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terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Renato Rabelo: Luta ideológica numa nova ordem mundial de transição

 Hoje o PCdoB, os socialistas, revolucionários e democratas semearão o camarada Renato Rabelo. João,  pequenino, era Amazonas; Renato era chamado por muitos de nós de Renatão, sem ter estatura física elevada. O reconhecimento de grandeza foi obtido na luta de classes em seis décadas, em gestos titânicos que em nada se percebiam nas suas atitudes modestas e gentis, não obstante firmes e definidoras. Sobreviver à Ditadura e vir ao PCdoB, propor a Frente Brasil Popular com Lula, resistir ao fim da URSS e a autocrítica sem cedência,  a chegada ao governo, a manutenção do caráter revolucionário e a transição para as camaradas Luciana e Nádia sem abrir mão do Socialismo.  Gigante, Renato Rabelo,  à altura da confiança de Amazonas, de Lula,  de Dilma, e nossa. Custará a passar a dor. Mas não as dores, e sim os mesmos sonhos nos movem. Honra e glória,  aprendamos!

Renato Rabelo: Luta ideológica numa nova ordem mundial de transição














segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Nossos peitos, nossos braços são muralhas do Brasil! - Paulo Vinícius da Silva

 

Essa bandeira sempre foi nossa!


"Não temais ímpias falanges

  que apresentam face hostil.

Vossos peitos, vossos braços

são muralhas do Brasil!"

Hino da independência do Brasil, Evaristo da Veiga (letra), D. Pedro I (melodia)


O dinamitar da ordem mundial pactuada ao fim da Segunda Guerra segue a desafiar nosso entendimento, sob a batuta de Donald Trump, abusador, delinquente, chantagista, sequestrador e perigoso detentor de arsenal nuclear capaz de acabar com o mundo inúmeras vezes. A ordem multipolar não significa propriamente "ordem", a guerra é a realidade da época. O que não se sabe é se evoluirá para uma confrontação geral e nuclear ou se haverá um acordo amplíssimo, a exemplo do proposto pelo Presidente da China Xi Jinping em seu discurso no Fórum Econômico de Davos em 25/01/2021, "Que o multilateralismo ilumine o caminho da humanidade". Sim, como alertáva-nos Fidel, o futuro da espécie humana está em risco. São tantos os fatores destrutivos a ameaçar-nos que não é fácil manter uma atitude esperançosa. Contudo, é a própria decadência do imperialismo estadunidense a medida dos seus limites, de seu desespero e das possibilidades de termos mudanças, inclusive nos EUA, que apontem outro caminho que não a mútua destruição assegurada.

Recordo-me da expressão de João Amazonas sobre o século XXI, que seria no princípio mais trevas do que luz, e que somando-se as luzes que surgiriam aqui e ali, poderíamos viver um período de grandes esperanças, que é a própria perspectiva socialista, a conciliação da vida do ser humano com o planeta Terra, em busca da harmonia, ou ao menos da sobrevivência do gênero humano e do ecossistema tão maltratado. Mas é preciso defender tão pouca luz diante de tanta treva, e nisso nos estimulam os exemplos de Lula, mas também de Nicolás Maduro, com sua tranquilidade de esfinge mesmo sequestrado pelo imperialimo, como experiente motorista de ônibus que é, sangue frio, que mostra como há que se desviar dos problemas, não apenas confrontá-los. Não está morto quem peleia.

O "novo normal" de Trump é inaceitável, e visa a alargar os limites de ação do imperialismo estadunidense, tem natureza didática e exemplar. Com as big techs a seu serviço, suas ações violadoras da soberania das nações se somam ao que o Partido Democratas fez com a sua hipocrisia, com a Guerra ao Terror e a defesa do "feminismo" e da "democracia" que chega com as tropas estadunidenses. Trump testa os limites e arma seus instrumentos no interior das nações. 

Lula mais uma vez foi campeão na leitura do sentimento do povo e dos perigos que enfrentamos. Ao zombar do Bananinha com a célebre mofa "Ô Trampi, defende meu pai!", armou o povo brasileiro para a defesa da soberania. Mas, seja no Brasil, no Irã, na Venezuela, em Cuba, o exemplo foi dado, e vemos como a denúncia desses traidores das nações em que vivem é decisiva para afirmar as frentes amplas que isolem o inimigo principal, que é o imperialismo estadunidense, o fascismo, e que possui como ponta de lança as Big techs e o rentismo parasitário. 

Esse bloco histórico do 1% que quer lucrar com o fim do mundo precisa ser isolado, e os cordões que Trump puxa são exatamente aqueles que em cada país, clamam: "ô Trampi", "defende a Venezuela", "bombardeia a Baía de Guanabara", "defende a democracia e as mulheres no Irã", promovendo a traição nacional descarada como posição política legítima - que não é. Assim como a extrema direita ganhou espaço no campo político, o "jalabolismo macunche" denunciado por Chávez, ou em tradução livre, o "babaovismo fuleragem" dos lambe-botas do imperialismo, inimigos de seu próprio povo, traidores, Silvérios dos Reis, que querem ter legitimidade para crimes de lesa-pátria, terrorismo, subversão armada contra a democracia, assassinatos e conspiração com potência estrangeira para nos impôr um neocolonialismo descarado. 

Tanto é falsa a polarização entre extrema-direita x esquerda, quanto é ilegítima a posição dos traidores da Nação. A extrema direita se opõe à democracia, e não apenas à esquerda. Por isso a Frente Ampla é incontornável, na defesa da democracia e da Nação Brasileira, ameaçadas. Crime de lesa-pátria não é posição política legítima. Pior, na Constituição de 1988 e no Brasil, são crimes de lesa-pátria os únicos que admitem a possibilidade de pena de morte, em caso de guerra, em conluio com potência estrangeira.

Então, abusador como é, alhures e aqui, Trump avança os limites para violar o que não deve ser admitido jamais, e encontra quem lhe dê guarida, aberta ou veladamente. É preciso desmascarar essa súcia, é preciso unir o povo, é preciso transcender do individualismo perverso e irracional, do medo e do ódio, para alcançar o sentimento de coletivo, fratria, pátria, que nos países subdesenvolvidos é inseparável da defesa do multilateralismo, da solidariedade, razão pela qual a luta pela soberania representa o proletariado, e não o ufanismo de direita. Essa é a diferença entre o nacionalismo de mentira de um Bolsonaro e a defesa do Brasil pelo Presidente Lula. A Nação é o Povo.

É preciso defender a soberania do Brasil e dos povos do mundo. Não podemos jamais atribuir ao imperialismo estadunidense a possibilidade de intervir em qualquer país, seja sob que pretexto for. E é preciso tomar lições sobre o eixo da defesa da soberania e da paz, diante de quem resiste ao imperialismo, assim como tirar lições do que pode acontecer com o Brasil, se ignorarmos os perigos diante de nós. A Líbia, o Haiti, a Palestina e a Síria nos demonstram o que se prepara para o Brasil. Ao mesmo tempo, vemos que é possível resistir.

