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quarta-feira, 20 de junho de 2018

O elo que falta: por um sindicalismo consciente e classista - Paulo Vinícius Silva

Que fazer?

Um dos temas de mais difícil apreensão na luta social é o da relação entre o espontâneo e o consciente, segundo a análise de Lênin em “Que Fazer”, reflexão complexa e essencial sobre o papel dos comunistas na luta social. Desenvolve o dever anunciado no Manifesto Comunista, escrito há 170 anos: Lutam para alcançar os fins e interesses imediatos da classe operária, mas no movimento presente representam simultaneamente o futuro do movimento.(2) Essa consigna implica uma articulação dialética entre teoria e prática, espontâneo e consciente, estratégia e tática, temas centrais no marxismo.

Lênin problematiza os limites do movimento sindical. A luta circunscrita à negociação da compra e venda da força de trabalho, limita-se ao sindicalismo trade-unionista, sem disputar o conteúdo da sociedade capitalista. O foco exclusivo em reivindicações e denúncias econômicas limita o entendimento da dinâmica que move a sociedade e a possibilidade da classe trabalhadora dirigir-se ao conjunto das classes sociais e ao Estado. É papel da vanguarda “empreender ativamente a educação política da classe operária, trabalhar para desenvolver sua consciência política”(3).

Essa consigna se expressa na disputa da hegemonia, na organização e politização da classe, na articulação do movimento espontâneo como momento do consciente. É duro desafio para a luta sindical que, a todo instante, é pautada por demandas corporativas, econômicas, estritamente sindicais. É a natureza “economicista” do movimento sindical que fundamentou a necessidade de uma consciência “externa”, de vanguarda, que inocule no movimento espontâneo o toque consciente para superar tais fronteiras, passando à disputa do poder político capaz de mudar toda a ordem social.

Esse debate é relevante diante das vicissitudes que, desde 2013, trouxeram-nos à situação dramática que vivemos. A todo instante somos confrontados com bandeiras e problemas que – a despeito de sua justeza intrínseca – fazem parte de um contexto maior, e são muitas vezes utilizados para objetivos políticos ocultos e malsãos. Foi-se a época da inocência. A justeza depende do contexto, cuja análise concreta exige ver o conjunto das classes e de seus movimentos e desvendar o seu sentido, que não é unívoco. Uma bandeira progressista pode servir a um propósito reacionário.

De outra parte, um novo capítulo da comunicação de massas e de sua manipulação se desenhou no curso da 4ª Revolução Técnico Científica, com as redes sociais e a análise do comportamento humano através de super-computadores, assim como a “informação” a se originar de minguadas fontes, distribuída para todo o mundo. Como saber pelo que vale a pena lutar?!

Avanços e limites de um ciclo político que se encerrou

Um intento nesse sentido da consciência, foi potencializar a unidade de ação, com a construção das centrais sindicais, em meio aos avanços sociais e políticos da chegada de Lula ao governo central. Aparentemente, a classe chegara ao poder. Todavia, como percebemos, - e ensinam as “velhas lições” do caráter de classe do Estado - o poder tem muitas moradas e artifícios, que não admitem a ingenuidade diante das “regras do jogo”, pois a banca é deles. Por isso a importância da criação da nossa central classista e combativa, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil. Sua criação e a defesa de nossa autonomia já compreendia as limitações sindicais e a necessidade de ir além.

Grandes virtudes são o protagonismo político da CTB, sua ampliação para outros partidos e entidades independentes e expressivas da luta sindical. A CTB se destaca por lutar pela unidade de ação da classe trabalhadora, insiste e anima o Fórum das Centrais, que é a mais representativa frente, tanto em extensão da representação quanto pelo espectro ideológico. O sindicalismo classista, não obstante, atua nas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, o que explicita seu esforço unificador. Esta foi a senda que possibilitou um programa comum – a Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora – uma bela plataforma nas eleições de 2018, em especial se essa atuação no âmbito das centrais enraizar-se, espraiar-se, se tiver tribunos(as) para dirigir-se à classe trabalhadora. Carecemos de união, trabalho de base, de sujeitos políticos e eleitorais.

Esse protagonismo e capacidade de pautar o conjunto da sociedade são a maior garantia às eleições de 2018, ainda sob ameaças, como ilustra a farsa judicial e midiática que levou à prisão do ex-presidente Lula para retirá-lo da disputa. Em parte por esse fator, vemos a dispersão das forças progressistas. Daí a importância de ver além do corporativismo, do economicismo e da despolitização, de lutar pela unidade nacional, democrática e popular. Exemplo disso é a luta concreta em defesa das estatais brasileiras como uma contribuição classista, orgânica, eleitoral e programática à Frente Ampla. Também a defesa do SUS, da Educação Básica e das Universidades Públicas favorecem a convergência de políticas públicas, necessidades da sociedade, do interesse e do desenvolvimento nacional e dos direitos da classe trabalhadora. É esse protagonismo político e eleitoral na construção da Frente que pode fazê-la Ampla E Popular, para dar centralidade à valorização do Trabalho no Projeto Nacional de Desenvolvimento, afirmando a necessária REVOGAÇÃO DA DEFORMA TRABALHISTA.

Há, portanto, um debate a pautar e a vencer. Uma batalha que exige mobilização e ampliação da representação sindical para muito além dos(as) sindicalistas liberados(as), chegando e ampliando CIPAS, conselhos, coletivos de delegados sindicais.

O movimento consciente é insubstituível

É exatamente aí que a jurupoca pia. A obstar essa força de massas estão vários fatores que só podem ser vencidos pela tal consciência de que Lênin falava. A consciência coletiva apontou obstáculos conhecidos na luta dos trabalhadores(as), não superados, que atingiram maior complexidade após a criação da CTB:

→ A pirâmide invertida, cabeça grande, corpo pequeno, muito cacique, pouco índio – cupulismo, burocratismo, autonomização dos representados face seus representantes;
→ A incapacidade de se constituir o movimento sindical como força eleitoral e política – a contrariar avanços institucionais, políticos e materiais a partir de 2003;
→ A baixa renovação, a afastar a juventude, e o machismo, a afastar as mulheres da luta sindical. Não foi em grande medida a juventude trabalhadora sem representação e pertencimento que saiu às ruas em 2013?
→ A baixa formação marxista, o espírito de rotina, expressos no fato de a luta “não empolgar”, na perda da perspectiva revolucionária, no demissionismo e no derrotismo;
→ A baixa consciência em financiar a luta geral, inter-sindical, a excessiva dependência estatal e a baixa compreensão dos deveres à consolidação do projeto CTB;
→ A perda de espaço eleitoral, com a diminuição da bancada trabalhista no Congresso, a baixa projeção eleitoral das lideranças sindicais, outra face da pirâmide invertida.

Tais fenômenos são gerais. No caso da CTB, as direções e a própria frente sindical tem combatido tais debilidades, com correto diagnóstico, a partir dos Encontros Sindicais . O diagnóstico correto não ser implementado ilustra outra enfermidade. Como diria Mao: O liberalismo é a passividade(5). Essas dificuldades se referem a um período de muitas ilusões de classe, em um progresso democrático indefinido, evolucionista, na firmeza das “instituições da República”, no socialismo pela via eleitoral-institucional, que resvalaram para a incapacidade de articular um contra-poder para a defesa do processo.

No nosso sindicalismo classista: a) afirmou-se a dependência material sindical do Estado; b) cresceram enormemente as demandas institucionais, tornando tangível uma perspectiva de poder que se mostrou ilusão de classe; c) Deu-se enorme papel ao instituto da Presidência nos sindicatos e demais entidades, que assumiu status supostamente ideológico, anulando em parte decisões sobre a renovação depois do 2º mandato; d) O fim da Corrente Sindical Classista se deu em paralelo com os problemas no trabalho de base partidário nas categorias estratégicas, e com a hipertrofia da arena institucional face às da disputa de ideias e da luta social. Todos são fatores que favorecem tudo, menos o consciente a pautar a ação sindical.

Consertar o carro em movimento: as eleições de 2018

Como se vê, a despeito das virtudes da CTB, segue inescapável aos(às) comunistas afirmar a consciência externa, política, a inteligência coletiva, o trabalho sistemático e a disciplina como motores que elevem a luta sindical à disputa da hegemonia. No passado, a CSC cumpriu esse importante papel e preparou a década de vitórias e expansão. Hoje, a insuficiente estruturação partidária entre os trabalhadores é obstáculo para uma percepção mais clara de nossa política para milhões de trabalhadores que formam as categorias que representamos. Uma direção política mais efetiva do movimento sindical pelos comunistas é essencial num momento de grande crise financeira, que precisa ser superada a partir do relacionamento com nossa base social.

Muitas das dificuldades que vivemos se situam exatamente ao nível do elo que falta, ocupado no passado pela CSC. A nova solução precisa dar conta das novas condições de hoje, em uma CTB plural, que cresceu e se consolidou como referência nacional e latino-americana do sindicalismo classista. Parte da solução está em como as lideranças sindicais enfrentarão as eleições de 2018 e pautarão o debate público, inclusive na esquerda. É nessa disputa que precisamos organizar nossa influência, uma rede integrada e extensa de quadros de base e intermediários, não fragmentando, mas afirmando a importância da classe trabalhadora. E, estrategicamente, fortalecendo as secretarias sindicais, integrando-as em um trabalho planejado e permanente de construção partidária, com o Departamento de Quadros e a Secretaria de Juventude.

