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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

PCdoB elege novo Comitê Central e nova Comissão Política - Portal Vermelho

PCdoB elege novo Comitê Central e nova Comissão Política - Portal Vermelho
Terminou de maneira ‘plenamente vitoriosa’, este sábado (16), em São Paulo, o 13º Congresso do PCdoB. O evento, que mobilizou mais de 800 delegados de todas as regiões do Brasil, elegeu o novo Comitê Central do Partido e a nova Comissão Política Nacional (CPN). Renato Rabelo e Luciana Santos foram reeleitos para presidente e vice, respectivamente. O Congresso também aprovou duas resoluções políticas.

Por Mariana Viel, da Redação do Vermelho no 13º Congresso do Partido

Emerson Pier







Em discurso posterior à divulgação da nova Comissão Política Nacional, o presidente reeleito do PCdoB, Renato Rabelo, disse que o 13º Congresso “aprovou resoluções atuais, justas e que orientam o Partido para essa nova desafiadora etapa da vida do Brasil”. O Ato Político que aconteceu nesta sexta (15), e que contou com a participação da presidenta da República, Dilma Rousseff, e de diversas lideranças políticas nacionais de outras legendas do país, demonstrou a importância do PCdoB no curso político nacional.

Segundo Renato, o grande índice de renovação do Comitê Central, que passa a ser composto por 125 membros, é significativo e mostra um PCdoB vivo. Ele ressaltou como ponto alto do Congresso, a resolução para o processo transição do atual presidente reeleito, com a indicação de que a deputada Luciana Santos, reeleita vice-presidente, assuma a Presidência do Partido no primeiro trimestre de 2015.

O dirigente nacional falou do orgulho e da confiança nos quadros veteranos e jovens do Partido. E conclamou a juventude comunista a assumir, cada vez mais, seu papel e responsabilidade no Partido. “Somos um partido que quer superar revolucionariamente o sistema capitalista no Brasil.”

Renato ressaltou que os comunistas brasileiros não se omitem diante de nenhuma situação política do país, mesmo as mais difíceis. Retomou o discurso desta sexta (15), quando o Partido se colocou publicamente contrário à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de emitir mandatos de prisão contra os julgados na Ação Penal 470, que ficou apelidada pela mídia monopolista e da direita reacionária de “mensalão”.

Segundo ele, o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, enviou-lhe pessoalmente uma mensagem de agradecimento, afirmando que havia ficado “comovido e orgulhoso” com o discurso de Renato. “Presidente muita gratidão a você e ao PCdoB. Você sabe que me considero um militante do PCdoB.”

Ele encerrou oficialmente o 13º Congresso afirmando que o Partido entra na década que marca o seu centenário cada vez mais forte e vinculado às lutas do povo brasileiro e comprometido com a luta “pelo avanço civilizacional que é a transição para o socialismo”.

Leia abaixo, em ordem alfabética, os 125 membros do Comitê Central eleitos no 13º Congresso:


Abgail Pereira

Adalberto Frasson

Adalberto Monteiro

Adilson Araújo
Alanir Cardoso
Alcides Amazonas
Aldemir Caetano
Aldo Rebelo
Aldo Silva Arantes
Alice Mazzuco Portugal
Altamiro Borges
Ana Maria Prestes Rabelo
Ana Rocha
André Bezerra
André Tokarski
Angela Albino
Angela Guimarães
Antenor Medeiros
Antonieta Trindade
Antonio Levino
Assis Mello
Augusto Buonicore
Augusto César Madeira
Augusto Vasconcelos
Aurino Pedreira do N Filho
Bartiria L da Costa
Bernardo Joffily
Carina Vitral
Carlin Moura
Carlos Augusto (Patinhas)
Cláudia Petuba
Cláudio Bastos
Dalva Stella
Daniel Almeida
Daniel Iliescu
Daniele Costa Silva
Davi Gonçalves Ramos
Davidson de Magalhães
Dilermando Toni
Divanilton P. da Silva
Edilon Melo de Queirós
Edmilson Valentim
Edson Luiz de França
Edvaldo Magalhães
Edvaldo Nogueira
Elias Jabbour
Elisangela Lizardo
Elza Campos
Emília Fernandes
Eronildo Braga Bezerra
Evandro Milhomem
Fábio Tokarski
Fabrício Falcão
Fernando Niedsberg
Flávia Calé
Flávio Dino
Francisco Lopes
Gilvan Paiva
Gustavo Lemos Petta
Haroldo Lima
Inácio Arruda
Isaura Lemos
Jamil Murad
Jandira Feghali
Javier U. Alfaya Rodriguez
Jô Moraes
João Batista Lemos
João Quartim de Moraes
Jonas Marins
Jorge Panzera
José Carlos Ruy
Jose Reinaldo Carvalho
Julia Roland
Julieta Palmeira
Julio Vellozo
Liége Rocha
Lourdes Carvalho Rufino
Luciana Santos
Luciano Siqueira
Luiz Carlos Paes de Castro
Luiz Fernandes
Madalena Guasco
Manoel Rangel Neto
Manuela D’Avila
Marcelino Granja
Marcelino Rocha
Marcelo Cardia
Marcelo Ferraz Toledo
Márcio Jerry
Maria Olívia Santana
Marlene Alves
Nádia Campeão
Nágyla Drummond
Neide Freitas
Nereide Saviani
Nivaldo Santana Silva
Olgamir Amâncio
Olival Freire
Orlando Silva
Osmar Júnior
Pedro Bigardi
Péricles Sousa
Perpétua Almeida
Raimunda Gomes (Doquinha)
Raimunda Leone
Renan Thiago A Moreira
Renata Miele
Renato Rabelo
Renildo Calheiros
Renildo Souza
Ricardo Abreu
Ricardo Gomyde
Ronald Freitas
Ronaldo Carmona
Ronaldo Leite
Sérgio Barroso
Socorro Gomes
Vanessa Grazziotin
Virgínia Barros
Vital Nolasco
Wadson Ribeiro
Wagner Gomes
Waldemar de Souza
Walter Sorrentino
Wander Geraldo da Silva

Comissão Política Nacional

Adalberto Monteiro
Adilson Araujo
Aldo Rebelo
Aldo Silva Arantes
Carlos Augusto (Patinhas)
Daniel Almeida
Flavio Dino
Haroldo Lima
Inácio Arruda
Jô Moraes
João Batista Lemos
José Reinaldo Carvalho
Luciana Santos
Manuela D’Avila
Nadia Campeão
Nivaldo Santana Silva
Orlando Silva
Renato Rabelo
Renildo Calheiros
Ricardo Abreu (Alemão)
Vanessa Grazziotin
Wadson Ribeiro
Walter Sorrentino

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

PCdoB divulga proposta de candidaturas ao novo Comitê Central -Portal Vermelhol

Uma das principais tarefas do coletivo comunista que se reunirá no 13º Congresso do PCdoB (São Paulo, 14 a 16 de novembro) é a eleição do Comitê Central. Os Estatutos partidários estabelecem que o Congresso “é o órgão supremo de direção do Partido”, “a instância mais democrática de deliberação sobre a orientação partidária e eleição do Comitê Central”.
Por seu turno, o Comitê Central é “o organismo dirigente máximo do Partido entre dois Congressos ordinários”. Com a Comissão Política Nacional e um complexo sistema de direção, que envolve secretarias e comissões auxiliares, o Comitê Central conduz os destinos do Partido e suas decisões são válidas para todo o coletivo.