Ao contrário do que muitos creram e divulgaram, o imperialismo não tem vida fácil em suas ações criminosas. Trump busca juntar a blitzkrieg - guerra relâmpago - e as mentiras dessa época, com o apoio dos "mercados" para dobrar as Nações. Propaga o pessimismo, o babaovismo, as mentiras e a ignorância, a impressão que não é possível resistir aos seus intentos de abuso, violação, que sequer se deve gritar, muito menos reagir, quando é precisamente do que se trata. Mas quebrou a cara três vezes.

Na Venezuela, longe de atemorizar, tocou os brios do povo que há tantos anos resiste ao bloqueio, à mentira e às agressões. No Irã, aproveitando-se das dificuldades que causa ao povo iraniano, não hesitou em infiltrar MOSSAD e a CIA, injetar dinheiro, promover o terrorismo e assassinar pessoas para derrubar a República Islâmica e devastar o país. E em Cuba, suas ameaças e bravatas não encontraram eco, pois a Revolução Cubana e seu líder, Díaz-Canel, há tempos tem sabido esclarecer ao seu povo do que se trata. É Pátria ou Morte.

Também o Brasil enfrenta esse desafio existencial. Também aqui se alimentam os traidores da Nação a cumprir o triste papel de conspirar contra nosso próprio povo. E querem ser aceitos como se fizessem política, como se não cometessem crimes, como os promovidos no 8/1/2023, entre atos terroristas, depredação de patrimônios nacionais, ações armadas, mentiras, conspirações e sabotagem da democracia em aliança com potência estrangeira. Eles mostram que não há limites, que têm lado. Não devemos ignorar, muito menos crer que os limites da nossa democracia mutilada são suficientes para os enfrentar. É preciso lançar pontes para a undade do povo.

Em todos esses países que conseguiram resistir até o momento ao acosso imperialista para destruir as suas nações, vemos que se impôs a vontade do povo nas ruas, aos milhões, mobilizado por frentes políticas e sociais firmemente entranhadas nos territórios e no coração das multidões. Não apenas um partido, ou o movimento sindical, ou os instrumentos da democracia burguesa, não apenas a representação. Há uma unidade superior que desarma mesmo a direita e a oposição, e arma de política as amplas massas populares, que passam a se ver como povo, como Nação. E são pautas civilizatórias aquelas que inserem a classe trabalhadora, mulheres, negros, a população LGBTQIAPN+ como legítimos filhos da Nação Brasileira, merecedores de direitos e deveres iguais. 

Diz-nos o nosso Hino da Independência o que Venezuela, Cuba e Irã fizeram na prática, vencendo tudo, impedindo a destruição e a entrega de suas nações aos canalhas traidores. O Brasil também o ensaiou, a despeito da desarticulação de que padece o campo popular. Nós também temos um líder - ainda. Nós também temos um povo. Mas precisaremos de uma sólida unidade entre as forças de esquerda para resisitirmos a tanto poder, tanta mentira, tanta violência. E ao defender nossa Nação, reelegendo o presidente Lula e mudando o Congresso, transcenderemos os interesses particulares, unindo as forças consequentes e necessárias na luta contra o imperialismo, em especial as forças populares, a frente popular. Assim contribuiremos para a paz, para o multilateralismo, para tempos de grandes esperanças. Nossos peitos, nossos braços são muralhas do Brasil.

sábado, 3 de janeiro de 2026

PT condena ataque dos EUA e sequestro de Maduro



O Partido dos Trabalhadores (PT) condena veementemente a agressão militar dos Estados Unidos da América contra a República Bolivariana da Venezuela e seu povo. Diante dos fatos divulgados, o ato se caracteriza como um sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama. Em nota anterior, o PT já havia manifestado profunda preocupação com a escalada do conflito, o qual tem motivações políticas e econômicas, e alertado para os graves riscos à estabilidade regional.

Desde o início de setembro, o cenário tem se agravado em razão de declarações públicas hostis, ações unilaterais e crescentes movimentações militares. Hoje, 3 de janeiro de 2026, o bombardeio em Caracas e o sequestro do presidente configuram a mais grave agressão internacional registrada na América do Sul no século XXI.

Nesse contexto, o PT ressalta que o conflito representa uma séria preocupação para o Brasil – que compartilha cerca de dois mil quilômetros de fronteira com a Venezuela – e para a região como um todo. A América Latina deve permanecer como uma zona de paz. A política externa brasileira historicamente sustenta a solução pacífica das controvérsias, a não intervenção e o respeito à soberania como fundamentos da convivência internacional — princípios estruturantes da diplomacia brasileira, aos quais o Partido dos Trabalhadores se mantém plenamente alinhado.

Dessa forma, o PT reafirma seu compromisso com soluções construídas no âmbito de organizações multilaterais, em especial a Organização das Nações Unidas, da qual fazem parte tanto os países diretamente envolvidos no conflito quanto os demais países da região.

Assim, reiteramos que a soberania dos povos, a solução pacífica das controvérsias e o respeito ao direito internacional constituem princípios centrais da política externa do Partido dos Trabalhadores e caminhos indispensáveis para a preservação da paz e da estabilidade na América Latina.



Brasília, 3 de janeiro de 2026.

Secretaria Relações Internacionais

Comissão Executiva Nacional

Partido dos Trabalhadores

PCdoB condena ataque dos EUA à Venezuela

 O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) condena da forma mais veemente o ataque criminoso dos EUA e o anunciado sequestro do presidente Nicolás Maduro, ocorridos na madrugada deste sábado (3).


Tais atos configuram terrorismo internacional e atingem toda a América Latina.


A defesa da Venezuela assume, assim, caráter urgente.


Os Governos soberanos da região, movimentos sociais e partidos políticos devem se unir visando a promoção de grandes mobilizações de denúncia, impedindo a escalada da agressão e exigindo o pleno respeito à independência da Venezuela e ao legítimo presidente Nicolás Maduro.


Comissão Executiva Nacional


Brasília, 03 de dezembro de 2026

Presidente Lula: Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável.

Lula condena ataque dos EUA à Venezuela e captura de Maduro https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202601/lula-condena-ataque-dos-eua-a-venezuela-e-captura-de-maduro


Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional. 
Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo. 
A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões. A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz. 
A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação.

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Um Feliz 2026 com Lula, em Frente Ampla e Frente Popular - Paulo Vinícius da Silva

Sindicato dos Bancários de Brasília - Exemplo de resistência e de avanços para a Frente Popular



Mas, se cortaram
O pé de juazeiro,
Menina não chore.
Se mataram o sabiá,
Não chore não.
Pois inda resta o sol
Banhando o milho
Seco no roçado,
Inda tem ruçara
Pra nos inquietar.
Consolança, de Eugênio Leandro e Oswald Barroso


Nem amadorismo, nem ilusões, a Frente Ampla é incontornável. 

