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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A esquerda foi a grande vencedora nas eleições argentinas - Francisco Luque - Carta Maior





O socialismo, por meio da figura de Hermes Binner (foto) e sua coalizão de centro-esquerda, Frente Ampla Progressista, obteve 16,9% dos votos e se transformou na segunda força política do país, superando partidos tradicionais como o radicalismo e a ala direitista do peronismo. O candidato da Frente de Esquerda e dos Trabalhadores, Jorge Altamira (trotskista), obteve 2,35% dos votos, superando a tradicional Coalizão Cívica, da deputada Elisa Carrió.

Além do avassalador triunfo do kirchnerismo mas eleições da Argentina, onde, em uma votação histórica, a presidenta Cristina Fernández de Kirchner obteve a reeleição com 53.9% dos votos, apuradas 97,99 das urnas, deve-se destacar a notável participação de outras forças políticas de esquerda do país. Esse fato dá conta do giro progressista que a Argentina deu após a crise de 2001 e de oito anos dos Kirchner.

O socialismo, por meio da figura de Hermes Binner e sua coalizão de centro-esquerda, Frente Ampla Progressista, obteve 16,9% dos votos e se transformou na segunda força política do país, superando partidos tradicionais como o radicalismo e a ala direitista do peronismo. “Somos uma força propositiva que veio para ficar”, disse Binner logo após a divulgação dos resultados oficiais. O governador socialista ficou a 36 pontos de Cristina Kirchner, conseguindo quase 17% dos votos. Ele conseguiu sete pontos a mais do que obteve nas primárias de agosto, quando ficou em quarto lugar.

Ainda que superado em grande parte do país por Cristina Kirchner, Binner se impôs na cidade de Rosário, lugar onde o socialismo governa há 15 anos. Além disso, a Frente Ampla Progressista triunfou em quatro das 15 comunas da Capital Federal, e ficou em segundo lugar em Buenos Aires, Córdoba, Terra do Fogo, Neuquén, La Pampa e Río Negro. A FAP obteve mais de um milhão de votos a mais do que obteve nas primárias de agosto. Em seu discurso de agradecimento, Binner sustentou sua promessa de construir essa força “para governar a Argentina”.

Por sua vez, a deputada reeleita Victoria Donda assinalou que o clima da Frente Ampla é de festa e que o objetivo era chegar ao segundo turno. “Em pouco mais de quatro semanas, conformamos uma coalizão política representativa e uma alternativa à posição oficial. Somos a cabeça da oposição e nosso compromisso é oferecer um programa de governo e legislativo porque queremos governar este país”.

Por outro lado, o candidato da Frente de Esquerda e dos Trabalhadores, Jorge Altamira, obteve o sétimo lugar com 2,35% dos votos. Com esse índice superou a tradicional Coalizão Cívica, da deputada Elisa Carrió. A Frente de Esquerda, conglomerado de forças políticas da esquerda trotskista, superou os 700 mil votos para a sua candidatura presidencial, o que representa 30% a mais dos resultados obtidos nas primárias de agosto. É a votação mais significativa desde 1983. Acostumados a obter separadamente percentuais inferiores a um ponto, a formação dessa coalizão de esquerda foi positiva para esta força.

“É uma luta cerrada, onde a esquerda revolucionária conseguiu um grande avanço”, assinalou Altamira na sede do Partido Operário. Ele destacou que as pessoas que votaram na Frente de Esquerda o fizeram “para colocar a esquerda como alternativa política ao kirchnerismo, em um período extremamente conflitivo por causa da crise mundial”. Neste sentido, comentou: “li que o Banco da Inglaterra proibiu o Banco Santander de enviar lucros e dividendos para a Espanha, a mesma coisa que a Frente de Esquerda quer fazer em uma escala geral”.

Altamira destacou ainda que esta votação da esquerda revolucionária foi uma votação histórica porque fez avançar o ativismo na classe operária, e resultou em mandatos em Salta, Córdoba e Neuquén. “Com nosso programa e a unidade da esquerda superamos em cerca de 50% a votação anterior. Isso implica um sinal político e ocorre quando vários candidatos da política patronal estão praticamente se aposentando e nós estamos muito contentes”, disse o candidato a vice-presidente Cristian Castillo. Altamira destacou por fim que o avanço da esquerda deve-se ao trabalho realizado durante muito tempo é que é o “testemunho do avanço nas fábricas e oficinas”.

Tradução: Marco Aurélio Weissheimer

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