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terça-feira, 21 de junho de 2011

PC da Grécia combate manobra mentirosa do governo - Portal Vermelho

PC da Grécia combate manobra mentirosa do governo - Portal Vermelho

O Partido Comunista da Grécia (KKE) conduz com exemplar determinação a resistência do povo grego. Nessa resistência desenha-se a alternativa. O seu protagonista “não será o povo num sentido vago mas a frente unida e a aliança dos trabalhadores, dos independentes, dos camponeses, dos estudantes e das mulheres, saída da classe operária e das camadas populares”.

O KKE, com manifestações de massa em Atenas, realizou uma intervenção política direta nos últimos desenvolvimentos políticos anti-populares previstos pela plutocracia e a burguesia gregas, com uma recomposição ministerial para assegurar a gestão do capitalismo. A secretária-geral do KKE, Aleka Papariga, pronunciou-se aquando da manifestação de Atenas e sublinhou:

“Exigimos eleições a fim de que o povo possa abrir uma primeira fissura no sistema político burguês. Quanto mais fraco for o governo que venha a ser formado, mais fácil será para o povo evitar o pior.

“Ignoramos a intenção do primeiro-ministro de se demitir, a disposição do presidente da Nova Democracia (ND), Samaras, de formar um governo de coligação, pois o resultado de tudo isso não é senão uma recomposição ridícula. Ignoramos esta recomposição de opereta; não tem nenhuma importância que tal ministro deixe o seu posto ou que um outro tome o seu lugar. Eles fracassaram temporariamente em obter um consenso, farão uma outra tentativa.

“Ignoramos as suas ameaças de que se o povo grego não se dobrar ficará sem salários e sem pensões de reforma. Eles tentam transformar os seus próprios dilemas em dilemas populares. Tentam transformar o seu pânico e o seu medo face ao desnudamento da natureza do sistema capitalista em pânico e medo populares. Quando aqueles no alto tremem, o povo em baixo deve contra-atacar com ainda mais militantismo. A crise na zona do euro é profunda, em particular na Irlanda e em Portugal. Prevêem-se problemas para a economia italiana e que a crise na Espanha irá intensificar-se. Em consequência, todos os povos pagarão e portanto não se trata de uma forma de renegociação da dívida que reclamam com trombetas e aos gritos a ND e a Coligação Syriza.

“Devemos sublinhar a dívida que os grandes grupos, os monopólios, a União Europeia e a Otan têm para com o povo, assim como os partidos burgueses da Nova Democracia e do Movimento Socialista Pan-helênico (PASOK) naturalmente (…) o povo nada deve pagar.

“O povo deve retomar com as suas próprias mãos o que eles lhe devem e que lhe pertence.

“Eles têm uma dívida para com o povo por causa da mais-valia que roubam no processo de produção (…)

“Eles devem dinheiro aos trabalhadores do comércio, dos serviços, do privado e do público, eles devem dinheiro em salários e em reformas à esmagadora maioria dos trabalhadores assalariados. Eles lhe devem a fortuna enorme que acumularam nos cofres-fortes suíços e alhures. Eles lhe devem o dinheiro desviado dos fundos de segurança social (…)

“Eles devem tudo o que as famílias populares gregas pagaram pela sua educação, sua cobertura e sua prevenção médica, medidas de saúde e de segurança (…) Eles lhe devem enormes somas gastas com todo o dinheiro dispendido em equipamentos militares graças à Otan e às guerras locais (…)

“Existem potencialidades de desenvolvimento, de produção, com riquezas minerais que temos na nossa posse, que podem ser realizadas de diferentes modos, em quase cada sector da indústria, em cada sector da produção agrícola, no transporte marítimo e na pesca…

“Esta enorme dívida será arrecadada pelo povo só quando ele tomar o poder, quando ele se reapropriar dos meios de produção, através da socialização e das cooperativas populares, através da retirada da UE, através do controle dos trabalhadores e do povo na base, com um parlamento do povo contando representantes eleitos saídos dos lugares de trabalho, organizações de reformados, dos estudantes e dos alunos dos liceus, com uma planificação nacional que eliminará toda forma de desemprego. O protagonista destes acontecimentos não será o povo num sentido vago mas a frente unida e a aliança dos trabalhadores, dos independentes, dos camponeses, dos estudantes e das mulheres, saída da classe operária e das camadas populares.

“Existe uma força com propostas concretas, com experiência, com um corpo militante coerente sem nenhuma manobra perigosa e oportunista: esta força encontra-se no KKE, na frente popular social das organizações sociais radicais que estão reunidas na aliança do PAME, do PASEVE, do PASY, do OGE, do MAS.

“Cenários anti-populares preparam-se nos bastidores; eles foram mesmo postos à prova nas ruas e nas praças. Aqueles que foram enganados não são os únicos que se encontram nas praças. Os representantes de lobbies de poderosos interesses políticos e económicos apresentam-se como “indignados” nas praças, assim como representantes de ONGs que têm um papel particular, antigos e provavelmente ainda actuais colaboradores da direcção do PASOK – eles se agitam por soluções de modernização e renovação. (…)

“Não a uma aliança com uma vaga etiqueta de forças progressistas e de esquerda, de modernizadores e de renovadores, mas sim a uma aliança das forças anti-capitalistas, anti-imperialistas, anti-monopolistas, uma aliança unida na sua luta contra o poder dos monopólios, pelo poder popular.

“Nem um passo adiante pode ser dado sem uma aliança com o KKE, sem um KKE forte e poderoso”.

Por Aleka Papariga, secretária-geral do Partido Comunista Grego, discurso proferido no encerramento da manifestação de 16 de Junho.

O original encontra-se em solidarite-internationale-pcf.over-blog.net/
Fonte: ODiario.Info

2011: Novos empregos estão concentrados na faixa até dois mínimos - Portal Vermelho

2011: Novos empregos estão concentrados na faixa até dois mínimos - Portal Vermelho

No primeiro quadrimestre do ano, foram abertas 820,8 mil vagas formais pagando até três salários mínimos, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mas como nas faixas salariais seguintes o saldo entre demitidos e admitidos foi negativo, o total de novos empregos no país ficou 2,8% menor e somou 797,7 mil no período. A parcela positiva de empregos entre dois e três mínimos, contudo, foi ínfima - apenas 172 vagas.

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O começo de 2011 manteve, portanto, o padrão de geração de vagas dos últimos anos, absolutamente concentrado nas faixas de menor remuneração (até dois salários mínimos), apesar do constante alarde feito por empregadores sobre a necessidade de mão de obra qualificada.