Essa é a primeira constatação para a vitória de Lula em 2026. É preciso combater firmemente setores bravateiros que namoram a ilusão de uma guerra sem sacrifícios, ou de que só a esquerda poderá vencer a batalha decisiva de 2026. Essas forças promovem a despolitização do povo, a antipolítica, e assim ocultam seu gritante oportunismo. Não são "esquerda radical", muito ao contrário, são esquerda venal, e por troco. Nem de aritmética entendem, avalie de política.

Insignificantes, sem condição de liderar nada, ignoram a correlação de forças em busca de pequenos poderes, ganhar um sindicato, ser eleito(a) como indivíduo, ganhar curtidas e compartilhamentos nas redes das bigtechs, posar de puro que não "suja as mãos" fazendo política. São força auxiliar da direita desde 2013, e continuarão a sê-lo. Fazem a lavagem ideológica da direita e dão os argumentos "de esquerda", "éticos" para justificar o escapismo, a fuga da disputa real para o mundo dos unicórnios... fazem côro com os subterrâneos algoritmos das redes a serviço do imperialismo estadunidense. Ignoram a máxima leninista de que "Afora o poder, tudo é ilusão". São capazes de pavimentar o caminho para a volta da extrema direita ao poder.

A trairagem disfarçada de ética é o velho udenismo de esquerda, e tem dupla utilidade: dar razão à máxima "é tudo igual" e desmobilizar a sociedade, que pela primeira vez nas ruas ameaça as elites financeiras, desde 2013.

Nem hegemonismo, nem desorganização: Frente Popular.

A  desorientação no eleitorado que votou em Lula e no conjunto das forças progressistas deriva de fatores vários, externos e internos, numa época especialmente desafiadora. Em minha visão, isso é inescapável da disputa na esquerda sobre os caminhos para conquistarmos a democracia, os direitos do povo e vencer o imperialismo. João Amazonas viu longe, quando discerniu que Lula seria o pólo mais avançado da luta do Brasil pela sua libertação, mesmo quando defendia a democracia burguesa como valor universal e jogava tudo na questão social, menosprezando o imperialismo. Muita água passou sob a ponte, e Lula bem que tentou, mas foi convencido pelo golpe contra a Dilma, em sua cela em Curitiba, enfim, da centralidade da luta em defesa da Nação Brasileira. Ele disse, recentemente, falando à comunidade brasileira em Paris: 

"Nós precisamos dotar o mundo de políticos responsáveis e nós precisamos saber que a democracia falhou. A democracia falhou a não atender as aspirações do povo." E confessou que ainda estamos aquém do que podemos realizar e sonhar. Quem parirá esse sonho que é o Brasil?

Não à toa, a expressão encruzilhada histórica é de João Amazonas - veja bem, encruzilhada. Outra fala sua: "é preciso que o povo tenha sua própria experiência". Isso tem a ver com a clareza de que os caminhos são tortos, mas que em determinados momentos, os caminhos se cruzam e é hora de decidir, e nessa hora, errar a trilha é ir para o abismo. Estamos educando o povo para ampliar seu poder na sociedade? 

Acho que sim, e em parte graças a Lula ter adotado a centralidade da luta contra o imperialismo, a defesa do Brasil, a necessidade da Frente Ampla. Uma tese, entretanto, não passou: a necessidade de uma frente popular. Nesse  terceiro mandato, isso ficou claro na aceitação da Frente Ampla, mas sob estrita hegemonia do PT e do próprio Lula. Os traumas da lavajato e a covardia de setores progressistas e de esquerda face ao Golpe - exceto o PT, o PCdoB e o PCO - contribuíram certamente para essa "solução caseira". Sob traição e ataques, tendemos a nos fechar em nós mesmos. Só uma força que dispute a hegemonia na sociedade como um todo pode superar os limites estreitos do hegemonismo que divide o campo progressista, abrindo caminhos ao avanço da democracia no Brasil.

A falta dessa clareza limitou a capacidade de mobilização, a relação com o povo e sua formação política, a defesa dos sindicatos e das organizações do povo, e sobretudo contribuiu para a pulverização do campo progressista e de esquerda. É fácil verificar isso pelas diferentes plataformas de esquerda e na ausência de um veículo único; na existência de dez centrais sindicais e na vigência do aparelhismo e do envelhecimento e cupulismo generalizado; na sucessão de tiros do fogo amigo; na solidão do Presidente Lula, pedindo a mobilização do povo. O PCdoB foi o Partido que disse em 1989 que a candidatura de Lula não deveria ser apenas do PT, mas de uma frente popular. No 10° Congresso, os comunistas disseram claramente, em 2015:

"a palavra de ordem mais relevante da atualidade é constituir uma frente ampla democrática, progressista e patriótica, nucleada pela esquerda e pelas forças progressistas. Urge mais ação frentista, unitária, em lugar de hegemonismos polares de uma força única."

Se o PT tem parte da culpa, não podemos esquecer toda a esquerda que lavajatou e ficou com água na boca com a ilusão de que fosse possível "morder" a popularidade de Lula, de "se garantir" separadamente, mostrando  "o caminho". Nem a irrelevância foi capaz de os convencer do próprio erro. Vemos muito isso nas eleições sindicais e no discurso demagógico assumido pela "esquerda que a direita gosta". A pose de estar à esquerda de Lula é só isso: pose. Na prática, menosprezam o perigo do imperialismo, mesmo vendo o que fazem na Venezuela, no Haiti, na Palestina e além. Ignoram que são mais fracos que um caldo feito com água e bolas de gude, o "caldo de bila". São aqueles chiuauas miseráveis que latem e rosnam protegidos pelo portão. E a Federação Brasil da Esperança é o portão que impede que sejam destroçados. 

Mas são também o escorpião da fábula: é da sua natureza trair. Iludem-se com likes e seguidores que lhe são dados pelos algoritmos das bigtechs. Os partidos de redes sociais, os líderes sem base, os que estão em decadência eleitoral e são capazes de fazer qualquer negócio para morder um pedacinho que seja, e por estas ninharias são capazes de entregar o Brasil nas mãos do imperialismo. Pavimentaram a chegada ao poder de Temer e Bolsonaro. Nunca quis saber dessa gente, sempre os denunciei. São os piores traidores. Sua "ética", "sinceridade", "brilho" só luzem graças à cumplicidade da direita mais truculenta e a interesses pessoais e de grupo inconfessáveis.

São duas ilusões igualmente desastrosas: a Frente Ampla sob o PT e a "terceira via de esquerda" que a direita apoia, para a qual dá palanque. Ambas são expressões de hegemonismo, que se provou desastroso para a mobilização social e a unidade do povo no terceiro mandato do presidente Lula, e para a incapacidade da esquerda ampliar seu peso no Congresso Nacional. É como se a luta pela unidade no campo petista esgotasse todas as tarefas de unir o povo, e quem quiser adira. Tipo a fala do Lula no 16° Congresso do PCdoB. 

