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sexta-feira, 10 de maio de 2019

GRUPOS DE WHATSAPP DE BOLSONARO ORQUESTRAM ATAQUES CONTRA UNIVERSIDADES - Brasil 247



O professor do Departamento de Ciência da Computação da UFMG Fabrício Benevenuto denuncia que "o monitor de whatsapp nesses últimos dias está inundado de memes e imagens contra as universidades federais"; "São imagens de pessoas nuas em festas e protestos e memes dizendo que os alunos das federais levam mais de 12 anos pra formar, pois só usam drogas", continuou; "Quem financia essa fábrica de desinformação?"

10 de Maio de 2019 às 10:08




247 - O professor Associado do Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais Fabrício Benevenuto, pesquisador em redes sociais online, denuncia no Twitter que "o monitor de whatsapp nesses últimos dias está inundado de memes e imagens contra as universidades federais".

"São monografias/dissertações/eventos ridicularizados por seus títulos e temas", escreveu o estudioso no Twitter. "São imagens de pessoas nuas em festas e protestos e memes dizendo que os alunos das federais levam mais de 12 anos pra formar, pois só usam drogas", continuou. "Claramente é um esforço orquestrado. Trabalho de profissional. Segue o mesmo estilo da campanha eleitoral. Quem financia essa fábrica de desinformação?", questionou.


A postagem dele sugere que o WhatSapp continua como arma fundamental para o governo Jair Bolsonaro orquestrar ataques contra setores progressistas, assim como aconteceu na eleição de 2018, quando houve a campanha ilegal contra o então presidenciável Fernando Haddad financiada por empresas e que se baseou na divulgação de fake-news (notícias falsas) no WhatsApp para prejudicá-lo , conforme denunciou uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo.

A matéria apontou, ainda, que cada contrato chega a R$ 12 milhões e, entre as empresas compradoras, está a Havan.


Agora, os eventuais ataques a universidades fazem parte uma estratégica para difamar o ensino público nas instituições de ensino superior e abrir espaço para a privatizações dessas entidades, atendendo à agenda neoliberal que voltou com força no Brasil após o golpe contra Dilma Rousseff em 2016. O curioso é que Elizabeth Guedes, irmã do atual ministro da Economia, Paulo Guedes, é vice-presidenta da Associação Nacional de Universidades Privadas (Anup), mais um indicativo do quanto a privatização da Educação é uma bandeira que vem sendo cada vez mais estampado pela atua gestão.


Outro sinal da agenda que tenta dilapidar o que é público é o corte de verba de universidades anunciado pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, que, em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, falou em mal desempenho e em "balbúrdia" nessas instituições para justificar a medida. Para o titular da pasta, existem universidade que promovem eventos impróprios, como protestos partidários.

Corte de verba mais a a vigência da PEC do Teto dos Gastos que prevê o congelamento de investimento público por 20 anos está sendo uma "fórmula" para o Brasil se torna símbolo do imediatismo político e da violação dos direitos humanos.

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Jornal CTB Bancários de Brasília em apoio à Chapa 1 defende a CASSI e o NÃO - Unidade e Resistência - Bancários de Brasília

CTB BANCÁRIOS AVALIA PROPOSTA CASSI E DIZ NÃO

A Mesa Negocial retomada pelo Banco do Brasil e Entidades Representativas do Corpo Social em 2019, processo de diálogo valorizado e apoiado pela CTB, resultou na apresentação em 27.03.2019, de Proposta Final para custeio e governança da Cassi.
Analisado o conteúdo, a CTB defende a manutenção do formato de gestão e governança da Cassi e rejeita a instituição de voto de qualidade para a função de Diretor-Presidente, visto que se contrapõe ao princípio da gestão compartilhada, impõe peso adicional e valoração à representante do Patrocinador ao gerar condições de ingerência direta sobre a atuação de representantes eleitos bem como sobre decisões colegiadas.
Quanto ao formato do custeio, conquanto resulte de projeções e cálculos atuariais exaustivos, aprovamos a retirada do VRD e a retomada de critério baseado na remuneração mas discordamos dos critérios de desigualdade – pisos e tetos - contidos na proposta, com penalização de segmentos de funcionários da ativa e de aposentados, a partir da quebra do Princípio da Solidariedade, motor e viabilizador da existência e da sobrevivência de nossa Cassi desde 1944.
A introdução de uma nova categoria de integrantes para o Plano Associados, aqueles admitidos a partir de 01.01.2018, merece pronto repúdio da CTB.
Em nome da transparência e da mútua confiança entre as partes, faz-se necessário melhor apresentação dos esforços para aprimoramento da ESF, em termos de quantificação de recursos e cronograma de investimentos no prazo pretendido de 4 (quatro) anos.
Avaliamos que os riscos para os Associados a partir da referida Proposta Final, considerado o ato jurídico perfeito sobre o qual se assenta o Estatuto Social, recomenda o NÃO como indicação de voto a ser defendido junto às bases da CTB, e aos Sindicatos onde se faz representar.
Recomendamos a manutenção de esforços com foco no diálogo e na construção de alternativas justas, solidárias e viáveis.
Ramo Financeiro da CTB