A formalização do emprego, o aumento da oferta de vagas e os constantes reajustes do salário mínimo podem explicar por que o saldo positivo de postos de trabalho com carteira assinada continua concentrado nas faixas que vão até dois mínimos, concordam analistas consultados pelo Valor. No substrato que vai de três a quatro mínimos, o saldo de vagas criadas nos primeiros quatro meses de 2011 chega ao máximo de 16.162 postos cortados, sendo menor nos grupos seguintes.

No mesmo período do ano passado, quando foram criados 962,3 mil postos com carteira assinada, a tendência observada foi igual: o saldo de vagas nas faixas de meio a dois salários superou o total do quadrimestre em 14%, ao passo que as faixas de dois a mais de 20 mínimos registraram saldo negativo de 25,7 mil postos.


Se em 2009 - ano em que o Brasil sentiu o efeito da crise financeira - a principal explicação para a má qualidade das vagas formais criadas eram as demissões de cargos mais altos para que as empresas reduzissem os custos de suas folhas de pagamento, agora analistas avaliam essa estatística como algo não passageiro, mas sim inerente à economia brasileira, que cresce apoiada no setor de serviços e em salários menores, como qualquer país emergente.

"O salário mais baixo tem a ver com a estrutura ocupacional que está gerando postos de trabalho. Esse dado desnuda o quão longe ainda estamos de ser um país desenvolvido", diz Sérgio Mendonça, supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O economista destaca que os principais setores contratantes da economia são os que pagam menos, como o de serviços, comércio e construção civil.

Serviços

Das vagas abertas nos primeiros quatro meses de 2011, 47% estão no segmento de serviços (382.321), enquanto na indústria da transformação - setor que, segundo Mendonça, costuma pagar entre dois a três mínimos - o saldo positivo é 53% menor, de 179.066 vagas, que representam 22% do total do primeiro quadrimestre do ano.

No mesmo período de 2010, do total de vagas criadas, 36% foram geradas no setor de serviços (346.474), e 29% na indústria da transformação (287.443 postos). João Saboia, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e especialista em mercado de trabalho, afirma que nos últimos cinco anos, de cada três empregos criados, um foi gerado pela construção civil.

Além disso, segundo Alcides Leite, professor de economia da Trevisan Escola de Negócios, as empresas mantêm muitas alternativas fora da formalidade para contratar mão de obra especializada, porque o custo tributário desse trabalhador é muito alto. "A tentativa de fuga desses tributos sobre o trabalho é feita principalmente por parte do próprio empregado, por conta do Imposto de Renda", comenta Leite.

Novidade boa

Saboia, da UFRJ, lembra que esses movimentos não são novidade. "A novidade é o crescimento da geração de emprego com carteira assinada e a taxa de desemprego baixa. Isso é positivo." Os economistas também explicam que o efeito estatístico do reajuste do mínimo aumenta o saldo positivo nas faixas salariais inferiores, o que não é ruim do ponto de vista da formalização do mercado de trabalho e da consequente maior proteção que o trabalhador passa a ter com sua carteira assinada, além do ganho real de renda.

Mendonça observa que o salário mínimo, hoje em R$ 545, acumulou aumento 53% acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) desde 2003. Com reajuste de cerca de 14% do mínimo em vista para 2012, a fatia dos que ganham salários até dois mínimos deve engrossar ainda mais no próximo ano, o que, para os especialistas consultados, não é necessariamente uma situação negativa.

"O importante é que o salário mínimo vem crescendo acima da inflação, fazendo com que o piso também venha crescendo. Isso faz com que as pessoas vivam melhor, ajudando a corrigir o erro histórico de concentração de renda do país", defende Leite, da Trevisan.

Fonte: Valor Online

Os galileus - Portal Vermelho

Os galileus - Portal Vermelho - Marco Albertim *


No ano de 1954, Zé Hortência foi o único a não pagar o foro de seis mil cruzeiros do Engenho Galileia. Não pagou o do seu bolso, posto que a soma era inteirada pela paga de cada uma das 140 famílias. O dono do engenho recebeu quase tudo, mas o brim cáqui deu conta de um oco no bolso fundo de sua calça. Com a mão direita no bolso, percorreu com os dedos as notas dobradas; palpando-as, sentiu a desinquietação nos dedos. Não ameaçou Zé Hortência de expulsão, mas olhou para a piçarra de acesso à estrada de terra batida; depois para as pernas do foreiro, ajuizando-as aprumadas para o rumo da retirância.

Zé Hortência pensou em dizer que a paga seria feita no ano seguinte, junto com o foro do ano entrante. Dois foros para compensar a espera do proprietário. Reteve o impulso na goela que, a custo, engoliu o cuspe grosso. O homem deu as costas, repondo o chapéu de feltro sobre a testa; a descarga de ameaças fora recolhida.

Todo o engenho fora avaliado em 10 mil cruzeiros. No cartório, o tabelião dera fé ao dito do proprietário, inda que sem a certidão de medição do agrimensor. E o foro, anual, pago acima da metade do ajuizado por um sesmeiro.

“Como é que nós vamos fazer!? – inquiriu-se a mulher de Zé Hortência. “Não vamos fazer... Quem vai fazer é a Liga.”! – ajuntou ele.

O ano não fora de abundância, mas as famílias, cada uma, encheram cuias de feijão; feijão brocado mas vendido a um preço módico na feira de Vitória de Santo Antão. A sobra dera para a sustância dos corpos de rijeza magra. Zé Hortência, a mulher e dois filhos, no zelo do que lhes coubera da urdidura do proprietário, comeram o da panela recoberta de tisna. Mas no adiantado da recém-prenhez de Murta – na pia de água-benta, assim fora batizada a mulher de Zé Hortência -, ele alugou a mão de obra de um desconhecido com mulher e filho, ou conhecido por não ter posse nem o direito a pagar foro. A paga pelo uso da terra sumira na fumaça fugidia das panelas; das panelas e das toras de lenha virando brasa.

A duas horas dali, Zé Hortência pediu audiência na Liga de Iputinga. Zé dos Prazeres, o presidente, ouviu-o com paciência de aluno pobre, com disposição para aprender. Zé Hortência lhe propôs que fosse criada uma sociedade pelos foreiros, para a compra do Engenho Galileia.

Zé dos Prazeres julgou-o de alto a baixo, julgando-o o autor de um propósito pioneiro. “Aprovo!”

Na reunião do Partido, mais que a novidade, distinguiu em Zé Hortência um militante posto no prumo do Engenho Galileia. “Se tudo der certo, as 140 famílias vão se sentir abrigadas no Partido Comunista.” Zé Hortência, confiando no presidente da Liga Camponesa, confiou-se na guarda do Partido.

