SIGA O COLETIVIZANDO!

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Você torce contra o Brasil na Copa? Que bonito, hein?! Paulo Vinícius Silva (Versão final) *

Sou, sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amôÔÔÔR.

Amigos e amigas! Torci pelo Brasil em TODAS as Copas que vi, e até as em que não vivia, nunca tive dúvida. Agora, querem alguns quadrúpedes bicéfalos que eu torça contra a Copa do Mundo no Brasil!? E ainda querem se passar por gente preocupada com o país, com o povo pobre, passar por gente de esquerda? É realmente um posicionamento digno do elogio da  fina flor da CIA, do MOSSAD, do Partido da Imprensa Golpista!

Meu amigo, minha amiga, como diz-se no Ceará, te alui! Abre os olhos, criatura! Quer votar nos tucanos, assume, tira a máscara, pode deixar o amarelo do bico sair por detrás dessa tinta guache avermelhada. Pode tirar a camisa e mostrar a bandeira estadunidense. Sim, porque ainda que não saiba, é um tucano de bico vermelho e roupas íntimas nas cores do imperialismo.

Poucos sinais de falta de agenda, candidato e apoio popular são mais explícitos que essa farsa contra o futebol, o Brasil e os interesses do seu povo, torcer contra o Brasil na Copa do mundo no Brasil e lamentar termos derrotado os EUA - o Obama, fí - com a conquista de ser também a sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

É preciso não conciliar com alguns temas. Perguntemos claramente: você não torce pelo Brasil?! Tudo bem que vai ser derrotado, mas justifique, por favor!

Esporte é direito, economia, desenvolvimento e o futebol é cultura brasileira!

Sou filho de um esportista cearense, Seu Louro. Goleiro, Massagista, Árbitro. Um homem que só fazia o que queria e fazia questão de fazer o certo. Daí nunca ter trabalhado em outra coisa, senão na grande paixão de sua vida, o esporte e em especial o futebol. Não era o amor a um time, era o amor à arte, à profissão, ao esporte. Ele sempre quis estar lá, mudou de atividades dentro do esporte. Nunca se aposentou do futebol. Uma incontornável ponta de tristeza vem ao perceber que o Seu Louro gostaria de ver esse momento do nosso país.

Eu lembro do jeito dele de andar - jeito de jogador -, lembro das roupas, das meias, uniformes, produtos, do grito e da coragem, do jogo limpo - meu pai jamais se vendeu, era incorruptível, meu pai nem devia. Lembro da concentração absoluta quando assistia e da preocupação, e como meu pais explicava todos os fenômenos materiais e espirituais da História humana a partir de casos futebolísticos, históricos, de pessoas do futebol cearense.

E graças ao futebol e à escola de minha mãe, foi que nos sustentaram e criaram tão dignamente meus pais. É a partir dessa vivência que vejo incrédulo alguns argumentos que querem ser politizados porque contrários ao futebol.

Penso nos que trabalham, amam, sofrem, vibram, gritam pelo futebol. E eu me comovo quando imagino a força desse grito imenso dizendo o nome do Brasil, na conquista do hexacampeonato na Arena renovada do Maracanã, penso quando o que isso faria ao povo brasileiro, se somos capazes de a partir disso melhorarmos o nosso país.

Devemos sim, como qualquer Nação, ter orgulho de nosso resultado como civilização, que avança, que melhora a vida das pessoas e amplia o acesso e o acervo de direitos. O Brasil é um país em construção, e tem avançado.

Louro Massagista, meu pai, aficionado, atleta, militante e trabalhador do futebol cearense

O Seu Louro me ensinou o sentido mais profundo do futebol, como vida e sonho de multidões de brasileiros e o espaço de projeção de inúmeras lideranças negras e indígenas como expressões maravilhosas do que é o talento brasileiro. São tantos nomes, mas Pelé, Garrinhcha, tantos poderiam ser citados como expressões magníficas do que é ser brasileiro?

Eu quero é a minha camisa da Seleção.

Apesar da resistência de meus pés-chatos e de meu sedentarismo, escandaliza-me perceber esse jeitinho "blasé" - cara de taboca rachada - daqueles que creem ser de esquerda, ou politizados, ou honestos, ou corretos, por denunciar o esporte, o futebol como coisas desnecessárias, supérfluas, sem sentido. Sinto dolorosamente que não possam perceber o que há de belo e os sonhos e as vidas envolvidas na potência do futebol que é o nosso país. Essa posição é mais um dos sinais de coisa muito estranha por trás dessa antipatia contra o povo brasileiro, contra o Brasil. É coisa de fora, de interesses contrários ao Brasil e a seu povo. Futebol é economia, é trabalho, é indústria, são serviços, ignorá-lo no Brasil é gravíssimo sinal de falta de contato com a realidade.

Afinal, porque tamanho desprezo pelo Brasil e pelo seu povo? Esporte deve ser um direito, em especial para quem não pode pagar as academias, os "personal trainers". O socialismo sempre dinamizou e popularizou o esporte. Como desconhecer o trabalho qualificado por trás do futebol, o trabalho dos operários por trás das colunas, o trabalho dos taxistas, garçons, jornalistas, como desconhecer que num momento como esse, de crise capitalista,em que nosso país se levanta, em que abrirmos caminhos para investir como jamais fizemos em educação; esse momento em que estamos com os índices mais baixos de desemprego da História, em que uma mulher preside o país, em democracia, por que não podemos celebrar a Copa do Mundo no Brasil?

Como não perceber que essa sabotagem contra a Copa aqui visa não apenas a dinamitar a nossa auto estima, aproveitar-se de modo nefasto do calendário eleitoral para prejudicar o país e sua imagem diante do mundo?! O Brasil é o anfitrião! Será que é duro demais perceber que detonar a Copa é agenda da Direita - e de quem quer derrotar o Brasil em solo pátrio?  Por que você não torceu contra as outras Copas, lá fora?! Que papelão!!!

Acabou o tempo de brincar, temos de contribuir com a vitória dos nosso país. E que a Copa seja a maior de todas, e o Brasil receba com carinho quem vem conhecer nossas virtudes universalmente reconhecidas. Povo acolhedor e educado, povo único e mestiço, caldeirão, povo vencedor, uma democracia de muitas dezenas de milhões, uma classe trabalhadora que cresce e uma juventude que deseja ser parte do Desenvolvimento, também no Esporte.

A Economia do Esporte, o impacto dessas atividades acabou servindo como chance de fazer investimentos emergenciais em cidades claramente surpreendidas pela ascensão de uma numerosa e jovem classe trabalhadora a partir da Eleição de Lula em 2002.

A Copa e as Olimpíadas, desse modo, permitem investimentos inadiáveis e ainda pequenos para o necessário. E interessa-nos muitas oras, o crescimento da economia, a ampliação do direito a uma vida digna e investimentos de mais longo prazo. Assim, o problema não são as obras, muito ao contrário, são a solução. A oposição que critica as obras, o desenvolvimento, a distribuição de renda, deseja que o Brasil patine em meio à crise capitalista. Se fosse diferente não se oporiam a investimentos importantes sobre todos os aspectos.

Por que negar os avanços no transporte público, no emprego, no turismo, na renovação de arenas que passaram 40 anos sem investimento, até o ponto de matar torcedores, como na Fonte Nova? Por que não celebrar a expansão dos aeroportos para atender a crescente demanda do transporte aéreo? Por que você não vibra com as centenas de milhares de pais de família que se empregarão agora e depois com os avanços do Esporte no Brasil?

A ultra-direita pinta-se de vermelho e esconde a cara pra confundir!
Queridos(as) será que não dá pra ver que há quem torce pela derrota do Brasil na Copa, na economia, na eleição de 2014? De que lado você joga? Eu não sou um fã tradicional do futebol. Mas sou brasileiro, comunista, e não sou burro. Nessas horas, cumpre resgatar Nelson Rodrigues, aquele reaça - muitas vezes- , aquele revolucionário - muitas mais. Pois bem, Nelson tem um incontornável acerto político. Ele denuncia o COMPLEXO DE VIRA LATAS no brasileiro. E o caracteriza em seu útero: na grã-fina das narinas de cadáver. 

E digo mais: os "honestos" preocupados com o dinheiro que se gasta nos estádios, porque não denunciam a SELIC de 10,5% ao ano? Por que defendem que o melhor contra a corrupção é parar o Brasil? Que eu saiba, o correto é o contrário: faça-se e puna-se quem tiver de ser punido, oras! Parar o Brasil só interessa aos inimigos do país, do desenvolvimento, dos trabalhadores e trabalhadoras e da juventude.  Papo furado: essa "esquerda" que acha que o Brasil não pode ter estádio, rodovias, portos, hidrelétricas, defesa nacional compatível com a atual realidade, satélites, não é esquerda, é a turma do Malan, são os ultraliberais da escola austríaca, são infiltrados com discurso pseudo-esquerda e pseudo-ambientalista e pseudo-ético. Olha a classe mérdia aí querendo encobrir suas podridões com a legitimidade da esquerda. E ainda tem abestado que acredita.

Aposto com quem quiser que o povo trabalhador não admitirá essa imbecilidade, essa traição, essa sabotagem. Multidões, de verde amarelo atropelarão esse crime de lesa pátria, essa burrice rutilante, essa armadilha da direita contra o Brasil e seu povo! Explique-se quem quiser torcer contra o Brasil. Não me interessa, serão derrotados. O Brasil vai ser Hexa. E se há, na História, uma Copa a celebrar, é a Copa do Mundo de 2014, ano indispensável para se defender o Brasil!

