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sábado, 23 de novembro de 2024

União Europeia acata mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional contra Netanyahu, Herodes de Israel

 

sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

Discurso África do Sul acusando Israel de Genocídio contra a Palestina na Corte Internacional de Justiça da ONU - Inglês e tradução #Palestine #StopGenocideNow - O BRASIL APOIA

Nota: Para traduzir, clique no You Tube na roda dentada (Configurações) no canto inferior direito e inclua as legendas. Depois, peça no mesmo caminho para traduzir automaticamente para o Português ou seu idioma. A despeito das falhas, é possível acompanhar esse magno discurso em diversos idiomas.

Paulo Vinícius da Silva

SÁBADO, 9H NA RODOVIÁRIA DO PLANO, 13/1, DIA INTERNACIONAL DE SOLIDARIEDADE À PALESTINA




sexta-feira, 20 de outubro de 2023

Arcebispo anglicano diz que o hospital al-Alhi em Gaza recebeu “avisos específicos” por telefone para “evacuar o hospital” antes do bombardeio israelense - vídeo em inglês

O arcebispo anglicano Hosam Naoum diz que o hospital al-Alhi em Gaza recebeu “avisos específicos” por telefone durante 3 dias consecutivos para “evacuar o hospital” antes da explosão mortal.



A evidência é esmagadora e indiscutível. Israel bombardeou o hospital.

TEXTO DO BRASIL VETADO PELOS EUA NO CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU



O Conselho de Segurança,

Guiado pelos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas;


Recordando suas resoluções 242 (1967), 338 (1973), 446 (1979), 452 (1979), 465 (1980), 476 (1980), 478 (1980), 1397 (2002), 1515 (2003) e 1850 (2008) e 2334 (2016);

Reafirmando que quaisquer atos de terrorismo são criminosos e injustificáveis, independentemente de suas motivações, quando quer ou por quem quer que os tenha cometido;

Expressando séria preocupação com a escalada da violência e a deterioração da situação na região, em particular o elevado número de vítimas civis dela resultante, e enfatizando que os civis em Israel e no território palestino ocupado, inclusive Jerusalém Oriental, devem ser protegidos de acordo com o direito internacional humanitário;

Expressando profunda preocupação com a situação humanitária em Gaza e seu grave impacto na população civil, composta em grande parte por crianças, e sublinhando a necessidade de acesso humanitário pleno, rápido, seguro e desimpedido;

Encorajando esforços que visem a uma cessação das hostilidades que ajude a garantir a proteção de civis tanto em Israel quanto no território palestino ocupado, inclusive Jerusalém Oriental;”

Reiterando sua visão de uma região onde dois Estados democráticos, Israel e Palestina, convivam lado a lado em paz, dentro de fronteiras seguras e reconhecidas;Condena veementemente toda violência e hostilidades contra civis e todos atos de terrorismo;

Rechaça e condena de forma inequívoca os hediondos ataques terroristas, perpetrados pelo Hamas em Israel a partir de 7 de outubro de 2023, e a tomada de reféns civis;

Apela à libertação imediata e incondicional de todos os reféns civis, exigindo sua segurança, bem-estar e tratamento humano, de acordo com o direito internacional;

Insta todas as partes a cumprirem plenamente suas obrigações perante o direito internacional, inclusive o direito internacional dos direitos humanos e o direito internacional humanitário, inclusive aquelas relacionadas à condução das hostilidades, inclusive a proteção de civis e da infraestrutura civil, bem como do pessoal e dos bens humanitários, e a permitir e facilitar o acesso humanitário para o fornecimento de suprimentos e a prestação de serviços essenciais aos necessitados;

Insta fortemente à provisão contínua, suficiente e desimpedida de bens e serviços essenciais à população civil, inclusive eletricidade, água, combustível, alimentos e suprimentos médicos, destacando o imperativo de garantir que os civis não sejam privados de objetos indispensáveis à sua sobrevivência, em conformidade com o direito internacional humanitário;

Insta à revogação da ordem para que todos civis e pessoal da ONU evacuem todas as áreas ao norte de Wadi Gaza e realojem-se no sul de Gaza;

Exige a realização de pausas humanitárias para permitir acesso pleno, rápido, seguro e desimpedido às agências humanitárias das Nações Unidas e a seus parceiros de implementação, ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha e a outras organizações humanitárias imparciais, e encoraja o estabelecimento de corredores humanitários e outras iniciativas para a entrega de ajuda humanitária à população civil;
Ressalta a importância de um mecanismo de notificação humanitária para proteger instalações da ONU e locais humanitários, e de garantir o movimento de comboios de ajuda humanitária;

Solicita que sejam respeitados e protegidos, em conformidade com o direito internacional humanitário, todo o pessoal médico e pessoal humanitário exclusivamente envolvido em funções médicas, seus meios de transporte e seus equipamentos, bem como hospitais e outras instalações médicas;
Enfatiza a importância de impedir o alastramento do conflito na região e, nesse sentido, insta todas as partes a exercerem a máxima contenção, bem como todos aqueles com influência sobre elas, a atuarem com esse fim;

Decide manter-se informado sobre o assunto.

domingo, 15 de outubro de 2023

Réporter chinesa em lágrimas mostra direto da Faixa de Gaza o terror sobre a população pelos ataques indiscriminados de Israel (CGTN)

 

“700 crianças foram mortas e 2.450 estão feridas na Faixa de Gaza”, afirma Unicef - 14/10 - Hora do Povo

Hora do Povo

 Por   Publicado em 14 de outubro de 2023

Lula conversa com líder palestino e mostra preocupação com massacre de civis em Gaza - Hora do Povo

Hora do Povo

 Por   Publicado em 14 de outubro de 2023

segunda-feira, 26 de junho de 2023

Solidariedade ao povo Palestino - A voz de uma criança em meio a escombros

 

domingo, 6 de junho de 2021

O arranjo do novo governo sionista e a resistência palestina - Sayid Marcos Tenório





Alternância no comando sionista não trará nenhum benefício para o povo palestino. É mais do mesmo.


por Sayid Marcos Tenório no Portal Vermelho

Publicado 05/06/2021 10:36 | Editado 05/06/2021 12:01
Naftali Bennett

Segundo a mídia internacional, o chefe do partido de direita Yamina, Naftali Bennett, deve assumir o cargo de primeiro-ministro da entidade sionista, derrotando Benjamin Netanyahu, o premiê que desde 2009 se mantém à frente do governo israelense, sem interrupção do mandato. Contudo, o novo gabinete só será anunciado na próxima quarta-feira (9), quando o Knesset, o Parlamento israelense, fará votação para aprovação do novo gabinete.

Apesar das previsões a respeito da escolha de Bennett, Netanyahu ainda busca uma última cartada, tentando provocar uma nova eleição, que poderia alterar a atual composição do Knesset para permanecer à frente do governo da ocupação. Manter-se no poder significa, para Netanyahu, não ter que responder as acusações de suborno, fraude e abuso de confiança que poderiam, caso fosse condenado, levá-lo a cumprir até 10 anos de prisão.

Este arranjo para formação do novo governo que envolve uma coalizão de oito partidos foi anunciado nos últimos minutos do prazo pelo líder do bloco de oposição no Knesset, Yair Lapid. O esforço do bloco será unificar partidos da direita e centro-direita sionistas que supera o apoio de 61 deputados, para formação do governo que incluirá o Yamina e Yesh Atid, mas também o Azul e Branco, liderados por Benny Gantz; Yisrael Beytenu, dirigido por Avigdor Lieberman; Nova Esperança, dirigido por Gideon Saar; o Partido Trabalhista, liderado por Marav Michaeli; Meretz, dirigido por Nitzan Horowitz; e o Ra’am, ou Lista Árabe Unida, liderada por Mansur Abbas.

Um fato que chamou a atenção, foi o anúncio de que os “árabes” estariam apoiando a nova composição política que governará a ocupação sionista. A Lista Árabe Unida (Ra’am) também conhecida como Movimento Islâmico, é um partido árabe religioso que elegeu quatro deputados nas últimas eleições e que fez parte da Lista Conjunta, uma coligação partidária “árabe” que incluía os partidos Balad, Hadash e Taal. Sua plataforma política concentra-se amplamente em questões socioeconômicas para os cidadãos palestinos, sem, no entanto, contestar a ocupação, as violações cotidianas de Israel contra palestinos, mesmo os que vivem nos territórios de 1948.

