SIGA O COLETIVIZANDO!

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Bolivianos apoiam Evo Morales e rechaçam opositor fascista - Portal Vermelho

Bolivianos apoiam Evo Morales e rechaçam opositor fascista - Portal Vermelho:

Bolivianos apoiam Evo Morales e rechaçam opositor fascista

O presidente do chamado Comitê-pró Santa Cruz, Luis Fernando Camacho, não conseguiu sequer desembarcar no aeroporto de El Alto na segunda-feira, devido ao gigantesco rechaço popular. Cercado por manifestantes em apoio ao presidente Evo Morales, o projeto de golpista precisou esconder bem a pretensa “carta-ultimato” e dar meia volta, protegido por forte aparato policial mobilizado pelo próprio governo.

Por Leonardo Wexell Severo

Foto: Reuters/d. Mercado
 Bolivianos repelem no aeroporto de El Alto o ataque ao voto popular perpetrado pelo fascista Camacho que quer anular a eleição Bolivianos repelem no aeroporto de El Alto o ataque ao voto popular perpetrado pelo fascista Camacho que quer anular a eleição 
“Nos comprometemos a resguardar a integridade física das pessoas que chegam de Santa Cruz e temos cumprido. Em um voo charter, o senhor Camacho chegará lá são e salvo”, explicou o ministro de Governo, Carlos Romero. Conforme Romero, caso o golpista saísse do aeroporto, a situação “iria ficar muito mais difícil e complexa”, já que ele chegou dentro de “um contexto de reações sociais, sobretudo por ter espancado e humilhado a algumas pessoas” recentemente.

As eleições do dia 20 de outubro deram a vitória a Evo Morales, do Movimento Ao Socialismo (MAS), por 47.08% dos votos contra 36,51% de Mesa – mais de 10% – o que garante a sua continuidade sem segundo turno. Diante das alegações de “fraude” e ameaças de confrontação, Evo concordou em proceder a uma recontagem auditada pela Organização dos Estados Americanos (OEA), que também concordou com a pacificação.

Repudiado pela população em El Alto, racista Camacho pega o rumo de casa em voo Charter (Redes)

O pretenso ultimato que o racista Camacho diz encabeçar pede novas eleições sem a participação exatamente do primeiro colocado, Evo Morales, a quem acusa de “tirano e assassino”. Seu ódio aos índios e aos pobres pode ser visto nas covardes agressões realizadas pela União Juvenil Cruzenhista, com seus cassetetes, sua saudação nazista e seu desfile com a suástica. Os reiterados abusos encontram no governo do MAS a negação de tudo o que representa em valores morais para o povo e para o país. Para completar, Evo retirou das suas mãos uma grande negociata com o gás – que o tornou milionário quando era privatizado e entregue aos estrangeiros.

Na avaliação do presidente, a chamada “carta de renúncia” que Camacho tinha a risível intenção de entregar no edifício presidencial poderia ser comparada a que García Meza, em 17 de julho de 1980, queria entregar à ex-presidenta Lidia Gueiler Tejada antes de derrotá-la. Naquela oportunidade, recordou, Gueiler foi derrotada e exilada por García Meza, em um sangrento golpe de Estado.

“Nos acusam de autoritários ou de ditadura, Nos últimos 20 anos de neoliberalismo, MNR, MIR e ADN governaram, se revezaram nesta democracia pactuada. Se revezavam e desde 2002, os três governaram juntos. Agora tentam se juntar por lá e por aqui para recuperar o poder e para isso usam a desculpa da fraude”, assinalou Evo. E reiterou: “Rechaçamos o golpe de Estado dos racistas que tentam recuperar o poder” sem votos.

Resistência popular

Diante das crescentes ameaças, Evo voltou a convocar o povo boliviano à “resistência em defesa do processo de mudanças”. “Vamos resistir, estou seguro que o povo está organizado e me surpreenderia se fosse diferente. Como iríamos nos render? Somos um povo, somos uma força, vamos defender nosso processo, como fizemos frente às ditaduras militares”, declarou o presidente reeleito.

De acordo com o mandatário, a mobilização dos grupos de extrema-direita não diz respeito a uma suposta fraude, pois desde antes já falavam de sua saída do governo, o que significa que “é um tema de golpe de Estado” que vai muito além de “não a Evo, senão ao povo”.