PS- Tive de refazê-lo. Havia erro e lacunas.
PV

Leiam também:

Esse Time Chamado Brasil

Silêncio na Vila Olímpica Elzir Cabral

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Vergonha da classe mérdia - Paulo Vinícius Silva

Tenho verdadeira ojeriza de ser colocado na conta da classe média. Essa semana inteira, em especial, vociferei contra a classe mérdia. Tudo começou na terça, assistindo o jornal matinal local da vênus platinada. Naquele "bom dia", fiquei enjoado ao saber que - na cabeça de alguns "representantes" - não poderia  o Governados Agnelo construir creches para o povo no final da Asa Norte, no Lago Norte e em Sobradinho.

Para justificar o despautério, pude observar a argumentação dessa parcela "representativa". Um tributário - estava assim identificado - dizia que naquela área verde não podia ter creche, afinal, lá se passeava com os cachorros, e se praticava rugby. Isso mesmo, rugby e cachorros primeiro. Filhos do povo, depois. No Lago Norte, fui informado por outro grupo de "representantes" sobre um grave problema de natalidade que desconhecia totalmente. Pois é, caríssimos, segundo eles, no Lago Norte não há crianças (:-O). E se se argumentasse que os filhos dos trabalhadores e trabalhadoras que servem a eles e os atendem tem filhos, já havia a resposta pronta (afinal, a classe mérdia é tão representativa que pode falar por seus empregados, correto?). Consultados - pelos patrões - os trabalhadores que não saem na matéria "teriam dito" que lá não havia necessidade de creches, e sim nos bairros e cidades distantes, para lá do fim do mundo, quiçá. E em Sobradinho, um outro grupo de representantes dizia - e Sobradinho podia ser um dos tais lugares aonde deveria haver creches - que também lá não havia necessidade, afinal mais importante seria um espaço para os idosos...

É esse o modo como a batalha de 2014 está sendo disputada no intento de fascistização da classe média. O assassinato de um jovem em Águas Claras - coisa tristemente comum em Ceilândia, no Entorno, etc. -, fato lamentável, tristíssimo, levou à brilhante conclusão de outros representantes da necessidade de acabar com as praças públicas que viraram "antros", ao contrário dos "espaços gourmets", piscinas privadas, churrasqueiras privadas, nos inúmeros condomínios fechados. O pontão da Asa Norte que o administrador Messias de Souza implantou é também alvo de intentos de fechamento, porque atrai aqueles que não ocuparam com suas mansões ilegais e clubes toda a orla do Lago, que devia ser de todos. E a grita por segurança, por pancada e polícia segue.
Tem graça? 

Essa parcela da classe média, a classe mérdia, não quer direitos universais, e sim prebendas, privilégios. Dói-lhe a ampliação de direitos, incomoda-lhe conviver com trabalhadores, julga-se essencial, importante, o locus da democracia e do bom gosto. Provinciana, colonizada, cheia de complexo de vira-latas, torce contra as creches, odeia a Copa do Mundo, odeia a distribuição de renda, lamenta os êxitos do Brasil e de seu povo. E de repente, construir creches para o povo torna-se um problema. Trabalhadores poderem viajar, ter lazer, estar perto deles torna-se um problema. Como isso não seria um sinal de decadência do Brasil? Afinal, bom é ocupar áreas públicas para construir mansões, é receber crédito para um padrão de vida que é irreal, excelente são os clubes exclusivos... Confessada ou inconfessadamente, para alguns, a polícia deve sentar o aço na juventude negra, porque a tragédia é a morte dos filhos da classe média, e só. Para outros, seus filhos apenas devem ter o direito à educação e à dignidade da igual oportunidade que pode sim estabelecer um critério de mérito. Os filhos dos pobres são estorvo, problema, barulho. Não teria o povo sequer o direito de tê-los. É a negação da dignidade humana, do menor senso de justiça e cidadania, é o ovo da serpente do fascismo, que ri com as piadas de mau gosto que humilham, degradam, afirmam preconceitos. E o pior, tudo isso é de uma burrice atroz.

Como não entendem ser exatamente a universalização dos direitos, a extensão da educação, do lazer e da liberdade diante da fome que podem abrir espaço para mais segurança, mais solidariedade, para a humanização das cidades? Que triste distopia é esse mundo gradeado e aterrorizador de que "a turba" se aproximaria ameaçadora... Na verdade, são posições do Partido da Imprensa Golpista, da Marcha de Deus Pela Família de 1964, é a revolta contra grandes vitória do povo brasileiro. E tudo para para afirmar um ambiente de medo, caos, a isso se resume o programa político da direita neoliberal que torce em todas as áreas contra os avanços do Brasil.

Todavia, muito mais lastimável é o oportunismo daqueles setores "de esquerda" que buscam navegar nessa onda, setores useiros e vezeiros em argumentos udenisticamente éticos e puros, expressões caudatárias dessa mesma deformação moral de quem reclama por não ter o que creem ser suas prerrogativas exclusivas. A ética da classe mérdia é conhecida, ocupa área pública, trafica influências, preocupa-se exclusivamente com sua família, mas arrota um "republicanismo" que na verdade é apenas o muxoxo de quem lamenta a perda de vantagens espúrias incompatíveis com a democracia e a República.

Tem graça?

A despeito desse setor, como poderemos armar a outra parcela, humanista, progressista, que se envergonha dessa farsa? Como impedir o êxito da propaganda fascista que tenta blocar a classe média, pondo-a sob a direção dos apaniguados de sempre, as viúvas rorizistas, arrudistas. Como não se escandalizar com uma reunião para unificar a oposição que reúne José Roberto Arruda, Roriz e Marconi Perillo? Por que a justiça nas manchetes e no Supremo só se aplica a alguns? Por que se admitem essas revoltas seletivas?

É preciso sobretudo que o povo trabalhador - que é depreciado porque ascende e porque é maioria - seja reconhecido como o principal ator desse processo, inclusive pela esquerda, pelo modo como nosdirigiremos à população, para muito além dos limites da classe média. Mas é preciso também mostrar a vergonha alheia que merecem essas carpideiras do próprio umbigo, essa parcela claramente parasitária e que vomita suas besteiras em nossas casas todos os dias. E é preciso que a "ultra-esquerda" se aperceba nesse jogo, para que não sirva de legitimação ao imperialismo,ao sentimento anti-brasileiro, à provocações contra o socialismo e a integração latino-americana.

O Brasil está mudando e Brasília também. 100 mil casas populares no DF, finalmente um transporte público longe das máfias e com mais dignidade para o povo, o atendimento médico chegando às periferias, junto com a integração latino-americana - obrigado, querida Cuba, por socorrer nosso povo pobre abandonado por uma parcela dos que se formaram graças aos impostos que pagamos. Creches para os filhos e filhas dos trabalhadores e trabalhadoras, a democratização da educação que só avança e que terá crescente financiamento, a democratização das oportunidades, das áreas públicas, do esporte e do lazer, a alegria de ser brasileiro e chegar ao hexa, apesar dos narizes arrebitados dos que pensam com a cabeça em Miami, por isso são solidários à trambiqueira que engana e xinga a Cuba e ao Brasil, e é paga pelos EUA para isso, com a assessoria do DEM.

Mas tudo isso é apenas o chantili que esconde a brutal pressão do capital financeiro que  quer sequestrar desde já o segundo mandato de Dilma, cujos erros e tibiezas já mostraram ser o pior caminho no primeiro mandato. Existem sim bases para verdadeiras afinidades de esquerda que apontem para uma nova arrancada, para maiores conquistas para o povo, os trabalhadores e a juventude. Mas isso é impraticável seguindo a política econômica dos juros altos, do massacre da produção, medidas que se vem tomando por pressão do PIG, e que é preciso denunciar porque comprometem nosso futuro e presente. É preciso dobrar a aposta no desenvolvimento, na ampliação de direitos, na plena inclusão da imensa maioria do povo, a despeito dos muxoxos da classe mérdia e do PIB. Mas, essa é minha aposta, o tal bloco de afinidade de esquerdas que impulsione a nova arrancada precisa de lastro, da força dos grandes batalhões da luta de classes no Brasil. É preciso que trabalhadores(as), jovens, o movimento negro, de mulheres percebam-se como indissoluvelmente ligados quanto ao presente e ao futuro do Brasil. Precisamos de um bloco popular para pressionar, propor, mostrar caminhos, retomar a agenda de mudanças e a ofensiva política, a auto-estima do povo, e o grito de Brasil que querem que calemos no peito exatamente quando devemos ter mais orgulho de nós mesmos.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Fernando Brito: E a médica cubana vai morar em Miami…

Com o Viomundo

O vídeo acima, que nos foi sugerido pelo Jair de Souza, mostra o programa dos Estados Unidos criado especialmente para sabotar a solidariedade cubana

Que coisa feia, Dra. Ramona…Dizer que quer asilo no Brasil só depois de ir à embaixada dos EUA?

5 de fevereiro de 2014 | 17:30

Fernando Brito, no Tijolaço

Ainda não apareceu tudo, mais vai aparecer.

A médica cubana do Caiado mentiu ontem descaradamente aos brasileiros.

Não disse que tinha ido, assim que chegou a Brasília, pedir asilo nos Estados Unidos.

(Os Estados Unidos, ao contrário do Brasil, não pagam a Cuba por ter educado uma multidão de médicos de povão, o que falta na terra do Tio Sam. Eles estimulam a fuga de médicos cubanos, concedendo visto de imigração preferencial e usando uma organização chamada Solidariedad sin fronteras, que paga uma bolsa de sete mil dólares para os que abandonarem o país e fizeram um cursinho para a revalidação do diploma. Mais barato que formar médico, não é?)

