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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Bancários da CTB definem realização do Encontro Nacional da categoria

Bancários da CTB definem realização do Encontro Nacional da categoria
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bancarios classistasA Coordenação do Nacional do Ramo Financeiro da CTB se reuniu na última sexta-feira (18), para avaliar o ano de 2012 e discutir ações para este ano. Na ocasião, ficou definido o Encontro Nacional dos Bancários, previsto para ser realizado em São Paulo nos dias 13 e 14 de abril, quando será definida a posição da Central a ser levada e defendida nos congressos da categoria
Outro ponto importante discutido foi a priorização dos delegados sindicais, para que as ações sindicais sejam feitas durante todo o ano, não apenas no período de campanha salarial, que se inicia no segundo semestre. Para o presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe e membro da coordenação do Ramo Financeiro da CTB, Emanoel Souza, os delegados sindicais precisam ser melhor organizados para garantir que a luta sindical ocorra o tempo inteiro, não só na data-base”.
De acordo com o coordenador nacional do Ramo Financeiro e coordenador de Comunicação da CTB, Eduardo Navarro, diante das demissões, rotatividade e dos abusos das empresas em busca do lucro, a categoria precisa antecipar o debate e ampliar a organização. “Os bancários não têm o trabalho reconhecido e ganham uma remuneração justa. Por isso, começamos a discutir as estratégias agora”.
Foram discutidas questões relativas às organizações financeiras privadas e públicas, já que os problemas são comuns. Podem ser citadas a falta de contratação, a enrolação dos bancos a cumprirem pontos dos acordos, alta rotatividade, além do assédio moral.
Fonte: FEEB-BA-SE

Vergonha: assassinato de coordenador do MST no Rio de Janeiro- Portal Vermelho

Portal Vermelho

Rio: Autoridades lamentam assassinato de coordenador do MST


A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) lamentaram o assassinato do coordenador do MST Cícero Guedes e condenaram a violência do latifúndio, em Campos dos Goytacazes, no norte do Estado do Rio de Janeiro.


Cícero foi executado com 12 tiros na cabeça, na sexta-feira (25), em uma emboscada quando saia de uma reunião no acampamento de bicicleta. Nascido em Alagoas, ele foi cortador de cana e coordenava a ocupação do MST na Usina Cambahyba, um complexo de sete fazendas que totaliza 3.500 hectares.

O enterro foi realizado na tarde de domingo, no cemitério Campo da Paz. Estiveram presentes além de familiares, militantes do MST e assentados na região. Carlos Guedes, presidente do Incra, Marcelo Freixo, deputado estadual, e Dom Roberto Francisco Ferreira Paz, bispo de Campos, também acompanharam o velório.

Os órgãos do governo federal responsabilizam o Poder Judiciário pela lentidão para a criação do assentamento. Apenas em agosto de 2012, depois de 14 anos de uma disputa judicial, a Justiça autorizou o Incra a dar prosseguimento à desapropriação das fazendas.

“A situação de disputa fundiária na região entre Campos dos Goytacazes e São João da Barra tem sido agravada pela morosidade na tramitação de processos judiciais que envolvem imóveis considerados improdutivos e, portanto, passíveis de desapropriação para a reforma agrária”, afirmou a ministra da secretaria de Direitos Humanos da Presidência, Maria do Rosário.

“O caso específico da ocupação liderada por Cícero é bastante ilustrativo: o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária havia determinado, há 14 anos, a desapropriação das fazendas que compõem a Usina Cambahyba. Mas só em agosto de 2012 a Justiça autorizou que a autarquia federal desse prosseguimento à desapropriação dos imóveis", afirmou a ministra.

“O Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Incra lamentam a morte de Cícero Guedes dos Santos. Assim que tomaram conhecimento do fato, entraram em contato com autoridades competentes solicitando prioridade nas investigações para elucidar a motivação e a punição dos responsáveis por esse bárbaro crime”, cobraram em nota os órgãis da Reforma Agrária.

O deputado estadual Marcelo Freixo, presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio, acredita que Cícero foi executado em um crime político. "Existe um suspeito e tudo indica que foi execução, pois todos os pertences da vítima estavam no local. A região é de muitos conflitos pela grande quantidade de terra. Acredito em crime político", disse.

“A morte é o sinal da incapacidade dos poderes em ver o que esta tão visível,a impunidade. É covardia não fazer a Reforma Agrária, mais covardia ainda é não punir os assassinos e mais ainda é permitir a lentidão da máquina publica em não realizar a sua parte levando os trabalhadores a morte. Cada um tem um pedaço da culpa. Reagir é necessário, vamos combater os crimes da Reforma Agraria, um dos caminhos é fazendo-a”, avalia Maria de Oliveira, ex-superintendente do Incra em Pernambuco e diretora técnica do Iterpe (Instituto de Terras e Reforma Agrária de Pernambuco).

“Enquanto o Estado Brasileiro não fizer a Reforma Agrária, não tomar uma atitude com relação a concentração de terras, o povo brasileiro, e principalmente os que lutam de forma organizada, continuam morrendo por meio das mãos do poder. Não temos como chegar a paz no Campo sem a Reforma Agraria”, afirmou Oliveira.

Para o professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Marcos Antonio Pedlowski, os movimentos sociais devem exigir a apuração e a prisão dos assassinos, além de continuar o esforço organizativo. “Cícero é mais um morto pelos que se opõem à Reforma Agrária e às transformações estruturais que precisamos no Brasil”, acredita o professor.
 

Cuba assume presidência temporária da Celac - Portal Vermelho

Cuba assume presidência temporária da Celac - Portal Vermelho

Nesta segunda-feira (28), Cuba assumirá a presidência temporária da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), bloco integracionista que encerra no Chile sua primeira reunião de cúpula. 


Durante este ano, a ilha caribenha dirigirá a entidade criada na Venezuela, pelos 33 países independentes de uma região que buscará avançar pelos caminhos da integração.

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Reunidos no segundo e último dia de sessões da 1ª Cúpula da Celac, os presidentes aprovarão a declaração final do encontro e um Plano de Ação.

Esses documentos agrupam as prioridades da organização em temas como levar uma voz única aos fóruns internacionais, o desenvolvimento sustentável, a harmonia com o meio ambiente, as soluções à crise econômica e o combate à da pobreza e o narcotráfico.

Integração 

Para o líder da Revolução Cubana, Fidel Castro, o nascimento da Celac é o acontecimento institucional mais importante da região em um século. O presidente Raúl Castro qualificou o mandato na presidência desta entidade como uma grande responsabilidade.

O vice-chanceler Abelardo Moreno adiantou à Prensa Latina, em um encontro com jornalistas, que a gestão de Cuba à frente da Celac impulsionará a integração, o acordo e a consolidação da paz regional.

