sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Petróleo é vendido por golpistas a preço de refrigerante  - Portal Vermelho

Petróleo é vendido por golpistas a preço de refrigerante  - Portal Vermelho





 
 


Considerando as previsões
declaradas pela empresa norueguesa, que considerou haver reservas entre
0, 7 e 1,2 bilhões de barris (bbl) em Carcará, o preço do barril poderá
variar de U$ 3,57/bbl a U$1,25/bbl – valor de um suco industrializado ou
de uma lata de refrigerante.



A Federação anunciou que vai ingressar na Justiça com uma ação para
reverter o negócio, já que a Petrobrás vendeu sua participação integral
de 66% em Carcará por 2,5 bilhões de dólares, quando – segundo a
entidade de geólogos – o negócio vale várias vezes mais. “É como vender
por um milhão uma casa que vale 15 milhões”, compara a entidade numa
nota em que repudia a venda.



Em valores, o que o governo golpista entregou para o capital estrangeiro
somente nessa transação supera muito o que foi desviado pela Petrobras e
que está sob investigação da Lava-Jato.



Parlamentares do PT apoiam a iniciativa da entidade. “Para os geólogos,
não há justificativa plausível para a venda: o governo golpista vendeu o
Campo de Carcará a preço de banana”, diz o deputado Wadih Damous
(PT-RJ), sobre o negócio.



“A Federação Brasileira de Geólogos tem fortes argumentos para
questionar essa venda na Justiça, mostrando que a venda foi realmente
lesiva à Petrobras”, acrescenta o deputado Carlos Zarattini (PT-SP).



Dimensionando o prejuízo




Para dimensionar o prejuízo, vale entender os números que envolvem a
Carcará e compará-los com os valores de outro negócio fechado pela
Petrobras, que foi o leilão do Campo de Libra, arrematado por consórcio
do qual a própria Petrobras fez parte.



A Febrageo, no documento de repúdio, mostra que a Petrobras pagou um
preço médio de U$8,51/bbl na aquisição onerosa das acumulações de
Libra/Tupi. Isso significa que, levando em conta a reserva de 0,7
bilhões de barris em Carcará, a empresa Statoil pagará aproximadamente
42% do valor que pagou a Petrobras em um campo próximo.



A situação se agrava quando o volume considerado é o mais realista – o
de 2,0 bilhões de barris em Carcará, o que reduz o preço a ser pago pela
Statoil para U$ 1,25/bbl, ou seja, 31% do que foi pago pela Petrobras
em Libra, segundo a federação.



Os geólogos representados pela entidade afirmam que é “estranha e
imprópria” a política atual da Petrobras de valorar seus ativos
exploratórios usando a expectativa mínima de sucesso ou somente com base
em volumes provados, prática que está em desacordo com a maioria das
companhias do mundo.



“Tal tipo de venda de patrimônio do povo brasileiro revela a postura de
dirigentes mal-intencionados e descomprometidos com um projeto de
construção nacional. Não dá para fazer outro juízo. Comportam-se como
únicos vendedores que depreciam seus próprios e valorosos ativos”,
afirma a Febrageo. 





Fonte: PT na Câmara