quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Inaugurada exposição sobre a RPD da Coréia, em Brasília - Portal Vermelho

Inaugurada exposição sobre a RPD da Coréia, em Brasília - Portal Vermelho

“Mais poderosa do que a bomba nuclear é a unidade férrea do povo coreano”, disse o embaixador Ri Hwa Gun, na última quinta feira (9) quando da inauguração da exposição iconográfica sobre a República Popular Democrática da Coréia na sede estadual do PCdoB no Distrito Federal.


A abertura do evento contou com a presença do embaixador e sua esposa, de outros membros da Embaixada, do presidente do PCdoB-DF, Augusto Madeira, do representante da direção nacional do PPL, o sindicalista Maurício Ferreira, do diretor do Cebrapaz-DF Iberê Lopes, além de outras entidades promotoras da exposição, como a UJS e a CTB.

O diretor da CTB-DF, Paulo Vinícius, dirigiu os trabalhos e convocou Augusto Madeira para fazer a apresentação do evento. Madeira, na ocasião, discorreu brevemente sobre a história de luta do povo da península coreana contra as intervenções estrangeiras a que foram submetidos. Lembrou que antes mesmo dos colonialistas japoneses empreenderem a dominação da Coréia, em 1905, um navio pirata norte-americano “Sherman”, havia tentado em 1866 tomar de assalto a cidade de Pyongyang, mas acabou afundado pelas defesas coreanas. Dois anos depois o navio “Shenandoah”, também de nacionalidade americana e equipado com canhões, foi igualmente rechaçado pelos coreanos.

No início do século XX, continuou descrevendo Madeira, o Império Japonês invadiu a Coréia e mais de 6 milhões de jovens e homens de meia-idade foram obrigados a trabalhos forçados, sendo que um milhão deles acabou morrendo e cerca de 200 mil mulheres coreanas foram feitas escravas sexuais de militares japoneses. A luta contra o invasor foi realizada com ações guerrilheiras lideradas por Kim Il Sung, líder da luta pela libertação da Coréia. Em 15 de agosto de 1945 terminou a guerra de libertação da pátria e a República Popular e Democrática da Coréia foi proclamada em 1948, uma no antes da República Popular da China.

Em 1950, entretanto, os norte americanos resolveram intervir nos assuntos internos dos coreanos e invadiram o país sob o comando do General McArthur, que utilizava essa guerra para alavancar sua pretensão de se tornar presidente dos Estados Unidos. O exército americano, então, arrasou a cidade de Pyongyang, e em três anos realizou 1431 ataques aéreos à capital, quando 428 mil e 700 bombas desabaram sobre seus defensores, o que significou mais de uma bomba por habitante. Ao final, com a ajuda de 600 mil voluntários da China, e do apoio de vários outros países progressistas – inclusive do Brasil -- os invasores foram derrotados e um armistício foi assinado em Panmunjon, na linha do paralelo 38. Três milhões e meio de pessoas foram mortas nesta Guerra.

Atualmente, concluiu Madeira, a Coréia do Norte tem um projeto nacional que está sendo colocado em prática, com suas características próprias, construindo uma indústria pesada e desenvolveu a capacidade de defesa nacional, chegando a montar mísseis balísticos nucleares de longo alcance. Não fosse esse aparato e o poderoso exército popular de seu país, certamente teria sido outro o destino da Coréia, parecido com o imposto pelos Estados Unidos e a Otan no caso do Afeganistão, do Iraque e recentemente o da Líbia, no norte da África.

Maurício Ferreira, sindicalista e representante da direção nacional do PPL saudou o acontecimento lembrando que o povo coreano soube enfrentar o imperialismo norte-americano, livrou-se da escravidão, e neste momento de crise do sistema capitalista busca desenvolver o país, dando uma lição de construção da pátria mesmo com poucos recursos. Encerrou sua intervenção com uma frase do líder Kim Il Sung: “Todo homem é dono de seu destino”.

O embaixador Hi Hwan Gun agradeceu o PCdoB na pessoa do presidente regional do Partido em Brasília, o PPL e todos os presentes àquele encontro, dizendo-se à vontade como se estivesse na sede do Partido do Trabalho da Coréia. Lembrou o embaixador que em 16 de fevereiro, na próxima quinta feira, os coreanos comemoram o que seria o aniversário de 70 anos do falecido líder Kim Jong Il, dirigente da RPD da Coréia que desenvolveu o pensamento da Idéia Juche e a concepção política Songun, que dá prioridade às questões de defesa da Pátria.

O embaixador fez notar que a Coréia está situada numa região estratégica do mundo, ao lado da República Popular da China e da federação Russa por um lado, e o Japão e a costa oeste dos Estados Unidos de outro. Segundo ele estão acantonados na Coréia do Sul cerca de 38 mil soldados americanos, sendo que este país possui mais de 1 mil ogivas nucleares. Desde o armistício que pôs fim à guerra da Coréia, em 1953, o povo coreano vive sob ameaça nuclear, o que fez com que o dirigente Kim Il Sung tomasse todas as providências para também possuir armamento nuclear de dissuasão.

Hoje, disse o embaixador, o atual dirigente máximo do povo coreano, Kim Jong Un, trabalha para melhorar a qualidade de vida do povo, desenvolvendo a indústria ligeira e a agricultura, investindo em alta tecnologia, modernizando o sistema econômico e as linhas de produção. O objetivo é conquistar a meta de atingir a autossuficiência na questão alimentar, na vestimenta popular e no desenvolvimento da tecnologia de defesa nacional. Ao final das palavras do embaixador uma rodada de perguntas e questionamentos permitiu a participação ativa da plateia que acorreu para a abertura de exposição. Os que lá estiveram puderam perceber o avanço conquistado pelo socialismo através de fotos e objetos de arte enviados da capital da RPD da Coréia, Pyongyang.

De Brasília,
Pedro de Oliveira