Moreno explicou que também potencializará a coordenação  dos outros blocos mecanismos como a Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba), a Unasul, a Caricom, o Mercosul, o Sistema de Integração Centro-americano e a Comunidade Andina.

Com Prensa Latina

Chávez: Com a Celac, nossas pátrias serão estáveis e soberanas - Portal Vermelho

Chávez: Com a Celac, nossas pátrias serão estáveis e soberanas - Portal Vermelho

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, em nome dos chefes de Estado e governo, reunidos em Santiago do Chile, reconheceu, neste domingo (27) o papel protagonista do presidente venezuelano Hugo Chávez Frías para o nascimento da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), cujos trabalhos serão encerrados nesta segunda-feira (28) e que foi precedida por dois dias de reuniões entre a Celac e a União Europeia.


AVN
Celac Reunião da Celac em Santiago do Chile
"Quero fazer um reconhecimento a um presidente que não está conosco, o presidente Hugo Chávez, cuja visão permitiu colocar em andamento esta iniciativa", disse Piñera. A Celac, integrada por 33 países, foi criada em dezembro de 2011 em Caracas a pedido de Chávez, hospitalizado em Cuba desde 12 de dezembro após sua quarta operação contra um câncer.

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Cuba assume presidência temporária da Celac

Piñera, presidente temporário do organismo regional, ressaltou seus sentimentos e sinceros desejos dos povos do continente pela pronta recuperação do líder venezuelano. "Todos fazemos votos para que possa vencer nesta batalha, talvez a mais dura de sua vida, e que possa se reintegrar plenamente como presidente da Venezuela", acrescentou Piñera. O vice-presidente, Nicolas Maduro, designado por Chávez como seu eventual sucessor, é o representante da Venezuela na cúpula.

Nesta segunda-feira (28), o presidente cubano, Raúl Castro, assumiu a presidência temporária do bloco.

Carta de Chávez

Nicolás Maduro leu uma carta enviada por Chávez para a ocasião. O mandatário ressaltou a importância do fortalecimento da unidade regional e destacou que a Celac é “o projeto de união política, econômica e social mais importante de nossa história contemporânea”.

Chávez também condenou o “vergonhoso bloqueio imperial” contra Cuba e a “contínua colonização e agora militarização progressiva das ilhas Malvinas”, que denunciou como violações das resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU).

Acrescentou ainda que, com a Celac, a Nação de Repúblicas, como a chamava Simón Bolívar, começou a tomar corpo. “Os sagrados propósitos, nossas relações fraternais e interesses comuns que nos unem têm na Celac uma base fundamental para garantir a estabilidade dos governos e a soberania e a perpetuação de cada uma de nossas pátrias”.

Alertou que não deve acontecer agora a repartição ou quebra do projeto de união por parte das oligarquias, tal como o acontecido na época da independência. “Ponho minha convicção ao reiterar as palavras que pronunciei quando nasceu a Celac: hoje somos uma pátria ou não seremos pátria. Ou fazemos a única pátria grande ou não haverá pátria para ninguém nestas terras”.

“Já foi eloquentemente demonstrado que a América Latina e o Caribe são capazes de pensar a si próprios e verem a si mesmos e ao mundo com plena autonomia e atuar conjuntamente. A grande política supõe uma aprendizagem permanente: é aprender a conviver com nossas diferenças, aceita-las e processá-las, buscando a maneira de nos complementarmos. A grande política impede que a intriga nos divida”, ressaltou.

Por fim, o chefe de Estado destacou a importância da zona de paz que está em criação na região, onde se respeite o Direito Internacional e se reivindique a solução política e negociada dos conflitos. “Temos o dever de antepor à lógica da guerra uma cultura da paz”, pontuou.

Da Redação do Vermelho

sábado, 26 de janeiro de 2013

Agenda da Classe Trabalhadora - Manifesto - 1º de junho de 2010, Estádio do Pacaembu


                                     Manifesto  
Pelo desenvolvimento com 
              soberania, democracia e valorização do trabalho

A Conferência Nacional da Classe Trabalhadora - Assembleia de 1º de junho de 2010 - realiza-se num momento em que o mundo ainda é perturbado pelas crises do capitalismo.

Ao longo das últimas décadas, o processo de globalização hegemonizado pelo capital financeiro, fez com que os Estados nacionais perdessem, progressivamente, sua capacidade de gerar, controlar e executar políticas de suporte ao desenvolvimento econômico; de inclusão social com a geração de emprego, renda e valorização do trabalho.

Nós, trabalhadores e trabalhadoras e nossas organizações sindicais, sempre denunciamos os vários   problemas sociais e econômicos que derivam da implementaçãodas políticas neoliberais: a  desestruturação econômica; a fragilização do poder do Estado; a exclusão social e desregulamentação do mercado de trabalho, com milhões de famílias vítimas do desemprego; o acirramento sem controle da competição em todos os níveis, inclusive entre países, regiões e governos; a desvalorização do papel do empreendedor produtivo em prol da especulação financeira; a instabilidade e a precarização das relações de trabalho, marcada pela crescente informalização, pelos baixos salários e por restrições à ação sindical; o descaso com o desenvolvimento ambientalmente sustentável, entre outros.

Em resposta às crises econômica, política e ambiental, é preciso construir uma nova agenda dos trabalhadores/as do Norte e do Sul. É preciso colocar na ordem do dia o fortalecimento dos nossos laços internos de solidariedade e de cooperação internacional, de forma a potencializar a luta por novos modelos de desenvolvimento sustentável. Não podemos permitir que as alternativas, aparentemente fáceis do protecionismo e da xenofobia, superem o valor mais importante da classe trabalhadora que é a solidariedade. Ao invés de competitividade, é preciso implantar, como princípio, a qualidade de vida. Temos que ter consciência que, frente aos problemas globais que ameaçam a todos, não existem soluções individuais. Ou vencemos todos, ou ninguém vence!

O Brasil e muitos países da América Latina vivem um momento promissor, de mudanças. O neoliberalismo vem sendo derrotado e os povos buscam novas alternativas de desenvolvimento. O Brasil precisa atuar de forma decisiva no aprofundamento da integração econômica e construção contínua da articulação regional, com o fortalecimento do Mercosul e Unasul, Banco do Sul e Comunidade das  Nações da América Latina e Caribe, assim como exercer um papel relevante na redefinição das instituições multilaterais e nas regras de governança mundial, em especial do sistema financeiro e de comércio. E por isso, defendemos e lutamos por uma nova ordem mundial.

No Brasil, os avanços registrados nos indicadores sociais e econômicos dos últimos anos revelam que é possível combinar crescimento econômico com desenvolvimento social. Contudo, permanecem, ainda, muitos problemas a enfrentar e uma enorme dívida social a ser superada. No âmbito do mercado de trabalho, destacamos o alto desemprego, os baixos salários, a informalidade, a rotatividade da mão de obra e as discriminações, além da participação reduzida dos salários na renda nacional, que deve ser aumentada.

