sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
Papo no Facebook sobre Stalin e indicações de leitura
quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
Nossos peitos, nossos braços são muralhas do Brasil Paulo Vinícius da Silva
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
Nossos peitos, nossos braços são muralhas do Brasil! - Paulo Vinícius da Silva
"Não temais ímpias falanges
que apresentam face hostil.
Vossos peitos, vossos braços
são muralhas do Brasil!"
Hino da independência do Brasil, Evaristo da Veiga (letra), D. Pedro I (melodia)
O dinamitar da ordem mundial pactuada ao fim da Segunda Guerra segue a desafiar nosso entendimento, sob a batuta de Donald Trump, abusador, delinquente, chantagista, sequestrador e perigoso detentor de arsenal nuclear capaz de acabar com o mundo inúmeras vezes. A ordem multipolar não significa propriamente "ordem", a guerra é a realidade da época. O que não se sabe é se evoluirá para uma confrontação geral e nuclear ou se haverá um acordo amplíssimo, a exemplo do proposto pelo Presidente da China Xi Jinping em seu discurso no Fórum Econômico de Davos em 25/01/2021, "Que o multilateralismo ilumine o caminho da humanidade". Sim, como alertáva-nos Fidel, o futuro da espécie humana está em risco. São tantos os fatores destrutivos a ameaçar-nos que não é fácil manter uma atitude esperançosa. Contudo, é a própria decadência do imperialismo estadunidense a medida dos seus limites, de seu desespero e das possibilidades de termos mudanças, inclusive nos EUA, que apontem outro caminho que não a mútua destruição assegurada.
Recordo-me da expressão de João Amazonas sobre o século XXI, que seria no princípio mais trevas do que luz, e que somando-se as luzes que surgiriam aqui e ali, poderíamos viver um período de grandes esperanças, que é a própria perspectiva socialista, a conciliação da vida do ser humano com o planeta Terra, em busca da harmonia, ou ao menos da sobrevivência do gênero humano e do ecossistema tão maltratado. Mas é preciso defender tão pouca luz diante de tanta treva, e nisso nos estimulam os exemplos de Lula, mas também de Nicolás Maduro, com sua tranquilidade de esfinge mesmo sequestrado pelo imperialimo, como experiente motorista de ônibus que é, sangue frio, que mostra como há que se desviar dos problemas, não apenas confrontá-los. Não está morto quem peleia.
O "novo normal" de Trump é inaceitável, e visa a alargar os limites de ação do imperialismo estadunidense, tem natureza didática e exemplar. Com as big techs a seu serviço, suas ações violadoras da soberania das nações se somam ao que o Partido Democratas fez com a sua hipocrisia, com a Guerra ao Terror e a defesa do "feminismo" e da "democracia" que chega com as tropas estadunidenses. Trump testa os limites e arma seus instrumentos no interior das nações.
Lula mais uma vez foi campeão na leitura do sentimento do povo e dos perigos que enfrentamos. Ao zombar do Bananinha com a célebre mofa "Ô Trampi, defende meu pai!", armou o povo brasileiro para a defesa da soberania. Mas, seja no Brasil, no Irã, na Venezuela, em Cuba, o exemplo foi dado, e vemos como a denúncia desses traidores das nações em que vivem é decisiva para afirmar as frentes amplas que isolem o inimigo principal, que é o imperialismo estadunidense, o fascismo, e que possui como ponta de lança as Big techs e o rentismo parasitário.
Esse bloco histórico do 1% que quer lucrar com o fim do mundo precisa ser isolado, e os cordões que Trump puxa são exatamente aqueles que em cada país, clamam: "ô Trampi", "defende a Venezuela", "bombardeia a Baía de Guanabara", "defende a democracia e as mulheres no Irã", promovendo a traição nacional descarada como posição política legítima - que não é. Assim como a extrema direita ganhou espaço no campo político, o "jalabolismo macunche" denunciado por Chávez, ou em tradução livre, o "babaovismo fuleragem" dos lambe-botas do imperialismo, inimigos de seu próprio povo, traidores, Silvérios dos Reis, que querem ter legitimidade para crimes de lesa-pátria, terrorismo, subversão armada contra a democracia, assassinatos e conspiração com potência estrangeira para nos impôr um neocolonialismo descarado.
