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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

RESOLUÇÃO DA I PLENÁRIA NACIONAL DA JUVENTUDE DA CTB

Soberania, trabalho e educação contra a crise

Somos jovens, e vemos preocupados a crise capitalista avançar pelo planeta. O Brasil deve enfrentá-la com uma aposta em seu povo e juventude, fortalecendo o mercado interno, a integração latino-americana e com os países do Sul. Avançar na Educação, combater o desemprego juvenil, apoiar o campo, investir nas periferias e zonas rurais dependem de um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento que valorize o trabalho. Não nos contentamos em disputar a periferia do orçamento, é preciso romper com a ditadura do capital financeiro e dos barões da mídia: reduzir os juros e o superávit primário, defender-nos contra a especulação cambial e democratizar a mídia.

Tais são as causas estruturais de uma realidade inaceitável, em que a juventude compõe a maioria da PEA e vive os piores indicadores sociais, vítima da precarização do trabalho, da terceirização, do desemprego endêmico. É preciso assegurar os direitos da juventude ingressar qualificada no mercado de trabalho e seguir a estudar para que ela seja a fortaleza de nosso projeto nacional soberano.

Isso significa defender milhões de jovens pobres expulsos dos bancos de escola porque precisam trabalhar e enfrentar jornadas extensas. Jovens que assumem os cuidados e o sustento das suas famílias (em especial as mulheres), sobretudo nas periferias e no campo, sem qualquer apoio do Estado, privados pela necessidade do direito de decidir o seu futuro.

Por isso solidarizamo-nos com os(as) jovens que ocupam as praças no mundo árabe, na Europa, e nos Estados Unidos, contra a crise capitalista, que cobra dos trabalhadores(as) o preço da orgia financeira. Denunciamos as manobras do imperialismo, cuja repressão e a infiltração, apoiados pela imprensa oligopolista, e através da guerra quer impedir os povos de decidir seus destinos.

Essa luta ganha expressão em nosso país com o #OcupeBrasília na Esplanada dos Ministérios, mobilizado pela UNE, a UBES e a ANPG, e que conta com nosso apoio. Também lutamos pela aprovação do Estatuto da Juventude, por um novo Plano Nacional de Educação com 10% do PIB para a área, e pelo PL dos 50% do Fundo Social do Pré-Sal para a educação, Ciência e Tecnologia. Cada centavo para o povo é um a menos a alimentar o rentismo parasita.

O caminho é a mobilização e a pressão política

Aprofundar as mudanças exige enfrentar interesses e precisa de participação e mobilização. É decisiva a luta nas praças, ruas e locais de trabalho, como nas greves, uma pressão fundamental para não nos determos na democracia participativa. Como vimos no lançamento e na abertura da 2ª Conferência Nacional de Juventude, a representação da sociedade civil se resumiu a um membro do Conselho Nacional, ignorando as maiores organizações brasileiras, e sinalizando para o lugar que caberia à juventude na Conferência.

Apesar disso, a mobilização, a autonomia e a amplitude da juventude se impuseram, exigindo que as políticas públicas sejam pra valer, o que se expressa no orçamento. Saudamos as resoluções adotadas que, na maioria dos casos, são sinais de protagonismo, ousadia e unidade por aprofundar as mudanças. Será preciso muita luta para torná-las realidade!

Lutaremos pela Agenda Nacional do Trabalho Decente, para os(as) jovens integrarem educação e trabalho na sua vida, para o que o ensino técnico, articulado à educação formal, é indispensável. Lutaremos por investimento no campo e nas periferias. Somamo-nos às críticas contra a inoperância desde a I Conferência quanto ao extermínio da juventude negra. Lutamos por uma política de cultura para a juventude que assegure a meia para os estudantes, o vale-cultura para os trabalhadores e medidas ainda mais atrativas para a juventude que está fora do trabalho e da escola, e além disso, a juventude não quer apenas consumir cultura, como mostraram os Pontos de Cultura, que possibilitam o protagonismo da juventude e o acesso do campo e das periferias. E somos parte da grande unidade construída pela aprovação do Estatuto da Juventude.