É essencial a consolidação da unidade e a elevação do protagonismo da classe trabalhadora na luta  política nacional. As centrais sindicais desempenham um grande papel neste sentido e a unidade de ação que construímos, calcada na mobilização dos trabalhadores e das entidades sindicais, foi responsável por conquistas relevantes para o processo de mudança que almejamos.

Reafirmamos as ações desenvolvidas no último período, como as mobilizações das Marchas da Classe Trabalhadora, o veto do Presidente Lula à Emenda 3, a correção da tabela do imposto de renda, a  criação do empréstimo consignado a juros mais baixos, a ampliação dos investimentos na agricultura familiar, a conquista do Piso Nacional da Educação, o aumento real para os aposentados e pensionistas. Destacamos, ainda, a política de valorização do salário mínimo, que favoreceu diretamente mais de 40 milhões de brasileiros, distribuindo renda, diminuindo as desigualdades, com impactos positivos no conjunto da economia e no consumo popular.

Com a Conferência / Assembleia, a classe trabalhadora une ainda mais forças para lutar por um projeto nacional de desenvolvimento, orientado por três valores fundamentais: a democracia, a soberania do país e a valorização do trabalho. Lutamos para que a unidade de ação sindical repercuta no âmbito político e governamental, em que os trabalhadores, com sua Agenda, tenham voz e vez.

Caminhar nessa direção requer estratégia sustentada por uma economia marcada pelo controle da inflação, pela geração de renda e de emprego, por ganhos de produtividade e pelo aumento do investimento. Para isso, além de um Agenda - para um projeto nacional de desenvolvimento com soberania, democracia e valorização do trabalho

Estado forte, é preciso uma política de redução dos juros, do superávit primário e câmbio equilibrado. Ou seja, uma política macroeconômica que tenha como pressuposto o crescimento sustentado a um ritmo compatível com as potencialidades e necessidades do país, o pleno emprego e a distribuição mais justa da renda produzida pelo trabalho.

Lutamos por um sistema de promoção e proteção social associado ao trabalho que tenha na organização sindical um agente estratégico. Lutamos para fortalecer a presença e a representação das organizações sindicais no local de trabalho, para possibilitar a negociação coletiva no setor privado e público, garantir o direito de greve e a solução ágil dos conflitos, questões fundamentais à conquista de um sistema
democrático de relações do trabalho.

O ano de 2010 é significativo para a classe trabalhadora brasileira. A eleição de outubro, marcada pela disputa entre distintos projetos políticos, é uma singular oportunidade para selarmos compromissos com o avanço das transformações necessárias à construção de um país igualitário e democrático. Nossa presença ativa no processo e no debate eleitoral deve buscar impedir retrocessos, garantir e ampliar direitos dos trabalhadores/as. Por isso, é fundamental eleger candidatos comprometidos com as bandeiras da classe trabalhadora.

 Detalhe com parte da delegação da CTB na Assembleia Nacional da Classe Trabalhadora (Jesus Carlos)



É nesse contexto de unidade na ação que as Centrais Sindicais, reunidas na Conferência Nacional da Classe Trabalhadora – Assembleia, apresentam à sociedade brasileira, aos partidos políticos e seus candidatos, um conjunto de propostas que reafirmam nosso desejo de que o país trilhe o caminho do desenvolvimento.

Propostas que garantam ao Estado brasileiro ampliar seu papel de indutor e promotor do desenvolvimento através da efetivação de reformas estruturais como a reforma tributária, visando a progressividade dos impostos, a taxação das grandes fortunas e propriedades; a reforma do sistema financeiro com vistas a ampliar a oferta de crédito para financiar investimentos produtivos e a  democratização do Conselho Monetário Nacional; a reforma política baseada no financiamento público das campanhas, no voto em listas partidárias e no fim da cláusula de barreira; o fim do fator previdenciário; a reforma agrária e o fortalecimento da agricultura familiar; a reforma urbana centrada no combate ao déficit habitacional e na construção de cidades sustentáveis.

Propomos também a valorização da educação pública, gratuita e de qualidade em todos os níveis, o  fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e uma efetiva política de segurança pública  democrática e o fortalecimento do PAC.

Lutamos pela redução constitucional da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salários; aumento real do salário mínimo em 2011; pela ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe a dispensa imotivada; pela valorização dos servidores públicos, a regulamentação da Convenção 151 da OIT sobre negociação coletiva no setor público; por uma nova política de comunicação, que democratize o direito à informação, fortaleça as mídias alternativas e as expressões culturais nacionais e regionais; e para que os recursos do pré-sal sejam utilizados na erradicação da pobreza e das desigualdades sociais.

As propostas da Agenda da Classe Trabalhadora estão organizadas em seis grandes eixos, a saber:

  • Crescimento com distribuição de renda e fortalecimento do mercado interno;
  • Valorização do trabalho decente com igualdade e inclusão social;
  • Estado como indutor do desenvolvimento socioeconômico e ambiental;
  • Democracia com efetiva participação popular;
  • Soberania e integração internacional; e
  • Direitos Sindicais e Negociação Coletiva
Reafirmamos, hoje, no Estádio do Pacaembu, em São Paulo – SP, nosso compromisso de luta para ampliar direitos e conquistar uma nova sociedade, solidária e justa. A inclusão social e valorização do trabalho decente são os pilares para que o Brasil se consolide como um país onde homens e mulheres, do campo e da cidade, trabalhem e vivam com qualidade e dignidade.


São Paulo, 1º de junho de 2010.

CONFERÊNCIA NACIONAL DA CLASSE TRABALHADORA - ASSEMBLEIA 
1º DE JUNHO DE 2010

Central Única dos Trabalhadores - CUT
Força Sindical
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTB
Nova Central Sindical de Trabalhadores - NCST
Central Geral dos Trabalhadores do Brasil - CGTB


Baixe a Revista com o Texto Integral da Agenda da Classe Trabalhadora no Portal CTB

UNE pressiona por urgência na votação do Estatuto da Juventude - Portal Vermelho

UNE pressiona por urgência na votação do Estatuto da Juventude - Portal Vermelho

“É preciso urgência e celeridade para aprovar o Estatuto da Juventude”, afirmou o presidente da UNE, Daniel Iliescu nesta sexta-feira (25), durante o debate “Políticas públicas para a juventude”, realizado durante a 8ª Bienal de Arte e Cultura da entidade, em Olinda (PE).


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. O debate “Políticas públicas para a juventude”, realizado durante a 8ª Bienal de Arte e Cultura da UNE, lotou o Espaço Forrobodó, no centro da Praça do Carmo em Olinda (PE). Foto: Prensa Comunicação.