Tanto é falsa a polarização entre extrema-direita x esquerda, quanto é ilegítima a posição dos traidores da Nação. A extrema direita se opõe à democracia, e não apenas à esquerda. Por isso a Frente Ampla é incontornável, na defesa da democracia e da Nação Brasileira, ameaçadas. Crime de lesa-pátria não é posição política legítima. Pior, na Constituição de 1988 e no Brasil, são crimes de lesa-pátria os únicos que admitem a possibilidade de pena de morte, em caso de guerra, em conluio com potência estrangeira.
Então, abusador como é, alhures e aqui, Trump avança os limites para violar o que não deve ser admitido jamais, e encontra quem lhe dê guarida, aberta ou veladamente. É preciso desmascarar essa súcia, é preciso unir o povo, é preciso transcender do individualismo perverso e irracional, do medo e do ódio, para alcançar o sentimento de coletivo, fratria, pátria, que nos países subdesenvolvidos é inseparável da defesa do multilateralismo, da solidariedade, razão pela qual a luta pela soberania representa o proletariado, e não o ufanismo de direita. Essa é a diferença entre o nacionalismo de mentira de um Bolsonaro e a defesa do Brasil pelo Presidente Lula. A Nação é o Povo.
É preciso defender a soberania do Brasil e dos povos do mundo. Não podemos jamais atribuir ao imperialismo estadunidense a possibilidade de intervir em qualquer país, seja sob que pretexto for. E é preciso tomar lições sobre o eixo da defesa da soberania e da paz, diante de quem resiste ao imperialismo, assim como tirar lições do que pode acontecer com o Brasil, se ignorarmos os perigos diante de nós. A Líbia, o Haiti, a Palestina e a Síria nos demonstram o que se prepara para o Brasil. Ao mesmo tempo, vemos que é possível resistir.
Ao contrário do que muitos creram e divulgaram, o imperialismo não tem vida fácil em suas ações criminosas. Trump busca juntar a blitzkrieg - guerra relâmpago - e as mentiras dessa época, com o apoio dos "mercados" para dobrar as Nações. Propaga o pessimismo, o babaovismo, as mentiras e a ignorância, a impressão que não é possível resistir aos seus intentos de abuso, violação, que sequer se deve gritar, muito menos reagir, quando é precisamente do que se trata. Mas quebrou a cara três vezes.
Na Venezuela, longe de atemorizar, tocou os brios do povo que há tantos anos resiste ao bloqueio, à mentira e às agressões. No Irã, aproveitando-se das dificuldades que causa ao povo iraniano, não hesitou em infiltrar MOSSAD e a CIA, injetar dinheiro, promover o terrorismo e assassinar pessoas para derrubar a República Islâmica e devastar o país. E em Cuba, suas ameaças e bravatas não encontraram eco, pois a Revolução Cubana e seu líder, Díaz-Canel, há tempos tem sabido esclarecer ao seu povo do que se trata. É Pátria ou Morte.
Também o Brasil enfrenta esse desafio existencial. Também aqui se alimentam os traidores da Nação a cumprir o triste papel de conspirar contra nosso próprio povo. E querem ser aceitos como se fizessem política, como se não cometessem crimes, como os promovidos no 8/1/2023, entre atos terroristas, depredação de patrimônios nacionais, ações armadas, mentiras, conspirações e sabotagem da democracia em aliança com potência estrangeira. Eles mostram que não há limites, que têm lado. Não devemos ignorar, muito menos crer que os limites da nossa democracia mutilada são suficientes para os enfrentar. É preciso lançar pontes para a undade do povo.
