quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Solidariedade: Assassinado militante do MLT em Alagoas - Denuncie, compartilhe!



O Movimento de Luta Pela terra no dia 08/04/2013 ocupou em Maragogi um hotel Inutilizado há cerca de 20 anos.

O hotel fica à margem da AL-101 Norte e pertence a um empresário italiano que mora em Recife (PE). Em dezembro do ano passado, o mesmo imóvel foi ocupado, mas, um mês depois, tiveram de deixar a área por força de um mandado de reintegração de posse expedido pelo juiz da Comarca, Carlos Aley.

“Lutamos pelas reformas agrária e urbana. São 20 anos com essa estrutura parada, por isso decidimos ocupar o hotel e cobrar a construção de casas para o povo”. O hotel possui diversos chalés inacabados que foram ocupados pelas famílias . Alguns dos imóveis têm localização privilegiada: estão situados de frente para a Praia de Burgalhau, uma das mais visitadas de Maragogi.

A ocupação preocupa o setor hoteleiro. A área ocupada é vizinha do terceiro maior hotel existente no município, considerado o segundo maior destino turístico do Estado. O coordenador do MLT, Severino da Silva, o “Índio”, informou que as famílias que ocupam o hotel inacabado são provenientes de áreas periféricas como a favela do Risca Faca, Maruim e dos distritos de São Bento e Barra Grande.

“O déficit habitacional em Maragogi é enorme. Vamos criar uma comissão e iniciar as negociações com os governos estadual e municipal”, informou Índio.

Já na madrugada do domingo para Segunda dia 14 /10/2013. O companheiro do Movimento de Luta Pela Terra Reginaldo Pedro da Silva, 37 anos, foi assassinado com 20 tiros, na noite do último domingo, dentro de um dos chalés do hotel inacabado que se encontra ocupado desde abril por cerca de 600 famílias, em Maragogi, no Litoral Norte de Alagoas. A companheira dele, identificada como Maria de Luordes Silva, 54, foi atingida com um tiro na perna. Ela sobreviveu e, até ontem, se encontrava internada no Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió onde recebeu atendimento médico em seguida o medico deu alta alegando que o hospital não tinha equipamentos para retirar a bala na perna . A companheira é coordenadora dos Sem terrinhas do MLT.

Régis, como era conhecido o sem-teto, e a companheira dele foram surpreendidos dentro do chalé enquanto jantavam. O imóvel, assim como os demais, não possui portas nem janelas. Segundo testemunhas, dois homens armados invadiram o local e efetuaram os disparos. “Foi um tiro mais forte, como de espingarda calibre 12, e outros tiros em sequência; acredito que de pistola. Eu só ouvi, não vi nada. Quando cheguei à casa dele, já estava morto, estirado”, afirmou o coordenador regional do Movimento Luta pela Terra (MLT), Luiz de França.

Em duas outras oportunidades os jagunços atiraram no local mais não houve feridos, as ameaças são constantes e 04 jagunços estão morando em 04 casas de frente a ocupação que pertence também ao italiano.

Várias reuniões já foram realizadas na secretaria de patrimônio da União em Alagoas mais não obtivemos respostas concretas.

Os acampados e acampadas já sofreram um despejo, um assassinato mas irão resistir

Contato: Jose severino (indio) 082 8170-2542/082 8141 - 0161

COORDENAÇÃO NACIONAL MLT