__________________________

(2) MARX, Karl e ENGELS, Friederich. Manifesto do Partido Comunista. Capítulo IV - Posição dos Comunistas para com os Diversos Partidos Oposicionistas. Disponível em https://www.marxists.org/portugues/marx/1848/ManifestoDoPartidoComunista/cap4.htm

(3) LENINE, Vladimir Ilitch. Que Fazer? Capítulo 3. Política Sindical e Política Social-democrata. Disponível em https://www.marxists.org/portugues/lenin/1902/quefazer/cap03.htm

(4) O 4º Encontro Sindical Nacional, especialmente, é muito rico no diagnóstico dessas questões como se poderá depreender a partir da leitura de suas resoluções, disponíveis em http://www.vermelho.org.br/admin/arquivos/biblioteca/revista_do_4_encontro_sindical_nacional_do_pcdob[1]18089.pdf

(5) TSETUNG, Mao. Contra o Liberalismo. Disponível em https://www.marxists.org/portugues/mao/1937/09/07.htm

sábado, 3 de setembro de 2016

Dilma venceu Cérbero e nos mostra que venceremos o Golpe - Paulo Vinícius Silva

O Golpe foi consumado, é certo, mas isso não é o fim, a luta continua. E o maior exemplo foi dado pela Presidenta Dilma, a quem coube enfrentar a duríssima batalha que desmoralizou o próprio golpe, e cujo corolário é o fato de ter sido impossível ao Senado cassar-lhe os direitos políticos, a primeira grande vitória na luta contra o golpe. Isso é tanto mais importante quando aprofundamos a compreensão de que o Golpe não se trata da Presidência, apenas, mas da desconstrução dos avanços contidos na CLT, na Constituição de 1988 e na vitória contra a Ditadura, acrescida dos avanços obtidos desde a vitória de Lula à Presidência da República.

Talvez, só a assinatura da Lei Áurea – e há muito o que se questionar sobre o episódio – tenha conferido papel tão decisivo às mulheres na História do Brasil. Mas, desta vez, não há dúvida quanto ao protagonismo, à fidelidade ao lado representado e à coragem encarnadas na Presidenta Dilma. Em tempos de internet e de celulares conectados, expôs-se ao mundo em tempo real a vilania do golpismo. Todavia, o Partido da Imprensa Golpista e nossos erros na própria luta em curso poderiam ter levado à legitimação do golpe.
Dilma no Ato pela democracia no Teatro dos Bancários em Brasília, 24/08/2016 - Foto de Brito Júnior

Trata-se de uma luta heroica, dessas que, para explicar, apelamos aos mitos gregos. O golpe já era realidade há meses. Impediram o voto popular de decidir desde 2014. Para derrubar a Dilma, entregar o Pré-Sal, rasgar os direitos do povo, inviabilizaram seu mandato. A derrota era certa e como é duro posicionar-se diante da derrota anunciada. E nesse ambiente, marcado pela confusão e pelas fragilidades intrínsecas e acessórias à força dirigente do processo, o Partido dos Trabalhadores, Dilma pôs-se de espada e escudo em punho para enfrentar as três cabeças de Cérbero, o mítico cão monstruoso que resguardava os portões do Tártaro, o inferno da mitologia grega, cuja ferocidade se dirigia aos que ansiavam por se livrarem daquela terra de sofrimentos. Reitero: o golpe já fora dado, mas a reação a ele poderia ter sido de tantos modos, que coube à Presidenta Dilma conduzir-nos para esse confronto e ela própria enfrentar a criatura nefasta, por isso é importante entender e tirar as devidas lições do episódio que ilumina a próxima etapa da resistência.
Héracles trazendo Cérbero para Euristeu, 525 AC, atribuido a Aigles, no Museu do Louvre 

A primeira cabeça monstruosa que Dilma enfrentou foi a das mentiras urdidas para legitimar o Golpe. A sessão de mais de 14 horas em que ela enfrentou a súcia do Senado será lembrada na História, e foi a sua atitude, sua postura serena e firme, seu brilho que impediram a farsa de se manter de pé. Um a um, uma a uma, vimos os e as golpistas tombarem diante da verdade pura e simples da ilegitimidade do golpe.

A segunda cabeça monstruosa que Dilma abateu foi a do hegemonismo e da tibieza que se expressaram no anticlímax provocado pelas declarações do Presidente do PT, Rui Falcão, e de quem o apoiou, quando em nome da Frente Brasil Popular, posicionou-se contra as mobilizações levadas a cabo pela Frente Povo Sem Medo no dia 31 de agosto, unicamente porque continham a consigna “Que o Povo Decida”, e a sua inacreditável, reprovável, obtusa e grosseira rejeição à palavra de ordem do Plebiscito após a declaração da própria Presidenta Dilma. Ora, quem é da luta social sabe o efeito devastador que isso teve no último mês de mobilização contra o Golpe. Foi a expressão mais acabada do limite que o hegemonismo impõe à unidade das forças democráticas, patrióticas e dos trabalhadores e trabalhadoras, um tiro no pé na unidade do nosso campo, a razão de pulularem as especulações sobre o apoio do PT à Presidenta Dilma. Aqui, complicou. Poderia ter sido um Deus nos acuda e o anticlímax se sentiu por toda parte.

Mas, Dilma foi unindo ponta a ponta, incorporou a defesa das Diretas como o caminho da pacificação democrática pela afirmação da soberania popular; embalou a primavera feminista como um ascenso de participação que supera a divisão e as correntes. Fez a sua defesa reafirmando a nossa unidade em tudo, superando a esquerda, ampliando as bandeiras para a defesa do campo que se insurge contra o Golpe, da defesa da Democracia, da Soberania ameaçada e dos direitos do povo e da classe trabalhadora. Naquele momento, toda a insegurança, toda a divisão, todo o hegemonismo se mostraram vãos, e um despertar foi ocorrendo por todo o país. Naquele dia, estávamos na Esplanada, e não estávamos triste, não se viam choros. Dilma enfrentara por nós os fantasmas de nossos próprios medos, e matara a segunda cabeça de Cérbero, guardião dos padeceres sem saída, estávamos eletrizados porque unidos, porque na luta, porque acreditamos em nós mesmos e na vitória. Mas este ente organizativo da unidade ainda engatinha. Todavia, as mobilizações espontâneas, ferozmente reprimidas por todo o país são filhos daquela coragem. E sua fala ao final do Golpe abre uma nova onda de mobilizações, indispensáveis nessa fase da resistência. E a luta pelas eleições diretas está no centro, contra o golpismo

Ato contra o Golpe na madrugada de 03/09/2016 em Florianópolis-SC
Já a terceira cabeça do Cérbero que Dilma cortou foi a do ineditismo do seu gesto face à às forças que levaram Getúlio Vargas ao suicídio heroico, Jango ao exílio e à cilada e ao envenenamento. Diante do incontornável padecer, ela nos ensina a valiosa lição da coragem que resta. Ela encarna a coragem de todas as mulheres que, no passado e no presente, desempoderadas, cuidaram sozinhas das famílias, inclusive quando os maridos estavam na luta, na prisão, desaparecidos, e elas estavam na luta sem ribalta, sem estátua, aquela luta do sofrimento diário, sem menções, como a dos agricultores e agricultoras que lavram a terra, como a da clandestinidade que não tem horizonte de se findar, e que obriga, antes de tudo, à sobrevivência com discrição, e à resistência do silêncio face à tortura. Dilma não se matou, não fugiu, sequer tremeu. Seus algozes, outra vez, empalideceram frente aquela firmeza. Ela nos deu a mensagem da sobrevivência. E eles não puderam cassá-la, não puderam.

Exemplos muitos de heroísmo há, de martírios, de superações. Todavia, quantas vezes pudemos contar que uma mulher liderasse um país da dimensão do Brasil, ocupando esse lugar central, e com essa formidável contribuição individual? Procuro e não encontro. Também esse feito ficará na História e terá consequências irresistíveis pelo exemplo que encerra, pelas portas que abre ás mulheres na luta do povo. Poderemos muito mais com as mulheres que Dilma motiva, e com a ternura e admiração que ela inspira em nós, homens, nesse aprendizado do emancipacionismo, tão difícil e tão importante na luta pelo socialismo.

Foi ela quem deu a senda da vitória diante da adversidade. O Golpe não pode expor à luz sua carranca inominável. Estamos unidos. E ela está viva, conosco, e a luta continua, sempre.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Coalizão realiza reunião no Distrito Federal para lançamento da campanha Reforma Política e Eleições Limpas



PREZADOS (AS) AMIGOS (AS) DOS MOVIMENTOS SOCIAIS E SINDICAIS DO DISTRITO FEDERAL


A Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas (OAB, CNBB, MCCE, Plataforma pela Reforma Política, UNE, CUT, CTB, UBES, MST e inúmeras outras entidades) convida a todas as entidades sociais e sindicais do Distrito Federal para uma reunião no Centro Cultural Evandro Lins e Silva da OAB Federal (subsolo da sede antiga).

Esta reunião terá por objetivo preparar o Dia Nacional de Coleta de Assinaturas ao Projeto de Iniciativa Popular pela Reforma Política e Eleições Limpas no dia 27 de novembro. A concentração para o evento será na Biblioteca Nacional, a partir das 16 horas, saindo em caminhada rumo à Estação Rodoviária onde será realizado um Ato Político e feita a coleta de assinaturas.

Diante dos resultados negativos do Grupo de Trabalho da Reforma Política e da necessidade imperiosa de enfrentar os intentos de restringir a democracia ou de mantê-la sob o controle do poder econômico, a luta social aponta outro caminho: um milhão e meio de assinaturas ao Projeto de lei de Iniciativa Popular que proíbe o financiamento de campanhas por empresas, defende as eleições em torno de propostas para enfrentar os problemas do País, assegure a paridade de gênero nas listas e amplie os mecanismos de democracia direta.