O Congresso elege os membros do Comitê Central com plena liberdade e responsabilidade. Os nomes propostos pelo Comitê Central cessante resultam de consultas feitas durante quatro meses junto às direções intermediárias, quadros e militantes. Mais de 500 nomes foram considerados antes de chegar à proposta que vai a discussão e votos durante o Congresso, que tem plenos poderes para modificá-la.

O Comitê Central a ser eleito no 13º Congresso terá a incumbência de dirigir um partido que é, segundo os Estatutos, “organização política de vanguarda consciente do proletariado”, que se guia “pela teoria científica e revolucionária elaborada por Marx e Engels, desenvolvida por Lênin e outros revolucionários marxistas”.

Será a direção de um partido que luta contra a exploração e opressão capitalista e imperialista, segundo seu Programa Socialista. Os estatutos do PCdoB assinalam que o partido “visa à conquista do poder político pelo proletariado e seus aliados, propugnando o socialismo científico”, tendo por “objetivo superior o comunismo”.

Eis os nomes propostos, em ordem alfabética:

Abgail Pereira
Adalberto Frasson
Adalberto Monteiro
Adilson Araújo
Alanir Cardoso
Aldemir Caetano
Aldo Rebelo
Aldo Silva Arantes
Alice Mazzuco Portugal
Altamiro Borges
Ana Maria Prestes Rabelo
Ana Rocha
André Bezerra
André Tokarski
Angela Albino
Angela Guimarães
Antenor Medeiros
Antonieta Trindade
Antonio Levino
Assis Mello
Augusto Buonicore
Augusto César Madeira
Augusto Vasconcelos
Aurino Pedreira do N Filho
Bartiria L da Costa
Bernardo Joffily
Carlin Moura
Carlos Augusto (Patinhas)
Cláudia Petuba
Cláudio Bastos
Dalva Stella
Daniel Almeida
Daniel Iliescu
Daniele Costa Silva
Davidson de Magalhães
Dilermando Toni
Divanilton P. da Silva
Edilon Melo de Queirós
Edmilson Valentim
Edson Luiz de França
Edvaldo Magalhães
Edvaldo Nogueira
Elisangela Lizardo
Elza Campos
Emília Fernandes
Eronildo Braga Bezerra
Evandro Milhomem
Fábio Tokarski
Fernando Niedsberg
Flávia Calé
Flávio Dino
Francisco Lopes
Gilvan Paiva
Gustavo Lemos Petta
Haroldo Lima
Inácio Arruda
Jamil Murad
Jandira Feghali
Javier U. Alfaya Rodriguez
Jô Moraes
João Batista Lemos
João Quartim de Moraes
Jonas Marins
Jorge Panzera
José Carlos Ruy
Jose Reinaldo Carvalho
Julia Roland
Julieta Palmeira
Julio Vellozo
Liége Rocha
Lourdes Carvalho Rufino
Luciana Santos
Luciano Siqueira
Luiz Carlos Paes de Castro
Luiz Fernandes
Madalena Guasco
Manoel Rangel Neto
Manuela D’Avila
Marcelino Granja
Marcelino Rocha
Marcelo Cardia
Marcelo Ferraz Toledo
Márcio Jerry
Maria Olívia Santana
Nádia Campeão
Nágyla Drummond
Neide Freitas
Nereide Saviani
Nivaldo Santana Silva
Olgamir Amâncio
Olival Freire
Orlando Silva
Osmar Júnior
Pedro Bigardi
Péricles Sousa
Perpétua Almeida
Raimunda Gomes (Doquinha)
Raimunda Leone
Renan Thiago A Moreira
Renata Miele
Renato Rabelo
Renildo Calheiros
Renildo Souza
Ricardo Abreu
Ronald Freitas
Ronaldo Carmona
Ronaldo Leite
Sérgio Barroso
Socorro Gomes
Vanessa Grazziotin
Virgínia Barros
Vital Nolasco
Wadson Ribeiro
Wagner Gomes
Waldemar de Souza
Walter Sorrentino
Wander Geraldo da Silva

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Juventude rural da CTB apresenta realidade brasileira em encontro - Portal CTB

Juventude rural da CTB apresenta realidade brasileira em encontro
09/11/2013

Na manhã deste sábado (9) os participantes do 2º Encontro Regional de Jovens da Federação Sindical Mundial foram divididos em três grupos, dois foram conhecer programas sociais uruguaios enquanto o terceiro participou de oficinas onde foram abordados temas como maioridade penal e o papel da juventude trabalhadora rural.

Após a saudação do secretario da FSM para as Américas, Ramón Cardona, os participantes contaram as realidades vividas em seus países e se puderam aportar para os debates que continuarão ao longo do dia.

Sobre o tema reforma agrária, soberania alimentar e agricultura familiar a secretaria geral da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura), Dorenice Flor, informou que de acordo com o IBGE, existem mais de quatro mil jovens trabalhadores rurais.



Ela destacou que a juventude rural tem uma participação ativa nos sindicatos e citou como exemplo a Contag onde quatro jovens estão na direção da confederação.

Por sua vez, a secretaria da juventude da Fetase (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Sergipe), Sirley Ferreira, destacou que “A CTB é a única central que estabelece o dialogo com a juventude do campo e da cidade”.

Em sua intervenção, Sirley expressou que a permanência no campo é um dos maiores desafios que os jovens enfrentam, outra dificuldade apontada por ela foi que “a agricultura ainda é vista como uma atividade sem importância, por isso o jovem não quer se assumir trabalhador rural”, disse.



Os participantes do debate também levantaram questões como luta contra o agronegócio, o fortalecimento da agricultura familiar e a necessidade de que haja uma reforma agrária integral na América Latina, para fortalecer as políticas voltadas para o campo. “Contamos com a mobilização para diminuir a fome e a extrema pobreza no mundo ”, concluiu Dorenice.

No fim do evento os participantes fizeram uma roda e clamaram “Quando o campo e a cidade se unir a burguesia não vai resistir”. Os debates seguem nesta tarde na quadra do ginásio Platense Patín Club, em Montevidéu, que é o palco do encontro que reúne jovens do Peru, Argentina, Uruguai, Brasil, México,Chile e Paraguai.