Do outro lado, parece até que os radicais de butique estão crescendo, construindo, provando suas teses. Por isso, a ampla maioria dos setores que apoiam o governo não se unem, disputam. Mas é preciso diferenciar o erro da traição, e esta coube sempre aos que se diziam de esquerda, mas estavam dispostos a contornar o óbvio, a liderança do Presidente Lula como grande fator de unidade do povo brasileiro. Lula é muito maior que o PT e a Esquerda. Mas o povo que o apoia não teve lugar entre nós, muito preocupados com a nossa própria disputa. E mal o povo sai as ruas, já setores de "esquerda" promovem a autofagia que ajuda o imperialismo.

Para que a Frente Ampla assegure o seu caráter progressista, é preciso superar ambas ilusões hegemonistas. A Encruzilhada Histórica é assim: errou o caminho, já era. E só mais unida, a esquerda poderá seguir o caminho correto com o Presidente Lula para a vitória nas eleições e  um novo e realizador governo, abrindo caminho para uma hegemonia progressista que isole o fascismo e defenda o Brasil ameaçado. Há uma gigantesca tarefa de mobilização e unificação das forças progressistas que esbarra na cacofonia das redes sociais e na pulverização da esquerda.  E como diz a canção da epígrafe, "o tempo conta pra gente, por isso não chore que o tempo não pára". É urgente superar desconfianças e medos no campo progressista, é preciso mais unidade, é preciso aproveitar a generosidade da História e do Presidente Lula entre nós, ele que é alvo do imperialismo estadunidense. 

Comunista será quem servir ao presente do movimento, servindo ao futuro do movimento, como ensinou Marx em 1848. Quem milita pela divisão do povo nesse momento é o pior traidor do Brasil e do proletariado, simples assim. Por isso, o PCdoB, com Nádia Campeão e Luciana Santos, sai pronto para 2026, como força consequente na defesa da Democracia, do Brasil e do Socialismo.

É preciso ter firmeza para não cair nas armadilhas do inimigo, sobretudo a fragmentação, a demobilização e a antipolítica. Isso se fará com a construção de uma unidade que supere a disputa fratricida entre a esquerda, e mantenha dividido o campo do adversário, sob a liderança de Lula. A unidade, como dizia Amazonas, é ainda "a bandeira da esperança". 

É preciso abraçar-nos firmemente, e com a mesma firmeza não ceder ao oportunismo e ao vanguardismo sem retaguarda. Mas, como Lula sempre disse: a luta continua. Nós já sofremos e desconfiamos demais de nossa força e capacidade. É hora de uma unidade superior, que abra caminhos para um quanrto mandato de Lula que signifique uma nova maioria e isole o fascismo e os setores vacilantes que - não importa a cor que vistam - servem aos objetivos de dividir o povo brasileiro nessa hora decisiva. Se "pedra pode se encontrar", nós também poderemos, para construir uma força de massas muito maior que nossos partidos, centrais e movimentos compartimentados. Essa é a unidade     que chamo de Frente Popular, a maior segurança contra o retrocesso e a mais sólida arma para mobilizar o povo e mudar o sistema político brasileiro. 

A desorientação, as mentiras, a cacofonia e as traições grandes e pequenas serão potenciadas como nunca nessa época de redes anti-sociais, big data e fascismo. A cada minuto surgirá uma nova mentira. É preciso que o povo esteja em crise, com medo e dividido, para o imperialismo poder golpear e destroçar o Brasil. É preciso tirar Lula do jogo. Se uma força política não compreende que Lula lidera o Brasil, que não haverá terceira margem do rio, pode ficar certo: é força a serviço do imperialismo e do fascismo. Pode se pintar de ético, de radical, de vermelho, não importa. Do mesmo modo, quem acredita que apenas um líder - por melhor que seja - ou apenas um partido poderá salvar o Brasil, presta enorme serviço a quem deseja o povo fora do jogo e às forças progressistas divididas. 

Unir a frente popular no seio da frente ampla sob a liderança de Lula, esse é o caminho para uma nova vitória e um novo ciclo político de afirmação do Brasil, da Democracia e dos Direitos do Povo. Nosso Feliz Ano Novo depende da união em torno do Presidente Lula para vencer a eleição de 2026. Quem vacila diante disso, alinha-se ao lado dos inimigos do povo brasileiro.

sábado, 1 de novembro de 2025

A guerra híbrida como chacina e traição nacional - Paulo Vinícius da SIlva

Viva la muerte! Abajo la inteligência! José Millán-Astray 
(Militar e líder fascista espanhol, atacando Miguel de Unamuno, reitor da Universidade de Salamanca, em 1936)



Estamos - a minoria - chocados com os resultados da pesquisa que dá mais de 80% de apoio à chacina promovida pelo Governo do Rio de Janeiro, sob ordens do Governador Castro, alinhado aos interesses dos EUA e ao Bolsonarismo: 121 pessoas mortas, numa "operação" em que apenas 80 foram presos. O nome disso é chacina, massacre. Dá aquele baque emocional. Pô, que é que eu tô fazendo aqui?! Párem o mundo, eu quero descer. Muito bom. É sinal que você quem me lê não cai na armadilha de um dos mais eficazes  discursos do crime organizado, o discurso de que "bandido bom, é bandido morto". Mas está errada a visão que espera algo diferente, sem ver o óbvio: estamos em meio a mais um ataque de guerra híbrida. É preciso ter nervo para entender e reagir adequadamente. Não se surpreenda com o apoio popular.

As agências de pesquisas e o que elas perguntam estão fora da nossa determinação e são pagas, em geral, pelo mercado financeiro ou por veículos de comunicação cuja propriedade é de atores importantes do mercado ffinanceiro. As pesqusias são nada diante do big data, a medida da nossa opinião nas redes sociais, feita em tempo real. Ou seja, a pesquisa, a manchete no jornal e na TV, estão fora de nosso controle. Digo mais: as big techs e os gabinetes do ódio digital, também. Sendo a agenda da extrema direita apoiar a intervenção militar estadunidense direta sob o argumento da existência do "narco-terrorismo", não surpreende, pois é combinado, oficialmente, haja vista o dossiê do Governo do Rio à embaixada estadunidense, apoiando a malfadada proposição. A empáfia do governador e sua certeza de impunidade já estava embasada em métricas da opinião pública, apoio político e de potência estrangeira. Por isso ele foi, matou e reivindicou o morticínio. Só 4 pessoas, os policiais, poderiam ser chorados. Isso é construído muito antes do primeiro tiro. Deu tempo inclusive para um vereador carioca aventar como seria bom que houvesse ataques estadunidenses a "narcoterroristas" na Baía de Guanabara, dando o toque sobre o que viria. É verdade, esse bilhete, eles são descarados, tudo ocorre há poucos dias da prisão de Bolsonaro. Eles também são bandidos. A opinião pública não foi construída após o fato, mas antes.

É como na época da Lava-Jato. Ou apoia a lava-jato, ou é a favor da corrupção, um "lulo-petista". Ou tu apoia o esquadrão da morte, os milicianos e bolsonaristas, ou é bandido também. No fim, é tudo comunista e precisa morrer. O nazismo e o fascismo precisam das duas coisas: que a emoção embote o pensamento, que se defina tranquilamente que precisamos eliminar uma classe inteira de pessoas. 

