terça-feira, 14 de agosto de 2012

Porque apoio a Chapa 89, com Volnei e Bermúdez para a UnB - Paulo Vinícius*

 Engajei-me com entusiasmo na campanha da Chapa 89, com Volnei Garrafa e Luis Afonso Bermúdez, porque vi na candidatura seriedade e compromisso com a UnB, mas também pelo conjunto desse movimento, que me parece um caminho seguro para que possamos fazer avançar a Universidade de Brasília, que enfrenta ainda uma importante crise. Sinal dessa crise é a desintegração que marca o cenário da eleição para reitor, com dez candidaturas, muitas das quais foram parte da atual gestão - apesar da pouca cordialidade demonstrada entre elas mesmas. Nesse cenário de fragmentação, Volnei e Bermúdez se destacam pelo amplo apoio que reúnem e por uma postura de debate de projetos que merece ser sonhecida, assim como suas histórias. Não me parece que vivamos na UnB um cenário que oponha as pessoas, mas uma fratura mais ampla que exige resgatar os valores e a auto-estima da instituição. Por isso, em vez de me iludir com ilusórias oposições que se esgrimem por aí, interesso-me mais pela biografia, os projetos e a prática na campanha. Por isso fiz esse esse artigo, que apresenta minhas quatro razões para apoiá-los:

1) A UnB precisa mudar para melhor, por isso é importante tomarmos nossa parte nesse desafio que se apresenta na eleição para Reitor, que conquistamos paritária, apesar da oposição de alguns. Assim, a estabilidade da eleição e a nossa participação são decisivas. Também por isso, resolvi apoiar quem na minha opinião stem sólido compromisso com a instituição, demonstrado pelos 39 anos de Volnei, e 32 de Bermúdez na UnB e pelo que realizaram.
Os dois somam tempo de casa, história de luta, capacidade de gestão e sensibilidade social. Volnei e Bermúdez são pesquisadores de inegável gabarito. Volnei (veja o perfil)  é um expoente acadêmico da UnB, é um líder mundialmente reconhecido na bioética e no movimento de saúde coletiva, e foi presidente da ADUNB ainda durante a Ditadura. Bermúdez(veja o perfil)  dirigiu por trinta e dois anos, com apoio de vários reitores, um dos projetos mais avançados em termos de gestão e tecnologia na UnB - o CDT, Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico , liderando a construção do mais moderno prédio da UnB, que padece de flagrante crise de infraestrutura. Além disso tem um trabalho social e acadêmico importante na difusão de tecnologias para comunidades vulneráveis.

2) A Chapa 89, com Volnei e Bermúdez, pode unir a UnB. Fragmentada a casa em dez candidaturas, deficitária, em queda nos indicadores, a Universidade de Brasília precisa de gente com história e capacidade de unir. Volnei como professor e pesquisador, líder sindical, decano de extensão exemplar e por três vezes candidato a reitor, está maduro para seu maior desafio. Em sua campanha, é notável o protagonismo de estudantes, professores e funcionários, demonstrando a postura democrática. Há pessoas de vários movimentos e de  diferentes perspectivas políticas nessa chapa plural que quer fazer uma gestão plural e republicana na Universidade de Brasília. Essa postura agregadora, de portas abertas, que tem feito a campanha crescer e dado confiança de que é possível unir distintos pensamentos em favor da Universidade, o que se  expresssa no Programa.

3) A Chapa 89 tem um programa consequente, de quem conhece e debateu com os três segmentos. Um compromisso claro e razoável com metas objetivas, expressas nos quatro eixos de camapanha:
- UnBem Viver - As pessoas em primeiro lugar - um caminho para melhorar a relação, a qualidade da convivência e aproveitar as potencialidades da comunidade universitária;
- Por uma UnB que funcione - Enfrentar os problemas administrativos, de financiamento e gestão de modo inovador e repúblicano, fortalecendo a universidade pública como referência no Brasil e no Centro Oeste;
- UnB Construindo Saberes e Cidadania - Resgatando a experiência exitosa como de Volnei como Decano de extensão que iniciou a ampliação da UnB, e de Bermúdez, no CDT, apresenta um caminho concreto de compromisso e integração da UnB com a sociedade, afirmando a missão da UnB;
- “De portas abertas ao futuro” - UnB SEM FRONTEIRAS  -que propõe medidas simples e efetivas em favor da exceência, da relação entre os campi, das oportunidades de internacionalização e de  ampliação do financiamento por fontes públicas, e de vinculação da Universidade com o Projeto nacional de Desenvolvimento e com a relidade do DF.

4) Um compromisso concreto com os estudantes na campanha e na administração.
Além do espaço concreto que os estudantes  e funcionários tem para contribuir com a campanha e o programa, Volnei e Bermúdez avançam na proposição da criação de um Decanato de Atenção à Vida Estudantil. Em vez de um olhar reativo à situação de vulnerabilidade social apenas, propõem um maior protagonismo da instituição no apoio aos estudantes, fortalecendo a política de intercãmbio e o apoio aos estudantes de fora do DF, defendendo maior protagonismo da instituição no apoio à vida acadêmica, propondo a informatização e a agilização dos procedimentos para que seja mais fácil a interação com  a instituição.

Não são salvadores da pátria nem super-homens, mas reúnem o que a Universidade precisa nesse momento: um programa claro, postura democrática e integradora, excelência acadêmica como norte, compromisso social e capacidade de gestão para reposicionar a UnB e retomar o seu papel e missão, o que exige um novo marco republicano e transparente que permita superar a crise de financiamento, articulação com os entes públicos, relação com a sociedade e compromisso social.

Nesta quarta, 15 de agosto, teremos o segundo debate para a Reitoria da UnB, no Centro Comunitário, às 15h00. Muito importante nesse momento de greve mobilizarmos os estudantes para conhecer as propostas dos candidatos e o seu perfil. Tenho confiança que as qualidades de Volnei e Bermúdez transpareceram no primeiro debate na Faculdade de Tecnologia, e que sua capacidade de gestão e diálogo, seu espírito democrático e o compromisso com a Universidade de Brasília podem contribuir para que a UnB levante a cabeça e olhe para o futuro.

* Estudante do Mestrado da UnB (ICS-CEPPAC)