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quarta-feira, 5 de maio de 2021

Pré-congresso de Sindicatos de Bancários(as), Seguros e - Ramo Financeiro da Federação Sindical Mundial - 05/05/2021

Realizou-se hoje, 05 de maio de 2021 o Pré-congresso de Sindicatos de Bancários(as), Seguros e - Ramo Financeiro da Federação Sindical Mundial por videoconferência.  A reunião contou com a Presença do camarada  C H Venkatachalam, Secretário Geral das Associações de Empregados(as) em Bancos de Toda Índia,  e representações da África, Ásia, Europa e América Latina. A reunião foi em inglês.

A Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil foi representada pelo bancário da base Paulo Vinícius da Silva, Secretário Nacional do Trabalho da CTB, que elaborou uma apresentação a partir da experiência do DF e da participação e das contribuições da Coordenação do ramo Financeiro, mas que foi de sua elaboração. A apresentação - Brasil: Trabalho Bancário em Tempos de Pandemia pode ser baixada no link em PDF.

Tivemos a oportunidade de ouvir de representantes dos trabalhadores(as) do ramo financeiro de todo o mundo uma série de problemas semelhantes que afetam a classe trabalhadora em todo o mundo. A reunião denunciou a brutal repressão à paralisação nacional das centrais sindicais na Colômbia que obrigou à retirada do projeto de Reforma Tributária pelo governo assassino de Ivan Duque, que tem promovido um banho de sangue no país, auxiliados pelos paramilitares, primeiro comprometendo o Acordo de Paz, e agora investindo contra a população civil com uma impiedade que já conta com dezenas de mortos.

Na Nigéria, Saji Oluwole contou das dificuldades que associam a pandemia e o terrorismo fundamentalista no país e os riscos vividos pelos(as) bancários(as) no setor financeiro do país. Todas as falas mencionaram a essencialidade do trabalho bancário e os riscos envolvidos à saúde.

Propus construir um enlace de notícias do Ramo Financeiro da FSM, porque as dificuldades vividas são dramáticas e de interesse público. É importante, desde Marx na AIT, o compartilhamento das lutas, vitórias e dores da classe trabalhadora. Mas no Ramo Financeiro, pelo papel do capitalismo e do rentismo financeiro parasitário, a denúncia da exploração dos bancos sobre o povo é fundamental para contactar sindicatos que também vão poder divulgar as suas lutas, e assim ampliaremos as ligações entre os bancários(as) no movimento internacional. Denunciamos o genocídio do capitalismo contra os trabalhadores(as) no Brasil e no mundo e mencionamos a importância da visibilidade e da voz das mulheres bancárias e de sua luta contra o capitalismo, o machismo e a tripla jornada, agravada com o Teletrabalho. E enviamos nossa solidariedade aos povos Colombiano e Indiano que enfrentam o Covid e a Direta, assim como o povo Brasileiro sob o jugo de Bolsonaro.

 

EXÉRCITO COLOMBIANO ATACA CIVIS 04/05


A reunião acatou por unanimidade a proposta do camarada CH Ventakachalan - Índia de constituirmos um comitê internacional para preparar o Congresso da TUI - BIFU, reunindo o Ramo Financeiro da FSM e avançar na mobilizaçao e na execução prática do Congresso nas circunstâncias atuais, a CTB Brasil, que tem a Vice-Presidência da TUI BIFU com o camarada Eduardo Navarro, e a Central de Trabalhadores de Cuba ficarão a cargo da mobiilização na América Latina, participação muito valorizada pelo camarada CH Ventakachalan em seu informe. Complementaremos as informações com a relatoria da WFTU. O PAME da Grévia também comporá o grupo de trabalho operativo, desde a sede da FSM, na Grécia.

Viva à FSM! 

Trabalhadores e Trabalhadoras de todos os países, uní-vos!


CH Ventakachalan - Índia



Yogendra Singh - Nepal
 
 
 

 

 Georgi Bazionis - FSM - PAME- Grécia


terça-feira, 4 de maio de 2021

V CONGRESSO DA CTB - JUVENTUDE TRABALHADORA, PARTICIPE DO DEBATE!

