sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Advogado de Youssef diz que Veja mentiu: nunca houve depoimento dia 22 - Portal Vermelho





Advogado de Youssef diz que Veja mentiu: nunca houve depoimento dia 22 - Portal Vermelho

Como o Portal Vermelho tem reafirmado nos últimos dias, a mentira tem pernas curtas e o golpismo midiático da revista Veja não ficará impune.



Reprodução Reprodução do site do jornal Valor Econômico desta quinta-feira (30). Depois da Veja lançar acusação contra a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, às vésperas do segundo turno da eleição, afirmando em matéria de capa que os dois sabiam da corrupção na Petrobras e, subliminarmente, apontar que são cúmplices, o advogado Antônio Figueiredo Basto, que representa o doleiro réu Alberto Youssef, volta a público para dizer que “ou a fonte da matéria mentiu ou é má-fé mesmo”.



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A declaração do advogado foi feita ao jornal Valor Econômico e publicada nesta quinta-feira (30) e revela que o verdadeiro escândalo, como também já havíamos apontando, foi praticado pela Veja. O “depoimento” que a revista disse ter ocorrido no dia 22 de outubro e que também disse ter tido acesso para justificar a manchete “Eles sabiam de tudo” nunca existiu.



“Nesse dia não houve depoimento no âmbito da delação. Isso é mentira. Desafio qualquer um a provar que houve oitiva da delação premiada na quarta-feira”, declarou o advogado ao Valor. Segundo Basto, é falsa a informação de que o depoimento teria ocorrido no dia 22 para que fosse feito um “aditamento” ou retificação sobre o que o doleiro afirmara no dia anterior. “Não houve retificação alguma. Ou a fonte da matéria mentiu ou isso é má-fé mesmo”, reafirmou Basto.



Desde o primeiro dia da divulgação da capa da revista – que geralmente é no sábado, mas foi adiantada para quinta (24) por conta da eleição –, o advogado tem refutado as afirmações da revista. A declaração de Basto vai ao encontro do que a presidenta Dilma Rousseff disse em seu último programa da campanha eleitoral e durante o debate de TV na Rede Globo, na sexta-feira (25): a revista Veja mentiu e cometeu crime eleitoral para mudar o resultado das urnas, que nas pesquisas davam vantagem para a presidenta Dilma.


Vazamento?




Além de desmentir a Veja, o advogado Antonio Figueiredo Basto reafirmou que a sua equipe não teve nenhum envolvimento no suposto vazamento. “Asseguro que eu e minha equipe não tivemos nenhuma participação nessa divulgação distorcida”, afirmou Basto. O delegado Rosalvo Ferreira Franco, da superintendência da Polícia Federal no Paraná, determinou abertura de inquérito para apurar o caso.



“Acho mesmo que isso tem que ser investigado. Queremos uma apuração rigorosa”, garante Basto. Alguns veículos de comunicação lançaram suspeitas sobre Basto por ter integrado o conselho da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). O estado é governado por Beto Richa, do PSDB, que foi reeleito este ano. “Eu não tenho nenhuma relação com o PSDB. Me desliguei em 2002 do conselho da Sanepar [controlada pelo governo do estado]. Não tenho vínculo partidário e nem pretendo ter. Nem com PSDB, nem com PT, nem com partido algum”, disse.


Imprensa esconde




A capa da Veja foi destaque durante todos os dias que antecederam a eleição do segundo turno, principalmente nos veículos impressos, com manchete de capa inclusive. No entanto, as declarações do advogado de que a Veja mentiu sobre o depoimento ganhou matéria de duas colunas no jornal Valor Econômico, na página 8, com o seguinte título: “Advogado de Youssef nega participação em ‘divulgação distorcida’”. Pelo jeito, tucanaram o significado de mentira.



E como era de se esperar, nos demais veículos, pelo menos até o fechamento dessa matéria, nenhum palavra sobre o assunto, com exceção do Portal Brasil 247 e do Vermelho.



Derrotada nas urnas, agora só falta os tribunais



A revista já tinha sofrido um primeiro revés ao ser obrigada a publicar um direito de resposta de Dilma em seu site, em pleno dia de votação, o que também poderá ocorrer na publicação impressa deste fim de semana. A decisão está nas mãos do ministro Teori Zavascki.



Da Redação do Portal Vermelho, Dayane Santos

Com informações do Valor Econômico