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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Após entrave judicial, chapa da CTB vence eleição dos Vigilantes de Manaus

Após entrave judicial, chapa da CTB vence eleição dos Vigilantes de Manaus


Após um imbróglio que se arrastava por 17 meses, o Sindicato dos Vigilantes de Manaus finalmente voltará a contar com uma Direção estabelecida, eleita por meio do voto de seus sócios. A chapa da CTB, encabeçada por Valderli Bernardo, foi a vencedora do pleito, ocorrido entre os dias 17 e 19 de outubro.vigilantes manaus2
No total, quatro chapas participaram das eleições. A chapa da CTB obteve 341 votos, contra 261 da chapa da CUT, 260 da chapa da Força e 73 votos dos representantes da Intersindical. O resultado oficial foi divulgado no último sábado (20).
Os Vigilantes de Manaus passavam por uma situação delicada. Desde 25 de abril de 2011, a Direção eleita para o período 2009-13, também formada por sindicalistas da CTB, foi afastada por determinação da 9ª Vara do Trabalho de Manaus, sob alegações até hoje mal explicadas.
“Esse processo foi claramente uma perseguição política, mas também houve pressão empresarial, pois graças ao trabalho do Sindicato os trabalhadores Vigilantes da cidade obtiveram grandes avanços nos últimos anos. Isso com certeza causou grande insatisfação em certos setores”, explicou Valderli Bernardo, eleito pela terceira vez presidente da entidade.
Mobilização
Segundo o dirigente sindical, um dado comprova a falta de mobilização da categoria desde que a Justiça colocou na Direção do Sindicato uma Junta Governamental. “Chegamos a ter 5400 trabalhadores filiados, mas hoje passamos a contar com apenas 1994. Felizmente, desde o último sábado, quando nossa vitória foi anunciada, muitos companheiros já se manifestaram no sentido de se filiar novamente”, destacou.vigilantes manaus3
Com a vitória assegurada, o presidente do Sindicato diz que sua primeira tarefa para o novo mandato é reorganizar a casa. “No aspecto sindical, precisamos colocar tudo em ordem para sair novamente a campo e voltar a lutar por melhoras para nossa categoria. No campo partidário, iremos manifestar nosso total apoio à candidatura de Vanessa Grazziotin à Prefeitura de Manaus”, afirmou.
Fernando Damasceno – Portal CTB

Democracia em Cuba: 90% participam das eleições municipais - Portal Vermelho

Democracia em Cuba: 90% participam das eleições municipais - Portal Vermelho

Neste domingo (21), Cuba realizou eleições para eleger os delegados municipais (cargo semelhante ao de vereador), que irão compor as 168 Assembleias Municipais de Poder Popular. Cerca de 8,5 milhões de cubanos compareceram às seções eleitorais. Todo cubano maior de 16 anos, sem direitos políticos cassados e sem distúrbios mentais pôde participar do pleito, que teve uma participação de 90% dos cubanos, cifra que se mantém desde 1976.

Ismael Francisco/Cubadebate

Voto de Fidel Castro é depositado na urna pelo mesário Santiago González Guerra

No próximo domingo (28) será realizado o segundo turno nas circunscrições cujo vencedor não obteve votação superior a 50%. Em cada uma dessas assembleias, logo após a eleição, os representantes eleitos, com mandatos de dois anos e meio, votarão para escolher o presidente (cargo equiparável ao de prefeito).


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Em Cuba os eleitores escolhem os candidatos
Para esta segunda-feira (22) está prevista uma coletiva de imprensa na qual serão revelados os resultados preliminares das eleições que tiveram mais de 32 mil candidatos, todos nomeados em reuniões comunais.

De acordo com a vice-presidenta da Comissão Eleitoral Nacional (CEN), Rosa Charroó, “estas eleições são históricas porque mais uma vez o povo participou de forma massiva e entusiasmada”.

De acordo com Rosa, a alta participação no pleito realizado para eleger os 14.537 vereadores constitui “uma expressão inequívoca de respaldo à Revolução e ao sistema democrático de Cuba”.

O vice-presidente do conselho de ministros, Miguel Díaz-Canel, afirmou que “as eleições são um momento de reafirmação patriótica e da vontade de seguir defendendo a soberania nacional”.

Já a ministra de Justiça, María Esther Reus, declarou que este exercício democrático “é a possibilidade que temos e que outros países do mundo não têm de exercer livremente, e sem pressões, o direito ao voto para selecionar quem são as pessoas com melhores qualidades para nos representar”, destacou.

Voto de Fidel

O líder da Revolução Cubana, Fidel Castro, exerceu seu direito a voto. Pouco antes das 16h locais (18h de Brasília). Conforme o estipulado na lei eleitoral cubana para os casos de cidadãos com algum tipo de impedimento, mas apto para o exercício do sufrágio, Fidel foi visitado em casa por um membro de seu conselho eleitoral para trazer o voto. o voto do Fidel, retornou ao local e depositados na urna.

Chuvas

Devido às fortes chuvas no centro e no oeste do país, a CEN adiaram o término das votações nos municípios nas províncias de Sancti Spíritus, Ciego de Ávila, Camaguey e Santiago de Cuba.

com agências

Fidel Castro está agonizando - Portal Vermelho

Fidel Castro está agonizando - Portal Vermelho

Bastou uma mensagem aos formandos do primeiro curso do Instituto de Ciências Médicas “Victoria de Girón”, para que o galinheiro da propaganda imperialista se alvoroçasse e as agências informativas se lançassem com infâmia voraz para as mentiras. Não só isso, mas em suas notícias adicionaram ao paciente as mais absurdas estupidezes.

Por Fidel Castro, no CubaDebate
Alex Castro
Fidel
Fidel exibe o jornal O Gramma do dia 19 de outubro
O jornal ABC da Espanha publicou que um médico venezuelano radicado em ninguém sabe onde, revelou que Castro sofreu um derrame na artéria cerebral direita, “posso dizer que não voltaremos a vê-lo publicamente”. O suposto médico, que se é abandonaria primeiro seus próprios compatriotas, qualificou o estado de saúde de Castro como “muito perto do estado neurovegetal”.

Apesar de muitas pessoas no mundo serem enganadas pelos meios de comunicação de massa – quase todos em mãos dos privilegiados e ricos, que publicam estupidezes – os povos acreditam cada vez menos neles. Ninguém gosta de ser enganado; até o mais incorrigível mentiroso espera que lhe digam a verdade. Todo mundo acreditou, em abril de 1961, nas informações publicadas pelas agências de notícias, que os invasores mercenários de Girón ou Baía dos Porcos, como queiram chamar, estavam chegando a Havana, quando na realidade alguns deles tentavam chegar infrutiferamente em botes até os navios de guerra ianques que os escoltavam.

Os povos aprendem e a resistência cresce diante da crise capitalista que se repete cada vez com maior frequência; nenhuma mentira, repressão ou armas novas poderão impedir a queda de um sistema de produção crescentemente desigual e injusto.



Há alguns dias, perto do 50º aniversário da “Crise de outubro”, as agências indicaram três culpados; Kennedy, um recém-chegado à liderança do império, Khruchev e Castro. Cuba não tinha nada a ver com armas nucleares, nem com a matança desnecessária de Hiroshima e Nagasaki, perpetrada pelo presidente dos Estados Unidos, Harry S. Truman, que instituiu a tirania das armas nucleares. Cuba defendia seu direito à independência e à justiça social.

Quando aceitamos a ajuda soviética de armas, petróleo, alimentos e outros recursos, foi para nos defender dos planos ianques de invadir a nossa Pátria, submetida a uma suja e sangrenta guerra que este país capitalista nos impôs desde os primeiros meses, ao custo de milhares de vidas e mutilados cubanos.

Quando Khruchev propôs instalar mísseis de médio alcance semelhantes aos que os Estados Unidos tinham na Turquia – ainda mais perto da URSS que Cuba dos Estados Unidos – como uma necessidade solidária, Cuba não vacilou em aceitar tal risco. Nossa conduta foi eticamente irrepreensível. Nunca pediremos desculpa a ninguém pelo que fizemos. O certo é que transcorreu meio século e ainda continuamos de cabeça erguida.