 Logo

Na próxima quinta, dia 6 de maio, o Ciclo de Debates da CTB será sobre “Juventude e Mundo do Trabalho”. Não perca! Desta vez será a noite e começará às 19 horas. Te convidamos a se inscrever e participar.


INSCREVA-SE AQUI

segunda-feira, 3 de maio de 2021

Estarei no Pré-congresso de Sindicatos de bancários(as) e do setor financeiro da Federação Sindical Mundial





Comunicado da TUI-BIFU às entidades filiadas à Federação Sindical Mundial

 
Convite: Reunião pré-congressal da União Internacional dos Sindicatos de Bancários(a) e Trabalhadores(as) do Ramo Financeiro e da Seguridade - TUI BIFU

Caros colegas, 

Após a reunião virtual da FSM TUI BIFU, realizada em 20 de outubro de 2020 com grande  sucesso, estamos organizando uma reunião virtual pré-congresso da TUI BIFU, com sindicatos de bancários(as) e do setor financeiro. A reunião será realizada em 5 de maio de 2021 às 16h00, hora da Grécia (10h00, hora de Brasília). 

O objetivo desta reunião é formar um Comitê Adhoc operativo para continuar as atividades da TUI BIFU
até a realização de sua Conferência. O encontro será realizado por meio da plataforma ZOOM. Por favor, confirme sua participação para o seguinte e-mail: contact@wftucentral.org 

Saudações militantes, 

 


CH Venkatachalam - TUI-BIFU- WFTU

DELIBERAÇÃO DA COORDENAÇÃO DO RAMO FINANCEIRO DA CTB

Reunião pré-congressal da União Internacional dos Sindicatos de Bancários(a) e Trabalhadores(as) do Ramo Financeiro e da Seguridade - TUI BIFU  -  29/04/2021


A UIS Bancária da FSM enviou convite à CTB, e esta nos repassou. A reunião será no dia 05 de junho, quarta-feira, as 10h. Para participar do fórum ficou definido que Paulo Vinícius Santos deve representar a CTB Bancários. A reunião será por Zoom.

ATENÇÃO

Em função do curto tempo, sugestões de pautas, problemas e contribuições à minha fala, por favor enviar por escrito aqui como Comentário no Blog Coletivizando ou no e-mail do núcleo dos Bancários(as) do DF ctbbancariosdf@gmail.com

segunda-feira, 29 de abril de 2019

CTB e CGTB juntas apoiam Primeiro de Maio da União em Defesa da Previdência! Veja os cartazes! Divulgue!










Primeiro de maio de 2019: Convocatória - Fed Sindical Mundial - Em Brasília - Pra do Relógio às 10h0


Primeiro de maio de 2019: A riqueza pertence àqueles que a produzem!
27 abr 2019
A Federação Sindical Mundial (FSM), em nome dos seus 97 milhões de membros em 130 países dos cinco continentes, saúda a comemoração dos trabalhadores do 1° de maio de 2019 com o tema: A riqueza pertence àqueles que a produzem!

Saudamos os trabalhadores e trabalhadoras de todo o mundo e seu papel insubstituível na produção de todos os bens e serviços necessários para satisfazer as necessidades contemporâneas dos povos de todo o mundo. Honramos a história da classe trabalhadora mundial, a importante luta dos trabalhadores de Chicago no maio de 1886 que lutaram e conquistaram a jornada de trabalho de 8 horas, sacrificando sua própria vida.

O movimento sindical classista, por meio das orientações da Federação Sindical Mundial, segue firmemente suas lutas com as reivindicações pela melhoria substancial das condições de trabalho e qualidade de vida dos trabalhadores e das camadas populares pobres.

Nas condições atuais, quando 1% da população possui mais de 80% da riqueza produzida, enquanto que 4,5 bilhões de pessoas vivem na pobreza e na miséria, os trabalhadores e trabalhadoras reivindicam tudo o que produziram para que se coloque um ponto final na injustiça e desigualdade!

