quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Revelando: grandes igrejas, Master negócios, com Fábio Boechat
sábado, 19 de setembro de 2026
GREVE NA CAIXA PARA PERGUNTAS COMPLEXAS NÃO EXISTEM RESPOSTAS SIMPLES Carlos Lima (Caco)
Carlos Lima (Caco) dirigente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, da Coordenação da CTB Bancários, empregado Caixa.
A greve dos empregados da Caixa chegou a um momento em que as perguntas ficaram mais difíceis do que as respostas oferecidas nas redes sociais e nos grupos de mensagens.
Qual é a hora de acabar uma greve? Temos força para avançar até onde? Uma greve deve prosseguir enquanto não conquistar 100% das reivindicações? Chegamos ao limite possível desta negociação ou ainda existe espaço para arrancar mais? E o outro lado ficará parado ou a Caixa reagirá utilizando os instrumentos que possui? Para perguntas complexas não existem respostas simples.
A greve está forte e foi a mobilização dos empregados que obrigou a Caixa a voltar à mesa e apresentar outra proposta. Nada caiu do céu. Houve avanços porque houve luta. Também permanecem questões importantes sem solução satisfatória.
No Saúde Caixa avançamos, mas ainda não chegamos efetivamente ao 70/30. A situação dos empregados admitidos depois de 2018, especialmente quanto à perspectiva de aposentadoria, continua exigindo resposta. A Caixa poderia avançar mais e não cabe aos trabalhadores justificar os limites estabelecidos pela empresa.
QUERER MAIS E PODER CONQUISTAR MAIS
Todos queremos mais. A questão é saber se existe força suficiente para transformar essa vontade em novas conquistas. Se uma greve somente pudesse terminar depois de conquistar 100% das reivindicações, poucas terminariam por acordo. Mas o argumento inverso também é falso: a existência de uma proposta não determina que chegou a hora de parar. Se a mobilização está forte e já obrigou a empresa a recuar, é legítimo perguntar se mais pressão poderá produzir novos avanços.
Essa é a contradição real. Encerrar pode significar consolidar o que já foi conquistado, mas também deixar de testar até onde a força atual poderia chegar.
Continuar pode significar arrancar mais da Caixa, mas também entrar numa nova etapa do conflito sem obter as respostas esperadas. Quem afirmar antecipadamente que sabe exatamente o que acontecerá estará simplificando uma situação que não é simples.
PATRÃO TAMBÉM JOGA
Greve é disputa de forças. Enquanto os trabalhadores discutem seus próximos passos, a Caixa também calcula custos, alternativas e sua capacidade de resistência. Pode entender que precisa apresentar novos avanços, mas pode igualmente endurecer, apostar no desgaste, ampliar as pressões internas ou buscar a judicialização. Uma estratégia sindical não pode considerar apenas aquilo que desejamos que o outro lado faça.
Existem ainda consequências concretas que crescem com o tempo. Cada novo dia parado amplia a discussão sobre compensação. Parcela expressiva dos empregados da Caixa exerce função gratificada. Gerentes, assistentes e demais empregados com função são trabalhadores, têm direito de fazer greve e muitos participam do movimento, mas estão submetidos às pressões próprias dessa condição. Levar esses fatores em consideração não significa defender o fim da greve; significa reconhecer que a correlação de forças não permanece congelada.
E SE A CAIXA NÃO CEDER?
Essa pergunta precisa ser respondida antes de decidir pela continuidade. Se a greve prosseguir e a Caixa não apresentar os avanços esperados, qual será o passo seguinte? Até quando continuar? Quais reivindicações serão consideradas indispensáveis para um acordo? Como enfrentar a questão dos dias parados? E, se o conflito caminhar para a judicialização, qual será nossa estratégia?
Também é preciso cuidado com a expectativa de que aquilo que não foi conquistado na mesa possa simplesmente ser obtido no Tribunal Superior do Trabalho.
O TST não é uma segunda mesa de negociação. Uma decisão judicial pode atender algumas questões, rejeitar outras e produzir consequências que não controlamos. Isso não significa renunciar ao recurso ao Judiciário quando necessário, mas significa não apresentá-lo aos trabalhadores como uma saída segura e sem riscos.
A pergunta inversa precisa ser feita com a mesma franqueza: e se encerrarmos quando ainda havia espaço para avançar? Se a greve está forte e já modificou a posição da Caixa, é possível que pressão adicional produza novas concessões no Saúde Caixa, na situação dos pós-2018 ou em outras reivindicações. Não sabemos se isso acontecerá, assim como não sabemos se a empresa escolherá endurecer. Assumir essa incerteza não é indecisão; é tratar uma luta real com a seriedade que ela exige.