Em todos esses países que conseguiram resistir até o momento ao acosso imperialista para destruir as suas nações, vemos que se impôs a vontade do povo nas ruas, aos milhões, mobilizado por frentes políticas e sociais firmemente entranhadas nos territórios e no coração das multidões. Não apenas um partido, ou o movimento sindical, ou os instrumentos da democracia burguesa, não apenas a representação. Há uma unidade superior que desarma mesmo a direita e a oposição, e arma de política as amplas massas populares, que passam a se ver como povo, como Nação. E são pautas civilizatórias aquelas que inserem a classe trabalhadora, mulheres, negros, a população LGBTQIAPN+ como legítimos filhos da Nação Brasileira, merecedores de direitos e deveres iguais.
Diz-nos o nosso Hino da Independência o que Venezuela, Cuba e Irã fizeram na prática, vencendo tudo, impedindo a destruição e a entrega de suas nações aos canalhas traidores. O Brasil também o ensaiou, a despeito da desarticulação de que padece o campo popular. Nós também temos um líder - ainda. Nós também temos um povo. Mas precisaremos de uma sólida unidade entre as forças de esquerda para resisitirmos a tanto poder, tanta mentira, tanta violência. E ao defender nossa Nação, reelegendo o presidente Lula e mudando o Congresso, transcenderemos os interesses particulares, unindo as forças consequentes e necessárias na luta contra o imperialismo, em especial as forças populares, a frente popular. Assim contribuiremos para a paz, para o multilateralismo, para tempos de grandes esperanças. Nossos peitos, nossos braços são muralhas do Brasil.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
PCdoB-CE no ato unitário Golpe Nunca Mais! Solidariedade Brasil Venezuela, de 8 de janeiro de 2026, na Praça do Ferreira
domingo, 11 de janeiro de 2026
Prof. Roberto dos Santos lança 2° livro de poesia no Café do Campo, quinta, às 19h, em Fortaleza
O prof. Roberto dos Santos volta a Fortaleza para lançar seu segundo livro de poesia, Homo Liricus, nesta quinta-feira, no Café do Campo, a partir das 19h00.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
Venezuela e Brasil lutam por sua soberania e futuro - Paulo Vinícius da Silva
"Eu não sou mais um ser humano, eu sou uma ideia misturada com as ideias de vocês”, “Minhas ideias já estão no ar e ninguém as poderá encerrar. Agora vocês são milhões de Lulas”.
Luís Inácio Lula da Silva, a caminho da prisão em Curitiba, no ato do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, 07/04/2018. Link
"Lula é a manifestação do universal no particular.” Elias Jabbour Link
O sequestro do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, é causa de pasmo universal, dada a capacidade de Trump surpreender o mundo pela crua expressão da brutalidade, mentira e imbecilidade dos EUA, em decadência acelerada.
Dizia Che Guevara sobre a bestialidade do imperialismo, que não se lhe pode conceder nem um tantinho assim, nada. Na ONU, em 11/12/1964, em Nova Iorque, Che denunciou o assassinato covarde de Patrice Lumumba, presidente da República Democrática do Congo, morto em 17 de janeiro de 1961. O próprio Ernesto Guevara de la Serna tombaria na Bolívia, caindo em cativeiro em 8 de Outubro de 1968, ambos os casos com direta participação estrangeira, da Bélgica e dos EUA. Em 11 de setembro de 1973, o Presidente Salvador Allende é levado à morte em meio a ataques aéreos ao Palácio de la Moneda. Allende advertia, premonitoriamente, que “La burguesía podrá eliminar a los hombres, pero no podrá detener la lucha social”.
É ainda um mistério essa simbiose que dá ao indivíduo os poderes extraordinários de um coletivo, de uma classe, de uma Nação. O encontro dessa condição com a História, com o momento de uma onda social progressista é ainda mais misterioso. Lenin mesmo atinava para essa singularidade que une líder, povo e a hora exata para conquistar o progresso social.
É pela eliminação dos líderes que a burguesia e o neocolonialismo sempre ‘resolveram’ seu problema. Não hesitam em promover banhos de sangue, e já na Comuna de Paris (1871) se o viu, e também no Chile, 102 anos após. Desse modo, Che foi honesto ao resumir que a luta contra o imperialismo é, sim, uma luta de vida e morte.