Ademais, isso é um sistema. O mesmo crime organizado está infiltrado no Estado e nas polícias. Jamais quem ganha mesmo com isso morrerá numa operação dessas. Isso é para um lugar aonde há sobretudo pessoas negras. Essa prática é secular. Sempre fizemos isso com a mesma cara de pau: é admissível a guerra contra as comunidades em que estão negros e índios. Jamais uma operação assassina ocorreria num bairro em que a maioria das pessoas se acha branca. Se fossem brancos empilhados, a solidariedade seria outra. 

É preciso afirmar em alto e bom som que o crime organizado não está apenas nas facções, e jamais esteve a elas relegado. Não se deve ignorar que esquadrões da morte e milicianos são crime organizado também, fazem as mesmas barbaridades. Mas tem muito mais poder. Podem até se articular com governos e até potências estrangeiras, e ainda posar de quem está contra o crime. Mentira. Se a operação fosse outra coisa que não uma chacina eleitoreira, nós aceitaríamos isso em nosso bairro. Levar pra sua vizinhança a chacina, quem quer? Nessa guerra entre bandidos, quem morre é o povo. Não se combate o crime praticando crime e matando gente, isso é crime do mesmo modo. Vingança não é Justiça. Na pesquisa, jamais entraria a pergunta: "Você que apoia a "operação", aceitaria que ela fosse feita no seu bairro?"


Mafalda, de Quino


Essa sensação de júbilo com atos cruéis e assassinos demonstra como a turma está perdida e curtindo a perversão, sem pensar direito. Olha, o carioca que circula pelo Rio pode ficar tranquilo, sabendo que está mais seguro? Os caras fizeram uma orgia de sangue digna das Waffen SS nazistas. Pegaram 2500 trabalhadores policiais militares e meteram eles nisso aí. Não apenas inexistiu escolha. Foi um rito de passagem. Eles aplicaram unidos o grito fascista de Viva a morte! E a defesa desses atos é feita sob a mesma lógica de Abaixo a Inteligência! Importa o ódio, o medo, a vingança. E esses trabalhadores foram para casa, depois de terem feito essas ações criminosas, elogiados, apoiados. Você se sente seguro ao saber que um policial que arrancou cabeça, fez tudo aquilo, que ele te "protege"? O que foi feito com a PM de SP e do RJ é monstruoso com o povo e com os policiais também. Eles são um público com altas taxas de suicídio e problemas de saúde mental, tanto quanto os bancários, que curioso.  Esses episódios são exemplares e progressivos: começam com um grupo cujo extermínio é legitimado e terminam fazendo com todo mundo, como fizeram com o Vladimir Herzog, há 50 anos. 

E, por fim, não podemos esquecer que o massacre e a chacina sempre foram capazes de atrair aplausos. Sob os auspícios das classes dominantes, promoviam os circos, que, literalmente, se faziam com sangue e vísceras, sob aplausos. A Bíblia já nos alerta que se gritou "Barrabás", libertem Barrabás, e não a Jesus. No Sul dos EUA, os linchamentos de pessoas, negras, enforcadas, era motivo de fotografias comemorativas, cartões postais. Toda vez que uma mulher apanha e a gente passa direto, toda vez que uma Dandara é trucidada e nada fazemos, toda vez que a polícia faz uma chacina, é-nos dito algo imemorial nos ouvidos, nas nossas almas brasileiras. É-nos dito o mesmo quando o índio, o negro, o comunista eram triturados à luz do dia, torturados, mortos, decapitados: Passa direto! Não olha, não! Fica na tua! E a gente obedece, porque também nos é dito: posso fazer o mesmo contigo.

Então, o sentido de rebeldia e amor em nós precisa ser muito forte, para não conceder nada à necropolítica, ao imperialismo estadunidense, aos bandidos. A Frente Ampla deve se afirmar por aí. E há uma parte dessa discussão que não pode ser contornada: é preciso que as forças armadas brasileiras compreendam seu magno papel de não se deixarem capturar pelo crime organizado, pelo imperialismo estadunidense, pelos que desejam a destruição do Brasil. As forças armadas precisarão outra vez reafirmar seu compromisso com a democracia, ou seremos arrastados para um caminho de desagregação.  Correta está a análise de Elias Jabbour: o neoliberalismo conduz à desagregação nacional, ao empobrecimento e à subordinação do Brasil aos EUA. Esse é um capítulo.


https://x.com/eliasjabbour/status/1984412456610119814

O papel de Lula se agiganta. Fica mais claro, agora, como o governo federal tem atuado para resolver, em vez de politizar o problema para dele tirar proveito. O controle da lavagem de dinheiro, facilitada com o pix e a criação das Fintechs, é um exemplo. As medidas de justiça tributária trazem para dentro da economia real muitos que poderiam estar fora. O ganho real do salário mínimo, o aumento do emprego formal e o crescimento da economia e a redução da informalidade. A PEC da segurança pública - que unifica nacionalmente o combate ao crime organizado - é fundamental para uma ação séria e efetiva. Lula sancionou o projeto de endurecimento das penas para facções criminosas. Avança o trabalho de inteligência. É nessa hora que eles dão um cavalo de pau e saem matando, muito estranho. Eles votam para proteger os bilionários que ganham com o que? Tem quem queira guerra, golpe e confusão. E o povo quer paz e solução. Vamos enfrentar o problema.  Grita em nossos ouvidos a urgência da união do nosso povo para enfrentar esses inimigos tão cruéis e brutais, quanto inimigos do Brasil e de sua gente. 

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Lula olhos nos olhos com o PCdoB em seu Congresso - Paulo Vinícius da Silva

Lula também é parte de uma aposta de João Amazonas e do PCdoB.
É uma relação diferente, e se o vê no ato político do 16° Congresso do PCdoB, no diálogo que Lula estabelece com os comunistas que reivindicam toda a história de 103 anos da legende.

Foi um papo de camarada, de companheiro, preocupados com o futuro do Brasil.

E o que Lula disse ao PCdoB? Houve críticas? Sim, a toda a esquerda. Lula se colocou como o líder da Frente Popular, incluindo toda a esquerda. E disse que o PCdoB precisa ousar, aspirar e conquistar uma grande bancada, a maior, uns 30 deputados.

Ora, vale a pena ouvir o líder da Nação Brasileira em seu diálogo com os camaradas, aqueles, de rocha, madeira que cupim não rói.

ATO DO 16° CONGRESSO DO PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL COM O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA:

https://www.youtube.com/live/WYi_b4HUixw?si=UP6HfBsVknu_ahZH


quinta-feira, 31 de julho de 2025

Ou ficar a Pátria livre, ou morrer pelo Brasil - Paulo Vinícius da Silva

Há grande caos sob os céus. As perspectivas são excelentes! 

Mao Zedong



A unidade é a bandeira da esperança.

João Amazonas


O Brasil está na alça de mira do imperialismo estadunidense. Não é uma novidade, mas as coisas clarearam. E isso é bom, pois dá-nos a dimensão de nossa responsabilidade histórica. Chama-nos a sermos dignos ou a rastejar. O Brasil é grande demais e está ameaçado como Nação. 


