domingo, 19 de outubro de 2014

SAÚDE EM MINAS: OS DOCUMENTOS QUE DESMENTEM AÉCIO - Dilma Muda Mais

Durante o debate da TV Bandeirantes, a presidenta Dilma Rousseff citou o desvio de bilhões que os governos tucanos de Minas deveriam ter aplicado em saúde e não o fizeram. Ele negou. Mas o que os documentos mostram é justamente o contrário do que diz Aécio.  Leia nesta página os documentos do TCE que dão razão a Minas: Aécio e o seu sucessor, Antonio Anastasia, não cumpriam o gasto mínimo de 12% na Saúde e com isso retiraram dos mineiros bilhões de reais que deveriam ter melhorado a saúde em Minas. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, esses documentos que desmentem Aécio chegaram a sumir do site do TCE, evitando assim que os eleitores interessados conferissem os dados. Mas você pode vê-los aqui.

Quando Aécio foi governador de Minas Gerais, quase metade das despesas com saúde foi executada com outros recursos. Por conta disso, o estado apresenta um déficit nominal de aplicações em saúde acumulado entre 2003 e 2011 de cerca de R$ 7,8 bilhões. O caso vem desde seu primeiro mandato, como você pode ver nesta reportagem da Folha de S. Paulo, e se arrasta em recursos e acordos desde então.



O governo tucano de Minas Gerais recorre à contabilidade criativa para disfarçar esses dados negativos. Para alcançar os 12% determinados pela Constituição, o governo de Minas nas gestões de Aécio Neves e Antonio Anastasia incluiu no cálculo do percentual mínimo aplicado em saúde despesas não relacionadas diretamente à área, como construção de praças e até locação de serviços de limpeza para o Hotel Araxá.

CLIQUE AQUI PARA VER UM DOS DOCUMENTOS NA ÍNTEGRA



O Ministério Público do Estado, como você pode ver nesses documentos, não aceitou a manobra. O descumprimento, aliado às manobras para simular aplicações de recursos, chegou a render ao ex-governador Aécio Neves um processo por improbidade administrativa na Justiça de Minas, em ação ajuizada pelo Ministério Público do Estado em 2010.

Os documentos do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Estado de Minas provam que seu governo sistematicamente deixou de cumprir o investimento mínimo e arrastou a questão em acordos e recursos, que seguiram também ao longo do mandato de seu sucessor. A resolução ficará a cargo do próximo governador de Minas.