da taxa SELIC, fortalecendo a convicção em torno de uma engenharia política e econômica que capacite nosso país chegar em 2014 praticando taxas de juros mais racionais e próximas de patamares internacionais.

Pouco se diz, mas muito se sente – diante da reação do “mercado” e de setores da grande mídia, sobre o real significado da possibilidade de se praticar taxa de juros a níveis internacionais até 2014. Para o PCdoB, o movimento é claro e pode ser sintetizado numa arrumação de médio e longo prazos capaz de desmontar o acordo tácito que configurou o Plano Real. Aí, na prática, passou a se impor um “protocolo” na relação entre o governo e o “mercado” financeiro, garantindo a prevalência de ganhos baseados na – inexplicável – maior taxa de juros do mundo. Este acordo tácito dominante possibilitou o trânsito dos ganhos com a inflação para outro – onde os juros, e a política monetária, tornaram-se a base social do “acordo”. Essa transição a um novo pacto político agora não virá espontaneamente, e a mobilização social e o fortalecimento da luta dos trabalhadores, e o apoio aos empresários da produção são parte essencial deste todo complexo. Este é o caminho para a queda declinante da taxa de juros tornando possível a vigência de uma política monetária que sustente um desenvolvimento acentuado por largo período.

Ao PCdoB, diante deste quadro, cabem esforços para a realização de tarefas importantes. Fortalecer o governo Dilma e o núcleo mudancista. Defender o Brasil e sua economia ante os efeitos da crise. Neste sentido, apoiar e estimular as lutas e mobilizações do povo e dos trabalhadores. O aumento da responsabilidade do PCdoB diante da nação e do povo são demandas normais de uma força em crescimento e partícipe do governo nacional. Não nos esquivaremos de nossas obrigações chanceladas há quase 90 anos.

Fonte: Congresso em Foco
*Presidente nacional do PCdoB

Vermelho: Pretensão das Damas de Branco é justificar invasão de Cuba - Portal Vermelho

Pretensão das Damas de Branco é justificar invasão de Cuba - Portal Vermelho

Em uma cerimônia solene, a "dissidência" cubana confirmou o seu papel como a ponta de lança de uma invasão da ilha. Porém,o evento para anunciar essa nova "fase" de denúncias e ativismo, inspirada na "Primavera árabe", na qual participarão as "Damas de Branco", não foi realizada em Havana: mas sim no Capitólio, em Washington, sob os auspícios da congressista republicana, Ileana Ros-Lehtinen.
Por M. H. Lagarde, no Cambios en Cuba


"Esta nova fase é o que nós estávamos esperando. Estas damas de apoio se juntaram a nós... sem dor e sem qualquer preso político, queriam também ir às ruas para protestar conosco, as Damas de Branco", disse no ato, Josefina López Peña, em referência, sem dúvidas às mulheres que recebem dinheiro de fundações e corporações, para desempenhar o papel de figurantes nas manifestações das"Damas".

Da mesma forma, Josefina – apresentada no Congresso como "co-fundadora" do grupo –, se referiu às chamadas Damas de Branco, como Damas de ferro (não está claro se por conta da "proeza" de bater panelas ou em alusão velada aos tanques das tropas da Otan, aos quais as Damas pretendem, com suas provocações, abrir caminho para invadirem Cuba).

Por sua vez, a congressista republicana da Flórida, Ileana Ros-Lehtinen, também conhecida como La Loba Feroz, foi mais explícita nas verdadeiras intenções das Damas da Otan. Segundo disse, "tem havido uma mudança real em Cuba e pode ser devido ao impacto da Primavera Árabe".

"Esperamos que isso chegue a Cuba", disse o presidente da Comissão dos Assuntos Externos da Câmara dos Representantes.

O "isso", a "Primavera Árabe", que segundo La Loba Feroz deve chegar a Cuba tem lugar agora mesmo na Líbia, onde a sublevação dos "rebeldes" serve de cortina midiática para a criminosa invasão da Otan, da qual aquele povo é vítima.

