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quarta-feira, 27 de abril de 2011

1º de Maio



Cinco centrais sindicais (CTB, Força Sindical, UGT, Nova Central e CGTB) realizarão atos unificados de 1º de maio em todo o país. A base da unidade é a "Agenda da Classe Trabalhadora", documento aprovado na Conferência da Classe Trabalhadora realizada em junho do ano passado.
Unidade programática e de ação é o caminho necessário para que os trabalhadores sejam protagonistas na luta pela afirmação do projeto nacional de desenvolvimento com valorização da força de trabalho. Por uma controvertida opção política, a CUT resolveu se afastar do Fórum das Centrais e realizar um ato próprio.
Embora seja legítima a pretensão de cada central buscar a hegemonia do movimento sindical, não é razoável que esse objetivo se sobreponha aos interesses maiores dos trabalhadores. A recomposição do Fórum das Centrais, por isso mesmo, é importante e não pode ser subestimada.
O Fórum das Centrais Sindicais pode e deve, além das lutas unitárias estritamente sindicais, dialogar e promover ações conjuntas com a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS). A CMS inclui, além de algumas centrais, entidades como a UNE, MST e entidades feministas, comunitárias, antirracistas, etc.
Dirigentes da CUT dizem que na atual conjunta irão priorizar a CMS. O problema é que essa nova orientação vem acompanhada do afastamento das jornadas de lutas com as outras centrais sindicais. Não se sabe ao certo as razões desse posicionamento da CUT.


Em algumas atividades já em curso (luta contra os juros altos, 1º de maio unificado e fórum das mulheres) a CUT não tem participado, dando mostras práticas de que pretende iniciar a temporada de carreira solo. Esse caminho equivocado prejudica a luta dos trabalhadores e certamente não ajudará a CUT.

Com o Fórum das Centrais e a CMS divididos, a unidade do movimento sindical e popular está em cheque. Com o governo Dilma em sua fase inicial, essa divisão favorece os setores que, dentro ou fora do governo, se colocam contra as propostas desenvolvimentistas.

Reverter essa situação é uma tarefa inadiável das lideranças lúcidas dos trabalhadores e do povo.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

MST, UNE e centrais buscam unificar agenda

MST, UNE e centrais buscam unificar agenda
As maiores organizações que representam os movimentos social, sindical e estudantil do país planejam a elaboração de uma agenda conjunta, a ser oferecida à presidente Dilma Rousseff. Nela, constarão as prioridades pelas quais o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), as centrais sindicais - sobretudo a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) – e a União Nacional dos Estudantes (UNE) brigarão juntos.
O fortalecimento deste bloco de representação, cujas entidades já se organizam na Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), foi discutido em agosto do ano passado, durante as eleições presidenciais - todos apoiaram a presidente eleita no segundo turno - e a conversa será retomada nas próximas semanas.

"A CUT elaborou um documento com 213 propostas para o novo governo. Como nós, as outras organizações estão fazendo o mesmo, o que cria um volume grande de pautas", avalia o presidente da central, Artur Henrique. "A ideia é que essas organizações peguem só os pontos prioritários para que possamos batalhar juntos", acrescenta. A redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, a mudança dos índices de produtividade rural e a destinação de 50% do fundo social do pré-sal para a educação são pontos de convergência na pauta de CUT, CTB, MST e UNE e segundo seus representantes, seguramente farão parte da agenda.

Até o momento, as entidades aguardam para saber como será o relacionamento com o novo governo. De certo, deve ficar a cargo de Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, a tarefa de intermediar o contato, cumprindo a função que foi de Luiz Dulci durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Diálogo

Os presidentes de CUT, CTB, MST e UNE concordam que o relacionamento com o governo melhorou muito nos últimos oito anos, mas cobram que Dilma dê o próximo passo: "Durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), nós nunca fomos nem recebidos pelo presidente. Isso melhorou radicalmente com Lula. Mas agora, queremos influenciar na política, na tomada de decisões, assim como os empresários e outros personagens da sociedade", afirma Artur Henrique.

O presidente da CTB, Wagner Gomes, completa, pautando a necessidade de mais diálogo acerca de questões como a valorização do salário mínimo e a política macroeconômica: “precisamos de uma interlocução maior com o novo governo. São duas decisões [aumento da taxa Selic e manutenção do mínimo em R$ 540] que vão na contramão daquilo que o país precisa, algo que não contribuirá em nada para o desenvolvimento do país”, argumenta Wagner Gomes.