Há duas semanas a população está mobilizada para que se respeite o resultado eleitoral, atacado por setores oposicionistas que chegaram até mesmo a queimar urnas que consideravam desfavoráveis. As covardes agressões causaram duas mortes em Montero, deixaram cerca de duas centenas de feridos, entre eles pessoas que perderam um olho e três dedos, além de mais de 50 detidos nas cidades de La Paz, Cochabamba e Santa Cruz.

Estas ações criminosas buscam multiplicar as mortes para jogar a culpa no governo, denunciou Evo, desmascarando esta “outra operação” dos entreguistas. “Estamos enfrentando os privatizadores com os privatizadores, os discriminadores, os que provocam a incitação ao ódio e ao racismo com os conciliadores”, acrescentou.

Diante desta tentativa de golpe, o presidente pediu uma “reunião de emergência com nossos dirigentes sindicais, nacionais, com a Confederação Operária Boliviana (COB) e a Conalcam (Coordenadora Nacional de Mudanças) para conhecer o que estão pensando e planejar. Eu dependo do povo, das forças sociais”, destacou. “Os grandes patriotas, o verdadeiro patriota, é o que faz pátria, o que faz respeitar seus recursos naturais e não os que privatizaram antes”, frisou.

Central sindical respalda Evo

O secretário nacional de Organização da COB, Nicanor Baltazar, assegurou que “as bases estão organizadas e mobilizadas para defender o processo de mudanças, políticas, econômicas e sociais, respaldando o presidente contra a oligarquia golpista”. “Evo venceu e alcançou a maioria porque agora faz um governo para todos, que não chega apenas à área urbana, mas também rural, atendendo os camponeses, os indígenas”, assinalou.

Nicanor acredita “na vitória da mobilização popular, pois aqui não virão mais para nos dizer o que temos de fazer, não virão mais impor privatização ou capitalização, não virão mais para tentar levar nosso patrimônio público, para desnacionalizar tudo a preço de banana como faziam”.

“Agora temos um Estado Plurinacional e nos reunimos com o nosso presidente, o que antes era extremamente difícil. Anteriormente, para termos um encontro era à base de muita pressão e mobilização, enfrentando a repressão e até Estados de Sítio contra a classe trabalhadora”, relatou.

Para as novas gerações, recordou o dirigente da COB, “é preciso esclarecer que em todos esses anos da República de Bolívia, em seus quase 200 anos, temos sido conduzidos no governo por uma elite que, como classe dominante, nunca deu ao povo o poder de decidir sequer sobre seus recursos naturais. Esta compreensão foi se fortalecendo e se formando desde o ano de 1952 e avançado em 2003 com a expulsão de Gonzalo Sánchez de Losada, um sanguinário que matou cerca de 70 pessoas e feriu mais de 400, que fugiu para os Estados Unidos, enriquecido com o assalto ao nosso Banco Central”.

São esses, patrocinados por interesses norte-americanos, os que agora querem retornar ao poder, condenou Nicanor, com o apoio da extrema direita e de “setores da grande mídia, de cuja oligarquia é a dona, a proprietária”. “Evo conta somente com uma pequena estrutura estatal e alguns poucos meios populares. A COB tem sua rádio, mas não está em rede e limitada a algumas comunidades. A forma acirrada com que está colocada a disputa, com uma visão completamente manipulada em favor da elite, está nos ensinando a necessidade de termos veículos de comunicação em rede, para garantir a democracia e não a imposição da voz – e dos interesses de uma pequena minoria – sobre os demais”, concluiu.

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Clipe oficial Mangueira 2019 - História para Ninar gente grande - Amor ao Brasil



Brasil, meu nego
Deixa eu te contar A história que a história não conta O avesso do mesmo lugar Na luta é que a gente se encontra Brasil, meu dengo A mangueira chegou Com versos que o livro apagou Desde 1500 Tem mais invasão do que descobrimento Tem sangue retinto pisado Atrás do herói emoldurado Mulheres, tamoios, mulatos Eu quero um país que não está no retrato Brasil, o teu nome é Dandara Tua cara é de cariri Não veio do céu Nem das mãos de Isabel A liberdade é um dragão no mar de Aracati Salve os caboclos de julho Quem foi de aço nos anos de chumbo Brasil, chegou a vez De ouvir as Marias, Mahins, Marielles, malês Mangueira, tira a poeira dos porões Ô, abre alas pros teus heróis de barracões Dos Brasil que se faz um país de Lecis, jamelões São verde- e- rosa as multidões

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

EUA vetam Ingresso do Brasil na OCDE

Preta Ferreira, líder dos Sem Teto do Centro de São Paulo, é libertada!