A experiência socialista no século XX mostrou a importância do ‘Príncipe Moderno’, e Gramsci se referia ao Partido leninista, como forma mais avançada desse protagonismo do sujeito histórico. A própria história, contudo, também assinalou as debilidades desse mesmo instrumento, tanto maiores quanto menos permeável à crítica da sociedade, quanto mais fechado em si, imune aos anseios do povo, quanto mais dependa de um líder, por melhor e mais abnegado que possa ser.
Evidenciou-se também a resiliência da estruturação de níveis crescentes de unidade da Nação para vencer o imperialismo. Não somente um líder, ou um partido, mas a fusão no fogo do combate, do líder, do Partido de vanguarda, de outros partidos e do povo organizado, e de qualquer setor comprometido com a independência e a sobrevivência da Nação.
Lula acertou muito aceitando a bênção do pastor deputado, depois da chacina feita por Castro para Trump ver, no Rio. Maduro aceitar o apoio da Universal também vale. Não é novidade. Muitos acordos virão e serão necessários, mas também carecemos de uma unidade e mobilização que nos permitam sobreviver às traições e ao imponderável (um olho no peixe, o outro no gato e força real)..
No discurso feito em 7 de novembro de 1941, nos subterrâneos do magnífico Metrô de Moscou, dias após a invasão nazista, Stalin evocou heróis nacionais independentemente de serem nobres, generais, ainda do Tzarismo; ele reabilitou a propria igreja ortodoxa russa, juntou tudo o que foi possível unir para vencer a Grande Guerra Patriótica - e eles, quem efetivamente a venceram, assim a chamam até hoje. Isso foi além, quando Stalin, Churchill e Roosevelt se uniram e liquidaram o nazismo na Segunda Guerra Mundial. Por esse nobre ideal, Prestes subiu no palanque com Getúlio. Era o Brasil em jogo.
A tibieza do Partido Comunista Brasileiro, já após a divisão e sob os “três pacíficos” de Kruschev, levou a uma derrota sem reação, amarga, diante do golpe militar de 1964. Em vez de unir trabalhismo e socialismo, isso teve um impacto desagregador na esquerda, que cobra caro até hoje. No Brasil, a esquerda no máximo conseguiu avançar para alguma unidade sindical e à estruturação de partidos de esquerda. A luta estudantil merece destaque por ter conseguido incorporar grandes campanhas de profundo sentido nacional e democrático, que asseguraram o protagonismo estudantil na juventude até o início dos anos 2000, findando no Fica Lula, de 16 de agosto de 2005. O movimento estudantil nacional ainda se mantém unido, graças à sua direção consequente e à proporcionalidade qualificada, que permite unir as chapas concorrentes numa mesma direção suprapartidária. Os Fóruns Sociais Mundiais foram impactantes porque foram capazes de unir multidões e articular redes sociais dispersas.
Desde então, como esquerda, tomamos um caminho oposto, de apego ao aparelho e à institucionalidade, insuficiente para enfrentar o imperialismo em tempos de fascismo. É preciso superar ilusões, hegemonismos, o apego às caixinhas que nos separam.
Efetivo é o caráter dissolvente, desagregador, do aparelhismo, das eleições majoritárias, do cupulismo, do presidencialismo sem colegialidade, do fundo partidário como signo da dependência exclusiva dos recursos do Estado para nosso projeto emancipador, que depende tanto da unidade adiada. Os incompetentes, carreiristas e a burocracia vivem disso, e põem tudo a perder. É preciso dar tudo pela construção da Nação Brasileira, é preciso coesão e democracia que não serão atingidas sob os erros do passado, com medo da juventude e do futuro. Nós passaremos, e o futuro, para ser passarinho, exige muito mais que o apego. É preciso amor ao Brasil e ao seu povo.