A declaração se somou ao apelo do senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP) -- que teve seu parecer do estatuto aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado -- para que a juventude se mobilize sobre o tema. “Vamos ao Senado para que o Estatuto da Juventude saia das comissões e vá para o Plenário para ser votado”, disse Randolfe aos participantes da Bienal, lembrando que, caso contrário, o projeto pode nunca ser votado.

O alerta não é um blefe. Depois de ter sido aprovado pela Câmara dos Deputados e enviado ao Senado, onde já foi aprovado pela CCJ, o PLC 98/2011 ainda deve passar por quatro comissões: Comissão de Assuntos Sociais (CAS); de Educação, Cultura e Esporte (CE); de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA); e de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

Polêmicas

Três propostas do estatuto são foco de divergências entre os senadores: a meia-entrada em eventos culturais, de entretenimento e de lazer, o desconto de 50% nos transportes intermunicipais e interestaduais e a vinculação de, no mínimo, 30% de recursos do Fundo Nacional de Cultura (FNC) para programas destinados aos jovens.

“No Brasil, 51,4 milhões são jovens. Destes, 25 milhões são pobres e 50% são negros. Já no ensino superior, 70% dos estudantes se declaram brancos. Portanto, ser jovem é um conceito social e não uma categoria biológica. A oposição ao estatuto é uma oposição aos direitos que ele traz. A elite não admite que a juventude, trabalhadores e pobres conquistem direitos”, frisou o senador amapaense.

Direito e não concessão

Para a deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), convidada para o debate da Bienal, “há um grande abismo entre direito e concessão. Nós não lutamos para ter concessões de governos e sim para conquistar direitos efetivos. Nós queremos o Estatuto da Juventude para ficar, para permanecer”.

“A despeito da mídia que diz que nós somos a geração que não fez nada – porque para eles a única geração que fez alguma coisa foi a de 64, como se as cotas nas universidades, o Prouni, as novas escolas técnicas, tudo isso tivesse caído do céu – a geração de vocês é a que pode garantir um desenvolvimento nacional e soberano de verdade, ou seja, fazer o dinheiro da economia se traduzir em educação e conquistas para o seu povo”, destacou Manuela.

A parlamentar gaúcha ainda lembrou que os direitos ficam, enquanto os governos passam. “Aprovar uma lei é a garantia de que os governos passem, mas os direitos fiquem. É termos um instrumento para garantir as nossas conquistas e mesmo assim, nada garante que as nossas conquistas serão eternas.”

Para Manuela, mais importante do que o Estatuto da Juventude “será quando nós garantirmos os 10% do PIB para a educação. Esta será a mudança mais estruturante nos últimos anos no nosso país”.

Bienal da UNE

Além do senador e da deputada, também participaram do debate Eduardo Figueiredo, secretário Executivo de Articulação e Projetos Especiais de Pernambuco, e Ephrem Abreu e Lima, presidente do Instituto Abreu e Lima.

A 8ª Bienal da UNE encerra neste sábado (26) à tarde com a realização de uma Culturata pelas ladeiras de Olinda. O evento reúne mais de 10 mil jovens de todo Brasil e é considerado o maior encontro estudantil da América Latina. As atividades incluem mostras de teatro, música e cinema, seminários de esportes, além de apresentações de trabalhos acadêmicos e de extensão. O tema desta edição é A Volta da Asa Branca, uma Homenagem ao Sanfoneiro Luiz Gonzaga, cujo centenário foi comemorado em 2012.

Entenda o que pode mudar com o Estatuto da Juventude:

Verbas – O estatuto determina que 30%, no mínimo, dos recursos do Fundo Nacional de Cultura terão de ser destinados preferencialmente a programas e projetos culturais voltados aos jovens.

Sem fundo – Uma mudança em relação ao texto aprovado na comissão especial é a retirada do artigo que criava o Fundo Nacional de Juventude para financiar a gestão das políticas públicas e sustentar o conselho nacional.

Rádio e TV – Emissoras de rádio e televisão terão de destinar espaços e horários especiais voltados a tratar da realidade social do jovem.

Profissionalização – Para estimular a profissionalização, o texto prevê que o Poder Público terá de realizar ações voltadas ao preparo para o mercado de trabalho.

Conselho – A exemplo dos conselhos da criança e do adolescente, os governos deverão criar conselhos de juventude para colaborar na formulação das políticas públicas. Entre as atribuições, estão a de notificar o Ministério Público sobre infração administrativa ou penal contra os direitos do jovem garantidos.

Por Carla Santos,
De Olinda (PE)
Fotos: Prensa Comunicação

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Abertura da 8ª Bienal da UNE reúne 10 mil estudantes

160 anos depois, Martí ainda vive, encanta e luta - Paulo Vinícius Silva


 "Viver humildemente, trabalhar muito, engrandecer a América, estudar suas forças, revelando-as ao continente, pagar aos povos o bem que me fazem: este é o meu ofício.
Nada me abaterá; ninguém me impedirá".

"La capacidad de amar es la única que hace al hombre grande y feliz.”

José Martí

Segunda-feira, 28 de janeiro de 2013, a América Latina celebra o 160º aniversário do surgimento do prócer José Martí. Político, escritor e pensador cubano, Martí extrapola o contexto nacional em sua importância histórica, exemplo seguido à risca por seu país, que extrapola a si mesma em sua imensa solidariedade com todos os povos do mundo. 

Cuba, que nos deu tanto, deu-nos também José Martí, cuja trilha o levou ao México, à Venezuela, à Guatemala e aos Estados Unidos. Uma vida incrível e conhecedora da realidade americana levou-o não apenas a cunhar a expressão Nossa América, mas ligar sua vida de tal modo à luta de libertação da América Latina que até hoje o seu nome e o de Bolívar tocam os corações e agitam as mentes dos povos latino-americanos.

Polivalente, estudou Direito, Letras e Filosofia. Foi poeta, filósofo, jornalista, político - fundou o Partido revolucionário Cubano - e  revolucionário, inclusive tendo lutado de armas nas mãos para libertar o seu país, na Guerra de 1895, ocasião em que tombaria, pagando com a vida os ideais que defendia apaixonada e brilhantemente. Seus mais certeiros projéteis são, ainda hoje, os desferidos pela pena, em sua caudalosa obra que fundamenta ainda hoje os sonhos e a prática da libertação latino-americana do imperialismo estadunidense. 

Como relata Florestan Fernandes no livro Martí e as Duas Américas, de Pedro Pablo Rodríguez, Martí "propôs uma estratégia competa para libertação de Cuba e do continente, a partir, de um lado, da anáise e da críticado modelo da república liberalhispano-americana e, de outro, de sua compreensão de que  desenvolvimentoindustrial eem transição para a formação dos monopólios, nos Estados Unidos, minava os fundamentos democráticos dessa nação, direcionando-a para o imperialismo moderno".