Apesar da postura crítica, o presidente da CTB acredita que Dilma Rousseff manterá o mesmo olhar voltado para o social que o presidente Lula. “É inegável que grande parte do sucesso do governo passado se deve à política de valorização do salário mínimo, um grande instrumento de distribuição de renda. Não podemos ver o país se desenvolver a altas taxas de crescimento sem que isso se reverta para a sociedade, especialmente para os assalariados”, destaca, ao lembrar que é preciso gerar mais emprego e renda através de medidas que promovam o desenvolvimento e o bem-estar social.

Para José Batista de Oliveira, da coordenação nacional do MST, "houve muito diálogo, mas pouca efetividade". Batista cita como maior avanço do governo Lula na relação com os sem-terra a assimilação da produção do grupo com garantia de preço. "No entanto, a implantação de escolas nos assentamentos, uma prioridade, ainda não ocorreu. Mas melhorou muito o relacionamento. Nosso acesso hoje é bom até no Ministério da Agricultura", observa. Augusto Chagas, presidente da UNE, afirma que o ex-presidente recebeu a UNE "pelo menos quatro vezes por ano, durante os dois mandatos".

As decisões de cunho econômico também são alvo das organizações, que pleiteiam participação na efetivação de propostas de campanha, como a desoneração da folha de pagamentos: "Queremos saber qual será a contrapartida para o trabalhador", diz Artur Henrique. Para os sindicalistas, a valorização do salário mínimo, por eles defendida, foi fator essencial para o enfrentamento da crise econômica mundial, em 2008, o que lhes daria gabarito para ter maior influência na tomada de decisões.

Agendas previstas

As centrais prometem ocupar o Congresso Nacional a partir de fevereiro, com a reabertura dos trabalhos das Casas Legislativas, caso não haja acordo nas negociações com o governo federal acerca do valor do salário mínimo.

Em março, a UNE prepara uma série de passeatas, em todas as capitais, com vistas de pressionar o Congresso Nacional a incluir no Plano Nacional de Educação (PNE), a ser votado neste ano, o investimento obrigatório de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) anual do país na educação: "Hoje, menos de 40% dos jovens entre 18 e 24 anos concluem o ensino médio. Para um país que quer ser desenvolvido, estamos desperdiçando um potencial imenso", observa Chagas.

O MST já está realizando ocupações, sobretudo em São Paulo, pautando a urgência da Reforma Agrária.

Além das agendas próprias, que prometem grandes mobilizações, as quatro entidades se reúnem com outras organizações na próxima quarta-feira (26), em reunião da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) que debaterá as agendas conjuntas de 2011 e a participação do movimento social brasileiro no próximo Fórum Social Mundial, que ocorre de 6 a 11 de fevereiro em Dacar (Senegal). O objetivo da articulação na CMS é fortalecer a pressão nas ruas para garantir as bandeiras que unificam a luta dos movimentos sociais no país.

Fonte: Vermelho

Conheça a Agenda da Classe Trabalhadora aprovada na 2ª CONCLAT

sábado, 28 de novembro de 2009

Reunião da CMS debate corrupção no governo Arruda

Brasília, 27 de novembro de 2009
Companheiros e Companheiras da CMS-DF
Diante das recentes denúncias de corrupção no GDF que, a partir de uma ação do Ministério Público, levaram a Polícia Federal a cumprir mandados de busca e apreensão em residências de membros do executivo e gabinetes da Câmara Legislativa,
a Ed. Venâncio V, entrada pelo estacionamento atrás do CONIC.
A intenção é socializarmos informações e discutirmos uma proposta de ação conjunta dos movimentos sociais.
Contamos com sua presença!
Ismael José Cesar
P/ COORDENAÇÃO DA CMS/DF

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Agenda dos protestos: vá às ruas, dê o grito pela paz em Gaza

www.vermelho.org.br

8 DE JANEIRO DE 2009 - 04h55

A partir desta quinta (8), entidades, movimentos sociais e partidos estarão realizando novas passeatas contra a guerra de Israel e em solidariedade a Palestina. Diversas cidades compõem a agenda de protestos que se estende até domingo (11). As ações se somam as já realizadas no país e no mundo desde 27 de dezembro, início do genocídio israelense à população da Faixa de Gaza. Faça parte da luta pelo imediato cessar-fogo em Gaza. Pegue sua bandeira, participe dos protestos, dê o seu grito pela paz.