Gosto de escrever e escrevo; gosto de estudar e estudo. Há muitas tarefas na área dos conhecimentos. Nunca as ciências, por exemplo, avançaram em tão surpreendente velocidade.

Deixei de publicar as Reflexões porque certamente não é meu papel ocupar as páginas da nossa imprensa, consagrada a outras tarefas de que o país precisa.

Aves de mau agouro! Não lembro sequer o que é uma dor de cabeça. Como evidência de quão mentirosos são, os presenteio com as fotos que acompanham este artigo.


Fidel Castro Ruz



*Tradução: Léo Ramirez, para o Portal Vermelho

Dia da Consciência Negra - Martin Luther King - I Have a Dream - Vídeos, original e tradução


Versão completa com legendas em inglês





Tradução de acordo com o blog Poeta da Alma

http://invernodeminhalma.blogspot.com.br/2012/04/i-have-dream-martin-luther-king-august.html

EU TENHO UM SONHO" (Tradução) Discurso de Martin Luther King (28/08/1963)

 "Eu estou contente em unir-me com vocês no dia que entrará ara a história como a maior demonstração pela liberdade na história de nossa nação.

Cem anos atrás, um grande americano, na qual estamos sob sua simbólica sombra, assinou a Proclamação de Emancipação. Esse importante decreto veio como um grande farol de esperança para milhões de escravos negros que tinham murchados nas chamas da injustiça. Ele veio como uma alvorada para terminar a longa noite de seus cativeiros.
Mas cem anos depois, o Negro ainda não é livre.
Cem anos depois, a vida do Negro ainda é tristemente inválida pelas algemas da segregação e as cadeias de discriminação.
Cem anos depois, o Negro vive em uma ilha só de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos depois, o Negro ainda adoece nos cantos da sociedade americana e se encontram exilados em sua própria terra. Assim, nós viemos aqui hoje para dramatizar sua vergonhosa condição.

De certo modo, nós viemos à capital de nossa nação para trocar um cheque. Quando os arquitetos de nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e a Declaração da Independência, eles estavam assinando uma nota promissória para a qual todo americano seria seu herdeiro. Esta nota era uma promessa que todos os homens, sim, os homens negros, como também os homens brancos, teriam garantidos os direitos inalienáveis de vida, liberdade e a busca da felicidade. Hoje é óbvio que aquela América não apresentou esta nota promissória. Em vez de honrar esta obrigação sagrada, a América deu para o povo negro um cheque sem fundo, um cheque que voltou marcado com "fundos insuficientes".

Mas nós nos recusamos a acreditar que o banco da justiça é falível. Nós nos recusamos a acreditar que há capitais insuficientes de oportunidade nesta nação. Assim nós viemos trocar este cheque, um cheque que nos dará o direito de reclamar as riquezas de liberdade e a segurança da justiça.

Nós também viemos para recordar à América dessa cruel urgência. Este não é o momento para descansar no luxo refrescante ou tomar o remédio tranqüilizante do gradualismo.
Agora é o tempo para transformar em realidade as promessas de democracia.
Agora é o tempo para subir do vale das trevas da segregação ao caminho iluminado pelo sol da justiça racial.
Agora é o tempo para erguer nossa nação das areias movediças da injustiça racial para a pedra sólida da fraternidade. Agora é o tempo para fazer da justiça uma realidade para todos os filhos de Deus.

Seria fatal para a nação negligenciar a urgência desse momento. Este verão sufocante do legítimo descontentamento dos Negros não passará até termos um renovador outono de liberdade e igualdade. Este ano de 1963 não é um fim, mas um começo. Esses que esperam que o Negro agora estará contente, terão um violento despertar se a nação votar aos negócios de sempre.

Mas há algo que eu tenho que dizer ao meu povo que se dirige ao portal que conduz ao palácio da justiça. No processo de conquistar nosso legítimo direito, nós não devemos ser culpados de ações de injustiças. Não vamos satisfazer nossa sede de liberdade bebendo da xícara da amargura e do ódio. Nós sempre temos que conduzir nossa luta num alto nível de dignidade e disciplina. Nós não devemos permitir que nosso criativo protesto se degenere em violência física. Novamente e novamente nós temos que subir às majestosas alturas da reunião da força física com a força de alma. Nossa nova e maravilhosa combatividade mostrou à comunidade negra que não devemos ter uma desconfiança para com todas as pessoas brancas, para muitos de nossos irmãos brancos, como comprovamos pela presença deles aqui hoje, vieram entender que o destino deles é amarrado ao nosso destino. Eles vieram perceber que a liberdade deles é ligada indissoluvelmente a nossa liberdade. Nós não podemos caminhar só.

E como nós caminhamos, nós temos que fazer a promessa que nós sempre marcharemos à frente. Nós não podemos retroceder. Há esses que estão perguntando para os devotos dos direitos civis, "Quando vocês estarão satisfeitos?"

Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos horrores indizíveis da brutalidade policial. Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto nossos corpos, pesados com a fadiga da viagem, não poderem ter hospedagem nos motéis das estradas e os hotéis das cidades. Nós não estaremos satisfeitos enquanto um Negro não puder votar no Mississipi e um Negro em Nova Iorque acreditar que ele não tem motivo para votar. Não, não, nós não estamos satisfeitos e nós não estaremos satisfeitos até que a justiça e a retidão rolem abaixo como águas de uma poderosa correnteza.

Eu não esqueci que alguns de você vieram até aqui após grandes testes e sofrimentos. Alguns de você vieram recentemente de celas estreitas das prisões. Alguns de vocês vieram de áreas onde sua busca pela liberdade lhe deixaram marcas pelas tempestades das perseguições e pelos ventos de brutalidade policial. Você são o veteranos do sofrimento. Continuem trabalhando com a fé que sofrimento imerecido é redentor. Voltem para o Mississippi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para Louisiana, voltem para as ruas sujas e guetos de nossas cidades do norte, sabendo que de alguma maneira esta situação pode e será mudada. Não se deixe caiar no vale de desespero.

Eu digo a você hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã. Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.

Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais.

Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade.

Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça.

Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje!

Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje!

Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta.

Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, para ir encarcerar juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nós seremos um dia livre. Este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado.

"Meu país, doce terra de liberdade, eu te canto.

Terra onde meus pais morreram, terra do orgulho dos peregrinos,

De qualquer lado da montanha, ouço o sino da liberdade!"

E se a América é uma grande nação, isto tem que se tornar verdadeiro.

E assim ouvirei o sino da liberdade no extraordinário topo da montanha de New Hampshire.

Ouvirei o sino da liberdade nas poderosas montanhas poderosas de Nova York.

Ouvirei o sino da liberdade nos engrandecidos Alleghenies da Pennsylvania.

Ouvirei o sino da liberdade nas montanhas cobertas de neve Rockies do Colorado.

Ouvirei o sino da liberdade nas ladeiras curvas da Califórnia.

Mas não é só isso. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Pedra da Geórgia.

Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Vigilância do Tennessee.

Ouvirei o sino da liberdade em todas as colinas do Mississipi.

Em todas as montanhas, ouviu o sino da liberdade.

E quando isto acontecer, quando nós permitimos o sino da liberdade soar, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todas as crianças de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão unir mãos e cantar nas palavras do velho spiritual negro:

"Livre afinal, livre afinal.

Agradeço ao Deus Todo-Poderoso, nós somos livres afinal."



Original em inglês, de acordo com o site American Rethoric
http://www.americanrhetoric.com/speeches/mlkihaveadream.htm




I am happy to join with you today in what will go down in history as the greatest demonstration for freedom in the history of our nation.

Five score years ago, a great American, in whose symbolic shadow we stand today, signed the Emancipation Proclamation. This momentous decree came as a great beacon light of hope to millions of Negro slaves who had been seared in the flames of withering injustice. It came as a joyous daybreak to end the long night of their captivity.

But one hundred years later, the Negro still is not free. One hundred years later, the life of the Negro is still sadly crippled by the manacles of segregation and the chains of discrimination. One hundred years later, the Negro lives on a lonely island of poverty in the midst of a vast ocean of material prosperity. One hundred years later, the Negro is still languished in the corners of American society and finds himself an exile in his own land. And so we've come here today to dramatize a shameful condition.

