sexta-feira, 6 de abril de 2012

2ª Conferência Sobre a Emancipação da Mulher do PCdoB será em maio em Brasília

PCdoB. O Partido do socialismo.

A Secretaria Nacional da Mulher tem por atribuição desenvolver simultaneamente duas diretrizes: acompanhar e orientar o trabalho das comunistas à frente do movimento feminista e de mulheres; e transversalizar o debate e as bandeiras acerca da emancipação das mulheres em todas as esferas e frentes de atuação partidárias.

A Secretaria conta ainda com o trabalho do Fórum Nacional Permanente Sobre a Emancipação da Mulher, eleito na 1ª Conferência Nacional Sobre a Questão da Mulher conforme Art.55 do Estatuto partidário e composto pelos seguintes integrantes: Abigail Pereira; Alice Portugal; Ana Carolina Barbosa; Ana Rocha; Augusto Buonicore; Daniele Costa; Eline Jonas; Glauce Medeiros; Jô Moraes; Julieta Palmeira; Leila Márcia; Liège Rocha; Lúcia Antony; Lúcia Rincón; Marta Brandão; Mary Castro; Olívia Rangel; Olívia Santana; Raimunda Leone; Ricardo Abreu; Veruska Carvalho; Walter Sorrentino.

Secretária Nacional da Mulher: Liège Rocha

Renato Rabelo: questão de gênero é central para o PCdoB

A participação das mulheres nos órgãos de direção do PCdoB e a presença marcante das parlamentares comunistas no Congresso Nacional são alguns dos pontos abordados pelo presidente nacional do Partido, Renato Rabelo, em entrevista ao Vermelho nesta quarta-feira (4).

Por Mariana Viel, da Redação do Vermelho
O dirigente nacional chamou a atenção para a importância do envolvimento de todo o Partido na 2ª Conferência Nacional do PCdoB Sobre a Emancipação da Mulher, cuja etapa nacional acontece nos dias 18, 19 e 20 de maio, em Brasília. Ele explica que a questão de gênero tem hoje uma grande importância para o Partido e que o próprio estatuto do PCdoB estabelece a realização de conferências nacionais sobre o tema. “Essa é uma conferência que não cabe só às mulheres, mas a toda a militância do PCdoB. Somos o único Partido que dá essa importância à questão de gênero”, enfatiza.

Nos últimos anos, o PCdoB vem se caracterizando — não apenas como um Partido dos trabalhadores, que faz parte de sua própria natureza —, mas também como um representante da juventude e das mulheres. “Essa característica dá ao PCdoB essa fisionomia renovada e moderna. Vimos exatamente procurando dar margem para que a mulher exerça papéis mais importantes nas direções do Partido”.

Renato exemplifica ainda que o PCdoB possui, proporcionalmente, a maior bancada de mulheres no Congresso Nacional — representada na Câmara pelas deputadas Perpétua Almeida (AC), Alice Portugal (BA), Jô Moraes (MG), Luciana Santos (PE), Jandira Feghali (RJ) e Manuela d’Ávila (RS) e no Senado por Vanessa Grazziotin (AM). “Essa é uma marca hoje do PCdoB e temos procurado formar quadros jovens e mulheres para que haja exatamente uma participação maior ainda. A própria vice-presidência nacional do Partido é ocupada pela deputada federal Luciana Santos – líder do PCdoB na Câmara”.

O esforço do PCdoB se volta ainda para que a cota mínima de 30% de participação das mulheres nos órgãos de direção do Partido seja ultrapassada. Para o dirigente nacional, todos esses exemplos deixam claro que a questão de gênero é central nas discussões do Partido. “Essa é uma questão que compreende aqueles problemas que consideramos estruturais da realidade brasileira, de como enfrentar essa questão da igualdade de gênero e da emancipação da mulher”.

Ele alerta também para a necessidade das direções regionais se esforçarem na mobilização de toda a militância comunista na etapa estadual das conferências — que acontecem até o próximo dia 12 de maio. “Isso é fundamental para que a conferência nacional tenha ampla representatividade no Partido e para o seu êxito. Quanto maior participação nas conferências estaduais, mais respaldo e representatividade a conferência nacional terá”.