Mentiu também ao dizer que foi a Caiado porque estava sendo perseguida pela Polícia Federal brasileira. Estava – se é que estava – sendo procurada porque desaparecera.

Aliás, a história ainda está mal contada. Agora ela saiu cedo de Pacajá (7h) e foi a Marabá pegar um avião até Brasília.

Neste caso, só pode ter chegado a Brasília no final da tarde de um sábado e, a menos que já tivesse tudo combinado por alguém, não ia ter atendimento na missão diplomática, se é que teve.

A doutora não quer morar no Brasil, está na cara. Muito menos em Pacajá.

Ela quer ir para Miami.

Tem todo o direito de querer.

A dona Ramona pode querer ir morar em qualquer lugar do mundo, por nós, mas não venha de historinha mentirosa de que policiais brasileiros a estão perseguindo e nem de usar as instituições brasileiras como trampolins para os Estados Unidos, mentindo.

Ninguém a está perseguindo, e a sua situação não precisa de nada além de uma hipótese para ser entendida.

Se um brasileiro entrar na Imigração americana dizendo que assinou um contrato de trabalho que acha que paga pouco e por isso quer asilo nos EUA o que farão com ele? Convidam ele a sair ou o põe para fora direto, sem mais delongas?

Ainda vai aparecer mais coisa sobre as intenções da Dra. Ramona. Aguardem.

PS. Mais vergonhoso ainda foi o presidente do Conselho Federal de Medicina aplaudir essa manobra e dizer que ela deve mesmo se asilar em outro país. Então o problema não é sua qualidade médica, mas não fazer concorrência aos médicos brasileiros. Porque o salário de R$ 10 mil que brasileiros recebem no “Mais Médicos”, não é de fome, é?

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Misérias do oportunismo de esquerda [A V. Lênin in memoriam (Janeiro 1924-2014)] Por Sergio Barroso

Misérias do oportunismo de esquerda [A V. Lênin in memoriam (Janeiro 1924-2014)]
Por Sergio Barroso



O artigo argumenta contra a tese – vadia – duma corrente no movimento comunista internacional atual: o Brasil integra a “pirâmide da cadeia imperialista” mundial. A desejada sentença passou a ser pública e tem como sequência acusações de “reformismo” e de “oportunismo” a todos os que não pensem dessa maneira.
Chávez (Venezuela), Correa (Equador) e Evo (Bolívia) mobilizam as esquerdas na América do Sul

Leia também: O Brasil não integra a cadeia imperialista

“Mas as definições excessivamente breves, se bem que cômodas, pois contêm o principal, são insuficientes,... (...) O imperialismo é o capitalismo na fase de desenvolvimento em que ganhou corpo a dominação dos monopólios e do capital financeiro, adquiriu marcada importância a exportação de capitais, começou a partilha do mundo pelos trusts internacionais e terminou a partilha de toda a terra entre os países capitalistas mais importantes” (Lênin, “O imperialismo, fase superior do capitalismo”, cap. A partilha do mundo entre as grandes potências, Avante!, Lisboa, 1984).

Este artigo está concebido em duas seções. Nosso objetivo é argumentar contra a tese – vadia – duma corrente no movimento comunista internacional [cmci] atual: o Brasil integra a “pirâmide da cadeia imperialista” mundial. A desejada sentença passou a ser pública e tem como sequência acusações de “reformismo” e de “oportunismo” a todos os que não pensem dessa maneira. Persegue-se assim a ingerência descabida e o semear da cizânia em partidos comunistas e organizações revolucionárias; são o juízo final contra os “desvios” das politicas nacionais dos partidos operários pós-revolucionários no poder ou fora deles ou partícipes das recentes experiências latino-americanas.

Essa espécie de centro de saber “globalizado” superior, de pretensa elaboração marxista - juntando bazófia com pobreza teórica - passa a dar orientações e a mandar “recados” a quem quer que seja; avia receitas estratégicas ou táticas para quaisquer países, tudo em nome de uma “pureza” do movimento internacional dos comunistas. Todos deveriam estar de acordo com uma “estratégia mundial unificada” ditada por essa cmci..

Assim e imediatamente, de acordo com a mágica sabedoria da cmci, isso significaria que as “uniões interestatais, que aparecem no terreno do capitalismo na Ásia, Eurásia, América Latina, etc.”, evidentemente, “todos estão a serviço de grandes grupos empresariais e os trabalhadores não devem escolher entre imperialistas e ‘centros’ imperialistas”. Por conseguinte, neste enfoque político, as experiências recentes de integração progressista da América Latina (Unasul, MERCOSUL, Alba, CELAC etc.) são ao mesmo tempo agentes e todas serviçais “dos imperialismos”.

Não é só. Não havendo como escapar das consequências práticas de artificiosa argumentação, sempre cevada num sectarismo político extremo, condenam-se liminarmente, a exemplo, os processos revolucionários/experiências da China e da Venezuela contemporâneas, vez que são:
“oportunistas... igualmente perigosas como o ‘eurocomunismo’, tais como o ‘socialismo de mercado’, o ‘socialismo do século 21’, que se opõem ao socialismo científico”. Os acusados falam “de uma economia social” e defendem “a utopia de um capitalismo humanizado. Em vários casos, há uma tentativa de reduzir, de negar a importância crucial da luta de classes ao nível nacional, em nome da ‘globalização’”.

Desde logo, aquele vaticínio incluiria Cuba, que defende e recentemente presidiu a CELAC (Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos), integraria, nesse desastre interpretativo, a cadeia instrumental “dos imperialismos”. Bem como na experiência da revolução democrática nacional-popular da Venezuela não há nem houve luta de classes interna - apesar do conhecido contragolpe de apoio a Hugo Chávez em 2002, opositor à tentativa de golpe consumada pelo imperialismo, norte-americano; tampouco haveria luta de classes no Equador ou na Bolívia, países sistematicamente pressionados seja pelos EUA, por tentativa de golpes de Estado, pressões separatistas e os reacionarismos internos.

Certamente tais “teses” vão em direção oposta a palavras ilustrativas e diretas, reportadas no Granma, órgão central do Partido Comunista de Cuba, onde lemos exatamente a respeito desses temas:
“[La] China ha incrementado sus nexos en todas las esferas con los países latinoamericanos envueltos en procesos revolucionarios, como Venezuela, Bolivia, Nicaragua, Ecuador y Cuba, por citar algunos, y emprende megaproyectos conjuntos de desarrollo económico y social en esas naciones” (ver: “EE.UU histérico ante a influencia mundial da China”, de Patricio Montesinos, Granma, Año 17/nº 4, 4 de enero, 2014).

A propósito, no Brasil aquela ideia não é de toda nova, vez que versões travestidas reaparecem. O fundamento mais remoto dessa ideia é neotrotskista e hodiernamente entre nós aparece nas formulações do sociólogo Ruy M. Marini. Este, ainda nos anos 1970 adotava a categoria de “sub-imperialismo” brasileiro, acoplado à Teoria da Dependência – de vilipendiada memória “esquecida”! Em Marini, dependência, superexploração do trabalho, “escassez do mercado interno” e sub-imperialismo coexistiam, confundindo-se alhos com bugalhos; um completo desatino.

Demonstraremos então que:
a) o estágio imperialista do capitalismo produz uma tendência à guerra, notadamente entre os países do centro imperialista, exatamente em função dos conflitos e das disputas pela partilha do mundo, sendo imprescindível igualmente a capacidade político-militar e bélica para assegurar retaguarda às operações de dominação econômica e as efetivamente militares;
b) o estágio imperialista do capitalismo exigiu e exige determinações do desenvolvimento econômico onde (ocorreu) ocorra, necessariamente, o processo de conglomeração produtiva e financeira (fusão entre capitais bancário e industrial) para que o poderio da oligarquia financeira dirija o curso das transformações que possibilitem tal país, necessariamente, concorrer à partilha do mundo;
c) sob o estágio imperialista do capitalismo, ocorrem especialmente decisivas diferenças entre a estrutura econômica construída nos países do capitalismo central e imperialistas, vis-à-vis as bases econômicas dos países capitalistas subdesenvolvidos ou periféricos à dominação do estágio imperialista. Neles, o caso do Brasil.

Fraseologia de esquerda, fraudes conceituais
Os comunistas do PCdoB sabem perfeitamente do sentido de tais “teses”. Na sua quase secular (91 anos) e gloriosa trajetória de combates pela revolução proletária e socialista no Brasil, de lutas e perdas humanas, tiveram que enfrentar tipos variados de oportunismo, dentro e fora de suas fileiras. Evidentemente, dela não se ausentou o esquerdismo infantilizado, ultradogmático - sempre maquiado de vermelho -, ansioso pela divisão de comunistas e propagandistas de partidos aleijados em grupelhos.