De Montevidéu, Uruguai
Érika Ceconi - Portal CTB

Secretário da Juventude da CTB defende unidade dos trabalhadores na AL - Portal da CTB


Secretário da Juventude da CTB defende unidade dos trabalhadores na AL
10/11/2013

“Este encontro da juventude trabalhadora irá construir a solidariedade dos trabalhadores latino-americanos e caribenhos” expressou o secretário da FSM para as Américas, Ramón Cardona, durante sua participação na plenária realizada na tarde deste sábado (9) no 2º Encontro Regional de Jovens o Cone Sul.

Dando continuidade aos trabalhos que começaram desde a manhã, após as oficinas e as visitas às brigadas solidárias e à uma cooperativa, representantes dos três grupos relataram a suas experiências e conclusões para os demais e partir daí deu-se início para as mesas de discussões onde foram debatidos temas relacionados à integração.



Sobre o tema, o secretário nacional da Juventude Trabalhadora da CTB, Vitor Espinoza, que integrou uma das mesas, afirmou que a classe trabalhadora precisa se unir para combater às ofensivas do capitalismo no continente.

Os jovens contribuíram com propostas para a declaração final, que será apresentada neste domingo (10), como o argentino Johnn Corre, que sugeriu que o primeiro fim de semana de março seja o Dia de Ação da juventude da Federação Sindical Mundial.

Já o brasileiro Carlos André Conceição Alves, que integra o coletivo da CTB São Paulo, destacou a importância de lutar contra a diferença de gênero, racismo e homofobia. “Não podemos tolerar que o movimento sindical aceite tais práticas”.

Após os debates, os participantes do encontro presenciaram uma apresentação de Candombe, ritmo tradicional e base do carnaval daquele país, a confraternização também contou uma banda uruguaia que animou a noite. O encontro teminará neste domingo (10) com a plenária final onde serão apresentadas as conclusões dos três dias de debates.



De Montevidéu, Uruguai
Érika Ceconi - Portal CTB

Juventude da CTB bombou no o 2º Encontro Regional da FSM - Portal CTB

Jovens chegam ao Uruguai para o 2º Encontro Regional da FSM

08/11/2013
Ao som de “A Internacional”, centenas de jovens oriundos de vários países da América Latina uniram-se em uma só voz na noite desta sexta-feira (8), em Montevidéu. Este foi o clima da abertura 2º Encontro de Jovens da Federação Sindical Mundial (FSM) do Cone Sul, que ocorre até o próximo domingo (10) na capital uruguaia.



Na atividade, o coordenador da central uruguaia PIT-CNT, que está recebendo o evento, Marcelo Abdala, deu as boas-vindas aos participantes e destacou o protagonismo da juventude “Aqui estão os jovens que vão mudar a sociedade”, indicou. Já o coordenador da FSM para o Cone Sul e secretário de Relações Internacionais da CTB, Divanilton Pereira afirmou: "A FSM tem a convicção de que saíremos daqui mais experientes para construir o sindicalismo classista, o sindicalismo com perspectiva socialista", exclamou.



No ato político também participaram integrantes da FSM do Peru, Chile, México, Argentina, Brasil e Uruguai além da presença do coordenador do Encontro Sindical Nossa América e dirigente da PIT-CNT, Juan Castillo e do representante da juventude da central uruguaia, que foi ovacionado ao destacar a luta dos jovens trabalhadores.

A delegação brasileira conta com representantes de seis estados

O encontro segue neste sábado (9), onde pela manhã os participantes poderão conhecer programas sociais uruguaios como o projeto habitacional Plan Juntos e o caso das empresas recuperadas e autogestionadas pelos trabalhadores, além das mesas de debates, à tarde os participantes compartilharão entre si as experiências.


De Montevidéu, Uruguai
Érika Ceconi - Portal CTB

domingo, 10 de novembro de 2013

Cearenses lamentam perda de Messias Pontes - Portal Vermelho



Cearenses lamentam perda de Messias Pontes - Portal Vermelho
O jornalista cearense faleceu na noite do último sábado (09/11), aos 66 anos. Há pouco mais de um ano ele lutava contra um câncer no pâncreas.


Parlamentares, gestores, colegas, familiares. O sentimento de todos é o reconhecimento de uma trajetória de luta é unânime. Messias Pontes deixou sua marca, quer seja na atuação como jornalista, radialista ou sindicalista, pautada na ética e na defesa dos direitos do povo brasileiro.

O senador Inácio Arruda relembrou a contribuição do camarada em diversas frentes. “Organizador de bases, assessor parlamentar, dirigente sindical e do PCdoB, nos ajudou a reorganizar a Associação de Moradores do Dias Macedo. Messias combateu o bom combate. Seus escritos ficarão para sempre como legado dos lutadores pela liberdade, democracia e progresso social. A vida de Messias é exemplo de dedicação às causas de nosso povo e nosso país”.

Para o deputado federal Chico Lopes, a perda deixa uma tristeza irreparável, mas também, para várias gerações, um legado de ética, responsabilidade e luta pela transformação social. “No jornalismo e na luta por um mundo melhor, Messias Pontes fez história”. Amigos na infância, Chico Lopes e Messias Pontes se reencontraram durante a luta contra a ditadura militar, na clandestinidade. “Fomos meninos juntos e depois nos reencontramos na clandestinidade, mas, por toda a perseguição que havia e pela necessidade de sigilo e de segurança, não sabíamos que ambos pertencíamos ao PCdoB. Mais tarde, quando finalmente soubemos, foi um motivo de grande alegria para os dois”, recorda Lopes. “Perdi um irmão e um grande militante das causas socialistas. Um jornalista que, além de comunicador brilhante, com uma larga trajetória, teve um compromisso com a defesa da profissão e com a luta pela democratização dos meios de comunicação, bandeira que ainda segue por ser alcançada no nosso País”.

O deputado federal João Ananias considera esta uma perda precoce. “O camarada Messias ainda tinha muito a contribuir com o Partido e com a sociedade. Messias pensava numa sociedade nova, diferente, sem a existência de explorados e exploradores. É um imenso sentimento de perda de um companheiro que teve sempre a coerência com seu norte”.

O secretário do Esporte do Estado, Gilvan Paiva, também rendeu homenagens ao camarada do PCdoB. “Nossa homenagem a Messias Pontes, exemplo de jornalista comprometido com o povo brasileiro. Militante acima de tudo, comunista e apaixonado pela democratização da mídia”, ratificou.

O vereador Evaldo Lima citou Bertold Brecht para destacar a atuação do jornalista. "’Há homens que lutam um dia e são bons, há outros que lutam um ano e são melhores, há os que lutam muitos anos e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida e estes são imprescindíveis’. Messias Pontes era um destes homens, imprescindíveis para a luta. Sua morte representa uma grande perda para os comunistas cearenses, para os movimentos sociais e para a luta em defesa da democratização dos meios de comunicação”, lamentou.

Morre o jornalista cearense Messias Pontes - Portal Vermelho


Morre o jornalista cearense Messias Pontes - Portal Vermelho
O comunista histórico lutou contra um câncer no pâncreas.


Morreu na noite deste sábado (09/11), aos 66 anos, o jornalista Messias Pontes. Há pouco mais de um ano ele lutava contra um câncer no pâncreas.