O Brasil é incrível. Até líderes que não teriam motivo, se encantaram e se perderam, seduzidos por essa imensa possibilidade, sempre adiada, da Nação Brasileira. Dom Joao VI, Pedro I, Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Jango. Até D. Pedro II e Sarney tiveram seus momentos de ouro, com a Abolição sem indenização e a democratização do Brasil com a Constituição de 1988. Mas, no geral, o “dividir para reinar” buscou eliminar o líder e destruir a organização do povo que os pudesse sustentar. Há que se reconhecer a insuficiência da esperança em apenas um líder, um partido, um movimento, inclusive o movimento da classe trabalhadora.
O inverso é notável pelo êxito. Como no Uruguai, na África do Sul, mesmo o Chile, na Coreia Popular, no Vietnã, em Cuba e na China, a resistência à monstruosa pressão do imperialismo (bloqueio, guerra, sabotagem, Genocídio, apartheid) só pôde resistir ou ser vitoriosa pela consciência capaz de unir muito mais que um partido, para unir a Nação. Trata-se, mais uma vez, das frentes. Também foram frentes sociais heterogêneas que levaram a esquerda aos governos latino-americanos, fato iniciado justamente com Hugo Chávez, na Venezuela, cortando o nó górdio da pergunta torta se era Reforma/Eleição ou Revolução. Se puder, são ambas.
A Venezuela é vítima de uma campanha brutal de mentiras, e segue sendo um fenômeno notável de resiliência de um povo que decidiu ser livre. O imperialismo estadunidense e
os traidores sabotaram sempre as eleições, mas no caso concreto conseguiram comprometer com vários ataques cibernéticos, midiáticos e de desestabilização com lastro popular no final da totalização. Já não era mais possível matematicamente a reversão em favor do candidato Edmundo González e da Guarimbera Corina Machado. A fraude, lá e aqui, é promovida pela direita, inimiga da democracia. O Brasil errou, pois a vitória de Maduro estava dada, e porque menosprezou o risco da interferência dos EUA para fraudar as eleições. E os EUA pagaram um estelionato eleitoral de 20 bilhões de dólares na Argentina, fraudaram a eleição em Honduras e queriam a qualquer preço criar um vácuo legal e político na Venezuela. O Brasil e Lula erramos feio, e pagaremos essa covardia de não reconhecer um processo eleitoral legítimo para dar moral a quem o fraudou, a oposição e os EUA. Nenhuma desculpa para o imobilismo e a rendição.
O imperialismo tem uma ‘democracia’ feita de crimes e invasões, de bloqueio e genocídios. Os EUA são a melhor ‘democracia’ que o dinheiro pode pagar, com Arena e MDB muito piores e colégio eleitoral, sem sequer cédula única nacional. Cheios dessa ‘moral’, tentam decapitar pela segunda vez para destruir a soberania venezuelana. E pela segunda vez, o povo unido, a Nação unida demonstra que não está dado o resultado do jogo antes do apito final. Na Venezuela se constroem condições de luta superiores, pela completa e complexa reorganização do povo, que nem começa, nem termina no governo, mesmo num estado moldado pela participação popular em que a Revolução Bolivariana se mantém, pacífica, mas armada, combatida, mas jamais isolada. O sujeito popular não se deixa extirpar com a decapitação da liderança.
Maiores são os poderes do povo, dizia Glauber Rocha. Os episódios em curso na Venezuela, mais uma vez, devem ensinar-nos. Toda a campanha contra esse país irmão visa a nos cegar diante das soluções inovadoras que cria, com acertos maiores que seus erros. Querem que desistamos sem lutar; querem como exemplo a covardia; querem que creiamos que o imperialismo é imbatível; querem o Brasil de joelhos, humilhado; querem o povo e as Forças Armadas separados de seu sagrado dever da defesa do Brasil soberano; querem a América Latina dividida e de veias abertas. E os venezuelanos vão lutando, e mostram que é possível resistir, é possível vencer, que não é admissível o domínio estrangeiro, nunca mais.
Maduro sequestrado pelos EUA: dignidade e sacrifício.