Para organizar esse momento tão importante, estaremos reunidos quinta-feira (21/11) às 15h00, na sede da OAB. Contamos com sua honrosa presença e aguardamos confirmação por este endereço eletrônico coalizao2013@gmail.com ou pelos telefones: (61) 2193-9746 / 9646.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Trabalhadores e estudantes preparam grande marcha em NY - Portal Vermelho

Trabalhadores e estudantes preparam grande marcha em NY - Portal Vermelho

Sindicatos do setor siderúrgico, de professores, de transportes e serviços manifestam apoio ao movimento Ocupa Wall Street. Trabalhadores e estudantes preparam uma grande marcha em Nova York, para a próxima quarta-feira. O movimento assume caráter nacional e já estaria em 100 cidades dos Estados Unidos.
O sindicato nacional dos trabalhadores do setor siderúrgico (USW), com 1,2 milhões de filiados, anunciou sábado (1°) sua solidariedade ao movimento Ocupa Wall Street, na mais recente expressão do crescente apoio de organizações e personalidades nacionais a este movimento.

No mesmo dia, centenas de manifestantes foram detidos em uma marcha na maior repressão massiva dos 15 dias de manifestações no centro financeiro desta cidade contra a cobiça dos empresários do setor. Por outro lado, elevando o perfil nacional deste ainda incipiente movimento, ocorreu uma ação Ocupa Wall Street no centro de Los Angeles com centenas de pessoas pedindo justiça econômica e denunciando a cobiça dos banqueiros.

Na tarde de sábado, 700 manifestantes foram detidos, segundo números da polícia, na ponte Brooklyn, quando cerca de 1.500 pessoas faziam uma marcha desde a chamada Praça Liberdade, onde está localizada a sede do movimento há duas semanas, a apenas duas quadras de Wall Street.

Os manifestantes acusaram a polícia de montar uma armadilha para eles ao permitir que ingressassem na ponte para só depois encurralá-los e começar a detê-los. Entre os detidos, estaria inclusive uma criança. A polícia negou que tenha preparado uma armadilha e assegurou que só deteve quem não obedeceu as ordens de não invadir a passagem para os automóveis.

Caminhões preparados

No entanto, algumas horas antes a polícia já havia despachado para a região uns 20 caminhões para o transporte de presos. Foi um movimento planejado contra os manifestantes, disse o New York Times, que também informou que uma de suas jornalistas freelancer enviou uma mensagem dizendo que estava sendo presa na ponte. Tudo isso seguramente terá um efeito adverso para as autoridades, já que a prisão de 80 manifestantes há apenas uma semana ajudou a elevar o caráter nacional do protesto e provocou maior apoio, além de denúncias formais contra a polícia.

Por outro lado, Leo Gerard, presidente internacional de maior sindicato industrial de trabalhadores da América do Norte, o United Steelworkers (USW), declarou apoio e solidariedade de seu sindicato ao movimento Ocupa Wall Street. “Os homens e mulheres valentes, muitos deles jovens sem emprego, que vêm se manifestando por quase duas semanas em Nova York estão falando por muitos em nosso mundo. Estamos fartos da cobiça empresarial, da corrupção e da arrogância que tem provocado dor para muita gente por demasiado tempo”.

Gerard acrescentou que seu sindicato está enfrentando os mesmos capitães das finanças. “Conhecemos diretamente a devastação causada por uma economia global onde os trabalhadores, suas famílias, o meio ambiente e nosso futuro são sacrificados para que uns poucos privilegiados possam ganhar mais dinheiro sobre o trabalho de todos, menos o deles”.

Ao mesmo tempo, outros sindicatos de Nova York, como o dos professores (UFT), dos trabalhadores do setor de serviços (SEIU), Workers United, e o de transporte (TWU) anunciaram que participarão de uma marcha em solidariedade ao movimento Ocupa Wall Street na próxima quarta-feira.

O presidente da seção sindical de Nova York do TWU, John Samuelson, explicou em um programa de televisão que apoiam os manifestantes porque “estão cantando a mesma canção e travando a mesma batalha que nosso sindicato tem lutado ao longo dos últimos 18 meses”.

Por sua vez, Richard Trumka, presidente da central operária nacional AFL-CIO, pela primeira vez também expressou sua simpatia pelos jovens do Ocupa Wall Street, ainda que não possa, por si mesmo, manifestar apoio público sem prévio acordo com os filiados nacionais da central. Ele disse a John Nichols, do The Nation, que “Wall Street está fora de controle” e que “chamar a atenção para isso e protestar pacificamente é uma forma muito legítima de ação”.

E acrescentou: “creio que estar nas ruas e chamar a atenção sobre esses assuntos é, às vezes, o único recurso que se tem. Deus sabe, alguém pode ir ao Congresso e falar com muita gente, sem que nada jamais ocorra”.

Personalidades nacionalmente reconhecidas como Michael Moore, Noam Chomsky, a atriz Susan Sarandon, o humorista Stephen Colbert e o filósofo Cornel West, elevaram o perfil do protesto com suas visitas e/ou expressões de apoio nos últimos dias.

Do outro lado do país, centenas de pessoas marcharam sábado em uma ação chamada “Ocupa los Angeles”, em sintonia com o movimento Ocupa Wall Street, informou o jornal Los Angeles Times. Os manifestantes chegaram ao centro da cidade com faixas e cartazes denunciando a corrupção do sistema político e a avareza empresarial, ecos do acampamento montado perto de Wall Street.

Os ativistas informaram que ações semelhantes estão ocorrendo em Boston, Chicago, Austin e que em dezenas de cidades estão sendo planejadas outras manifestações. Segundo o último levantamento, já há mais de 100 cidades na lista do Ocupa que, supostamente, estão desenvolvendo algum tipo de ação (ver www.occupytogether.org/).

Aparentemente, alguns começam a acreditar no que afirmava uma consiga dos acampados de Ocupa Wall Street: “O poder do povo é maior que o dos que estão no poder”.

Fonte: La Jornada

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Vermelho: Venham todos ocupar Wall Street, pede Michael Moore - Portal Vermelho

Venham todos ocupar Wall Street, pede Michael Moore - Portal Vermelho


Wall Street 2011
Wall Street 2011

Venham todos ocupar Wall Street, pede Michael Moore

Após visitar os acampados em Wall Street e declarar seu apoio ao movimento de ocupação, o cineasta Michael Moore, ferrenho ativista contra o sistema, publicou nesta terça (27) uma nota em seu blog chamando pessoas de todo o país para se reunirem aos manifestantes. Ele considera o fato histórico: “É a primeira vez que uma multidão de milhares toma as ruas de Wall Street”.

A manifestação “Ocupar Wall Street” (https://occupywallst.org) chega ao décimo dia ignorada pela grande imprensa e cada vez mais “gritante” na mídia alternativa e blogs. As milhares de pessoas permanecem acampadas no local, enfrentando policiais cada vez mais violentos.

Lawrence O´Donnel, apresentador de uma emissora de TV alternativa, mostra em seu programa “The last World” a cena de um jovem sendo agredido. Ele questiona: “Por que os policiais estão batendo neste rapaz?”

Em seguida, Lawrence reapresenta a mesma cena em câmera lenta e explica: “Os policiais estão batendo no jovem porque ele está armado com uma câmera de vídeo”. Outra cena do programa mostra duas mulheres gritando muito após terem sido atingidas por spray de pimenta. Lawrence condena a brutalidade: “As pessoas são inocentes, pacíficas, não podem ser agredidas nem presas”.

O que causa espanto ainda maior, acrescenta o jornalista, é a falta de reação de quem assiste ao espetáculo de horror de braços cruzados. “Ninguém faz nada a favor dessas pessoas”, denuncia, afirmando que a violência policial contraria a lei, é crime. Diz ainda que a ação policial tem uma explicação: o governo sabe que a manifestação não terminará enquanto a população nas ruas não for ouvida.

Um internauta posta o programa de Lawrence no Youtube e pede: “Por favor, transformem isto num viral”, explicando que tem poucas linhas para expressar o horror que está ocorrendo nas ruas. Ele assina “moodyblueCDN” na postagem.

Abaixo do vídeo, segue o comentário: “E aqui vamos nós aos bastidores de Matrix”, comparando a bem engendrada política imperialista ao enredo do filme de ficção científica, no qual os personagens têm os destinos traçados por máquinas e só podem romper esse circuito de manipulação quando surgir o salvador.

Outro vídeo da internet mostra os jovens e sua demanda: “quem for honesto nos dará apoio, quem for heróico se juntará a nós”.

Lucas Vazquez está entre os jovens de Wall Street, é um dos organizadores do protesto, segundo um vídeo. Ele dá uma declaração tranqüila, mostrando-se surpreso com a reação dos policiais.

Os dez dias de protestos já deram origem a um documentário, O verão da Mudança (Summer of Change), de Velcrow Ripper. Ripper navega na praia hippie dos anos 1960 ao propor: “Como esta crise global pode se transformar em uma história de amor?”. O documentário foi produzido pela Evolve Love, WWW.evolvelove.live.com

Acompanhe algumas destas cenas nos vídeos a seguir. Eles estão em inglês, mas violência policial ao vivo e em cores não precisa de tradução.