Quer seja na sua atuação como jornalista, radialista ou sindicalista, sua atuação sempre foi pautada na ética e na defesa dos direitos do povo brasileiro. Messias atuava no programa Espaço Aberto (rádio Cidade AM), integrou a Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas no Ceará, diretor de Comunicação da Associação de Amizade Brasil-Cuba do Ceará.

Comunista histórico, Messias foi um dos responsáveis pela reorganização do PCdoB no Ceará após a Ditadura Militar. Anistiado político e membro do Comitê Estadual do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), presidia a Comissão da Verdade, Memória e Justiça dos Jornalistas Cearenses, que resgata a história de profissionais perseguidos pela ditadura no Estado e era colunista nacional do Portal Vermelho.

Serviço

O velório acontece na manhã deste domingo (10), na Funerária Ethernus (R. Padre Valdevino, 1688 – Aldeota), com missa às 14h. O sepultamento será às 15h, no cemitério São Jo]ao Batista.

De Fortaleza,
Carolina Campos


Leia também:
Luis Carlos Antero - Messias Pontes: a partida de um guerreiro

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Morre o comunista cearense José Joaquim de Medeiros Rocha - Portal Vermelho

Morre o comunista cearense José Joaquim de Medeiros Rocha - Portal Vermelho

31 DE OUTUBRO DE 2013 - 19H01

Faleceu na manhã desta quinta, (31/10), aos 55 anos, vítima de insuficiência respiratória, o histórico comunista cearense José Joaquim de Medeiros Rocha. Médico psiquiatra, Joaquim era filiado ao PCdoB desde a década de 1980 e foi membro da Direção Estadual e Municipal do Partido.

Militante sindicalista, compôs durante anos a direção do Sindicato dos Previdenciários do Ceará, tendo sido presidente durante duas gestões. Nascido em Massapê, município localizado a 200 km de Fortaleza, deixa filhos e netos.

Francinet Cunha, presidente do PCdoB em Fortaleza, o conheceu ainda em Massapê. "Joaquim honrou a história do PCdoB. Nascemos na mesma cidade e o conheci ainda criança, quando era conhecido como ‘Zezinho do seu Francinet’. Anos mais tarde o reencontrei em Fortaleza, já filiado ao PCdoB, vendendo Tribuna Operária. Foi um dos maiores presidentes do Sindicato dos Previdenciários. Nas suas gestões conseguiu filiar vários outros companheiros previdenciários ao Partido. Perdemos um grande amigo e camarada", lamentou.

Os comunistas cearenses, que sempre tiveram o prazer de conviver com o bom humor, inteligência e uma incontestável fidelidade ao Partido, estão profundamente entristecidos. Um pouco antes de falecer, como último desejo, Joaquim pediu para ser enterrado com a bandeira do PCdoB.

De Fortaleza,
Andrea Oliveira

domingo, 3 de novembro de 2013

CTB e CSD unidos na campanha pra conselho mais importante da Caixa Econômica Federal - Carlos Lima e Maria Gaia -Chapa 88


Carlos Lima (Caco), dirigente cetebista dos bancários do Rio de Janeiro, e a companheira Maria Gaia, da CSD, compõem a chapa 88 para o Conselho de Administração da Caixa Econômica Federal.

Convivo com Caco há algum tempo, e eu me sinto abençoado por ter tido a possibilidade de conhecê-lo.

Caco é uma pessoa de bem. Isso é cristalino e tem a ver com tudo que ele faz na vida. Caco busca viver de acordo com uma filosofia.. É um bom camarada.

Tê-los na representação dos empregados e empregadas em tão alta instância, no Conselho de Administração da Caixa é colocar nessa posição chave quem tem amor pela categoria e pela Caixa como Banco indispensável para o desenvolvimento do País.

Sua proposta é mais que necessária, é realista. Querem aumentar a capacidade dos empregados e empregadas da Caixa fortalecerem o controle social, a partir das cadeiras dos trabalhadores no Conselho de Administração da Caixa. Sua proposta é lutar pela transparência pública da instituição, uma gestão democrática e participativa e luta pelo papel fundamental que tem a Caixa como banco público. A Chapa 88 tem toda a qualificação para fazer um grande mandato que honre a confiança da classe, temos essa oportunidade.

Ademais, é a chapa para defender o maior investimento da Caixa na saúde de seus empregados.

As eleições ocorrerão de 11 a 18 de novembro e Coletivizando cobrirá a atividade da Chapa 88 na cidade. :-) :-) :-)

Caco é um estudioso, da luta do povo, de economia, de sua ciência, o marxismo, de matemática, uma pessoa interessada em desvendar o segredo da vida e aí cumprir um papel para o bem.

Essa nova representação da Caixa, Com Caco e Maria Gaia pode ser fundamental para os empregados(das) da Caixa vocalizarem seus anseios mais sentidos. Terão neles tribunos dos trabalhadores, com uma postura fundamentada em defesa de nossos direitos. São gente profundamente comprometida com as melhores causas.

Caco e Maria Gaia estarão aqui na capital federal, Brasília, para falar diretamente aos empregados(as) da Caixa nessa quinta-feira, dia 07 de novembro. Vamos lado a lado com ele para apoiar sua apresentação para os empregados e empregadas da Caixa no nosso Distrito Federal.
Vejam abaixo:

"Fortalecer e ampliar os instrumentos de transparência pública e controle social"

Representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa
Eleição de 11 a 18 de novembro

Vote Carlos Lima (Caco) e Maria Gaia. Vote 88

Banco público, gestão democrática e participativa


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Vila Vudu - A 3ª reunião Plenária do Comitê Central do Partido Comunista da China - Zhu Ningzhu (ed.) Xinhuanet, Pequim


Partido Comunista Chinês, reunido em “Pleno”: 9-12/11/2013
29/10/2013, Zhu Ningzhu (ed.) Xinhuanet, Pequim
http://news.xinhuanet.com/english/china/2013-10/29/c_132842065.htm


Pequim (Xinhua) – A 3ª Reunião Plenária do 18º Comitê Central do Partido Comunista Chinês (PCC) acontecerá de 9 a 12 de novembro próximo em Pequim, segundo informe do Gabinete Político do Comitê Central do PCC distribuído hoje.

O anúncio foi feito depois de reunião dos membros do Gabinete Político com Xi Jinping, secretário-geral do Comitê Central do PCC, para estudar como “aprofundar amplamente as reformas”.

Durante a reunião dessa 3ª-feira, todos ouviram um relatório das opiniões recolhidas dentro e fora do Partido, para uma primeira versão das decisões do Comitê Central do PCC sobre as principais questões relacionadas ao amplo aprofundamento das reformas.

Essa primeira versão será apresentada à 3ª reunião plenária, para revisão.

Reforma e abertura são uma “grande revolução” para o povo chinês sobre a liderança do PCC na nova era. Aprofundar as reformas exige melhorar e desenvolver o socialismo com características chinesas, como diz o informe.

