Quando Aécio foi governador de Minas Gerais, quase metade das despesas com saúde foi executada com outros recursos. Por conta disso, o estado apresenta um déficit nominal de aplicações em saúde acumulado entre 2003 e 2011 de cerca de R$ 7,8 bilhões. O caso vem desde seu primeiro mandato, como você pode ver nesta reportagem da Folha de S. Paulo, e se arrasta em recursos e acordos desde então.

O governo tucano de Minas Gerais recorre à contabilidade criativa para disfarçar esses dados negativos. Para alcançar os 12% determinados pela Constituição, o governo de Minas nas gestões de Aécio Neves e Antonio Anastasia incluiu no cálculo do percentual mínimo aplicado em saúde despesas não relacionadas diretamente à área, como construção de praças e até locação de serviços de limpeza para o Hotel Araxá.
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O Ministério Público do Estado, como você pode ver nesses documentos, não aceitou a manobra. O descumprimento, aliado às manobras para simular aplicações de recursos, chegou a render ao ex-governador Aécio Neves um processo por improbidade administrativa na Justiça de Minas, em ação ajuizada pelo Ministério Público do Estado em 2010.
Os documentos do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Estado de Minas provam que seu governo sistematicamente deixou de cumprir o investimento mínimo e arrastou a questão em acordos e recursos, que seguiram também ao longo do mandato de seu sucessor. A resolução ficará a cargo do próximo governador de Minas.

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