Principais Propostas - Jornal CTB Bancários de Brasília em apoio à Chapa 1 - Unidade e Resistência - Bancários de Brasília

PRINCIPAIS PROPOSTAS


  1. Em defesa da saúde física e psíquica dos bancários(as), ameaçada pelas reestruturações e interferências governamentais indevidas e pela organização do trabalho no novo paradigma, sob metas impossíveis e  ganância extrema, que embrutece e adoece;
  2. Pela melhora das condições de trabalho e  discussão da insalubridade envolvida na organização dos escritórios digitais e agências - A brusca virtualização do atendimento trouxe riscos laborais ergonômicos novos, que pedem adequar o mobiliário e ferramentas, além do mensurar justo do ritmo de trabalho e pausas, a fim de diminuir o risco de dano físico e psíquico;
  3. Pela contratação de novos funcionários - o acúmulo de funções em agências, unidades de apoio e demais setores  exige ampliação de funcionários e sua valorização;
  4. Pelo FIM DO DESVIO DE FUNÇÃO - mais clareza nas atribuições de escriturários, caixas executivos e assistente de negócios;
  5. Em defesa e valorização dos(as) Caixas Executivos - Não ao movimento de terceirização e subvalorização da função, pelo direito a um adequado plano de carreira e pelo fim das relocalizações não comunicadas com brevidade e não justificadas.
  6. Defender a conquista e a liberdade de usufruto dos direitos - poder desfrutar de de pelo menos um terço dos abonos sem prévio aviso; exercer o direito à liberação sindical, poder se ausentar para fins de qualificação e desenvolvimento profissional;
  7. Por mais segurança do funcionalismo no acesso a agências, locais com numerário, e regiões de elevada  de criminalidade, devem oferecer alternativas como vale estacionamento;
  8. Contra corte de funcionários que muitas vezes afeta funções que exigem presença mínima e segurança, a exemplo das baterias de caixa e dos caixas itinerantes;
  9. É necessário rever os normativos para avaliar situações não previstas e proteger o funcionalismo do assédio em situações não normatizadas;
  10. Regularização das substituições. São arriscadas e árduas, precisam de valorização e reconhecimento financeiro, e não usadas como ferramenta para o assédio moral;
  11. Fortalecer a eleição de delegados(as) sindicais e lutar para alterar o texto do acordo coletivo para assegurar a sua liberação 10 dias por ano para atividades sindicais;
  12. Regulamentação dos delegados da PSO, a constante remoção do local de trabalho dificulta e até inviabiliza a organização e desenvolvimento da liderança no segmento;
  13. Pela garantia da função e a transparência nos processos de descomissionamento;
  14. Pela isonomia/equiparação de direitos aos funcionários empossados após 1998 e para os atuais e futuros funcionários do BB, com CASSI,  inclusive na aposentadoria;
  15. Pela garantia salarial aos que tem mais de 10 anos em função comissionada.
    Marcha dos 200 mil a Brasília, reprimida pela polícia violentamente, bancários da CTB na organização do ato, em meio ao gás lacrimogênio na Esplanada dos Ministérios.

Nossos candidatos - Jornal CTB Bancários de Brasília em apoio à Chapa 1 - Unidade e Resistência - Bancários de Brasília


A CTB aposta na renovação e propõe renovação com dois colegas de luta:

ELEIÇÕES DO SINDICATO DOS BANCÁRIOS(AS) DIAS 15, 16 E 17 DE MAIO VOTE CHAPA 1 - UNIDADE E RESISTÊNCIA!



Rafael Guimarães
Caixa executivo do BB da PSO DF

35 anos, funcionário do BB  desde 2012, pai e marido, delegado sindical desde seu ingresso no Banco. Vem fortalecer as relações com a base da categoria, representa a luπta por valorização dos setores de apoio, suporte, agências e caixas.


