sábado, 5 de janeiro de 2013

Bebendo e celebrando a vida do De Leon

Ontem fomos beber o Alessandro Lutfy Ponce de Leon e a Luciana Fontes. Estávamos tão desconsolados e incrédulos que era preciso fazer descer essa tragédia. Estávamos trisitíssimos, é certo, mas não foi uma noite triste. No Beirute da 10 Norte, em Brasília, sob inúmeros brindes ao som de: "Porra, Billy", ficamos a lembrar tanta coisa boa dele que ficou na gente. 

Foi um encontro casual, de chofre, mas nele, rapidinho, havia militantes de 5 partidos cobrindo boa parte do espectro ideológico brasileiro, com adversários e parceiros em tantas lutas, todos irmanados na convicção da justeza da vida e da falta do Alessandro e do lamento pela trágica morte de sua companheira Luciana.
Isso tem duas razões grandes. A primeira é o tema da juventude ter sido historicamente uma bandeira que UNE amplas forças políticas. Eu mesmo comecei a admirar o De Leon no PSDB, apresentado pelo Danilo Moreira, e nunca me arrependi de nele confiar nas lides que muitas vezes nos opõem tanto, mas não foi esse o caso e talvez as vitórias advenham disso.


A segunda é que o Billy era um boa praça incontornável, tinha uma visão geracional linda, e soube cativar amigos e amigas por todos os lados. Só afirmando essas lembranças bem queridas é que a gente consegue ver cair a fica, mas também é assim que a gente deixa ele ir, em paz, minorando a dor no peito e a saudade que não passará, nem será sempre de choro, mas a lembrança dessa amizade, que nos ensinou e há de ensinar por esses caminhos às vezes tão áridos da luta política, mas que também carecem desses instantes de leveza, alegria, unidade, sem nunca esquecer que a vida vale muito a pena.