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Pannunzio, ex-Band, faz autocrítica que mídia é incapaz sobre Manipulações políticas Lava Jato contra Lula

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Nassif aborda movimento Direitos Já e a Frente Ampla para salvar o Brasil - Jornal GGN

www.jornalggn.com.br

Flávio Dino aponta o caminho: amor ao povo e educação



sexta-feira, 9 de agosto de 2019

O ensaio geral da frente ampla democrática por Orlando Silva - Vermelho e Jornal GGN

Vermelho
Jornal GGN 

Eis que o grande acontecimento político da semana abre uma nesga de luz na sombria noite brasileira. Por óbvio, não falo da aprovação, em segundo turno, da Reforma da Previdência, esse Frankenstein destruidor de direitos dos mais pobres ao qual eu, meu Partido e outros parlamentares progressistas nos opusemos vivamente.

Nesse caso, combatemos o bom combate, a resistência nas ruas e no parlamento logrou conquistas importantes que diminuíram alguns dos muitos prejuízos contidos no texto. Mas o fato é que o atual parlamento tem uma composição amplamente favorável às pautas econômicas antipopulares – nesse terreno, nos resta a luta de resistência, que travamos abnegadamente e sem tréguas.

O acontecimento alvissareiro da semana, ao qual esse texto se refere, foi o verdadeiro levante institucional contra o disparate da ordem de transferência do ex-presidente Lula, à revelia do direito, do bom-senso e mesmo de elementares sentimentos humanitários – afinal, levá-lo ao presídio de Tremembé poderia ter implicações para sua segurança e mesmo para sua vida.

A atitude da PF e da juíza da execução penal, extemporânea e inconsistente com a já autorizada progressão de regime concedida a Lula, simbolizou uma tentativa de desviar o foco das graves revelações de ilegalidades que envolvem a força-tarefa da Lava-Jato e seus principais agentes, além de sinalizar com uma escalada de parte do judiciário para impor um Estado de exceção, abertamente autoritário e contra as garantias constitucionais.

Ato contínuo, a Câmara Federal reagiu amplamente e de maneira exemplar. Afora os discursos condenando a atitude, que se avolumaram e envolveram até mesmo deputados do DEM e do PSDB, formou-se uma delegação suprapartidária de cerca de 70 parlamentares, com distintas posições no espectro ideológico, para procurar institucionalmente o Supremo Tribunal Federal e solicitar a revogação da ordem da justiça paranaense.

Na esteira dos acontecimentos, a sessão plenária do Supremo Tribunal de Federal decidiu, pelo acachapante placar de 10 votos a 1, suspender a transferência, acatando o pedido da defesa do ex-presidente.


Seria inocente acreditar que essa vitória pontual venha a simbolizar, de imediato, uma mudança qualitativa na correlação de forças na sociedade, ainda favorável às vozes do atraso e do obscurantismo. Não se mobilizará, nesse momento, o mesmo contingente para defender a liberdade do ex-presidente Lula ou para barrar medidas econômicas de cunho liberal. Infelizmente, algumas pautas mais avançadas e democráticas, por justas e importantes que sejam, ainda abarcam parcelas já aderentes às forças progressistas e de esquerda.

Contudo, seria um erro político crasso minimizar ou tratar como “mera obrigação” o levante institucional de ontem. Ora, na quadra atual, o Brasil vive justamente uma luta que opõe institucionalidade x arbítrio, democracia x autoritarismo, civilização x barbárie. Portanto, o que se viu ontem foi um primeiro ensaio de formação de uma frente ampla democrática, cujo objetivo central é defender o país contra a escalada do arbítrio.

