quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Luiz Carlos Antero - Votar em Dilma é avançar!

Votar em Dilma Rousseff até o atual momento foi uma obrigação cívica de quem considerava inaceitável o retrocesso, em defesa dos avanços futuros. A partir de hoje passa a representar o avanço em si.

Isso acontece a partir de um fato decisivo: a mudança de rumo e tom na campanha. Da clara desmistificação, no programa de TV, de toda a montagem da farsa da corrupção que fazia recair sobre o atual governo o desastre da impunidade em mais de cinco séculos de gestão das elites brasileiras. E que agora a corrupção é evidente porque em seu governo se investiga e pune a roubalheira. 

Mas sobretudo é marcante a aberta rejeição às posições de aliança ao sistema financeiro. Na TV, Dilma teceu duras críticas à autonomia que Marina promete ao Banco Central, que passaria a ser um instrumento de maior acumulação privada dos recursos públicos, determinando os rumos da economia e do bem estar da população. 

Agora o povo brasileiro tem o sinal claro de um projeto político distinto, que reconhece: nenhum país alcança a prosperidade refém da especulação, da agiotagem, da usura e da drenagem de seus recursos rumo ao patrimônio dos bancos. Ficou estabelecido que sua campanha não se compromete e não recebe recursos dessa fonte, como ocorre nos projetos de Marina e Aécio, reféns incondicionais da ciranda financeira.