sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Wikileaks revela manual da CIA para assassinatos políticos - Portal Vermelho

Wikileaks revela manual da CIA para assassinatos políticos - Portal Vermelho

Um
manual secreto da Agência Central de Inteligência (CIA) que define o
assassinato político como forma de limitar a ação de grupos insurgentes
circula atualmente na internet, após ter sido revelado pelo site
Wikileaks.




REUTERS/Petar Kujundzic

WikiLeaks


O relatório secreto da agência de espionagem estadounidense
analisa diversas operações de assassinato em vários países,
principalmente contra líderes afegãos do Talibã, do grupo terrorista
Al-Qaida e das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).



Também aparecem como possíveis pontos de ataque dirigentes do grupo
libanês Hezbolá, a Organização para a Libertação de Palestina (OLP),
Hamas, o grupo guerrilheiro peruano Sendero Luminoso, Os Tigres de
Libertação do Tamil Eelam (LTTE), o Exército Republicano Irlandês (IRA) e
a Frente de Libertação Nacional de Argélia (FLN).



A publicação do Wikileaks chegou às redes sociais apenas dez dias depois
que o Comitê de Inteligência do Senado estadounidense tornasse público
um polêmico relatório secreto sobre o emprego da tortura em suas formas
mais brutais contra prisioneiros supostamente vinculados a ações
terroristas.



O manual revelado pelo Wikileaks data de 7 de julho de 2009, seis meses
depois de Leon Panetta assumir a direção da CIA e pouco depois de que o
agente John Kiriakou – atualmente preso – denunciasse pela primeira vez a
prática de crueis torturas por parte de oficiais interrogadores.



Segundo o Wikileaks, o relatório da CIA inclui estudos de casos no
Afeganistão (2001-2009), Argélia (1954-1962), Colômbia (2002-2009),
Iraque (2004-2009), Israel (de 1972 até meados dos anos 1990 e dos anos
1990 a 2009), Peru (1980-1999), Irlanda do Norte (1969-1998) e Sri Lanka
(1983-2009).



As operações descritas no plano da CIA incluem: assassinatos políticos,
sequestros, remoção de lideranças, neutralização e marginalização de
dirigentes guerrilheiros.



Ademais, encontram-se evidências sobre a participação da CIA na luta
contra as guerrilhas na Colômbia durante o mandato de Álvaro Uribe,
através de ataques a objetivos de alto valor combinando operações
militares e de informação e programas para provocar e tratar desertores.



Fonte: Prensa Latina