Essa força se expressa na improvável tranquilidade que se vê no semblante do Presidente Maduro, poucas horas depois do sequestro sofrido e dos assassinatos testemunhados por ele, sua companheira Cília e seu filho Nicolasito, em mãos do bandido, assassino, pirata e abusador Trump. Diante de tamanho infortúnio, Maduro reage com a mesma serenidade de Lula a caminho da prisão. Serenidade de não ser mais apenas uma pessoa, a certeza de que, com o povo unido, não apenas a luta continua, mas a vitória virá. Maduro voltará ou abraçará o martírio e essa entrega é a garantia de que a Venezuela vencerá, com Frente Popular e com a União da Nação. Veremos a base social da Revolução Bolivariana chegar a setores vacilantes e até então inimigos, e que só agora entenderão o tamanho do buraco da colonização, rediviva sob a Doutrina Donroe.
Esses círculos concêntricos de unidade têm líder e povo, mas a liga organizada entre eles é que solda essa resiliência que vence tudo.
Oxalá o Brasil seja capaz de aproveitar o Presidente Lula, e a partir da unidade das forças consequentes na esquerda, construir a Frente Ampla necessária para salvar nossa Nação, nesse ano de Encruzilhada Histórica, e seguir além, pois o programa da reconstrução será superado ou derrotado. Sejamos capazes de dar um passo adiante, na união do povo em torno da Nação Brasileira. O líder comunista João Amazonas dizia que a unidade é a bandeira da esperança e, hoje mais que nunca, esse é o ideal de um verdadeiro(a) camarada.
Enquanto cuidarmos dos pequenos e passageiros, ilusórios poderes, arriscaremos perder a rara sintonia do líder, das massas e da História que, estruturados em Frente Ampla e Unidade Popular, possam resistir ao caos do mundo em favor de uma era de harmonia e continuidade da espécie humana que é a perspectiva socialista. Ou engoliremos os prognósticos apocalípticos, a antipolítica, o desânimo e a falta de fé em nós mesmos, armadilhas do desespero e das adicções com que os 1% mais ricos nos ninam, para aceitarmos curtir o concerto e os violinos, no convés do Titanic.
É Pátria ou Morte, como dizia o Che. E só o povo unido jamais será vencido.
sábado, 3 de janeiro de 2026
A Rússia condena a 'agressão' dos EUA contra a Venezuela - Russia Today
https://www.rt.com/news/630369-moscow-condemns-us-aggression-venezuela/
O presidente dos EUA afirmou que o líder venezuelano Nicolás Maduro foi capturado e levado para fora do país.
A Rússia condena a 'agressão' dos EUA contra a Venezuela.
Ministério das Relações Exteriores em Moscou, Rússia. © Getty Images/fordeno
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia condenou o que chamou de ato de "agressão armada" dos EUA contra a Venezuela no sábado, pedindo moderação e alertando contra uma escalada ainda maior. O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou que os ataques ocorreram, alegando que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, foi capturado e levado para fora do país.
Autoridades venezuelanas afirmaram anteriormente que o país havia sido atacado diretamente pelos EUA, após explosões terem sido ouvidas na capital, Caracas, no sábado. O ministro das Relações Exteriores, Yvan Gil, acusou Washington de tentar obter o controle dos recursos naturais da nação latino-americana.
Moscou reafirmou sua solidariedade ao povo venezuelano e apoiou os apelos por uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU. O Ministério das Relações Exteriores enfatizou que a América Latina deve permanecer uma zona de paz e que a Venezuela deve ser livre para determinar seu próprio futuro sem interferência externa.
Leonid Slutsky, presidente da Comissão de Relações Exteriores da Duma Estatal, descreveu os últimos ataques à Venezuela como uma operação militar dos EUA destinada a mudar um regime "indesejável", acusando Washington de tentar impor sua vontade ao país.
A Venezuela declarou estado de emergência logo após as explosões. O governo afirmou que os ataques também ocorreram nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
Os ataques ocorrem em meio a tensões crescentes entre Washington e Caracas. Trump acusou repetidamente o governo da Venezuela de facilitar o tráfico de drogas em larga escala e autorizou a expansão das operações militares americanas contra rotas de contrabando suspeitas no Caribe e no Pacífico Oriental.