Nos países da África, Ásia e América Latina, os monopólios exploram seus recursos de riqueza extraordinários, dando “migalhas” para o povo. Os antagonismos entre os estados imperialistas poderosos continuam gerando tensões, zonas de guerra e feridas abertas nos países onde, pelos últimos anos se organizaram intervenções, guerras, bombardeios e a criação de “legiões” de pessoas desterradas, refugiadas e imigrantes.

Mesmo nos chamados países desenvolvidos, segue em curso um golpe contra os salários e pensões, as conquistas históricas dos trabalhadores e trabalhadoras em nome da crise econômica capitalista, pela manutenção do lucro dos grandes grupos e monopólios. A pobreza, o desemprego e a insegurança continuam aumentando, os serviços de saúde e bem-estar social seguem diminuindo, os governos estão tentando limitar a ação do movimento sindical classista por meio de uma brutal repressão, com obstáculos dificultando a ação sindical e o direito à greve.

A Federação Sindical Mundial convoca seus filiados, seus amigos e trabalhadores de todo o mundo a manter elevada a bandeira das lutas históricas dos povos e organizar a greve do 1° de maio desse ano da maneira que ela mereça comemorar o dia da classe trabalhadora mundial. Contra as falsas teorias dos empregadores, governos e das direções sindicais corruptas que afirmam que as greves, as reivindicações e as ações dos sindicatos foram superadas, de modo que possam servir melhor aos interesses do grande capital.

Com marchas e greves massivas por todas as partes, com as bandeiras e os lemas da FSM que expressam a unidade classista e a solidariedade internacionalista. Com lemas por um trabalho fixo e pleno para todos e todas, com aumentos nos salários e pensões, com serviços de saúde e educação gratuitos e de alta qualidade para os trabalhadores e suas famílias. Pela defesa dos direitos dos jovens e das mulheres da classe trabalhadora.

Pela paz, pelo fim das ingerências estrangeiras nos assuntos internos dos países, pelo direito dos povos decidirem por si sobre o seu presente e seu futuro.

Para esmagar o racismo, o fascismo, a xenofobia que se nutre e se fortalece no campo da exploração capitalista. Pela unidade de todos os trabalhadores. Pelo fim das guerras imperialistas baseadas nos interesses de uma minoria que explora o suor dos trabalhadores e o derramamento do sangue dos povos.

Pelo fim da exploração capitalista, por uma sociedade com verdadeira justiça e igualdade, onde a riqueza pertence àqueles que a produzem, os trabalhadores e trabalhadoras, a força motriz de todo o progresso e das conquistas da humanidade.

Desde o primeiro momento da sua fundação e pelos 74 anos da sua trajetória e ação, a FSM segue com passo firme ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras de todo o mundo; dessa forma, expressa, com o motivo do 1° de maio de 2019, sua solidariedade com os povos da Venezuela, Cuba, Palestina, Síria, Iêmen e Líbia.

Seguiremos de maneira inequívoca nossas lutas com o fim de que essas se fortaleçam mediante novas iniciativas, ações e mobilizações! Com internacionalismo e solidariedade.

Continuemos o esforço pelo fortalecimento dos sindicatos militantes com novos filiados, com jovens e mulheres, reforçando a identidade classista e a unidade de classe de todos os trabalhadores.

Desmascarando o papel sujo dos reformistas e dos burocratas corruptos que convertem os sindicatos em serviçais da burguesia.

Participamos energicamente na greve do 1° de maio de 2019!

Viva a comemoração dos trabalhadores no 1° de maio!

A riqueza pertence àqueles que a produzem!

English Version: We publicize the WFTU Poster for the militant celebrations of 1st of May 2019 
under the slogan: “The wealth belongs to those who produce it”

Primero de mayo 2019: ¡ La riqueza pertenece a quienes la producen !

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Juventude rural da CTB apresenta realidade brasileira em encontro - Portal CTB

Juventude rural da CTB apresenta realidade brasileira em encontro
09/11/2013

Na manhã deste sábado (9) os participantes do 2º Encontro Regional de Jovens da Federação Sindical Mundial foram divididos em três grupos, dois foram conhecer programas sociais uruguaios enquanto o terceiro participou de oficinas onde foram abordados temas como maioridade penal e o papel da juventude trabalhadora rural.