Michael Morre no Countdown with Keith Olbermann


Summer of Change (Verão da Mudança), documentário do aclamado Velcrow Ripper, no qual ele pergunta: "como a crise global pode se transformar em uma história de amor?", prodição da EvolveLove (www.evolvelovelive.com)


Noticiário com cenas das ruas: o programa chama-se "The Last World with Lawrence O´Donnel (O último dos mundos, com Lawrence O´Donnel apresentando)

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

1º de Maio reúne 5 centrais e é o mais representativo em 30 anos - Portal Vermelho

1º de Maio reúne 5 centrais e é o mais representativo em 30 anos - Portal Vermelho



Com a participação de todos os movimentos sociais e de cinco das seis centrais sindicais – CTB, Força, UGT, Nova Central e CGTB –, o 1º de Maio Unificado de 2011 deve ser a mais ampla e representativa celebração do Dia do Trabalhador nos últimos 30 anos. Desde o histórico 1º de Maio de 1981, em São Bernardo do Campo (SP), uma comemoração da data não reunia um conjunto tão diversificado de forças e tendências do movimento.
A programação deste ano ocorre na Avenida Marquês de São Vicente, na zona oeste de São Paulo (SP), e tem como eixo o lema “Desenvolvimento com justiça social”. As centrais deliberaram nove bandeiras de lutas, como a redução da jornada de trabalho sem redução de salários, o fim do fator previdenciário, a política de valorização do salário mínimo e o trabalho decente
A logomarca oficial do 1º de Maio Unificado não contará com o nome das centrais, de modo que cada estado possa adaptá-la, de acordo com as adesões. Segundo as entidades, a orientação é para que as comemorações nos estados trabalhem o mesmo eixo, de maneira preferencialmente unificada, sem prejuízo dos pleitos e das realidades regionais.

“Reunir cinco centrais num 1º de Maio é um grande feito para os trabalhadores”, analisa o presidente da CTB, Wagner Gomes. “Estamos dando um passo importante para reafirmar essa unidade de ação das centrais. Esse 1º de Maio Unificado era uma vontade histórica do movimento sindical”, agrega o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulino.

A ideia de centralizar as comemorações do Dia do Trabalhador ganhou força com a unidade do movimento sindical, que começou a se desenhar em 2006, quando a Força deixou a oposição ao governo Lula. Desde então, as centrais promoveram, em conjunto, três bem-sucedidas Marchas do Salário Mínimo em Brasília (2007, 2008 e 2009).

O auge da articulação se deu em 2010, com a mobilização de 30 mil lideranças sindicais na 2ª Conclat (Conferência Nacional da Classe Trabalhadora), em 1º de junho, no Estádio do Pacaembu. O encontro aprovou a Agenda da Classe Trabalhadora, com 249 reivindicações, debatidas ao longo de seis meses e apresentadas à então candidata a presidente Dilma Rousseff.

A ausência da CUT

A CUT, embora tenha participado de todas essas atividades em comum, é a única central ausente do 1º de Maio Unificado. Às demais entidades, alegou que já tinha iniciado os preparativos para seu próprio 1º de Maio. Na data, vai promover um evento temático, batizado de “Brasil&África”.

Nos bastidores, circulam outras versões. “A ideia da central é sair do pacote ‘os sindicalistas’ e recuperar o espaço que perdeu no governo Lula. Além disso, se aceitasse participar do evento, seria a primeira vez, em 28 anos de história, que não organizaria o seu próprio evento”, registrou a jornalista Thais Arbex, no site Poder Online, do iG.

Na opinião de Paulinho, a CUT vive “uma guerra interna” e jamais aceitará participar de um 1º de Maio Unificado enquanto não resolver “os típicos problemas que ela trouxe do PT, com seus grupos e suas tendências”. A seu ver, essa divisão deixa o presidente cutista, Artur Henrique, com “pouca margem de manobra” para avançar. “A CUT quer fazer as coisas dela, aparecer sozinha. Eles achavam que o movimento sindical era todo deles e talvez tenham a avaliação de que perderam com a legalização das centrais.”

Já Wagner Gomes faz um apelo aos “companheiros da CUT”, já de olho no Dia do Trabalhador do próximo ano. “Nossa intenção era que as seis centrais participassem do 1º de Maio Unificado, mas, lamentavelmente, uma força tão importante como CUT preferiu ficar de fora. Esperamos que eles façam um esforço e estejam junto conosco em 2012.”

De São Paulo,
André Cintra

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

MST, UNE e centrais buscam unificar agenda

MST, UNE e centrais buscam unificar agenda
As maiores organizações que representam os movimentos social, sindical e estudantil do país planejam a elaboração de uma agenda conjunta, a ser oferecida à presidente Dilma Rousseff. Nela, constarão as prioridades pelas quais o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), as centrais sindicais - sobretudo a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) – e a União Nacional dos Estudantes (UNE) brigarão juntos.
O fortalecimento deste bloco de representação, cujas entidades já se organizam na Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), foi discutido em agosto do ano passado, durante as eleições presidenciais - todos apoiaram a presidente eleita no segundo turno - e a conversa será retomada nas próximas semanas.

"A CUT elaborou um documento com 213 propostas para o novo governo. Como nós, as outras organizações estão fazendo o mesmo, o que cria um volume grande de pautas", avalia o presidente da central, Artur Henrique. "A ideia é que essas organizações peguem só os pontos prioritários para que possamos batalhar juntos", acrescenta. A redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, a mudança dos índices de produtividade rural e a destinação de 50% do fundo social do pré-sal para a educação são pontos de convergência na pauta de CUT, CTB, MST e UNE e segundo seus representantes, seguramente farão parte da agenda.

Até o momento, as entidades aguardam para saber como será o relacionamento com o novo governo. De certo, deve ficar a cargo de Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, a tarefa de intermediar o contato, cumprindo a função que foi de Luiz Dulci durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Diálogo

Os presidentes de CUT, CTB, MST e UNE concordam que o relacionamento com o governo melhorou muito nos últimos oito anos, mas cobram que Dilma dê o próximo passo: "Durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), nós nunca fomos nem recebidos pelo presidente. Isso melhorou radicalmente com Lula. Mas agora, queremos influenciar na política, na tomada de decisões, assim como os empresários e outros personagens da sociedade", afirma Artur Henrique.

O presidente da CTB, Wagner Gomes, completa, pautando a necessidade de mais diálogo acerca de questões como a valorização do salário mínimo e a política macroeconômica: “precisamos de uma interlocução maior com o novo governo. São duas decisões [aumento da taxa Selic e manutenção do mínimo em R$ 540] que vão na contramão daquilo que o país precisa, algo que não contribuirá em nada para o desenvolvimento do país”, argumenta Wagner Gomes.

Apesar da postura crítica, o presidente da CTB acredita que Dilma Rousseff manterá o mesmo olhar voltado para o social que o presidente Lula. “É inegável que grande parte do sucesso do governo passado se deve à política de valorização do salário mínimo, um grande instrumento de distribuição de renda. Não podemos ver o país se desenvolver a altas taxas de crescimento sem que isso se reverta para a sociedade, especialmente para os assalariados”, destaca, ao lembrar que é preciso gerar mais emprego e renda através de medidas que promovam o desenvolvimento e o bem-estar social.

Para José Batista de Oliveira, da coordenação nacional do MST, "houve muito diálogo, mas pouca efetividade". Batista cita como maior avanço do governo Lula na relação com os sem-terra a assimilação da produção do grupo com garantia de preço. "No entanto, a implantação de escolas nos assentamentos, uma prioridade, ainda não ocorreu. Mas melhorou muito o relacionamento. Nosso acesso hoje é bom até no Ministério da Agricultura", observa. Augusto Chagas, presidente da UNE, afirma que o ex-presidente recebeu a UNE "pelo menos quatro vezes por ano, durante os dois mandatos".

As decisões de cunho econômico também são alvo das organizações, que pleiteiam participação na efetivação de propostas de campanha, como a desoneração da folha de pagamentos: "Queremos saber qual será a contrapartida para o trabalhador", diz Artur Henrique. Para os sindicalistas, a valorização do salário mínimo, por eles defendida, foi fator essencial para o enfrentamento da crise econômica mundial, em 2008, o que lhes daria gabarito para ter maior influência na tomada de decisões.

Agendas previstas

As centrais prometem ocupar o Congresso Nacional a partir de fevereiro, com a reabertura dos trabalhos das Casas Legislativas, caso não haja acordo nas negociações com o governo federal acerca do valor do salário mínimo.

Em março, a UNE prepara uma série de passeatas, em todas as capitais, com vistas de pressionar o Congresso Nacional a incluir no Plano Nacional de Educação (PNE), a ser votado neste ano, o investimento obrigatório de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) anual do país na educação: "Hoje, menos de 40% dos jovens entre 18 e 24 anos concluem o ensino médio. Para um país que quer ser desenvolvido, estamos desperdiçando um potencial imenso", observa Chagas.

O MST já está realizando ocupações, sobretudo em São Paulo, pautando a urgência da Reforma Agrária.

Além das agendas próprias, que prometem grandes mobilizações, as quatro entidades se reúnem com outras organizações na próxima quarta-feira (26), em reunião da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) que debaterá as agendas conjuntas de 2011 e a participação do movimento social brasileiro no próximo Fórum Social Mundial, que ocorre de 6 a 11 de fevereiro em Dacar (Senegal). O objetivo da articulação na CMS é fortalecer a pressão nas ruas para garantir as bandeiras que unificam a luta dos movimentos sociais no país.