No mesmo ano, foi fundada a Sociedade Agrícola de Plantadores e Pecuaristas de Pernambuco. Na vice-presidência, Zezé da Galileia. Na presidência, Oscar Beltrão, dono do engenho; inda que presidente honorário, o proprietário não se urdiu nas conjuras de expropriação de sua própria terra. Os galileus, ajuizando-se com pouca força, queriam-no ali sem despregar os olhos de seus passos.

No mesmo cartório do registro da escritura do engenho, a SAPPP registrou-se como sociedade para auxílio funerário, construção de escolas e compra de enxadas, foices, estrovengas. A contratação de uma professora para o ensino sob as telha de uma casa de farinha, foi proibida por Oscar Beltrão.

- Mas isso é por lei – objetou Zé dos Prazeres.

- O senhor não é daqui!- o proprietário vira em Zé dos Prazeres um comunista, no discurso de posse na diretoria.

Também proibiu o desconto de despesas com enterros de morto do engenho, na paga do foro. Beltrão chamou a polícia. A diretoria foi intimada à delegacia. Afastou-se de vez, ele, quando Murta disse ao repórter que viera de São Paulo: “A gente enterra defunto com mortalha de papel.”

* Menção honrosa dos Prêmios Literários da Cidade do Recife, com o livro Um presente para o papa e outros contos. Integra as antologias de contos Recife conta o Natal e Panor

A síndrome de Weimar - Portal Vermelho

A síndrome de Weimar - Portal Vermelho
Eduardo Bomfim *

A situação da Grécia vai ficando cada vez mais insustentável, principalmente no cenário social. Já são diárias as manifestações populares contra as violentas políticas de cortes nos direitos sociais, receituário do FMI, para tentar conter a queda desembestada, ladeira abaixo, de uma economia na UTI e sem os sinais vitais de recuperação.

O governo grego procura jogar nas costas dos trabalhadores, classe média, e até setores intermediários da burguesia, o ônus de uma crise cujos verdadeiros responsáveis são os chamados bancos de investimentos.

Um eufemismo para o capital rentista e parasitário que através de sucessivos ataques especulativos detonaram literalmente a sofrível economia da Grécia que tem como uma das principais pilastras de sustentação um volumoso turismo internacional.

A Grécia não tem nenhuma condição de saldar os empréstimos recebidos da União Europeia para a recuperação de uma derrocada econômica total, cuja dívida pública já ultrapassa mais de 140% do seu PIB, o produto interno bruto.

Mas a questão é que esse quadro poderá levar de roldão todas as economias da União Europeia onde várias nações também caminham a passos largos para a inadimplência total a exemplo de Portugal, Irlanda, Espanha, Itália etc. A velha Europa vai mergulhar na recessão generalizada.

Portanto o que está em jogo é a dissolução da União Europeia e do Euro como moeda. Assim a gravidade da realidade ultrapassa o plano técnico ou simplesmente monetário, como desejam fazer crer a grande mídia monopolista global e brasileira, e assume o contexto de uma seríssima encruzilhada política.

As medidas tomadas pelos governos europeus contra a epidemia da crise financeira, cuja origem se encontra na recessão da economia norte-americana, na orgia promovida pelos seus bancos de investimentos, são contra o povo europeu, os trabalhadores, aposentados etc.

O resultado são as taxas de desemprego que assolam o continente, onde só na Espanha, mais de 40% dos trabalhadores jovens estão desempregados. Mas a resposta das elites da Europa à crise tem sido mais arrocho e mais repressão.

Por isso, os analistas políticos começam a fazer analogias dessa situação atual com a república de Weimar na Alemanha, ante-sala da Segunda Guerra mundial. Porque os sintomas se assemelham, o pavor às lutas sociais, o colapso econômico, o desemprego geral e uma tendência ao fascismo.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Mesa Redonda Rádio Nacional, Rodrigo Viana, Erundina e Paulo Vinícius - 17/06/2011 - Democratização da Comunicação e o II Encontro de Blogueiros Progressistas



Moçada, por sugestão de Nivaldo Santana, na sexta-feira passada, dia 17 de junho, participei do programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, em função do blog Coletivizando, a debater Democratização da Comunicação e

II Encontro Nacional dos Blogueiros progressistas, com a ilustre companhia da Deputada Federal Luiza Erundina (PSB-SP) e de Rodrigo Viana, do Blog o Escrevinhador,

Muito legal haver no deserto mental alienante e mal intencionado da imprensa brasileira espaços públicos como a EBC e programas como o Revista Brasil, que vale a pena assistir, e está disponível on line.


Revista Brasil (de segunda a sábado, das 8h às 10h)
Apresentação: Walter LimaProdução: Kátia Oliveira/Harrison ReisProdução de estúdio: Eliana Nascimentohttp://www.4shared.com/audio/qOCmP0Va/Mesa_Redonda_Rdio_Nacional_Rod.html?

sábado, 18 de junho de 2011

Veja agora o 2º Encontro Nacional dos Blogueiros Progressistas - Portal Vermelho

Veja agora o 2º Encontro Nacional dos Blogueiros Progressistas - Portal Vermelho

A Rede Brasil Atual e a Rede TVT transmitem em tempo real, desde sexta-feira (17), o 2º Encontro Nacional dos Blogueiros Progressistas (BlogProg), direto do auditório da CNTC (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio), em Brasília. Neste sábado, a transmissão começa com a discussão sobre mídia e a luta por um novo marco regulatório da comunicação.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Chile: Protesto contra Piñera reúne milhares de estudantes e professores

Chile: Protesto contra Piñera reúne milhares de estudantes e professores
A imagem mais imponente que se repetirá nesta sexta-feira (17) nas capas de todos os jornais chilenos serão as 70 mil pessoas, segundo cifras oficiais (100 mil, segundo os manifestantes), que nesta quinta (16) saíram para protestar na principal avenida de Santiago: a Alameda.
A cena se repetiu em Valparaíso, Concepción, Temuco, Valdivia, Arica, San Antonio, Chillán e Antofagasta, as mais importantes cidades chilenas e onde a cidadania se encarregou – mais uma vez – de recordar ao governo direitista de Sebastian Piñera que há descontentamento, frustração e raiva; que o governo de excelência que prometeram não existe.

A convocatória da Confederação de Estudantes do Chile (Confech), que agrupa a todas as universidades tradicionais do país, juntamente com o Colégio de Professores, superou todas as expectativas, que giravam em torno de 20 mil pessoas. Mas pouco a pouco, por volta das 11 horas, começou a chegar muita gente à Praça Itália, lugar que separa a Santiago mais rica da cidade da classe média e centro nevrálgico de manifestações na capital.
Em seguida, a massa humana caminhou tranquilamente até a Praça dos Heróis, muito próximo do Palácio de La Moneda. Ali se realizou um ato central, os discursos foram pronunciados quase nas barbas no ministro da Educação, Joaquín Lavín, e do próprio Piñera.