A juventude trabalhadora exige condições iguais de salário e trabalho - em especial para as mulheres -, e o direito à participação no movimento sindical, ameaçado pelas patronais que visam a intimidar ou cooptar a juventude. Consideramos a luta das mulheres pelo empoderamento, contra o machismo e a violência uma dimensão fundamental da luta da juventude trabalhadora. Nosso coletivo passa a ter uma responsável para essa importante luta, que passa pelo próprio movimento sindical assegurar espaços para as crianças nas atividades deliberativas, para não reproduzir a exclusão feminina pela dupla ou tripla jornada.

Juventude da CTB convoca seu II Encontro Nacional para abril de 2013

A Juventude da CTB fortaleceu sua rede em 2011, e nesse caminho convoca seu 2º Encontro Nacional para abril de 2013. Pedimos ao movimento classista da CTB um apoio simples e concreto:
a) Criar a Secretaria de Jovens nos sindicatos e nas direções estaduais com vacância;
b) Encaminhar os contatos de jovens para a juventude da CTB;
c) Apoiar política e financeiramente os coletivos estaduais e nacional favorecendo a interação sindical juvenil dos estados.

Saudamos o ingresso das FETAG de Sergipe, São Paulo e Acre na CTB, e convidamos a juventude rural a ampliar sua força e integração na CTB. Também é nossa a luta por educação no campo, crédito, assistência técnica, acesso à terra, à cultura, ao lazer e ao esporte no campo. O Brasil precisa da sucessão rural e da modernização do campo, com reforma agrária, integração das diferentes formas de propriedade, respeito ao meio ambiente e valorização do trabalho assalariado no campo. São bandeiras da nossa soberania alimentar e nacional, contra os interesses do imperialismo, que cobiça a Amazônia e quer travar o desenvolvimento do Brasil.

Estamos fortalecidos para impulsionar a juventude trabalhadora no movimento sindical como espaço intergeracional que mescla experiência e renovação, ainda que seja a renovação o principal desafio dos experientes. A juventude é um caminho necessário para a CTB crescer ainda mais e ser referência para essa parcela com inegável representatividade. A burguesia disputa a juventude. O movimento sindical não pode vacilar em atrair milhões para a vocação da juventude trabalhadora: mudar o Brasil a favor das maiorias, para um futuro de democracia e direitos, um futuro socialista!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

CTB-MG lança Coletivo de Jovens Trabalhadores

CTB-MG lança Coletivo de Jovens Trabalhadores


28/04/2011

A CTB Minas fundou, na quarta-feira (27), o Coletivo de Jovens Trabalhadores e Trabalhadoras. Eles se reuniram no 2° encontro estadual, em Belo Horizonte. “Agora é trabalhar, ir para base e reunir o Coletivo”, comemora Juliana de Souza Matias, Secretária Estadual de Juventude. Ela informa que os 10 membros serão responsáveis por articular questões programáticas dentro dos sindicatos, além de agregar a temática da juventude ao universo sindical.

Os jovens entre 15 e 29 anos formam a maior parcela da População Economicamente Ativa brasileira, com 50 milhões de pessoas. Essa condição não lhes garante espécie alguma de hegemonia. Nesse esse grupo, estão concentrados os salários mais baixos e empregos de pouca qualificação. “Não é um problema específico, é uma questão central do Brasil. Não dá para ter um projeto de desenvolvimento sem incorporar a juventude”, explica Paulo Vinícius, Secretário Nacional de Juventude.
Nos dias 14 e 15 de março, a executiva nacional da CTB deliberou mais prioridade à organização da juventude trabalhadora. “Trata-se agora de apoiar a construir uma rede que chegue a todas as unidades da federação, o que vai culminar com a realização da primeira plenária nacional da juventude da CTB”, adianta Paulo Vinícius. O evento será no dia 12 de dezembro, em Brasília.

Participaram do encontro estadual em Belo Horizonte jovens trabalhadores rurais, metalúrgicos, do setor de telecomunicações, auxiliares de educação, professores, além de servidores públicos municipais. Para Celina Arêas, Secretária Nacional de Formação, está bastante evidente a necessidade de cada vez mais formar valores classistas entre os jovens. “Esse sentimento de classe e de unidade fará com que a CTB avance e seja reconhecida no estado”, conclui.
Por Verônica Pimenta - CTB Minas









sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Moçada, compartilho com vocês a mais recente revista da CTB, a Visão Classista.
Neste número de setembro, destaque para as eleições de 2010. Peço que observem também o artigo que redigi sobre o Festival da Juventude Rural.