Fonte: Vermelho

Conheça a Agenda da Classe Trabalhadora aprovada na 2ª CONCLAT

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Jovens pautam políticas articuladas com o desenvolvimento - Portal Vermelho

Jovens pautam políticas articuladas com o desenvolvimento - Portal Vermelho

O 4º Diálogo Nacional de Movimentos e Organizações Juvenis, que aconteceu nesta sexta-feira (21), no Rio de Janeiro, em conjunto com a 7ª Bienal de Arte e Cultura da União Nacional dos Estudantes (UNE), promoveu um debate produtivo a respeito do tema e aprovou uma carta aberta à presidenta Dilma Rousseff.

No documento, as entidades valorizam a organização da juventude para a conquista de direitos e espaços junto ao Estado brasileiro e reconhecem o período dos governos Lula como o de maior avanços institucionais para essa parcela da sociedade. Ao mesmo tempo, a carta apresenta a demanda de que o novo governo permita novas conquistas aos jovens: "tais iniciativas deixaram um importante legado e criaram condições concretas para que esta pauta avance ainda mais no Governo da Presidenta Dilma Rousseff", diz a carta.


O documento lista avanços na área educacional, entendida como política fundamental à juventude, e valoriza a realização da 1ª Conferência Nacional de Políticas Públicas de Juventude. O chamamento da carta é pela unidade das organizações para lutar pela consolidaçã o das políticas públicas de juventude. Para tanto, apresenta três pautas, dentre as quais "a perspectiva de conferir 'status ministerial' à Secretaria Nacional de Juventude".

A Olimpíada e a Copa do Mundo são citados como momentos de oportunidade para a juventude, assim como as verbas provenientes da exploração do petróleo na camada pré-sal, que precisam ser aproveitados pelas políticas governamentais para dar um salto nos direitos da juventude, e a banda larga é também apresentada como bandeira.

Leia abaixo a íntegra do documento resultante do debate:
"Carta Aberta à Presidenta Dilma Rousseff
Por uma política de juventude articulada com o desenvolvimento do Brasil
Nós entidades, organizações do movimento juvenil brasileiro e ativistas das políticas públicas de juventude, reunidos em mais uma edição do Diálogo Nacional de Movimentos e Organizações Juvenis avaliamos que por muito tempo o Estado Brasileiro tratou a temática juvenil de forma meramente reativa. Nos últimos anos, no entanto, o tema ganhou maior visibilidade devido à organização e esforço de movimentos juvenis, forças políticas e sociais que produziram relevantes iniciativas.
Acreditamos que o grande marco que representa o avanço nesta trajetória deu-se no Governo Lula com a institucionalização das PPJ no Brasil através da criação da Secretaria, do Conselho Nacional de Juventude e do ProJovem a partir de 2005. Tais iniciativas deixaram um importante legado e criaram condições concretas para que esta pauta avance ainda mais no Governo da Presidenta Dilma Rousseff.
A nossa juventude vem sendo contemplada também com mais Escolas Técnicas Federais, ampliação do acesso ao ensino superior com PROUNI e REUNI, mais cultura e esporte com os Pontos de Cultura e as Praças da Juventude, dentre outros diversos programas e projetos, que apesar de não serem exclusivos de juventude, beneficiam diretamente milhões de jovens no Brasil. Temos que valorizar o avanço e o fortalecimento que o Projovem integrado trouxe a política de juventude. Esse programa colaborou e ajudou a tirar as PPJs da invisibilidade, bem como garantir direitos para parcela da juventude brasileira mais excluídas.
Além disso, o Governo Lula optou por realizar um amplo processo participativo por meio da 1ª Conferência Nacional de Políticas Públicas de Juventude que envolveu mais de 400 mil pessoas, num processo complexo de mobilização, onde 22 propostas foram priorizadas.
Compreendemos, entretanto, que a soma dos esforços realizados até agora, fazem parte de um ciclo inicial que cumpriu um importante papel até aqui, mas, que neste momento, não é suficiente para que as políticas de juventude se consolidem e sejam sustentáveis numa verdadeira política de Estado.
É imprescindível a forte presença e engajamento das juventudes partidárias, entidades e movimentos juvenis, intelectualidade e organizações da sociedade comprometidas com esta pauta, na caminhada pela emancipação da juventude e consolidação das políticas públicas de juventude.
Consideramos como fundamentais para que a Política de Juventude Brasileira possa avançar já nesse início de Governo Dilma os seguintes elementos:
• Estruturar Sistema Nacional de Juventude com os três entes federados (União, Estados e Municípios) articulados, buscando a equidade, tendo fontes de financiamento claras e específicas para as políticas de juventude com mecanismos diversos de controle e participação social da juventude nesse sistema;
• Trabalhar com a perspectiva de conferir “status ministerial” à Secretaria Nacional de Juventude, a exemplo da SEPPIR e SPM; Aprofundar a democracia participativa através do fortalecimento do Conjuve e da rede de conselhos de juventude e da realização da 2ª Conferencia Nacional de Juventude em 2011;
• Estruturar uma Política Nacional de Juventude Universal fortalecendo uma nova estratégia interministerial articulando e integrando os atuais e novos programas específicos de juventude;
Se faz necessário fortalecer a perspectiva geracional juvenil nas políticas públicas setoriais assegurando a transversalidade do tema; priorizar políticas públicas voltadas para a integração educação e trabalho, focando na reestruturação do Ensino Médio aproximando-o da realidade juvenil; reduzir a letalidade juvenil por homicídios ou por acidentes de trânsito; preparação para os cenários de Olimpíadas, Copa do Mundo, Pré-sal; e estruturação do serviço de banda larga. Sempre aprofundando a linha de investir e valorizar a diversidade juvenil combatendo o racismo, machismo e homofobia e impulsionar as políticas de inclusão social referenciadas no território.
Acreditamos na viabilidade dessas ideias e nos colocamos à disposição para juntos construirmos o próximo capítulo da história da política de juventude brasileira.
Rio de Janeiro, 21 de janeiro de 2011
4º Diálogo Nacional de Movimentos e Organizações Juvenis"

Da redação, Luana Bonone, com Secretaria Nacional de Juventude

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O que rolou no Fórum Social Mundial








A Carta da Bahia

ASSEMBLEIA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS - Salvador, 31 de janeiro de 2010. 10 ANOS DO FSM: OUTRO MUNDO É POSSÍVEL E NECESSÁRIO.
http://www.fsmtbahia.com.br

02/02/2010 16h30

FSM da Bahia debateu pensamento inovador da esquerda

Um dos mais concorridos debates do Fórum Social Mundial Temático da Bahia teve lugar no domingo, 31 de janeiro, no salão de conferências do Hotel Sol Barra. No centro das atenções, o pensamento da esquerda na atualidade e as contribuições dos pensadores da América Latina e África.

Fonte: www.vermelho.org.br

“É preciso descolonizar a globalização”, diz pesquisador africano

Em debate realizado sábado (30) em Salvador, durante do Fórum Social Mundial Temático da Bahia, pesquisadores e ativistas do movimento social afirmaram a urgência de se descolonizar o pensamento e o conhecimento na África e América Latina. Para o africano Samba Buri MBoup, é preciso descolonizar a globalização, recuperando o patrimônio intelectual deixado pelos africanos e a contribuição do continente no desenvolvimento da história e da economia o mundo.

Marcha encerra o Fórum Social da Bahia

CTB coloca a legislação trabalhista na pauta do FSM em Salvador

FSM: CTB e demais centrais debatem erradicação do trabalho escravo

FSM Temático debate relação entre mídia e “democracia” no Brasil

FSM Temático: Debate histórico discute igualdade racial e homenageia Malês


www.ctb.org.br


CTB com participação efetiva

A CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras) participa da edição baiana do Fórum Social Mundial Temático, que começa a 29/01 em Salvador, com várias atividades que englobam tolerância, pluralismo, violência e antiracismo, entre outros temas. O objetivo da CTB é aumentar o protagonismo da classe trabalhadora brasileira na luta política nacional, o que exige
ampla unidade dos trabalhadores e do movimento sindical. Os temas tratados no Fórum
são de interesse dos trabalhadores, estudantes, advogados e assessores sindicais.

Veja o que rolou:
• Plenária nacional dos trabalhadores e trabalhadoras - Unidade para enfrentar a crise, hoje,
• Debate - Revolta dos Malês: um grito de liberdade, uma leitura dos 175 anos da Revolta dos
• Oficina - A legislação trabalhista no Brasil e o direito no serviço público
• Debate - Práticas anti-sindicais: dilemas e contradições
• Debate -Trabalho escravo: caminhos para erradicação
• Oficina - Sustentabilidade ambiental urbana
• Debate - Mídia: intolerância e preconceito, domingo.


Sindicato amplia discussão sobre soberania e autodeterminação
Nos três dias de FSMT Bahia, o Sindicato dos Bancários abrigou o Espaço Marx. Foram debatidas
as estratégias para transformar o Brasil em um país mais justo, sem diferenças e os rumos que a população deve tomar.
Os debates ajudaram os participantes a compreenderem melhor o caráter do capitalismo e
capacidade inesgotável de exploração e submissão. O Espaço Marx também destacou a necessidadede o Brasil seguir os passos de outras nações latino-americanas, na busca de uma verdadeira independência e posicionamento como nação capaz de influenciar nos novos rumos do planeta. O jornalista José Reinaldo de Carvalho chamou a atenção para o novo momento da América Latina, que vive um novo quadro político, caracterizado por sucessivas vitórias eleitorais das forças de centro esquerda, ou mesmo revolucionárias, como é o caso do Hugo Chávez e Evo Morales.
Na palestra Estratégias da Revolução Brasileira, José Reinaldo ainda destacou a necessidade de
união entre a esquerda brasileira para que a luta antiimperialista seja vitoriosa. “Precisamos
unir forçar para combater o sistema opressor. Sem unidade não avançaremos para a construção
do Socialismo”. Os passos para entender a formação social brasileira, as condições
que o trabalhador é submetido e a fúria dos patrões com relação às questões do empregado
como redução da jornada de trabalho sem diminuição do salário, que hoje os bancários e petroleiros enfrentam, também integraram a pauta de discussões.