Maduro rejeitou as acusações, acusando os EUA de agressão e de usar operações antidrogas como pretexto para derrubar seu governo. Ele advertiu que qualquer ação militar direta contra seu país encontraria resistência.
Ministério das Relações Exteriores da China condena ataque dos EUA contra a Venezuela e sequestro de Maduro
Diosdado Cabello pede calma diante da agressão dos EUA à Venezuela
ÚLTIMA HORA | Diosdado Cabello tras ataque de EE.UU.: "Lo que ellos intentaron con las bombas y misiles, lo lograron parcialmente".
— AlbertoRodNews (@AlbertoRodNews) January 3, 2026
"Digo parcialmente porque ellos esperaban que el pueblo saliera desbocado, no. Aquí los cobardes quedaron en el pasado" https://t.co/R3BuJ3Rc9q pic.twitter.com/z5wJp0bWYM
População protesta contra golpe de Estado, ataque e sequestro de Nicolás Maduro, Presidente da Venezuela
Caracas. Escuchenla. pic.twitter.com/WLIoINrjBn
— Nacho Lemus (@LemusteleSUR) January 3, 2026
PT condena ataque dos EUA e sequestro de Maduro
O Partido dos Trabalhadores (PT) condena veementemente a agressão militar dos Estados Unidos da América contra a República Bolivariana da Venezuela e seu povo. Diante dos fatos divulgados, o ato se caracteriza como um sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama. Em nota anterior, o PT já havia manifestado profunda preocupação com a escalada do conflito, o qual tem motivações políticas e econômicas, e alertado para os graves riscos à estabilidade regional.
Desde o início de setembro, o cenário tem se agravado em razão de declarações públicas hostis, ações unilaterais e crescentes movimentações militares. Hoje, 3 de janeiro de 2026, o bombardeio em Caracas e o sequestro do presidente configuram a mais grave agressão internacional registrada na América do Sul no século XXI.
Nesse contexto, o PT ressalta que o conflito representa uma séria preocupação para o Brasil – que compartilha cerca de dois mil quilômetros de fronteira com a Venezuela – e para a região como um todo. A América Latina deve permanecer como uma zona de paz. A política externa brasileira historicamente sustenta a solução pacífica das controvérsias, a não intervenção e o respeito à soberania como fundamentos da convivência internacional — princípios estruturantes da diplomacia brasileira, aos quais o Partido dos Trabalhadores se mantém plenamente alinhado.
Dessa forma, o PT reafirma seu compromisso com soluções construídas no âmbito de organizações multilaterais, em especial a Organização das Nações Unidas, da qual fazem parte tanto os países diretamente envolvidos no conflito quanto os demais países da região.
Assim, reiteramos que a soberania dos povos, a solução pacífica das controvérsias e o respeito ao direito internacional constituem princípios centrais da política externa do Partido dos Trabalhadores e caminhos indispensáveis para a preservação da paz e da estabilidade na América Latina.
Brasília, 3 de janeiro de 2026.
Secretaria Relações Internacionais
Comissão Executiva Nacional
Partido dos Trabalhadores
PCdoB condena ataque dos EUA à Venezuela
O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) condena da forma mais veemente o ataque criminoso dos EUA e o anunciado sequestro do presidente Nicolás Maduro, ocorridos na madrugada deste sábado (3).
Tais atos configuram terrorismo internacional e atingem toda a América Latina.
A defesa da Venezuela assume, assim, caráter urgente.
Os Governos soberanos da região, movimentos sociais e partidos políticos devem se unir visando a promoção de grandes mobilizações de denúncia, impedindo a escalada da agressão e exigindo o pleno respeito à independência da Venezuela e ao legítimo presidente Nicolás Maduro.
Comissão Executiva Nacional
Brasília, 03 de dezembro de 2026
Presidente Lula: Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável.
Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.
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