Apesar do que afirmam alguns analistas e até órgãos de mídia, a Lista Árabe e o seu líder Mansour Abbas, embora sejam considerados como uma organização islâmica na configuração política israelense, não mantém nenhum nível de relação direta com o Movimento de Resistência Islâmica – Hamas ou com a Jihad Islâmica Palestina. O Hamas rejeita fortemente a participação política no Knesset e não apoia qualquer iniciativa de composição de governo.

Em um comunicado de imprensa na noite da quarta-feira 2 de junho, o membro do Birô Político do Hamas, Izzat al-Rishq, declarou que o povo palestino não apoia nenhum governo sionista, e que alimenta esperanças apenas na “nossa valente resistência, para libertar todas as nossas terras palestinas ocupadas.”

A narrativa de que a Lista Árabe e seus integrantes são ligados ao Hamas, além da desonestidade intelectual, tem como objetivo confundir tanto a opinião pública israelense, quanto o movimento global de solidariedade pró-Palestina. Ao se associar a esse processo de formação de um novo governo de direita, a Lista Árabe age com o objetivo de ganhar benefícios para os seus integrantes e não para os árabes israelenses, que continuarão sendo tratados como cidadãos de segunda categoria pelos governos da ocupação sionista.

O Hamas não fez nenhuma declaração oficial ou se posicionou sobre a composição do novo Governo da entidade sionista. Simplesmente, porque a coalizão que está se formando para assumir o governo é composta por partidos da direita e centro-direita sionistas, incluindo o Ra’am. O pretenso novo premiê, Naftali Bennett, é tão ou mais radical de direita quanto Benjamin Netanyahu, no que se refere ao direito dos palestinos ao seu estado nacional soberano.

O entendimento é que essa alternância no comando sionista não trará nenhum benefício para o povo palestino. É mais do mesmo. A resistência continuará com o dedo no gatilho, porque a qualquer momento, seja Bennett ou Netanyahu, a entidade sionista desencadeará novas agressões com o objetivo de expandir a ocupação e negar os direitos do povo palestino ao seu Estado e o retorno dos refugiados. Por isso, o Hamas e as demais forças da resistência palestina continuarão lutando pelos direitos do povo, pela preservação dos locais sagrados, pela libertação dos presos políticos e pelo fim da ocupação em todos os territórios palestinos.

Outro ponto coincidente entre Netanyahu e Bennett, que causa preocupação, refere-se ao posicionamento a respeito dos aliados externos da resistência palestina, entre eles o Hezbollah, o Irã e a Síria. Ambos são capazes de uma aventura contra o Irã, por exemplo, com o único objetivo de mobilizar a os israelenses em torno dos seus objetivos de consagrar o projeto colonial e o apartheid na Palestina.

Mesmo sem vislumbrar mudança na composição do governo sionista, gostaríamos de salientar algumas mudanças no cenário interno e externo em Israel e na Palestina ocupada que podem sinalizar alterações principalmente na imagem de “bom mocismo” e na narrativa surrada do “direito legítimo de defesa” que Israel vem sustentando nas sete décadas de ocupação do território palestino.

O evidente fracasso militar e da inteligência da entidade sionista na recente agressão militar contra Gaza, a crescente impopularidade de Israel em todo o mundo, o fato de o Tribunal Penal Internacional ter iniciado inquérito sobre os crimes de guerra e de lesa-humanidade praticados contra a Faixa de Gaza desde 2014, se somam a recente decisão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, que aprovou a abertura de investigação sobre os abusos de Israel nos territórios palestinos ocupados, após os episódios criminosos de maio deste ano. Esses fatos demonstram que Israel dificilmente vencerá batalhas contra palestinos em qualquer terreno.

Estamos assistindo os esforços dos políticos sionistas de direita e centro-direita onde a incapacidade de firmarem um acordo para compor o governo de ocupação, evidenciam a inviabilidade histórica e civilizacional do estado judeu, essa aberração criada após a partilha ilegal e injusta da Palestina Histórica em 1947. Por outro lado, é notório o crescimento mundial do sentimento de que povo palestino tem o legítimo direito de existir e de resistir ao apartheid e a limpeza ética com todas as medidas e métodos possíveis, inclusive com os mísseis da resistência.

Sayid Marcos Tenório
Historiador, Vice-presidente do Instituto Brasil-Palestina (Ibraspal) e autor do livro Palestina: do mito da terra prometida à terra da resistência (Anita Garibaldi/Ibraspal, 2019). E-mail: sayid.tenorio@uol.com.br - Twitter: @HajjSayid

sábado, 15 de maio de 2021

NAKBA: o povo palestino continuará resistindo. Por Sayid Marcos Tenório - Portal Desacato


Por Sayid Marcos Tenório, para Desacato.info.


Estamos assistindo estarrecidos a escalada de violência, bombardeios com destruição e mortes por parte de Israel nos territórios palestinos ocupados. As agressões do ocupante sionista que vêm ocorrendo neste mês maio de 2021 é parte da Nakba, palavra árabe que significa tragédia, para designar os eventos sinistros que se sucederam após a fundação do chamado estado judeu de Israel, em 15 de maio de 1949.

Nos dias que se seguiram ao anúncio da criação do “Estado judeu”, mais de 700 mil palestinos foram expulsos de suas casas, mais de 200 vilarejos foram ocupados, saqueados e destruídos e inúmeras cidades esvaziadas.

Quando a primeira Nakba foi concluída pelas forças sionistas, o novo estado de Israel compreendia 78% da Palestina histórica, restando apenas a Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental e a Faixa de Gaza, que estavam sob o controle da Jordânia e do Egito, respectivamente. Na agressão de 1967, Israel avançou sobre os 22% restantes e a colonização começou logo em seguida e não parou mais e o seu objetivo final e? a completa desenraização e destruição da Palestina.

É gritante a simetria dos acontecimentos de 1948 com o que estamos assistindo atualmente na cidade sagrada de Jerusalém, onde colonos judeus-sionistas de extrema-direita, apoiados pelas forças militares da ocupação estão atacando o Bairro Sheikh Jarrah, e praticando invasões, saques, incendiando terras agrícolas, violência e apropriações ilegais de propriedades.

Uma das cenas mais dantescas foi a dos colonos judeus-sionistas racistas atacando e jogando bombas no interior da sala de oração lotada de palestinos na Mesquita Al-Aqsa, um local sagrado para mais de 2 bilhões de muçulmanos em todo o mundo e em pleno período do sagrado mês do Ramadã.

Nesta situação de permanente agressões, o povo palestino não tem escolha a não ser resistir a? ocupação e as investidas opressivas contra a terra palestina, seu povo, recursos e lugares sagrados. Porém, esperança dos palestinos na vitória cresce a cada agressão. Já é possível notar que o equilíbrio de forças mudou. Houve um dia em que o jovem palestino se defendia atirando pedras. Hoje, responde ao inimigo lançando mísseis de precisão, como o Ayyash 250-K, desenvolvidos e fabricados pela resistência graças a assistência do chamado eixo da resistência, frente de luta anti-imperialista formado pelo Irã, Hezbollah libanês, Síria e forças da resistência iraquiana.

Apesar das diferenças de condições militares com a enorme superioridade israelense, o inimigo sionista fica mais fraco a cada ano. Hoje sabe-se que o exército que se apresentava como um “exército nunca derrotado”, não passa de um exército que não verá mais a cor de vitória. Sobretudo após as experiências da Guerra dos 33 Dias no Líbano e das guerras recentes com enfrentamentos diretos da resistência em Gaza.

Como é notório, os crimes de Israel são acobertados pelos Estados Unidos, que lhes fornecem apoio político, dinheiro e armas para matar palestinos. Nos Estados Unidos entra governo e sai governo e a política em relação a Israel é sempre a mesma. Após as recentes agressões o “democrata” Joe Biden, como fiel representante do lobby judaico das armas e bancos, apressou-se em declarar que Israel tem o direito de se defender. Certamente sugerindo que os palestinos não têm o mesmo direito, porque para o imperialismo os palestinos não têm direito algum.


No entanto, e apesar das constantes agressões e violações de Israel e mesmo sabendo que resistir ao imperialismo e ao sionismo tem um elevado custo do ponto de vista humano, social e econômico, o povo palestino continua resistindo bravamente para proteger suas terras e seus ancestrais. A luta por Jerusalém será até a vitória definitiva, que é a conquista da Palestina Livre, do Rio ao Mar.