Logo no século XIX, depois que os EUA fizeram-se independentes, tiveram sua Guerra Civil e foram pra cima do que havia de espaço para crescer, consolidaram-se como uma força ela mesma colonial, neocolonial. Tiveram escravos, mataram seus índios, expandiram-se para o Oeste, tomaram terras do México e justificaram a sua visão de Destino Manifesto, que eles eram os americanos, e que nenhum poder colonial, exceto eles mesmos, poderia tocar na América. 


É a Doutrina Monroe: A América para os americanos. Desde então, eles passam por cima, subornam, destroem qualquer um que ameace seus interesses - com raras exceções. Então, é preciso, sim, levar a sério as ameaças e ataques de Trump e dos EUA ao Brasil, realçando o acerto e a importância da Frente Ampla e do líder da Nação Brasileira, Luis Inácio Lula da Silva.


Lula conviveu com Hugo Chávez, que lhe ensinou o alerta de Simón Bolívar: "os Estados Unidos parecem ter sido destinados a espalhar a miséria pelas Américas em nome da Liberdade".  


Lula está atento e afiado nesses tempos de genocídio, de cerco de fome e sede a mulheres e crianças na Palestina. São tempos de fascismo. Por isso, de um modo muito profundo, devemos ser frenteamplistas, verdadeiramente, pensando na unidade do Brasil. E devemos aproveitar a liderança de Lula nessa Encruzilhada Histórica. 


A divisão dos povos e a imposição de elites antinacionais foram a principal combinação que nos deixou como carvão do processo prévio à industrialização, o Colonialismo.


Neste sentido, devemos atuar de modo a unir o povo brasileiro em pelo menos dois níveis progressivos, Frente Ampla e Frente Popular. Diante da ameaça concreta à própria existência das nações (Iraque, Afeganistão, Líbia, Síria, Irã, Palestina, Haiti), não podemos ignorar que aqui se tem semeado como cânceres as "tensões no seio do povo", de que já nos alertava o Programa Socialista do PCdoB, em 2009. O imperialismo divide para reinar, assim como o colonialismo. E o imperialismo e as finanças são irmãos siameses, tão íntimos quanto as finanças e o fascismo. Eles já estão na orgia do fim do mundo. A gente que lute pra salvar a Humanidade. Hoje, mais do que nunca, o Socialismo é necessidade histórica. E quanto mais fortalecermos o Brasil como Nação Soberana, Democrática, Solidária, mais nos aprioximaremos do Socialismo.


Por isso mesmo, unir o povo brasileiro contra a agressão estadunidense é a prioridade. Devemos observar o comportamento dos Silvérios dos Reis, dos garotos de ouro da Casa Grande, da banca financeira, que não respeita pai nem mãe. E é preciso ter em igual conta os verdadeiros amigos e aliados. E a última instância, a mais firme, deve ser a Frente Popular. 


Nenhum partido isoladamente pode vencer a luta pela Libertação do Brasil, o forjar da Nação Brasileira, parte de uma América Latina e de um mundo em Paz. 


A História ensina que a paz depende também da própria força. A debilidade engrandece o agressor. A sobrevivência depende de fortalezas de unidade para ultrapassar duras batalhas em curso nesse cansativo mundo em apocalipse. Por isso mesmo, João Amazonas dizia: a unidade é a bandeira da esperança.


Os comunistas de todos os matizes deveriam ter grande papel aonde estiverem, para construir e articular as duas frentes, Ampla e Popular. O que nos ameaça é a desagregação nacional, a submissão e a ditadura, não é tempo de se perguntar teoricamente se a hora é de defensiva ou ofensiva. A época é de viver com a Pátria Livre ou Morrer pelo Brasil. 


O Plebiscito por um Brasil Mais Justo é a nossa primeira iniciativa global e pela base de Frente Popular. Muita gente não coube na "frente" institucional. Vamos de mãos dadas. Devemos apostar em lançar pontes e construir espaços de unidade que se fortaleçam no curso de 2026. As ruas e as redes se entrelaçam, mas as ruas são a vida mesma em movimento, e nossa luta sempre será para dirigi-las, para que nas ruas não caminhem com seus miasmas os fascistas abjetos, sujando a bandeira do Brasil.


Um amplo mutirão de unidade e organização deve varrer o Brasil na preparação das eleições de 2026. É ilusão acreditar que a fragmentação da esquerda possa nos abrir um novo caminho de libertação do Brasil. 


A evolução política de Lula também tem muito de João Amazonas, que acreditava no Lula e no Brasil. E acreditava na união do povo, na união dos setores consequentes com a defesa do Brasil, da Democracia e dos Direitos do Povo, que se afirmam no Socialismo. Se Amazonas visse Lula enfrentando Trump em defesa do Brasil, denunciando o genocídio palestino, estou certo, aprovaria.


É preciso mais humildade diante do povo e da base, pois ela é razão mesma de nossa força e existência. O impacto da COVID e das redes sociais nas atividades presenciais, os erros no balanceamento da ação sob as três linhas de acumulação de forças, a própria força do Tempo - também um Orixá - exige de nós um movimento decidido ao encontro da nossa gente, e ocupar nao apenas as redes, mas ocupar e dirigir as ruas. Nós já o fizemos, mais de uma vez.


Em tempos de barbárie, o Socialismo pode ajudar a Humanidade a sobreviver às chagas abertas pelo capitalismo: a desigualdade, as guerras e o ódio, o consumismo e a mentira.


O PCdoB ajudará a libertar o Brasil, e só assim se afirmará para os próximos cem anos! Se formos a força mais consequente em defesa do Brasil, dos direitos do povo e da democracia, persistiremos. Do contrário, passaremos por todos os dramas que apenas vislumbramos na crise da Covid. São tempos interessantes, como se diz. A vida é pra valer.


Então, mais que nunca é necessário sermos comunistas, e sê-lo é abraçar a realidade dessa época para libertar o Brasil e, assim, abrir caminho ao Socialismo. 


A Frente Ampla é indispensável. A Frente Popular é insubstituível no propósito de abrir os caminhos do povo organizado, sob o legado vitorioso de 2026 e do Presidente Lula. E unir o Brasil, unir o Povo, pra isso serve o PCdoB! E essa união exige uma determinação inquebrantável de unidade de uma Frente Popular e de um Campo Popular que ancore a Frente Ampla na defesa da Democracia, do Brasil e dos Direitos do Povo.


quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

Lula, Haddad e o Brasil na cama de Procusto - Paulo Vinícius da Silva

“Um dos malfeitores chamava-se Procusto e tinha um leito de ferro, no qual costumava amarrar todos os viajantes que lhe caíam nas mãos. Se eram menores que o leito, ele lhes espichava as pernas e, se fossem maiores, cortava a parte que sobrava.”(1)


O Golpe contra a  Presidenta Dilma marcou o êxito da ocupação estrangeira do Brasil, comandada pelo imperialismo estadunidense e pela elite financeira. Não chegou nenhum porta-aviões, não perdemos território, ainda. Foi feito por nossos próprios sabujos, que mordem o povo e lambem as mãos do imperialismo. Aportou com os smartphones, as redes sociais e a imprensa golpista, no desatar da Guerra Híbrida, em junho de 2013.