Carlos Bruno  

Gerente de relacionamento em Agência Especializada


39 anos, funcionário do BB desde 2005, casado e pai de três filhos, representa a gerência média, que acumula responsabilidades e metas, e muitas vezes não é valorizada, sendo submetida a uma dura rotina diária, sob pressões danosas à saúde física e mental.





Momentos de luta e unidade nas greves                              
Greve geral de 28 de abril contra a Deforma Trabalhista no sede VI do BB - unidade e presença da CTB



Piquetes da greve geral no sede 4 reúne Cutistas e Cetebistas na luta bancária, CTB presente!


Apresentação - Jornal CTB Bancários de Brasília em apoio à Chapa 1 - Unidade e Resistência - Bancários de Brasília

Para o Sindicato dos Bancários, a CTB é Chapa 1 - 

Unidade e Resistência

Precisamos da união e força da categoria em favor dos bancos públicos e privados. A CTB- Central dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil, surgiu em 2007, é uma Central Sindical combativa que luta pela unidade dos trabalhadores(as). Representamos a corrente Classista, que remonta ao início do século XX e reunimos com nossos aliados cerca de 10% das entidades sindicais. No DF, a CTB reúne setores de esquerda, nacionalistas e independentes, bancários(as) da ativa e aposentados(as). Atuamos em vários movimentos, e no Bancários atuamos na Secretaria de Política Sindical, com Paulo Vinícius e o núcleo CTBancári@s.
Para nós, o sindicato é para unir os(as) trabalhadores(as) e supera em muito a Diretoria, reunindo todos os filiados(as), delegados sindicais, ativistas e até a categoria como um todo nas grande assembleias e votações. Por isso, nossa participação e de vários independentes e pessoas de diversas posições políticas, duas centrais sindicais, mostram que a diversidade, a democracia e a renovação que continua.  
Estamos na Chapa 1, presidida por Kleytton Moraes, um jovem líder bancário, músico, sociólogo, que nos representa. Nossa Chapa 1 Unidade e Resistência é forte e presente, tem 35% de renovação na diretoria  e está em todos os bancos, unindo vários pensamentos pelo bem comum.
Pressionando o Congresso, o Sindicato dos Bancários de Brasília teve grande protagonismo e uniu cutistas e cetebistas. Para a CTB é preciso unir todas as centrais.
Na foto, dirigentes autistas do sindicato e Paulo Vinícius, diretor da CTB. No meio, ao fundo, o Presidente Nacional da CTB Adilson Araújo. Nosso candidato a Presidente da chapa 1, Kleytton Morais é o último da segunda fila à esquerda, de barba.

O Sindicato luta para melhorar salários e condições de trabalho. Protagonizamos várias ações em defesa da saúde bancária: produzimos audiências públicas, seminários, protestos, atuamos no Conselho de Usuários da CASSI, na fiscalização das condições de saúde com o sindicato e os órgãos públicos.  
Colega, vivemos um tempo de indispensável participação política, consciente, em defesa do Brasil e da classe trabalhadora. A Deforma Trabalhista precariza, terceiriza e acaba com a ultratividade dos acordos. O desmonte das estatais é descarado, há  conflitos de interesse e risco para o país.
Defendamos a excelência do nosso trabalho e empresas, estratégicas para o país. Podemos contribuir para superar essa grave crise que quebra nossos clientes e empobrece o povo, mas enriquece poucos. Ativar a economia, gerar empregos, apoiar políticas públicas, cobrar menores juros, a categoria bancária faz a diferença. É hora de união e solidariedade para enfrentar esse momento que o país vive. E por isso pedimos seu apoio à Chapa 1 - Unidade e Resistência.

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Vídeo: Assembleia dos estudantes da UnB em defesa da Universidade Pública - Falas emocionantes!


Leonardo Matheus, UJS UnB




Tarik Robert, da UJS UnB


Laura Eli, da UJS - UnB

Nós não somos vira-latas, ministro - Portal Vermelho

Nós não somos vira-latas, ministro - Portal Vermelho:



Abraham Weintraub revela a mediocridade com que enxerga nosso país, já apresentada em observações pejorativas às nossas instituições educacionais e de pesquisa.