O povo palestino tem o direito legítimo de existir e de resistir a ocupação sionista, ao apartheid e a? limpeza ética, com todas as medidas e métodos possíveis. É legítima a reação da resistência de Gaza, tendo à frente o Movimento de Resistência Islâmica – HAMAS e a Jihad Islâmica diante das agressões de Israel. Essa reação nada mais é do que a aplicação prática da Carta das Nações Unidas e do direito internacional que asseguram os povos oprimidos reagir por todos os meios. Assim foi no Vietnam, assim está sendo na Palestina, na Síria, no Iraque e no Iêmen.

O respeito a? justiça exige que se cumpra com o direito ao Estado palestino totalmente soberano e independente, com Jerusalém sua capital eterna e ecumênica. Só haverá paz quando estes preceitos forem atendidos, com o direito de regresso dos refugiados, a compensação e a permanência de todos na terra palestina, pondo fim a doença do sionismo que ceifou a vida, as terras, as casas e os sonhos de milhões de homens e mulheres na Palestina.

Seria louvável que as pessoas que se manifestaram estarrecidas nas redes sociais com os crimes de ódio racista nos Estados Unidos e as manifestações do

"Black Lives Matter"
(Vidas Negras Importam), e igualmente com a deplorável operação policial na Favela do Jacarezinho, que resultou no assassinato de 28 pessoas, observassem as muitas semelhanças entre o cotidiano das favelas do Rio de Janeiro com a Palestina, por exemplo, na forma dos assassinatos, nas escolas fechadas, no desemprego, no medo, nas invasões e demolições de casas, na negação do direito de ir e vir, além de tantos outros problemas.


Sayid Marcos Tenório é historiador e Vice-presidente do Instituto Brasil-Palestina (IBRASPAL). É autor do livro Palestina: do mito da terra prometida à terra da resistência (Anita Garibaldi/Ibraspal, 2019)



quarta-feira, 10 de março de 2021

Crianças Palestinas de 8 a 12 anos presas pelo Exército de Israel por coletar verduras

 

sábado, 2 de julho de 2016

Día Al-Quds, la jornada mundial de denúncia a la ocupación Palestina - Hispan TV


Día Al-Quds, la voz de los oprimidos contra los opresores







Día de Al-Quds, la voz de los oprimidos contra los opresores


Hoy, más que nunca, el Día de Al Quds es un acontecimiento, reconocido como una fecha internacional en la que todo el mundo sale a las calles para defender a palestinos.

En este artículo pretendemos repasar el origen de la ocupación israelí, el nombramiento del Día Al Quds y su importancia.

Israel ocupa Palestina

El 2 de noviembre de 1917, el secretario de Relaciones Exteriores británico, Arthur James Balfour, publicó una declaración favorable a la creación de un hogar para los judíos dentro de los territorios de Palestina. Solo un año después, en 1918, el Reino Unido ocupó Palestina y entre 1919 y 1923, unos 35 mil judíos emigraron hacia allí. También, entre 1932 y 1935, otros ciento cuarenta y cinco entraron ilegalmente, con apoyo del Gobierno británico. La ola migratoria fue tal que el censo realizado en 1938 mostró un aumento del 30 por ciento en la población judía en esos territorios.

La situación continuó avanzando, al punto de que, en 1945, en un acto coordinado con Washington, Londres envió otros cien mil judíos desde Europa y EE.UU. a Palestina y, en ese año, la población judía conformaba ya el 32.9 por ciento de los residentes del país árabe. En 1948, los judíos saquearon las tierras de los palestinos y motivaron la migración de cientos de miles de ellos. En estas circunstancias, el Reino Unido dejó el Mandato de la Sociedad de Naciones sobre Palestina y el entonces premier israelí, David Ben-Gurión, declaró la independencia de su régimen dentro de los territorios palestinos.

Día de Al Quds, no a la represión

Los palestinos no toleraron la ocupación de sus tierras y desde el inicio de la usurpación israelí comenzaron a luchar para recuperar lo que les pertenecía. No obstante, el régimen israelí, que contaba y aún cuenta con el apoyo de las superpotencias, especialmente EEUU y Francia, recurrió a la presión y la guerra para socavar la voz palestina. Hasta 1979 pasaban ya unos treinta años de lucha por la supervivencia ante las balas y las bombas que mataban a sus hijos, ante los alambres de púa y los desplazamientos, ante las conspiraciones que querían que Palestina dejara de ser lo que es.

En estas circunstancias, y mientras el régimen israelí atacaba el sur de El Líbano, se había establecido un sistema islámico en Irán, cuyos principios se basan en la lucha contra la opresión y en la defensa de los oprimidos. Por esta razón, en agosto de 1979, el fundador de la República Islámica, el Imam Jomeini (que en paz descanse), quien consideraba al régimen israelí como un elemento usurpador que pretendía dominar los territorios palestinos, denominó el último viernes del sagrado mes de Ramadán como el Día de Al-Quds.

"El Día de Al-Quds es una jornada en la que tienen que esforzarse y esforzarnos para salvar Al-Quds", declaró el Imam Jomeini (P). Desde entonces, el último viernes de cada Ramadán, el alma de Palestina hace del mundo musulmán un solo cuerpo y una sola voz que grita ante la opresión.

De hecho, esa jornada no se limita solo a Al-Quds. Es también el día del enfrentamiento contra los opresores. Si bien, el Imam Jomeini determinó esa fecha en 1979, ahora, más de tres décadas después, no solo los países musulmanes la conmemoran, sino también aquellos no musulmanes. Porque Palestina es el símbolo de los oprimidos, atrapados en las garras de los opresores, y Al-Quds es el de la rebelión ante el opresor.

En ese día, Palestina se convierte en el centro del mundo. Cada año se incrementa el número de ciudades en las que confluyen mareas humanas a favor de Palestina. Blanco o negro, musulmán, cristiano o judío, basta ser humano para levantar la voz. Todos expresan su repudio a Israel, a sus bombas, a su bloqueo de odio contra Gaza, a su vergonzoso muro de separación, repudian sus asentamientos ilegales y el robo de las tierras palestinas.

Israel tiene un plan: ocupar toda Palestina y judaizar su corazón, Al-Quds. Una afirmación que se evidencia en las palabras de su premier, Benyamin Netanyahu: "No regresaremos a una ciudad [Jerusalén] dividida, desgarrada, una ciudad con cercas de alambres de púa y francotiradores en sus murallas".

El régimen israelí, en varias ocasiones, ha atacado el pueblo oprimido de Palestina en la Franja de Gaza. Un pueblo que se encuentra en la mayor cárcel del mundo, donde ni siquiera puede acceder a medicamentos o materiales para reconstruir sus casas arruinadas por las guerras israelíes.

Incluso el régimen de Israel está intensificando su cerco a Gaza para continuar su proyecto de construir un muro subterráneo de hormigón en torno a los más de 96 kilómetros de límites de la asediada Franja.

Unos crímenes que, además de violar las leyes internacionales, provocan el odio hacia sus autores, por lo que no resulta extraño que, hoy en día, no sean solo los musulmanes quienes celebren el Día de Al-Quds, sino también todos los pueblos de otras religiones del mundo.

Muestra de ello es la creciente ola de a favor del boicot a productos israelíes, tanto en Europa como en Latinoamérica. Una iniciativa de grupos pro palestinos que, solo en 2015, causó pérdidas superiores a los 31 mil millones de dólares para el régimen israelí. En este sentido, el secretario general del partido de la Iniciativa Nacional Palestina, Mustafa Barghouti, saludó la decisión del Consejo de Derechos Humanos de las Naciones Unidas (CDHNU) de hacer una lista negra de compañías israelíes e internacionales que operan directa o indirectamente en los asentamientos ilegales israelíes de Cisjordania, en Al-Quds (Jerusalén) y en el Golán, una iniciativa que está dando fruto y a la que cada día más países se incorporan.

Cabe destacar que en la actualidad, desde Francia, Holanda, Italia, el Reino Unido, hasta los países de América Latina, además de otros Oriente Medio se han incorporado al Movimiento de Desinversión y Sanciones (BDS) que está despertando la conciencia del mundo sobre las atrocidades del régimen contra los palestinos.