O atual momento da luta é  marcado pela especulação a favor do dólar e pela pressão do “mercado” para tirar dos mais pobres e preservar privilégios, como a isenção tributária para 17 setores da economia, incluindo a mídia empresarial. Custo Brasil?! Gritante, imoral é o Custo Sistema Financeiro, o Custo Rentista.

Temer, Bolsonaro, a maioria venal do Congresso, a imprensa empresarial, o centrão e a extrema direita, todos uniram-se contra Dilma, para rasgar a soberania popular em favor do domínio do rentismo e para entregar o Pré-Sal. 

Ao afirmar que o desafio é colocar o povo no orçamento e o rico no Imposto de Renda e ao denunciar a alta taxa SELIC, Lula cometeu dois “pecados mortais” diante da vaca sagrada que muge: “os banqueiros, os rentistas, os especuladores mandam no Brasil’. Essa construção de décadas é a própria pirâmide de classes brasileira.

Sob FHC, o Plano Real internalizou a hiperinflação, com a criação do mercado da dívida pública. A Lei de Responsabilidade Fiscal estabeleceu que os  “compromissos” com a dívida valem mais que as políticas públicas. Os “fundamentos macroeconômicos” se estabeleceram, com Câmbio flutuante, Superávit Primário e Regime de Metas de inflação. O Brasil é realmente rico. Mesmo com essa âncora no pescoço, Lula conseguiu fazer os melhores governos para o povo E para os banqueiros. Manteve a sangria, mas melhorou os indicadores sociais, cumprindo mesmo o que seus adversários criaram. De nada valeu esse bom-mocismo. Eles deram o Golpe do mesmo jeito, e radicalizaram o neoliberalismo. 

Estabeleceu o brutal Teto de Gastos, promoveu a liberalização no sistema financeiro graças a um dos mais altos spreads do mundo, promoveu a desconcentração privada do sistema financeiro para a “tigrada” e o capital estrangeiro, além de impor uma agenda privatista nos bancos públicos. Some-se a isso o cassino da dívida pública e as isenções tributárias, e vemos quem manda no orçamento, nos juros e no país. Luta de classes na veia. ((2)


A Casa Grande vive sob dupla vassalagem, aos EUA e ao capital financeiro rentista e parasitário. Daí veio o comando para o cerco econômico ao Governo Lula 3, impedindo a aplicação do programa decidido nas urnas. 

Não se duvide disso do que significa descumprir esse mandato do alto.  Afinal, o Golpe foi dado sob a falsa acusação de “pedaladas fiscais”, rasgando o voto popular. Já Bolsonaro, fez o que quis, e tava tudo certo. Pouco importou que o Teto de Gastos nunca fosse aplicado, e mal se lembra que ele quebrou o Brasil, colocando sempre a raposa a cuidar do galinheiro. O que importava era a agenda antitrabalhista e a privatização da ELETROBRAS. Para Lula, a história é outra, um rigor orçamentário jamais praticado nos EUA, na Europa, na OCDE. 

É a cama de Procusto,  montada para que nela caiamos,  pequena para o Brasil, obrigando a decepar no crescimento do país, na redução da desigualdade, nos investimentos indispensáveis.  O povo não pode, outra vez, mudar o país através do voto e pelo Executivo. O Teto de Gastos foi desfeito, mas não sem um amplo conjunto de travas para beneficiar o sistema financeiro rentista, contra a produção. A “Autonomia” do Banco Central e  Campos Neto no leme foram para isso. O Arcabouço Fiscal e o Pacote Fiscal decorrem desse poder neoliberal, que não foi anulado na eleição de 2022. 

É muita ilusão crer que a aprovação do Orçamento da Transição e do Arcabouço Fiscal se daria sem concessões, ou que o amplo apoio era sinal de trégua. Ao contrário, era só o começo do jogo. Será que a institucionalidade burguesa no Brasil permitiria a ruptura com o neoliberalismo? O povo vota, mas a economia, o orçamento, o fruto do seu trabalho, os juros, as dívidas, tudo pertence à elite financeira, que hoje não se resume aos banqueiros. O SFN foi profundamente alterado desde o Golpe. Instalou-se uma farra do boi que permitiu a inúmeras instituições participarem do banquete das altas taxas de juros e se beneficiassem integralmente com a nova fronteira tecnológica sem qualquer contrapartida. É a essa tigrada que as dicas privilegiadas  nas palestras de Campos Neto são dadas. 


Não é o governo Lula, ou Haddad que é neoliberal, é o Brasil. Diversas reformas asseguraram a ordem correta da “cadeia alimentar”, com os especuladores no topo e a nossa condição subalterna face aos EUA. É um crime continuado contra a economia popular: o Brasil não pode crescer. Mas, com Lula, cresce.

Daí o medo-pânico do “mercado” e da mídia à ascensão dos BRICS e à possibilidade de transição na moeda de reserva internacional. É preciso exorcizar os BRICS e travar o Brasil, deixar-nos sem saída. Para isso, nada melhor que o próprio Campos Neto declarar em abril deste ano, na data da chegada das caravelas de Portugal ao Brasil:

“Se a incerteza diminuir, voltamos para a forma de atuação que tínhamos começado. Outra forma é o aumento da incerteza ficar mais tempo e criar ruídos crescentes, então teremos que trabalhar como seria o ‘pace’ [ritmo], teríamos que diminuir o ‘pace'”, disse, em participação em evento da Legend Capital, em São Paulo. (3)


O combinado não fica caro para eles, só para nós. Por isso, a eufemização e o inglês escondem do povo, mas são o apito de cachorro que deixa claro ao “mercado”:  a hora era de sentar a marreta, especular contra, gerar incertezas, se o interesse fosse os juros altos, #ficaadica. A firme identidade entre o presidente do BC e o “mercado” para cercar o governo são reafirmadas por  outra dica bilionária:

Campos Neto repetiu que a autarquia só vai intervir no câmbio se houver problemas relacionados a uma distorção do mercado, mas não por uma mudança no valor do real decorrente de alteração nos fundamentos. “Se tiver uma percepção de que o risco piorou, o câmbio vai refletir”, disse o presidente do BC.”


La distortion, c´est moi. Nos meses seguintes, o recado se demonstrou mais que útil. Desde que Lula assumiu, minguaram  as intervenções do Banco Central no câmbio. A palestra mostrou que o caminho não era apenas prever, mas botar “o PIB para baixo” com juros, câmbio e a defesa dos privilégios e sabotar a economia produtiva e o governo.

