quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Bancários da CTB defendem continuar a greve nos bancos públicos - Portal CTB

Bancários da CTB consideram nova proposta insuficiente


bancarios greve apoioEm rodada de negociação iniciada na tarde da última terça-feira (25), em São Paulo, com os bancários, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) apresentou a contraproposta de 7,5% de reajuste para os salários (aumento real de 2%) e de 8,5% para piso, vales alimentação e refeição (2,95% de aumento real). 
Para os bancários que compõem o Ramo Financeiro da CTB a proposta é insuficiente, pois além de não atender às expectativas dos trabalhadores das instituições, principalmente dos bancos públicos no que diz respeito à isonomia, ela exige a compensação dos dias parados.
“Nós votamos contra essa proposta, que é insuficiente e penaliza o trabalhador pelos dias parados com a compensação”, destacou Eduardo Navarro, vice-presidente da Federação Nacional dos Bancários da Bahia e Sergipe e secretário de Imprensa e Comunicação da CTB.
O dirigente ressalta que as propostas apresentada nas mesas específicas do BB e da CEF que não valorizam o piso de ingresso, não recompõe perdas passadas, não busca isonomia para os pós-98, nem alteram o modelo de gestão das empresas.  Confira nota ao final.
Em greve a mais de uma semana, os bancários reivindicavam reajuste de 10,25%, o que significa 5% de aumento descontada a inflação do período. Antes da greve, iniciada no dia 18 de setembro, os bancos tinham proposto elevar os salários da categoria em 6%, o que garantiria um ganho real de 0,58%. A categoria reclama da instrânsigência e falta de negociação com a Fenaban.
Em pouco mais de uma semana de greve o movimento conseguiu paralisar 9,3 mil agências em todo o País, segundo os sindicatos. Somente na região que engloba São Paulo, Osasco e mais 15 municípios, 35 mil bancários pararam suas atividades, pouco mais que 25% do total.
Na Bahia a greve segue forte, com o fechamento de 727 agências. Em Salvador, foram 228. Os bancos públicos, que sempre se destacam durante a greve, são responsáveis pelo fechamento de 429 unidades bancárias no Estado. Somente no Banco do Brasil, foram 281. Na Caixa, 111 e no BNB, 37 agências ficaram fechadas. O Bradesco fechou 136 agências. O Itaú 87, Santander 46, e HSBC 20. Já os outros bancos, juntos, totalizaram nove unidades com atividades paralisadas.
Em Sergipe, foram 160 agências fechadas, sendo 49 do Banese, 44 do Banco do Brasil, 28 da Caixa Econômica, 12 do Banco do Nordeste e 27 dos bancos privados. A paralisação na Caixa já atingiu 100% das agências. O Estado tem 202 unidades em funcionamento, entre agências e postos bancários.
Caso a proposta dos banqueiros seja aprovada nas 137 assembleias que devem ocorrer nesta quarta-feira (26), o funcionamento dos bancos pode ser normalizado na quinta-feira.
Confira abaixo a nota:
A Coordenação do Ramo Financeiro da CTB vem a público expressar sua opinião e apresentar orientação a sua militância e aos bancários e bancárias no geral, pela aceitação da proposta de 7,5% de reajuste geral e 8,5% sobre o piso da categoria para os trabalhadores e trabalhadoras dos bancos privados, conforme decisão do Comando Nacional dos Bancários – mesmo tendo votado contrário no referido comando, mas acompanhando a maioria em função da correlação de forças neste seguimento.
Porém, no tocante aos bancos públicos, considera insuficientes as propostas apresentadas em negociação nas mesas específicas do BB e da CEF que não valorizam o Piso de ingresso, não recompõe perdas passadas, não busca isonomia para os pós-98, nem alteram o modelo de gestão das empresas e ainda pune com a compensação dos dias parados, neste sentido orienta a continuidade da greve no Banco do Brasil, na Caixa Econômica Federal, no Banco do Nordeste e no Banco da Amazônia.
Força na greve dos bancários e bancárias, até a vitória.