Otro de los eventos que presiona y aísla al régimen de Tel Aviv, es la ola de reconocimiento de ese pueblo como un Estado. La gran mayoría de los países del mundo ya lo han hecho. En Europa, Suecia se convirtió el 30 de octubre de 2014 en el primer país de la Unión Europea (UE), casi 67 años después de la ocupación del país árabe por el régimen israelí.

También, los Parlamentos de otros países de este continente, como el Reino Unido, España, Francia, Portugal, Irlanda y Bélgica han pedido a sus propios gobiernos seguir los pasos de Suecia, provocando así la ira de las autoridades del régimen de Tel Aviv.

Con todo lo expuesto, se puede destacar la importancia de eventos como el Día Al Quds, una iniciativa para concienciar a la opinión pública internacional acerca de los actos de represión y las violaciones de derechos humanos de algunos regímenes, en este caso el de Israel. Además, la conmemoración de tales fechas y eventos sirven para dar una voz a los pueblos oprimidos y aislar, aún más, a sus represores.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

De férias, com mais leveza, mas avaliando a conjuntura - Paulo Vinícius SIlva

Barbalha, Ceará, 27 de janeiro de 2015.


Negada, meu povo e minha pova, everibodi, é preciso ter nervo pra mudar o Brasil! Não dá para, em janeiro, nessa correlação de força nacional e internacional, entrar numa onda de desespero, prostração, um cornosentimento medonho!!!

O que eu tô vendo é outras coisas, vamo lá:
1- já é o segundo cadáver em véspera de eleição no Cone Sul, para instabilizar gravemente a eleição e jogar "culpa" sobre a candidata do povo. A Páscoa tá chegando, se acreditasse nessas coisas, tava esperando o ovo da páscoa do coelhinho.

2- Já é o segundo "atentado" numa cidade emblemática, sede de um eixo imperialista, com um presidente mais fraco que caldo de bila que se torna um potentado da luta pelo terrorismo, e graças a esses grupos que, sinceramente, não são apenas de gente doida, mas aquela gente doida especial que conta com a torcida vibrante do imperialismo. Como disse, cadê o meu ovo da Páscoa?

3 - Israel ligado indissoluvelmente aos dois episódios em momento de profundo isolamento político e diplomático.

4 - Obama é um menino bom, né? Vede: a) em ardilosa manobra com seus aliados sauditas (que queime nos quintos do inferno o tirano recentemente falecido), ataca gravemente as economias de Rússia e Venezuela. Em meio aos ataques midio-tucano-judiciais-financeiros contra a Petrobrás, dá duríssimo golpe contra o Pré-Sal. b) aproximação com Cuba é fruto de isolamento e inutilidade do bloqueio, e intento de neutralizar a liderança da Revolução interna e internacionalmente. Tolinhos: Fidel, Raúl, o Partido Comunista de Cuba, a CTC, a UJC, a FEU estão aí para o que der e vier. É um bom desafio, mas eu confio, e muito, na capacidade de Cuba o superar e sanar suas inúmeras dificuldades econômicas, esse sim um obstáculo gravíssimo ao prosseguimento da Revolução. c) com toda a fraseologia, Obama joga no colo dos republicanos toda a sua pauta positiva que posiciona os democratas na melhor posição: em favor dos latinos, que serão a maioria do eleitorado estadunidense. A maioria no Congresso, republicana, virou um tremendo abacaxi; d) Petróleo saudita barato e independência energética graças à areia de xisto, que legal pros EUA; e) continuam a armar terroristas, a CIA continua seus assassinatos pelo mundo, só que agora o cabra posa de "esquerda". Cenários bastante perigosos adiante;

5 - Vitórias de esquerda na Grécia com o Syriza ( e PC da Grécia cresceu em 25% sua bancada ) e possibilidades alvissareira na Espanha. Situação desesperadora na economia, não será fácil, nem retilíneo o caminho. Tenho esperanças, mas nem demonizo nem idolatro essas alternativas. Europa segue um caminho que já percorremos, ou não? Construção de frentes sociais e políticas amplas e heterogêneas de esquerda contra a tragédia neoliberal. Vai ter muita ida e vinda. O resultado dependerá da unidade do povo. O farol é a América Latina e a Ásia. Apoiemos as mudanças, torçamos pela unidade dos povos grego e espanhol e esperemos que isso jogue muita areia na empada neoliberal da União Europeia que, não é à toa, mandou a "austeridade" para as cucuia, liberando o crédito pelo BCE, já que o esquema do Quantitative Easing, as emissões para tapar os buracos da especulação, deram tão certo. Também não é à toa à "guerra ao terrorismo 2, nous sommes hipocrites". Ora, não é apenas guerra de mentira, e restrição democrática, militarização, carta branca para os arapongas e uma força descomunal para a extrema direita.

6 - No Brasil, as centrais sindicais recuperam condições de unidade e tem uma postura correta e firme diante das vacilações da DIlminha. Isso é ótimo, cria condições para a pressão justa que impeça barbeiragems. Diminui as ilusões com as iniciativas do Executivo, para que o povo assuma seu papel, que não é de espectador, mas de ator central das mudanças. Também não devemos entrar nessa lógica do cornosentimento "fui traído, buáááá´", isso é besteira. É a classe média que tem essa visão da pureza e da retidão a todo preço, isso é uma abstração, o Brasil é mais complexo, temos de jogar o jogo, galera, governo em disputa, lembra? E lembram que a gente ganhou, mas a direita se fortaleceu? Então!!! Calma, meu povo! Não à abertura do Capital da Caixa! Nenhum direito a menos!!! É isso mesmo. Mas, jogar Dilminha pro lado de lá em janeiro, Ave, Maria. Camomila e pressão e luta política, e construção de unidade, isso sim!!!

7- Lula está lépido e fagueiro circulando com o povo, excelente notícia. O que emos de levar adiante é a grande UNIDADE POPULAR. Partidos de esquerda, movimentos sociais, sindicais, juvenis, para que exista uma frente orgânica, e não apenas eleitoral. Um programa de reformas avançado, e não uma permanente briga por pedaços de pautas específicas. Para mim, essa é a questão central, e as bandeiras na crista da onda são, além da defesa do crescimento e do emprego e dos direitos, a REFORMA CONTRA A MONOPOLIZAÇÃO DA MÍDIA e a implantação imediata da PROIBIÇÃO DO FINANCIAMENTO PRIVADO, sob o boicote do Ministro Gilmar Mendes.

8 - O Brasil é grande e nosso povo é talentoso e de luta, havemos de encontrar os caminhos. As palavras centrais continuam sendo Soberania, Democracia, DESENVOLVIMENTO, DIREITOS! Vamos por aí, disputar o rumo do grande, para que os neolibelês não matem nossa economia a pauladas, como a uma ratazana prenha. Temos de unir-nos por uma pauta econômica que vença esse momento de tergiversação, confusões, adversidades e falta de clareza sobre o futuro imediato da nossa economia. Mas, convenhamos, cadê a nossa agenda econômica para agora, para o já? Como reunir forças, e não apenas dos trabalhadores, mas também na indústria, no campo, na academia, para a disputa do projeto e desenvolvimento???