Por Carla Santos,Com a colaboração de Lejeune Mirhan
(- Confira a agenda de protestos ao final da matéria)

Ao todo, sete cidades farão manifestações até o final desta semana. São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Recife (PE) e Porto Alegre (RS) serão as capitais da paz no Brasil. A elas acrescem as manifestações que acontecerão em Campinas (SP) e Foz do Iguaçu (PR).

Todas as manifestações acontecem nesta sexta-feira (9), com exceção da cidade do Rio que abre a agenda de protestos nesta quinta-feira (8). Além de um ato na sexta, a capital paulista também realizará a Marcha Contra o Massacre de Israel no domingo (11). Apenas em São Paulo, mais de 120 pessoas participaram das reuniões do Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino e quase 50 organizações convocam os protestos.

“Existe um clamor brasileiro, até pelos laços históricos com o povo palestino e árabe, contra os ataques israelenses. Essa solidariedade precisa ganhar as ruas e denunciar quais são os verdadeiros responsáveis pelo que está acontecendo: os governos de Israel e dos Estados Unidos, que apóiam o massacre”, afirma ao Vermelho Rubens Diniz, diretor do Cebrapaz (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e de Luta pela Paz).

Sobre o caráter das manifestações, Rubens explica: “nosso esforço é para que os atos sejam os mais amplos possíveis e que mobilizem todos àqueles que desejam a paz e estão indignados com a situação na Palestina. O movimento ainda é liderado pelo Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino, é suprapartidário e todas as religiões são bem vindas para apoiá-lo.”

Emoção e criatividade

Em São Paulo — que abriga a maior comunidade árabe do país—, haverá um protesto em frente ao Consulado de Israel e a uma grande marcha sairá do Vão Livre do Masp. Em Campinas, a manifestação no Largo da Catedral espera contar com a participação de um médico palestino que mora na Faixa de Gaza e que, ao retornar de uma viagem que fazia na Rússia, foi impedido de voltar ao seu país. Desde então ele está no Brasil.

No Rio de Janeiro, a manifestação que acontecerá na Cinelândia será filmada pela organização. Em Porto Alegre o ato de solidariedade deve contar com o Embaixador da Palestina. Em Curitiba, a passeata Uma gota de sangue pela paz, com concentração na Praça Santos, pretende mostrar num gesto dramático a indignação dos brasileiros.

No Recife, os estudantes podem terminar o protesto em frente ao Consulado Americano. Já em Foz do Iguaçu, cidade que acolhe a segunda maior comunidade árabe do Brasil, fotos do massacre estarão estampadas em cartazes e adereços da manifestação.

De expectador à protagonista

Em entrevista ao Vermelho, Marcelo Buzetto, do MST, disse que os protestos são a oportunidade dos brasileiros de deixarem a posição de expectadores do massacre para se tornarem protagonistas da pressão mundial pelo fim do genocídio.

“Precisamos fortalecer a solidariedade com o povo de Gaza que tem vivido todos os dias o massacre que estamos acompanhando pela TV. São bombardeios em escolas, hospitais, centros de abastecimento de água e energia. A cada momento cresce o número de crianças e idosos brutalmente assassinados”, lembra. “Os atos servirão para medir o grau de repúdio do povo brasileiro contra esse genocídio do Estado de Israel.”

Quando pouco vale muito

Para os árabes e descendentes de palestinos no país, as manifestações também tem o apoio de muitos judeus e israelenses que moram aqui. “Os governos que se dizem democráticos sabem que para se chegar ao poder é preciso o apoio da população. Neste sentido, as mobilizações de massa pela paz na Faixa de Gaza tem um impacto muito forte sobre todos os governos do mundo e elas já estão acontecendo em Israel”, relata ao Vermelho Alli Majdoub, presidente da União dos Estudantes Muçulmanos do Brasil (Uemb).

As palavras de Alli lembram que as eleições em Israel, em 10 de fevereiro, estão próximas. Segundo pesquisa do jornal israelense Haaretz — publicada sete dias após o início dos ataques — se as eleições fossem hoje a coalizão de centro do atual governo — entre trabalhistas e o Kadima —, conseguiria manter a maioria no Parlamento. Antes do genocídio, as pesquisas davam grande vantagem à adversária coalizão de direita Likud, que defende uma posição mais dura contra palestinos.

Contudo, já paira o medo entre os governantes israelenses de que, se massacre se estender por muito tempo, a vantagem conquistada se reverta. Daí a urgência da violência com que o Exército de Israel tem usado para invadir sumariamente a Palestina. Independente dos motivos da guerra de Israel, o sangue corre na Faixa de Gaza e o martírio das famílias palestinas segue. Diante deste cenário, Alli lembra o que é possível fazer.