Após a saudação do secretario da FSM para as Américas, Ramón Cardona, os participantes contaram as realidades vividas em seus países e se puderam aportar para os debates que continuarão ao longo do dia.

Sobre o tema reforma agrária, soberania alimentar e agricultura familiar a secretaria geral da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura), Dorenice Flor, informou que de acordo com o IBGE, existem mais de quatro mil jovens trabalhadores rurais.



Ela destacou que a juventude rural tem uma participação ativa nos sindicatos e citou como exemplo a Contag onde quatro jovens estão na direção da confederação.

Por sua vez, a secretaria da juventude da Fetase (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Sergipe), Sirley Ferreira, destacou que “A CTB é a única central que estabelece o dialogo com a juventude do campo e da cidade”.

Em sua intervenção, Sirley expressou que a permanência no campo é um dos maiores desafios que os jovens enfrentam, outra dificuldade apontada por ela foi que “a agricultura ainda é vista como uma atividade sem importância, por isso o jovem não quer se assumir trabalhador rural”, disse.



Os participantes do debate também levantaram questões como luta contra o agronegócio, o fortalecimento da agricultura familiar e a necessidade de que haja uma reforma agrária integral na América Latina, para fortalecer as políticas voltadas para o campo. “Contamos com a mobilização para diminuir a fome e a extrema pobreza no mundo ”, concluiu Dorenice.

No fim do evento os participantes fizeram uma roda e clamaram “Quando o campo e a cidade se unir a burguesia não vai resistir”. Os debates seguem nesta tarde na quadra do ginásio Platense Patín Club, em Montevidéu, que é o palco do encontro que reúne jovens do Peru, Argentina, Uruguai, Brasil, México,Chile e Paraguai.



De Montevidéu, Uruguai
Érika Ceconi - Portal CTB

Secretário da Juventude da CTB defende unidade dos trabalhadores na AL - Portal da CTB


Secretário da Juventude da CTB defende unidade dos trabalhadores na AL
10/11/2013

“Este encontro da juventude trabalhadora irá construir a solidariedade dos trabalhadores latino-americanos e caribenhos” expressou o secretário da FSM para as Américas, Ramón Cardona, durante sua participação na plenária realizada na tarde deste sábado (9) no 2º Encontro Regional de Jovens o Cone Sul.

Dando continuidade aos trabalhos que começaram desde a manhã, após as oficinas e as visitas às brigadas solidárias e à uma cooperativa, representantes dos três grupos relataram a suas experiências e conclusões para os demais e partir daí deu-se início para as mesas de discussões onde foram debatidos temas relacionados à integração.



Sobre o tema, o secretário nacional da Juventude Trabalhadora da CTB, Vitor Espinoza, que integrou uma das mesas, afirmou que a classe trabalhadora precisa se unir para combater às ofensivas do capitalismo no continente.

Os jovens contribuíram com propostas para a declaração final, que será apresentada neste domingo (10), como o argentino Johnn Corre, que sugeriu que o primeiro fim de semana de março seja o Dia de Ação da juventude da Federação Sindical Mundial.

Já o brasileiro Carlos André Conceição Alves, que integra o coletivo da CTB São Paulo, destacou a importância de lutar contra a diferença de gênero, racismo e homofobia. “Não podemos tolerar que o movimento sindical aceite tais práticas”.

Após os debates, os participantes do encontro presenciaram uma apresentação de Candombe, ritmo tradicional e base do carnaval daquele país, a confraternização também contou uma banda uruguaia que animou a noite. O encontro teminará neste domingo (10) com a plenária final onde serão apresentadas as conclusões dos três dias de debates.