Inúmeras são as certeiras frases que ainda hoje nos inspiram, assim como a beleza dos versos da imortal Guantanamera, poema seu musicado que evoca, em qualquer de suas inúmeras versões, a maior das ilhas do Caribe, a belíssima Cuba, a partir da evocação das belezas do país, da beleza da camponesa de Guantânamo (guajira Guantanamera) e de sua rebeldia em favor do povo. 



 

Como sói ocorrer com os revolucionários, não bastou aos espanhóis matarem-no em combate. Como tantos outros, teve seu corpo mutilado e exposto, exemplo que - na cabeça dos colonizadores - deveria calar o povo cubano, mas, na verdade, reafirmou a justeza de sua causa. Seu exemplo adquiriu dimensões continentais. E se à independência de Cuba da Espanha sucedeu a brutal manobra que impôs o domínio estaduniedense, Martí seguiria a lutar no coração de seu povo, até a conquista da verdadeira independência de Cuba, no dia 1º de janeiro de 1959, com a Revolução Cubana.

Martí, com sua extraordinária existência, marcada por amores, poemas, polêmicas, escritos e luta - muita luta - frutificou na cidadela da Revolução, que enfrentou as mais duras provas, mantendo-se firme para ver o momento em que os sonhos de seu herói nacional se afirmariam, com o novo momento que vivemos, de lutas e conquistas pela Liberdade e a Justiça na América Latina e no mundo. Ele está mais vivo do que nunca, Viva Martí!




 
Veja mais:
Fotos da exposição em homenagem a José Martí em seu Memorial, na Praça da Revolução, em Cuba, tiradas em maio de 2012

La página de José Martí - com a sua obra

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Presidente Chávez comienza fase de tratamiento complementario — teleSUR

Presidente Chávez comienza fase de tratamiento complementario — teleSUR

El Presidente de Venezuela, Hugo Chávez, inició una nueva etapa de tratamiento complementario para recuperarse, informó este sábado Nicolás Maduro a su regreso de Cuba.
El vicepresidente Ejecutivo de Venezuela, Nicolás Maduro, aseguró este sábado que el jefe de Estado, Hugo Chávez, entró en una etapa "de tratamientos complementarios" como parte de su recuperación.
"Pudiéramos adelantar que el Comandante está en una etapa de tratamientos complementarios para enfrentar esta enfermedad", destacó Maduro, quien llegó la madrugada de este sábado a Venezuela procedente de La Habana, donde se reunió con el Presidente Chávez.
"Lo hemos encontrado en el mejor momento que lo hallamos visto en estos momentos de lucha y batalla", manifestó el Vicepresidente desde el Aeropuerto Internacional de Maiquetía (estado Vargas, norte).
El segundo al mando del Ejecutivo destacó que el equipo de Gobierno que lo visitó en la capital cubana, donde recibe tratamiento médico desde diciembre pasado, lo encontró optimista por el tratamiento.
"Lo hemos encontrado entonces en el mejor momento y así lo queremos transmitir", expresó Maduro.
Maduro comentó que el ministro de Comunicación e Información, Ernesto Villegas, leerá este fin de semana un comunicado oficial sobre la salud del mandatario venezolano.
Por otro lado, el vicepresidente Maduro transmitió al pueblo venezolano un mensaje de resistencia y agradecimiento enviado por el Presidente Chávez, ante la cantidad de eventos que se han desarrollado en el país y más allá de nuestras fronteras.
Chávez insisitió en primer lugar en "no bajar la guardia ante la conspiración permanente del imperialismo y ante el odio de los enemigos de la Patria, que andan buscando por dónde le hacen a la Revolución", informó Nicolás Maduro.
En segundo lugar y relacionado con el primer mensaje, se encuentran los eventos desde el extranjero que afectan al país.
"Debemos seguir enfrentando la mentira de la derecha internacional con la verdad permanente". Maduro especificó que se trata de "la vergüenza que ha significado la foto del diario El País de España, que se ha empeñado en colocarse a la derecha".
Como tercer punto, el Presidente pidió comunicar "con mucho cariño y afecto al pueblo su agradecimiento por las movilizaciones y las batallas de ideas", dijo Maduro en referencia a los multitudinarios eventos en los que ha participado el pueblo venezolano para respaldar al jefe de Estado.
Subrayó el 5 de enero, durante la elección de cargos principales de la Asamblea Nacional (AN); el 10 de enero, cuando 27 representantes de gobiernos de América y El Caribe, y hombres y mujeres se juramentaron colectivamente.
Maduro también recordó los eventos del 15 de enero en la entrega y consignación de la Memoria y Cuenta del año 2012 ante el Parlamento y la "extraordinaria movilización del 23 de enero que prepara el camino rumbo al 4 de febrero, a 21 años de la rebelión militar bolivariana comandada por el presidente Chávez".
"El pueblo dará una demostración de fuerza creativa que seguirá consolidando la estabilidad política y el poder del pueblo", aseguró.

No 160º Aniversário de José Martí, Cuba comemora com conferência Internacional sobre o futuro do mundo

Associação Cultural José Martí RS 

Cuba: Fórum sobre ‘equilíbrio do mundo’ terá participação de 43 países

Cerca de 600 delegados de 43 países confirmaram a participação na 3ª Conferência Internacional pelo Equilíbrio do Mundo, que ocorrerá de 28 a 30 de janeiro em Cuba, dedicada ao 160º aniversário do nascimento do Herói Nacional cubano, José Martí.
José Martí 
José Martí,  herói Nacional cubano 
Em coletiva de imprensa, o vice-presidente do Comitê Organizador, Héctor Hernández Pardo, considerou que a ampla participação é uma maneira de reivindicar o valor das ideias e o pensamento no mundo marcado pela crise econômica.
A respeito, explicou que o fórum, se encaminha a reunir pessoas de diversas correntes do pensamento para intercambiar critérios sobre numerosas problemáticas e preocupações do mundo contemporâneo, da ótica do legado de Martí.

Altamiro Borges: Os que devem morrer - Por Mauro Santayana

Altamiro Borges: Os que devem morrer

Os que devem morrer

Por Mauro Santayana, em seu blog:
A ciência prolonga a vida dos homens; a economia liberal recomenda que morram a tempo de salvar os orçamentos. O Ministro das Finanças do Japão, Taso Aro, deu um conselho aos idosos: tratem logo de morrer, a fim de resolver o problema da previdência social.
Este é um dos paradoxos da vida moderna. Estamos vivendo mais, e, é claro, com menos saúde nos anos finais da existência. Mas, nem por isso, temos que ser levados à morte. Para resolver esse e outros desajustes da vida moderna, teríamos que partir para outra forma de sociedade, e substituir a razão do “êxito” e da riqueza pela ética da solidariedade.