Desde a 3ª sessão plenária do 11º Comitê Central do PCC, há 35 anos, o Partido promoveu reformas nos sistemas econômico, político, cultural e social, além das relacionadas ao progresso ecológico e à construção institucional do PCC. Desde então, diz o informe, a abertura foi continuamente ampliada.

A realização do sonho chinês de rejuvenescimento nacional exige aprofundamento amplo das reformas e reforço da confiança, teoria e sistema do socialismo com características chinesas; e “várias erros em sistemas e mecanismos têm de ser corrigidos” – nos termos do informe.

A sessão plenária verá o PCC trabalhar para apressar o desenvolvimento da economia socialista de mercado, da democracia socialista, do desenvolvimento cultural socialista, da harmonia social e da proteção ao meio ambiente.

“Devemos deixar que o trabalho, o conhecimento, a tecnologia, a administração e o capital desenlacem o próprio dinamismo, que se soltem e espalhem-se todas as fontes de riqueza, e que o povo usufrua em justo equilíbrio mais frutos do desenvolvimento” – diz o informe.

O documento acrescenta que a liderança do PCC deve ser reforçada e aprimorada, dando pleno desempenho à função central do Partido, que exerce liderança plena e coordena todos os esforços para assegurar o sucesso das reformas.

Todos os órgãos do Partido, em todos os níveis, são convocados para cumprir seu dever na liderança das reformas, aprimorar os mecanismos de tomada de decisões e aumentar a capacidade dos funcionários encarregados de impulsionar as reformas. Todos estão sendo convocados, também, a encorajar todos os membros do PCC a contribuir para as reformas.

Na mesma reunião, o comando do PCC aprovou regulação para combater o desperdício e a extravagância nos departamentos do Partido e do governo, conclamando a que se reforce a supervisão e imponham-se punições mais duras aos violadores.

“Em anos recentes, departamentos do Partido e do governo puseram-se ocasionalmente a competir por ostentação e extravagância, o que levou a enormes gastos e desperdício, além de fortes reações do povo” – diz o informe.

O Gabinete político aprovou e autorizou a divulgação da Regulação para Implantar a Frugalidade e Combater o Desperdício nos Departamentos do Governo e do Partido.

Segundo o documento, a Regulação visa a limitar estritamente, supervisionar e punir várias violações relacionadas ao gasto de dinheiro público.

A Regulação oferece normas de amplo alcance, que cobrem a gestão de dinheiro público, viagens domésticas e ao exterior, recepções de negócios, encontros e outras atividades oficiais, o uso de veículos e de escritórios não privados, além da poupança de recursos.

O informe conclama o Partido e o governo a seguir resolutamente o que a Regulação determina, com os principais funcionários a liderar e supervisionar a campanha.

Conclama também os departamentos de todos os níveis a mapear medidas detalhadas, nos termos da Regulação, adequados à realidade do próprio trabalho, assegurando estrita supervisão e punições mais duras aos que violem as normas implantadas, considerados os eventos caso a caso.

A Regulação é parte da campanha “em linha de massa” que está em curso e visa a estreitar os laços entre os funcionários e membros do PCC e o público, ao mesmo tempo em que se erradicam estilos não desejáveis de trabalho, como o formalismo, a burocracia, o hedonismo e a extravagância.

Democracy Now - Pete Seeger, the legendary folksinger and leftist activist in USA - Para começar a conhecer Pete Seeger - Paulo Vinícius

Democracy Now - We Shall Overcome: An Hour with Legendary Folk Singer & Activist Pete Seeger



Para começar a conhecer Pete Seeger - Paulo Vinícius Silva

Nunca tive muita vontade de ir aos EUA. Pelo menos não aonde em geral se quer ir, ou fazer o que caracteriza o American Way of Life. Mas essa semana, soube que Toshi, Seeger, em julho faleceu aos 91 anos. Apesar da longevidade, entristece-me a  partida da grande produtora e companheira de toda a vida de Pete Seeger, lenda do folk, da esquerda, da luta pelos direitos civis e pela paz, o provecto comunista que enfrentou o Maccarthismo. Assim, queria muito poder visitar sua casa, que eles mesmos construíram, à beira do rio Hudson, para dar um abraço nele.

Pete Seeger, o companheiro de Woody Guthrie, conheçam, vale muito a pena. O Bob Dylan que amamos é o que o Pete orientou e projetou para as lindas canções de coragem que nos comovem ainda hoje. Mas Pete Seeger manteve-se sempre do mesmo lado, imbatível campeão da democracia, da justiça social e da cultura nos EUA. É mais um lutador  que nos inspira, maestro de coros de multidões, crítico implacável do capitalismo, cantor dos trabalhadores nos EUA, pesquisador que resgatou We Shall Overcome, intrépido cantor da paz em meio às guerras, que cantava Guantanamera em meio à crise dos mísseis e à campanha contra CUBA, que denunciou TODAS as guerras do imperialismo e pôs sua arte a disposição desse ideal, uma pessoa de uma coragem artística que deveria inspirar a todos os lutadores e lutadoras da cultura.

Deixo-lhes a uma hora de programa no Democracy Now, e abaixo o filme "The Power of Song", da PBS, sobre a sua vida - produzido por Toshi Seeger, a despeito dos créditos - e duas canções. Depois escreverei mais sobre essa pessoa que honra a humanidade, esse comunista que jamais se vergou ao fascismo nem à mercantilização. Infelizmente só tenho os filmes em inglês, mas prometo um artigo, iluminando melhor o caminho para que se possa conhece-lo e à luta heroica que o povo estadunidense enfrenta no estômago da besta imperialista.

Para entender essa luta, para falar com lutadores de todo o mundo, para isso vale muito a pena dominar o idioma. Como bem ensinou o Vladimir, o carequinha mais amado dos trabalhadores em todo o mundo, não é a coisa em si que interessa, mas sim como ela está no contexto e o nosso lado. Desse modo, é encantador ver como o inglês pode ser utilizado como arma de luta.

Ouvir o que diz Pete Seeger na língua dos ianques ensina muito, encanta, inspira. Faça um esforço de pesquisar, você não se arrependerá. Mesmo assim, faço a minha tradução mal ajambrada da cançao da luta dos direitos civis, da Marcha sobre Washington do dia do discurso de Martin Luther King, I have a Dream (Eu tenho um Sonho), só para vocês sentirem esse calor da voz e da mensagem que há quase um século semeia flores num solo tão árido, mostrando que há, sim, luta heroica em toda parte, e que não há opressão que não enfrente a resistência, e que é possível ter coragem, dignidade, e fé na humanidade.

Pete Seeger. The Power of Song (2007) by PBS American Masters




Which Side Are You On? (De que lado você está? Canção dos trabalhadores, linda)








We Shall Overcome 

Hey we shall overcome, we shall overcome
We shall overcome someday
Darlin' here in my heart, yeah I do believe
We shall overcome someday

Vernceremos

Venceremos, venceremos,
Um dia, sim, venceremos!
Sim, amor, dentro deste meu coração, eu creio
que venceremos um dia!