Dogmatismo caquético, mas sempre ressurgente historicamente - muita vezes numa faceta dum internacionalismo agressivo e abstrato desconhecedor das singularidades nacionais - e que é parte integrante do não desenvolvimento teórico da ciência social marxista - ciência cujo enriquecimento emana do caráter material da práxis sócio-política. Recordemos Lênin a este respeito em “Algumas particularidades históricas do desenvolvimento do marxismo” (1910):

“Nossa doutrina — disse Engels em seu nome e no de seu ilustre amigo — não é um dogma, mas um guia para a ação. Esta tese clássica sublinha com notável vigor e força de expressão um aspecto do marxismo que frequentemente se perde de vista. E ao perdê-lo de vista, fazemos do marxismo algo unilateral, disforme, morto, arrancamos sua alma viva, minamos suas bases teóricas cardeais: a dialética, a doutrina do desenvolvimento histórico multilateral e cheio de contradições; debilitamos sua ligação com as tarefas práticas determinadas da época, que podem mudar com cada nova viragem da história” (in: Obras Completas, Vol. XVII, Akal, Madrid, 1974).

Evidentemente, o suposto e as consequências dessa orientação política acusatória são nefastos na teoria e na prática. Pois do ponto de vista geopolítico e dos combates proletários internacionalistas, o Brasil dos nossos dias deve então ser colocado no alvo de ataque pelo movimento revolucionário e anti-imperialista - seja tática ou estrategicamente -, na medida em que não existiria qualquer diferença do Brasil dos países que emergiram imperialistas desde o final do século 19 e em passagem ao século 20 (EUA, Grã-Bretanha, Alemanha, França, Japão e Itália). Núcleo esse que, diga-se en passant não sofreu alteração significativa em sua hierarquia hegemônica desde então!

Aliás, e a exemplo, a Coréia do Sul e seus famosos “monopólios” e badalados trustes de indiscutível tecnologia capitalista avançada é típico caso do denominado “desenvolvimento a convite” (do imperialismo norte-americano e do japonês), encontrando-se , até hoje, fora de qualquer espaço no núcleo originário do imperialismo. Ao contrário: este país, ainda hoje com quase 40 mil soldados da base militar estadunidense, integra na verdade o bloco do protetorado asiático-oriental do imperialismo norte-americano. Isto é, há bases militares norte-americanas mesmo no Japão, tais como Kadena, Misawa, Atsugi, Yokota e outras, com um efetivo de 63 mil homens no total; e na referida Coréia do Sul, várias, como Kunsan City e Osan, com um total de 37 mil homens; como também nas Filipinas.

Conforme sabemos, aqueles do núcleo imperialista são os mesmos que provocaram as duas guerras mundiais e seguramente continuam até hoje com sendo o centro nevrálgico (mas desigual) dos países do estágio imperialista do capitalismo. Cujas classes dominantes continuam implacáveis patrocinadores de massacres neocoloniais, da pilhagem dos povos, da exploração capitalista e em permanente disputa global por áreas e mercados estratégicos.

Não seria isso que caracteriza um elemento central na natureza do imperialismo contemporâneo? Ouçamos então o que definiu Chalmers Johnson, ex-historiador da CIA:
“Os únicos pontos em comum em todas as bases americanas no exterior são o imperialismo e o militarismo – o impulso em nossas elites de dominar outros povos simplesmente porque podemos, seguidos pela argumentação estratégica de que, a fim de defendermos esses recém-adquiridos postos avançados e controlar as regiões em que se situam, devemos expandir as áreas sob nosso controle construindo ainda mais bases” (C. Johnson, “As aflições do império”, Rio de Janeiro, Record, 2007, p.178). [3]

Óbvio, portanto, que a ressurreição dos clichês da fraseologia “de esquerda”, para atacar comunistas e revolucionários mundo afora ignora ou omite completamente os escritos conclusivos de Lênin acerca do caráter do imperialismo, como em “Para o quarto aniversário da Revolução de Outubro” (1921):
“A questão das guerras imperialistas, da política internacional do capital financeiro, política que hoje domina em todo mundo e que gera inevitavelmente novas guerras imperialistas, que gera inevitavelmente uma intensificação sem precedentes do jugo nacional, da pilhagem, da exploração, do estrangulamento de pequenas nacionalidades, fracas e atrasadas, por um punhado de potências ‘avançadas’, é uma questão que desde 1914 se tornou a pedra angular de toda a política de todos os países do globo terrestre” (Lênin, Pravda, nº 234, 18 de Outubro de 1921, Obras Escolhidas, v. 3, Alfa Ômega, São Paulo, p. 347).

Na aludida “elaboração” teórico-ideológica, reiteremos, são gigantescos os erros políticos transformados em calúnias às autênticas organizações revolucionárias, defensoras do marxismo-leninismo como referencial teórico básico, bem como do socialismo para conquistas sociais, econômicas e políticas dos trabalhadores e dos povos oprimidos pelo imperialismo.
Pois, simultaneamente, na busca de uma pretendida “estratégia revolucionária unificada” mundial, que naturalmente deveria ser elaborada por esse grupo do movimento comunista, supondo que “o fortalecimento dos monopólios e a internacionalização da economia capitalista” “aproximam as guerras imperialistas”, concluem na existência maléfica de “potências capitalistas emergentes... [como] China, Índia, Brasil”, uma vez que neles “os níveis do preço da força de trabalho são muito baixos”.

Uma ressureição do Kautskysmo?
Ou seja, países historicamente dependentes como Brasil e Índia, desde os anos 1950 denominados de “em desenvolvimento” ou recentemente de “emergentes” passaram, mesmo tendo evoluído em seu desenvolvimento das foças produtivas capitalistas, na base da magia, a ser imperialistas! Não só: o Uruguai ou a Bolívia, participantes dos processos de integração (Unasul, CELAC, ALBA, MERCOSUL, etc.) devem ser vistos participantes da tal “pirâmide imperialista”, tal como os EUA, a França, a Alemanha, teorização disfarçada com a manobra argumentativa duma diferença de “graus” existentes entre eles.

Inacreditavelmente, por tais razões, essa corrente do movimento comunista internacional imagina que: “o capitalismo na Grécia está na fase imperialista do seu desenvolvimento, numa posição intermediária no sistema imperialista internacional”. A mesma Grécia, seus trabalhadores e sua soberania nacional que estão sendo esquartejados por potências imperialistas da UE!
Ora, se a Grécia está na “fase imperialista do seu desenvolvimento”, esta é uma tese que, em última instância, não passa de uma variante da teoria do ultraimperialismo, do finado socialdemocrata alemão Karl Kautski. Vale dizer, a Grécia integra a chamada “pirâmide imperialista”, portanto deve ser combatida identicamente a seus “elos”: os EUA e países da UE!

A Tese é, sem dúvida, similar a de Kautski, sobre a qual escreveu Lênin, condenando veementemente, ao denunciar a pressuposta ideia fantasiosa da não existência de contradições entre os distintos interesses das potências capitalistas e os das colônias ou semicolônias, isto implicando, na prática concreta, numa igualação de alvos a se atacar ou combater:

“isto é, o superimperialismo, a união dos imperialismos de todo o mundo, e não a luta entre eles, a fase da cessação das guerras sob o capitalismo, a fase da ‘exploração geral do mundo pelo capital financeiro, unido internacionalmente’”.

Mais uma vez e redimensionando a interpretação, afirma adiante Lênin:

“Por isso, as alianças “interimperialista” ou, ultra-imperialistas, no mundo real capitalista, e não na vulgar fantasia filistina dos padres ingleses ou do “marxista” alemão Kautsky - seja qual for a sua forma: uma coligação imperialista contra outra coligação imperialista, ou uma aliança geral de todas as potências imperialistas -, só podem ser, inevitavelmente, ‘trégua’ entre guerras” (Lênin, “O imperialismo, fase superior do capitalismo”, cap. Crítica do imperialismo, Avante!, Lisboa, 1984).

Ou ainda, nas palavras diretas do próprio renegado Kautsky:

“Do ponto de vista puramente econômico não está descartado que o capitalismo passe todavia por uma nova etapa, A DA EXTENSÃO DA POLÍTICA DOS CARTÉIS À POLÍTICA EXTERIOR, A ETAPA DO ULTRAIMPERIALISMO...” (K. Kautsky, “O imperialismo”, Die Neue Zeit, nº2, ano 32, 1914 - anotações de Lênin). [1]

Também por tais razões pré-conceituais – “a extensão da politica dos cartéis à política exterior” -, um país que estaria numa fase “imperialista de desenvolvimento” - quando se deduz que seus “monopólios” participariam da espoliação global de outros países, a partir de sua política de comércio exterior -, não haveria como ele não participar igualmente de uma “aliança geral de todas as potencias imperialistas”.

Imperialismo: bases militares no centro e na periferia
Sequencialmente, a referida corrente ultra-esquerdista defende que: “o problema básico consiste no desenvolvimento desigual do capitalismo, que forma relações de dependência e interdependência desiguais e, por esta razão, as posições que apresentam a Grécia bem como outros estados com uma posição inferior na pirâmide imperialista como estando ocupados, como sendo colónias, não têm fundamento”.

Noutras palavras, a Grécia, citada como exemplo, terrivelmente massacrada, não seria vítima de politicas neocoloniais que lhes impõem agora mesmo os imperialismos da União Europeia e os EUA (BCE, FMI, Comissão da EU), para resolução da crise capitalista sob a ótica dos interesses dessa oligarquia financeira. E em que galáxia orbitaria então a Grécia?