LIDERAR É TAMBÉM RESPONDER PELAS CONSEQUÊNCIAS
Milhares de trabalhadores depositam confiança em suas entidades e lideranças. Por isso, quem propõe continuar a greve precisa apresentar não apenas aquilo que acredita ser possível conquistar, mas também o que fará se essas conquistas vierem. Da mesma maneira, quem considera que chegou o momento de encerrar precisa assumir que pode existir algum espaço ainda não explorado para novos avanços.
Não existe decisão sem risco nem posição sem responsabilidade. Por isso, considero um erro transformar esse debate numa competição para saber quem é mais combativo. Quem deseja continuar não é necessariamente irresponsável ou radical, assim como quem considera o encerramento não é necessariamente acomodado ou menos disposto a lutar.
A questão verdadeira é outra: o que ainda podemos conquistar, que força temos para isso e quais consequências estamos dispostos a assumir?
A PALAVRA É DA BASE
Neste momento, todas as cartas precisam estar sobre a mesa. A greve está forte, conquistou avanços e ainda existem reivindicações importantes sem solução. A Caixa pode avançar mais, mas também pode endurecer.
A continuidade pode produzir novas conquistas, mas também pode aumentar os custos e os riscos do confronto. Encerrar pode consolidar resultados importantes, mas pode significar deixar de buscar algo que ainda estava ao alcance da mobilização.
A responsabilidade de uma liderança não é prometer vitória nem esconder riscos. É apresentar aos trabalhadores as possibilidades, os limites e as consequências de cada caminho e confiar na capacidade da categoria de decidir.
A decisão pertence aos empregados da Caixa reunidos democraticamente em suas assembleias. E qualquer que seja o resultado, haverá uma responsabilidade comum no dia seguinte: preservar a unidade de quem lutou junto e continuar organizado para as batalhas que ainda virão.
Carlos Lima
Dirigente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
Podcast Coletivizando adiado para 25/9, sexta, às 8h15.
domingo, 13 de setembro de 2026
A GREVE FEZ A CAIXA VOLTAR À MESA. AGORA É HORA DE AVANÇAR! NOTA DA CTB BANCÁRIOS
CTB BANCÁRIOS
A GREVE FEZ A CAIXA VOLTAR À MESA. AGORA É HORA DE AVANÇAR!
A CTB Bancários considera uma importante conquista da mobilização dos empregados e empregadas da Caixa a reabertura das negociações coletivas. Depois de encerrar as tratativas, anunciar medidas decorrentes do fim da vigência dos acordos e apontar para a judicialização do conflito, a direção da empresa recua, suspende as medidas administrativas anteriormente comunicadas e volta a reconhecer a negociação como caminho para a construção de uma saída.
Esse resultado não caiu do céu. É fruto da forte greve nacional, da resistência nos locais de trabalho e da unidade construída pelos empregados da Caixa. A categoria demonstrou que não aceitaria ser colocada diante da escolha entre uma proposta considerada insuficiente e a ameaça de perda de direitos. A mobilização mudou o cenário e recolocou a negociação no lugar de onde nunca deveria ter saído: a mesa entre a empresa e as representações dos trabalhadores.
A suspensão das medidas administrativas e a manutenção excepcional dos benefícios enquanto durarem as negociações são passos importantes. Também é positivo que, neste momento, a via da judicialização dê lugar novamente ao diálogo. Greve e negociação não são caminhos opostos. A greve é um direito constitucional e um instrumento legítimo dos trabalhadores diante do impasse; sua força deve servir justamente para produzir avanços na negociação.
Mas voltar à mesa não basta. É preciso voltar para negociar de verdade. O principal impasse continua sendo o Saúde Caixa. A CTB Bancários defende a preservação da solidariedade, do mutualismo e do pacto intergeracional, sem transformar a idade em fator de penalização dos empregados. É necessário construir o caminho para a efetiva retomada do 70/30, sem impor novos sacrifícios aos trabalhadores, e garantir aos empregados admitidos a partir de setembro de 2018 o direito de permanecer no Saúde Caixa após a aposentadoria, com participação da Caixa no custeio”, corrigindo uma diferenciação que divide o corpo funcional e compromete o futuro do próprio plano.