Essa frente deve estar aberta a todos os segmentos que defendem a democracia, a institucionalidade, os direitos e garantias constitucionais, sem veto de coloração política ou ideológica. Ao enquadrar os arreganhos autoritários do lavajatismo, a frente ampla democrática fez seu ensaio geral em grande estilo.

Derrotas de Moro no “pacote anticrime” são vitórias da Constituição

Esse assunto deve ser abordado mais detalhadamente em outro artigo, mas vale o registro dos debates realizados no Grupo de Trabalho constituído na Câmara para produzir uma síntese entre o PL 882/19, o “pacote” de Sérgio Moro, e o projeto elaborado por uma comissão de juristas liderada por Alexandre de Moraes, hoje ministro do Supremo.

O PL 882/19, que ganhou grande expressão midiática, se pauta pelo punitivismo, facilita o encarceramento em massa e a violação de garantias fundamentais do processo penal. Nas discussões do GT, Moro foi derrotado em dois aspectos centrais de sua proposta: foram rejeitados a prisão antes do trânsito em julgado da sentença condenatória e a adoção do instituto “plea bargain”.


Este último é uma espécie de acordo penal, copiado do modelo norte-americano, que dá superpoderes ao Ministério Público para barganhar a redução da pena, desde que o réu assuma o crime e renuncie ao devido processo legal, antecipando o cumprimento de pena, inclusive a privativa de liberdade.

As derrotas de Sérgio Moro no tal “pacote” devem ser comemoradas por quem defende a Constituição e suas garantias fundamentais, como a presunção de inocência, o direito à ampla defesa e o devido processo legal.

Orlando Silva é deputado federal pelo PCdoB-SP e membro do GT Penal da Câmara.



domingo, 4 de agosto de 2019

Caetano: O Brasil precisa de uma Segunda Abolição - veja o vídeo

quarta-feira, 31 de julho de 2019

21ª Conferência Nacional dos Bancários acontece neste final de semana - CONTRAF


Evento visa preparar a categoria para se defender e enfrentar a realidade de ataques aos direitos da classe trabalhadora
Conferência Nacional
Arte: Contraf-CUT
Bancários de todo o país se reúnem entre os dias 2 e 4 de agosto, em São Paulo, na 21ª Conferência Nacional da categoria. Os delegados e delegadas vão debater sobre questões que interferem diretamente na sociedade, no cotidiano de trabalho nas agências e nos departamentos bancários e definir as estratégias e plano de ações para defender a soberania nacional, a democracia, os empregos, os direitos dos trabalhadores e ações contra a reforma da Previdência e as privatizações dos bancos e demais empresas públicas.

“A categoria é a única que possui uma convenção coletiva que engloba todo o país. Os direitos dos bancários são os mesmos em qualquer ponto do território nacional. Temos tudo isso graças à nossa unidade e, mais do que nunca, precisamos nos manter unidos para defender nossos direitos e conquistas, nossos empregos e o direito de nos organizarmos”, explicou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, que é uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, responsável pela organização do evento.

Juvandia ressaltou que os direitos dos trabalhadores estão sob forte ataque no Brasil e no mundo. “O capital internacional quer ditar o rumo das políticas a serem adotadas para que obtenham cada vez mais lucros. Esse governo e o Congresso têm pautado a retirada de direitos, como o direito de se aposentar com dignidade; o direito a uma jornada e um trabalho dignos, atacados agora pela MP 881”, disse. “Buscam minar as forças dos sindicatos e demais movimentos sociais porque estes impõem resistência a estes desmandos. Temos que estar unidos, não apenas como categoria, mas no conjunto da classe trabalhadora, e nos preparar para nos defender e cobrar políticas que gerem empregos, não aprofundem o desemprego”, disse a presidenta da Contraf-CUT.

Materiais e informações

Uma novidade da 21ª Conferência Nacional dos Bancários será a substituição dos materiais impressos pela tecnologia. Desde a programação, aos subsídios de reflexões e demais informações estarão disponíveis em um App que pode ser baixado nos celulares e/ou tablets dos delegados.

A iniciativa visa otimizar a utilização dos recursos da categoria e ampliar a gama de informações sobre o evento.

