quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Manuela d’Ávila: “Mexeram com a pessoa errada” - PCdoB. O Partido do socialismo.

Manuela d’Ávila: “Mexeram com a pessoa errada” - PCdoB. O Partido do socialismo.

Manuela d’Ávila: “Mexeram com a pessoa errada”

A deputada federal Manuela d’Ávila (PCdoB-RS) se defendeu publicamente nesta quarta-feira (19) das denúncias divulgadas pelo jornal Zero Hora. Manuela prestou esclarecimentos e criticou as denúncias contidas em uma carta encontrada durante a operação Carlota, em Alvorada, na região metropolitana de Porto Alegre. O texto faz referência a um suposto desvio de verba para beneficiar sua campanha.
"Eles mexeram com a pessoa errada. Essas pessoas que estão acostumadas a fazer política suja e denuncista mexeram com a pessoa errada, porque eu farei com que todos sejam responsabilizados por seus atos", disse Manuela.

A deputada afirmou que o episódio expôs uma prática política que combate há pelo menos 13 anos. "Corrupção e política, em alguns casos caminham juntas. Minha luta, desde que ingressei no movimento estudantil, foi para combater aqueles que vêem e fazem essa política. Não vou, jamais, me igualar àqueles a quem combato".

Manuela questionou o fato de a carta ter sido divulgada em meio a outras denúncias caluniosas que envolvem o ministro do Esporte, Orlando Silva, e o PCdoB. "Há uma tentativa clara de tentar vincular o caso do Ministério do Esporte a isso tudo. O episódio, porém, é de Alvorada, é um problema localizado, que nada tem a ver com minha cidade e com o Ministério. Todos os documentos, quando procurados e investigados, comprovam isso. Ou seja, é irresponsável e baixo tentar, a partir de ilações, fraudar uma denúncia", desabafou.

Durante toda a quarta-feira (19), Manuela deu entrevistas a rádios, televisão, jornais, blogs e usou o Twitter para responder às indagações dos internautas. Em seu blog, ela afirmou que já tinha conhecimento da carta. “Há uns três meses um jornalista me telefonou e perguntou se eu sabia que ‘numa gaveta em Alvorada havia sido apreendida uma carta que me citava durante a operação Cartola’. Um policial havia ligado para ele e contado. Pedi mais informações e ele me disse que o policial afirmava que não havia nada demais e que eu podia ficar tranquila”.

Ainda em sua página pessoal, a deputada comunista explica que um mês após a conclusão do relatório da operação Cartola outro jornalista a questionou sobre a inclusão da carta nos anexos. “Disse que não sabia. Liguei para o chefe da polícia do estado, delegado Ranolfo, perguntando o que era, se precisava fazer algo, o que dizia. Ele me disse para ficar tranquila, que era uma carta sem muito sentido, de um cara dizendo que deu R$ 10.000 para outro cara para minha campanha. E que quando eu tivesse um tempo eu fosse lá e lesse.”

Apoio

Manuela recebeu o apoio de milhares de brasileiros que se manifestaram através de e-mails, mensagens publicadas nas redes sociais e telefone. Frases como "Nós acreditamos na força da política que a Manuela faz", "ela nos fez acreditar de novo na política", "Manuela, tua trajetória ninguém macula", "#elespassarao" (numa alusão ao poema de Mário Quintana).

"É um dia triste e pesado. Mas se engana aquele que pensa que sairei enfraquecida diante de tamanha irresponsabilidade. Tenho minha honra e a defenderei na Justiça. O autor dessa carta responderá civil e criminalmente por ela. Eu tenho família, eu tenho uma história de vida e jamais atingirão isso. E, caso pensem que minha luta e minha força se perdem frente ao absurdo que vivi e a que fui imposta hoje, eu digo que lutarei com mais força, mais coragem, porque vejo que, para mudar, ainda temos muitos desafios pela frente. Eu me propus a mudar e seguirei trabalhando sempre".


Da redação