As declarações de Ileana Ros-Lehtinen estão em sintonia com as que Obama deu recentemente acerca da "Primavera Árabe", durante um encontro com jornalistas hispânicos, quando o assunto Cuba veio à tona, e também confirma a afirmação feita recentemente em um programa especial da TV cubana (veja abaixo), onde ficou claro que as ações das chamadas Damas, apenas pretendem transformar a ilha em uma nova Líbia.



Fonte: Blog Solidários. Tradução: Robson Luiz Ceron

Bancários fecham 4.191 agências em todo o país no primeiro dia da greve






  
Crédito: Gerardo Lazzari/Seeb São Paulo
Gerardo Lazzari/Seeb São PauloAgência do Itaú em São Paulo no primeiro dia da greve nacional

Nesta terça-feira (27), primeiro dia da greve nacional, os bancários fecharam 4.191 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados em 25 estados e no Distrito Federal. O balanço foi feito pela Contraf-CUT a partir dos dados enviados pelos sindicatos até as 18h. Os bancários de Roraima estão realizando assembleia na noite desta terça e deverão se juntar ao movimento nesta quarta.

"A greve começou mais forte que a do ano passado, uma das maiores que fizemos nos últimos 20 anos, quando fechamos 3.864 unidades no primeiro dia de paralisação", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. "Isso mostra a grande insatisfação dos funcionários com a postura dos bancos, que em cinco rodadas de negociação não apresentaram uma proposta decente que atenda as reivindicações da categoria", sustenta.

Os bancários entraram em greve por tempo indeterminado após a quinta rodada de negociações com a Fenaban, ocorrida na última sexta-feira, dia 23, em São Paulo, quando foi recusada a segunda proposta de reajuste de 8% sobre os salários. "A proposta também não contempla alorização do piso, PLR maior, fim da rotatividade, mais contratações, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento aos clientes e inclusão bancária sem precarização", diz Cordeiro.

"A proposta representa apenas 0,56% de aumento acima da inflação do período, o que está longe da reivindicação da categoria, de 12,8% (5% de aumento real). Enquanto isso, os seis maiores bancos que operam no Brasil lucraram R$ 25,9 bilhões no primeiro semestre, segundo levantamento do Dieese e da Contraf-CUT", afirma Cordeiro. "Isso quer dizer um aumento de R$ 4,3 bilhões em relação ao lucro do mesmo período do ano passado, com um crescimento médio de 20,11%. É preciso repartir esses ganhos com os bancários, maiores responsáveis pela enorme lucratividade das empresas", completa.

"A experiência de anos anteriores mostra que a tendência é o índice de paralisação aumentar nos próximos dias. Estamos abertos para a retomada das negociações, pois continuamos apostando no diálogo. Mas também estamos preparados para intensificar a mobilização e fazer a maior greve das últimas décadas para garantir avanços econômicos e sociais", acrescenta Carlos Cordeiro.

Veja as principais reivindicações da categoria:

Remuneração

- Reajuste de 12,8% (inflação do período mais aumento real de 5%).
- Piso igual ao salário mínimo do Dieese: R$ 2.297,51 (em junho).
- PLR: três salários mais R$ 4.500 sem desconto dos programas próprios de renda variável
- Plano de Cargos e Salários (PCS) em todos os bancos.
- Gratificação semestral de 1,5 salário para todos os bancários.
- Contratação da remuneração total dos bancários.
- Vale-refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta e auxílio creche/babá iguais ao salário mínimo (R$ 545).
- Auxílio-educação para todos os bancários.
- Previdência complementar para todos os bancários.

Emprego

- Garantia de emprego;
- Proteção contra a dispensa imotivada, combatendo a rotatividade.
- Contratação de mais bancários;
- Fim das terceirizações.
- Jornada de trabalho de seis horas para todos os bancários.
- Ampliação do horário de atendimento para das 9h às 17h com dois turnos de trabalho;
- Tempo de até 15 minutos de espera nas filas nos dias normais;
- Abono assiduidade de cinco dias por ano.

Igualdade de oportunidades

- Igualdade na contratação, remuneração e ascensão profissional.
- Realização de um novo censo para avaliar os resultados dos programas implantados pelos bancos para combater a discriminação.
- Prorrogação automática da licença-maternidade de quatro para seis meses, sem necessidade de solicitação por parte da bancária.
- Condições de acessibilidade nas agências tanto para bancários como para clientes com deficiências.