Redes sociais

O evento terá cobertura total de imprensa, com publicação imediata de textos no site da Contraf-CUT, e transmissão ao vivo de algumas mesas de debates, com vídeos veiculados na página da Contraf-CUT no Facebook. Nas redes sociais, os delegados serão instruídos a utilizar as hashtags #21C e #NossaLutaÉ nas fotos, comentários e demais postagens.

Programação

Veja abaixo a programação completa da 21ª Conferência Nacional dos Bancários.

Dia 02 de agosto: sexta-feira
12h às 20h –
 Credenciamento de delegadas e de delegados.
19h – Abertura solene

Dia 03 de agosto: sábado
9h às 13h –
 Credenciamento de delegados e de delegadas.
9h às 9h30 – Votação do Regimento Interno
10h às 13h – Mesa 1 – Análise de conjuntura
13h às 14h – Prazo para substituições de delegadas ou de delegados

13h às 14h30 – Intervalo para almoço

14h30 às 16h30 – Mesa 2 – Soberania Nacional
16h30 às 18h – Mesa 3 – Reforma da Previdência
19h – Confraternização

Dia 04 de agosto: domingo
10h às 11h30 –
 Mesa 4 – Futuro do Trabalho, Impactos nos empregos e na Organização Sindical
12h às 14h – Mesa 5 – Resoluções e moções

Fonte: Contraf-CUT / Paulo Flores

Que fim teve Fernando Santa Cruz? História, verdade e justiça - Paulo Vinícius Silva

Os esclarecimentos prestados (https://twitter.com/i/status/1156299487142404096 …) em 2014 pelo agente da repressão Cláudio Guerra, que denunciou e repudiou seus crimes, no chocante depoimento à Comissão Nacionalda Verdade. Lá se informou o destino do pai do Presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, filho do desaparecido político, o militante o militante da Ação Poplar (AP) Fernando Augusto Santa Cruz. Há que sublinhar o mórbido de destruir a vida em tortura e incinerar os corpos, negando à família o direito inclusive de o velar e sepultar. Imensa crueldade e vergonha. Ilustra a ferocidade covarde contra jovens brasileiros, gente de valor, um tesouro aniquilado, terrível descaminho da Nação Brasileira.

Interesses estrangeiros e oligárquicos associados à maioria das FFAA de então cometeram crimes que violam inclusive convenções internacionais aplicáveis às guerras. Ora, somos todos brasileiros. É motivo de luto e de reflexão. As indignas declarações do malfadado presidente dão azo a que se debata o assunto, e o depoimento que apareceu no Twitter é valioso pela sua crueza.

Neste sentido, não há mistério, mas há a vileza torpe, o desrespeito e o escárnio diante da familia enlutada de Fernando Santa Cruz e de todos os vitimados pela repressão da ditadura de 1964. Nós já tivemos a Anistia, tivemos a Constituição de 1988, já tivemos Lula Presidente. Nós fomos muito longe e sabemos o quanto caminhamos. O Brasil fez as pazes com a democracia, pensávamos, mas persistiu impedindo-o  a lista de crimes e injustiças cometidos e que, enfim se desvelam, inclusive com a colaboração de elementos que repudiam seus crimes pretéritos, que dão satisfação às famílias e à História. É prciso debater o assunto, pois está provado que a mentira e a ignorância são as armas que usam para nos negar a nossa própria História, a história de inúmero heróis e heroínas sacrificados. É preciso debater o assunto. É por isso que Bolsonaro quer fazer da Comissão da Verdade, a comissão da mentira.

Há contas a acertar com a História sobre essa crueldade do estado com os que questionam uma ordem social profundamente injusta. Contra os indígenas e os escravos. Contra os pobres e a população negra e da periferia. Violenta e cruel contra aqueles que questionam a ordem estabelecida, assentada no domínio colonial. É uma elite contra o povo, cujo coração está na casa grande, a separar os brasileiros entre escravos e senhores. Por isso, o inimigo é sempre interno, e ao longo da História foram inúmeras as vezes em que se desrespeitaram os corpos e as memórias dos aparentemente derrotados, mas que deram a volta por cima pela História, pela Verdade de seu sublime e excruciante sacrifício pelas nossas liberdade e soberania. Tiradentes, Zumbi, Lampião e Maria Bonita, Osvaldão e Dina, Fernando Santa Cruz, tantos são os nomes, e é decisivo saber de sua História, o tanto que nos deram, suas próprias vidas. Essa consciência liberta-nos e precisa ser compartilhada.