In a sense we've come to our nation's capital to cash a check. When the architects of our republic wrote the magnificent words of the Constitution and the Declaration of Independence, they were signing a promissory note to which every American was to fall heir. This note was a promise that all men, yes, black men as well as white men, would be guaranteed the "unalienable Rights" of "Life, Liberty and the pursuit of Happiness." It is obvious today that America has defaulted on this promissory note, insofar as her citizens of color are concerned. Instead of honoring this sacred obligation, America has given the Negro people a bad check, a check which has come back marked "insufficient funds."

But we refuse to believe that the bank of justice is bankrupt. We refuse to believe that there are insufficient funds in the great vaults of opportunity of this nation. And so, we've come to cash this check, a check that will give us upon demand the riches of freedom and the security of justice.

We have also come to this hallowed spot to remind America of the fierce urgency of Now. This is no time to engage in the luxury of cooling off or to take the tranquilizing drug of gradualism. Now is the time to make real the promises of democracy. Now is the time to rise from the dark and desolate valley of segregation to the sunlit path of racial justice. Now is the time to lift our nation from the quicksands of racial injustice to the solid rock of brotherhood. Now is the time to make justice a reality for all of God's children.

It would be fatal for the nation to overlook the urgency of the moment. This sweltering summer of the Negro's legitimate discontent will not pass until there is an invigorating autumn of freedom and equality. Nineteen sixty-three is not an end, but a beginning. And those who hope that the Negro needed to blow off steam and will now be content will have a rude awakening if the nation returns to business as usual. And there will be neither rest nor tranquility in America until the Negro is granted his citizenship rights. The whirlwinds of revolt will continue to shake the foundations of our nation until the bright day of justice emerges.

But there is something that I must say to my people, who stand on the warm threshold which leads into the palace of justice: In the process of gaining our rightful place, we must not be guilty of wrongful deeds. Let us not seek to satisfy our thirst for freedom by drinking from the cup of bitterness and hatred. We must forever conduct our struggle on the high plane of dignity and discipline. We must not allow our creative protest to degenerate into physical violence. Again and again, we must rise to the majestic heights of meeting physical force with soul force.

The marvelous new militancy which has engulfed the Negro community must not lead us to a distrust of all white people, for many of our white brothers, as evidenced by their presence here today, have come to realize that their destiny is tied up with our destiny. And they have come to realize that their freedom is inextricably bound to our freedom.

We cannot walk alone.

And as we walk, we must make the pledge that we shall always march ahead.

We cannot turn back.

There are those who are asking the devotees of civil rights, "When will you be satisfied?" We can never be satisfied as long as the Negro is the victim of the unspeakable horrors of police brutality. We can never be satisfied as long as our bodies, heavy with the fatigue of travel, cannot gain lodging in the motels of the highways and the hotels of the cities. We cannot be satisfied as long as the negro's basic mobility is from a smaller ghetto to a larger one. We can never be satisfied as long as our children are stripped of their self-hood and robbed of their dignity by signs stating: "For Whites Only." We cannot be satisfied as long as a Negro in Mississippi cannot vote and a Negro in New York believes he has nothing for which to vote. No, no, we are not satisfied, and we will not be satisfied until "justice rolls down like waters, and righteousness like a mighty stream."¹

I am not unmindful that some of you have come here out of great trials and tribulations. Some of you have come fresh from narrow jail cells. And some of you have come from areas where your quest -- quest for freedom left you battered by the storms of persecution and staggered by the winds of police brutality. You have been the veterans of creative suffering. Continue to work with the faith that unearned suffering is redemptive. Go back to Mississippi, go back to Alabama, go back to South Carolina, go back to Georgia, go back to Louisiana, go back to the slums and ghettos of our northern cities, knowing that somehow this situation can and will be changed.

Let us not wallow in the valley of despair, I say to you today, my friends.

And so even though we face the difficulties of today and tomorrow, I still have a dream. It is a dream deeply rooted in the American dream.

I have a dream that one day this nation will rise up and live out the true meaning of its creed: "We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal."

I have a dream that one day on the red hills of Georgia, the sons of former slaves and the sons of former slave owners will be able to sit down together at the table of brotherhood.

I have a dream that one day even the state of Mississippi, a state sweltering with the heat of injustice, sweltering with the heat of oppression, will be transformed into an oasis of freedom and justice.

I have a dream that my four little children will one day live in a nation where they will not be judged by the color of their skin but by the content of their character.

I have a dream today!

I have a dream that one day, down in Alabama, with its vicious racists, with its governor having his lips dripping with the words of "interposition" and "nullification" -- one day right there in Alabama little black boys and black girls will be able to join hands with little white boys and white girls as sisters and brothers.

I have a dream today!

I have a dream that one day every valley shall be exalted, and every hill and mountain shall be made low, the rough places will be made plain, and the crooked places will be made straight; "and the glory of the Lord shall be revealed and all flesh shall see it together."2

This is our hope, and this is the faith that I go back to the South with.

With this faith, we will be able to hew out of the mountain of despair a stone of hope. With this faith, we will be able to transform the jangling discords of our nation into a beautiful symphony of brotherhood. With this faith, we will be able to work together, to pray together, to struggle together, to go to jail together, to stand up for freedom together, knowing that we will be free one day.

And this will be the day -- this will be the day when all of God's children will be able to sing with new meaning:


My country 'tis of thee, sweet land of liberty, of thee I sing.

Land where my fathers died, land of the Pilgrim's pride,

From every mountainside, let freedom ring!

And if America is to be a great nation, this must become true.

And so let freedom ring from the prodigious hilltops of New Hampshire.


Let freedom ring from the mighty mountains of New York.

Let freedom ring from the heightening Alleghenies of Pennsylvania.

Let freedom ring from the snow-capped Rockies of Colorado.

Let freedom ring from the curvaceous slopes of California.

But not only that:


Let freedom ring from Stone Mountain of Georgia.

Let freedom ring from Lookout Mountain of Tennessee.

Let freedom ring from every hill and molehill of Mississippi.

From every mountainside, let freedom ring.

And when this happens, when we allow freedom ring, when we let it ring from every village and every hamlet, from every state and every city, we will be able to speed up that day when all of God's children, black men and white men, Jews and Gentiles, Protestants and Catholics, will be able to join hands and sing in the words of the old Negro spiritual:

Free at last! Free at last!

Thank God Almighty, we are free at last!3

sábado, 20 de outubro de 2012

Eleições em Cuba: Votam os cidadãos, não as empresas-imprensa - Com Prensa Latina e a Vila Vudu


20/10/2012, Luisa María González García, Prensa Latina
http://www.prensa-latina.cu/index.php?option=com_content&task=view&idioma=1&id=629451&Itemid=1



Havana (para Prensa Latina). O sistema eleitoral cubano distingue-se do que se vê em outros países, sobretudo, porque, em Cuba, todos os cidadãos têm igual possibilidade de assumir responsabilidades públicas – explicou o professor Juan Mendoza, vice-decano da Faculdade de Direito da Universidad de La Habana, em conversa com Prensa Latina sobre as particularidades do modelo eleitoral cubano, na véspera doscomicios que começam no domingo, 20/10, e que elegerão os delegados de bairro (concejales) às assembleias municipais do Poder Popular.

Falando sobre o processo pelo qual se apresentam os candidatos, disse que o que se vê em muitos países são listas eleitorais montadas por partidos políticos, às quais só os mais ricos têm acesso: “Considera-se o desempenho financeiro dos candidatos, não algum compromisso com os eleitores ou com o futuro das pessoas e do país”.

“Nesse cenário” – disse o professor Juan Mendoza –, “é muito difícil alguém conseguir candidatar-se como candidato independente, porque as campanhas eleitorais são caríssimas.”

Em Cuba, tudo isso é diferente. Em Cuba, para apresentar-se como candidato no início do processo eleitoral, basta ter mais de 16 anos, residir em Cuba e ser apoiado pelos vizinhos de bairro. Essa é uma das razões pelas quais o modelo eleitoral cubano é “específico, profundamente democrático e socialmente muito avançado” – explicou o professor.

Mendoza lembra que na maioria dos países, as empresas da imprensa corporativa, os grandes grupos ‘de mídia’ louvam como se fossem muito democráticas eleições que, de fato, não passam de jogo tradicional, de cartas marcadas, entre partidos que disputam, menos o poder político, que o acesso não controlado às riquezas do país e do povo.