Saúde do trabalhador

- Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral.
- Participação dos trabalhadores na fixação das metas, que devem levar em consideração o tamanho, a localização e o perfil econômico das dependências, e não podem ser individuais.
- Fim da divulgação de rankings individuais sobre cumprimentos de metas.
- Suspensão do trabalho em espaços físicos em reforma.
- Manutenção do salário e demais direitos no período de afastamento por problemas de saúde.
- Permanência do plano de saúde na aposentadoria e com as mesmas regras.

Segurança bancária

- Assistência médica e psicológica às vítimas de assaltos, sequestros e extorsões.
- Emissão da CAT para quem esteve no local de assaltos e sequestros.
- Fechamento das agências após assaltos, consumados ou não.
- Porta de segurança, câmeras com monitoramento em tempo real e vidros blindados em todas as agências e postos.
- Biombos entre a fila de espera e a bateria de caixas, e divisórias individualizadas entre os caixas internos e os eletrônicos para combater "saidinha de banco".
- Proibição ao transporte de valores e à guarda das chaves das unidades pelos bancários.
- Adicional de 30% de risco de morte para agências, postos e tesouraria. 

Fonte: Contraf

Rádio Resistência dos Bancários de Sergipe: Boa música e notícias da greve

SEEB-SE: Lucros crescem 20,11% no 1º semestre e bancos têm de pagar PLR maior

http://bancariose.com.br/site/


Os seis maiores bancos que operam no Brasil lucraram R$ 25,9 bilhões no primeiro semestre de 2011, segundo levantamento da Subseção Dieese da Contraf. Esse ganho estrondoso significa um aumento de R$ 4,3 bilhões em relação ao mesmo período do ano passado, um crescimento médio de 20,11%.

Confira na tabela abaixo: 

Lucro líquido dos 6 maiores bancos (em R$ Mil)
BancoJunhoVariação
20102011PercentualAbsoluta
Banco do Brasil5.076.2566.289.71523,90%1.219.459
Caixa1.667.6842.274.30836,38%606.624
Bradesco4.508.0245.487.42821,73%979.404
Itaú Unibanco6.399.1427.132.50811,46%733.366
Santander (IFRS)3.529.2514.153.91417,70%624.663
HSBC424.242611.99044,25%187.748
Total21.604.59925.949.86320,11%4.345.264
Fonte: Demonstrações contábeis dos bancos.
Elaboração: Dieese Subseção Contraf/SP.



Bancos não querem pagar PLR maior

"Apesar do aumento dos lucros, os bancos não querem elevar a distribuição da PLR aos bancários, desrespeitando quem produziu esses ganhos bilionários", protesta o presidente da Contraf e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro. A última proposta da Fenaban, rejeitada pelas assembleias dos bancários em todo país, prevê apenas reajuste de 8% sobre o modelo de PLR do ano passado, que estabelece uma regra básica e uma parcela adicional. "Isso significa um aumento real de somente 0,56%, distante do crescimento médio de 20,11% dos lucros dos bancos", compara.

A reivindicação de PLR dos bancários é o pagamento de três salários mais R$ 4.500 para cada funcionário. "O Brasil ocupa as últimas posições em distribuição de renda no planeta. Com esses lucros gigantescos, os bancos precisam fazer a sua parte, fazendo uma proposta decente para a categoria, com remuneração digna, o que passa sobretudo por elevação do aumento real, pagamento de uma PLR maior e valorização do piso", destaca Carlos Cordeiro.

Mas bônus dos executivos não param de crescer

Já os altos executivos dos bancos ganharam aumentos expressivos de remuneração anual. A maior alta foi no Bradesco. O conselho de administração, que havia faturado R$ 18,5 milhões em 2009, recebeu R$ 32 milhões no ano passado - um acréscimo de 72,9%. 

O presidente do Bradesco, Luiz Trabuco, recebeu do banco em 2010 em salários e bônus a impressionante quantia de R$ 10,4 milhões, conforme a Folha de S.Paulo. Já o bancário do Bradesco que recebe o piso da categoria acumulou cerca R$ 26,4 mil no período, incluídos a PLR, vale refeição e cesta- alimentação. O maior executivo do banco recebeu, assim, 394 vezes mais que os funcionários com os menores salários do banco.