Um abraço

Paulo Vinícius


Visão Classista é uma revista trimestral, publicada pela CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil.

ENTREVISTA -RENATO RABELO
Presidente do PCdoB explica por que o povo brasileiro quer aprofundar as mudanças iniciadas
por Lula

BRASIL
Trajetória dos principais movimentos sociais reflete avanços da última década

ECONOMIA
Livro do Dieese resgata importância do Salário Mínimo em seu 70º aniversário

SINDICALISMO
Funcionalismo público se mobiliza pela ratificação da Convenção 151

MOVIMENTOS SOCIAIS
Combativdade do MST garante sua representatividade em todo o território nacional

O EXEMPLO DO CAMPO
Contag exibe a riqueza cultural do interior brasileiro no 2º Festival da
Juventude Rural - Por Paulo Vinícius

CONJUNTURA SINDICAL
Wagner Gomes

MUNDO DO TRABALHO
Marcio Pochmann

SAÚDE DO TRABALHADOR
José Barberino

DIREITO DO TRABALHADOR
Mara Loguercio

MUNDO DA COMUNICAÇÃO
Altamiro Borges


MUNDO DA FORMAÇÃO
Augusto Petta

CULTURA
André Cintra

quinta-feira, 29 de julho de 2010

II Festival da Juventude Rural da CONTAG

, conta

Marcha do II Festival da Juventude Rural toma a Esplanada dos Ministérios


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29/07/2010
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A Esplanada dos Ministérios foi tomada na manhã desta quarta, 28 de julho por mais de 4000 participantes do II Festival Nacional da Juventude Rural da Contag. A concentração da manifestação começou às 08 horas da manhã em frente à Catedral de Brasília e seguiu percorrendo os principais Ministérios relacionados à pauta de reivindicações da juventude da Contag, expressas na Carta do Festival apresentada na Abertura do evento.

A juventude rural amplia seu protagonismo ao marcar presença entre as manifestações massivas promovidas pela Contag, em Brasília, como a Marcha das Margaridas e o Grito da Terra. Chamou a atenção a organização da manifestação, organizada em três filas, parando em frente aos Ministérios da Agricultura, do Trabalho e da Educação. Em cada um deles, as lideranças camponesas expuseram as reivindicações da juventude rural, dentre as quais:

- a ampliação do direito de acesso da juventude à terra e às políticas de reforma agrária;
- a aprovação da PEC que estabelece o limite máximo da propriedade da terra em 35 módulos fiscais;
- o cadastramento para fins de reforma agrária pelo INCRA de jovens solteiros (as);
- políticas públicas diferenciadas para os (as) jovens assentados(as) a fim de lhes assegurar o direito de permanecerem no campo, sobretudo uma Política Nacional de Educação para o Campo, ampliação do acesso ao PROUNI, à Licenciatura em Educação do Campo e às escolas técnicas e agrotécnicas;
- a aprovação do PL que termina com as restrições à venda de terra fruto de herança entre irmãos, adquiridas por meio do crédito fundiário, que levam à venda a terceiros e dificultam a sucessão rural;
- a aprovação do Plano Nacional da Juventude.

CTB amplia seu diálogo com a juventude rural

Graças ao apoio da CTB do Distrito Federal e de Goiás, asseguraram-se boas condições para o funcionamento do espaço da central classista no festival. E com a presença própria entre a juventude rural, a CTB tem uma boa participação nesta segunda edição do Evento.

A extensa rede de Sindicatos de Trabalhadores Rurais cetebistas em Fetags, como a de Minas Gerais (maior bancada do Festival e liderada por Maria Souza, do coletivo nacional de juventude da CTB), da Bahia, de Sergipe, a Fetag-RS, entre outras, se reflete na grande visitação ao stand da entidade, que lançou um boletim específico para todos os participantes. O resultado desse trabalho foi impactante, pois na marcha foi visível a grande quantidade de bandeiras da CTB a tremular pela Esplanada durante todo o ato.

A expectativa da Secretaria e do Coletivo Nacional da Juventude Trabalhadora é fortalecer a rede de contatos entre as jovens lideranças camponesas por todo o Brasil, ampliando a organização da juventude da CTB entre juventude rural.