De Montevidéu, Uruguai
Érika Ceconi - Portal CTB

Juventude da CTB bombou no o 2º Encontro Regional da FSM - Portal CTB

Jovens chegam ao Uruguai para o 2º Encontro Regional da FSM

08/11/2013
Ao som de “A Internacional”, centenas de jovens oriundos de vários países da América Latina uniram-se em uma só voz na noite desta sexta-feira (8), em Montevidéu. Este foi o clima da abertura 2º Encontro de Jovens da Federação Sindical Mundial (FSM) do Cone Sul, que ocorre até o próximo domingo (10) na capital uruguaia.



Na atividade, o coordenador da central uruguaia PIT-CNT, que está recebendo o evento, Marcelo Abdala, deu as boas-vindas aos participantes e destacou o protagonismo da juventude “Aqui estão os jovens que vão mudar a sociedade”, indicou. Já o coordenador da FSM para o Cone Sul e secretário de Relações Internacionais da CTB, Divanilton Pereira afirmou: "A FSM tem a convicção de que saíremos daqui mais experientes para construir o sindicalismo classista, o sindicalismo com perspectiva socialista", exclamou.



No ato político também participaram integrantes da FSM do Peru, Chile, México, Argentina, Brasil e Uruguai além da presença do coordenador do Encontro Sindical Nossa América e dirigente da PIT-CNT, Juan Castillo e do representante da juventude da central uruguaia, que foi ovacionado ao destacar a luta dos jovens trabalhadores.

A delegação brasileira conta com representantes de seis estados

O encontro segue neste sábado (9), onde pela manhã os participantes poderão conhecer programas sociais uruguaios como o projeto habitacional Plan Juntos e o caso das empresas recuperadas e autogestionadas pelos trabalhadores, além das mesas de debates, à tarde os participantes compartilharão entre si as experiências.


De Montevidéu, Uruguai
Érika Ceconi - Portal CTB

sábado, 31 de agosto de 2013

Federação Sindical Mundial denuncia guerra covarde contra a Síria!

LA FEDERACIÓN SINDICAL MUNDIAL SE SOLIDARIZA CON EL PUEBLO SIRIO Y DECLARA: NO A LA “DEMOCRACIA” IMPERIALISTA

29 Agosto 2013

La Federación Sindical Mundial condena energicamente la agresividad imperialista contra Siria que se va agudizando y exige el cese inmediato de las preparaciones de intervención militar contra el país y el pueblo Sirio.
Bajo condiciones de aguda competencia interimperialista y condiciones de profunda y prolongada crisis internacional del capitalismo, cuando las rivalidades sobre los recursos naturales y los pasos geoestratégicos se agudizan, el conflicto en el Oriente Medio y el Mediterráneo alcanza nuevos límites.

El pretexto falso del supuesto uso de armas químicas por el ejército sirio es una obvia calumnia provocativa con el fin de ofrecer la oportunidad de intervencíon, deseada y preparada hace años por los EE.UU. y las otras potencias.
Los medios de comunicación internacionales, propiedad de grupos multinacionales, en plena coordinación con la agenda imperialista, enriquecen la desinformación, con el fin de provocar la inercia o el apoyo de la opinión pública a un nuevo masacre.

Las fuerzas dentro del país, apoyadas moral y prácticamente por las potencias extranjeras y también por Turquía, los reyes y emires de Qatar, Arabia Saudita y otros, no tienen nada que ver con los intereses del pueblo sirio, o con la paz y la democracia prometida.

La “democracia”aplicada en Afganistán, Irak, Libia, Malí no la necesitamos y no la queremos. No más sangre por los intereses de las empresas transnacionales.
Hacemos un llamado a todas las fuerzas sindicales, afiliados y amigos de la FSM, así como a todos los amigos de la paz y las organizaciones masivas en todo el mundo a demostrar su rechazo a la política imperialista y su solidaridad con el pueblo de Siria.

El pueblo sirio, sin intervención extranjera, es el único que puede y debe decidir sobre su presente y futuro.