“Para vários estudiosos, aquilo não passa de uma “partidocracia”, bem pouco democrática, porque os partidos representam interesses de diferentes setores do capital, mas apresentam-se como se fossem representantes de parcelas do povo. Só muito raramente, nessas partidocracias, algum partido manifesta desejo político realmente popular. Disputa partidarizada entre diferentes interesses setoriais dos mais ricos não é o que se possa chamar de disputa democrática” – continuou o professor Mendoza.

Por que, em Cuba, é diferente?

O modelo eleitoral cubano foi criado depois da Constituição aprovada em 1976, que serviu de base à primeira lei eleitoral. Depois da reforma da Constituição, em 1992, também a lei eleitoral foi reestruturada, e continua vigente até hoje.

Nos termos da lei eleitoral cubana há dois momentos: eleições gerais a cada cinco anos, para eleger os deputados à Assembleia Nacional e os delegados à Assembleia Provincial; e eleições parciais, a cada dois anos e meio, em que se elegem delegados às Assembleias municipais.

Nas eleições parciais, o fator decisivo é a ‘nomeação’ [orig,nominación], que é ato de participação eminentemente cidadã, dado que, para fazer a nomeação, reúnem-se as próprias comunidades, que apresentam pessoas que as comunidades entendam que tenham condições de representá-las.

Nomes e propostas aprovadas nas reuniões das comunidades passam diretamente a integrar a chapa de candidatos de cada comunidade. “Assim”, explica o professor Mendoza, “evidencia-se o conceito amplamente democrático das eleições em Cuba”.

Em Cuba não há campanhas eleitorais como se conhecem em outros países. Cabe a cada Comissão Eleitoral local divulgar para os eleitores as biografias e fotos dos candidatos.

Em Cuba, as eleições são universais e baseiam-se “no direito de todos a manifestar-se nas eleições”. Não há inscrição eleitoral: todos os cubanos que atinjam os 16 anos, idade considerada mínima para votar e ser votado, convertem-se imediatamente em eleitores, sem qualquer outro tipo de registro ‘de eleitor’ como há em outros países.

O professor Mendoza lembra que “essa é diferença importante, porque, quando se lê que, em outros países, votaram 40% dos eleitores, essa porcentagem não é calculada sobre a população, mas só sobre o universo dos eleitores inscritos como tal”. Quando se diz que, em Cuba, votaram mais de 90% de eleitores, a porcentagem indica que praticamente toda a população votou”.

Eleições, democracia e sistema político

Um dos objetivos da Comissão Nacional Eleitoral é facilitar o acesso da população às urnas. Mas, lembra o professor Mendoza, “o voto não é obrigatório em Cuba. Nada acontece se alguém preferir não votar. Mas votar é um direito do cidadão e toda a sociedade deseja que todos exerçam esse direito e, assim, manifestem o compromisso individual, de cada cidadão, com todos os demais.”

É importante que todos votem, porque as eleições são um mecanismo de validação social do sistema político.

O professor Mendoza lembra que há países que se pressupõem democráticos e promovem seus sistemas políticos, mas, se se examinam aquelas ‘democracias’ e sistemas, se se comparam o número de votos e a população, por exemplo, vê-se que não passam de democracias apenas formais, que mostram só uma fachada de formalidade legal, porque nenhum sistema político pode ser considerado socialmente validado e legitimado se a população nacional não encontra vias abertas para manifestar-se e participar efetivamente do processo político.

“Em Cuba, quando alguém vota, está legitimando, validando e consolidando o sistema eleitoral cubano. Assim, com o tempo, quanto mais cubanos votem, mais se democratiza o sistema eleitoral e o voto. Em Cuba, os altos índices de comparecimento às urnas ao longo das últimas décadas já demonstraram que os cubanos estão firmemente envolvidos e comprometidos com o direito democrático de votar, que é de todos. Assim se fortalece o modelo político” – concluiu o professor Mendoza.

Segundo dados oficiais, em todos os comicios realizados desde 1976 votaram mais de 95% dos eleitores das comunidades e bairros, vale dizer, da população cubana.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Fariseus querem um Brasil intolerante e atentam contra a democracia

Os lamentáveis e preocupantes episódios de intolerância promovidos por gente como Malafaia e outros "religiosos" são apenas a clara expressão de que na verdade são direitistas em primeiro lugar, e se perfilam ao lado de gente denunciada pelo próprio Jesus Cristo, qualificados como "sepulcros caiados", branquinhos e limpos por fora e cheios de podridão por dentro, que seguem fazendo comércio com a fé alheia há muito tempo. Não é a toa que o Programa Sociialista do PCdoB fala sobre o cuidado que é preciso ter com  as "tensões no seio do povo", e eu acho essa tensão artificial que se tenta criar em torno da religião uma das mais nojentas que pode existir. 

Daí a importância de reafirmar sempre que a liberdade religiosa em nossa pátria teve a mão do comunista Jorge Amado, eleito na bancada em que também estava o João Amazonas e em que o maurício Grabois era o nosso líder na Câmara. Pois é, foi o Partido Comunista do Brasil, à época ainda com a sigla PCB, quem propôs que o Brasil não tivesse uma religião oficial, e que se acabassem com as discrimançoes de cunho religioso, para que as pessoas tivessem toda a liberdade de viver seus credos, sem ter de, por exemplo, registrar uma igreja  ou um terreiro numa delegacia de polícia, e para que pudessem, inclusive, não crer, posto que fé é algo íntimo, não devia ser um negócio, muito menos uma arma de guerra numa disputa eleitoral ao serviço daqueles que pior tratam os pobres, os que perseguem os desamparados, os que agridem os estudantes, os trabalhadores e os sem teto que lutam por justiça. 

Por isso é tão importante não armar a direita contra o povo, afirmar nossa verdadeira característica nacional, sincrética, tolerante, e que sabe não misturar as coisas. Ademais, é bonito demais o desconto que damos a tudo. Confio que os fiéis não se deixarão envenenar por essa cultura de ódio que quer reinvidicar a Deus colocando as pessoas contra as outras e advogando o preconceito e a intolerância, nada mais diabólico. E mais ainda, confio que a legião de crentes de todas as religiões, e os agnósticos, e quem não acredita sabem diferenciar que se existiu Gandhi, também havia quem defendesse as castas com a exclusão dos dalits. Se existiu Martin Luther King, também ha Edir Macedo. Se existem Dom Pedro Casaldáliga, D. Oscar Romero, João XXIII também existe Ratzinger e a TFP. 

Assim, o problema não é nem de longe religioso, mas político, de luta de classes, e independentemente de fé, o povo em São Paulo e em Manaus está de um lado só. E as forças do povo estarão ombro a ombro lutando contra o que realmente representa o mal em todos os credos: a injustiça, a ignorância, o preconceito, a violência, a manipulação, a impiedade. O povo não é bobo. Os sepulcros caiados serão derrotados. Salaam Alekum, Axé, Shalom, Namasté, Amém, e tamo junto!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Lúcia Poço, operária comunista: sua luta não foi em vão - Portal Vermelho

Lúcia Poço, operária comunista: sua luta não foi em vão - Portal Vermelho

Em 1982, trinta anos atrás, no mês de setembro, faleceu, com apenas 27 anos de idade, a combativa, lúcida, ousada e corajosa militante comunista da capital de São Paulo. Nascida de uma família operária em 18 de maio de 1955, Maria Lúcia Poço começou a trabalhar aos 12 de idade e aos 17 já militava no movimento operário.

Por Joel Batista*


Arquivo pessoal
Lúcia Poço Lúcia Poço, uma vida em defesa dos direitos dos trabalhadores.
Na época iniciou sua militância na Juventude Operária Católica (JOC), entre os anos 1972/75. Em 1975, aos 20 anos, filiou-se ao Partido Comunista do Brasil (naquele tempo, Lúcia morava na zona leste da capital, no bairro Burgo Paulista) e se incorporou ao PCdoB junto a mais outros tantos operários que adentraram nas fileiras comunistas.