Também é preciso avançar nas demais reivindicações sobre carreira, funções, condições de trabalho, sobrecarga, adoecimento e valorização dos empregados. A retomada da negociação precisa produzir respostas concretas aos problemas que a categoria vem apresentando ao longo de toda a campanha.
A Caixa tem condições de apresentar soluções. Seus trabalhadores já demonstraram disposição para lutar por elas. A responsabilidade agora é transformar a retomada do diálogo em avanços concretos e construir uma proposta capaz de superar o impasse.
A greve conquistou a volta da negociação. Agora, a mobilização deve continuar forte para conquistar uma proposta que respeite os trabalhadores e permita uma saída digna e negociada para o conflito.
FORTALECER A GREVE. AVANÇAR NA NEGOCIAÇÃO.
DEFENDER O SAÚDE CAIXA E OS DIREITOS DOS EMPREGADOS!
CTB BANCÁRIOS
sábado, 12 de setembro de 2026
CTB BANCÁRIOS REPUDIA O TERRORISMO NEGOCIAL E A IRRESPONSABILIDADE DA DIREÇÃO DA CAIXA
Uma pequena vitória e um adiamento, mas essenciais para vencer adiante - Paulo Vinícius da Silva
Minha primeira Greve como Bancário em Fortaleza, com os empregados da Caixa, gente de luta!
Uma pequena vitória e um adiamento, mas essenciais para vencer adiante - Portal Vermelho
Uma pequena vitória e um adiamento, mas essenciais para vencer adiante - Revista Fórum
sexta-feira, 11 de setembro de 2026
Guerra híbrida: Atuação de André Mendonça favorece o bolsonarismo na disputa pelo Senado Federal - Por Esdras Gomes – Jornalista (Metamorfose Comunicação)
Depois da derrota de Jair Bolsonaro e dos sucessivos reveses da direita no Supremo Tribunal Federal (STF), o bolsonarismo passou a tratar a conquista da maioria no Senado como uma prioridade. Lideranças desse campo defendem abertamente a eleição de senadores dispostos a apoiar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo.
Mas o cenário eleitoral não está definido. No Nordeste, existe a possibilidade de crescimento das candidaturas apoiadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No Ceará, Cid Gomes (PSB) lidera, enquanto Luizianne Lins (Rede) aparece empatada com Capitão Wagner (União Brasil) na disputa pela segunda vaga. Na Paraíba, João Azevêdo (PSB) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB) ocupam as duas primeiras posições, abrindo a possibilidade de o estado eleger dois senadores de fora do bolsonarismo.
Outros resultados também demonstram a força do campo progressista e dos aliados de Lula. Na Bahia, Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT) lideram a disputa pelas duas vagas. Em Pernambuco, Marília Arraes (PDT) aparece em primeiro lugar, seguida por Humberto Costa (PT). Em Alagoas, Renan Calheiros (MDB), aliado do governo Lula, lidera as pesquisas. No Rio Grande do Norte, Zenaide Maia (PSD) ocupa a segunda colocação e nomes do PDT e PT podem crescer na reta final.
No Norte, Jorge Viana (PT) está entre os primeiros colocados no Acre, enquanto Randolfe Rodrigues (PT) ocupa a segunda posição no Amapá. Esses resultados ajudam a demonstrar que, apesar do avanço da direita em vários estados, o PT e o campo progressista mantêm candidaturas competitivas fora do Nordeste.
No Sudeste, Marina Silva (Rede) lidera em São Paulo, empatada numericamente com Guilherme Derrite (PP). Marília Campos (PT) aparece em primeiro lugar em Minas Gerais; Benedita da Silva (PT) lidera no Rio de Janeiro; e, no Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB) dispara e Fabiano Contarato (PT) luta pela segunda vaga. No Sul, Manuela d’Ávila (PSOL) aparece em segundo lugar no Rio Grande do Sul. No Paraná, Gleisi Hoffmann (PT) está em terceiro, mas próxima dos dois primeiros colocados.
Neste cenário entra Mendonça. O problema não é o caso Master. Mas quando ele parte pro desgaste do STF em pleno período eleitoral. A disputa que ele cria no STF com Moraes puxa a imagem do STF para lama e este é o desejo dos bolsonaristas e de sua guerra subterrânea e psicológica. O debate veem para um nível moral, facilmente absorvida pelo esgoto fascista e de rápido contagio pela população. É um terreno facilmente ocupado pelas redes da extrema direita, nas quais informações descontextualizadas, suspeitas e acusações circulam rapidamente.