Por Flávia Calé*

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado  

Na sabatina do ministro Abraham Weintraub ontem, terça-feira (7), na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, ficou evidente seu despreparo para comandar uma das pastas mais importantes da República. Demonstrou desconhecimento dos desafios da educação brasileira e, pelo que se viu, sua missão se resume a fazer do ministério um instrumento de chantagem com a sociedade pela aprovação da Reforma da Previdência.



Repetiu como um mantra, numa nítida subestimação dos senadores que o questionavam e da população que o assistia, que as medidas anunciadas não se tratam de cortes de 30% no orçamento das universidades federais, mas, sim, de contingenciamentos desses recursos, que podem ser revertidos se o Congresso Nacional aprovar a nova reforma da Previdência.



Ora, em primeiro lugar, são bastante controversos os resultados econômicos que o governo proclama que virão após o ataque à Previdência pública. Lembremos que a reforma trabalhista foi vendida como a grande saída da crise econômica, mas seu resultado prático não alavancou a atividade econômica nem gerou um emprego a mais sequer. Mas, além disso, o ministro mente quando diz que esses cortes não terão impacto nenhum nas universidades.



Em nota, a Universidade Federal da Bahia (UFBA) aponta que o bloqueio dos recursos equivale a R$ 37,3 milhões e que serão afetados o pagamento de despesas ordinárias, ou seja, pagamento das contas de água, energia, telefone, manutenção de espaços e equipamentos, pagamento de terceirizados, entre outras questões básicas para seu funcionamento. Ou seja, os “bandejões” podem ser, sim, afetados, diferentemente do que afirmou Weintraub ao garantir que a medida não atingiria a alimentação dos estudantes.



Mente ainda ao dizer que foi obrigado a realizar os cortes em função da Lei de Responsabilidade Fiscal. Conforme apresentou o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o orçamento, quando aprovado nas casas legislativas, já está enquadrado nos parâmetros da lei, não necessitando de alterações em função dela. Faltou o ministro, portanto, responder para onde vão esses recursos do contingenciamento.



Na realidade, o projeto é deixar as universidades à míngua do ponto de vista financeiro e de pires na mão para buscar recursos na iniciativa privada – numa espécie de privatização branca –, já que essas instituições não seriam espaços “sacrossantos”, que não possam buscar “outras formas” de custear sua manutenção. A independência do orçamento público que ele defende é inconstitucional. A Autonomia Universitária, como a conhecemos, diz respeito à gestão financeira, ou seja, pressupõe que existam recursos públicos a serem geridos de acordo com os projetos definidos autonomamente em cada universidade.



Mas o que chama mesmo a atenção é sua percepção do que é o povo brasileiro. Ao esboçar um superficial raciocínio sobre a composição étnica do povo brasileiro e a nossa miscigenação característica, chega à conclusão de que somos um bando de vira-latas.



Como sabemos, quem consagrou a expressão “complexo de vira-latas” foi Nelson Rodrigues, que usou esse termo para explicar o sentimento de inferioridade entre brasileiros, inclusive cronistas esportivos, que previam o fracasso na Copa de 1958 da Seleção Brasileira, que acabou sendo campeã. O complexo seria, então, essa visão pequena de si mesmo, uma permanente sensação de incapacidade de realização de grandes feitos. Este sentimento está presente quando fala em difundir startups pelas universidades do Nordeste para “espalhar capitalismo” pela região. É como se o Nordeste fosse feudal!



Ao dizer que somos “vira-latas”, o ministro fala mais sobre si do que sobre o Brasil. Revela a mediocridade com que enxerga nosso país, já apresentada nas diversas observações pejorativas às nossas instituições educacionais e de pesquisa. Quando busca um patamar para a educação brasileira, não olha a nossa dimensão continental, as nossas riquezas naturais. Ignora que nossa produção científica e tecnológica, apesar de todo o desinvestimento, produz conhecimento de ponta. Desdenha o fato de sermos ainda a oitava economia do mundo. Pasmem, o ministro disse que sua meta é transformar o Brasil no Chile, com todo respeito aos nossos “Hermanos”.



Não, ministro, isso não aceitaremos. Não temos o complexo de vira-latas partilhado pelas elites que têm vergonha do país e acham que tudo que vem do Norte da América é melhor. Somos orgulhosos do povo miscigenado que construímos, ainda que tenha sido um processo doloroso e sofrido. É um povo que tem orgulho e conhece o valor de ser brasileiro. Seguiremos resistindo e nosso próximo encontro será no dia 15 de maio, nas ruas do país.