A manifestação de ontem une-se a outras marchas convocadas pelos ambientalistas e onde a cidadania em geral participou no rechaço ao projeto que pretende construir hidroelétricas na Patagônia, e ao menos massivo, mas também muito significativo, protesto dos estudantes secundaristas realizado na semana passada e quem reuniu cerca de 7 mil “pinguins” (apelido desses estudantes).
O “tac tac” dos passos soava em uníssono, enquanto a maré humana avançava sob o olhar atento dos carabineiros que esperavam o primeiro sinal de desordem para reprimir. A longa fila estava colorida de diversos cartazes, faixas, lenços e batucadas, deixando claro, ruidosamente, o descontentamento com a educação pública e exigindo mudanças como o fim do lucro nas escolas, maior igualdade e gratuidade no ensino.

"Mais democracia"

Um dos rostos visíveis era de Jaime Gajardo, presidente do Colégio de Professores, secundado por Camila Vallejos, presidenta da Federação de Estudantes da Universidade do Chile (FECH) e por um grande número de estudantes secundaristas que, desde a semana passada, se mantêm mobilizados ocupando quase 240 estabelecimentos escolares e se negando a suspender as ocupações para sentar-se e conversar como propôs o governo.

“Exigimos o mesmo, educação pública para o Chile, pelo fim do lucro na educação, que o Estado recupere seu papel, que se privilegie o público sobre o privado, mais democracia nas escolas e universidades e que se avance rumo a uma educação de qualidade e não elitista como é agora”, detalhou Gajardo.

Neste sentido, fez uma comparação com a grande rebelião contra o sistema educacional protagonizada em 2006 pelos estudantes secundaristas, fato conhecido como “puingüinazo” e que custou a cabeça de um ministro, pôs em xeque a administração de Bachelet e conseguiu colocar na agenda política do país o tema educacional.

“A diferença é que, agora, participam todos os setores da educação”, disse ainda Gajardo. “Aqui se expressa o movimento social, uma expressão que é transversal, legítima, de mais de 100 mil manifestantes”, acrescentou Camila Vallejos. “Alguns disseram que o povo não quer manifestações, mas hoje são mais de 100 mil pessoas dizendo que querem se manifestar, sim, que querem participar para recuperar a educação pública e para que o Estado assuma seu papel de garantir o direito à educação”, agregou.

A dirigente universitária disse ainda que “hoje não nos serve dialogar porque as coisas são claras. Nós exigimos que se respeite a lei, que diz que não se pode lucrar com a educação e isso não está sendo respeitado e não tem havido vontade política para que seja respeitada”.
No ato central estiveram presentes representantes da oposição e dos ecologistas. “É como se todo o Chile estivesse na marcha. Há gente de todo tipo que está reclamando, isso me parece maravilhoso”, sustentou María José, uma jornalista recém egressa de uma universidade privada e que está desempregada. José Luis, motorista de caminhão, de passagem por Santiago, afirmou: “Tenho quatro filhos e só posso pagar universidade para um, o resto deverá começar a trabalhar assim que puder. Por isso venho reclamar e apoiar esses jovens”. Mas como tem sido a tônica das últimas manifestações, grupos isolados de manifestantes se enfrentaram com os carabineiros, que os reprimiu com cassetetes, jatos de água e bombas de gás lacrimogêneo, em plena Alameda, próximo ao Ministério da Educação.
As desordens se aproximaram do Palácio de La Monde onde alguns “encapuzados” lançaram pedras, paus e bombas molotov contra o pessoal das Forças Especiais.
Agora os estudantes avaliam a marcha e seguem analisando os caminhos a seguir, uma jornada que está longe de ser concluída, enquanto as portas do Ministério da Educação não se abram sem condições.

Fonte: Página 12

O Senador Inácio Arruda concedeu entrevista exclusiva ao Portal CTB:

"Temos uma massa gigantesca de trabalhadores sem acesso ao mercado de trabalho, por não estar qualificada"


10/06/2011


Inácio Arruda nasceu em Fortaleza, CE, em maio de 1957, iniciou sua vida pública nos anos 80, como presidente da Associação dos Moradores do Bairro Dias Macedo e logo em seguida, presidente da Federação de Bairros e Favelas de Fortaleza. Daí em diante não parou mais. Já filiado ao Partido Comunista do Brasil - PCdoB, desde 1981, foi eleito em 1988, vereador de Fortaleza, em 1990, deputado estadual e em 1994, deputado federal, se reelegendo em 1998 e 2002. Na última eleição para a Câmara Federal, Inácio recebeu mais de 300 mil votos, sendo o deputado federal mais votado em toda a história do Ceará. Inácio também disputou a prefeitura de Fortaleza em 2000 e em 2004. Em 2006, foi eleito Senador do Ceará.
Em todos esses anos como deputados federal e senador, Inácio Arruda vem fazendo parte da lista dos 100 parlamentares mais influentes no Congresso Nacional, escolhidos pelo DIAP – Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar. Durante os três mandatos como deputado federal, Inácio Arruda se destacou na defesa de projetos pela reforma urbana e na luta pelos direitos dos trabalhadores, conseguindo aprovar o substitutivo da Redução da Jornada de Trabalho, PEC 231/95.

Foi o relator da Medida Provisória 292, editada pelo Governo Federal, com o objetivo de acelerar o processo de regularização fundiária de áreas de propriedade da União.

Inácio Arruda no Senado Federal com toda a experiência adquirida nos mandatos anteriores (vereador, deputado estadual e federal), vem se destacando na busca pelo desenvolvimento da Região Nordeste, e tem como característica principal uma forte ligação com os movimentos sociais, culturais e econômicos do país.

O Senador Inácio Arruda concedeu entrevista exclusiva ao Portal CTB:


Portal CTB: Quais as percalços e peculiaridades desses 15 anos do Projeto de Emenda Constitucional, PEC 231/95, de sua autoria, que estabelece a redução da Jornada de trabalho?

Inácio Arruda: A emenda constitucional da redução da jornada de trabalho é uma daquelas que põem em praticamente lados opostos, capital e trabalho, reduzir a jornada de trabalho sempre é um processo longo. Se a gente relembrar e comparar com o século 19, e depois no século 20, no caso brasileiro.