O Itaú Unibanco não divulgou à CVM o valor dos rendimentos do presidente, Roberto Setúbal, em 2010. No entanto, segundo o DCI, o banco destinou para o pagamento da diretoria estatutária o montante de R$ 87,6 milhões em 2010. Dessa forma, cada um dos 15 diretores recebeu média de R$ 5,84 milhões no ano, ou seja, 221 vezes a mais do que o piso do bancário, incluindo PLR e tickets.

No Santander, a assembleia de acionistas de 2010 aprovou uma remuneração anual de R$ 246,56 milhões para 48 diretores e 9 membros do conselho de administração, média de R$ 5,136 milhões por executivo - 194 vezes mais que o estimado para um bancário que recebe o piso da categoria, incluídos PLR e tickets.

O Banco do Brasil divulgou o salário do presidente Aldemir Bendine: R$ 800 mil em 2010, um valor 26,6 vezes maior que o ganho aproximado de um funcionário do BB que recebe o piso, incluídos PLR e tickets.

"É uma distância absurda, que escancara a falta de justiça social dentro dos bancos e da própria sociedade. O Brasil vem crescendo economicamente, já é a sétima maior economia do mundo, mas ainda se encontra entre os dez países mais desiguais. Isso precisa mudar", ressalta Carlos Cordeiro. "O Brasil precisa distribuir renda, e isso só acontece por força da mobilização dos trabalhadores por remuneração digna", enfatiza.

PLR aos aposentados e para todos os afastados

"Também reivindicamos o pagamento da PLR aos aposentados e para todos os afastados por acidente ou doença do trabalho", acrescenta Carlos Cordeiro. 

"Os bancos precisam valorizar os seus aposentados, que muito trabalharam para a grandeza das instituições financeiras", justifica. "Já os bancários, que adoeceram e se encontram afastados há de um ano por motivos relacionados ao no trabalho, não podem continuar sendo discriminados na hora do pagamento da PLR", salienta. "Eles devem receber como se ativa estivessem, como sinal de respeito e dignidade", conclui.

PLR proporcional para quem foi dispensado ou pediu demissão

"Além de cobrar dos bancos PLR maior para todos os funcionários na ativa, queremos também o pagamento de PLR proporcional aos meses trabalhadores para todos os que foram dispensados ou pediram demissão ao longo do ano", salienta o presidente da Contraf.

Trata-se de uma reivindicação justa, que já está sendo reconhecida pela Justiça do Trabalho. Em ação movida pelo Sindicato dos Bancários do ABC, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo condenou o Bradesco a pagar a um ex-funcionário que pediu demissão a PLR proporcional ao período de trabalho no último ano, cujo contrato foi rescindido no dia 30 de setembro de 2010.

Fonte: Contraf

SEEB-BA: Bancos tem dinheiro de sobra

http://www.bancariosbahia.org/

O setor bancário é o mais lucrativo da economia nacional. Nos seis primeiros meses de 2011, a lucratividade atingiu a incrível marca dos R$ 27,4 bilhões. Nem mesmo o setor de petróleo e gás teve um resultado tão espetacular. Entre janeiro e junho, o ganho ficou em R$ 21,9 bilhões.

Quem também fica atrás do sistema financeiro é a mineração, uma das atividades socioeconômicas mais antigas do país. O lucro do setor no primeiro semestre foi de R$ 21,8 bilhões. Muito atrás, com ganho de R$ 9,6 bilhões no mesmo período, está energia elétrica.

Alimentos e bebidas fechou o semestre com R$ 7,2 bilhões de lucro. Fechando os seis setores que mais dão dinheiro no Brasil, aparece a telecomunicações, com ganho de R$ 4,9 bilhões entre janeiro e junho.

Os resultados mostram que não tem ninguém capaz de tirar a boa vida dos bancos. A diferença entre a lucratividade deles com a de petróleo e gás, um dos setores que mais movimentam dinheiro no mundo, é de R$ 5,5 bilhões, valor que sequer é alcançado pelo setor de telecomunicações.