Fonte: Jornal O Bancário - o único jornal diário dos trabalhadores!


Um Outro Mundo é Possível no Fórum Social Mundial Temático da Bahia

A programação estudantil no Fórm Social Mundial da Bahia através do Estudantenet

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

21 /08/ 2009

CTB repudia assassinato de trabalhador sem-terra no Rio Grande do Sul

Desde que a Fazenda Southall foi declarada improdutiva pelo Incra e determinada a desapropriação dos mais de 13 mil hectares de terra, os conflitos são eminentes no município de São Gabriel. O desfecho previsto há anos se consumou na manhã de hoje (21), com o covarde assassinato do trabalhador rural sem-terra Elton Brum da Silva, 44 anos, vítima de um tiro, durante a desocupação pela Brigada Militar na Fazenda Southall.

Mais uma vez o Governo do Estado demonstra que o jeito tucano de governar é através da covardia, do abuso do comando, da brutalidade sem precedentes na história dos gaúchos, um povo de tradição democrática, que se vê diante selvageria promovida pelo braço armado do Governo - a Brigada Militar – sob o comando de Yeda Crusius.

A CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil manifesta seu mais impetuoso repúdio a ação da Brigada Militar e responsabiliza o Governo do Rio Grande do Sul pelo assassinato desse trabalhador rural e exige punição.

Não aceitamos que o Estado seja instrumento para defender a propriedade privada e em contrapartida trate os movimentos sociais à bala. Nenhum tipo de repressão poderá conter nosso sonho de uma sociedade justa e igualitária. Os movimentos sociais não vão recuar no livre direito de manifestação democrática.

Reforma agrária já! Essa luta é nossa!

CTB RS - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil.


domingo, 16 de agosto de 2009

Unidade marca Jornada dos Movimentos Sociais

Movimentos

14 de Agosto de 2009 - 17h44


Militantes dos movimentos sociais de todo o Brasil foram às ruas nesta sexta-feira (14) para defender a redução da jornada de trabalho, mais empregos e direitos, reforma agrária e urbana, ratificação das Convenções 151 e 158 da OIT, fim do superávit primário e mais investimentos em saúde, educação e moradia. A Jornada Nacional Unificada de Lutas 2009 foi marcada por muita unidade e mobilização em pelo menos 12 capitais.

Presença de diversos movimentos marcou ato político que encerrou passeata no MASP

Em São Paulo, a organização do ato anunciou a presença de 25 mil manifestantes na Avenida Paulista. A concentração do ato em São Paulo foi na Praça Oswaldo Cruz. Muitas bandeiras, faixas e militantes dos mais diversos movimentos: sindical, estudantil, do campo e da cidade, mulheres, movimento negro, por moradia, pela democratização da comunicação, partidos de esquerda, coletivos jovens e militantes sociais das mais diversas naturezas se unificaram em torno de reivindicações e de uma plataforma comum para o desenvolvimento do país. A passeata foi até o vão livre do MASP onde ocorreu o ato político final com falações das lideranças sindicais e do movimento social e teve duas paradas estratégicas: em frente à Petrobrás e em frente à FIESP.

Marcha do MST engrossa passeata

A barreira da polícia só não era maior que a belíssima marcha do MST, que se somou ao ato ainda na concentração, após mais de uma semana de marcha no estado de São Paulo. Mas não houve confronto e o trânsito não foi completamente parado, os manifestantes deixaram uma faixa da avenida paulista livre para o tráfego.

Para Wagner Gomes, presidente da CTB, o movimento já obteve uma vitória, visto que o Projeto de Lei que prevê a redução da jornada de trabalho de 44h para 40h sem redução de salários foi aprovado por unanimidade na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados. Entretanto, o sindicalista alerta que a aprovação em plenário será um grande desafio, e a forma de enfrentá-lo será uma grande campanha pública das centrais em unidade pela redução da jornada. O presidente da Força Sindical, Paulinho, disse que a idéia é colocar telões em praças públicas pelo país e mobilizar 100 mil trabalhadores no dia da votação em plenário.

Para Arthur Henrique, presidente nacional da CUT, é tempo de fazer uma campanha de convencimento dos parlamentares em defesa do PL da redução da Jornada de Trabalho. Para seguir com as manifestações, a bandeira estará presente como pauta importante em cada campanha salarial deste semestre.

Unidade marca atos pelo Brasil

Para além da pauta da redução da jornada de trabalho, a maioria das lideranças considera que a unidade construída na organização do ato já foi uma vitória importante, que abre caminho para outras manifestações desta proporção. “Mais uma vez todo o movimento social se unifica em torno de bandeiras comuns. Esta é a tradição da sociedade organizada no Brasil e é assim que conquistamos as transformações e mudanças até hoje”, comemora o presidente recém empossado da UNE Augusto Chagas. A fala do líder do MST, João Paulo Cunha, foi na mesma linha: “o MST reafirma seu compromisso de lutar pela Reforma Agrária, mas sobretudo pelos direitos dos trabalhadores, do campo e da cidade”. João Paulo fez cobranças ao governo Lula sobre verbas para garantir os assentamentos e convocou o conjunto dos movimentos sociais a realizar uma jornada permanente para debater e lutar por “um projeto popular para o Brasil”.

Em Brasília, todas as pautas

No DF, além das pautas presentes do documento de convocação da jornada, militantes de sindicatos e movimentos sociais exigiram a realização da 1º Conferência Nacional de Comunicação de forma democrática, ampla e popular. Durante a caminhada, os manifestantes realizaram atos em frente aos ministérios do Planejamento, da Agricultura, do Emprego, da Comunicação e da Fazendo, onde fizeram falações específicas sobre a pauta de reivindicação do movimento. Em frente ao Congresso Nacional, os trabalhadores aproveitaram para pedir ao governo brasileiro que se pronuncie oficialmente pelo retorno da democracia em Honduras através da volta de Manuel Zelaya, deposto da presidência do país em 28 de junho deste ano.

Os trabalhadores dos Correios também aproveitaram a marcha da Jornada Unificada de Lutas para anunciar que entrarão em campanha salarial e que exigem a melhora das condições de trabalho, além do atendimento à pauta da categoria. "Negocie (governo) com os trabalhadores porque senão em setembro nós entraremos em greve de novo", ameaçou um representante dos trabalhadores dos Correios.

No RS, Fora Yeda!

Em Porto Alegre as atividades começaram às 7h30 na frente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul – FIERGS. A situação política atual de governo instalada no Rio Grande do Sul foi destaque nas manifestações ocorridas na capital gaúcha. Já no início da manhã professores realizaram um ato no Palácio da Polícia quando entregaram à Brigada Militar nove bonecos algemados, confeccionados em tamanho natural, representando os nomes citados na ação de improbidade administrativa do Ministério Público Federal contra representantes do governo gaúcho, entre eles a Governadora Yeda Crusius. Às 11 horas, na Praça da Matriz, outro ato teve como evidência a questão estadual. Cerca de 5 mil manifestantes se reuniram em uníssono para clamar pelo "Fora Yeda já".

Jornada do RJ terminou em frente à Petrobrás

Partindo do ponto tradicional de mobilizações, a Candelária, a jornada carioca contou com cerca de 2 mil manifestantes, segundo os organizadores. Além da pauta de defesa dos direitos dos trabalhadores perante a crise do capitalismo e da pauta de redução da jornada de trabalho, a passeata no Rio de Janeiro foi marcada também pela defesa da queda dos juros e do superávit primário e pela democratização dos meios de comunicação. Os estudantes também mandaram o seu recado, manifestando-se contra a possibilidade de transferência de verbas públicas para salvar universidades privadas via BNDES, como informa o diretor da UEE-RJ Theo Rodrigues. O final do ato foi em frente à Petrobrás, onde foi realizado ato político em defesa da utilização das verbas do pré-sal para Saúde, Educação e Seguridade Social.

Em Pernambuco, ocupações de terra

Em Pernambuco, as principais mobilizações foram do MST, que ocupou três áreas na madrugada de sexta-feira (14), dentro da Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária, que integra a jornada unificada dos movimentos sociais. De acordo com o movimento, 960 pessoas foram mobilizadas nas ações - 800 ocuparam a Fazenda Baixa Grande, no município sertanejo de São José do Belmonte; 100 participaram da ocupação da Fazenda Ipanema, em Pesqueira, no agreste, e outras 60 reocuparam, pela terceira vez, o Engenho Xixaim, no município metropolitano de Moreno.

Trabalhadores dos Correios se destacam em ato no PR

Mais de dois mil manifestantes pararam ruas do centro de Curitiba. O protesto começou às 08h00, com concentração na Praça Santos Andrade, aonde ocorreram discursos e apresentações culturais. Uma hora mais tarde, os manifestantes saíram em caminhada até a sede estadual da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e se solidarizaram com os carteiros que iniciaram hoje a campanha salarial. Lá, também se posicionaram contra as tentativas de privatização dos serviços postais. O último protesto aconteceu por volta do meio dia, com realização de um grande ato político-cultural onde lideranças das centrais sindicais e dos movimentos sociais fizeram discursos inflamados contra a crise e suas consequências.

Houve atos ainda na Bahia, no Ceará, no Espírito Santo, no Maranhão, em Minas Gerais e no Piauí.

