sábado, 11 de fevereiro de 2012

Banqueiros lucram na crise dos EUA-Portal CTB

Banqueiros lucram na crise dos EUA-Portal CTB

Fechado o balanço financeiro de 2011, uma conclusão revoltante sobre o capitalismo nos EUA – nação tão endeusada pelas mentes colonizadas. Enquanto o desemprego bate recordes históricos e milhões de famílias moram em trailers, os seis maiores bancos do país elevaram os seus lucros no ano passado.

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Segundo informações da mídia ianque, JPMorgan Chase, Citigroup, Wells Fargo, Goldman Sachs, Morgan Stanley e Bank of America acumularam mais de US$ 50 bilhões em ganhos líquidos, o que representa um crescimento de cerca de 10% em relação aos resultados anunciados em 2010.

JP Morgan Chase, Wells Fargo e Citigroup foram os que mais ganharam, com lucros de 19, 16 e 11,5 bilhões de dólares, respectivamente. Atrás destes, ficaram o Morgan Stanley, com um lucro líquido de US$ 2,1 bilhões, o Goldman Sachs, com US$ 2,5 bilhões, e o Bank of América, com US$ 85 milhões.

As razões do "Ocupe Wall Street"

A crescente disparidade entre a minoria de ricaços e os milhões de miseráveis é que deu origem ao movimento “Ocupe Wall Street”, no ano passado. Os manifestantes foram violentamente reprimidos, na cinicamente auto-intitulada “pátria da democracia”. Neste final de semana, a polícia efetuou o despejo dos últimos acampados.

Mas a indignação prossegue no coração do capitalismo. Como justificar que os banqueiros aumentem os seus lucros, enquanto 46% dos estadunidenses vegetam atualmente graças às senhas de alimentação e 48,6% das vítimas da crise não tenham garantido nenhum tipo de proteção social. Como justificar que 20% de ricaços detenham 85% das riquezas produzidas no império.

Ceticismo diante da eleição presidencial

Recente pesquisa do Instituto Gallup indica que metade dos entrevistados considera a questão da redução do fosso entre ricos e pobres como o principal desafio dos EUA. Outro levantamento, realizado pelo Centro de Pesquisa Pew, revelou que 66% dos estadunidenses avaliam que aumentou a desigualdade no país, contra 47% que responderam a mesma questão em 2009.

O grau de revolta e ceticismo cresce, mas não há ilusões de que as eleições presidenciais deste ano contribuirão para enfrentar os graves problemas do país. O “democrata” Barack Obama, que concorrerá à reeleição, já se mostrou uma grande decepção, cedendo à ditadura do capital financeiro. E as prévias dos “republicanos” sinalizam a vitória de um candidato, Mitt Rommey, que não se envergonha de afirmar que “não estou preocupado com os pobres”.

Por Altamiro Borges