Todo esse dinheiro é conquistado à custa de exploração. Seja do bancário, obrigado a vender produtos e extrapolar a jornada de trabalho por um salário de miséria, seja da população, que paga o maior juros do mundo e ainda tem de ficar esperta para não cair no conto do vigário e comprar gato por lebre.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Vermelho: Venham todos ocupar Wall Street, pede Michael Moore - Portal Vermelho

Venham todos ocupar Wall Street, pede Michael Moore - Portal Vermelho


Wall Street 2011
Wall Street 2011

Venham todos ocupar Wall Street, pede Michael Moore

Após visitar os acampados em Wall Street e declarar seu apoio ao movimento de ocupação, o cineasta Michael Moore, ferrenho ativista contra o sistema, publicou nesta terça (27) uma nota em seu blog chamando pessoas de todo o país para se reunirem aos manifestantes. Ele considera o fato histórico: “É a primeira vez que uma multidão de milhares toma as ruas de Wall Street”.

A manifestação “Ocupar Wall Street” (https://occupywallst.org) chega ao décimo dia ignorada pela grande imprensa e cada vez mais “gritante” na mídia alternativa e blogs. As milhares de pessoas permanecem acampadas no local, enfrentando policiais cada vez mais violentos.

Lawrence O´Donnel, apresentador de uma emissora de TV alternativa, mostra em seu programa “The last World” a cena de um jovem sendo agredido. Ele questiona: “Por que os policiais estão batendo neste rapaz?”

Em seguida, Lawrence reapresenta a mesma cena em câmera lenta e explica: “Os policiais estão batendo no jovem porque ele está armado com uma câmera de vídeo”. Outra cena do programa mostra duas mulheres gritando muito após terem sido atingidas por spray de pimenta. Lawrence condena a brutalidade: “As pessoas são inocentes, pacíficas, não podem ser agredidas nem presas”.

O que causa espanto ainda maior, acrescenta o jornalista, é a falta de reação de quem assiste ao espetáculo de horror de braços cruzados. “Ninguém faz nada a favor dessas pessoas”, denuncia, afirmando que a violência policial contraria a lei, é crime. Diz ainda que a ação policial tem uma explicação: o governo sabe que a manifestação não terminará enquanto a população nas ruas não for ouvida.

Um internauta posta o programa de Lawrence no Youtube e pede: “Por favor, transformem isto num viral”, explicando que tem poucas linhas para expressar o horror que está ocorrendo nas ruas. Ele assina “moodyblueCDN” na postagem.

Abaixo do vídeo, segue o comentário: “E aqui vamos nós aos bastidores de Matrix”, comparando a bem engendrada política imperialista ao enredo do filme de ficção científica, no qual os personagens têm os destinos traçados por máquinas e só podem romper esse circuito de manipulação quando surgir o salvador.

Outro vídeo da internet mostra os jovens e sua demanda: “quem for honesto nos dará apoio, quem for heróico se juntará a nós”.

Lucas Vazquez está entre os jovens de Wall Street, é um dos organizadores do protesto, segundo um vídeo. Ele dá uma declaração tranqüila, mostrando-se surpreso com a reação dos policiais.

Os dez dias de protestos já deram origem a um documentário, O verão da Mudança (Summer of Change), de Velcrow Ripper. Ripper navega na praia hippie dos anos 1960 ao propor: “Como esta crise global pode se transformar em uma história de amor?”. O documentário foi produzido pela Evolve Love, WWW.evolvelove.live.com

Acompanhe algumas destas cenas nos vídeos a seguir. Eles estão em inglês, mas violência policial ao vivo e em cores não precisa de tradução.