9 - O PCdoB há de contribuir muito, e precisa, sobretudo, apoiar uma maior e mais orgânica unidade de esquerda. Grandes esperanças no Maranhão e na C&T não podem eludir as imensas responsabilidades e obstáculos, sobretudo vinculados à nossa capacidade de diálogo, de construção de frentes e de implementação de ações para o DESENVOLVIMENTO. Espetacular o momento que se abre para o PCdoB, ainda mais com dois camaradas como Dino e Aldo Rebelo. Isso tudo nos exigirá mais clareza, organização e sagacidade política. Bem vinda a nossa Conferência. Não devemos, apenas apoiar o PT. É preciso apoiar, criticar, jogar o jogo, e construir uma grande frente que una democratas, patriotas e a esquerda. O Glorioso partido dos mártires, sua juventude, intelectuais, trabalhadores tem muito a ajudar, e não será apenas no grito, mas naquilo que o Partido tem de mais nobre: a política. Complexa, como é o Brasil, clara, mas cheia de mediações, e deve ser ponte para essa grande unidade. Sem uma grande UNIDADE POPULAR o Brasil não avançará mais do que até aqui chegamos, esse eterno meio barro, meio tijolo. Só com amplas massas envolvidas, com um caminho mais claro, poderemos avançar, e foi assim que se avançou por toda a parte. Mudar o Brasil, superar o neoliberalismo, abrir uma nova quadra para nossa pátria, não será tarefa de um presidente(a), ou de um partido, necessariamente é tarefa para milhões, e só pode ser levada a cabo com o concurso dessa preciosidade, a militância. Mas tá todo mundo inquieto, e meio descacorçoado. Temos de ter clareza e mobilização, mas também há que ter nervo. Complexo de corno não serve pra nada nem em casamento, avalie em política, só pra errar. Clareza, unidade, mobilização, certas estão as centrais sindicais, e me dá grande esperança ver tanta sintonia entre a CTB e a CUT, grandes esperanças.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Ali Khamenei:"confrontar o Estado Islâmico, denunciar o Império da Arrogância e armar a Palestina” - 11/2014 - Oriente Mídia

Oriente Mídia 
25/11/2014, Sayed Ali Khamenei, Guia Supremo da República Islâmica do Irã no Congresso Internacional sobre movimentos extremistas e takfiris
Enviado por Sayed Hasan e traduzido do inglês pelo pessoal da Vila Vudu
Excerto: “As três tarefas urgentes”  vídeo original
Versão original legendada em inglês a seguir:

[...] É nossa responsabilidade levar a bom termo algumas tarefas da mais alta importância. Durante esse Congresso de dois dias, os senhores, ilustres participantes, elaboraram e propuseram algumas soluções e especificaram certas responsabilidades. Cuidarei aqui de mencionar também duas ou três tarefas que não devem ser negligenciadas.
Primeira tarefa
Uma é que os teólogos do Islã têm de formar um movimento racional, global, de inteligência, que inclua todas as escolas islâmicas, que terá por objetivo cortar as raízes da corrente takfiri. Esse movimento não se deverá limitar a algumas escolas de pensamento [islâmicas]. Todas as correntes do Islã que creiam nessa religião e a considerem bem-vinda e a vejam com generosidade partilham esse responsabilidade. Todos os sábios do Islã devem lançar um grande movimento intelectual.
[O Estado Islâmico] entrou em cena sob a falsa pretensão de seguir “os piedosos predecessores” [al-Salafu al-Saleh]. Temos de demonstrar e provar que os piedosos predecessores sempre se opuseram radicalmente aos atos que eles perpetram e ao movimento que eles lançaram. Deve-se fazer isso recorrendo à linguagem da religião, do saber e da razão.
É vosso dever salvar os mais jovens. Muitos se deixam influenciar por esses pensamentos desviantes e desorientados. Esses infelizes supõem que estejam realizando boas ações. São a encarnação dos santos versos do Corão: “Quereis que vos inteire de quem são os mais desmerecedores, por suas obras? São aqueles cujos esforços se desvaneceram na vida terrena, não obstante crerem haver praticado o bem”. [Alcorão, 18, 103-104].
São a encarnação desses versos corânicos. Pensam, errados, que combatem na trilha de Deus. São os que dirão a Deus, no Dia do Julgamento Final: “Ó Senhor nosso, em verdade, obedecíamos aos nossos chefes, os quais nos desviaram da (verdadeira) senda. Ó Senhor nosso, redobra-lhes o castigo e amaldiçoa-os reiteradamente!”. [Alcorão, 33, 67-68].
[Os que combatem pelo Estado Islâmico] são esses miseráveis. Os que assassinaram um grande sábio na mesquita de Damasco são também desses. Os que decapitaram muçulmanos acusando-os de apostasia são também desses. Os que fazem correr, em atentados, o sangue de inocentes no Paquistão, no Afeganistão, em Bagdá e em diferentes vilas do Iraque, Síria, Líbano são dos que gemerão no Dia do Juízo Final: “Oh, Senhor, nos seguimos nossos chefes que nos desviaram da (verdadeira)senda. Castiga-os, Senhor, com duplo castigo”.
Em outro ponto do Santo Alcorão, Deus diz [aos que lhe pedem que duplique o castigo infernal] “o dobro será para todos” [Alcorão, 7, 38]. Todos vocês serão castigados, ao mesmo tempo os chefes e guias e os guiados. “Por certo que é real a disputa dos réprobos!”. [Alcorão, 38, 64]
Nesse dia, esses todos estarão em campos opostos e se enfrentarão. Por isso é necessário salvá-los [dessa provação]. Os jovens têm de ser salvos e essa é a responsabilidade dos sábios, porque eles estão em contato, ao mesmo tempo, com os intelectuais e com as massas. É necessário que se esforcem para salvar os mais jovens. Deus, o Altíssimo, interrogará os sábios no Último Dia: “O que fizeste?” É imperioso que os sábios ajam [desde já]. Essa é uma primeira tarefa imediata.
A segunda tarefa
A segunda tarefa extremamente urgente que tem de ser executada é chamar a atenção e destacar sempre o papel dos políticos arrogantes dos EUA e da Inglaterra.
O papel deles tem de ser destacado e explicado. Cada pessoa do mundo muçulmano deve conhecer o papel e a responsabilidade dos políticos dos EUA em tudo que tenha a ver com o Estado Islâmico.
Todos devem conhecer o papel dos serviços secretos norte-americanos, britânicos e do regime sionista, em todos os atos do movimento takfiri. Todo o mundo deve saber que o Estado Islâmico trabalha para eles; que o complô foi fomentado pela Arrogância [o Imperialismo Ocidental] e que essas correntestakfiris são ajudadas e financiadas por aquelas potências.
O Estado Islâmico recebe dinheiro dos regimes fantoches da região. São esses regimes fantoches que lhes fornecem dinheiro, mas o complô é fomentado pelo Imperialismo Ocidental, a Arrogância, e o resultado é, principalmente, que destroem esses infelizes jovens takfiris. Estão criando problemas sem precedentes para o mundo do Islã. E aí está a segunda tarefa a ser cumprida completamente, imediatamente.
A terceira tarefa
A terceira tarefa absolutamente inadiável é ocupar-se, como prioridade, da causa palestina. Não permitam que a causa da Palestina, da Santa Al-Qods (Jerusalém) e da Mesquita Al-Aqsa seja apagada e caia no esquecimento. Isso, precisamente, é o que eles desejam: querem que o mundo islâmico esqueça a causa palestina.
Já viram que, recentemente, o regime sionista declarou que a Palestina seria estado judeu. O regime sionista anunciou que a Palestina seria estado judeu. É o que sempre tentaram, já faz muito tempo.
Agora, apenas o declararam abertamente. Aproveitando-se da ignorância e da apatia do mundo muçulmano, das massas, das populações dos países muçulmanos, depois de ter ocupado a Santa Al-Qods (Jerusalém) e a Mesquita Al-Aqsa, o regime sionista continua a enfraquecer os palestinos, o mais que consiga.
Temos de nos manter vigilantes. Todos os povos devem exigir de seus governos que assumam, como deles, a causa palestina. Os mestres e sábios do Islã devem exigir dos governos que assumam, como deles, a causa palestina, que a abracem, que se envolvam nela. Essa é responsabilidade de importância capital.
Agradecemos a Deus que, na República Islâmica do Irã, o governo e o povo partilham esse princípio. Desde o início, o governo da República Islâmica e nosso generoso Imã [Khomeini] anunciaram e estimularam a política de apoio à Palestina e de hostilidade declarada contra o regime sionista. Essa política continua mantida até hoje. São já 35 anos que vimos mantendo essa linha de conduta, e nosso povo mantém a mesma política com entusiasmo e com adesão plena.
Vez ou outra, alguns dos nossos jovens, cujas demandas não são plenamente satisfeitas nesse campo, escrevem para mim e pedem insistentemente: “Permita que partamos, para lutar contra o regime sionista nas linhas de frente!”. Nosso povo deseja ardentemente combater contra o regime sionista, e a República Islâmica também manifestou seu compromisso com essa luta.
Pela Graça de Deus e Sua Misericórdia, ultrapassamos as barreiras e as lutas sectárias e em torno de questões de doutrina.
Ajudamos o Hezbollah libanês, que é grupo de xiitas, assim como ajudamos o Hamas e a Jihad Islâmica, sunitas. E continuaremos a ajudá-los. Nunca nos deixamos capturar por barreiras sectárias. Jamais demarcamos qualquer diferença entre xiitas, sunitas, hanafitas, hanbalitas, xafitas ou zaidis [escolas do Islã]. Mantivemos nossos olhos focados no nosso objetivo principal e oferecemos nossa ajuda.
Conseguimos reforçar os contingentes de nossos irmãos palestinos em Gaza e, pela Graça de Deus, continuaremos a fazê-lo. Já anunciei, e sem dúvida será feito conforme foi anunciado, que a Cisjordânia tem de ser armada, como Gaza, e preparar-se para se autodefender também militarmente.
http://redecastorphoto.blogspot.com.br/2014/12/ali-khamenei-muculmanos-devem.html