Well we'll walk hand in hand, we'll walk hand in hand
We'll walk hand in hand someday
Darlin' here in my heart, yeah I do believe
We'll walk hand in hand someday

E marchamos de mãos dadas, 
marchamos de mãos dadas
E um dia, amor, dentro deste meu coração, sim, eu creio.
Marcharemos de mãos dadas um dia 

Well we shall live in peace, we shall live in peace
We shall live in peace someday
Darlin' here in my heart, yeah I do believe
We shall live in peace someday

E viveremos em paz, sim, viveremos em paz
Viveremos em paz um dia.
Sim, amor, dentro deste meu coração, eu creio
que viveremos em paz um dia!

Well we are not afraid, we are not afraid
We shall overcome someday
Yeah here in my heart, I do believe
We shall overcome someday

E não temos medo, não, não temos medo
E venceremos um dia
Sim, amor, dentro deste meu coração, eu creio
que venceremos um dia!

Hey we shall overcome, we shall overcome
We shall overcome someday
Darlin' here in my heart, I do believe
We shall overcome someday
We shall overcome someday

Venceremos, venceremos,
Um dia, sim, venceremos!
Sim, amor, dentro deste meu coração, eu creio, 
venceremos um dia!
Venceremos!

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Haroldo Lima: O Partido Comunista do Brasil se despede de Calucho

Não conheci pessoalmente Calucho, mas, além da tristeza que nos toma quando um militante falece, não pude deixar de comover-me com as lindas homenagens que se fazem a esse camarada que partiu tão cedo. Para honrar esse patrimônio indispensável na esquerda e no PC - o(a) militante - republico o belo texto de Haroldo Lima, e aproveito para enviar meu abraço ao camarada José Reinaldo de Carvalho, que além de um camarada, perdeu um irmão.

Paulo Vinícius



30 DE OUTUBRO DE 2013 - 11H41


A memória das pessoas fica marcada em nossas mentes em função dos acontecimentos relevantes da vida. Logo depois da Anistia, em 1979, foi para mim crucial começar a participar da atividade política aberta na Bahia, afinal eu vinha de 13 anos de clandestinidade e prisão política.

Por Haroldo Lima*

Naquele momento o clima era de efervescência. A liberdade renascendo iluminava os rostos, inspirava os discursos, dava ritmo novo à vida que ressurgia dos escombros da tirania.

Um fato chamava a atenção, a movimentação febril dos novos atores que ocupavam a cena. Eram jovens, plenos de entusiasmo e idealismo, no fragor das batalhas libertárias, arrancando os novos tempos das entranhas do tempo que combateram.

Calucho era um desses jovens. Ativo, inteligente, pensava e agia. Era visceralmente ligado ao processo em curso, e opinava sobre tudo que acontecia, sedento de futuro. O Partido Comunista do Brasil ainda era clandestino e Calucho já era do Partido.

Naquele momento fazíamos um grande esforço para alargar as conquistas, ocupar novos espaços, destroçar os grilhões que ainda existiam. Foi quando fundamos o jornal Tribuna da Luta Operária. A Tribuna tinha que crescer. E só podia crescer e ampliar sua influência se em cada estado tivesse um grupo decidido que a assumisse, que a recebesse no aeroporto, levasse para um escritório central, distribuísse os pacotes por entre militantes e amigos, fizesse reuniões para discutir as orientações que vinham pelo jornal. Era a velha fórmula do jornal como orientador e organizador.

Um grupo ocupou essa trincheira na Bahia. Calucho estava na linha de frente desse grupo. Era edificante vê-lo trabalhando, incansável, sempre otimista, cumprindo essa, que era das mais importantes tarefas do momento.

Aquela geração se torna adulta, e Calucho se casa e forma família, tem filhos que lhe enchem de orgulho. Vieram depois as campanhas eleitorais, as primeiras que fazíamos em 30 anos, as primeiras que aquela geração de Calucho fez em toda a vida. Vitórias sucederam, novos desafios também.

Calucho vai a Brasília, onde ocupa posto de destaque na direção partidária local. Ajuda a nascente bancada dos comunistas a cumprir suas tarefas, organiza debates dentro da Câmara.

O tempo passa, as conquistas se ampliam, os combatentes da luta contra a ditadura vão ocupando novas posições na nova sociedade que ajudaram a criar e vão descobrindo aptidões que se desenvolveram.

Calucho sempre foi muito inteligente. Mas sua inteligência tinha aquele viés criativo, aquela propensão à inovação, à novidade. E por aí ele chega ao ramo publicitário. Como publicitário procurou sempre vincular essa sua nova atividade aos projetos políticos progressistas. Ajudou-me em diversas campanhas, foi esteio importante de campanhas de sua primeira esposa, a hoje senadora Lídice da Mata, e também do atual governador da Bahia Jaques Wagner.

Inesperadamente acometido por uma doença maligna, não se desesperou, lutou contra ela, com denodo e otimismo. Chegou a ir aos Estados Unidos atrás de uma medicação inexistente por aqui, mas que já não lhe deu o alento esperado.

No aconchego de seus familiares, que tanto amava e por quem era tanto amado, acolhido pelos seus camaradas do Partido e pelos seus amigos, Calucho se foi hoje [quarta-feira (30)]. Deixa a saudade imorredoura dos que souberam cativar amigos e admiradores, e lutaram, sem nunca perder a esperança, por um tempo em que a amizade e não a opressão ilumine nossos caminhos.

O Partido Comunista do Brasil se despede de Calucho.


* Haroldo Lima é membro da direção nacional do PCdoB

Uma nova espiritualidade - Ciro Gomes - Portal UJS




A busca da felicidade deve ocorrer onde pode se concretizar: no amor, no idealismo, na solidariedade. E não em um consumismo desenfreado e irrefletido

Ser feliz hoje parece resumir-se a responder a uma pergunta tosca: quanto atendemos de uma expectativa de consumo?

Não gosto, mas constato que a fugidia busca da felicidade que mais ou menos lucidamente nos guia na vida transitou da minha para a atual geração de um ambiente espiritual para um ambiente puramente materialista. E um materialismo em seu pior significado, o consumismo.

Não estou, claro, falando de religião quando me refiro à dimensão imaterial, idealista, espiritual, onde se buscava encontrar a tal felicidade. Era a poesia, a seresta, a boemia, o amor romântico, mas, acima de tudo, uma crença confiante de que éramos capazes de enfrentar não só o cabo da esquina, mas de mudar tudo que quiséssemos mudar, mesmo que fossem as estruturas da família mononuclear ou até mesmo – o maior talvez de todos os equívocos – a superação dos limites psicofísicos de nosso cérebro pela viagem lisérgica. Tal era ser feliz! Ou ao menos havia uma bastança enorme nessa busca em nossas almas.