Certamente na galáxia dos países europeus que igualmente possuem bases militares! Não? Na Europa, além de Reino Unido, Itália, Alemanha e Espanha (os dois últimos mais para apoio logístico, tráfego e “prestação de serviços”) os imperialistas norte-americanos possuem, ainda, bases na Islândia (Keflavik), Bélgica, Dinamarca (Thuele), Portugal (Açores), Hungria (Taszar), Turquia (Adana) e na própria Grécia! [2]

É, por conseguinte, por erro teórico-político imperdoável (e suas consequências práticas) que os representantes dessa cmci insistem em desconhecer o que todos já sabem:
“Hoje a situação é diferente. Os Estados Unidos perceberam a necessidade de controlar, direta ou indiretamente, um número muito grande de bases militares. (...) Especialmente a partir da Segunda Guerra Mundial, a quantidade de armamentos nos Estados Unidos em tempo de paz tem se mantido com uma constância em níveis extraordinários, que não encontram precedentes na história moderna” (E. Hobsbawm, 2007 [2003]). [3]

Mais: segundo o historiador da CIA C. Johnson, acima citado, a posição imperialista dos EUA pode ser visivelmente diferenciada no atual sistema de relações internacionais (2007), a partir das suas bases militares espalhadas por 38 países. Descreve então, à época, a existência de nada menos que 725 bases, sendo 17 classificadas como “grandes”; 18 como “médias”; e 69 como “pequenas” (Johnson, idem, p.180).

Assim, a partir das conclusões, no plano de quem é imperialista e quem não é, de como se deve combater hoje o movimento revolucionário, os integrantes da cmci advertem a todos:
“O Partido Comunista de cada país tem a obrigação de estudar a situação específica, o desenvolvimento do capitalismo, o percurso dos setores e os ramos da economia, as mudanças na superestrutura, a estrutura social e de classe, a fim de traçar uma estratégia revolucionária. No entanto, isto é totalmente diferente das posições que, em nome das particularidades nacionais, negam a estratégia revolucionária e substituem a luta pelo socialismo por soluções governamentais e uma política de alianças que correspondem à gestão burguesa”.

Bem além dos “conselhos” autoritários proferidos em nome dum inexistente (não outorgado e indesejado) comissariado do comando internacional, parece óbvio que a referida “estratégia unificada” é absolutamente ficção anticientífica: porque não há e nunca houve uma estratégia revolucionária mundial única para revoluções nacionais vitoriosas; porque nunca existiu nem existirá tanto um “modelo” de revolução, como um “modelo” de socialismo. E porque nenhuma Revolução digna deste nome ocorrerá sem a resolução de sua “equação nacional”.
Aporias do antileninismo

Ao contrário, todas as revoluções anti-imperialistas e proletárias ocorridas e vitoriosas (a russa, a chinesa, a vietnamita, a cubana, especialmente) processaram suas marchas e contramarchas táticas a partir de uma estratégia nacional, com profunda capacidade analítica da vanguarda revolucionária sobre a dinâmica de classes em luta e da história de seus países; utilização de formas de lutas e alianças politicas as mais variadas, isso abrindo caminho para a conquista do poder politico pela hegemonia das forças revolucionárias.

Um parêntese: examinemos brevemente aspectos centrais do caráter marcadamente nacional da Revolução cubana.

A revolução de 1959 tem profundas raízes na trajetória histórica nacional, profundamente enraizada nas lutas pela independência. Numa movimento que dourou cerca de 30 anos, Cuba foi a última colônia da América Latina a libertar-se da Espanha (1898), através de duas guerras de independência. Especialmente com a segunda (1895), liderada pelo advogado e poeta José Martí, conseguiram-se amplas mobilizações de setores populares e nacionalistas. Esta consciência de luta pela soberania nacional é traço indelével e marca central das influências da Revolução de 1959. Refletindo sobre a particularidade da revolução cubana, assim a interpretou ex-ministro da Cultura Abel Prieto:

“La descubanización del páis se detuvo, y se inpulsó una recubanización acelerada que no degeneró en chovismos ni en la estrechez de ámbitos del ‘aldeano vanidoso’: fue una recubanización que nos instaló en el mundo de una nueva manera (digna, anticolonial, martiniana) y reforzó las tradiciones internacionalistas de nuestro pueblo” (in: Revista Cuba Internacional, número 5, p. 12, 1996)
Correlativamente, ouça-se recente balanço analítico do líder revolucionário Fidel Castro,
“E digo ainda que a Revolução não podia ser exportada, porque ninguém pode exportar as condições que possibilitam uma revolução. Sempre partimos desse critério e continuamos pensando assim”. Ou ainda, diz ele: “Fomos solidários e contribuímos modestamente com os revolucionários da América Central. Mas ser solidário e cooperar de alguma forma com um movimento revolucionário não significa exportar a Revolução” (F. Castro, “Fidel Castro. Biografia a duas vozes”, I. Ramonet, Boitempo, São Paulo, 2006, p.p 271 e 273).

A “teoria” repleta de bravatas dessa cmci não passa de tautologia dos clichês e frases decoradas – pior de tudo, em nome de Lênin!

Por exemplo, para justificar falsidade conceitual entre monopólios, e as implicações gerais do estágio imperialista do capitalismo, Lênin – dizem os oportunistas de esquerda -, em "O Imperialismo, fase superior do capitalismo" supervalorizaria “o domínio dos monopólios”, ao ter mencionado que:
"A menos que as raízes económicas deste fenómeno sejam compreendidas e o seu significado político e social seja apreciado, nenhum passo pode ser dado para a solução do problema prático do movimento comunista".

Ora, ademais da visão deformada do significado dos monopólios - ou da extensão da política dos cartéis, de Kautsky! -, na mesma obra veja-se a definição mais completa de Lênin, acerca das estruturas econômicas dum país imperialista:

“Os monopólios, a oligarquia [financeira], a tendência para a dominação em vez da tendência para a liberdade, a exploração de um número cada vez maior de nações pequenas ou fracas por um punhado de nações riquíssimas ou muito fortes: tudo isto originou os traços distintivos do imperialismo, que obrigam a qualificá-lo de capitalismo parasitário, ou em estado de decomposição” (Lênin, “O imperialismo, fase superior do capitalismo”, cap. O lugar do imperialismo na história, Avante!, Lisboa, 1984).

Sobre o significado de “monopólio” advirta-se desde já que se trata de uma fantasia: a) separá-lo do conceito de “moderno sistema de crédito” (Marx) e consequente evolução do capitalismo; b) omitir a centralidade da oligarquia financeira na evolução do capitalismo contemporâneo e seus processos cada vez mais acentuados de fusões e aquisições. Noutras palavras, é a evolução do moderno sistema de crédito que reconfigura o desenvolvimento do regime de produção capitalista a uma nova fase, a partir da centralização e mobilização do capital monetário, onde o capital portador de juros passa exercer função central na articulação estrutural do capitalismo monopolista. Por óbvio, um truste industrial (monopólio) emergente no século 19 (ferrovias, p. ex.) não alteraria a fase desse capitalismo se não se fundisse ao capital bancário/financeiro. [Detalharemos a tema da segunda seção do artigo].
Ou sob outro ângulo, naquele momento reconfigurando o conceito e apontando a questão central da “partilha do mundo” como a tendência do imperialismo, ademais do estágio dependente dos países periféricos, descreve Lênin:

“Ao falar da política colonial da época do imperialismo capitalista, é necessário notar que o capital financeiro e a correspondente política internacional, que se traduz na luta das grandes potências pela partilha econômica e política do mundo, originam abundantes formas transitórias de dependência estatal. Para esta época são típicos não só os dois grupos fundamentais de países - os que possuem colônias e as colônias -, mas também as formas variadas de países dependentes. (...) Uma destas formas, a semicolônia, indicamo-la já anteriormente. Modelo de outra forma é, por exemplo, a Argentina” (Lênin, “O imperialismo, fase superior do capitalismo”, cap. O lugar do imperialismo na história, Avante!, Lisboa, 1984).

Voltando à trágica questão da igualação entre monopólio e imperialismo, isso significaria também que, em se elevando à categoria de imperialistas inúmeros países capitalistas, inclusive subdesenvolvidos denominados de “em desenvolvimento ou emergentes”, haveria hoje, afirma a referida corrente ideológica ultra-sectária, um inexistente “chamado” ‘mundo multipolar’, dessa forma “manipulando os povos e enredando-os na competição interimperialista”. Isto é, numa só nota, o imperialismo norte-americano não estaria num processo de declínio histórico relativo, a emergência de novos polos (BRICS) não passaria de um sonho – assim como a ascensão da China outra tragédia!

O festival de infantilidades de esquerda e de miséria teórica não para aí. Traçando mais uma vez sinal de igualdade entre fenômenos do desenvolvimento capitalista inteiramente assimétrico, dizem os novos donos exclusivos da ideologia do comunismo:

“Tanto a União Europeia, bem como outras uniões que surgiram na Ásia ou na América Latina – e também nos BRICS – têm uma base económica específica, são apoiados na cooperação e união de forças dos principais grupos monopolistas de negócios e apesar das contradições que se manifestam nas suas fileiras, os critérios básicos são os seus próprios interesses, o controlo dos mercados e, consequentemente, são contra os povos e os seus direitos”.

Não é nada disso: nessa direção, aporias artificializadas tais como esta escrita pela dita corrente - “O imperialismo não é apenas uma política externa agressiva, é o capitalismo no seu final, no mais alto nível, é um sistema em que os Estados capitalistas são assimilados” (?) - pretextam apenas manobras de acusações a todos, ademais da igualação cega de contradições de graus objetivamente muito distintos - fuga teórica típica dos encurralados pelo pensamento escatológico “revolucionarista”.
Por que se disse pensamento escatológico revolucionarista? Porque são os mesmos que congelam metafisicamente passagens ou frases de Lênin de modo a absolutizar e estender a qualquer país ou situação histórica, ideias como esta: “O imperialismo é a véspera da revolução social do proletariado”. Ora, essa é uma caracterização geral, de natureza objetiva, de uma era ou época aberta e condicionada pelas transformações estruturais do estágio do capitalismo, que não tem a ver com os processos que distinguem a evolução do imperialismo em cada país, periférico ou não, e por consequências processo e formas que assumem (assumiram e assumirão) as revoluções.
É por isso que, na mesmíssima linha de compreensão, e violando conhecidíssimas teorizações de Lênin acerca da importância tática e estratégica das lutas do proletariado pelas reformas, os catedráticos do oportunismo de esquerda gritam e respondem:

“Sobre a questão: revolução ou reforma? (...) neste tema os Partidos Comunistas e Operários só podem dar uma resposta: Revolução!”.