Participou ativamente da luta pela queda do regime militar atuando nas mais diversas frentes. Lutou ao lado do movimento contra a carestia, da campanha pela anistia, do movimento de mulheres. Teve grande atuação classista por meio da oposição sindical da categoria metalúrgica de São Paulo. Foi uma das organizadoras do 1º Congresso da Mulher Metalúrgica, realizado de 31 de agosto a 2 de setembro de 1979, fato marcante na época, que contou com a presença na mesa da recém-anistiada política e ex-guerrilheira do Araguaia, Elza Monerat.

Lúcia foi uma das oradoras, em outubro deste mesmo ano, na assembléia que reuniu seis mil tabalhadores(as) na Rua do Carmo, quando foi deflagrado o início do movimento grevista que duraria onze dias. Era operária da Telefunken e fazia parte do comando de greve. Junto com seus companheiros, enfrentou uma intensa repressão policial, ocasião em que ela e centenas de grevistas foram presos nas portas de fábricas. Nesta batalha foi assassinado o operário Santo Dias da Silva, na porta da empresa Silvanya, zona sul da capital.

Amigos de Lúcia contam que um fato é inesquecível entre outros tantos: onze pessoas distribuíam panfleto de apoio ao movimento grevista na porta de determinada empresa quando o comando policial repressor e autoritário as abordou e queria levar duas pessoas para a delegacia: Lúcia e os companheiros tomaram, por solidariedade e união, a seguinte decisão: “já que é assim, vamos todos nós!”. O comandante policial não gostou mas pediu outra viatura e lá se foram para a delegacia...

Os anos 80

No biênio 1980/1981, Lúcia Poço foi presidente do Centro de Cultura Operária (CCO), entidade que funcionava no bairro Bela Vista e que era frequentada por operários, lideranças do movimento popular e intelectuais.

Na avaliação de dirigentes partidários da época, Lúcia era considerada a principal dirigente mulher e operária nesta fase, entre o final dos anos 70 e início dos anos 80. Fazia parte do secretariado do comitê municipal do PCdoB, ainda no período da ilegalidade, que só se tornaria legal a partir de 1985, quando foi derrotado o regime militar instaurado em 1964.

Conheci Lúcia Poço no início de 1981, quando as direções nacional, estadual e municipal do partido se empenhavam em fazer uma abordagem política concreta junto aos metalúrgicos da capital, em torno do documento “Por um Movimento Operário Combativo, Unido e Consciente”. Fruto deste debate viria a ser constituída a corrente sindical classista nos metalúrgicos denominada União Metalúrgica.

Lúcia teve um papel destacado na discussão com a militância em torno deste documento e do debate de idéias que o acompanhou, interna e externamente. Nas eleições para o sindicato dos metalúrgicos de São Paulo em 1981, a União Metalúrgica constituiu e organizou a Chapa 3, tendo como candidato a presidente o então deputado federal Aurélio Peres, que era ferramenteiro da fábrica de bicicletas Calói, região de Santo Amaro. Também fiz parte desta chapa, que não foi vencedora, mas jogou grande papel no debate político e de idéias com a categoria, que ajudou o sindicato a avançar e melhorar a relação sindical com os metalúrgicos paulistanos.

Em 1982, infelizmente, Lúcia veio a falecer, muito jovem, de um câncer estomacal. Nesta fase difícil, apesar de ter passado por operação cirúrgica, mas por espírito aguerrido, participou de assembléia de campanha salarial do sindicato dos metalúrgicos de São Paulo, no cine Roxi, no Brás. Mesmo estando em dificuldades físicas, participava ao lado de sua classe. Vencida pelo câncer, a combativa militante faleceu em 18 de setembro de 1982.

Combatividade


Apesar de enfrentar as agruras da doença, Lúcia jamais deixou de cumprir suas tarefas no partido durante a enfermidade e enfrentou de forma digna sua doença até o final. Era comovente vê-la na Praça da Sé, em meados de 1982, em comícios de protestos contra o regime militar e anticapitalistas, usando lenço na cabeça, por causa da quimioterapia, mas sempre altiva e animada.

Seu corpo foi velado no Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo. Na hora de seu sepultamento os presentes bradavam “companheira Lúcia você está presente !”. Para o cemitério afluíram seus muitos parentes, mas também uma grande quantidade de pessoas que a família de Lúcia não conhecia: eram sindicalistas, gente dos movimentos populares, líderes estudantis, religiosos, dirigentes partidários e parlamentares que, em sua grande maioria, eram militantes do PCdoB, partido que ainda não tinha atuação legalizada. Fizeram nesta homenagem derradeira muitos elogios, ressaltando a trajetória curta, porém de muita responsabilidade nas lutas que travou como militante e dirigente comunista em defesa dos ideais maiores da classe e do povo.

Foi neste momento especial, ímpar, de grande emoção e solidariedade que seu irmão Gregório Poço (que em 1997 se tornaria presidente do sindicato dos condutores de veículos de SP e hoje presidente do CMTC Clube) decidiu, junto com seu pai Roque Poço, a se filiar ao partido, convencidos que a partir daí carregariam a bandeira socialista e comunista de luta que a irmã e filha tinha carregado com muita honra.

Camaradas, amigos, democratas, intelectuais progressistas, trabalhadores em geral: precisamos resgatar nossos valorosos combatentes, como é o caso de Maria Lúcia Poço, como exemplo de espírito de luta, companheirismo, coragem e defesa das ideias avançadas. Para que no presente e também no futuro se conheça a trajetória da militante consciente que foi Lúcia Poço.

Maria Lúcia Poço: nossa homenagem, nossa saudade. Sua luta não foi em vão! Você está presente!

*Joel Batista é membro da Secretaria Sindical Nacional do PCdoB, é metalúrgico ferramenteiro, diretor executivo da Fitmetal – Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil.

João Ananias vai participar da campanha de Roberto Cláudio - Portal Vermelho

João Ananias vai participar da campanha de Roberto Cláudio - Portal Vermelho

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16 de Outubro de 2012 - 9h47

João Ananias vai participar da campanha de Roberto Cláudio


“Vamos participar da campanha, ajudar com a nossa militância”, disse o deputado federal João Ananias (PCdoB-CE), nesta segunda-feira, 15. O parlamentar, que esteve presente à coletiva do PCdoB para anunciar o apoio a Roberto Cláudio, observou que nesse momento a decisão do Partido em apoiar o candidato do PSB no segundo turno, não poderia ser outra. “Fazemos parte da base do governador Cid Gomes desde o primeiro mandato e continuamos participando na Secretaria da Saúde, com Arruda Bastos".


João Ananias destacou o crescimento do PCdoB no Interior com a eleição de sete prefeitos e de 90 parlamentares em 58 municípios cearenses. Ele lembrou que nas eleições passadas a legenda elegeu dois deputados federais e um estadual. “Tivemos vitórias importantes nesta eleição, enfrentamos o poder da máquina em várias cidades, como em Santana do Acaraú e Paracuru. Com o apoio dos movimentos populares, o povo se tornou parceiro do nosso projeto de transformação e isso foi formidável”, observou. Ele destacou ainda a vitória da vereadora Cida (PCdoB) em Iguatu, ressaltando que o resultado positivo foi fruto de muito trabalho.

Fonte: Assessoria do deputado federal João Ananias (PCdoB-CE)


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Chico Lopes parabeniza professores e destaca luta pela educação - Portal Vermelho

Chico Lopes parabeniza professores e destaca luta pela educação - Portal Vermelho

Os professores merecem os parabéns neste dia, em que toda a sociedade deve refletir sobre a importância da educação para uma sociedade mais justa. A afirmação é do deputado federal Chico Lopes (PCdoB), que neste 15 de outubro parabeniza os colegas professores pela data que os homenageia e destaca a importância da continuidade da luta por mais qualidade de ensino e por uma maior valorização da categoria.


"Os professores de Fortaleza, do Ceará e do Brasil seguem na luta por melhores condições de trabalho e por remuneração que assegure dignidade e estímulo para que novas pessoas abracem a carreira", ressalta Chico Lopes, professor e militante histórico da educação de qualidade.

"Essa luta inclui a ampliação dos avanços obtidos durante o governo Lula, mas também a defesa do cumprimento pleno da lei do piso salarial nacional dos professores, que infelizmente ainda é desrespeitada em muitos municípios", acrescenta Lopes, autor da emenda à lei do piso que garantiu aos professores direito a um terço da jornada de trabalho para atividades extra-classe. A medida favorece o planejamento das aulas, a qualificação dos professores e a melhoria da qualidade de ensino.

