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sábado, 15 de outubro de 2011

Após contraproposta apresentada aos bancários, segunda assembleias deliberam, com informações do Sindicato dos bancários da Bahia


                                        Proposta de 9% será avaliada na segunda 

Os bancários chegam na segunda-feira (17/10) a 21 dias de uma greve histórica, a maior dos últimos 20 anos, com mais de nove mil agências paradas. Somente na Bahia, mais de 700 unidades estão fechadas e 80% dos trabalhadores aderem ao movimento. Na última sexta-feira (14/10), a greve nacional chegou ao seu maior nível de paralisação.
No mesmo dia, depois de horas trancada em uma sala, atrasando, e muito, o início das negociações, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) apresentou uma nova proposta ao Comando Nacional dos  Bancários, que prevê 9% de reajuste salarial (1,5% de aumento real). O índice vale para o cálculo de todas as verbas salariais, inclusive o tíquete-refeição e o vale-alimentação. Os valores são retroativos a 1º de setembro, data-base da categoria.
Os bancos também melhoraram outros itens, como o piso salarial, que passaria para R$ 1.400,00 (aumento real de 4,3%) e maior PLR com o aumento da parcela fixa básica para R$ 1.400,00 (reajuste de 27,2%) e do teto da parcela adicional R$ 2.800,00 (reajuste de 16,7%).
Com relação à cláusula de segurança, os banqueiros sugeriram a realização de procedimentos que coíbem o transporte de numerário por bancários. Já com relação ao assédio moral, a Fenaban propôs o fim da divulgação de rankings individuais dos funcionários. Os dias parados também não serão descontados, mas têm de ser compensados até o dia 15 de dezembro.       
Agora, bancários da rede pública e privada de todo o país, se reúnem em assembléia na segunda-feira (17/10) para apreciar a proposta. Na Bahia, o encontro é às 18h, no Ginásio de Esportes, nos Aflitos. É fundamental a participação da categoria nas discussões, que definem o futuro do movimento.

                                                                Proposta da Fenaban
Reajuste – 9% (1,5% de aumento real)
PLR – 90% do salário mais valor fixo de 1.400,00. Adicional de 2% do lucro líquido linear (teto de R$ 2.800,00)
Piso – R$ 1.400,00 (aumento de 12%)
Tíquete-refeição – R$ 19,78 (por dia)
Auxílio-alimentação – R$ 339,08 (por mês)
Auxílio-creche/babá – R$ 284,85 (filhos até 71 meses)
                                     R$ 243,67 (filhos até83 meses)
Requalificação profissional – R$ 974,06
Dias Parados – Não serão descontados. Compensação até 15 de dezembro




              Caixa melhora PLR e promete contratar
Os bancos também sentem na pele a força dos bancários durante a greve. Tanto que a Caixa, em negociação realizada na sexta-feira (14/10), apresentou uma proposta melhor ao Comando Nacional. Destaque para a valorização do piso e a contratação de 5 mil empregados até o final de 2012, iniciativa que reflete diretamente no atendimento ao cliente. Com a ampliação, seriam 92 mil trabalhadores na empresa.

Com relação à PLR Social, o banco propôs a manutenção do benéfico, que distribui 4% do lucro líquido de forma linear para todos os funcionários - além da regra básica e parcela adicional da PLR acordada com a Fenaban. Esse valor será distribuído mesmo que, somado à regra da Federação Nacional dos Bancos, seja ultrapassado o limite de 15% do lucro do banco, previsto na convenção coletiva da categoria.

O reajuste oferecido pelo banco é o mesmo oferecido aos bancários da rede privada. Ou seja, 9% em todas as verbas e o não desconto dos dias parados na greve, que serão descontados até 15 de dezembro. A negociação conseguiu arrancar ainda avanços nas questões referentes à saúde do trabalhador e o Saúde Caixa.  

PCS
Para atender a reivindicação de valorização do piso, a direção da Caixa apresentou proposta de mudança na tabela do PCS (Plano de Cargos e Salários). Pela regra, os novos concursados ingressariam no na empresa na Referência 202 e, depois de 90 dias, avançariam automaticamente para a 203.

Em outras palavras, o salário após o contrato de experiência passaria dos atuais R$ 1.637,00 (valor atual da referência 202) para R$ 1.826,00 (referência 203 com o reajuste de 9%). O reajuste do piso seria, portanto, de 11,55%. 

Todos os empregados que hoje ocupam a referência 202, passariam automaticamente para a 203. O mesmo vale para a Carreira Profissional, na qual os pisos passariam a ser a referência 802 no ingresso, com valor de R$ 7.932,00 e a referência 803 após 90 dias de contratação, com o valor de R$ 8.128,00.

Outro ponto que merece destaque é o aumento de R$ 39,00 na tabela do PCS para os bancários que estão na tabela antiga. A medida é um importante passo na direção da superação das discriminações contra o pessoal que optou por permanecer no Reg/Replan não saldado.


                  
                     No BB, PLR, piso e reajuste melhores

A proposta apresentada pelo Banco do Brasil seguiu o reajuste salarial geral de 9% da Fenaban. O piso (Vencimento Padrão), no entanto, foi para R$ 1.760,00, crescimento de 10% em relação ao valor atualmente em vigor. O reajuste do VP terá reflexos em toda a curva salarial.

A participação nos lucros e resultados, que é semestral, também será maior do que a creditada no semestre passado. O escriturário receberá R$ 3.571,46 (reajuste de 13,1%); caixas, atendentes e auxiliares administrativos, R$ 3.912,16 (12,5%); demais comissionados, 1,62 salário (9,9%). Os cargos NRF Especial e NRF 1 e 2 receberão três salários. Serão disponibilizados para o pagamento da PLR R$ 775 milhões. Os valores serão creditados até 30 dias após a assinatura do acordo.

PCR
Outros avanços foram o PCR (Plano de Carreiras e Remuneração), que passou a ser retroativo ao ano de 1998 (pelo acordo em vigor a retroatividade era até 2006), e a redução de dois para um ano do período em que o novo funcionário fica impedido de obter o primeiro comissionamento, a chamada “trava”. 

No caso dos funcionários que forem descomissionados em função de licença-saúde, a VCP (Verba de Caráter Pessoal) será paga durante 12 meses a partir do retorno da licença.

Além disso, ficou acertada a contratação de dois mil adolescentes aprendizes. Uma conquista importante foi a manutenção da exigência de três avaliações (GDPs) negativas para a perda da comissão. O banco vinha ameaçando voltar ao critério que vigorou até 2009 que era a perda da comissão caso o funcionário tivesse apenas uma avaliação semestral negativa.

O diretor do Sindicato da Bahia, Olivan Faustino, presente nas negociações com o BB, ressalta que a participação da categoria em todas as etapas da campanha salarial é fundamental para conseguir arrancar uma proposta decente, que garanta avanços significativos para os funcionários. Ele lembra que a greve deve continuar forte até que uma decisão seja tomada pelos trabalhadores. "O momento é de nos unirmos ainda mais e comparecer em massa à assembleia de segunda-feira para discutirmos exaustivamente todos os itens da proposta dos bancos. Assim teremos condições de fazer a melhor avaliação e decidirmos o que for melhor para a categoria". 



Fonte: http://www.bancariosbahia.org.br/

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