Sobre esse tipo de devaneio, o marxista Manuel Gouveia respondeu à altura em artigo sarcasticamente denominado “Desculpe, disse ‘reforma ou revolução? ’”. Considera ele com justeza que: não há reforma no capitalismo que resolva o que só a revolução socialista pode resolver, e que nem há revolução socialista sem uma longa luta contra a exploração e por reformas. Desse modo – fulmina Gouveia - “quem nos tenta enfiar em esquemas paralisantes da ação revolucionária” nos apresenta esta “idiota alternativa”. Tratar-se-ia – diz com clareza meridiana - de “suprema ignorância” ver “reforma e revolução como uma dicotomia, incapazes de perceber a dialética concreta do processo concreto. (ver: Avante!, edição 2090, Lisboa, 19-12-2013).

Ou, mais uma vez, como busca sistematizar o marxista Jean Salem:
“Os revolucionários não devem desprezar a luta pelas reformas. Lenine estava consciente de que em determinados momentos uma dada reforma pode representar uma concessão temporária, ou mesmo (...) concedido pela classe dominante para melhor adormecer os que resistem. No entanto, considera que uma reforma constitui uma base nova para a luta revolucionária” (J. Salem, “Lenin e a revolução”, Expressão Popular, 2008).

Ora, se simplesmente “O imperialismo é a véspera da revolução social do proletariado”, o que então explica sua sobrevivência a duas guerras mundiais, a par do retrocesso estratégico defensivo das derrotas impostas no leste europeu e da desestruturação soviética?

Por suposto, o leninismo é também oposição radical ao catastrofismo monocórdio e finalístico; como combatente duma pretensa linha direta à revolução, sempre. Os que insistem neles até cair na galhofa - e nas derrotas - o fazem, sobretudo pela deliberada ignorância sobre o imenso material teórico acumulado acerca do pensamento de Lênin, e da problemática das marchas e contramarchas do capitalismo em sua fase imperialista. Debate que aparece na teorização e interpretação de intelectuais de variados matizes ideológicos, sempre situados à esquerda.

Não é à toa que exatamente sobre este assunto Eric Hobsbawm afirmou sobre a grande contribuição de Lênin:
“A Era dos Impérios ou, como Lênin a chamou, o imperialismo, não foi, evidentemente, ‘a etapa final’ do capitalismo; mas, à época, Lênin nunca afirmou realmente que fosse. Simplesmente a denominou, na primeira versão de seu influente escrito, ‘a última etapa” do capitalismo’. [4] Até porque – enfatiza o historiador – todas as tentativas de isolar a explicação do imperialismo do ‘desenvolvimento específico do capitalismo no fim do século XIX’ não passam de ‘exercícios ideológicos’” (idem, p. 110).

Também Franco Andreucci, em “A questão colonial e o imperialismo”, interpreta ser, no livro de Lênin, a palavra-chave o adjetivo russo novejsij, que significa “última”, no sentido de a “mais recente”: a tradução exata seria ''imperialismo, etapa mais recente do capitalismo. [5]
Alternativamente, tem (certa) razão Giacomo Marramo [6] quando do vasto exame do debate marxista, dos anos 1920-30, sobre as “vicissitudes da ‘teoria do colapso”, destaca o erro grosseiro dos que não distinguiam e faziam “referências indevidas entre o “plano lógico” e o “plano histórico” (exposição científica das leis tendenciais e movimento real), tanto na defesa como na crítica da análise marxiana do capitalismo” (p. 102). Sob outro ângulo, essa análise marxiana do sistema capitalista “é científica não porque reflete a história real do modo de produção, mas porque define suas prerrogativas estruturais através do estudo das formas em que se reproduz a relação contraditória fundamental” – forças produtivas e relações de produção, passagem da reprodução simples para a ampliada (p. 109).
Esticando mais a controvérsia em pontos específicos, podemos dizer que a interpretação do marxista italiano Domenico Losurdo é instigante. Para Losurdo, em meio à barbárie da Primeira Guerra - quando se parecia confirmar uma burguesia moribunda política, ideológica e culturalmente -, deve-se compreender a configuração do imperialismo realizada por Lênin como sendo ''fase de putrefação radical e irreversível, no âmbito da qual a burguesia resulta incapaz de desenvolvimento no plano propriamente econômico e de iniciativa no plano, ideológico e político''. Prosseguindo, aponta Losurdo [7] que:

''Relendo o célebre opúsculo do dirigente revolucionário sobre o tema, nos ocorre que, enquanto continua a conservar uma clara atualidade no que diz respeito à análise e do imperialismo como tendência das grandes potências à hegemonia, à rivalidade e ao confronto, se apresenta totalmente obsoleto na definição do capitalismo monopolista como simples podridão” (idem, p. 185).
Em controvérsia, esta não bem é a interpretação de Mazzucchelli. Assim, quando Lênin qualificava o imperialismo de “capitalismo parasitário” ou em “estado de decomposição”, isso significava que o caráter progressista deste regime de produção “se torna problematizada com o advento do monopólio, o que resulta da predominância da ‘oligarquia financeira’, do controle dos mercados, e da possibilidade econômica de ‘conter artificialmente o progresso técnico’”!

Em nossa opinião com acerto, interpreta ainda Mazzucchelli: a “decomposição” que Lênin caracteriza não significa “um juízo moral sobre a ordem capitalista”; trata-se – citando Lênin - de relações econômicas e de propriedades privadas constituindo “uma envoltura que não mais corresponde ao conteúdo (social da produção)”. O que, dessa forma, expressaria uma crise de estrutura própria de uma etapa de transição – conclui. [8]

Leninismo: desenvolvimento do marxismo e revolução
Losurdo, noutro texto recorda ainda, com inteira razão, a luta constante de Lênin contra as proclamações enrijecidas, pretextando princípios. Trata-se da “frase revolucionária”, dizia-o Lênin, altissonante e oca. Todo movimento que queira pensar e agir politicamente, sem “embalar-se nas palavras, nas declamações e nas exclamações”, deveria desvencilhar-se de tal fraseologia e permanecer em constante vigilância contra ele, completa o filósofo marxista italiano. [9]
A propósito, conforme interpretação brilhante de Lênin, bem após 1917 e em meio à guerra civil: “Os princípios não são um objetivo, nem programa, nem tática, nem teoria. A tática e a teoria não são princípios”, afirmando a seguir que princípios do comunismo, efetivamente, são “a ditadura do proletariado e a usar a coerção estatal” durante a transição – mas “não seu objetivo”. [10]
A guisa de conclusão e contra a miséria teórica do oportunismo de esquerda: enquanto teoria marxista revolucionária em desenvolvimento, o leninismo deve ser concebido nos ciclos históricos evolutivos: a) do desenvolvimento desigual do capitalismo – Lei -, compreendendo assimetrias e disputas entre o núcleo dos países no estágio do imperialismo, e destes com os países periféricos; b) da degeneração multiforme do capitalismo central, até as guerras; c) na reapresentação do irremediável declínio civilizatório deste capitalismo, às revoluções proletárias da nossa época; d) da forte capacidade da organização de vanguarda de juntar forças sob a direção das classes trabalhadoras, em cada vez mais compreender a Revolução Social como obra alicerçada na subjetividade de milhões e milhões de homens e mulheres; e) das formas flexíveis de organização do Partido Comunista, inteligentemente apto a atravessar etapas históricas as mais variadas, inclusive os de longo alcance de defensivas estratégicas e severo ataque ideológico.

E é recusando a fraseologia revolucionarista do oportunismo esquerda que o Leninismo se obriga a ser contemporâneo. Do contrário nada teria a ver com sólidos fundamentos teóricos de uma ciência social contributiva – em meio a um crescente aparecimento de inúmeras outras e ramos nessa esfera - e em permanente captura dos novos fenômenos históricos, em todos os terrenos. Do contrário estaríamos presos a uma armadilha insolúvel de nos orientarmos por um corpus doutrinário simplesmente imprestável, inútil - e derrotados por antecipação!

Na próxima seção sete artigo discutiremos algumas características do desenvolvimento capitalista e países periféricos e/ou de industrialização recente.