EL SECRETARIADO

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Juventude da FSM realizará encontro em Buenos Aires

Como desdobramento do processo de rearticulação da Juventude sindicalista da Federação Sindical Mundial, a FSM realizará de 29/06 a 1º/07, na cidade de Buenos Aires, a sua Reunião do Cone Sul da Juventude Sindicalista da FSM.
Plenário da 2ª Conferência Internacional da Juventude Sindicalista, em Havana, Cuba

A América Latina tem sido palco de várias atividades desse perfil, tendo sediado os dois primeiros encontros internacionais (em Lima e em Cuba), além do avanço da articulação da FSM na América Central, que já realizou dois encontros.

Agora, o Capítulo Argentino da FSM anfitrionará uma reunião cuja presença já extrapola o Cone Sul, contando já com a confirmação de diversas organizações, inclusive da CGTP (Peru) e da CTB, que compõem o Comitê Internacional eleito na 2ª Conferência.
Marcha do Primeiro de Maio de 2012, a juventude da FSM

Paulo Vinícius Silva, Secretário de Juventude que representará a CTB na atividade, opina que há grandes desafios para o movimento sindical juvenil na região:

“A organização da juventude sindicalista na América Latina passa pela afirmação de pautas de diferentes tipos, de resistência, de políticas públicas e de luta de massas, e inclusive de luta contra a direita e a favor de governos progressistas, como ocorre na Venezuela. Vivemos um momento afirmação da agenda de integração regional em meio à crise capitalista, e da coincidência de governos que, apesar de suas contradições, inserem-se na corrente mais ampla de luta do povo contra o neoliberalismo. Por outro lado, precisamos refletir sobre os instrumentos de que dispomos ao nível regional para influir concretamente nesse cenário de mudanças, que carece da visão da juventude sindicalista classista a dialogar com os demais movimento juvenis. E também fazemos parte do movimento da própria juventude, que luta pela renovação do próprio movimento sindical nos países e internacionalmente”.
Reunião de articulação do encontro de Buenos Aires no Plenário da 2ª Conferência de Juventude da FSM

A expectativa é que o evento possa fortalecer a articulação entre as organizações sindicais através dos(as) jovens, criando canais de divulgação da FSM e também se estabeleça, em torno do Plano de Ação aprovado na 2ª Conferência, uma agenda que materialize o estreitamento dos laços e da ação comum da juventude sindicalista na América do Sul.

Leia também:

CTB participa da 2ª Conferência da Juventude Sindicalista em Cuba


quinta-feira, 10 de maio de 2012

Afirmar nosso legado, unir as lutas e renovar o sindicalismo com a juventude - Paulo Vinícius Silva

Intervenção da CTB na 2ª Conferência Internacional da Juventude Sindicalista da Federação Sindical Mundial

Paulo Vinícius S. Silva1

América Latina: é possível resistir e vencer!

Duzentos anos depois do período em que nossos próceres cavalgavam em luta pela independência e a unidade de nossa América Latina, ventos progressistas sopram outra vez, e isto se deve à luta dos trabalhadores e do povo, mas também ao exemplo que a Revolução Cubana sempre nos deu: é possível resistir e vencer.

Reflexo disso são várias atividades que a FSM tem construído na América Latina, vitoriosas experiências de fortalecimento da Federação Sindical Mundial, o que também ocorre no Brasil, com ação unitária da CTB e da CGTB.