Em 1988, tivemos uma discussão intensa na Constituinte, a proposta nossa era para redução da jornada em 40 horas, mas ficamos no meio do caminho, e descemos de 48 para 44 horas, essa batalha agora volta imediatamente.
Se voltou a discutir a redução para 40 horas. Por quê? Porque os ganhos de produtividade são extraordinários e muito elevados, hoje com a velocidade da comunicação, e automação em escala gigantesca, não existe setor na economia, nenhum, nem o setor primário, nem o setor industrial, o secundário, nem o setor terciário da economia, comércio, serviços, etc, que a tecnologia não tenha entrado forma avassaladora. Não existe nenhum setor da economia que não se tenha o uso alargado da tecnologia e também dos meios de comunicação de massa.
E consequentemente esse s avanços provocam um acumulo extra de trabalho, fora do local de trabalho, o trabalhador na maioria dos casos sai do local de trabalho com algum tipo de aparelho, continua trabalhando, fazendo até propaganda indireta da empresa, sem o trabalhador receber nada por esse tempo adicional de trabalho.

Como é que fica? Como fica o mundo do trabalho? Teríamos que reduzir até mais drasticamente a jornada de trabalho, mas temos forte resistência de alguns setores, principalmente o de serviços e indústrias, ainda você tem resistência. Mesmo assim nós conseguimos numa longa jornada, temos uma emenda constitucional. Apresentei a emenda constitucional em 1995, a PEC 231/95, nós estamos em uma batalha de convencimento do Congresso Nacional desde essa época.
Depois de passar pela Comissão de Justiça, onde tivemos apoio de vários partidos, depois de um longo período de debate, no final em 2009 para 2010, conseguimos a provação na Comissão Especial, que é o mérito da emenda constitucional, depois de ouvir a FIESP, CNI, Confederação do Comércio, as Centrais Sindicais dos Trabalhadores, depois de ouvir todos os setores, ouvimos os acadêmicos, os que defendem o patronato e os que defendem os trabalhadores.
Depois dessa movimentação toda conseguimos a aprovação por unanimidade na Comissão Especial, e isso deu um certo susto no setor patronal, que reagiu com matérias na grande imprensa, na TV Globo, na Folha de S. Paulo, contestando aquela decisão, estranhando a unanimidade da decisão dos parlamentares, que causou uma forte pressão sobre o presidente da Câmara dos deputados, que na época era Michel Temer, que propôs mudar a decisão da Comissão, o que não era possível porque não existia nenhuma emenda ao projeto que justificasse qualquer mudança. Não tinha aonde se apegar para alterar a emenda.
Como não tinha nenhuma justificativa legal, após a pressão, ele arguiu a mim e a todos os parlamentares a para alterar a emenda, recuou pedindo para adiar a votação, já que estava pronta para ser votada, justificando que poderia contaminar o processo eleitoral de 2010, e segurou a votação da PC 231/95.
Portal CTB: Que expectativa pode ter a classe trabalhadora para que este ano seja votada a PEC que reduz a jornada de 44 horas para 40 horas?

Inácio Arruda: Este ano temos uma peculiaridade, o presidente da Câmara, evidente que ele preside uma casa que tem as opiniões das mais diversas, mas trata-se de um metalúrgico. Um sindicalista com histórico de atuação em sindicatos do Rio Grande do Sul, então a sua responsabilidade em frente à história do movimento social brasileiro é intensa e muito grande, e temos que analisar sobre essa ótica, decisão de votar essa matéria.
Após as eleições do ano passado o Congresso também mudou, tanto o Senado como a Câmara dos Deputados, então o trabalho dos sindicalistas com cada parlamentar, é imprescindível neste ano. Todas as centrais se uniram e foram buscar apoio dos parlamentares, como o patronato também fez.
O trabalho de convencimento individual, você tem a ação grande massiva e mobilizadora, ainda mais em um país grande como o nosso, em cima de um tema como esse, que não é fácil a mobilização. Porque todo mundo é muito imediato e já que ver resultados.
Portal CTB: Qual seria o grande argumento para convencer quem ainda está indeciso?

Inácio Arruda: Muitos parlamentares têm opinião distinta, mesmo sendo da base aliada de apoio ao governo, tem uma postura muito conservadora, a movimentação política pode conquistar indecisos, até dentro do próprio PT. Os atores políticos da nova legislatura mudaram e os trabalhadores e suas entidades representativas precisam mudar também.
Conversar com cada parlamentar novamente, tentar demover essa posição conservadora de muitos, fazendo com que esses parlamentares enxerguem que a redução da jornada de trabalho é uma grande conquista social, e que melhora a qualidade de vida do trabalhador, e que aumenta a possibilidade de empregabilidade, na situação favorável.
Portal CTB: Alguns setores da economia dizem que a emenda não precisa ser aprovada porque estamos no pleno emprego. O senhor concorda com este argumento?

Inácio Arruda: Não é verdade, não temos pleno emprego no Brasil, temos sim, uma massa gigantesca de trabalhadores que não tem condições de acessar uma parte importante do novo mercado de trabalho, por não estar qualificada, tá fora do mercado, não tem condições de trabalhar, e alguns ficam desempregados porque determinadas áreas do mercado de trabalho se reduzem a tecnologia avança e muitos ficam fora, não acompanham a evolução.
A economia brasileira vem registrando crescimento acima da média de muitos países, até de países europeus, acho que momento é muito favorável para a diminuição da jornada de trabalho, é no momento de ascensão da economia, que podemos ter maiores ganhos, para o conjunto dos trabalhadores, homens e mulheres que precisam de mais tempo, que precisam de mais tempo para cuidar da família, para ficar mais próximos dos filhos, e ainda tempo par poder ter uma qualificação melhor de sua atividade profissional, de poder ter atividade cultural e compreender a realidade brasileira. Os trabalhadores querem conhecer mais e ter acesso a tudo que às vezes lhe é impossível.
Celso Jardim – Portal CTB

Dias de muito trabalho: Pernambuco e Paraíba







Reunião na sede da CTB: Fitmetal, rurais, indústria do papel, professores, metroviários presentes.

Paulo Vinícius


Recife e o Capibaribe

Cheguei no Recife às 00h15 desta quarta, e ainda fomos tomar umas, eu e o William, Secretário de Juventude da CTB-PE e professor, para atualizar a prosa. Grande contentamento com a filiação do SINPRO-PE à CTB, visível na nossa militância classista. Fui muito bem recebido por William Meneses, Jackson Bezerra, Ossi Ferreira Geraldo Vilar. Geraldo, meu irmão de casa em São Paulo, quando éramos da executiva da UNE, vai ser papai de uma menina e casa agora em julho. Brilhante conhecedor do jurídico, Defensor Público, concorre à Associação Nacional dos Defensores Públicos! Ossi, em casa, e no Gabinete de Luciana Santos, pensa longe e executa. Jackson Bezerra assume grandes responsabilidades no SINPRO e não abandona seu compromisso com a juventude trabalhadora.


Tivemos importantes conversas com o coletivo e a direção da CTB. A reunião da juventude contou com o núcleo duro da direção estadual da CTB como participantes ativos, incluindo-se a Presidência e a Tesouraria, sinal de compreensão sobre a importância do trabalho juvenil. 


Por volta das 4h30 na porta da fábrica: Campanha da
Chapa 2 nos Metalúrgicos de Pernambuco

Quinta, 3h30 da manhã no caminho da panfleagem na porta da Misashi (metalúrgica) na campanha da nossa chapa  de unidade CTB-CUT ao Sindicato dos Metalúrgicos. Bom demais rever e conhecer essa moçada metalúrgica nossa. Conheci uma figura muito interessante, o metalúrgico Herbert, vice-prefeito comunista de Igarassú, conversando com seus companheiros de trabalho e pedindo votos para a nossa Chapa 2. Gente boníssima.




E o Willian, além da agenda produtiva que fez, ainda arranjou tempo e boa vontade para me levar ao Castelo Brennand, impactante museu sobre a presença holandesa no Brasil e tudo que vc puder imaginar da Idade Média Européia e artes. Indescritível, aguardem as fotos.



Em Patos (PB), cheguei 4h30 e, agora, estou com José Gonçalves, Presidente da CTB, preparando encontro estadual. O cabra é arrojado: a cidade tem vários espaços com a logo da CTB, o Estado tem seis sedes regionais. Em duas rádios da Paraíba, falei sobre o Encontro da juventude da CTB-PB e nossa luta para incorporar a juventude no movimento sindical.

E pela manhã, graças a Nivaldo Santana, participei de um programa na Rádio Nacional AM,  sobre a democratização da mídia e o II Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, numa mesa redonda com a grande camarada deputada socialista Luíza Erundina (PSB-SP) e o Rodrigo Viana (Blog Escrevinhador).
E nosso presidente ainda me levou pra comer uma peixada maravilhosa ( e do jeito que cearense gosta, com ovo cozido!).
Apesar do sono das três madrugadas mal dormidas, confesso que eu goooooosssssto! Veja mais no http://www.coletivizando.blogspot.com/

Mudando de assunto, olhem só a seguinte imagem, que busquei pensando na Campanha Salarial dos Bancários: vejam como é preciso mudar a política econômica do Brasil!






Começa nesta sexta II BlogProg

Começa nesta sexta-feira, 17 de junho, em Brasília, o segundo Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas (II BlogProg). As atividades terão início a partir das 19h, mas o credenciamento começa às 17h. Quem não puder comparecer, pode assistir pela Internet, pois o II BlogProg será transmitido ao vivo pela Rede Brasil Atual e a Rede TVT – clique aqui.
O Encontro acontece na sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC). O endereço do local é SGAS A. W5 – Qd. 902- Bloco C – Asa Sul.

Fonte: Blog do Paraíso - http://blogdoparaiso.blogspot.com/

quarta-feira, 15 de junho de 2011

2º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas | Barão de Itararé

2º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas | Barão de Itararé

A Rede Brasil Atual e a Rede TVT transmitem ao vivo a partir desta sexta-feira (17) o segundo Encontro Nacional dos Blogueiros Progressistas (BlogProg), direto do auditório da CNTC (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio), em Brasília. Ao todo, estarão envolvidos na transmissão cerca de dez profissionais. O blogueiro Emerson Luis, do Nas Retinas e do podcast Na Varanda, participa da transmissão ao lado do editor da Rede Brasil Atual, Ricardo Negrão.

A cobertura especial começa logo na sexta-feira à noite, a partir das 19h, com as presenças confirmadas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do atual ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

No sábado, a transmissão começa logo pela manhã, com a discussão sobre mídia e a luta por um novo marco regulatório da comunicação. O encontro acaba, no domingo, com uma plenária.
Redes Sociais

A transmissão seguirá durante todo o evento, levando pelos sites entrevistas, discussões e debates. Os usuários do Twitter vão usar a hashtag #2BlogProg e o link para o ao vivo (http://bit.ly/BlogProg), além de informações nos perfis da Rede Brasil Atual e Rede TVT. Também a partir da sexta-feira estará disponível o embed para que blogueiros também possam transmitir em seus espaços as discussões.

Eduardo Guimarães: Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas | Barão de Itararé