Michael Morre no Countdown with Keith Olbermann


Summer of Change (Verão da Mudança), documentário do aclamado Velcrow Ripper, no qual ele pergunta: "como a crise global pode se transformar em uma história de amor?", prodição da EvolveLove (www.evolvelovelive.com)


Noticiário com cenas das ruas: o programa chama-se "The Last World with Lawrence O´Donnel (O último dos mundos, com Lawrence O´Donnel apresentando)

Sagaz, da Nação Hip-Hop Brasil, canta sobre o 1º de maio na Plenária da Juventude da CTB e fotos





dsc06139No último sábado (24) foi realizada em Vitória/ES a Plenária de Juventude da CTB. Articulada em conjunto à Nação Hip Hop Brasil, a atividade se deu no bojo do processo das conferencias de políticas públicas de juventude (PPJ), constituindo, portanto, uma Conferência Livre, cujo relatório será finalizado e apresentado a Comissão Organizadora Nacional até o dia 30/09, prazo para que as resoluções aprovadas sejam inseridas no relatório nacional.
A atividade, ocorrida no Sindicato dos Professores (Sinpro-ES), contou com a presença do Titular das Juventudes Trabalhadoras Urbanas no Conselho Nacional de Juventude - CONJUVE e Secretário Nacional de Juventude da CTB, Paulo Vinícius, além de outras lideranças, dentre elas, Anderson Falcão, Coordenador Estadual das Conferencias de Juventude e Josué King, Vice-Presidente Estadual da CTB, além de Pandora Luz, Vice-Presidente Nacional da Nação Hip Hop Brasil.
Durante a atividade foram apresentados vídeos e apresentações referentes às organizações e temáticas juvenis, dentre elas o Pronatec, programa do governo federal que poderá contribuir sobremaneira para a inclusão dos jovens capixabas, articulada a um projeto de desenvolvimento estadual. Também houve apresentação musical do trabalhador artista, Edson Sagaz, e sorteio de livros.
O ponto alto da atividade foi a apresentação e debate das resoluções referentes às políticas públicas para a juventude trabalhadora capixaba, além daquelas referentes à organização da própria CTB-ES junto aos jovens. O debate foi muito rico e houve grande participação dos presentes, demonstrando compromisso com a construção da frente de juventude desta central, importante instrumento de luta por transformações sociais. As falas também ressaltaram a necessidade de interação com movimentos de base popular, como os organizados em bairros e escolas, além da articulação institucional, a exemplo da reunião com o Deputado Estadual Roberto Carlos, ocorrida no dia anterior (foto).
Outro importante encaminhamento da plenária foi à eleição do Coletivo Estadual de Juventude da CTB-ES, aprovado por unanimidade. O Secretário Nacional Paulo Vinícius conduziu o processo e relatou o esforço que vem sendo empreendido pelo Coletivo Nacional de Juventude, no sentido de estruturar a frente através de coletivos estaduais. Também informou que está sendo elaborada uma revista temática, que deve ficar pronta até a Conferência Nacional, e também confirmou a Plenária Nacional de Juventude da CTB, que será realizada logo após, nos dias 12 e 13 de dezembro, em Brasília-DF.
Marcelo Brandão, Secretário de Juventude Trabalhadora da CTB-ES.

Vermelho: Entrevista de Socorro Gomes, do Conselho Mundial da Paz,em seu retorno da Palestina ocupada

Socorro Gomes: "É uma obrigação aprovar o Estado palestino" - Portal Vermelho


Em terras brasileiras, após liderar uma missão do Conselho Mundial da Paz (CMP), na Palestina, Socorro Gomes, presidente do CMP e do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), falou com exclusividade ao Vermelho sobre a experiência de estar em território palestino e de acompanhar, de lá, a repercussão da abertura da 66º Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).




Vermelho: O objetivo da missão na palestina foi atingido?Socorro Gomes: Sim. Entre as 12 organizações que formaram a missão, havia duas entidades internacionais, o Conselho Mundial da Paz (CMP) e a Federação Mundial da Juventude Democrática (FMJD), liderada por Tiago Vieira, que foram até lá com objetivo de intensificar a campanha pela paz no Oriente Médio. Fomos levar a solidariedade do Conselho Mundial da Paz (CMP) ao povo palestino, à sua luta pela desocupação de seu território, e demonstrar a indignação com a política criminosa de Israel. Além disso, apoiamos seu pleito como Estado soberano na Organização das Nações Unidas [ONU].

Vermelho: E a população está otimista com relação à criação do estado Palestino?
SG: Estão todos extremamente otimistas e de acordo com a estratégia da OLP [do pedido de reconhecimento pela ONU]. Para se ter ideia, 80% dos palestinos apóiam o pedido de reconhecimento do Estado palestino. Em Israel, segundo dados passados por parlamentares, 64% aceitam o Estado palestino.

