segunda-feira, 24 de outubro de 2011

João Ananias (PCdoB-CE) critica manifestações da Fifa divulgadas na mídia - Portal Vermelho

Ananias critica manifestações da Fifa divulgadas na mídia - Portal Vermelho




O deputado João Ananias (PCdoB-CE), em discurso nesta segunda-feira (24), na Câmara dos Deputados, em Brasília, critica as manifestações da Fifa, veiculadas na grande imprensa, sobre as denúncias contra o ministro do Esporte, Orlando Silva. “Manifesto, enquanto Parlamentar Brasileiro, o meu mais veemente repúdio a essas posições fartamente atribuídas a Fifa, que até o momento não se manifestou oficialmente”, disse o deputado, citando o ditado popular que diz: “Quem cala consente”.

Segundo Ananias, “a Fifa deve uma clara posição em relação a esse “disse me disse”, já que se for verdade, configura-se em mais uma indevida, inaceitável e grave intromissão em questões “interna corporis” do Brasil e de seu Governo”, afirmou.

Esta seria a segunda tentativa da Fifa, “já que a primeira foi a de suspender no período da Copa de 2016, a meia entrada dos estudantes, conquista histórica dos mesmos, o passe dos idosos e a proibição de venda de bebidas alcoólicas nos Estádios, Lei em vigor desde 2008”.

“Um flagrante desrespeito às leis brasileiras, para que a Fifa e seus sócios arrecadem mais”, afirmou o parlamentar.

“Como não surgiram as provas tão alardeadas por todo o Brasil, agora estão colocando que a decisão da Presidente Dilma de manter o ministro, criou um mal – estar na Fifa e uma saia justa para a entidade que já teme um aprofundamento da crise com o Planalto”, disse Ananias, acreditando ser esse “um novo viés adotado por parte da mídia em relação as falsas acusações ao ministro Orlando Silva”.

O parlamentar ironizou, indagando “se essa denúncia feita por um delinqüente, pessoa de comportamento social comprovadamente amoral, causa o citado “mal estar e saia justa para Fifa”, como ela deve ter ficado com as gravíssimas denúncias contra sua afiliada aqui no Brasil (CBF), que motivaram, inclusive, uma proposta de CPI, que a própria base do Governo não deixou proliferar?”

De Brasília
Márcia Xavier