Chico Lopes é também autor da emenda que permitiu aos estudantes financiamento de até 100% de cursos universitários através do FIES - o que também beneficia a formação de novos professores, facilitando o acesso à Universidade.

"Tenho muita alegria por minha trajetória como professor e em continuar encontrando ex-alunos todos os dias, em toda a cidade de Fortaleza. Meus parabéns a todos os professores, que no dia a dia ajudam as pessoas a chegar mais longe e dão uma contribuição verdadeira pra uma sociedade mais justa", complementa Chico Lopes.

Fonte: Assessoria do Deputado Federal Chico Lopes - PCdoB-CE

Eleições em Fortaleza: PCdoB confirma apoio a Roberto Claudio - Portal Vermelho

Eleições em Fortaleza: PCdoB confirma apoio a Roberto Claudio - Portal Vermelho


O PCdoB anunciou na manhã desta segunda-feira (15), durante entrevista coletiva, o apoio à candidatura de Roberto Claudio (PSB) no segundo turno para a Prefeitura de Fortaleza. A posição foi fruto de uma decisão partidária, discutida durante uma semana de reuniões e consultas nas esferas municipal, estadual e nacional.


O auditório da sede estadual do PCdoB ficou lotado. Lideranças comunistas, militantes, representantes de diversas frentes dos movimentos sociais, parlamentares, candidatos que disputaram vaga à Câmara de Fortaleza, e prefeitos eleitos pela sigla nas últimas eleições fizeram questão de prestigiar o concorrido anúncio. Roberto Cláudio e o vice, Gaudêncio Lucena, também participaram do encontro.

Luis Carlos Paes, presidente do PCdoB de Fortaleza, anunciou a decisão. “Somos de um partido que tem 90 anos de história, com programa, ideias e propostas. Sempre estivemos ao lado do povo e nunca nos omitimos de tomar uma posição. Não seria diferente agora”, ratificou.

O dirigente comunista destacou a coerência do PCdoB ao apoiar a candidatura de Roberto Claudio citando um comunicado divulgado pelo partido, ainda em Fevereiro de 2011, quando a legenda confirmava que, em Fortaleza, “onde o partido tem uma história de compromissos com as lutas por melhorias e participa da atual administração, o Comitê Estadual entende que, depois de apoiar as duas eleições da prefeita Luizianne Lins, é legítimo que o partido busque construir uma candidatura própria em 2012, aglutinando amplo leque de forças em torno de um projeto para a cidade”.

Coerência

Paes falou ainda do compromisso com a mudança e o desejo que Fortaleza tem de avançar. “Nosso slogan mesmo dizia isso quando a gente enaltecia ‘ A força da mudança’. A coerência tem sido nossa marca ao longo dos anos e continuará assim, agora com Roberto Claudio ”.

Sobre a decisão, Luis Carlos Paes enfatizou o lado coletivo do partido. “Fizemos muitas reuniões, consultas aos nossos quadros e dirigentes, ouvimos a militância e as lideranças do partido além de discutir junto à direção nacional. Tudo foi levado em conta”. O dirigente confirmou ainda que muitas propostas apresentadas por Inácio e Chico Lopes ao longo da campanha, serão incorporadas pelo candidato socialista. A implantação do Instituto de Planejamento, a valorização do servidor, o compromisso com uma educação de qualidade e a ampliação da rede de saúde são algumas dessas propostas. “Temos certeza de que este é o melhor caminho não só para o PCdoB, mas para todo o povo de Fortaleza”, confirmou.

Povo de luta

Carlos Augusto Diógenes (Patinhas), presidente estadual do PCdoB, reforçou o caráter democrático do partido, enalteceu o processo coletivo para a decisão e ratificou que o apoio a Roberto Claudio é um passo dado pensando no melhor para a cidade. “Nossa posição é baseada em ideias e propostas, focada no diálogo”. O dirigente também enalteceu as posturas de Inácio Arruda, Chico Lopes, dos candidatos do partido que disputaram as eleições para a Câmara Municipal e de toda a militância, que ao logo da campanha levaram “com ânimo, garra e determinação, propostas para Fortaleza”.

O deputado federal Chico Lopes, que concorreu como vice, agradeceu o povo de Fortaleza pelo apoio e a forma respeitosa como tratou a campanha e recebeu as propostas. “Sabíamos que não seria fácil, mas comunista é acostumado com lutas ainda mais duras”. Ele ratificou o apoio a Roberto Claudio e confirmou: “Estamos a sua disposição. Conte com a gente porque também sonhamos com o melhor para Fortaleza”.

Avançar


O senador Inácio Arruda relembrou que a iniciativa de enfrentar uma campanha política foi uma decisão coletiva, partidária, envolvendo um cenário nacional. “O PCdoB lançou candidaturas em várias capitais, incluindo Fortaleza. Fizemos parte de uma batalha nacional. Temos a consciência do que estamos fazendo porque vemos a política de forma ampla e buscamos manter o país neste caminho de avanços ”, disse.

Para Inácio, esse sentimento de avanço foi um dos motivos que pesaram para a decisão de apoiar Roberto Claudio no 2º turno das eleições em Fortaleza. “Sabemos que ainda há muita coisa para ser feita em Fortaleza e este espaço deve ser baseado no diálogo e no debate. Com Roberto Claudio sabemos que teremos espaço para contribuir”. O senador apresentou seu programa de governo ao candidato e se disponibilizou a ajudar o futuro prefeito.

Inácio Arruda encerrou seu discurso confirmando que a sua militância se integrará à campanha de Roberto Claudio. “A política é assim, dinâmica. As eleições do dia 7 já passaram e agora estamos discutindo a do dia 28. Estamos neste novo processo, somos um partido unido e comprometido com o povo. Tenho convicção de que esse povo vai trabalhar e se empenhar por uma cidade melhor, mais justa e avançada”.

Respeito ao PCdoB


Roberto Claudio agradeceu o apoio do PCdoB e disse se sentir “honrado” com o reconhecimento. “Este partido é feito de pessoas que, ao longo da história, têm prestado grande serviço ao país. Agradeço aqui o apoio formal que vocês estão me dando e, acima de tudo, pela forma respeitosa como conduziram a disputa ao longo da campanha”, reconheceu.

O candidato do PSB enalteceu Inácio Arruda e Chico Lopes, duas das principais lideranças do PCdoB no Ceará. “Ratifico o meu respeito à história de Chico Lopes, um dos mais combativos homens públicos deste Estado. Ele que está sempre disposto a defender os interesses deste povo e que, sem perder a ternura, demonstra como fazer política com lealdade e verdade. Já Inácio Arruda, este homem que sua trajetória de luta está pautada na ética e na coerência, características que a gente vê tanto na sua vida pessoal quanto na pública”.

Ainda de acordo com Roberto Claudio, PSB e PCdoB são aliados em plano nacional e comungam de muitos valores. “Fazemos parte de um mesmo projeto no plano nacional e o que nos motiva como homens públicos que somos é a compreensão de que a política é feita de ideias, ideais e alianças, onde todos contribuam para o bem comum. E agora sabemos que, para Fortaleza, o melhor é mudar, avançar e renovar. O apoio do PCdoB representa muito na nossa candidatura pois chega neste novo momento e nos dará ainda mais ânimo nesta reta final”, ratificou.

O candidato encerrou seu discurso de agradecimento revelando seu carinho pelo Partido Comunista do Brasil. “Por muitas vezes votei no 65. Tenho muito respeito por este partido e por tudo o que ele representa para o país. Tenho orgulho de dizer que, agora, o 65 é 40”.

De Fortaleza,
Carolina Campos

Fotos: Chico Gomes

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Trabalhadores lotam plenária das centrais em apoio a Haddad  - Portal Vermelho

Trabalhadores lotam plenária das centrais em apoio a Haddad  - Portal Vermelho


Centenas de trabalhadores lotaram o Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, nesta quarta (17), para expressar, na presença de Fernando Haddad, apoio à sua candidatura. Membros de sete centrais destacaram a identidade do petista com os trabalhadores e condenaram a gestão tucana, classificada como ineficiente, inimiga do diálogo e voltada à elite. Para os trabalhadores, a candidatura de José Serra significa retrocesso. O ministro do Trabalho, Brizola Neto, reafirmou o apoio do PDT a Haddad.