Vermelho: E na sua avaliação, quais as chances que a Palestina tem de ser reconhecida como um estado soberano?
SG: Tudo indica que a grande maioria das Nações Unidas apóia a criação do Estado palestino. Isso porque há uma questão primordial que está em jogo, que é a premissa de estar de acordo com o direito internacional. A OLP está seguindo as determinações feitas pela própria ONU, em 1947,de partilhar o território a partir da criação de dois Estados: o de Israel e o da Palestina. Por isso, é essencial que as Nações Unidas assumam suas responsabilidades, é uma obrigação aprovar a criação do Estado palestino.

No entanto, os Estados Unidos (EUA) já disse que vai interceder pela não criação do Estado palestino, argumentando que os palestinos têm que se entender com os israelenses. Ora, é isso que vem sendo tentado há 20 anos e não há avanços justamente pela postura militarista de Israel, que insiste em usar a força bruta para continuar saqueando os palestinos e, assim, mantendo esse crime contra a humanidade, visando a dominação da região que é rica em água e petróleo. São interesses comerciais e estratégicos que estão se sobrepondo aos interesses humanitários.

Vermelho: Quais os compromissos e encontros marcaram a viagem?
SG: Fomos recebidos pelas principais organizações e grupos representativos como a Autoridade Nacional da Palestina (ANP), a Organização Pela Libertação da Palestina (OLP), a Frente Democrática pela Libertação da Palestina e a Frente Popular pela Libertação da Palestina, o Conselho Legislativo do parlamento palestino, o Partido Popular da Palestina ( PPP) , além de movimentos sociais israelenses e membros do parlamento de Israel e do Partido Comunista de Israel, com quatro membros no parlamento. O partido é composto por israelenses e árabes que atuam juntos contra a ocupação criminosa do território da Palestina.

Vermelho: Com relação aos efeitos diretos dos conflitos na Palestina, o que mais impressionou a delegação durante a visita?
SG: Alguns relatos dão conta de que atualmente 5.800 pessoas estão presas, sendo 250 menores de 18 anos,34 mulheres, 21 membros do Conselho Legislativo(parlamento). O próprio presidente do parlamento se encontra numa solitária há dois anos, com outros cem prisioneiros. O muro erguido em torno dos reservatórios de água e do petróleo, descoberto recentemente, já tem 820 quilômetros de extensão. Centenas de árvores foram queimadas e cinco aldeias atacadas em represália à presença da Autoridade Nacional Palestina (ANP) na ONU. Além disso, o muro divide famílias, trabalhadores de seus locais de trabalho. Soubemos que há a intenção de expulsar mais de 30 mil árabes palestinos, sendo mais de 27 mil só na Cijordânia.

Vermelho: E como foi entrar na Palestina? Ainda é muito difícil entrar por conta da segurança israelense?
SG: No aeroporto fomos totalmente revistados, no checkpoint [postos israelenses de controle militarizados] também fomos obrigados a esperar por um longo tempo e novamente revistados. Na volta , a delegação também ficou uma hora numa barreira militar e outro tempo no aeroporto israelense, correndo o risco de perder o vôo. É uma situação que se assemelha muito ao aparteid da África do Sul. É um estado militarizado completamente. Inclusive, tem retirado recursos de suas áreas sociais para injetar na militarização, com treinamento militar feito com colonos israelenses. Trata-se de uma política que está a serviço dos EUA, que tem se colocado como inimigos da paz para manter hegemonia militar no mundo.

Vermelho: Quais os próximos passos?
SG: Vamos dar continuidade à campanha, exigindo que os países se posicionem oficialmente contra a política armamentista de Israel , que é o terceiro maior exportador de armas. É preciso tomar medidas para sinalizar claramente que o mundo quer a paz. O CMP enviou uma carta aberta a Assembleia Geral da ONU. Um novo documento será redigido nos próximos dias, em conjunto com a Federação Mundial da Juventude Democrática (FMJD).


Deborah Moreira, da redação do Vermelho