sábado, 12 de abril de 2014

Presidentes do PCdoB e da UJS no Encontro de Secretários(as) de Juventude em São Paulo- Portal Vermelho



Mariana Serafini






 Presidentes do PCdoB e da UJS no Encontro de Secretários(as) de Juventude em São Paulo- Portal Vermelho





Dirigentes comunistas de juventude dos estados e das principais cidades do país se reuniram nesta sexta-feira (11), no Comitê Central do PCdoB, na capital paulista, para debater as diretrizes gerais da política da juventude do partido para o próximo quadriênio (2013-2017).



Por Mariana Serafini, do Vermelho







                                                                                      Renato Rabelo e André Tokarski iniciam debate dos jovens dirigentes comunistas



Com mais de 15 estados representados, os secretários de juventude debatem uma série de questões para balizar as ações de forma orquestrada. Entre elas, a política de quadros aprovada no 12º Congresso do PCdoB; as resoluções do 13º Congresso do PCdoB; as indicações apontadas no 8º Encontro sobre Questões do Partido, realizado em 2014; os marcos vitoriosos que referenciam os 30 anos de história da UJS e as novas necessidades e possibilidades de atuação e crescimento da UJS diante de um cenário dinâmico com profundas transformações na vida da juventude ao longo dos 11 anos de governos Lula e Dilma.



O encontro contou com a presença do presidente do PCdoB, Renato Rabelo, que contribuiu muito para a discussão dos jovens dirigentes. Renato destacou a importância de a esquerda estar organizada e forte para começar uma contraofensiva durante as eleições presidenciais. “A mídia hegemônica faz uma campanha aberta e ostensiva contra a presidenta Dilma Rousseff diariamente e nós não temos uma grande mídia independente para contrapor, por isso é tão importante democratizar a comunicação”.



Renato também defendeu os avanços do governo Dilma. “Lula teve um papel mais conciliador, mas a Dilma não, ela partiu para o enfrentamento. Por isso é tão odiada pelas elites”. Segundo o dirigente comunista, o Brasil é hoje um “oásis”, se comparado aos países em crise, como na Europa e os Estados Unidos. “O capitalismo está vivendo uma profunda crise, mas o Brasil mesmo assim está avançando, e muito!”.



Para Renato, o Brasil precisa ousar e ir mais longe, mas para isso, as reformas democráticas são fundamentais. Entre elas, a democratização da mídia, a reforma política, as reformas urbana, tributária e agrária. Ele defende ainda a “integração do Brasil continental”, ou seja, o investimento em logística de Norte a Sul e Leste a Oeste. Para ele, a melhor forma de integrar o país e aproximar os territórios mais distantes é através de ferrovias, mas o aumento de portos e aeroportos também é fundamental para o escoamento da produção do país e, consequentemente, o avanço da economia.



Sobre a reforma política, Renato afirma que atualmente as campanhas estão cada vez mais caras, e isso é feito propositalmente pela elite brasileira que há anos se mantém no poder. “As campanhas elegem sempre os mesmos porque os setores progressistas não têm tantos recursos, se nós tivéssemos mais recursos já teríamos muito mais força política”.



A reforma urbana deve acontecer para humanizar as grandes cidades, que estão mais caóticas a cada dia. “Logística é fundamental, há que se aumentar as linhas de metrô e ônibus para que o transporte público funcione e as pessoas usem cada vez menos carros, hoje em dia é assim que funciona nas grandes cidades”.



Renato também defende a reforma tributária, segundo ele, no atual modelo, as pessoas com menos recursos pagam mais impostos, mas mexer neste sistema é afrontar diretamente a grande elite dominante do país.



O dirigente comunista referiu-se também à pré-campanha eleitoral à presidência da república, na qual o cenário político já está polarizando entre a presidenta Dilma Rousseff, que luta pela reeleição, e os dois candidatos oposicionistas: Aécio Neves (PSDB) e Eduardo campos (PSB).



O presidente da UJS, André Tokarski, contou como foi a reunião com Dilma Rousseff que aconteceu na quinta-feira (10). Segundo ele, foi a própria presidenta que convidou os movimentos sociais para o diálogo e apresentou o panorama progressista que deverá ser defendido durante a campanha presidencial. Além disso, Dilma confirmou presença no congresso nacional da UJS, a ser realizado em maio em Brasília.



A presidenta afirma ser contra a redução da maioridade penal e defende a inclusão da juventude negra e pobre nos espaços públicos de lazer e desenvolvimento de atividades criativas e saudáveis. Neste aspecto, defende a mobilidade urbana e afirma que antes, no governo Lula, não havia recursos para tais mudanças, mas em seu segundo mandato esta será uma prioridade, apesar de já existirem investimentos significativos nesta área.



Quanto à violência policial, a presidenta repreende veementemente as torturas, que já se sabe, são uma prática comum realizada pela Polícia Militar, principalmente nas favelas com o população pobre e negra. Ela defende ainda o combate ao racismo em todos os âmbitos sociais, mas agora com ênfase na Copa do Mundo, visto os casos de racismo no futebol que vêm sendo registrados nos últimos tempos.



O encontro segue até o final da tarde de sexta-feira (11).