Por: Paulo Vinícius - secretário nacional da juventude da CTB

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Aberto em grande ato o II Festival da Juventude Rural da Contag


O pavilhão de exposições do Parque da Cidade, em Brasília DF, recebeu na manhã de terça (27), uma multidão de jovens rurais de todo o país no ato de abertura do II Festival da Juventude Rural da Contag.Cerca de 4500 jovens organizados nos Estados a partir das Fetags e da Comissão Nacional de Jovens tiveram a dimensão da importância política do evento pela composição da mesa o presidente da Contag, Alberto Broch e da Secretária Nacional de Juventude, Elenice Anastácio, estiveram presentes o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel; ministro chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luis Dulci, secretário Nacional da Juventude, Beto Cury; vice-presidente da tecnologia da informação da Caixa Econômica Federal, Clarice Copetti; secretária de Meio Ambiente da CUT, Carmen Foro; o secretário nacional da juventude da CTB, Paulo Vinícius; a secretária geral da Coprofam e vice-presidente da Contag, Alessandra Lunas.
Essa representatividade foi respondida com uma programação emocionante. A abertura da atividade contou com uma mística que, segundo o portal da Contag “envolveu todas as federações e foi dividida em cinco atos. No primeiro momento, um casal entrou com sementes e mudas que representam o início da organização sindical da juventude. No segundo ato, a água e a terra representaram o fortalecimento da luta da juventude por um futuro melhor, e no terceiro ato os jovens entraram com camisetas do ‘Jovem Saber’ que representou o compromisso com a formação de profissionais que auxiliam na elaboração de processos produtivos para geração de emprego e renda.
No quarto ato, os jovens entraram com objetos que remeteram ao 1º festival, que mobilizou milhares de jovens trabalhadores rurais de todo Brasil. Nesse evento, em 2007, a juventude construiu e debateu propostas de políticas publicas que respondessem pelas demandas da juventude. No quinto ato, o fogo representou o 2º FNJR, que traduz a esperança e os compromissos de continuar lutando pela vida, pela terra, alimento e pela dignidade da vida no campo”.

A abertura valorizou a história da organização da juventude sindicalista entre os trabalhadores rurais, contando a história do movimento com vídeo e música e a execução do Hino Nacional Brasileiro pela companhia Sons e Cidadania, de São Sebastião – região do entorno do DF e do violinista Ted Falco, agitando o plenário.

A presença no palco da Direção Executiva Nacional e de toda a Comissão Nacional de Juventude, assim como a de presidentes de Fetags de todo o Brasil no Plenário dão a dimensão da importância conferida pela Contag à organização de sua juventude, fato reafirmado pelas intervenções vibrantes de Alberto Broch, ao declarar aberto o Festival, e de Elenice Anastácio, ao apresentar aos membros do governo Federal a Carta da Juventude Rural que apresenta as reivindicações de luta do Festival, em especial o apoio à sucessão rural e políticas públicas voltadas à juventude rural.

A CTB, representada pelo Secretário Nacional de Juventude, agradeceu o convite feito pela Contag à central classista, convidando os presentes a visitarem o stand da Central, informando da recente participação no III Encontro Sindical Nossa América, em Caracas Venezuela e da celebração dos 65 anos da Federação Sindical Mundial. Afirmou a necessidade de valorizar a organização juvenil no movimento sindical e seu protagonismo para aprofundar as mudanças no país.

Por: Paulo Vinícius - secretário nacional da juventude da CTB - com informações da Contag

terça-feira, 25 de maio de 2010

Juventude rural de Minas Gerais se mobiliza para 2º Encontro Estadual

www.portalctb.org.br
24/05/2010

festival_gdeComeça amanhã (25) e se estende até o dia 27, no SESC Venda Nova, em Belo Horizonte, Minas Gerais, o 2º Encontro Estadual da Juventude Rural.

O evento organizado pela Comissão Estadual de Jovens da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (FETAEMG) terá a participação de 200 jovens de várias regiões do estado que, realizarão trabalhos ligados aos temas: sucessão rural; terra; políticas públicas, trabalho e renda; meio ambiente sustentável; saúde; cultura e lazer; educação; e esporte.

A CTB, como entidade presente e atuante na luta do trabalhador e trabalhadora do campo e visando ao futuro da luta sindical rural, participará, ativamente, das atividades que terão o objetivo de incentivar a inclusão da juventude rural ao movimento sindical.

VEJA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA


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