Ocorre que nem era necessário que esse senhor Taso Aro – que, em outra ocasião, ofereceu o Japão como território seguro para os judeus ricos do mundo inteiro – expusesse essa apologia da morte. A civilização de nosso tempo, baseada no egoísmo, com a economia servidora dos lucros e dos ricos, e, sobretudo, dos banqueiros, é, em si mesma, suicida.
É claro que, ao convidar os velhos japoneses a que morram, Aro não se refere aos milionários e multimilionários de seu país. Esses dispensam, no dispendioso custeio de sua longevidade, os recursos da Previdência Social e dos serviços oficiais de saúde de seu país. Todos eles têm a sua velhice assegurada pelos infindáveis rendimentos de seu patrimônio.
Os que devem morrer são os outros, os que passaram a vida inteira trabalhando para o enriquecimento das grandes empresas japonesas e multinacionais. Na mentalidade dos poderosos e dos políticos ao seu serviço, os homens não passam de máquinas, que só devem ser mantidos enquanto produzem, de acordo com os manuais de desempenho ótimo. Aso, em outra ocasião, disse que os idosos são senis, e que devem, eles mesmos, de cuidar de sua saúde.
Não podemos, no entanto, ver esse desatino apenas no comportamento do ministro japonês, nem em alguns de seus colegas, que têm espantado o mundo com declarações estapafúrdias. O nível intelectual e ético dos dirigentes do mundo moderno vem decaindo velozmente nas últimas décadas. Não há mistério nisso. Os verdadeiros donos do mundo sabem escolher seus serviçais e coloca-los no comando dos estados nacionais.
São eles, que, mediante o Clube de Bielderbeg e outros centros internacionais desse mesmo poder, decidem como estabelecer suas feitorias em todos os continentes, promovendo a ascensão dos melhores vassalos, aos quais premiam, não só com o governo, mas, também, com as sobras de seu banquete, em que são servidos, além do caviar e do champanhe, o petróleo e os minérios, as concessões ferroviárias e nos modernos e mais rendosos negócios, como os das telecomunicações.
A civilização que conhecemos tem seus dias contados, se não escapar desses cem tiranos que se revezam no domínio do mundo.

Blog do Miro: 14,5 milhões de empregos em dez anos

Altamiro Borges: 14,5 milhões de empregos em dez anos
Por Vitor Nuzzi, na Rede Brasil Atual:
O país criou 1,3 milhão de empregos com carteira assinada em 2012 (exatos 1.301.842), segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na tarde de hoje (25) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O crescimento foi de 3,43% sobre o estoque. O número é inferior ao dos dois anos anteriores – justamente os dois melhores na série histórica –, mas supera o registrado em 2009, quando o mercado de trabalho sofreu os impactos da crise.

Somados dez anos de governos Lula/Dilma, o total de vagas supera 14,5 milhões. Nos oito anos do governo FHC, foram abertos pouco menos de 800 mil postos de trabalho formais, sempre com base nas informações do Caged.

O resultado final de 2012 veio após a eliminação de quase 497 mil vagas em dezembro, mês em que os números são sempre negativos, principalmente por causa do encerramento de contratos temporários e da menor atividade. Foram criados 1,2 milhão de empregos e fechados 1,7 milhão.

No acumulado do ano, foram 21,6 milhões de contratações e 20,3 milhões de demissões no mercado formal. Praticamente metade dos empregos criados foi do setor de serviços, com saldo de 666.160, crescimento de 4,32%. O comércio abriu 372.368, expansão de 4,38%, e a construção civil criou 149.290, com alta de 5,17%. Com atividade menos intensa, a indústria de transformação teve saldo de 86.406 empregos com carteira, aumento de 1,06%. Agropecuária e administração pública ficaram praticamente estáveis, com saldos de 4.976 (0,32%) e 1.491 (0,19%), respectivamente.

O melhor momento do Caged foi registrado em 2010, com mais de 2.555.421 vagas, crescimento de 7,74%. Em 2011, segundo melhor ano da série histórica, foram abertos 1.966.449 postos de trabalho, alta de 5,47%.

No período Lula, de 2003 a 2010, o saldo acumulado é de 11.271.503 empregos formais. Nos oito anos de FHC, o saldo somou 796.967. E nos dois primeiros anos de gestão Dilma, foram abertas 3,2 milhões de vagas.

Blog do Miro: Teria Dilma perdido a paciência? - Por Paulo Nogueira

Altamiro Borges: Teria Dilma perdido a paciência?

Teria Dilma perdido a paciência?

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:
Estaria a paciência de Dilma chegando ao fim?

É a principal questão que emerge depois de seu pronunciamento, mais incisivo e mais enfático do que o habitual.

Dilma se dirigiu, inicialmente, a todos os brasileiros para anunciar que, a partir de agora, as contas de luz vão ficar 18% mais baratas. Mas depois falou diretamente, sem citá-la, à mídia. “Aqueles que estão sempre do contra vão ficando para trás”, disse ela.


Entre os governos de esquerda ou de centro esquerda da América do Sul, o brasileiro adotou sempre, primeiro com Lula e depois com Dilma, uma posição conciliatória perante adversários bem pouco cavalheirescos.

Pense em você. Se você grita numa discussão e seu oponente silencia, você tende a achar que ele está acuado, intimidado. E na maior parte das vezes você está certo. Então, você grita ainda mais, na crença de que assim vai vencer o confronto.

É mais ou menos o que vem ocorrendo no Brasil.

Em outros países, o cenário é diferente. Chávez, na Venezuela, respondeu sempre no mesmo tom a todos os ataques recebidos dos conservadores interessados em desestabilizá-lo e desmoralizá-lo.

A tevê de Gustavo Cisneros, o Roberto Marinho venezuelano, tratou os seguidores de Chávez de “macacos”. Mas Chávez chamou Cisneros de “mafioso”. Cisneros acabou baixando o tom, posteriormente. Em outro caso, Chávez não renovou a concessão de um barão que tramara sua derrubada num golpe que durou dois dias.

Na Argentina, Cristina Kirchner está em guerra aberta contra o Clárin, um grupo que floresceu, como a Globo, na ditadura militar e acabou se tornando virtualmente monopolista.

É previsível, hoje, que Kirchner vença o duelo – e isso significaria um Clárin bem menor do que é hoje, e moralmente derrubado. Poucos argentinos lamentarão.

No Equador, Rafael Correa se bate também francamente com os barões da mídia. A mídia equatoriana está quase toda na mão de grandes bancos, o que significa que a imprensa “livre” para bater em Correa não é nada livre para investigar o mercado financeiro.

O Brasil destoou dos vizinhos. Um dos maiores símbolos disso foi o comparecimento de Lula ao enterro de Roberto Marinho, a quem dedicou elogios absurdamente descabidos, vista a folha corrida de nosso companheiro jornalista das Organizações Globo.

Dilma ergueu a voz hoje, ainda que ligeiramente.