As pesquisas mais recentes indicam que o PL poderia iniciar 2027 com aproximadamente 20 senadores, considerando os parlamentares que continuarão no cargo e os candidatos atualmente posicionados para conquistar novas vagas. Podendo com os aliados atingir a maioria plena, elegendo o presidente do Senado Federal.
Para os sindicalistas, imaginem Rogério Marinho (PL) presidente do Senado Federal.
A atuação de Mendonça pode produzir efeitos eleitorais indiretos, provocando reveses para candidaturas progressistas, especialmente no Sudeste, e ajudando o bolsonarismo a consolidar posições no Nordeste. Algumas candidaturas da direita aparecem momentaneamente na frente, mas ainda podem ser derrotadas por uma onda eleitoral associada à mobilização popular e à campanha de Lula.
Por isso, é hora de o campo democrático e progressista tratar a eleição para o Senado como prioridade nacional. Na disputa presidencial existe a possibilidade de segundo turno; para o Senado, não. Cada eleitor poderá votar em dois candidatos, e os dois mais votados em cada estado serão eleitos.
É necessário construir uma estratégia unificada para derrotar o bolsonarismo, ampliar a representação progressista e impedir que o Senado seja transformado em instrumento permanente de confronto contra o STF, contra os direitos sociais e contra um eventual novo governo Lula
quinta-feira, 10 de setembro de 2026
A crise do STF e o novo golpe em curso - Luís Carlos Paes
quarta-feira, 9 de setembro de 2026
FENABAN ATACA A MESA ÚNICA E AMEAÇA A NEGOCIAÇÃO NACIONAL DOS BANCÁRIOS - CTB Bancários
CTB BANCÁRIOS
FENABAN ATACA A MESA ÚNICA E AMEAÇA A NEGOCIAÇÃO NACIONAL
A CTB Bancários considera grave a postura adotada pela Fenaban após as assembleias da Campanha Nacional dos Bancários de 2026. Depois de negociar nacionalmente e submeter uma proposta à categoria, a representação dos bancos pretende agora tratar de forma diferente as bases que aprovaram e aquelas que rejeitaram a proposta, ameaçando dois pilares históricos da organização dos bancários: a mesa única de negociação e a Convenção Coletiva Nacional.
A mesa única foi conquistada justamente para impedir que os bancos fragmentassem os trabalhadores por empresa, região ou sindicato. Sua existência nunca dependeu de unanimidade nas assembleias. Ao longo da história da categoria houve propostas rejeitadas, greves, novas negociações, novas assembleias e adesões posteriores. Rejeitar uma proposta nunca significou abandonar a negociação nacional.
É essa lógica que a Fenaban procura inverter. Nos ofícios encaminhados às entidades sindicais, considera encerrada a negociação e afirma que não reabrirá a mesa com sindicatos que rejeitaram a CCT. Na prática, pretende transformar o direito de rejeitar uma proposta numa escolha entre aceitar o que os bancos oferecem ou ficar fora da contratação nacional.
Essa postura não pode ser analisada isoladamente da condução patronal de toda a campanha. A Fenaban levou a apresentação das cláusulas econômicas decisivas para a fase final da negociação e utilizou a proximidade do fim da vigência dos instrumentos coletivos como elemento de pressão sobre a categoria. Agora, diante das rejeições em algumas bases, procura transformar o resultado das assembleias em instrumento para encerrar a negociação com quem decidiu continuar lutando. O conjunto dessas atitudes revela uma estratégia de endurecimento que pressiona os trabalhadores a aceitar a proposta patronal e favorece a fragmentação da negociação nacional.
Isso é uma pressão inaceitável sobre a soberania das assembleias. Uma negociação só é efetivamente democrática se os trabalhadores puderem dizer não e continuar negociando. Mesa única não pode existir apenas enquanto as bases aceitam a proposta patronal. Se o direito de permanecer na negociação depende de aprovar a proposta dos bancos, deixa de existir negociação e passa a existir adesão.
A chamada Cláusula X é a cláusula de exclusão proposta pela Fenaban: pretende incluir na própria CCT listas de bases do Banco do Brasil e da Caixa que, por terem rejeitado a proposta, ficariam fora das Convenções, sem a garantia convencional de abono da paralisação de 20 de agosto e das ausências decorrentes de paralisações e greves posteriores. A cláusula não é o problema isoladamente; é a materialização, no texto da CCT, da política de dividir a categoria entre quem aceita e quem continua lutando.