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

US senator filibusters live coverage of powerful Palestinian testimonies - The Electronic Intifada






The Electronic Intifada

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CSPAN cut from Tariq Abukhdeir’s live, moving testimony of Israeli abuse in Jerusalem to cover Barbara Boxer’s incoherent pro-Israel rant to a mostly empty Senate chamber. (screenshot)
On Friday, fifteen-year-old Tariq Abukhdeir spoke at a hearing on Capitol Hill about the brutal beating he endured at the hands of Israeli police in early July.
The purpose of the hearing was to address Israeli impunity and US complicity in crimes against Palestinians. Tariq was one of six panelists to address the room, which was overflowing with congressional staffers.
Moderated by author and campaigner Josh Ruebner, other panelists included Tariq’s mother, Suha Abu Abukhdeir; Hassan Shibly of the Council on American-Islamic Relations, Florida chapter; Sunjeev Bery from Amnesty International; Brad Parker from Defence for Children International and Palestinian author Laila El-Haddad.
Though he was just one of six speakers, Tariq’s testimony was especially powerful as he relayed to the audience the horrors and discrimination he witnessed and experienced as a Palestinian-American child visiting his ancestral homeland.
But just as Tariq started to detail the Israeli beating that left him unconscious and unrecognizable, CSPAN 2, which was broadcasting the hearing live, cut to the Senate floor.
You can watch the whole thing back on CSPAN’s website. The cut from Tariq to Boxer occurs soon after time code 03:30.

Suppressing Palestinian voices

Tariq began his testimony by describing the widespread violence Israeli soldiers inflicted on his neighborhood in occupied East Jerusalem after his cousin and best friend, sixteen-year-old Muhammad Abu Khudair, was kidnapped and burned alive by Jewish vigilantes who were incited to violence by Israeli leaders following the murder of three Israeli teens hitchhiking from an illegal settlement in the West Bank.
Tariq and several of his cousins watched from an alley, Tariq explained, as Israeli soldiers shot rubber bullets at protesters. Eventually the soldiers were attacking in Tariq’s direction, prompting a terrified Tariq to run. After he jumped a fence and tripped, “the Israeli police grabbed me from behind, slammed my face into the floor, zip-tied my hands behind my back and started to kick me and punch me in the face and in the ribs,” recounted Tariq.
For those tuning into CSPAN, this was the last they heard from Tariq, whose speech was suddenly replaced by Democratic Senator Barbara Boxer from California on the Senate floor agitating for greater support for Israel to a mostly empty room as most most elected representatives had departed that day for a five-week recess.
CSPAN told the The Electronic Intifada that the channel is required to cut to the Senate floor when an elected official is speaking.
Boxer’s office did not respond to calls asking if the senator was aware that the hearing was taking place. However, organizers collecting names of congressional staffers in attendance told The Electronic Intifada that an intern from Boxer’s office tried to get into the hearing but left because there was no space, suggesting Boxer knew she was interrupting the hearing.

Israeli talking points

Boxer spent the next fifteen minutes spewing semi-coherent platitudes about Israeli victimhood. “We all know that our ally Israel is in a fight for its survival because a terrorist group, so named by the United States and Europe, is at war with Israel right now,” Boxer declared.
In what seemed like a transparent attempt to counter Tariq’s narrative, Boxer added, “we remember how it all started with the kidnapping of three Israeli boys and their torture and their death and a mosque praised that. Tragically there was a revenge killing and the Israeli government arrested the Israelis responsible for that and they are going to face justice while Hamas praises, praises what happened.”
As usual, reality tells a much different story.
Even Israeli officials openly admit that Hamas was not responsible for the kidnapping or the murder of the three Israeli teens, whose disappearance was used by the Israeli government as a pretext to rampage through the West Bank, ransacking homes and arresting hundreds of people under the guise of a rescue mission for three boys that authorities knew had been killed hours after they were reported missing.
Boxer also championed the lie that Hamas broke the ceasefire that same Friday morning by capturing an Israeli soldier.
It has since been revealed that the Israelis broke the ceasefire and subsequently carpet bombed Rafah with the stated aim of killing an Israeli soldier because the Israeli army suspected he had been captured — a procedure known as the Hannibal Directive. In an attempt to kill their own soldier, the Israeli army slaughtered more than 150 Palestinians across Rafah, which has sustained incalculable damage.
As Boxer continued to spew Israeli talking points, the reason for her tirade on the Senate floor became increasingly unclear. One moment she was blaming Hamas for violating that morning’s ceasefire and the next she was urging the Senate to allow Israel to participate in the US Visa Waiver Program.
At the end of Boxer’s rant, CSPAN cut back to the hearing in time to catch Suha Abukhdeir’s closing remark: “The life of a Palestinian in Gaza should be valued as much as the life of any human being.”
Next at the podium was CAIR Florida’s Hassan Shibly, who said, “As an American attorney, what happened to Tariq Abukhdeir at the hands of a nation that claims to be a democracy and claims to be an ally of the United States and —” That’s as far as Shibly got before he was replaced by live footage of Boxer once again on the Senate floor. This time Boxer was joined by Democratic Senator Harry Reid from Nevada. The two interrupted the remainder of the hearing discussing various pieces of legislation that can’t even be voted on until the Senate reconvenes in September.
Given the choke-hold pro-Israel lobbying organizations like AIPAC have on US elected officials, it is plausible Boxer’s maneuvering was orchestrated to suppress the reach of an open and honest conversation about Israeli criminality, much like US President Lyndon Johnson called an impromptu press conference to interrupt televised coverage of former sharecropper and civil rights activist Fannie Lou Hamer’s moving testimony at the 1964 Democratic National Convention.

Palestinian voices are a threat

The pro-Israel community has every reason to worry about the airing of Palestinian voices like Tariq’s, Suha’s and Laila El-Haddad’s.
Their experiences are undeniable proof of the supremacist ideology that governs Israeli society and subjugates Palestinians, even those who hold American passports. Indeed, it is because Tariq is American that his story is so powerful.
In the United States, he is afforded basic rights that he was violently denied in occupied Palestine simply because he is Palestinian, a paradox that shatters the myth of Israel as a democratic state.

A family under attack

“The Palestinian people, they don’t have rights,” said Tariq at the hearing. “When I visited over there, I actually forgot that I had freedom. And for my cousins, I really wish that they had the same freedoms that I have living in America.”
Tariq later explained to The Electronic Intifada that his cousins and friends who were beaten and arrested alongside him in early July are still languishing in Israeli jails.
One cousin in particular, Mahmoud, is Tariq’s closest friend and was beaten and arrested while trying to help Tariq.
“Mahmoud is 15 and a half like me,” Tariq told The Electronic Intifada. “Him and Muhammad [Abu Khudair], God rest his soul, were my first two friends that I made in Palestine. I hung out with Mahmoud and Muhammad every day.”
Hours after learning that their best friend was forced to drink gasoline and burned alive, Tariq and Mahmoud were chased and tackled by Israeli police as part of the Israeli government’s ongoing war on Muhammad Abu Khudair’s entire extended family in the Shuafat neighborhood of occupied East Jerusalem.
“Mahmoud got away but he came back to help me and got grabbed and punched and kicked, just like me,” recounted Tariq.
The arrest and terror campaign inflicted on the extended Abu Khudair family by the Israeli government has denied them an opportunity to truly mourn the loss of Muhammad.
“Tariq was not able to grieve his cousin’s death as a result of the beating Israeli police gave him that same day that his cousin was brutally murdered by Israeli extremists,” said Suha Abukhdeir. “Instead of the police protecting us they taunted us and told us that Muhammad was just the first to be killed and that 300 Palestinians would be killed for the three Israeli teenagers who were killed.”
It appears they made good on that promise in Gaza, where more than 1,800 Palestinians, overwhelmingly civilians, have been mercilessly slaughtered in one Israeli massacre after another.
Meanwhile, the Israeli government has intensified its attack on Tariq’s family.
“The day after I left Palestine, they arrested all the males in the house I was staying in, without any charges,” said Tariq, whose family home in occupied East Jerusalem was raided by Israeli police hours after he departed the country.