É uma nova fase? Aguardemos. A tática conciliatória deu no que deu. Passados dez anos, os resultados estão claros. Basta ver, na mídia, o crescimento avassalador do número de colunistas dedicados a dar pauladas todos os dias no governo. São os escaravelhos de que falou Boff, e são ubíquos e blindados. Podem cometer erros horrorosos que nada acontece: Merval enterrou Chávez há muito tempo, Mainardi anunciou Serra na presidência um ano antes das eleições de 2006, Kamel provou no JN que o atentado da bolinha de papel não era o atentado da bolinha de papel: os escaravelhos são o último reduto da impunidade. Não são cobrados sequer pelo fracasso em convencer os leitores a votar de outra forma.

Os dois governos petistas cometeram vários erros, e este Diário já falou disso muitas vezes. Mas o que a grande mídia vem fazendo extrapolou há muito os limites do jornalismo sério.

Não se trata de defender o governo e sim de proteger a dignidade no jogo político.

Para ver “jornalismo crítico” genuíno o brasileiro tem que ler jornais como o NY Times ou o Guardian: eles fiscalizam os governos, cobram, podem ser duros – mas você jamais verá neles qualquer coisa parecida com o que acontece no Brasil. A decência foi transposta faz muito tempo.

O que está por trás da campanha? O retorno a dias em que o BNDES dava empréstimos a amigos em condições privilegiadas, em que o Banco do Brasil trocava dívidas por anúncios – em que o Estado, em suma, era babá do chamado 1%.

Imagine a França em 1789. As empresas de mídia brasileiras estão hoje no papel da nobreza francesa de então, na defesa feroz de vantagens indefensáveis. É um grupo de empresas que louva a competição mas se agarra, feudalisticamente, a práticas anticapitalistas como a reserva de mercado para elas mesmas.

Dilma se cansou de apanhar calada?

Na Roma antiga, Cícero, cansado das tramas de Catilina, perguntou a ele: ‘Até quando você vai abusar da nossa paciência?”

Dilma pareceu a pique de dizer isso.


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Marcha das centrais em 6 de março irá resgatar Agenda da Conclat

Marcha das centrais em 6 de março irá resgatar Agenda da Conclat


As centrais sindicais bateram o martelo nesta quarta-feira (23), ao confirmarem, após reunião ocorrida na cidade de São Paulo, a realização de uma grande marcha a Brasília no dia 6 de março, com o propósito de entregar uma pauta de reivindicações ao governo federal, baseada na Agenda da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat).reuniao centrais 2301b
Sindicalistas se reuniram na sede nacional da CUT, em São Paulo
A intenção dos sindicalistas é entregar essa pauta diretamente à presidenta Dilma Rousseff. Os representantes das centrais entendem que a data é pertinente, pelo fato de coincidir com as semanas iniciais dos trabalhos da Câmara Federal em 2013. Além disso, entre os dias 4 e 8 de março a cidade de Brasília também abrigará o 11º Congresso da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), entidade que poderá contribuir de maneira determinante para o sucesso da marcha.
adilson ba 2301A CTB foi representada na reunião por seu presidente nacional, Wagner Gomes, e pelo presidente da CTB-BA, Adílson Araújo, além do assessor Umberto Martins. Ambos os dirigentes entendem que a marcha marcará a retomada das lutas unitárias das centrais por novos avanços para a classe trabalhadora.
“O desafio maior que teremos é o de destravar a agenda da classe trabalhadora. Se o governo federal absorver parte das nossas propostas, o Brasil irá caminhar muito bem nos próximos anos. Mas para isso precisamos ter ao menos alguma sinalização por parte da presidenta Dilma”, afirmou o presidente da CTB-BA.
Pauta
Os representantes das centrais definiram que o ato de 6 de março será chamado de “Marcha da Classe Trabalhadora por Cidadania, Desenvolvimento e Valorização do Trabalho”. Para Wagner Gomes, é fundamental também que outros setores da sociedade, como a juventude, por exemplo, se somem à atividade. “Acredito que não podemos restringir o ato aos sindicalistas. Temos que dialogar e atrair outras forças para essa marcha, pois nossas reivindicações são de total interesse dos outros movimentos sociais do país”, defendeu.
Diante da definição de que a Agenda da Conclat, elaborada pelas centrais em 2010, servirá como base para as reivindicações que serão entregues à presidenta Dilma, os sindicalistas definiram oito pontos fundamentais como bandeiras para a marcha. Confira abaixo:
- Fim do fator previdenciário
- Redução da jornada de trabalho para 40h semanais, sem redução de salários
- Educação: 10% do PIB para o setor
- Saúde: 10% do PIB para o setor
- Reforma agrária
- Valorização das aposentadorias
- Ratificação das convenções 151 e 158 da OIT
- Mudanças na política macroeconômica
reuniao centrais 2301a
Centrais se reunirão com representantes do Dieese para formular o documento que será entregue à presidenta Dilma
Para Wagner Gomes, as centrais sindicais irão demonstrar mais uma vez sua capacidade de articulação, ao reeditar as grandes marchas realizadas durante o governo Lula, que garantiram, entre outros avanços, a política de valorização do salário mínimo. “Temos totais condições de reunir dezenas de milhares de trabalhadores e trabalhadoras em Brasília no dia 6 de março. Temos esse compromisso com a classe trabalhadora e já é hora de mostrarmos ao governo que é preciso avançar mais, no sentido de adotar políticas mais ousadas para garantir o desenvolvimento do país”, afirmou.
Fernando Damasceno – Portal CTB

Presidenta Dilma Roussef em cadeia nacional acaba com palhaçada alarmista da Imprensa Golpista