Bolsonaro fala barbaridades vis e busca fazer-se de oráculo de quem não representa. Não devemos aceitar as provocações que ele faz para semear a confusão e a discórdia e blindar seus apoios. Gente verdadeiramente representativa de nossas FFAA que estava no comando do Golpe de 1964 foi parte de uma saída nacional pactuada que abriu caminho à retomada da democracia, ainda que com as deformações inerentes à desigualdade social e à nossa história escravocrata. O que importa é, ainda que com falhas, a Abertura aqui houve, e Bolsonáro, à época já, fora derrotado e desautorizado por quem podia falar por aquele período histórico. Assim, não tem representatividade de puxar nossas FFAA para esse buraco. Ao contrário, milita contra a imagem de nossas FFAA, busca mostrá-las como de fato não são. Não devemos colocar as FFAA na conta de Bolsonaro, é tudo que ele quer, é uma provocação. E o dano maior é contra o papel transcendente que devem cumprir as FFAA brasileiras de nos defender do ataque brutal à nossa soberania, inclusive territorial, em curso. Quem ameaça o Brasil, senão o imperialismo estadunidense?! Não é papel defender-nos, todos, brasileiros, contra isso?! A artimanha desse velho político é a do abraço de afogado, ele tenta contrapor a sociedade brasileira, ele promove a desunião do Brasil. Serve, claramente ao interesse estrangeiro mais nocivo. Seus atos desmoralizam o Brasil para abrir caminho para a intervenção estrangeira, faz parte do jogo contra a soberania brasileira e nossas imensas riquezas. Seus patrões estão lá fora, em Washington, eles o assumem.

Desse modo, o repúdio às declarações rancorosas e vis não deve igualá-lo à totalidade das FFAA, esse mistério quanto à opinião e à sua vocação. É uma nova geração, não pode ser culpada pelos crimes nem deve ser blocada automaticamente. Somos chamados ainda a contar o que houve para que a verdade e a justiça permitam unir o Brasil e superar esse trauma. Quem faz o inverso, trabalha contra o país, busca tripudiar sobre as chagas, as tensões no seio do povo, faz o jogo do imperialismo quem divide o Brasil. Por isso, por esse compromisso com a Democracia, a Frente Ampla é tão importante. É preciso diferenciar-se de monstros, de escravocratas, de vende-pátrias.

Rendamos homenagens aos nossos mártires assassinados covardemente sob tortura e que, mesmo na morte, foram agredidos e fraudados em seu direito a uma sepultura digna, INCINERADOS os corpos, na usina de Cambaíba de:
+ João Batista Rita - https://cemdp.sdh.gov.br/modules/desaparecidos/acervo/ficha/cid/246
+ Joaquim Pires Cerveira - https://cemdp.sdh.gov.br/modules/desaparecidos/acervo/ficha/cid/257
+ Ana Rosa Kucinski - https://cemdp.sdh.gov.br/modules/desaparecidos/acervo/ficha/cid/96
+ David Capistrano - https://cemdp.sdh.gov.br/modules/desaparecidos/acervo/ficha/cid/203
+ João Massena - https://cemdp.sdh.gov.br/modules/desaparecidos/acervo/ficha/cid/253
+ Fernando Augusto Santa Cruz https://cemdp.sdh.gov.br/modules/desaparecidos/acervo/ficha/cid/121
+ Eduardo Collier Filho - http://memoriasdaditadura.org.br/memorial/eduardo-collier-filho/
+ José Roman - https://cemdp.sdh.gov.br/modules/desaparecidos/acervo/ficha/cid/274
+ Luís Ignácio Maranhão - https://cemdp.sdh.gov.br/modules/desaparecidos/acervo/ficha/cid/158
+ Armando Teixeira Frutuoso - http://www.desaparecidospoliticos.org.br/pessoa.php?id=258&m=3
+ Tomás Antônio Meireles - https://cemdp.sdh.gov.br/modules/desaparecidos/acervo/ficha/cid/304


Coletivizando no Youtube