Por Luana Bonone, de São Paulo

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Rumo ao Encontro de Jovens Trabalhadores da CTB

Paulo Vinícius



Nos dias 23 e 24 de maio a CTB (Central de Trabalhadoras e Trabalhadores do Brasil) realizará o seu I Encontro de Jovens Trabalhadores em Atibaia, São Paulo. Sua realização pode lançar luzes sobre um desafio dos mais relevantes: renovar as formas e atrair para o movimento sindical a juventude brasileira.

Tal empreitada não é simples. Ressentimo-nos todavia das consequências de quase 20 anos de hegemonia das ideias individualistas, cujo corolário é a negação das respostas coletivas e a consequente esterilização do que é mais característico da condição juvenil: seu papel transformador. E para além da pressão das forças de direita, agregue-se a condição minoritária do sindicalismo classista. Assim, a disposição às respostas parciais, o pragmatismo, a falta de estímulo ao empoderamento dos trabalhadores ante sua própria representação e o esposar de idéias do inimigo de classe (como negar a ação política, as ilusões corporativistas e o carreirismo) foram ossificando o movimento sindical, desmoralizando-o como efetivo instrumento de luta para milhões de jovens que se incorporam ao mercado de trabalho, mas que ocupam um lugar periférico nas direções sindicais.

Por outro lado, na juventude, em especial entre os estudantes, a onda conservadora não encontrou cúmplices à altura durante os anos 90. A UNE e a UBES, sob a direção da UJS e das forças de esquerda mantiveram em dificílimas condições a unidade do movimento e avançaram em conquistas. E os sindicalistas classistas, resistindo bravamente, não apenas defenderam suas posições, mas avançaram ao ponto de criar a CTB, mudando o roteiro de um filme que parecia ter final manjado. E esta ousadia tem mostrado seu valor, um verdadeiro terremoto no movimento, haja vista o crescimento admirável da CTB e a liberdade com que categorias-chave se reposicionam no cenário sindical brasileiro. E o auspicioso, a exemplo do movimento bancário, é que as categorias estão repletas de jovens. Esse encontro da juventude e dos dirigentes sindicais é a pedra de toque que pode fazer da CTB a central mais juvenil do Brasil.

Atrair essa juventude para a luta dos trabalhadores é fundamental para as batalhas do socialismo no século XXI, impossível sem o protagonismo destes profissionais de perfil novo, educados sob a égide da terceira revolução tecno-científica, usuários e produtores da internet e de uma gama de avanços teconlógicos, que seguem estudando, que estão nas periferias e no campo e também na vanguarda da produção de conhecimentos.

Não são apenas especificidades, mas uma tendência inescapável. Ao desenvolvimento exponencial das forças produtivas e às mudanças no perfil da classe deve corresponder a incorporação da nova geração de trabalhadores no seu movimento não apenas para a sua continuidade, mas para darmos conta do desafio civilizacional posto à humanidade, retomar a perspectiva socialista. E a urgência desta tarefa, dramatizada pelo avanço dos sinais de barbárie, é reanimada pela crise do capitalismo, pelo retumbante fracasso de seu pútrido credo, pela sua incapacidade de dar respostas aos desejos de felicidade e bem estar da juventude, porque o capitalismo não apenas penaliza em especial os jovens, mas nega-lhes o futuro.

Deste modo, aos jovens superexplorados do presente, ante seus justificados medos acerca do futuro, o sindicalismo classista pode desfraldar a alternativa socialista, recebendo, atraindo e educando a nova geração de lutadores e lutadoras, lançando hoje as sementes da hegemonia de um futuro não tão distante – há pressa, há condições e há que ter audácia.

Temos muitas possibilidades, mas a maior de todas está na passagem para o movimento sindical da geração que fez o movimento estudantil e juvenil nos anos 90 e nesta primeira década do século XXI. Eles e elas estão por aí, nas fábricas e nos campos, no ABC e no serviço público, no telemarketing e nos bancos públicos e privados. Pintaram a cara, elegeram Lula, conheceram a UNE, a UBES e a UJS. Resta saber se fomos capazes de indicar-lhes decididamente que a luta não acabou com a chegada à vida adulta, e que o movimento sindical não precisa ser chato nem pelego. E mais: que agora, trabalhando, podemos fazer muito mais barulho! Podemos inclusive parar o funcionamento de engrenagens centrais, fazendo calar fundo nas consciência destes trabalhadores a surpresa de outro trabalhador, tão bem descrita por Vinícius:

“Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
– Garrafa, prato, facão –
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário,
Um operário em construção.
Olhou em torno: gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem o fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.”

É hora de reencontrar os amigos. Tendo assumido nosso lugar na construção da vida, na dura labuta cotidiana, confrontados com novas responsabilidades, não desaprendemos as lições mais doces tidas nas salas de aula e nas ruas. Que a indignação e a solidariedade são faces da única forma de ser verdadeiramente humano e de semear o futuro. A tarefa não está terminada, e quem melhor que os jovens trabalhadores para ensinar esta inédita lição? Procuremos os sindicatos, preparemos outra vez as mochilas, atendamos ao chamado da CTB!

Leia mais:

CTB anuncia 1º Encontro Nacional de Jovens Trabalhadores

terça-feira, 14 de abril de 2009

Resolução sobre Jovens Trabalhadores 14º Congresso Nacional da UJS - União da Juventde Socialista - Congresso Che Guevara


Somos jovens e somos trabalhadores.

Sofremos com trabalhos degradantes, com a precariedade e a negação de nossos direitos, com o assédio moral e sexual. Mesmo a legislação trabalhista não é cumprida e prevalecem condições degradantes para a juventude que anseia ingressar na vida adulta, ter sua independência, viver dignamente, sem medo do futuro.

Há um grande desperdício da capacidade da juventude brasileira que carece de emprego. Por 20 anos o Brasil não cresceu, e a juventude foi vítima desta ofensiva anti-nacional contra o futuro do nosso país.

Estes jovens são público privilegiado para a ação da UJS porque vivem diretamente a exploração capitalista e podem entender como ninguém a mensagem socialista.

No entanto, para dar um salto nesta frente estratégica, com imenso potencial, precisamos elaborar mais sobre o seu funcionamento. Há necessidades próprias ao organizar jovens trabalhadores. O tempo tem outro valor. Por isto, a UJS deve ter atenção em construir espaços amigáveis à organização de jovens trabalhadores, com horários, dinâmicas, responsáveis permanentes para a consolidação da frente, desenvolvendo uma dinâmica de atividades (inclusive esportivas e culturais) e linguagem que permitam a sua incorporação na UJS. É indispensável assegurar um ambiente amigável à organização dos jovens trabalhadores na UJS, adequando horários e locais de reunião desenvolvendo uma tecnologia social própria, a exemplo do que fazemos no movimento estudantil, para incorporar a nova geração de trabalhadores ao movimento sindical e apontar-lhes a perspectiva socialista.

Implementar a organização da UJS entre os trabalhadores é fundamental para completar a nossa consolidação e afirmar o caráter socialista de nossa organização, pela dimensão estratégica de formar a classe trabalhadora do presente e do futuro e para construir o socialismo. É indispensável superar esta grande lacuna de nossa organização, permitindo ao militante socialista completar todo o ciclo de sua juventude na UJS, da escola secundarista até o ingresso pelo trabalho na vida adulta. mantendo as convicções revolucionárias e legando ao movimento sindical uma nova geração de quadros para a atualidade, completando o ciclo etário da nossa escola de socialismo.

Temos avançado bastante ao ter presença de filiados da UJS em muitas categorias. É crescente a incorporação de militantes da UJS trabalhadores no movimento sindical e na Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil.

O governo Lula realizou concursos que levaram milhares de jovens ao serviço público, e a UJS tem filiados em categorias estratégicas. Articular os jovens trabalhadores da UJS que estão nas fábricas, entre os metalúrgicos, no telemarketing, bancários, metroviários, trabalhadores da educação e da saúde e pesquisadores tem sentido estratégico e pode cumprir um grande papel no desafio deste período que é tornar a CTB a mais importante central na organização da juventude trabalhadora.

Neste sentido, temos de assegurar no próximo período a contribuição da UJS à luta pela redução da jornada de trabalho que pode ser aprovada e seria uma importante conquista, em especial para os jovens trabalhadores, que poderão ter mais tempo livre para o lazer, a educação, o esporte, a cultura e para a militância na UJS. Ademais a UJS deve denunciar com toda a firmeza todas as formas de violação de direitos que atingem os trabalhadores por sua condição juvenil, denunciando o capitalismo.

Mas a tarefa mais importante do próximo período é assegurar melhores condições para os jovens trabalhadores militarem na UJS. Avançamos muito em várias direções que definiram responsável para esta frente estratégica, inclusive nas executivas, e agora é hora de dar seqüência a este trabalho. Nossa ação no movimento sindical deve ser consciente, e não marcada pelo espontaneísmo, e temos o desafio de articular a frente de jovens trabalhadores nacional e localmente, construindo uma rede de coletivos nos Estados e nacionalmente que possa ter um trabalho permanente e acumule uma experiência consistente de organização da UJS entre os trabalhadores apoiando a construção da juventude da CTB, ocupando nosso lugar nos grandes batalhões da luta de classes que são as categorias estratégicas, cheias de jovens que precisam escutar a mensagem socialista para entender sob que regime de exploração vivem.