Flávia Calé da Silva é mestranda em História Econômica na Universidade de São Paulo e presidenta da Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG).



 Fonte: Direto da Ciência

terça-feira, 7 de maio de 2019

Elogio da Dialética - Bertolt Brecht

Portal Vermelho
A injustiça passeia pelas ruas com passos seguros.
Os dominadores se estabelecem por dez mil anos.
Só a força os garante.
Tudo ficará como está.
Nenhuma voz se levanta além da voz dos dominadores.
No mercado da exploração se diz em voz alta:
Agora acaba de começar:
E entre os oprimidos muitos dizem:
Não se realizará jamais o que queremos!
O que ainda vive não diga: jamais!
O seguro não é seguro. Como está não ficará.
Quando os dominadores falarem
falarão também os dominados.
Quem se atreve a dizer: jamais?
De quem depende a continuação desse domínio?
De quem depende a sua destruição?
Igualmente de nós.
Os caídos que se levantem!
Os que estão perdidos que lutem!
Quem reconhece a situação como pode calar-se?
Os vencidos de agora serão os vencedores de amanhã.
E o "hoje" nascerá do "jamais".

Contra a privatização do saneamento e do abastecimento. Cortem os juros!! - Orlando Silva

#TiraaMãodoMeuIF - Campanha da UBES em defesa das Escolas Técnicas (Institutos Federais)

Vídeo: Iniciam as mobilizações estudantis contra a destruição Bolsonarista do Brasil - Bahia

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Reaja! Defenda sua Aposentadoria - PCdoBrasil

1º de Maio Unitário dá a arrancada para a greve geral  de 14 de junho - Portal Vermelho



1º de Maio Unitário dá a arrancada para a greve geral de 14 de junho - Portal Vermelho:
Diante de um público de 200 mil pessoas, lideranças sindicais, sociais e políticas reafirmaram nesta quarta-feira (1/5), Dia Internacional do Trabalhador, a disposição para convocar uma greve geral contra a reforma da Previdência do governo Bolsonaro (PSL). No 1º de Maio mais representativo da história – com todas as centrais sindicais, a Frente Brasil Popular e a Frente Povo sem Medo –, cresceu o consenso para uma nova paralisação nacional, já pré-convocada para 14 de junho.

Por André Cintra


“O golpe de 2016 abortou o sonho do povo brasileiro e impôs um retrocesso inédito, com medidas como a contrarreforma trabalhista e o congelamento dos gastos públicos. Foi uma orientação reacionária que o governo Bolsonaro está aprofundando”, declarou Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil).

Segundo ele, “é um momento importante, um momento de reflexão”, que passa pela unidade das centrais e do conjunto do movimento sindical. “Temos de buscar uma perspectiva de desenvolvimento para o País, de geração de empregos, de um Brasil melhor.”

Na opinião Ubiraci Oliveira, o Bira, presidente da CGTB, “este é um momento histórico. Os trabalhadores do Brasil se uniram contra esse crime que é a reforma da Previdência”. De acordo com Bira, a proposta de desmonte da Previdência Social apresentada pelo ministro Paulo Guedes (Economia) “é ruim para todo mundo, mas é pior para as mulheres”.

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, afirmou que o sindicalismo não pode sucumbir a uma “reforma que tira direitos e mantém privilégios”. Luiz Gonçalves, o Luizinho, da Nova Central (NCST), ressaltou a unidade: “Estamos juntos com as demais centrais contra essa mentira que está prevalecendo”. Para Vagner Freitas – que preside a CUT –, “a única forma de barrar essa reforma é fazer o enfrentamento nas ruas. É greve geral!”.

Políticos


O deputado federal Orlando Silva, presidente do PCdoB-SP, acusou o presidente Jair Bolsonaro de liderar uma gestão entreguista, “a serviço das grandes empresas” e de interesses externos. “Bolsonaro tem um governo formado por um bando de malucos e um bando de usurpadores. Ele brinca com a democracia e quer acabar com a luta dos trabalhadores, com os sindicatos”, afirmou Orlando.

O parlamentar destacou o bem-sucedido empenho do movimento sindical para viabilizar um Dia do Trabalhador unificado, em conjunto com as frentes e com os partidos de oposição ao governo Bolsonaro. “Esta é a reposta que temos de dar: todos unidos em defesa da democracia, dos direitos e do nosso povo. Hoje tem de ser o começo, o primeiro passo de uma grande caminhada, que vai produzir uma grande greve geral e dizer ‘não’ à reforma da Previdência!”.