Hoje em dia, e nisso não há nenhuma nostalgia, mas um diagnóstico para uma nova e generosa frente de luta, ser feliz, parece, resume-se a responder a uma pergunta tosca: quanto de uma expectativa de consumo dramaticamente excitada por uma infinda e maravilhosa oferta global damos conta de saciar com a renda apertada de que dispomos? Sim, pois, na mesma proporção que nossa renda possa evoluir, muito mais velozmente evoluem os encantos do consumismo.

E a única coisa efetivamente globalizada é a informação, o resto é mera manipulação ideológica imposta pela perversão liberal, tal como o “Consenso de Washington” a definiu.

Não é a miséria, por exemplo, como uma generosa, porém equivocada, opinião esquerdista sustenta, a causa da violência que explode em nossas cidades – todas na mesma ocasião em que o País retira da pobreza mais de 20 milhões de indivíduos. É, penso eu, o desdobramento natural do que reparto aqui: os jovens atuais, desespiritualizados, são induzidos a referir sua felicidade a um conjunto de elementos iconográficos do consumo moderno de massa, seja para portar os símbolos do êxito, seja para ser aceitos pelos seus grupos ou pelas meninas… E não têm dinheiro para adquiri-los. Frustração no primeiro momento. No seguinte, em consequência da justaposição da opulência, revolta e violência. A droga nada mais é que um escapismo anestesiante de uma vida vazia e careta. De um vácuo espiritual.

Dessa constatação resultam consequências muito práticas e concretas para quem imagina que estou divagando à beira de filosofia barata: se ser feliz modernamente é acessar ao bom, bonito e barato, cuja notícia global (sem trocadilho) nos chega pela televisão ou pela internet, trata-se de perguntar se as condições de produzir esse padrão desejado, como o próprio ser feliz, são globais.
Óbvio: a taxa de juros campeã mundial, o retardo tecnológico extenso e a economia baseada (ao menos sob o ponto de vista do emprego) em pequenas empresas que por definição trabalham em pequena escala não fazem do Brasil um país propriamente protagonista mundial desse ideal de consumo. Essa assimetria competitiva arbitrada por um consumidor desespiritualizado e com renda precária merecerá mais reflexões aqui, sob o ponto de vista econômico.

É, porém, uma batalha mundialmente perdida. O que quer dizer que, ao lado de modelos econômicos e de inserção internacional rebeldes à corrente dominante, há de se fortalecer uma luta global, especialmente entre nós, brasileiros, tanto mais com os jovens e as crianças, por uma nova espiritualidade.

É a tarefa histórica que os estetas, intelectuais, artistas (pensei muito em você, Patrícia) e especialmente políticos que não tenham só minhocas na cabeça e compulsão eleitoral devem realizar: temos de devolver a busca ansiosa pela felicidade onde ela tem alguma chance de se revelar real: ao amor, ao idealismo, à solidariedade, à austeridade, à parcimônia e ao respeito verdadeiro à natureza.

O novo consumidor deverá ser capaz de fazer três e não apenas uma pergunta no seu ato de consumo. Hoje só perguntamos quanto custa, seja para ter, seja para se frustrar. É preciso que perguntemos sempre quanto custa, pois a vida é dura, mas é preciso mais duas perguntas: quem se aproveita economicamente do meu ato de consumo e se esse meu ato é amistoso em relação à natureza na origem e nos rejeitos. Seria o começo de uma nova revolução.

Por: Ciro Gomes - Ex-ministro da Fazenda e da Integração Nacional, ex-deputado federal pelo PSB e ex-governador do Ceará

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Coragem Intelectual - Grover Furr e o fascismo ideológico nos EUA - Paulo Vinícius Silva


O Professor Grover Furr, que ensina História da Língua Inglesa, Literatura Mundial e História do Jornalismo na Universidade de Montclair (New Jersey, EUA) enfrenta há anos uma árdua batalha, nadando contra a corrente de um dogma que une trotskistas, utra-liberais, social democratas de esquerda, centro e direita, conservadores de todos os matizes, a grande imprensa burguesa, as religiões fundamentalistas, nazistas e fascistas de todos os nuances, e os revisionistas, ex-comunistas, kruschevistas et caterva: a demonização do líder soviético Josif Stalin.

Ora, raríssimos temas na História gozam de tamanha unanimidade, creio que nenhum. Contra tal narrativa, no século passado, Pablo Neruda, escrevendo sua derradeira obra, a autobiografia Confesso Que Vivi, ousou defender Stalin da demonização, em princípios dos anos 70. Mais recentemente, autores como o extinto líder do Partido do Trabalho Belga, Ludo Martens  (Um outro Olhar Sobre Stalin), e o filósofo comunista italiano Domenico Losurdo (História Crítica de uma Lenda Negra), tiveram a coragem de publicar obras bastante documentadas que questionam a desconstrução e a demonização de Stalin, líder da URSS num dos períodos mais difíceis da História.

Nenhum país, nenhum líder na História enfrentou o que o povo soviético sob a liderança de Stalin passou. Pelo menos 22 milhões de soviéticos deram suas vidas em defesa de seu país, do socialismo e de toda a Humanidade. Mesmo autores abertamente hostis ao socialismo e Stalin, como os Medvedev (Um Stalin Desconhecido) e Simon Sebag Montefiore (de que li apenas O Jovem Stalin), tem lançado importantes luzes sobre a complexidade do período. Os Medvedev, relatando os inúmeros sinais de que Stalin foi assassinado por envenenamento e omissão deliberada de socorro, em função de mudanças de impacto nos rumos da URSS, de fortalecimento ideológico e político do PCUS. E Montefiore brinda-nos com um relato que - malgrado a má vontade - não pode senão despertar admiração de qualquer revolucionário: a história daquele pequeno georgiano, filho de uma lavadeira e de um pai alcoólatra, com um braço menor e torto, pobre de Jó, poeta e galante, que teve uma fibra e uma juventude admiráveis, repleta de atos de coragem, heroísmo, de grande inteligência e capacidade de superação. Na verdade, a principal coluna de apoio financeiro e organizativo a Lenin em todo o seu caminho revolucionário. A vida de Stalin, desde a adolescência, foi inteiramente dedicada à luta pelo socialismo.

Nesse sentido, sem que se possa esconder a simpatia, nem se o pretenda, o Professor Furr persiste nesse caminho de pesquisa os documentos da URSS, e questiona em suas obras vários postulados do senso comum: o assassinato de Sergei Kirov (The Murder of Sergei Kirov), Stalin e a democracia e a colaboração de Trotsky com os  inimigos da URSS, entre os quais os nazistas (Stalin and Democracy - Trotsky and the Nazis) e o livro As Mentiras de Kruschev (Kruschev Lied). Esse último, questiona uma a uma todas as 61 acusações do famoso Discurso Secreto de Kruschev contra o "Culto a Personalidade" e os "Crimes de Stalin".