Another American teen in Israeli jail 

One panelist after another reminded the audience that the only exceptional things about Tariq’s beating were that it was caught on film, and he has an American passport. Otherwise, what happened to him is routine for Palestinian children living under Israeli occupation.
Perhaps the lack of video footage can help explain the ongoing imprisonment of fifteen-year-old Mohammed Abu Nie, an American citizen who is still in Israeli jail after he was arrested with Tariq in early July.
Tariq told The Electronic Intifada that he, Abu Nie and his cousin Mahmoud were together watching the protests when they were chased, tackled and arrested by Israeli police.
Abu Nie’s imprisonment was largely unheard of until the daily US State Department press briefing on 28 July.
In response to a question about the status of Abu Nie’s case, US State Department spokesperson Jennifer Psaki revealed that the American teen “was arrested on July 3rd during protests in the Shuafat neighborhood in East Jerusalem” and, like Tariq, stands accused of “rock-throwing, attacking police, carrying a knife, and leading protests,” all of which is untrue, according to Tariq, who insists they were only watching and not participating in the protests.
According to the State Department, Abu Nie has not seen his parents since the night he was detained and there are allegations that he has been beaten while in custody.
Psaki said that the US is “gravely concerned about the detention of an American citizen child” but is “calling for a speedy resolution” rather than Abu Nie’s release.

“My tax dollars killed my family”

Laila El-Haddad, a Gaza City native who lives in Columbia, Maryland, opened her speech with a soul-crushing statement.
“My tax dollars killed eight members of my family this morning,” said El-Haddad. She went on to list the names and ages of her slaughtered relatives, seven members of the El-Farra family. Among them were three children. Two of them were fleeing when they were killed by a second Israeli air strike.
El-Haddad proceeded to deliver a short and damning history lesson about the population that Israel has ghettoized in the Gaza Strip:
The reality is Gaza right now is being bombarded. It is completely blocked out, besieged and blockaded. This is a situation unheard of in modern history for a population that is already largely refugees, that is already besieged, that is already stateless to then be bombarded mercilessly with no intervention.
Gaza is roughly twice the size of Washington, DC, where we all sit today. It has a little over a million and half inhabitants, 1.7 going on 1.8. Most of those inhabitants are under the age of 18. Three-quarters of them are refugees, meaning they are not from the place they are compelled to live. They are from towns and villages, many of them depopulated, destroyed, ethnically cleansed by Zionist militias prior to 1948 and they sought refuge in Gaza and they were besieged in Gaza and they are not allowed to return to their native lands.
Thanks to Senator Boxer’s lengthy tirade, El-Haddad’s testimony did not air.
But at least one lawmaker heard her story.
Democratic Representative Keith Ellison of Minnesota — who recently issued a call in The Washington Post for an end to the crippling blockade on Gaza, a rare and risky move for any American politician — was the only elected official to attend the hearing.
Signifying a tiny but important crack in unwavering support for Israeli crimes among US elected officials, Ellison also made an appearance at an event featuring Tariq later that evening at Busboys and Poets, a DC restaurant that often serves as a progressive meeting spot.
“I’m embarrassed we haven’t done more,” he told the crowd that night.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Israel apara a grama - Mouin Rabbani, London Review of Books

 31/7/2014, Mouin Rabbani, London Review of Books, vol. 36, n. 15, p. 8 http://www.lrb.co.uk/v36/n15/mouin-rabbani/israel-mows-the-lawn

Em 2004, um ano antes de Israel retirar-se da Faixa de Gaza, Dov Weissglass, eminência parda de Ariel Sharon, explicou o objetivo da iniciativa, em entrevista ao jornal Haaretz:

“O significado do plano de desengajamento é congelar o processo de paz (…) e quando se congela aquele processo, impede-se o estabelecimento de um estado palestino, e impede-se que se discuta a questão dos refugiados, as fronteiras e Jerusalém. Efetivamente, todo esse pacote chamado o estado palestino, com tudo que implica, foi removido por prazo indefinido, de nossa agenda. E isso tudo com (...) as bênçãos do presidente dos EUA e a ratificação das duas casas do Congresso (...). O desengajamento é, de fato, formol. Fornece a quantidade necessária de formol para que não haja processo político algum com os palestinos.”

