terça-feira, 14 de julho de 2015

Ministro do TCU se une à oposição e faz críticas à entrevista de Dilma - Portal Vermelho

Ministro do TCU se une à oposição e faz críticas à entrevista de Dilma - Portal Vermelho

Apesar de afirmar que o julgamento das contas da presidenta Dilma Rousseff no Tribunal de Conta da União meramente técnico, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes, relator do processo, deu declaração bem políticas sobre a recente entrevista da presidenta.



Augusto Nardes é ministro do TCU e relator do processo que julga as contas de DilmaAugusto Nardes é ministro do TCU e relator do processo que julga as contas de Dilma
Segundo Nardes, em entrevista ao não menos imparcial O Globo publicada nesta quarta (8), não existe "golpe nenhum" na atuação do tribunal. A declaração causa estranheza porque a presidenta Dilma se referiu ao discurso golpista da oposição.

“Não existe golpe nenhum. O TCU cumpre a legislação. As instituições têm de funcionar e têm de ser fortes. Não há um sentimento de golpismo”, disse Nardes. E completa: “Estamos na fase técnica. A presidente deveria se preocupar com a parte política depois, no Congresso”.

Ainda se comportando como oposição que tem que rebater a posição do adversário, Nardes disse que o montante dos atrasos nos repasses foi "extremamente superior no ano eleitoral", em comparação aos anos anteriores a 2014. Isso porque na entrevista de Dilma publicada no jornal Folha de S. Paulo, nesta terça (7), ela afirma que atrasos nos repasses como os apontados pelo TCU ocorreram em anos anteriores.

O TCU deve bater o martelo sobre as contas de 2014 no próximo dia 22 de julho, quando o governo deverá apresentar suas justificativas aos questionamentos indicados pelo tribunal. A principal linha de defesa do governo é que tais medidas apontadas como irregulares pelo relator Nardes são praticadas pelo governo federal desde o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e que o TCU sempre aprovou as contas de FHC, Lula e dos primeiros três anos de Dilma.

Na entrevista, Dilma defendeu as decisões sobre as contas: “Eu não acho que houve o que nos acusam. É interessante notar que o que nós adotamos foi adotado muitas vezes antes de nós”.