“Ir às ruas, protestar contra a crueldade dessa guerra e denunciar seu sentido mesquinho é muito pouco, mas é o mínimo que podemos fazer em solidariedade ao holocausto pelo qual passam milhares de famílias neste exato instante em que conversamos.”

- Leia também:
Milhares de brasileiros já foram às ruas pela paz em Gaza

Confira abaixo a agenda de protestos desta semana.

Quinta-feira (8)

- Rio de Janeiro
Manifestação de repúdio ao massacre do povo palestino
Horário: 17 horas
Local: Cinelândia
Convocam: entidades do movimento social e sindical e do Comitê de Solidariedade com o Povo Palestino-RJ

Sexta-feira (9)

- São Paulo
Manifestação em frente ao Consulado de Israel
Horário: 14h30
Local: Consulado de Israel
Endereço: Avenida Faria Lima, nº 1.766, 13º andar em PinheirosConvocam: (as mesmas da manifestação de domingo)

- Porto Alegre
Ato com Embaixador da Palestina e pelo fim dos ataques de Israel
Horário: 10 horas
Local: Semapi (Sindicato dos Empregados em Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas e de Fundações Estaduais do RS)
Endereço: Rua General Lima e Silva, 280 - Porto Alegre – RS
Convocam: entidades da Comunidade Árabe-Brasileiro, em conjunto com outras como o Cebrapaz-RS e demais organizações dos movimentos sociais

- Curitiba: A passeata de solidariedade a Palestina: uma gota de sangue pela paz
Horário: 11 horas
Local: Concentração na Praça Santos Andrade
Convocam: Comitê Árabe-Brasileiro, em conjunto com outras entidades como o Cebrapaz-PR

- Recife
Sapatada nos governos de Israel e dos EUA: pelo fim da invasão a Gaza
Horário: 16
Local: Praça Oswaldo Cruz
Convocam: UNE, Ubes, Umes (União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas ), UEP (União dos Estudantes de Pernambuco)

- Campinas
Ato de solidariedade a Palestina
Horário: 17
Local: Largo da Catedral
Convocam: entidades do movimento social e partidos políticos

- Foz do Iguaçu
Passeata pelo fim do massacre ao povo palestinoHorário: 17 horasLocal: Concentração no início da Avenida BrasilConvocam: Comunidade Árabe e entidades do movimento social

Domingo (11)

- São Paulo
Grande Marcha Contra o Massacre de Israel
Horário: 10 horas
Local: Concentração no Vão Livre do Masp, Avenida Paulista.

Convocam: CMS (Coordenação dos Movimentos Sociais); CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil); CUT; Conlutas; Intersindical; Afubesp (Associação dos Funcionários do Banespa); UNE; Ubes; Upes (União Paulista dos Estudantes Secundaristas); DCE da USP; UJS (União da Juventude Socialista); Juventude Revolução; Movimento pelo Passe Livre; MST; MLT (Movimento de Luta pela Terra); Conselho Mundial da Paz (CMP); Cebrapaz (Centro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz); Comitê de Solidariedade a Cuba; Mulheres em Luta pela Paz; PCdoB; PT; PSTU; Psol; PCB; Fepal (Federação Árabe Palestina do Brasil); Fearab (Federação das Entidades Árabes Brasileiras); Mopat (Movimento Palestina para Todos); União da Juventude Árabe para a América Latina (UJAAL); Instituto Jerusalém; Instituto da Comunidade Árabe; Centro Cultural Árabe-Sírio; Sociedade Palestina de SP; Instituto Futuro; União Nacional de Entidades Islâmicas (UNI); Federação das Entidades Árabes Muçulmanas do Brasil (Fambras); Sociedade Beneficente Muçulmana do Brasil (SBM); Associação Beneficente Islâmica do Brasil (ABIB); União dos Estudantes Muçulmanos do Brasil (Uemb); Sociedade Islâmica de Jundiaí; Sociedade Beneficente Muçulmana de Santo Amaro; Conselho Superior dos Teólogos Muçulmanos do Brasil; Igreja Ortodoxa Antioquina do Brasil; Igreja Presbiteriana; Deputado estadual Simão Pedro (PT-SP); Deputado estadual Said Mourad (PSC-SP); Vereador de São Paulo Jamil Murad (PCdoB); Portal Vermelho; CMI (Centro de Mídia Independente); Jornal Al Baian.

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