O tratamento dado aos dois bancos públicos evidencia ainda mais essa postura. No Banco do Brasil, a Fenaban criou uma situação intermediária para as bases que deliberaram pela reabertura das negociações: admite nova assembleia até 10 de setembro e posterior assinatura, preservando os efeitos da CCT desde 1º de setembro. Na Caixa, não oferece a mesma possibilidade: as bases que rejeitaram são diretamente enquadradas no grupo de exclusão. Além de fragmentar a negociação nacional, a Fenaban estabelece tratamentos diferentes entre bases que decidiram não encerrar a luta.
Também é preocupante que as direções do Banco do Brasil e da Caixa não se coloquem contra uma dinâmica que ameaça a unidade da negociação nacional. Bancos públicos não deveriam contribuir, por ação ou omissão, para uma estratégia que isola seus próprios trabalhadores da contratação coletiva da categoria.
A gravidade vai além de BB e Caixa. Num sistema financeiro marcado pelo fechamento de unidades, redução de postos de trabalho, terceirização e acelerada transformação tecnológica, fragmentar a representação e a negociação dos trabalhadores interessa aos bancos e enfraquece a capacidade coletiva de enfrentar essas mudanças. Se prevalecer a tese da Fenaban, abre-se ainda um precedente para futuras campanhas: apresenta-se uma proposta nacional, quem aceita permanece na Convenção e quem rejeita pode ser retirado da contratação coletiva. Isso devolve aos bancos uma capacidade de divisão que a categoria levou décadas para superar.
Não há necessidade disso. Historicamente, já ocorreram rejeições seguidas de novas assembleias e posterior assinatura. Também há sindicatos que não participam das mesas nacionais, deliberam em suas bases e posteriormente formalizam sua adesão aos instrumentos coletivos. A experiência da própria categoria demonstra que é possível assinar a CCT com quem está autorizado sem fechar a porta para quem continua lutando.
Por isso, a CTB Bancários defende uma posição unitária de Contraf-CUT, Contec, federações e sindicatos, independentemente da posição adotada nas assembleias: rejeitar a política de exclusão da Fenaban e não permitir que ela seja incorporada à CCT.
Quem aprovou deve ter sua decisão respeitada e assinar. Quem rejeitou também deve ter sua decisão respeitada e continuar mobilizado, negociar, voltar à assembleia e aderir posteriormente ao instrumento caso sua base assim decida.
A Fenaban não pode negociar nacionalmente para apresentar sua proposta e fragmentar a categoria quando essa proposta é rejeitada. Não pode aproveitar divergências legítimas entre as bases para enfraquecer a mesa única e transformar a CCT nacional em instrumento de pressão contra quem continua lutando.
A MESA É ÚNICA. A CCT É NACIONAL. A CATEGORIA É UMA SÓ.
CTB Bancários
Eleições 2026: luta dos trabalhadores e serviço público no Ceará - Podcast Coletivizando, sexta, 11/09/2026 às 8h15, com Gilcélio Paiva
quinta-feira, 3 de setembro de 2026
Podcast Coletivizando – Greve na Caixa e no BB? Balanço das bases e pautas - Sexta, 03/09/2026

Podcast Coletivizando –
* Sexta-feira, 04 de setembro de 2026, às 8h15 AM.Apresentação: Paulo Vinícius da Silva.
Papo Político
Tema: Greve na Caixa e no BB? Balanço das bases e pautas.
Convidado: Tulio Menezes (Bancário CEF e da CTB Bancários-CE/Sindicato).
Canta, minha gente: La Marseillaise de la Commune.
Assista no YouTube nos canais @metamorfosecomunicacao e @ColetivizandoBR
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quarta-feira, 2 de setembro de 2026
Diversionismo mira o STF como instituição da República - Paulo Vinícius da Silva
DIVERSIONISMO: é a ação que busca mudar o assunto em pauta que édesfavorável, mudar o foco, ou esconder um aspecto da situação. O véu que esconde é outro escândalo.
Quem foi colocado no Ministério da Justiça por Bolsonaro para proteger Tariflávio Rachadinha? Por que ele chegou ao STF? O que se quer esconder com o ataque a Moraes?
1) Os novos pagamentos recém-descobertos de Vorcaro a Tariflávio?
2) A votação decisiva do #FimdaEscala6x1 no Senado essa semana?
