sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Valsa com Bashir e o militarismo sionista de Israel - Paulo Vinícius

Recomendo fortemente Valsa com Bashir. O filme é impressionante. Mescla animação e realidade e traça um retrato muito honesto do que significa a máquina de guerra israelense, sua desumanidade com as populações civis e inclusive com os soldados. O filme decerto será muito importante no forte movimento de objeção de consciência que ocorre em Israel em que jovens se recusam a participar do morticínio sionista contra o povo palestino, pagando inclusive com prisão, como no caso do jovem comunista israelense Omri Evron. O imperialismo, o sionismo e a guerra são repugnantes. E muito mais me comove aqueles lutadores e lutadores que enfrentam o imperialismo no estômago da besta, defendendo a paz e a solidariedade nos EUA e em Israel.

 Estive no Líbano e visitei o campo de Sabra e Shatila, os subúrbios do sul de Beirute e o Sul do Líbano, fronteira com Israel, vi os vestígios sombrios da devastação causada pelo Exército de Israel e o heroísmo daquele povo que, liderado pelo Hezbollah e com o apoio do PC do Líbano e de todo os verdadeiros patriotas, expulsou o agressor. O filme, Valsa com Bashir é em hebraico, trata da primeira agressão ao Líbano, nos anos 80 e, mesmo sob o ponto de vista dos soldados, vale muito a pena para que avance a consciência da necessidade histórica do reconhecimento pela comunidade internacional do direito de existência do Estado Palestino.

O filme permite ver contra o que se defrontam os palestinos, cercados, bloqueados, sem exército, sem sequer alimentos e remédios, que chegam a goteja quando Israel permite ou graças à engenhosidade de um povo que luta para sobreviver.

Vejam e divulguem: