terça-feira, 23 de junho de 2015

Programa do Jô Soares explica corretamente prejuízos da terceirização

O posicionamento de Jô Soares sobre temas centrais da conjuntura tem despertado admiração e ódio. Afinal, num programa da Globo, por sua ação, respiram-se ares progressistas, a despeito da emissora. Admiro-o pela correção ao tratar dos temas, a qualidade jornalística, e diria até a elegância com que o fês. Mas há que louvar a coragem de o fazer. Jô poderia simplesmente passar ao largo, mas não. Ele assume posições firmes em defesa do voto popular e da democracia, ele abre seu programa para que diga a verdade sobre a Terceirização e o risco de seu aprofundamento.

Atua jornalisticamente, resgatando uma dignidade às vezes esquecida na profissão. Um jornalista de primeira, guindou seu programa da madrugada a assunto de todos, e é vítima da imbecilidade e da intolerância, do ódio da direita, que quer ameaçá-lo e calá-lo, e a todo jornalista que ouse se desvencilhar do roteiro do próprio PIG, pois ele se fez - acho que até sem querer - voz dissonante da imprensa golpista. Uma posição admirável, dizer não.

Por isso aquilo pixado na pista- simbolicamente - era a todo jornalista, toda pessoa que pensa diferente desse ódio golpista. Foi escrito um desejo de morte na calçada do Jô que é em verdade um cale-se para cada um de nós. Não são os aplausos que jornalistas do sistema recebem, quando se os pagam para mentir, prostituir sua consciência para o patrão, para pedir golpe, tudo isso pode e dá IBOPE. Mas abrir espaço para o contraditório, jamais! E quem o faz, ameaça-se para calar-lhe a voz.

Jô sai de soslaio, em vez de toma partido, reserva-se o direito de opinar como lhe aprouver, e o faz muito bem.

Isso mostra a justeza do mérito da posição do Jô Soares, que não é de apoio a governo, mas de diálogo, de respeito à democracia, e mostra o descontrole de uma oposição elitista sem projeto e cheia de rancor.

E tem nos brindado essas situações, vejam o Coletivizando compartilhando um vídeo das Meninas do Jô. Botou pra moer.

Viva, Jô Soares, viva!