Notas
[1] In: “Cuadernos sobre el imperialismo”, de V. Lenin, Obras Completas, Tomo XLIII, Madrid, Akal Editor, 1974, p.258; letras em caixa alta de Kautsky.
[2] Noticiou, sobre as bases gregas, o Portal Terra (04 de Março de 2001): “Navios de guerra americanos chegam a bases na Grécia: “Os Estados Unidos mobilizaram vários aviões e efetivos militares em sua base militar na ilha grega de Creta, no sudeste do Mediterrâneo, como parte de um plano de preparação para uma eventual missão na Líbia. As declarações foram dadas à Efe por uma fonte do Ministério da Defesa grego que pediu o anonimato nesta sexta-feira”.
[3] Ver: “O império se expande cada vez mais”, de Eric Hobsbawm, in: “Globalização, democracia e terrorismo”, São Paulo, Companhia das Letras, 2007, p.154,
[4] Ver: ''A Era dos Impérios (1875-1914)'', de E. Hobsbawm, Rio de Janeiro, Paz e Terra, 2003, 8ª edição.
[5] In: In: História do Marxismo, v. IV. O Marxismo na época da Segunda Internacional, E. Hobsbawm, Paz e Terra, Rio de Janeiro,1986
[6] Ver: “O político e as transformações. Crítica do capitalismo e ideologias da crise entre os anos vinte e trinta”, de G. Marramao, Belo Horizonte, Oficina de livros, 1990.
[7] Apud: Domenico Losurdo, “Antonio Gramsci, do liberalismo ao comunismo”, p. 181, Rio de Janeiro, Revan, 2006. Losurdo se refere, no elucidativo capítulo intitulado ''Decadência ideológica, mecanicismo e impaciência revolucionária'', às observações de Marx sobre a situação criada no pós-revolução de 1848, na Europa.
[8] Ver: ''A contradição em processo. O capitalismo e suas crises'', de F. Mazzuchelli, Campinas, Instituto de Economia/Unicamp, 2004, 2ª edição, pp. 153-154.
[9] Ver: “A luta contra a ‘frase revolucionária’ e a refundação marxista e comunista”, D. Losurdo, in: Crítica Marxista, nº12, 2001.
Publicado no portal Vermelho, 10 de janeiro de 2014

domingo, 26 de janeiro de 2014

O Brasil não integra a cadeia imperialista - Aloísio Sérgio Barroso - 13º Congresso do PCdoB


Barroso reproduz aqui o texto correspondente a sua intervenção no 13º Congresso do PCdoB. Segundo ele, o assunto não é de todo “novo”, vez que recorrentemente versões mascaradas reaparecem.

"Porque o fundamento remoto da ideia é neotrotskista e hodiernamente no Brasil aparece nas formulações de Ruy M. Marini. Este, ainda nos anos 1970 adotava a categoria de ´subimperialismo´ brasileiro, acoplado à teoria da dependência – de vilipendiada memória ´esquecida´! Mas havia esforço laborativo em Marini, onde dependência, superexploração do trabalho e subimperialismo coexistiam..."
Na opinião de Barroso, o tema merece desenvolvimentos atuais, o que ele pretende fazer mais adiante. O texto abaixo foi anotado para uma exposição de cinco minutos.


O Brasil não integra a cadeia imperialista

Durante a Plenária do 13º Congresso do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) - realizada entre os dias 14 a 16 de novembro, no Anhembi, em São Paulo - o membro do Comitê Central, Aloisio Sérgio Barroso, chamou a atenção em sua intervenção sobre o grave equívoco de uma corrente de opinião no movimento comunista internacional que considera o Brasil, integrante da cadeia imperialista.

Camaradas delegados e delegados ao nosso 13º Congresso do Partido Comunista do Brasil.
Queria me referir a duas coisas. Primeiro é que simplesmente não conheço nada que se compare a essa alegria, a solidariedade e a confraternização revolucionárias que sempre transpiram nos nossos congressos! Não conheço nada igual, repito.

Em segundo lugar – e peço a atenção desse Plenário -, é dizer que existe hoje uma corrente de opinião no movimento comunista internacional que considera o Brasil, nosso país, como integrante da cadeia imperialista, que o Brasil faria parte de uma pirâmide do sistema imperialista mundial, notadamente incidindo sobre a América Latina, inclusive em seus processos de integração contemporâneos. Essa opinião não é segredo, ela é pública e vem sendo dita aos quatro cantos do mundo.

Quero dizer também e publicamente a quem interessar possa: trata-se de um grave equívoco, e com implicações e verdadeiramente desastrosas! Primeiro, porque aí não se compreende a essência da teoria de Lênin sobre o imperialismo, como sendo um estágio dos países capitalistas mais desenvolvidos que, desde o final do século 19 fizeram a fusão do capital industrial com o capital bancário, transformando-se ainda aquela época num capitalismo mais desenvolvido e pouco a pouco sendo dirigido pelas oligarquias financeiras.

Por exemplo, nos casos expressivos dos EUA e da Alemanha, os processos de conglomeração industrial e financeira ocorreram de maneira distinta para chegarem a um mesmo estágio no sistema de relações internacionais. Assim, os EUA fizeram a sua fusão através da força de acumulação do capital industrial a incidir sobre os bancos (o banco J.P. Morgan a exemplo tem origem na acumulação de capital nas ferrovias). Já Alemanha, bancos já no nascedouro de sua fase imperialista nomeavam diretores de companhias industriais, fazendo assim uma fusão dos bancos para as indústrias, como dizem pesquisadores, “de cima para baixo”.

Ora, camaradas, no Brasil nada disso aconteceu. Esses processos de conglomeração, decisivos para a conformação do capitalismo monopolista e financeiro - portanto onde outros países alcançaram estágio de países do núcleo imperialista -, não aconteceram no Brasil... até hoje o que se vê são ramos do capital monopolista e ramos do capital bancário/financeiro “separados”. Todos os países subdesenvolvidos não conseguiram fazer esse tipo de conglomeração e por isso seus sistemas financeiros são geralmente frágeis, necessitam inclusive de grandes empréstimos do sistema financeiro central... a desigualdade da acumulação aqui e a desproporção é muito grande...

Por que monopólio não pode ser confundido com a constituição, a completude que ocorreu nos países do capitalismo central para a formação de países do sistema imperialista. Ou seja, monopólio, que pode ter em qualquer país capitalista, não quer dizer imperialismo! A Odebrecht é um monopólio, todo mundo sabe, mas isso nada tem a ver com incluir o Brasil com país do sistema “da cadeia imperialista”!

Longe disso, porque – e aí o desastre! -, a ideia conclusiva de Lênin acerca das consequências do surgimento do imperialismo são as tendências à guerra que ele provoca e nós já vimos isso. E o que o Brasil tem a ver com fomentar guerras, camaradas? Nada disso, nosso país não tem nada a ver com fabricar guerras...Aliás, em nome da teoria de Lênin se diz até que os BRICS fazem parte dessa mesma cadeia do sistema imperialista, e se põem os BRICS como alvo de ataque. Isso é o outro desastre... vimos que Rússia e China barraram, impediram até agora a tentativa explícita dos império americano de esquartejar a Síria, um país soberano! E se ataca os BRICS! Foi o mesmo Lênin que nos ensinou a não confundir alvos, a defender alianças com aliados “instáveis, inconsequentes e vacilantes”, no livro “Esquerdismo, doença infantil do comunismo”, escrito três anos depois da grande Revolução de Outubro, na Rússia.

Por isso também, devemos recordar a importância das resoluções do 12º Congresso do nosso Partido, em 2009. Lá está escrito que a crise capitalista iniciada em 2007-2008, e que não terminou, iria aprofundar o declínio relativo dos EUA. Os episódios recentes da avassaladora espionagem dos EUA em países soberanos como o nosso, são o exemplo de novos passos da decadência norte-americana, cuja agressividade mostra bem a faceta neocolonial a ocupar países e assassinar barbaramente crianças, bombardear hospitais e matar mulheres e anciãos. São, seguramente, manifestações do que estudiosos da decadência dos impérios denominaram de “extensão militar estratégica excessiva”, isso representando cada vez mais dificuldades do imperialismo norte-americano em financiar a expansão enlouquecida de suas bases e despesas militares. Isso logo agora quando seu déficit público alcança cerca de 14 trilhões de dólares, valor igual a seu PIB e esse país não tem horizonte nenhum de resolver esse arrasador problema.

Longa vida ao PCdoB!

Viva o 13º Congresso do Partido Comunista do Brasil!

São Paulo, novembro de 2013, 13º Congresso do PCdoB
Aloísio Sérgio Rocha Barroso

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Estudantes secundaristas a Bahia lutam para trocar Médici por Marighella | Conversa Afiada

Estudante na Bahia troca Médici por Marighella | Conversa Afiada
"Marighella dedicou a vida aos seus ideais"

O Conversa Afiada reproduz enfática sugestão do amigo navegante Luiz (ele não se esquece de certo ministro (?) Supremo, o Vaidoso, que considerou o Golpe de 1964 “um mal necessário“):


PH:
A garotada dessa escola baiana, que tem o nome de Médici, quer mudar para Marighella. .
Tem até vídeo da brava professora. Manda brasa.

ALUNOS DO COLÉGIO GARRASTAZU MÉDICI FAZEM EXPOSIÇÃO SOBRE MARIGHELLA E QUEREM MUDAR NOME DA ESCOLA


Eis uma grande história: estudantes do ensino médio do Colégio Estadual Presidente Emílio Garrastazu Médici, em Salvador, fizeram uma exposição sobre o conterrâneo Marighella. 

Batizaram-na “A vida em preto e branco: Carlos Marighella e a ditadura militar”.

Neste vídeo, a professora de sociologia Maria Carmen mostra o trabalho de seus alunos.

“Seu livro foi uma base e uma inspiração para este trabalho”, ela disse a Mário Magalhães, comovendo-o. 
(Clique aqui para ler sobre a obra “Marighella – o Guerrilheiro Que Incendiou o Mundo”)

Há um movimento para mudar o nome do estabelecimento para Carlos Marighella.

Médici era o ditador cujo governo torturava e matava seres humanos. 

Foi no seu mandato que ao menos 29 agentes da ditadura, armados até os dentes, assassinaram Marighella, desarmado.