A coragem intelectual de Furr é digna de admiração, mesmo de quem se lhe reproche as visões, mas tenha um pingo de coerência em defesa da liberdade acadêmica. Furr, ademais, dá uma verdadeira lição de independência e de talento enquanto professor. Afinal, como era de se esperar, nesses tempos de Obama Presidente, Tea Party e de extrema direita e fascismo imperando nos EUA, pode-se imaginar a que se expõe o Professor Furr por suas ideias. Em 2012, provocado por uma associação de estudantes ultra-liberais estadunidense (YAL - Young Americans for Liberty), Furr aceitou o convite a um debate cama de gato, aonde se lhe gravaram as declarações corajosas e incomuns, ante a provocação de um dos líderes neoconservadores. Para piorar, Furr ainda defendeu a saúde pública - o cabra não alisa, é mais valente que dez siris numa lata.



A peça ganhou milhares de acessos no You Tube levando a uma campanha de difamação contra o Professor Furr, como parte de uma tendência mais ampla de neomacarthismo, com a perseguição de intelectuais de esquerda que ensinam em universidades, retratados como pessoas perigosas que, como Sócrates, "corrompem a juventude". Sabemos o destino de Sócrates. A publicidade dada ao episódio e as pressões de direitistas eram claras ao pedir a cabeça de Furr. Até um site foi feito (http://stopgroverfurr.blogspot.com.br) em vários idiomas para o difamar, além de programas de TV, notícias em jornais e pressões sobre a Universidade. 

Furr é um acadêmico, dá aulas, escreve, como se lhe podem parar? Retirando-lhe o emprego, cassando sua página e publicações na página de onde ensina, impedindo-lhe de declarar sua condição de professor universitário, ou através de métodos bem utilizados nos EUA para calar o contraditório, como Martin Luther King, Malcom X e mesmo o Presidente Kennedy poderiam testemunhar. Não ocorre aos paladinos da democracia jamais questionar a si próprios se seus atos não expressam aquilo que retoricamente buscam condenar.

Nessa campanha de perseguição, todavia, não puderam contar com a cumplicidade da instituição nem dos estudantes, que o defenderam. Querido, foram vários os testemunhos de seu rigor em classe, de sua capacidade e da clareza com que dá suas aulas de Literatura sem misturar os temas. O jornal estudantil da intituição, The Montclarion fez um equilibrado histórico das posições e da campanha de difamação contra o Professor Furr, gesto que somado à posição da instituição causam alegria nessas terras do Sul e alhures, a alegria de reconhecermos forças vivas em solo estadunidense que lutam contra o império da CIA, da Comunicação midiática, das petroleiras e do complexo industrial militar. Em tempos de Patriotic Act, essas expressões corajosas de esquerda comovem imensamente, e demandam a solidariedade internacionalista de todos os que apoiam lutadores e lutadoras que lutam no próprio estômago da besta imperialista, por exemplo pela liberdade acadêmica. E há muitos lutadores nos EUA, gente como Pete Seeger, Paul Robeson,MLK e Malcom X, Woody Guthrie, Harry Belafonte, Nina Simone, Susan Sarandon, Joan Baez, Mchael Moore, gente de fibra, admirável.

Todavia, o que sobressai em todo o debate, e em todo o ódio destilado contra Furr é que há razões de questionamentos para muitas das estórias que se difundem sobre a memorável luta do povo soviético e de seu líder para libertar a Humanidade do Nazismo. Também o tempo tem demonstrado que o fervor justiceiro dos kruschevistas serviu a propósitos menos nobres, em especial a negação da luta de classes, da Revolução, das deformações burocráticas na URSS que eles próprios representavam e do próprio assassinato de Stalin. O velho, que jamais fora derrotado, só tombou envenenado e deixado à morte por mais de um dia. E não bastou, era necessário destruí-lo simbolicamente, assim como a autoridade da URSS que tanto nos deu. Maiores expressões não há de traição ao socialismo, traição que Stalin jamais admitiu. Ao contrário, resistiu e se manteve em Moscou, inspirou milhões em todo o mundo na luta contra o fascismo. Não admitiu privilégios, e seu próprio filho, Yakov Djugashvilii, oficial, estava em combate. Capturado, nem se declarou filho de Stalin, nem seu pai aceitou as chantagens que se lhe fizeram para trocá-lo em termos desonrosos. O líder soviético também tinha quem prantear.

Como disse Brecht, "Do rio que tudo arrasta, diz-se violento, mas não se dizem violentas as margens que o oprimem." O capitalismo e sua História jamais podem perdoar duas virtudes num(a) líder: amor a seu povo o suficiente para nunca o trair e a capacidade de vencer. Não é desarrazoada a campanha de décadas contra Stalin, peça central da propaganda contra o socialismo no século XX. Desarrazoado é acreditar acriticamente nela, sem sequer conhecer os rudimentos do debate, sem admitir o contraditório, esgrimindo chantagens emocionais que nada tem a ver com a Ciência, muito menos com a História. Essas são as sistemáticas posturas que se abatem contra o Professor Furr, afora um ódio que diz muito das convicções democráticas de seus difamadores. O que não há em todos os ataques que se lhe fizeram, dos que vi, em parte alguma, é a refutação das admiráveis moscas que ele, assim como Losurdo e Ludo Martens, põem na empada embolorada dessa história oficial que - não há motivo para dúvidas - ela sim constitui uma gritante falsificação, sustentada pela traição de Kruschev, sua camarilha e os trotsquistas, com que contaram o poder econômico e o monopólio midiático para desmerecer uma das mais importantes epopeias da História da Humanidade, a construção do socialismo na URSS sob brutal cerco, e sua capacidade, sob a liderança de Stalin, de unir a Humanidade, derrotar o nazismo, libertar os judeus dos campos de concentração e os países europeus sob domínio nazifascista. E parece que isso não se poderá jamais tirar de Stalin, assim como a admiração que na Rússia persiste quando se menciona o seu nome.

Veja a entrevista do Professor Furr para o jornal A verdade, reproduzida pelo Portal Vermelho

Conheça a página do Professor Furr


P.S.: Corrigido em 13/01/2014


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Camila Vallejo - vídeo de campanha - o PC do Chile e a batalha da comunicação

Camila Vallejo, em sua campanha a Deputada pelo partido Comunista do Chile, dá-nos exemplo de propaganda bem feita e buscando sintonia com uma consciência mais avançada do eleitorado. Não há símbolos, pirotecnias, muito menos qualquer apego a uma solenidade que se amarre à linguagem de outros tempos. Sua beleza e feminilidade, a nova vida que tem dentro de si são apresentadas sem apelação, mas com força, sem machismo, mas como uma bela e completa representação de uma mulher de luta, e por que não, bonita e, por que não, mãe.
Uma câmera na mão, uma ideia na cabeça e a vontade de transmiti-la. A busca da sintonia e da identidade com o eleitor do povo sofrido, dos trabalhadores(as) e estudantes. E uma campanha de esquerda. Deixo a vocês para que tirem suas próprias conclusões:

Coletivizando no Youtube