As vitórias eleitorais das forças progressistas iniciadas com Chávez em 1998 geraram avanços econômicos, sociais e políticos, mas também dilemas, contradições e problemas novos. Nova também é a questão de como organizar a atual geração de trabalhadores e trabalhadoras, e assim fortalecer a FSM. É responsabilidade nossa continuar o legado de luta e compromisso que a geração anterior deixou. Mas, do mesmo modo que não poderíamos fazer o que fizeram no passado, tampouco poderão os mais experientes cumprir os nossos desafios. Nossa única possibilidade de vitória é dar-nos as mãos para desenhar o futuro socialista num dos períodos mais difíceis, desafiadores e complexos da humanidade, em luta contra a barbárie capitalista, ante a crise do neoliberalismo, a crescente agressividade do imperialismo estadunidense e europeu e mudanças geopolíticas notáveis em rapidez e profundidade.
Avanços e dilemas do processo brasileiro
Em nosso país temos visto a ascensão de novas forças políticas, e sociais ao governo central, a partir de uma frente política ampla e contraditória que segue em disputa. Ainda assim, apesar de seus limites, tem-nos permitido:
  • ampliar a a democracia;
  • reverter prejuízos contra nossa soberania e a capacidade de intervenção do Estado na economia, um processo que ainda não está completo nem assegurado. Logramos uma política permanente de valorização do salário mínimo nesta luta. O obstáculo segue sendo a hipertrofia do capital financeiro parasita que impõe custo imenso ao país e à juventude. Quanto a isto, a demarcação classista é firme e imprescindível, permitindo ampla unidade sindical e também com a maioria do movimento social brasileiro, questionando a política macroeconômica de modo frontal e público, e criando condições para sua mudança;
  • a maior capacidade de coordenar políticas de desenvolvimento, de ampliar el mercado formal de trabalho, a escolaridade da população, a capacitação ao trabalho e a liberdade e reconhecimento das organizações sociais e sindicais como legítimas representantes ante o Estado. Mas não são pequenos os problemas no mercado de trabalho para a juventude. Apesar da taxa de desemprego estar em 6,2% no último março, quando se trata da juventude, chega a mais do dobro, 13,4%, (até os 24 anos). Também somos vítimas de baixos salários e essa diferenciação salarial ocorre pela idade, baixa qualificação e qualidade da escola pública, ausência de estabilidade no emprego e altíssima rotatividade, além da precarização do trabalho juvenil;
  • Essas dificuldades tem afirmado a necessidade de lutar por mudanças nas políticas públicas para diminuir o grau de vulnerabilidade social das populações miseráveis, e tem como base a noção de novos direitos sociais. Em geral nisso se inserem o aporte de capacitação profissional, educação, atenção médica ou renda mínima. Com o PRONATEC, cerca de 8 milhões de jovens e desempregados terão cursos profissionais, técnicos e tecnológicos. É ainda ainda frágil o financiamento de pequenas propriedades rurais e de apoio à permanência dos(as) jovens no campo. Ampliaram-se as oportunidades de os pobres ingressarem na educação superior, tecnológica, assim como a assistência estudantil, inclusive através de aporte financeiro, e elevou-se o número de estudantes de pós-graduação com apoio financeiro, no país e no exterior. Os avanços da integração regional levaram à criação da Universidade Latino Americana no Estado do Paraná.


O papel de nosso movimento tem sido de autonomia para a crítica e defesa dos interesses da classe, a defesa de seus direitos, a denuncia da banca financeira privada, a participação crítica e ativa em todos os espaços democráticos, questionando e cobrando a qualidade das políticas públicas, a articulação do movimento sindical juvenil e estudantil, a participação conjunta em marchas e protestos, a denúncia dos intentos de divisão dos trabalhadores promovidos pela social democracia e a defesa da unicidade sindical, a luta por avanços maiores à esquerda, para isolar o capital financeiro e a imprensa monopólica de direita.

Neste caminho temos constituído nossa própria central classista e chegamos à situação atual, organizando mais de 900 entidades sindicais e com crescente protagonismo político.

A crise do capitalismo e o protagonismo do movimento sindical
Neste contexto de crise do capitalismo e de mudanças rápidas e profundas, é importante refletir sobre os desafios gerais do movimento sindical e a relação entre estrategia e tática de nossa luta. Como bem escreveu Nivaldo Santana2, vice-presidente da CTB, na revista da FSM América número 51, o sindicalismo classista tem um duplo papel: combater os efeitos da exploração capitalista e imperialista e contribuir à luta de sentido histórico pela edificação da sociedade socialista.

São variados os caminhos que fazem a classe em si chegar à consciência de classe para si, e é importante valorizar o vínculo dos problemas concretos e particulares com as lutas de sentido transformador, sem considerá-los como opostos, mas complementares a partir de um olhar classista.