A professora Carmen e seus alunos orgulham a Bahia e o Brasil. 

Quem mantém um colégio com tal nome se iguala a qualquer fanático que, na Alemanha, pretenda erguer uma escola chamada Adolf Hitler.


CEBRAPAZ debate Direitos Humanos e a paz no FMDH, hoje às 10h00 em Brasilía

O Cebrapaz realizará uma Mesa Redonda no Fórum Mundial de Direitos Humanos para debater "Direitos Humanos e a Paz", no dia 11/12, das 10 às 12 horas. O fórum e a atividade acontecem no Centro Internacional de Convenções do Brasil -> http://www.fmdh.sdh.gov.br/index.php/local-do-forum Queremos convidar vocês para três atividades: 1) Terça-feira, dia 10/12 - 16 horas Sessão de abertura do FMDH e distribuição por seus membros de uma nota pública

2) Quarta-feira, dia 11/12 Mesa Redonda com o tema: Direitos Humanos e a Paz. Nesse momento de crescimento da agressividade imperialista e de crises em que os direitos humanos são diariamente desrespeitados pelas guerras.

Serviço
Quarta-feira, 11 de dezembro de 2013 às 10h00
Centro Internacional de Convenções do Brasil – CICB
Endereço: Setor de Clubes Esportivos Sul
Trecho 02 Conj. 63, Lote 50


Com informaçõres de Marcos Tenório e do site do Fórum.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Deputado tucano ataca de machista contra denúncia de corrupção - Portal Vermelho


A líder do PCdoB na Câmara, deputada Manuel D'Ávila (RS), denunciou, em discurso indignado no Plenário da Câmara, na noite desta quarta-feira (4), a “atitude machista e leviana” do deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP) na audiência pública da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que debatia com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, as denúncias de corrupção do metrô de São Paulo que envolve os governos tucanos.



Agência Câmara

Manuela acusou o deputado Duarte Nogueira de partir para baixaria por não ter respostas para dar sobre a situação do seu partido no estado de São Paulo.

“O coração tem certas razões que a própria razão desconhece”, disse o deputado à líder do PCdoB após a fala em que ela defende a atitude do ministro da Justiça de mandar investigar as denúncias que chegaram a ele. A declaração do tucano remete ao namoro entre a deputada e o ministro em passado recente.

A fala preconceituosa e machista do deputado tucano foi seguida de protestos do ministro, de outros parlamentares e da própria Manuela D'Ávila, que acusaram o tucano de quebra do decoro parlamentar.

Em seu discurso no Plenário da Câmara, após da reunião da CCJ, Manuela disse que “a minha vida privada, embora não seja assunto público, não é promíscua como são promíscuas as relações que estão sendo investigadas no estado de São Paulo”.

“A minha vida privada, como a minha vida pública, é honrada. Quem tem explicações para dar sobre a vida pública são os governantes do estado de São Paulo. É isso que eu, como líder do meu partido, cobro”, disse Manuela, acrescentando que “o deputado Duarte Nogueira, que, por não ter respostas para dar, parte para a baixaria, porque não sabe o que dizer sobre a situação do seu partido no estado de São Paulo”.

A parlamentar lembrou que no dia em que a Câmara realiza uma comissão geral para discutir o fim da violência contra a mulher, ela se depara com uma “atitude machista, leviana, e que não condiz com aqueles que tentam mudar a vida política e a cultura machista deste país”.


“Eu me sinto ofendida como milhares de mulheres brasileiras que são ofendidas cotidianamente por esta cultura machista, falo porque não podemos tolerar mais que a Câmara dos Deputados, que o Congresso Nacional, conviva com essa cultura de quem não sabe debater política, de quem não tem respostas para dar para o povo sobre o verdadeiro esquema de corrupção que o estado de São Paulo tem que responder a seus cidadãos e que, por não ter respostas, vai pelo caminho fácil da violência e do machismo contra as mulheres, da violência subjetiva, das falas entrelinhas”, acusou a líder comunista.
Questão central

No discurso que fez na reunião da CCJ, Manuela perguntou aos tucanos “qual o encaminhamento que o ministro da Justiça deveria dar a uma denúncia grave como essa? No meu governo, eu tenho orgulho de que ele não engavete, porque conheci um governo que tinha a fama de engavetar todas as denúncias que chegavam ao seu conhecimento”, disse, em referência ao conhecido caso do procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que passou a ser conhecido como Engavetador Geral.

Ela disse ainda que a questão central do debate deve ser de investigar a corrupção e formação de cartel, e é isso que o governo tem feito, enquanto os tucanos discutiam que o documento era um dossiê fabricado pelo deputado estadual Simão Pedro (PT-SP) e que foi vazado para a imprensa por algum alto funcionário do próprio Ministério da Justiça. E acusavam o ministro de não ter comunicado ao procurador-geral da República.

De Brasília
Márcia Xavier

Bancada do PCdoB repudia agressão machista a Manuela D'Ávila  - Portal Vermelho



Bancada do PCdoB repudia agressão machista a Manuela D'Ávila - Portal Vermelho
A bancada do PCdoB na Câmara divulgou nota repudiando as declarações machistas feitas pelo deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP) à líder Manuela D´Ávila durante audiência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), em que se discutia com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o caso de cartel e de corrupção de que são acusados os governos tucanos de São Paulo.


Leia a íntegra da nota:

No dia em que a Câmara dos Deputados reuniu uma Comissão Geral para discutir a violência contra a mulher no Brasil, a bancada do PCdoB foi surpreendida por declarações preconceituosas e machistas proferidas pelo deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP) contra a líder do nosso Partido, Manuela D’Ávila.


Leia também:
Deputado tucano ataca de machista contra denúncia de corrupção


A manifestação ofensiva foi feita durante audiência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), em que se discutia com o senhor ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o caso de cartel e de corrupção relacionado à Siemens e a outras empresas multinacionais, à vida pessoal sem qualquer justificativa, mais se assemelhando à atitude de alguém a quem faltam argumentos para o debate.

O PCdoB repudia o machismo enfrentado por todas as mulheres em seu cotidiano. Manuela estava se manifestando como líder do partido, cumprindo a sua obrigação de debater um assunto de interesse público, que há mais de 30 dias é destaque na imprensa. Este tipo de atitude não é apenas uma ofensa à deputada Manuela; ele representa um comportamento de que são vítimas cotidianamente as mulheres em nosso país.

O nosso Partido vai aproveitar esse comportamento lamentável do deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP) para reforçar a luta contra a discriminação e o preconceito que ainda permanecem na nossa sociedade machista.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

CTB DF e CES realizam I Curso de Formação Sindical da nova gestão - 6 a 8 de dezembro na CONTAG

A CTB valoriza a formação das lideranças classistas. Na foto, curso de formação em Patos-PB:
"Sindicalista que não se forma, se deforma."


A Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Distrito Federal realizará o seu primeiro curso de formação da nova gestão, através do convênio com o Centro de Estudos Sindicais e do Trabalho - CES com a CTB Nacional.

O curso ocorrerá de 6 a 8 de dezembro (sexta à noite, sábado durante o dia inteiro e domingo pela manhã), e contamos com a parceria da Confederação dos Trabalhadores da Agricultura - CONTAG, que mais que gentilmente nos apoia com a cessão de suas instalações. 

Segundo o Presidente Aldemir Domício,"a CTB e o CES ofertam um curso de grande qualidade para preparar sua direção e as lideranças sindicais para grandes desafios. É uma oportunidade que os trabalhadores e trabalhadoras saberão aproveitar."

O curso está previsto para trinta participantes, com prioridade para a direção da CTB-DF, sindicatos filiados e convidados. Para tratar de sua inscrição, envie-nos um e-mail com nome completo, idade, categoria, se exerce mandato sindical e aonde, telefone e e-mail para sec.formacao@ctbdf.org.br e pvss65@gmail.com 

Local: Sede da CONTAG

Endereço: 
Smpw Quadra 1, s/n conjunto 2 lote 2
Núcleo Bandeirante - Fone: 2102 2288



PROGRAMAÇÃO

Sexta-feira, 06 de dezembro

17h00 - Credenciamento 
17h50 - Poema - Elogio do Aprendizado - Bertold Brecht
18h00 - Abertura - Dinâmica de Apresentação 
18h30 - Aula: Origem e Papel dos Sindicatos e História do Movimento Sindical Brasileiro, com Reinaldo de Lima Reis Júnior, Historiador e professor do Instituto Federal de Tecnologia de Goiás;

21h30 - Término do 1.º dia

Sábado, 07 de dezembro

8h00 - Café da Manhã
8h50 - Poema - O Operário em Construção - Vinícius de Morais
09h00 - Aula: Concepções Sindicais, com o professor Antônio Carlos de Miranda, da Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE;
12h30 - Almoço
13h50 - Música - El pueblo unido jamás será vencido (Quilapayun)
14h00 - Aula: Transformações no Mundo do Trabalho, com o professor Antônio Carlos de Miranda;
17h30 - Término do 2º dia;

Domingo, 08 de dezembro

8h00 - Café da Manhã
8h50 - Poema - Burgueses - Nicolás Guillén
09h00 - Aula: Análise de conjuntura: como fazer, com Paulo Vínicius Santos Silva, Sociólogo e Secretário de Formação da CTB-DF.
12h00 - Avaliação e Entrega dos Certificados;
13h00 - Encerramento.


Paulo Vinícius Silva
Secretário de Formação da CTB-DF



Coletivizando no Youtube