Do Blog do Miro

Eduardo Guimarães: Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas


Éramos seis… Parece até nome de novela, mas trata-se do “quórum” auferido pela Comissão Organizadora do Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, agora em sua segunda edição. Um alto quórum, diga-se, pois as agendas dos organizadores costumam estar cheias.
Altamiro Borges, Diego Casaes, Eduardo Guimarães, Luiz Carlos Azenha, Paulo Henrique Amorim e Rodrigo Vianna reuniram-se em 31 de maio último para finalizar decisões quanto ao Encontro que ocorrerá em Brasília entre os dias 17 e 19 próximos.
Apareceu, porém, um convidado inesperado: uma garrafa de Jack Daniel’s. O bom e velho uísque ajudou a descontrair a reunião. Se este relato saiu atrasado, portanto, a culpa é do Jack.
Encontros estaduais
A Comissão Organizadora do Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas apresenta, assim, o balanço dos encontros estaduais e o que mais deliberou. Até o momento, ocorreram os encontros estaduais dos seguintes estados:
– Amazonas – 130 participantes
– Ceará – 230 participantes
– Mato Grosso – 70 participantes
– Pará – 40 participantes
– Paraíba – 130 participantes
– Paraná – 40 participantes
– Pernambuco – 310 participantes
– Rio Grande do Sul – 160 participantes
– Rio de Janeiro – 200 participantes
– Rio Grande do Norte – 30 participantes
– São Paulo – 120 participantes
Total de participantes em 11 estados: 1.460
Restam, porém, os encontros de Bahia e de Minas Gerais. Paulo Henrique Amorim deve palestrar no encontro baiano e Eduardo Guimarães e Rodrigo Vianna no encontro mineiro. Os estados do Espírito Santo e do Maranhão não tiveram condições de realizar encontros e o Distrito Federal ocupa-se do encontro nacional e, assim, tampouco realizou encontro local.
Estrutura do Encontro
A Comissão Organizadora oferecerá hospedagem, dois almoços e dois cafés da manhã para os primeiros 400 inscritos. O auditório que sediará o evento será o do Centro de Eventos e Treinamento da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC). A instituição ainda dispõe de 120 camas em seu alojamento. Outros alojamentos serão os da Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e os do Albergue da Juventude.
Haverá, ainda, assessoria do Centro de Estudos Barão de Itararé para os que excederem os 400 inscritos aos quais serão oferecidos alojamento e refeições, de forma a ajudá-los a localizar as melhores opções para tais necessidades. Sugere-se aos internautas de Brasília que nos ajudem com hospedagem solidária, ou seja, oferecendo-se para hospedar participantes de outros Estados.
É importante ressaltar que, até o último dia 31 de maio, já havia 211 inscrições, o que deixa apenas 189 vagas disponíveis. Contudo, o auditório da CNTC pode abrigar pelo menos o dobro das 400 pessoas que receberão suporte da Comissão Organizadora.
Contatos e inscrições podem ser feitos através do e-mail contato@baraodeitarare.org.br. O valor da inscrição é de R$ 60, porém estudantes pagarão apenas R$ 20. Finalmente, o evento será integralmente coberto, ao vivo, pela TV dos Trabalhadores (TVT).
Programação do Encontro
Nos próximos dias, serão colocados banner’s nos blogs da Comissão Organizadora, que poderão ser inseridos em quaisquer outros blogs interessados. Os arquivos serão disponibilizados pelo site do Barão de Itararé. Também está sendo programado, ainda para esta semana, um “tuitaço” divulgando o evento. Os blogs da Comissão Organizadora divulgarão detalhes proximamente.
A seguir, as propostas em pauta para programação do Evento – serão mesas autogestionadas, ou seja, seus organizadores é que irão prepará-las.
Sexta-feira, 17 de junho, a partir das 19 horas, cerimônia de abertura dos trabalhos e mesa com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo Silva, e a blogueira Conceição Oliveira. Em seguida, a deputada Luiza Erundina debate com os professores Fábio Konder Comparato e Venício Lima.
Sábado, 18 de junho, a partir das 9 horas, haverá uma série de oficinas autogestionadas, conforme descrição a seguir:
  • Partidos e Blogosfera – ex-ministro José Dirceu, o Presidente Nacional do PCdoB Renato Rabelo e os deputados Brizola Neto, Jean Wyllys e João Arruda – mediação José Augusto Valente
  • Sindicalismo – Artur Henrique (CUT), Luiz Mota (Fecomerciários), Nivaldo Santana (CTB), Ricardo Patah (UGT), Antonio Neto (CGTB) e Toninho Bom (Diap) – mediação Rita Casaro
  • Neutralidade na Rede – Sergio Amadeu e Marcelo Branco – mediação Diego Casaes
  • Movimentos Sociais – Ivan Pinheiro, Mario Jakobskind e Laerte – mediação Fernanda Tardin
  • Humor e Cultura – Benvindo Siqueira, senhor Cloca e o tuiteiro PorraSerra – mediação Sergio Telles
  • Jornalismo na Internet – Leandro Fortes (palestra)
  • Ferramentas de Blogs – Marcos Lemos (palestra)
  • Rede da Reforma Agrária – Gilmar Mauro (MST) e Rodrigo Vianna – mediação Igor Fellipe (MST)
  • Papel da Tecnologia na Democratização – Tatiane Pires (palestra)
  • Mulheres na Blogosfera (ainda sem integrantes)
  • Radiodifusão Comunitária – TVT, Abraço, Abccom (representantes por indicar)
  • Militância Digital – Eduardo Guimarães (palestra)
  • Como Enfrentar o Facebook – Luiz Carlos Azenha (palestra)
A presença do ex-presidente Lula está prevista, inicialmente, para o fim da tarde de sábado, 18 de junho. Há, ainda, sugestão que Jack Daniel’s fez à Comissão Organizadora sobre algumas mesas de debates:
– Cinema Nacional – Senhor Cloaca e Ali Kamel
– Financiamento de Campanha – Paulo Henrique Amorim e o ministro Antonio Palocci
– Cultura & Civilização – Renato Rovai e a ministra Ana de Hollanda.
– Teoria da Dependência Revisitada: Adorno e a Larica – ex-presidente Fernando Henrique Cardoso
Domingo, 19 de junho, serão discutidos os termos da Carta de Brasília (documento final do Encontro), a continuidade do Movimento, algumas substituições na Comissão Organizadora Nacional e palestra do blogueiro Rodrigo Vianna sobre cooperativa de blogueiros para financiar assessoria jurídica para os que forem alvo de ações na Justiça, além da apresentação de Diego Casaes no estilo do Otoridades e do Threatened Voices, o mapa dos Blogueiros Perseguidos, sob ameaça física ou jurídica, em todo o Brasil.
Financiamento do Evento
A Comissão Organizadora tem se empenhado para arreacadar os recursos necessários ao financiamento de tudo o que foi exposto. Contudo, apesar dos apoios de sindicatos, empresas e das doações dos blogueiros, ainda não foi possível “fechar a conta” do evento. Abaixo, a relação dos Amigos da Blogosfera que já apoiaram o evento com doações: CTB, UGT, NCST, CGTB, Sintaema, Sintratel, Fundação Maurício Grabois, Fundação Perseu Abramo, Viomundo, Escrevinhador, Revista Fórum
Diante das dificuldades que ainda restam para amealhar os recursos necessários, a Comissão Organizadora do Encontro Nacional dos Blogueiros Progressistas apela aos leitores da blogosfera que eventualmente não pretendam participar do evento, mas que apóiam a iniciativa, que ofereçam doações de qualquer valor que julgarem que podem dispor. Basta escrever para o email contato@baraodeitarare.org.br pedindo informações sobre como contribuir.
Aviso: a Comissão Organizadora declara que ninguém além de seus membros está autorizado a fazer arrecadações em nome do Centro de Estudos Barão de Itararé e para outro fim que não seja o Encontro Nacional.
—–
COMISSÃO ORGANIZADORA
Altamiro Borges
Conceição Lemes
Conceição Oliveira
Diego Casaes
Eduardo Guimarães
Luis Nassif
Luiz Carlos Azenha
Paulo Henrique Amorim
Rodrigo Vianna
Renato Rovai
(Blog da Cidadania)

Rádio Nacional faz programa sobre o II Encontro de Blogueiros Progressistas





Moçada, por sugestão de Nivaldo Santana, nesta sexta-feira, 17 de junho,
às 9h20 serei um dos entrevistados do programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, em função do blog Coletivizando, a debater o 
II Encontro Nacional dos Blogueiros progressistas, com a ilustre companhia da Deputada Federal Luiza Erundina (PSB-SP) e de Altamiro Borges do barão de Itararé.





Quem desejar acompanhar, entre no portal da Rádio Nacional na sexta, 17/06, de 08h00 às 10h00:

http://www.radionacional.am.br/
Revista Brasil (de segunda a sábado, das 8h às 10h)
Apresentação: Walter LimaProdução: Kátia Oliveira/Harrison ReisProdução de estúdio: Eliana Nascimento

Segunda despedida


Paulo Vinícius


A vida é boa. As coisas acontecem com uma força própria. Imensas mudanças se dão de modo arrebatador, mesmo quando silentes, ainda que não nos apercebamos, mesmo que não estejamos preparados. 