Quem errou, deve pagar. As coisas tem ordem e dimensões distintas, tem investigação, acusacao, defesa e julgamento. Já sabemos como a lava jato operou e opera, em conluio com a imprensa golpista. Evidentemente o que se quer é mudar o assunto.
Houve alguma ação de Moraes contra as investigações sobre o Master?
Já a denúncia contra ele, quer proteger alguém envolvido até o pescoço no caso e que é candidato? O juiz que protege um réu no curso do processo que preside pode seguir à frente do processo?
Isso é Goebbels na veia. A Carta Capital há tempos publicou os Princípios da Propaganda de Goebbels (https://coletivizando.blogspot.com/2026/09/diversionismo-mira-o-stf-como.html), o sinistro e genial ministro da Propaganda Nazista, sintetizados a partir de suas ações. É notável a semelhança com as ações em tela:
Princípio do Silêncio:Ocultar e omitir qualquer informação que não seja conveniente para a narrativa.
Princípio da Transferência: Conectar um acontecimento atual a um fato do passado, somando ocorrências históricas para reforçar a mensagem.
Princípio de Unanimidade: Estimular a convergência de opiniões em temas de interesse geral para manipular o sentimento coletivo e direcioná-lo contra o inimigo eleito.
Ocultar o protegido, requentar erros que não têm relação com a obstrução do processo (e obstruí-lo desse modo) e mudar a discussão para outro alvo, causando a indignação geral e contando com a unanimidade dos candidatos de direita e extrema direita e da imprensa corporativa propriedade dos rentistas e especuladores. O Brasil não é para amadores. Vale tudo para impedir a eleição de Lula. A implosão do STF antecede ações no TSE que visarão a esse fim. É método.
Uma coisa é certa: a extrema direita bolsonarista, sem voto, enrolada e desesperada, vê na implosão do STF o elemento central para deter a sua derrota e impedir a vitória dos trabalhadores no Senado, com a aprovação do #FimdaEscala6x1 essa semana.
terça-feira, 1 de setembro de 2026
Programa Pão com Ovo no youtube - Quarta, 2/9/2026, às 20h, com Paulo Vinícius da Silva - Soberania nacional, luta anti-imperialista e os desafios colocados para o Brasil nas eleições de 2026.
Soberania nacional, luta anti-imperialista e os desafios colocados para o Brasil nas eleições de 2026.
📅 02/09 — quarta-feira
🎙️ Com Paulo Vinícius da Silva(PV)
📺 Ao vivo na Pão com Ovo
quinta-feira, 27 de agosto de 2026
🎙️Papo Político - A Campanha Nacional dos Bancários 2026, dilemas e tensões na reta final 🗓️ Data: Sexta-feira, 28 de agosto de 2026 ⏰ Horário: 8h15 AM - podc ast Coletivizndo
Neste episódio especial do Podcast Coletivizando do Dia dos Bancários (as), debateremos o tenso momento atual da Campanha Nacional da categoria!
🎙️Papo Político - A Campanha Nacional dos Bancários 2026, dilemas e tensões na reta final
🗓️ Data: Sexta-feira, 28 de agosto de 2026
⏰ Horário: 8h15 AM
👤 Apresentação: Paulo Vinícius da Silva
Bancários(as) enfrentam os patrões mais poderosos do Brasil, o sistema financeiro, naquela que é a maior negociação coletiva do país. Na reta final, os bancários(as) se deparam com impasses e tensões: fim da ultratividade, riscos à Mesa Única, precarização da maioria do ramo financeiro. Há caminhos para a vitória?
Convidado:
Hermelino Neto — Coordenador Nacional da CTB Bancários e Vice-presidente da CTB Bahia, direto de São Paulo, onde a CTB acompanha as negociações na Mesa do Comando Nacional
📲 Acompanhe no Youtube:
@Metamorfosecomunicacao https://www.youtube.com/watch?v=e-tq6CCnYx8
@ColetivizandoBR https://www.youtube.com/watch?v=xkMSAlGECCE Blog www.coletivizando.blogspot.com
quinta-feira, 20 de agosto de 2026
Dona Lourdes, mãe e feminista - Paulo Vinícius da Silva
Coletivizando no Youtube
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Dilma vence debate da Globo e aumenta chances de vitória no dia 3 - Portal Vermelho Aconteceu tudo ao contrário do que a oposição esperava. ...
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"Radicalizar, ampliando. E ampliar, radicalizando." Diógenes Arruda Câmara Ferreira En la lucha de clases todas las armas son bue...