Aditório ficou lotado no ato de apoio a Haddad. / Foto: Cinthia Ribas

"Ontem, a executiva nacional decidiu por unanimidade que o PDT apoia o lado certo", discursou o ministro, ao lado de Haddad. "Nós, como diria o Brizola, jamais nos deixaríamos enganar em uma eleição como a de São Paulo", completou, garantindo a adesão de todos os autênticos trabalhistas à campanha. Brizola Neto destacou ainda a afinidade de seu partido com o projeto de Haddad e com sua atuação no Ministério da Educação, elogiando as iniciativas em defesa do ensino integral nas escolas.

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O posicionamento do partido contraria a postura do deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, que declarou apoio a José Serra. Segundo o ministro, Paulinho expressou uma posição de “caráter pessoal e isolada”, e seguir esta atitude “colocaria o PDT de São Paulo na contramão da história do trabalhismo brasileiro". De acordo com ele, “em uma eleição nacionalizada como esta, seria uma grande incoerência estar do outro lado”, já que a candidatura de Haddad “tem identidade natural” com o seu partido.

"Esses que estão aí do outro lado, ousam ressuscitar (Serra) para a vida nacional, usando de novo a prefeitura de São Paulo", disse o ministro, destacando que as forças da base do governo Dilma romperam com o modelo representado por Serra e que foi negativo para o país.

A decisão do PDT também se refletia na presença de vários integrantes da Força Sindical na plenária. Secretário-geral da central, João Carlos Gonçalves, o Juruna, afirmou ao Vermelho que é importante, na política, avaliar a prática. “E ela demonstra que essa aliança que foi feita em torno de Lula e Dilma está sendo positiva para a maioria da sociedade. Ampliar esse trabalho aqui em são Paulo, num governo que possa ser dessa coalizão, é importante para os trabalhadores”, defendeu.

Amplitude

Bandeiras, cartazes e muito vermelho. Assim Haddad foi recebido no evento. “Eu quero agora, eu quero já, eu quero ver Haddad chegar lá”, entoaram os sindicalistas. A amplitude da atividade e a afinidade do candidato com os trabalhadores foram ressaltadas por quase todos os dirigentes sindicais.

“Aqui estão representadas todas as forças do sindicalismo. Em 2002 houve uma união de forças progressistas que elegeu Lula e, depois, Dilma. Mas as mudanças desse projeto nacional não chegaram aqui. Agora, com Haddad, São Paulo também vai ter como perspectiva o avanço, o crescimento com distribuição de renda. É o candidato que mais beneficia os trabalhadores”, disse o presidente CTB, Wagner Gomes, que leu uma carta explicando o porquê de o movimento sindical ter optado por Haddad.

O presidente da CUT, Vagner Freitas destacou a importância de os sindicalistas estarem unidos no ato. “As centrais e seu integrantes, embora conservem suas identidades e tenham diferenças entre si, em momentos essenciais de defesa dos interesses dos trabalhadores, estão sempre organizados e unidos. E eleger Haddad aqui é defender os trabalhadores, contra um projeto de retrocesso”, defendeu.

Segundo Freitas, há dois projetos claramente definidos em disputa nessa eleição, um dos trabalhadores, outro da burguesia. “Nacionalmente temos um projeto de governo que é muito mais próximo daquilo que pleiteiam os trabalhadores que o projeto FHC-Serra-Alckmin, que exclui os trabalhadores. Serra não é apoiado por nós porque não gosta de trabalhador. Ele gosta de elite”, comparou. Ele destacou que Haddad tem respeito pela negociação com o funcionalismo público e comprometeu-se a resgatar a mesa de negociação permanente, deixada de lado pelas gestões do PSDB e do DEM na cidade.

Ubiraci Dantas, presidente da CGTB, também fez duras críticas à atual administração em São Paulo. “Temos que livrar o povo de São Paulo dessa tralha tucana, que vem infelicitando a vida do povo. Os trabalhadores gastam três horas de ônibus para ir ao trabalho e três horas para voltar. Nós sabemos o que passamos com esse projeto do Serra: desemprego, arrocho, desnacionalização, desindustrialização. Então queremos dar força para derrotar esse entulho que atrapalha São Paulo há anos e vamos conseguir”, disse, lembrando que o trabalhador sempre foi tratado “na base do cacete” pelos tucanos.

Na mesma linha, Luiz Gonçalves, o Luizinho da Nova Central, defendeu a candidatura de Haddad como o elemento novo na cidade, também associando-o ao projeto nacional. “Hoje temos uma situação de quase pleno emprego no país. Agora vamos conseguir implementar política públicas também na cidade. Serra, em vez de receber o trabalhador para negociar, tentava dividir o trabalhador. Colocou a Polícia Militar para bater na Polícia Civil. É um governo que não serve para nós”, disse.

O secretário sindical do PCdoB e vice-presidente da CTB, Nivaldo Santana, lembrou que São Paulo é conhecida como a cidade do trabalho e tem um movimento sindical forte, o que significa que “uma prefeitura democrática, que tem uma proposta renovadora, precisa ter como um dos pilares uma interlocução com os movimentos sindicais”. Segundo ele, a maioria do movimento sindical brasileiro repudia “o projeto conservador, atrasado e intolerante representado pela candidatura Serra”.

Para o vereador do PCdoB, Jamil Murad, quando os trabalhadores se posicionam a favor de Haddad, contribuem “para a vitória que vai acelerar o desenvolvimento, com conquistas sociais, mais emprego, mais cultura. E essa vitória ajuda a fortalecer a continuidade das mudanças a favor do povo, inclusive nas eleições de 2014”, opinou.

Em seu discurso, a candidata a vice-prefeita, Nádia Campeão, destacou o apoio decisivo dos trabalhadores no primeiro turno. E convocou os presentes a lutarem por cada voto, até o dia do pleito.

“Se estamos confiantes na vitória, também queremos que ela seja incontestável, mostrando que queremos a mudança e não queremos mais o lado do desespero, o lado dos ataques”, disse ela, destacando a reedição da ampla frente sindical que apoiou as eleições de Lula e Dilma. “Fazemos questão de ter essa turma ao nosso lado, porque o nosso compromisso é com a questão social, é com os direitos dos trabalhadores”, disse, antes da fala do próprio Haddad (leia matéria aqui).

Participaram da plenária sindicalistas ligados à CTB, CUT, Força Sindical, CGTB, CSB, Nova Central e UGT, além de dirigentes e parlamentares de partidos como PCdoB, PT e PSB.

Da Redação,
Joana Rozowykwiat

PNE: vencemos uma etapa, mas a luta continua, diz Daniel Iliescu, Presidente da UNE - Portal Vermelho

PNE: vencemos uma etapa, mas a luta continua, diz Iliescu - Portal Vermelho


“Esta é mais uma vitória da educação, daqueles que lutam para valorizar este setor. Agora nossa luta será no Senado”, disse em entrevista ao Vermelho Madalena Guasco, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee), ao falar sobre a aprovação da redação final do Plano Nacional de Educação (PNE), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, nesta terça-feira (16). Com a aprovação o PNE segue para o Senado.

Joanne Mota, do Vermelho em São Paulo




Madalena lembra que o PNE estabelece 20 metas educacionais que o país deverá atingir no prazo de dez anos. “A principal delas, alvo de muita polêmica durante a longa tramitação do projeto, é a que estabelece um patamar mínimo de investimento em educação – atualmente o Brasil aplica 5,1% do PIB na área. O último plano esteve em vigência entre 2001 e 2010”, destacou.

Daniel Iliescu, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), disse que a UNE encara a luta pelos 10% do PIB como uma tarefa desta geração. “Essa é a grande oportunidade que a nossa geração tem para contribuir de forma concreta para um avanço sólido e real do nosso país.”



Ele lembra que o dia 26 de junho marca um momento histórico para educação. “Nessa data a UNE e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) realizaram uma marcha dos estudantes ao Ministério da Educação e ocuparam o Congresso. Essa pressão mostrou ao governo, bem como ao Congresso e demais setores da sociedade, que o povo, em especial os estudantes, tem ciência do que significa investir na educação para o país”, rememorou.

