domingo, 31 de maio de 2015

Dilma: Conto com a força e fibra do PCdoB para fazer o bom combate - Portal Vermelho



Dilma: Conto com a força e fibra do PCdoB para fazer o bom combate - Portal Vermelho
A presidenta Dilma Rousseff participou da abertura da 10ª Conferência Nacional do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), nesta sexta-feira (29), em São Paulo. Em seu discurso, Dilma disse que comparecer aos eventos do partido é sempre uma oportunidade de participar de um debate político qualificado e agradeceu a lealdade e confiança da militância comunista.

Por Dayane Santos, do Portal Vermelho




Tom Dib"Sei que estou cercada de companheiros de caminhada", disse a Presidenta da República, Dilma Rousseff, na abertura da 10ª Conferência Nacional PCdoB, nesta sexta (29)

"Em meio a esta militância eu sei que estou cercada de companheiros onde posso ouvir críticas e assumir compromissos", afirmou a presidenta, enfatizando que espera contar com o partido para “fazer o bom combate”.

“Comparecer a um evento do PCdoB é sempre uma oportunidade de participar de um debate político qualificado. É também um compromisso político com uma aliança histórica. Eu sei que estou cercada de companheiros de caminhada. O PCdoB é, sem dúvida, formado por homens e mulheres fortes, com fibra... Os verdadeiros parceiros ficam conosco em momentos de desafios e estamos vivendo momentos difíceis. Tenho certeza que posso contar com o PCdoB em todos os momentos, pois nas horas difíceis é que sabemos com quem contar", disse a presidenta.

Sobre as recentes medidas econômicas do governo para enfrentar a crise, Dilma salientou que o momento exige “reconstruir o equilíbrio fiscal”.

“Estamos tentando colocar a economia na rota do crescimento e é melhor que façamos logo porque a demora atua contra a população e contra o povo", enfatizou.

Retomada do crescimento

Dilma destacou no discurso que voltar a crescer exige que governo seja capaz de tomar as medidas adequadas. “Desde a eclosão da crise, adotamos uma estratégia de fortalecer as políticas sociais, ampliamos crédito subsidiado, BNDES concedeu financiamentos e autorizamos investimentos para estados e municípios em montantes nunca antes feitos na história deste país, plagiando o presidente Lula, para preservar a renda e os empregos", brincou.

A presidenta fez questão de reafirmar que as medidas não vão afetar os investimentos dos programas sociais e de infraestrutura. Ela ressaltou que seu governo tem como prioridade a melhoria de vida das pessoas, diferentemente do que tínhamos no passado.

"Um país não faz ajustes interrompendo seus programas sociais ou de infraestrutura. Os ajustes que vamos fazer não tem o mesmo padrão dos realizados antes do governo Lula, não temos como voltar atrás, não fazemos ajuste gastando mais, mas não vamos interromper os programas sociais e de infraestrutura. Este é o desafio do governo e, por isso, é preciso rapidez na implantação dos ajustes para conquistar o reequilíbrio fiscal", defendeu a presidenta.

Reforma política e maioridade penal

Dilma também ressaltou que o país precisa de uma reforma política para fortalecer os partidos e defendeu o fim do financiamento empresarial de campanhas. “Temo que isso esteja sendo postergado. Temo que tenhamos extrema dificuldade de aprovar isso”, expressou.

Ao se posicionar contra a redução da maioridade penal, a presidenta advertiu que há um conservadorismo muito perigoso em curso no país. "Que se penalize o adulto e usa a criança como escuda para cometer crimes, mas resolver a questão da violência do menor com internação em prisões, não resolve", enfatizou Dilma.

A presidenta também afirmou que para dar o salto de qualidade na educação e na saúde exige-se que o governo faça grandes aportes. Ela lembrou que no caso da Educação, o pré-sal cumprirá um importante papel, mas salientou que mesmo com a destinação de 25% do fundo do pré-sal para a saúde, ainda não será suficiente. Neste momento, alguém da plateia gritou: "CPMF neles!". E ela respondeu: "Não sou eu quem está dizendo".

Renato Rabelo: Irmão de luta

Dilma resgatou a trajetória de lutas do PCdoB, que completou 93 anos em março. "Muitos partidos ficaram para trás ou ao invés de crescerem, encolheram. O PCdoB, sem abrir mão de seus ideais, da sua bandeira vermelha, dos seus compromissos e do socialismo, tornou-se um partido profundamente democrático. Se transformou sem abandonar suas crenças, sem renunciar as suas convicções. Quando penso numa explicação, me lembro de dois militantes: um é o João Amazonas e o outro é Renato Rabelo”, declarou a presidenta.

Segundo ela, é muito difícil que partidos políticos sobrevivam sem uma direção comprometida e destacou a liderança de Renato Rabelo, a quem chamou de “irmão de luta”.

“Homenageio uma pessoa que, de uma certa forma, eu vejo como um irmão de luta. Vivemos uma luta parecida. Em vários momentos eles [conservadores] falam de erros que teríamos cometido. Mas a gente deve ter muito orgulho. Orgulho de ter lutado no Brasil quando era muito difícil lutar. Eu alimento por ele [Renato] um grande respeito, por isso não poderia deixar de estar aqui prestando a minha homenagem”, afirmou Dilma.

“Espero, Renato, continuar a contar com a sua parceria. Espero continuar contando com seus conselhos sábios, úteis e muito límpidos. Espero que iniciemos uma nova etapa, não mais como presidente, mas como um grande conselheiro”, completou Dilma, referindo-se à transição na direção nacional do PCdoB, que deverá ser assumida pela deputada federal e vice-presidenta do partido, Luciana Santos.

“Estou aqui também porque acho que é um momento especial em que o PCdoB passará a ser presidido por uma mulher e do quilate e estatura da Luciana. Ela é especial e merece todo nosso respeito e a admiração. Luciana saberá honrar a história de luta desse partido. Saberá honrar a biografia de João Amazonas e a riqueza de caráter de Renato Rabelo”, finalizou a presidenta



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