Eu nunca fiz festas de meus aniversários, exceto em mui tenra idade - portanto, fizeram-nas. O rigor financeiro milagroso e espartano de meus pais não ligou o nosso amor a este rito em particular. O adorado bolo mole de queijo e a ternura de minha mãe, e mesmo o silêncio aparentemente imune de meu pai para essas coisas sempre nos gritaram que amor jamais faltaria, mesmo que faltasse a festa. O mais importante do aniversário são aqueles que amamos estarem conosco.

Mas esse ano, pela conjunção das efemérides, decidi comemorar. Afinal, em maio completei 34 anos de vida, vinte dos quais comunista. E como minha filha fez seus dois aninhos nesse principio de junho, pensei comigo: "Há que celebrar!" 

Uma razão a mais se impunha, ainda que dolorosa, mas não incomum para os da nossa fôrma. A sina errante dos cearenses, a generosidade de minha mãe e irmão e a força irresistível de minha filha nos tangem a viver em Brasília, os vivos juntos outra vez.  Nos oito anos em que vivo longe da Loira Desposada do Sol,  como o muçulmano se volta para Meca, meu coração se volve todos os dias à Fortaleza amada. Mas há concretamente um trecho inexplorado  e incerto a percorrer, na cidade em que meu pai e avô também pingaram seu suor para erguer esse feito ímpar do Brasil, Brasília. Como predicava o Padim Ciço, "primeiro a obrigação, e depois a devoção".

A festa foi ótima. Rimos bastante e eu até ganhei um carrinho vermelho - claro - da Ana Lúcia, minha primeira secretária de juventude. Claro que sabíamos tudo o que significava aquele fim de tarde, lado a lado, os que militaram comigo desde a adolescência, amigos que viraram família nas duras lidas militantes, na doce boemia estudantil alencarina, na solidariedade tão especial que faz dos comunistas gente boa e querida. Nem uma palavra precisou ser dita sobre a segunda despedida.

Não pude conversar o tanto que queria, nem ver a todos(as) tão amados, só três dias não mo permitiram. A consternação dos poucos que nos desencontramos foi mais que capaz de justificar as ausências. E dado o pungente do momento, só mesmo Mariana poderia irradiar irreverência para todos os lados, poupando-me do vexame quase certo de meu coração manteiga. Cumpriu magistralmente seu mister. Ela jamais estivera comigo em minha terra natal, meus amigos não a  conheciam, e isso ajudou, porque na verdade o aniversário foi para ela.

A vida é boa e arrebatadora.  Mas eu volto. O mundo é até pequeno. Grande é o coração da gente.

Congresso aprova filiação do Sinpro à CTB - Portal Vermelho

Congresso aprova filiação do Sinpro à CTB - Portal Vermelho

Professores do Setor Privado de Ensino e da Rede Municipal do Interior do Estado de Pernambuco encerraram, na manhã deste domingo (12), o VI Congresso Estadual Extraordinário do Sinpro PE – Consinpro, realizado em Garanhuns. Considerada a edição mais importante, delegados e delegadas presentes aprovaram, por aclamação, a desfiliação da entidade à CUT e Filiação a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB, além da reforma estatutária e das prioridades da categoria sobre educação.



Foto: Paulo Carrera

Durante dois dias, professores de diversos setores participaram de palestras debates e grupos de trabalho, onde foram formuladas e sugeridas as propostas sobre educação, organização sindical e reforma estatutária, todas votadas na plenária final realizada nesta manhã.

Para o coordenador político da entidade, Jackson Bezerra, este congresso foi, sem dúvidas, histórico e importante para o avanço da democracia e para luta dos trabalhadores. “A filiação do Sinpro à CTB é um momento que vai ficar na memória de todos. Significa avanço na luta dos professores brasileiros”, disse.

“Nossa reforma estatutária vai transformar o Sinpro em uma entidade cada vez mais democrática e pautada na luta de classe, porque é assim que se constrói a democracia e o avanço dos movimentos sociais”, falou o coordenador Fábio Emmanuel.

Sobre educação, os professores debateram violência nas escolas, saúde do professor, universalização do ensino básico, além da luta por uma educação pública, de qualidade e laica, além da regulamentação do ensino privado. Na reforma estatutária, os docentes fizeram contribuições para construção de um novo modelo de estatuto da entidade, fortalecendo um movimento sindical mais democrático e participativo. No grupo de Organização Sindical, a unicidade sindical e a importância de combater o divisionismo de categorias foram os principais pontos.

Situação dos professores depois da greve

Por aclamação, professores do Setor Privado de Ensino suspenderam a greve e decidiram voltar às aulas nesta segunda-feira (13). Em assembléia realizada na sexta (10), na sede do Sinpro, a categoria votou e aprovou a proposta apresentada pelo Sinepe – Sindicato Patronal – considerada como o maior reajuste percentual de todo Nordeste do País dado à rede particular.



Em relação aos professores que ganham o piso, o reajuste aprovado foi de 10% retroativo a abril até dezembro de 2011, mais 2,86% de janeiro à março de 2012 para o Nível I(Infantil e Fundamental I), o que reajusta a hora aula de R$4,43 para R$5 até março. Para o Nível II (Fundamental II e Nível Médio), o reajuste foi de 10% retroativo de abril de 2011 até março de 2012, subindo de R$5,82 para R$6,40. Já os professores que ganham acima do piso terão reajuste e ganho real de 7% em cima do INPC de abril de 2011 até março de 2012 – antes o índice era de 6,31.

Além dos ganhos no piso, o Sinepe considerou 16 solicitações dos professores, entre elas, manutenção das cláusulas já existentes na Convenção Coletiva anterior, redução do desconto de vale transporte de 6% para 5%, participação no planejamento pedagógico escolar, proibição da alteração da caderneta escolar sem permissão do docente, regulamentação do CIPA, manutenção da bolsa de 50% para filhos de professores que estudem em escolas onde o docente não ensina, garantia de hora-extra para o educador que participar de atividades culturais e recreativas fora do seu horário, abono de falta para participação das assembleias sindicais ilimitado, dentre outros.

Para a coordenação do movimento, a categoria foi vitoriosa não apenas pelas cláusulas acatadas, mas pelo fortalecimento da categoria, que mostrou força e parou as principais escolas. “Mostramos que não somos invisíveis e debatemos com a sociedade como vivemos em sala de aula. Dentre muitos ganhos, este foi o maior de todos. Vamos continuar fortalecidos para garantirmos dignidade e respeito na nossa profissão”, disse Jackson Bezerra, coordenador político do Sinpro PE.


Fonte Site do Sinpro-pe

Coletivizando no Youtube