Para Maria Izabel Azevedo Noronha, presidenta do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeosp), a vitória do 10% do PIB para Educação é fruto de uma unidade nacional em torno dessa bandeira. “Está claro que o Plano Nacional de Educação é muito importante e que sem financiamento esse documento vira mais uma carta de intenções. E para que o PNE vire realidade de fato, precisamos continuar nossa luta para aprovação no Senado.”

Royalties Pré-Sal

Sobre a sinalização do governo sobre o uso dos royalties do Pré-sal para a educação, Maria Izabel destacou ser muito positiva a sinalização da presidenta Dilma Rousseff e do ministro Aloísio Mercadante do uso dos recursos do Pré Sal para garantir o financiamento da educação no país.

“Isso demonstra o compromisso do governo em querer fazer a coisa andar. Penso que a postura do governo nos coloca em um terreno mais seguro, pois temos a obrigatoriedade da Lei e a sinalização concreta de onde virão os recursos. Tanto a presidenta como o ministro foram bastante coerentes com a preocupação de fazer valer essa luta tão antiga.”

Um passo para o desenvolvimento

Renato Rabelo, presidente nacional do Partido Comunista do Brasil, destacou o papel da UNE e da Ubes no norteamento dessa luta, que envolve diversos setores da sociedade civil.



“A luta pelo 10% do PIB para a Educação é uma luta antiga e que envolve diversas entidades, mas destacaria aí o papel da juventude nas figuras da UNE e da Ubes. No último encontro que tive com a presidenta Dilma Rousseff, ela destacou o engajamento destas duas entidades na luta por uma educação de qualidade e frisou que é muito importante ver que a juventude não perdeu o gás na luta pela transformação do país.”

Segundo Renato, “a educação é hoje, juntamente com a inovação e a ciência e tecnologia, um setor fundamental para o nosso país, por isso deve ter toda a atenção e ampliação dos investimentos. E investir em educação, significa preparar e formar o povo, tornar soberana a sociedade, colocar o país em um circuito amplo de desenvolvimento, este com inclusão e distribuição de renda. E o PCdoB avalia que essa luta dos 10% do PIB caminha nesta direção”.

Para o dirigente comunista, “com uma melhor educação, garantimos mão de obra mais especializada e com isso setores mais modernos e competitivos. Ou seja, investir em educação significa investir no desenvolvimento do país, em ciência e tecnologia, o que refletirá em diversos setores, tais como o da indústria”.

Essa opinião é compartilhada pela presidenta da Apeosp. Para  Maria Izabel a educação não se mede por uma régua. “A educação não pode ser tida como qualquer setor e nem medida com uma régua. Ela é política estruturante, e como tal ela necessita de um olhar macro. Ou seja, é a educação que estrutura o setor de desenvolvimento dos estados, do país. É ela quem dá a base para as futuras gerações que governarão nosso Brasil.”

Conheça o estilo Artur Virgílio de governar Manaus - Portal Vermelho

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Conheça o verdadeiro Artur Virgílio (PSDB), que é bem diferente daquele que aparece na televisão. Manaus não merece um prefeito assim. Veja. Pense. Reflita. A mudança começa com o seu voto. Mude para Vanessa 65. Manaus merece a mudança!




Fonte: http://www.facebook.com/vanessaprefeita65


Ibope: Haddad, 49 pontos; Serra, 33 - Portal Vermelho

Ibope: Haddad, 49 pontos; Serra, 33 - Portal Vermelho


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Nádia Campeão e Haddad resultado primeiro turno Haddad (logo depois do anúncio do resultado no primeiro turno) confirma dianteira sobre o tucano José Serra

Ibope: Haddad, 49 pontos; Serra, 33


Nova pesquisa do Ibope, divulgada nesta quarta-feira (17) sobre a intenção de voto na disputa do 2º turno pela Prefeitura de São Paulo, mostra vantagem crescente de Fernando Haddad sobre o tucano José Serra.


A pesquisa foi encomendada pela Rede Globo, e confirma a tendência da pesquisa anterior (dia 11 de outubro), que registrava a liderança do candidato Fernando Haddad (PT). Os resultados divulgados nesta quarta-feira mostram Haddad com 16 pontos de vantagem sobre José Serra.

O candidato petista lidera com 49% e o tucano, com 33%, mostra perda de adesão depois de uma campanha conservadora marcada por ataques pessoais, temas religiosos e comportamentais. Votos brancos e nulos somam 13%, indecisos 5%. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Na estatística de votos válidos - que exclui brancos, nulos e indecisos -, o candidato petista aparece com 60%, enquanto o tucano soma 40%. Foram ouvidas 1,204 pessoas na cidade de São Paulo entre os dias 12 e 17 de outubro. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) com o número 01864/2012.

Com agências

Renato Rabelo: Lutamos por um projeto; no 2º turno não será diferente - Portal Vermelho

Renato: Lutamos por um projeto; no 2º turno não será diferente - Portal Vermelho

“A campanha do 2º turno é uma campanha de decisão rápida. Então, projeto e militância são fundamentais para a obtenção de bons resultados”, declarou Renato Rabelo, presidente Nacional do PCdoB, em mais uma edição do programa Palavra do Presidente, ao falar da disputa do 2º turno e dos resultados colhidos no 1º turno pelo Partido.

Joanne Mota, da Rádio Vermelho em São Paulo


A mídia sempre trabalhou para que essas eleições municipais fossem eleições em que os partidos da base da presidente Dilma sofressem um retrocesso. E exatamente o que aconteceu foi o contrário. Não foi por acaso que está questão do chamado “mensalão” foi colada, de forma exaustiva, pela mídia, mas mesmo não surtiu o efeito que as forças conservadoras esperavam.

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O resultado foi outro, os partidos da base da presidenta Dilma, e é bom frisar, os partidos de esquerda - com destaque para PCdoB, PT, PSB, PDT -, tiveram um significativo crescimento nestas eleições. Por outro lado os partidos da oposição, tais como o DEM e PSDB, eles tiveram um retrocesso.

“Nestas eleições, o DEM teve uma derrota muito significativa, com a perda de 200 prefeituras. O PSDB também perdeu posições importantes, e mesmo em Minas Gerais, que é a base da liderança que eles esperam construir em 2014, com Aécio Neves, ele não atingiu seus objetivos. Um exemplo dessa derrota da direita é que, em São Paulo, temos uma grande possibilidade de elegemos mais um candidato da base da presidenta e derrotar o candidato tucano José Serra”.

Trincheiras no 2º turno

Sobre o 2º turno, o dirigente do PCdoB afirmou que os partidos da base da presidenta, bem coimo o PCdoB, tem grande chances de garantir ainda mais vitórias. “Esse 2º turno irá confirmar o avanço das forças progressistas nestas eleições. E no caso do PCdoB, nunca disputamos 2º turno nessa quantidade de cidades, um exemplo é que em 2008 nós só disputamos o 2º turno em São Luis do Maranhão”.

O presidente do PCdoB destacou a presença do Partido com candidaturas a prefeito ou a vice em capitais e cidades importantes. “Fomos para o segundo turno em uma importante capital, Manaus, e ainda três cidades importantes: Contagem (MG), polo industrial de Minas Gerais; Belford Roxo (RJ) e Jundiaí (SP). Além disso, estamos disputando como vice em quatro capitais: São Paulo; Salvador; Belém; e em Rio Branco”.

“Ou seja, no 1º turno avançamos com a conquista de 51 prefeituras – 10 a mais que em 2008 – e mais de 900 vereadores eleitos. No 2º turno esses dados ainda podem aumentar e estamos bem otimistas com o rumo da campanha nesta etapa”, pontuou Renato.

Projeto e Militância

Renato Rabelo voltou a pontuar a importância dos projetos apresentados e o papel da militância durante a disputa. “O PCdoB é um Partido de projeto de militância. E no caso militância, estamos falando de companheiros e companheiras que não fogem a luta, que têm ciência do projeto do Partido e sabem por que lutam, essa é diferencial do nosso Partido. Temos uma militância que possui rumo, sabe o defende, entende o projeto do Partido e está preparada para enfrentar os desafios. É por isso que avançamos e ampliamos nosso espaço de ação”, reafirmou Renato.

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