terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

China e Rússia apóiam referendo sírio - Portal Vermelho

China e Rússia apóiam referendo sírio - Portal Vermelho

A China e a Rússia reiteraram seu apoio à Síria e qualificaram o referendo no qual 89,4 por cento dos sirios aprovou a nova Constituição, de importante passo para converter o país em um Estado democrático moderno.


Os meios de imprensa sírios destacaram em suas manchetes o resultado da consulta popular com notas sobre as declarações das chancelarias de Pequim e Moscou, que coincidem em rechaçar uma vez mais qualquer tipo de interferência ou solução estrangeira no problema sírio.

Por meio de comunicado, o Ministério russo do Exterior estima que os resultados do plebiscito indicam que o governo evidentemente goza do respaldo popular.

Demonstram ao mesmo tempo, prossegue a nota, que os grupos opositores que chamaram a boicotar o referendo "carecem de popularidade e não têm o direito de falar em nome do povo sírio".

Ao mesmo tempo, exorta todas as partes a abandonar a violência e a envolver-se em um diálogo sem precondições.

Por sua parte, o porta-voz da chancelaria chinesa, Hong Lei, manifesta a esperança de seu país de que a nova Constituição impulsione o atual processo de reformas e contribua a um diálogo político em resposta às aspirações do povo.

"Esperamos que todas as partes na Siria trabalhem unidas e realizem os esforços para diminuir as tensões tão logo seja possível", assinala Hong.

O porta-voz reitera o chamado de Pequim à comunidade internacional a "respeitar totalmente a soberania, a independência e a integridade territorial da Síria e a decisão do povo sírio".

Paralelamente, o presidente do Comitê de Relações Internacionais da Duma (Parlamento) russa, Aleksey Pushkov, disse que a Rússia realiza esforços para evacuar os jornalistas feridos da cidade de Homs.

Pushkov critica os países ocidentais por não tratar de evacuar essas pessoas. São os bandos armados que não apóiam esta medida e os meios de comunicação pró-imperialistas aproveitam esse fato em sua campanha contra a Síria.

Prensa Latina