Dois candidatos à Presidência nas eleições 2008, Fernando Haddad (PT) e Guilherme Boulos (PSOL), marcaram presença no 1º de Maio Unitário. “Não é nem uma reforma da Previdência. A gente precisa chamar a coisa pelo nome: é a destruição da Previdência pública no Brasil, disse Boulos. “Claro que temos diferenças. Mas, quando se trata de defender direitos, este palco fala a mesma língua.”

Haddad retomou uma bandeira de sua campanha eleitoral: “Temos que defender que a pessoa tenha um livro numa mão e uma carteira de trabalho na outra”. E defendeu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado sem provas e preso desde abril de 2018. “Não teremos paz e segurança enquanto Lula estiver preso”, disse Haddad.

Pela Frente Brasil Popular falou João Pedro Stédile, dirigente nacional do MST. “Nós, dos movimentos populares, estamos aqui para cerrar fileiras com o movimento sindical e dizer que mobilizaremos nossa base contra a reforma da Previdência”, afirmou Stédile. “O povo brasileiro não suportará nenhuma perda de direitos. Viva o povo brasileiro! Lula livre!”

CGTP - Primeiro de Maio no Peru - vídeo e canção

terça-feira, 30 de abril de 2019

ALAS - ASSOCIAÇÃO LATINO AMERICANA DE SOCIOLOGIA DENUNCIA ATAQUE DE BOLSONARO À CIÊNCA E À DEMOCRACIA


Declaração da Associação Latino-americana de Sociologia em defesa das Ciências Sociais e Humanas

A Associação Latino-Americana de Sociologia (ALAS) expressa seu mais enérgico rechaço aos recentes anúncios do Governo brasileiro, de intenções de cancelamento dos investimentos na educação superior nas carreiras humanísticas, nomeadamente, nos cursos de Sociologia e Filosofia.

Tais intenções se manifestam a partir de discursos ameaçadores, que desconhecem a contribuição dessas disciplinas para a formação de cidadãos e a compreensão dos processos humanos, bem como para o próprio desenvolvimento da ciência. É inconcebível que, no marco de tantos problemas sociais e humanos enfrentados pela sociedade, governantes de distintos países recorram ao argumento de utilidade ou pertinencia do conhecimento social e humanístico para negar e limitar seu desenvolvimento.

Entendemos que manifestações dessa natureza se sustentam em uma profunda ignorância do conhecimento científico social e constituem expressões ideológicas que muitas vezes obedecem a interesses de curto prazo. Trata-se de uma ideologia baseada no desinteresse em atender as causas sociais profundas e que não reconhece os aportes das Ciências Sociais na solução e superação de problemas atuais como a violência, a exclusão social, as desigualdades, a pobreza, as migrações e os problemas ambientais e tecnológicos, dentre tantos outros. A comunidade científica e latino-americana não pode permanecer impassível diante desta situação.

Denunciamos as ações que buscam eliminar o ensino e a pesquisa das Ciencias Sociais e Humanas, em especial da Sociologia. Rechaçamos os cortes dos orçamentos das universidades públicas e os decretos e ações que atacam a autonomia universitária, os direitos à educação, a liberdade de cátedra e de expressão, bem como as práticas de perseguição de professores e professoras.

Estes ataques, produtos de políticas neoliberais, são observados em diversos países e âmbitos, mas recentemente adquiriram sua expressão mais crua e explícita nas declarações do Governo brasileiro, nas palavras do Ministro da Educação e do Presidente da República.

A ALAS reitera seu mais forte repúdio a essas manifestações, fazendo suas as declarações das associações científicas brasileiras como a Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS), a Associação Brasileira de Ensino de Ciências Sociais (ABECS), a Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia (ANPOF), a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP), e a Associação Nacional de Pós-Graduação e Ciências Sociais (ANPOCS).

Por meio desta declaração, a ALAS denuncia internacionalmente essa inaceitável situação e se solidariza com as instituições e colegas afetados, comprometendo-se em envidar esforços para colaborar na reversão dessas tendências nefastas e suas graves consequencias.

A ALAS exige ao governo brasileiro o respeito às Ciências Sociais e Humanas, no marco do reconhecimento dos direitos humanos, da educação, da liberdade de cátedra e de expressão e da autonomia universitária

Comitê diretor
Associação Latino Americana de Sociologia (ALAS)
28 de abril de 2019

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