www.planalto.gov.br

23 de janeiro de 2013

Queridas brasileiras e queridos brasileiros,
Acabo de assinar o ato que coloca em vigor, a partir de amanhã, uma forte redução na conta de luz de todos os brasileiros. Além de estarmos antecipando a entrada em vigor das novas tarifas, estamos dando um índice de redução maior do que o previsto e já anunciado. A partir de agora, a conta de luz das famílias brasileiras vai ficar 18% mais barata.
É a primeira vez que isso ocorre no Brasil, mas não é a primeira vez que o nosso governo toma medidas para baixar o custo, ampliar o investimento, aumentar o emprego e garantir mais crescimento para o país e bem-estar para os brasileiros. Temos baixado juros, reduzido impostos, facilitado o crédito e aberto, como nunca, as portas da casa própria para os pobres e para a classe média. Ao mesmo tempo, estamos ampliando o investimento na infraestrutura, na educação e na saúde e nos aproximando do dia em que a miséria estará superada no nosso Brasil.
No caso da energia elétrica, as perspectivas são as melhores possíveis. Com essa redução de tarifa, o Brasil, que já é uma potência energética, passa a viver uma situação ainda mais especial no setor elétrico. Somos agora um dos poucos países que está, ao mesmo tempo, baixando o custo da energia e aumentando sua produção elétrica. Explico com números: como acabei de dizer, a conta de luz, neste ano de 2013, vai baixar 18% para o consumidor doméstico e até 32% para a indústria, a agricultura, o comércio e serviços. Ao mesmo tempo, com a entrada em operação de novas usinas e linhas de transmissão, vamos aumentar em mais de 7% nossa produção de energia, e ela irá crescer ainda mais nos próximos anos.
Esse movimento simultâneo nos deixa em situação privilegiada no mundo. Isso significa que o Brasil vai ter energia cada vez melhor e mais barata, significa que o Brasil tem e terá energia mais que suficiente para o presente e para o futuro, sem nenhum risco de racionamento ou de qualquer tipo de estrangulamento no curto, no médio ou no longo prazo. No ano passado, colocamos em operação 4 mil megawatts e 2.780 quilômetros de linhas de transmissão.
Este ano, vamos colocar mais 8.500 megawatts de energia e 7.540 quilômetros de novas linhas. Temos uma grande quantidade de outras usinas e linhas de transmissão em construção ou projetadas. Elas vão nos permitir dobrar, em 15 anos, nossa capacidade instalada de energia elétrica, que hoje é de 121 mil megawatts. Ou seja, temos contratada toda a energia que o Brasil precisa para crescer, e bem, neste e nos próximos anos.
Minhas amigas e meus amigos,
O Brasil vive uma situação segura na área de energia desde que corrigiu, em 2004, as grandes distorções que havia no setor elétrico e voltou a investir fortemente na geração e na transmissão de energia. Nosso sistema é hoje um dos mais seguros do mundo porque, entre outras coisas, temos fontes diversas de produção de energia, o que não ocorre, aliás, na maioria dos países.
Temos usinas hidrelétricas, nucleares, térmicas e eólicas, e nosso parque térmico, que utiliza gás, diesel, carvão e biomassa foi concebido com a capacidade de compensar os períodos de nível baixo de água nos reservatórios das hidrelétricas. Praticamente todos os anos as térmicas são acionadas, com menor ou maior exigência, e garantem, com tranquilidade, o suprimento. Isso é usual, normal, seguro e correto. Não há maiores riscos ou inquietações.
Surpreende que, desde o mês passado, algumas pessoas, por precipitação, desinformação ou algum outro motivo, tenham feito previsões sem fundamento, quando os níveis dos reservatórios baixaram e as térmicas foram normalmente acionadas. Como era de se esperar, essas previsões fracassaram. O Brasil não deixou de produzir um único kilowatt que precisava, e agora, com a volta das chuvas, as térmicas voltarão a ser menos exigidas.
Cometeram o mesmo erro de previsão os que diziam, primeiro, que o governo não conseguiria baixar a conta de luz. Depois, passaram a dizer que a redução iria tardar. Por último, que ela seria menor do que o índice que havíamos anunciado.
Hoje, além de garantir a redução, estamos ampliando seu alcance e antecipando sua vigência. Isso significa menos despesas para cada um de vocês e para toda a economia do país. Vamos reduzir os custos do setor produtivo, e isso significa mais investimento, mais produção e mais emprego. Todos, sem exceção, vão sair ganhando.
Aproveito para esclarecer que os cidadãos atendidos pelas concessionárias que não aderiram ao nosso esforço terão, ainda assim, sua conta de luz reduzida, como todos os brasileiros. Espero que, em breve, até mesmo aqueles que foram contrários à redução da tarifa venham a concordar com o que eu estou dizendo.
Aliás, neste novo Brasil, aqueles que são sempre do contra estão ficando para trás, pois nosso país avança sem retrocessos, em meio a um mundo cheio de dificuldades. Hoje, podemos ver como erraram feio, no passado, os que não acreditavam que era possível crescer e distribuir renda. Os que pensavam ser impossível que dezenas de milhões de pessoas saíssem da miséria. Os que não acreditavam que o Brasil virasse um país de classe média. Estamos vendo como erraram os que diziam, meses atrás, que não iríamos conseguir baixar os juros nem o custo da energia, e que tentavam amedrontar nosso povo, entre outras coisas, com a queda do emprego e a perda do poder de compra do salário. Os juros caíram como nunca, o emprego aumentou, os brasileiros estão podendo e sabendo consumir e poupar. Não faltou comida na mesa, nem trabalho. E nos últimos dois anos, mais 19 milhões e 500 mil pessoas, brasileiros e brasileiras, saíram da extrema pobreza.
O Brasil está cada vez maior e imune a ser atingido por previsões alarmistas. Nos últimos anos, o time vencedor tem sido o dos que têm fé e apostam no Brasil. Por termos vencido o pessimismo e os pessimistas, estamos vivendo um dos melhores momentos da nossa história. E a maioria dos brasileiros sente e expressa esse sentimento. Vamos viver um tempo ainda melhor, quando todos os brasileiros, sem exceção, trabalharem para unir e construir. Jamais para desunir ou destruir. Porque somente construiremos um Brasil com a grandeza dos nossos sonhos quando colocarmos a nossa fé no Brasil acima dos nossos interesses políticos ou pessoais.
Muito obrigada e boa noite.

Ouça a íntegra do pronunciamento (08min23s) da Presidenta Dilma

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Lula volta e muda a agenda política | Conversa Afiada

Lula volta e muda a agenda política | Conversa Afiada
Saiu na Carta Maior:

LULA VOLTA. E MUDA A PAUTA DO PAÍS


O ex-presidente  Lula  está volta.  Na primeira semana de atividade  depois das férias, mostrou que  o espaço vazio na política brasileira, ocupado nos últimos meses pelo conservadorismo, agora tem agenda e contrafogo de peso. Na 4ª feira, Lula reuniu-se com o prefeito de São Paulo e secretários municipais. E foi ao ponto: a gestão Haddad deve ser marcada pela participação popular.Cravou: a prefeitura deve  organizar  grandes  conferências da cidadania para a população discutir as suas urgências e se organizar em torno delas. Na próxima segunda-feira, Lula encontra membros do governo federal , autoridades de oito países latinoamericanos  e intelectuais  para debater a integração regional — um dos eixos de atuação do Instituto  que leva o seu nome.O tema do encontro rebate na discussão do passo seguinte da agenda do desenvolvimento  em meio à desordem neoliberal: “Caminhos progressistas para o  desenvolvimento”. Estarão presentes entre outros, Celso Amorim, Marco Aurélio Garcia,Luciano Coutinho, Ricardo Carneiro, Antônio Prado, Aldo Ferrer,  Fander Falconi e Alberto Couriel . Ainda em  janeiro ele vai a Brasília para discutir a aceleração do investimento com a Presidenta Dilma e integrantes do primeiro escalão. No fim do mês, desembarca em Cuba para uma conferência. A partir de fevereiro, Lula inicia caravanas pelo país.

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Coletivizando no Youtube