Os ataques covardes contra Dilma não impediram seus detratores de manter as isenções tributárias que somam centenas de bilhões de reais. A apropriação do orçamento do Executivo pelo Congresso, sob Arthur Lira, mantém a força local das oligarquias e, ao mesmo tempo, sangra o governo, rasgando de novo a Constituição, instaurando um semipresidencialismo. Vale, com certeza, impedir a tributação dos mais ricos. Assim, cercado pela ganância dos que mandam, Lula reclama sozinho, e pode cair, se vacilar. Será que não percebemos que é preciso o povo nessa história?

As forças populares precisam entender essa virada de chave que une neoliberalismo e fascismo e os limites da institucionalidade burguesa. A libertação do Brasil depende da ruptura com o neoliberalismo no curso da mudança no mapa do mundo. A defesa da Nação como povo é o alicerce para unir a Frente Popular, e abrir um novo horizonte histórico. Contudo, há imensa confusão sobre os papeis de Lula e do seu governo, como a expressão da Frente Ampla, e o papel dos setores populares na disputa dos rumos do governo, na luta para afirmar o mandato das urnas, para questionar o neoliberalismo e a elite financeira. Também para isso servirá a Frente Popular, ao organizar as maiorias. Se a bola segue tocada do governo para o “mercado”, será sempre 7X1 contra o Brasil. É preciso que o povo entre no jogo, a Frente Ampla e o Governo não podem tudo. 

Os especuladores e rentistas perderam a vergonha. A ata unânime do COPOM (4) de novembro de 2024, em seus 23 pontos, cita a palavra  “trabalho” 12 vezes, 10 vezes como “mercado de trabalho”. A palavra “emprego” aparece 3 vezes e, “desemprego”, uma apenas. Na História, se coubesse a ela um título, poderia ser: “Mais Juros e Menos Emprego, gente!” Sim. É isso, sem tirar nem pôr. O problema do país para o COPOM é o crescimento e o emprego aquecidos, tá lá. O imenso peso dos juros e do dólar inflado não geram inflação, e sim uma suposta inflação de serviços em alta. Reconhecendo que não foi suficiente a sabotagem da economia, o BC sinaliza aumentar ainda mais os juros!

Foi sobre essa cama de ferro de Procusto que Haddad teve de encaixar o “pacote fiscal”. Pelo menos, dessa vez, ele gemeu. Sob a orientação de Lula, pela primeira vez, o governo deixou claro à sociedade que se trata de luta de classes, liderada pelos ricos. Todo o ano de 2024 foi consumido pela luta do governo para cumprir o Arcabouço e as dicas de Campos Neto para que a instabilidade crescesse, e os juros, e o dólar também. O povo foi espectador silente nesse debate. A maioria dos brasileiros não entendem os juros compostos na sua vida. A pessoa se assusta com uma inflação ANUAL inferior a 5% e paga taxas maiores que 5% AO MÊS, e acha normal.

 A  ganância dos rentistas morde inacreditavelmente mais fundo que toda a corrupção, e é chamada de “responsabilidade fiscal”. Como o povo poderia entender? É preciso amplo e didático diálogo, é preciso linha política. Nosso batente é muito alto para o povo subir na escada da consciência, para entender a verdadeira luta de classes no Brasil. Onde estão os grandes espaços de debate, trabalho de base e mobilização? Como fazer as redes sociais servirem à unidade da luta popular pela libertação do Brasil?  Lula denuncia, mas ao final é obrigado a trilhar o beco sem saída, porque não há mobilização popular para responder aos seus apelos. A Frente Popular deve ser esse grande espaço que aproxime a esquerda do povo e impulsione a defesa da Nação, da Democracia e dos Direitos. 

Do outro lado, o sistema financeiro e a mídia empresarial escutam, entendem e agem segundo as orientações  de inflar o dólar e os juros, cercar o governo e arrancar dos pobres o que sobra aos ricos. 

Se, por um lado, o governo buscou ao máximo evitar os aspectos mais brutais do corte sobre os pobres, a sua maior contribuição foi precisamente colocar a injustiça no centro da mesa do debate. Assim, o governo indica  por onde podemos retomar no imposto o que agora se perde em salário, produção e emprego.  Mas o que fica evidente é  a derrota, a falta de unidade e mobilização social para travar a grande luta.

A despeito de toda a inteligência de Haddad e da boa vontade de Lula, radicalizar o arcabouço fiscal, estendendo seus limites para o aspecto mais benéfico da economia, o consumo popular, apenas nos deixa mais longe da reversão da tragédia que se abateu sobre o Brasil, tornando ainda mais dramática a falta de tempo  e de unidade no nosso campo. Ainda que cortando menos do que “o mercado” propõe, cortar no abono, no aumento real do salário mínimo, impor um rigor imenso sobre o BPC, mostra que estamos sendo derrotados na política, nas ruas, nas redes. O jogo é muito maior do que podem Lula e o Governo. A política é muito mais que a institucionalidade, mesmo quando nelas ocupamos uma beirinha. E, ao contrário do que as vivandeiras vermelhas do apocalipse predicam, não há panaceia, bala de prata, cerco ao Palácio de Inverno. Essas fanfarronices são apenas o mais rápido caminho para a derrota, este sim o pecado mortal. 

Precisamos de trabalho de base, mobilizar milhões para que se dispute o governo e cerquemos o rentismo parasitário, que é a mãe do fascismo e da extrema direita. É preciso unir o Brasil contra a brutal exploração que a elite financeira impõe a quem trabalha e produz, enorme parasita sugando a seiva da vida, o trabalho, relegando o nosso povo a sofrimentos inauditos, à pobreza, à violência e ao desespero. Esse é o caldo de

cultura para a radicalização fascista. E é, ao mesmo tempo, o ponto frágil que, se devidamente atacado, pode abrir caminhos para uma outra fase, para um novo projeto nacional de desenvolvimento em que caiba a classe trabalhadora e o povo, e não apenas a elite financeira, parasitária, obstáculo à libertação e beneficiária única de nossas misérias.


Referências:


1) Bulfinch, Thomas. O livro de ouro da mitologia: (a idade da fábula) :histórias de deuses e heróis / tradução de David Jardim Júnior — 26a. ed. — Rio de janeiro, 2002
2) Todos os gráficos foram gentilmente selecionados pela subseção do DIEESE que funciona no Sindicato dos Bancárias de Brasília, no que agradecemos a colaboração da Socióloga Paula Reisdorf e do Diretor Daniel de Oliveira.
3) Isto é Dinheiro, 22/4/2024. Se incerteza continuar alta, BC pode ter que diminuir ritmo de cortes de juros, diz Campos Neto, disponível em https://istoedinheiro.com.br/se-incerteza-continuar-alta-bc-tem-de-trabalhar-no-ritmo-de-cortes-afirma-campos-neto/
4) Ministério da Fazenda. Apresentação Medidas de Fortalecimento da Regra Fiscal, disponível em medidas-de-fortalecimento-da-regra-fiscal.pdf
5) COPOM. Atas do Copom Atas do Comitê de Política Monetária - Copom 266ª Reunião - 5-6 novembro, 2024, disponível em https://www.bcb.gov.br/publicacoes/atascopom




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