Esta missão histórica entre os jovens cabe à UJS e será decisiva para enterrar de vez o neoliberalismo e escrever as páginas gloriosas do futuro socialista em nosso país.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Agenda dos protestos: vá às ruas, dê o grito pela paz em Gaza

www.vermelho.org.br

8 DE JANEIRO DE 2009 - 04h55

A partir desta quinta (8), entidades, movimentos sociais e partidos estarão realizando novas passeatas contra a guerra de Israel e em solidariedade a Palestina. Diversas cidades compõem a agenda de protestos que se estende até domingo (11). As ações se somam as já realizadas no país e no mundo desde 27 de dezembro, início do genocídio israelense à população da Faixa de Gaza. Faça parte da luta pelo imediato cessar-fogo em Gaza. Pegue sua bandeira, participe dos protestos, dê o seu grito pela paz.

Por Carla Santos,Com a colaboração de Lejeune Mirhan
(- Confira a agenda de protestos ao final da matéria)

Ao todo, sete cidades farão manifestações até o final desta semana. São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Recife (PE) e Porto Alegre (RS) serão as capitais da paz no Brasil. A elas acrescem as manifestações que acontecerão em Campinas (SP) e Foz do Iguaçu (PR).

Todas as manifestações acontecem nesta sexta-feira (9), com exceção da cidade do Rio que abre a agenda de protestos nesta quinta-feira (8). Além de um ato na sexta, a capital paulista também realizará a Marcha Contra o Massacre de Israel no domingo (11). Apenas em São Paulo, mais de 120 pessoas participaram das reuniões do Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino e quase 50 organizações convocam os protestos.

“Existe um clamor brasileiro, até pelos laços históricos com o povo palestino e árabe, contra os ataques israelenses. Essa solidariedade precisa ganhar as ruas e denunciar quais são os verdadeiros responsáveis pelo que está acontecendo: os governos de Israel e dos Estados Unidos, que apóiam o massacre”, afirma ao Vermelho Rubens Diniz, diretor do Cebrapaz (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e de Luta pela Paz).

Sobre o caráter das manifestações, Rubens explica: “nosso esforço é para que os atos sejam os mais amplos possíveis e que mobilizem todos àqueles que desejam a paz e estão indignados com a situação na Palestina. O movimento ainda é liderado pelo Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino, é suprapartidário e todas as religiões são bem vindas para apoiá-lo.”

Emoção e criatividade

Em São Paulo — que abriga a maior comunidade árabe do país—, haverá um protesto em frente ao Consulado de Israel e a uma grande marcha sairá do Vão Livre do Masp. Em Campinas, a manifestação no Largo da Catedral espera contar com a participação de um médico palestino que mora na Faixa de Gaza e que, ao retornar de uma viagem que fazia na Rússia, foi impedido de voltar ao seu país. Desde então ele está no Brasil.

No Rio de Janeiro, a manifestação que acontecerá na Cinelândia será filmada pela organização. Em Porto Alegre o ato de solidariedade deve contar com o Embaixador da Palestina. Em Curitiba, a passeata Uma gota de sangue pela paz, com concentração na Praça Santos, pretende mostrar num gesto dramático a indignação dos brasileiros.

No Recife, os estudantes podem terminar o protesto em frente ao Consulado Americano. Já em Foz do Iguaçu, cidade que acolhe a segunda maior comunidade árabe do Brasil, fotos do massacre estarão estampadas em cartazes e adereços da manifestação.

De expectador à protagonista

Em entrevista ao Vermelho, Marcelo Buzetto, do MST, disse que os protestos são a oportunidade dos brasileiros de deixarem a posição de expectadores do massacre para se tornarem protagonistas da pressão mundial pelo fim do genocídio.

“Precisamos fortalecer a solidariedade com o povo de Gaza que tem vivido todos os dias o massacre que estamos acompanhando pela TV. São bombardeios em escolas, hospitais, centros de abastecimento de água e energia. A cada momento cresce o número de crianças e idosos brutalmente assassinados”, lembra. “Os atos servirão para medir o grau de repúdio do povo brasileiro contra esse genocídio do Estado de Israel.”

Quando pouco vale muito

Para os árabes e descendentes de palestinos no país, as manifestações também tem o apoio de muitos judeus e israelenses que moram aqui. “Os governos que se dizem democráticos sabem que para se chegar ao poder é preciso o apoio da população. Neste sentido, as mobilizações de massa pela paz na Faixa de Gaza tem um impacto muito forte sobre todos os governos do mundo e elas já estão acontecendo em Israel”, relata ao Vermelho Alli Majdoub, presidente da União dos Estudantes Muçulmanos do Brasil (Uemb).

As palavras de Alli lembram que as eleições em Israel, em 10 de fevereiro, estão próximas. Segundo pesquisa do jornal israelense Haaretz — publicada sete dias após o início dos ataques — se as eleições fossem hoje a coalizão de centro do atual governo — entre trabalhistas e o Kadima —, conseguiria manter a maioria no Parlamento. Antes do genocídio, as pesquisas davam grande vantagem à adversária coalizão de direita Likud, que defende uma posição mais dura contra palestinos.

Contudo, já paira o medo entre os governantes israelenses de que, se massacre se estender por muito tempo, a vantagem conquistada se reverta. Daí a urgência da violência com que o Exército de Israel tem usado para invadir sumariamente a Palestina. Independente dos motivos da guerra de Israel, o sangue corre na Faixa de Gaza e o martírio das famílias palestinas segue. Diante deste cenário, Alli lembra o que é possível fazer.

“Ir às ruas, protestar contra a crueldade dessa guerra e denunciar seu sentido mesquinho é muito pouco, mas é o mínimo que podemos fazer em solidariedade ao holocausto pelo qual passam milhares de famílias neste exato instante em que conversamos.”

- Leia também:
Milhares de brasileiros já foram às ruas pela paz em Gaza

Confira abaixo a agenda de protestos desta semana.

Quinta-feira (8)

- Rio de Janeiro
Manifestação de repúdio ao massacre do povo palestino
Horário: 17 horas
Local: Cinelândia
Convocam: entidades do movimento social e sindical e do Comitê de Solidariedade com o Povo Palestino-RJ

Sexta-feira (9)

- São Paulo
Manifestação em frente ao Consulado de Israel
Horário: 14h30
Local: Consulado de Israel
Endereço: Avenida Faria Lima, nº 1.766, 13º andar em PinheirosConvocam: (as mesmas da manifestação de domingo)

- Porto Alegre
Ato com Embaixador da Palestina e pelo fim dos ataques de Israel
Horário: 10 horas
Local: Semapi (Sindicato dos Empregados em Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas e de Fundações Estaduais do RS)
Endereço: Rua General Lima e Silva, 280 - Porto Alegre – RS
Convocam: entidades da Comunidade Árabe-Brasileiro, em conjunto com outras como o Cebrapaz-RS e demais organizações dos movimentos sociais

- Curitiba: A passeata de solidariedade a Palestina: uma gota de sangue pela paz
Horário: 11 horas
Local: Concentração na Praça Santos Andrade
Convocam: Comitê Árabe-Brasileiro, em conjunto com outras entidades como o Cebrapaz-PR

- Recife
Sapatada nos governos de Israel e dos EUA: pelo fim da invasão a Gaza
Horário: 16
Local: Praça Oswaldo Cruz
Convocam: UNE, Ubes, Umes (União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas ), UEP (União dos Estudantes de Pernambuco)

- Campinas
Ato de solidariedade a Palestina
Horário: 17
Local: Largo da Catedral
Convocam: entidades do movimento social e partidos políticos

- Foz do Iguaçu
Passeata pelo fim do massacre ao povo palestinoHorário: 17 horasLocal: Concentração no início da Avenida BrasilConvocam: Comunidade Árabe e entidades do movimento social

Domingo (11)

- São Paulo
Grande Marcha Contra o Massacre de Israel
Horário: 10 horas
Local: Concentração no Vão Livre do Masp, Avenida Paulista.

Convocam: CMS (Coordenação dos Movimentos Sociais); CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil); CUT; Conlutas; Intersindical; Afubesp (Associação dos Funcionários do Banespa); UNE; Ubes; Upes (União Paulista dos Estudantes Secundaristas); DCE da USP; UJS (União da Juventude Socialista); Juventude Revolução; Movimento pelo Passe Livre; MST; MLT (Movimento de Luta pela Terra); Conselho Mundial da Paz (CMP); Cebrapaz (Centro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz); Comitê de Solidariedade a Cuba; Mulheres em Luta pela Paz; PCdoB; PT; PSTU; Psol; PCB; Fepal (Federação Árabe Palestina do Brasil); Fearab (Federação das Entidades Árabes Brasileiras); Mopat (Movimento Palestina para Todos); União da Juventude Árabe para a América Latina (UJAAL); Instituto Jerusalém; Instituto da Comunidade Árabe; Centro Cultural Árabe-Sírio; Sociedade Palestina de SP; Instituto Futuro; União Nacional de Entidades Islâmicas (UNI); Federação das Entidades Árabes Muçulmanas do Brasil (Fambras); Sociedade Beneficente Muçulmana do Brasil (SBM); Associação Beneficente Islâmica do Brasil (ABIB); União dos Estudantes Muçulmanos do Brasil (Uemb); Sociedade Islâmica de Jundiaí; Sociedade Beneficente Muçulmana de Santo Amaro; Conselho Superior dos Teólogos Muçulmanos do Brasil; Igreja Ortodoxa Antioquina do Brasil; Igreja Presbiteriana; Deputado estadual Simão Pedro (PT-SP); Deputado estadual Said Mourad (PSC-SP); Vereador de São Paulo Jamil Murad (PCdoB); Portal Vermelho; CMI (Centro de Mídia Independente); Jornal Al Baian.

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