Em 2006, Weissglass era igualmente franco sobre a política de Israel para os 1,8 milhão de habitantes de Gaza: “A ideia é pôr os palestinos em regime de restrição de comida, não matá-los de fome.” Não falava metaforicamente: soube-se depois que o ministério da Defesa de Israel havia feito pesquisa detalhada sobre como pôr em prática seu projeto, e chegou ao número limite de 2.279 calorias por pessoa por dia – cerca de 8% menos que cálculo anterior, porque a equipe de pesquisa havia esquecido, da primeira vez, de considerar os fatores “cultura e experiência”, no cálculo para determinar as ‘linhas vermelhas’ nutricionais. Não foi exercício acadêmico. Depois de aplicar uma política de integração entre 1967 e o final da década dos 1980s, a política israelense deu uma guinada no rumo da separação durante os levantes de 1987-93, e da fragmentação durante os anos de Oslo. Para a Faixa de Gaza, área do tamanho da Grande Glasgow, essas mudanças implicaram gradual rompimento e separação do mundo exterior, com a entrada e saída de pessoas e bens para dentro e para fora do território já cada vez mais difíceis. Os parafusos foram sendo arrochados cada vez mais durante o levante de 2000-5, e em 2007 afinal a Faixa de Gaza foi efetivamente fechada para o mundo. Todas as exportações foram proibidas e só 131 caminhões de comida e alguns produtos essenciais podiam entrar, por dia. Israel também controlava rigorosamente que produtos podiam e não podiam ser importados. Itens proibidos incluíam papel A4, chocolate, coentro, lápis de cera, geleia, macarrão, xampu, sapatos e cadeiras de rodas. Em 2010, comentando essa degradação premeditada e sistemática do padrão de humanidade de uma população inteira, David Cameron disse que a Faixa de Gaza era um ‘campo de concentração de prisioneiros’ e – pela primeira vez – não suavizou a avaliação acrescentando-lhe um comentário sobre o direito de os carrascos defenderem-se contra o ‘perigo’ que seus prisioneiros e vítimas representariam. Tem-se repetido que a razão pela qual Israel sempre torna cada vez mais violento o seu regime de castigo coletivo seria derrubar o Hamás, que chegou ao poder em 2007, em Gaza. É só, uma mentira a mais. Remover o Hamás do poder é objetivo dos EUA e da União Europeia desde o dia em que o movimento venceu as eleições parlamentares de 2006; e os esforços combinados daquelas forças para derrubar o Hamás do poder ajudou a preparar o cenário para que Israel se dedicasse a aprofundar o cisma palestino. A agenda de Israel é bem outra. Se quisesse pôr fim ao poder do Hamás, já o teria feita e até bem facilmente, sobretudo antes, enquanto o Hamás ainda consolidava seu controle sobre Gaza em 2007, a sem necessariamente reverter o desengajamento de 2005. Mas, não. Israel viu o cisma entre o Hamás e a Autoridade Palestina como uma oportunidade para aprofundar suas políticas de separação e fragmentação, e para aliviar a crescente pressão internacional para pôr fim a uma ocupação da Palestina que já durara meio século. Os ataques massivos de Israel contra a Faixa de Gaza em 2008-9 (Operação Chumbo Derretido) e em 2012 (Operação Pilar de Defesa), além dos incontáveis ataques individuais entre uma grande guerra e outra, foram,  nesse contexto, exercício para o que os militares israelenses chamaram de “aparar a grama”: enfraquecer o Hamás e ampliar os poderes ‘de contenção’ de Israel. Como o Relatório Goldstone de 2009 e outras investigações demonstraram, às vezes em detalhes horrivelmente dolorosos, a ‘grama’ é gente, pessoas, civis palestinos não combatentes, tomados como alvos humanos da artilharia indiscriminada dos israelenses. O atual ataque de Israel contra a Faixa de Gaza, que começou dia 6 de julho, com invasão também por terra iniciada dez dias depois, é mais uma ação na mesma agenda. As condições foram consideradas maduras no final de abril. Negociações que se arrastavam há nove meses começaram a parar quando o governo israelense não cumpriu o compromisso de libertar vários palestinos mantidos encarcerados desde antes dos Acordos de Oslo de 1993; e pararam, mesmo, quando Netanyahu anunciou que não mais negociaria com Mahmoud Abbas, ‘porque’ Abbas acabava de assinar acordo de reconciliação com o Hamás. Nessa ocasião, em atitude em tudo diversa da ‘normal’, o secretário de Estado dos EUA John Kerry explicitamente culpou Israel pelo rompimento das conversações. O enviado especial dos EUA, Martin Indyk, profissional lobbyista pró-Israel, também culpou o insaciável apetite de Israel por terras palestinas e pela expansão continuada das colônias, e demitiu-se. O desafio lançado contra Netanyahu foi bem claro. Se até os norte-americanos já estão dizendo ao mundo que Israel não tem qualquer interesse em paz, os mais diretamente investidos num acordo com vistas a uma solução de Dois Estados – como a União Europeia, que já começou a excluir entidades israelenses ativas nos Territórios Palestinos Ocupados, de participação em acordos bilaterais – podem começar a pensar em novos meios para empurrar Israel de volta para dentro das fronteiras de 1967. Negociações sobre coisa-alguma são planejadas para garantir cobertura política à odiosa política israelense de anexação. Agora que novamente fracassaram, o patrimônio estratégico que é a opinião pública norte-americana pode começar a perguntar-se por que o Congresso dos EUA é mais leal a Netanyahu que o Knesset israelense. Kerry trabalhou a valer para conseguir acordo amplo: pegou praticamente todas as exigências de Israel e enfiou-as pela goela abaixo de Abbas. Pois mesmo assim Netanyahu continuava a reclamar. Além de se recusar a especificar futuras fronteiras israelenses-palestinas durante os nove meses de negociação, os líderes israelenses levantaram tais acusações contra Washington, tão violentas – de encorajar o extremismo, socorrer terroristas –, que quase se poderia concluir que o Congresso dos EUA apoia o Hamás, não Israel! E ao custo de $3 bilhões anuais. Israel recebeu outro golpe dia 2 de junho, quando tomou posse um novo governo da Autoridade Palestina, depois do acordo de reconciliação de abril entre os partidos Hamás e Fatah. O Hamás apoiou o novo governo apesar de não receber postos no Gabinete e de a composição e o programa do governo serem virtualmente idênticos aos do governo anterior. Praticamente sem protesto dos islamistas, Abbas repetiu e proclamou que o governo aceitava as demandas do ‘Quarteto do Oriente Médio’: reconhecia Israel, renunciava à violência e aderia a acordos anteriores. Anunciou também que as forças de segurança na Cisjordânia continuariam a colaborar com Israel. Quando Washington e Bruxelas sinalizaram a intenção de cooperar com o novo governo, todos os sinais de alarme dispararam em Israel. O que Israel repetiu sempre, que os negociadores palestinos falam cada um só por si próprio – e que, por isso, nenhum acordo seria jamais cumprido –  começara a perder sentido: a liderança palestina não apenas podia dizer que representa a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, como, também, conseguira cooptar o Hamás para que apoiasse um acordo negociado para Dois Estados, quase, praticamente, no contexto de Oslo. Sem demora, começariam as pressões sobre Israel para que negociasse a sério com Abbas. O formol começava a evaporar. Nesse ponto, Netanyahu apropriou-se do desaparecimento, dia 12/6, de três israelenses jovens na Cisjordânia, como um afogado agarra-se a uma boa salva-vidas. Apesar das provas que recebeu das forças de segurança de Israel de que os três já estavam mortos, e não há até hoje prova alguma de que o Hamás tivesse tido qualquer envolvimento nesses eventos, Netanyahu imediatamente acusou diretamente o Hamás e, na sequência, lançou vasta campanha para “resgatar os reféns” em toda a Cisjordânia. Foi, de fato, operação de assalto e saque militar. Incluiu o assassinato de pelo menos seis palestinos, nenhum dos quais acusado de participação no desaparecimento dos três israelenses; prisões em massa, inclusive de deputados do Hamás e a recaptura de prisioneiros libertados em 2011; demolição de muitas casas e invasão e saque de outras; e variedade enorme de depredações do tipo que Israel elevou à posição de uma das belas artes ao longo de décadas de ocupação. Netanyahu desencadeou festival de fogos de artifício demagógicos contra todos os palestinos; o sequestro seguido de assassinato – foi queimado vivo – de um jovem palestino em Jerusalém não pode ser e não será separado dessa mesma campanha de incitamento ao ódio. Por sua parte, Abbas falhou mais uma vez e não se opôs à operação israelense; até ordenou que suas forças de segurança continuassem a cooperar com Israel na caçada ao Hamás. O acordo de reconciliação foi posto sob grave pressão. Na noite de 6/7, um ataque aéreo israelense resultou na morte de sete militantes do Hamás. O Hamás respondeu com fogo sustentado de foguetes que invadiram o centro do território israelense; e escalaram novamente depois que Israel lançou campanha de massacre massivo. Ao longo do último ano, o Hamás esteve sempre em posição precária: perdeu suas instalações em Damasco e o status preferencial de que gozava no Irã, efeito de o grupo ter-se recusado a declarar apoio ao regime sírio; e enfrentou níveis sem precedentes de hostilidade, pelo novo regime militar egípcio. A economia subterrânea dos túneis entre Egito e Gaza foi sistematicamente atacada pelos egípcios, e pela primeira vez desde que passou a controlar politicamente o território, em 2007, o Hamás não conseguiu pagar em dia os salários das dezenas de milhares de funcionários públicos. O acordo de reconciliação com o partido Fatah foi a tentativa de trocar o próprio programa político pela sobrevivência imediata: em troca de conceder a arena política a Abbas, o Hamás conservaria o governo da Faixa de Gaza, com seus funcionários incluídos na folha de pagamentos da Autoridade Palestina e a passagem de fronteira com o Egito reaberta. No evento, a troca que o Hamás esperava ver realizada não aconteceu; e, segundo Nathan Thrall do International Crisis Group, “a vida em Gaza piorou”. “A escalada real”, Thrall escreveu, “é resultado direto de Israel e o Ocidente terem-se oposto à implementação do acordo de reconciliação entre os palestinos, de abril de 2014”. Ou, dito de outro modo: os que, dentro do Hamás, viram a crise como uma oportunidade para pôr fim ao governo de Weissglass, passaram a controlar o partido. Até agora, parecem ter com eles a maioria da população – porque preferem morrer sob fogo dos F-16, do que morrer mergulhados em formol. Ante o coral de uivos hipócritas – que dessa vez incluem os guinchos de um acovardado Cameron – sobre um ‘direito de autodefesa’ que caberia a Israel, e ante a absoluta negação aos palestinos do mesmo direito, com muita frequência se deixa passar sem ver o ponto fundamental: que o ataque israelense contra os palestinos é ilegítimo. Como argumentou com muita pertinência o advogado Noura Erakat, “Israel não tem qualquer direito de autodefesa, nos termos da lei internacional, contra território palestino ocupado.”  O argumento de Israel, de que já não estaria ocupando a Faixa de Gaza, foi descartado por Lisa Hajjar, da Universidade da Califórnia, como uma autoemitida “licença para matar”. Mais uma vez, Israel está “aparando a grama” em total impunidade, assassinando civis não combatentes e destruindo infraestrutura civil. Dada a afirmativa repetida dos israelenses de que usam as armas mais precisas disponíveis e miram atentamente os alvos, é impossível não concluir que os assassinatos são deliberadamente mirados. Segundo agências da ONU, mais de ¾ dos mais de 260 palestinos mortos até agora são civis, e mais de ¼ desses são crianças. A maioria foi ‘mirada’ e morta dentro das próprias casas: não podem ser apresentados como ‘dano colateral’, seja qual for a definição dessa expressão. Claro que os militantes palestinos miram cruelmente os centros israelenses mais populosos, embora seus ataques só tenham produzido uma única morte: um israelense que oferecia doces a soldados que pulverizavam a Faixa de Gaza. A ONG Human Rights Watch  criticou os dois lados, sim. Mas só acusou os palestinos por crimes de guerra. *****

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