Temos acordo com a reflexão de Nivaldo Santana de que o processo de lutas não é linear, possui particularidades nacionais e regionais: a luta pela conquista da hegemonia é complexa e demorada. Da experiência do século XX, e ante os desafios atuais, há três pontos essenciais:
  1. Não existe modelo único de socialismo e de revolução, cada país possui suas particularidades e ritmo, e portanto deve seguir um caminho próprio, de acordo com o avanço da correlação de forças;
  2. A experiência histórica demonstra que não é possível realizar uma passagem direta ao socialismo desenvolvido. Não é uma linha reta a conquista de uma nova hegemonia para a transição do capitalismo ao socialismo
  3. A América Latina e o Caribe lutam pela construção de uma plataforma de desenvolvimento com valorização do trabalho, soberania nacional, aprofundamento da democracia e conteúdo anti neoliberal;
  4. Parte desse desafio é combinar a questão de classe e a questão nacional, tendo a classe trabalhadora como força política protagonista da transformação social e a defesa da unidade latino-americana com sentido anti-imperialista e solidário. Por isso deverá contemplar as demandas dos trabalhadores, reverter as assimetrias regionais, fortalecer a solidariedade entre os povos, como faz a ALBA, e deve ser parte da defesa de nossos povos ante as crescentes ameaças imperialistas. A luta pelo projeto nacional de desenvolvimento se entrelaça dialeticamente à conquista de um novo poder e pela transição do capitalismo ao socialismo: maior meta do sindicalismo classista.

Como o dirigente brasileiro avalia: o sindicalismo classista considera, como afirmou Lenine, que o marxismo não é um dogma e sim um guia para a ação. Isto aponta, a nosso modo de ver, para a necessidade de desenvolver e atualizar as bases de nosso pensamento, libertar nossas mentes de posturas principistas e dogmáticas. Vivemos num mundo com transformações rápidas, profundas alterações na economia, novas formas de organização e gestão do trabalho, um novo perfil da classe, e processos de reforma e abertura nos países que perseveram no caminho socialista.

Esta reflexão tem especial valor para nosso movimento sindical juvenil, porque é determinante para atrair a geração que nasceu depois da derrocada do campo socialista europeu e sob brutal pressão ideológica.

Dez pontos para o trabalho de juventude da FSM
A partir de tais premissas, estaremos melhor preparados para enfrentar a caducidade histórica do capitalismo, a crise atual do neoliberalismo e para apontar um rumo consequente ao crescimento das lutas populares, democráticas e nacionais, que abrem novas perspetivas para o movimento sindical classista e seu diálogo com a juventude. É nosso dever lutar por um movimento sindical classista renovado, que tenha efetiva liderança entre a juventude que enfrenta o ataque da barbárie capitalista contra seus direitos e futuro. Para isso, pensamos ser fundamental:
  1. A denuncia do capitalismo e de seu caráter bárbaro, do desperdício de um porcentagem imenso da população mundial, a nova geração, pelo desemprego, a miséria e a violência;
  2. A denuncia do imperialismo e da guerra, a luta pela paz, com tudo que representa para a juventude.
  3. A denuncia da precarização do trabalho, da discriminação salarial baseada em critérios geracionais e de gênero, contra as demissões e pelo direito de organização sindical;
  4. A defensa do desenvolvimento, do avanço econômico sob una nova lógica, com respeito ao meio ambiente e valorização do trabalho, em oposição à orgia do capital financeiro, razão da crise que vive a humanidade
  5. Constituir espaços de direção próprios nos sindicatos e nas centrais a través de coletivos juvenis que possam reflexionar e accionar com a autonomia necessária para el diálogo com a juventude;
  6. A incorporação de temas juvenis nas lutas sindicais, respeitando seus problemas e especificidades: a necessidade da capacitação profissional, o respeito à representação feminina e aos problemas das mulheres jovens com o apoio à sua organização, o estabelecimento de cotas mínimas, e a previsão de recursos materiais e financeiros para o trabalho juvenil e de mulheres. Quando avançam las mulheres na luta sindical, avançam las jovens mulheres;
  7. A participação de os espaços mais amplos de integração juvenil. Permitir aos jovens construir atividades realmente juvenis, como o esporte, a cultura e o lazer, assim como meios de comunicação juvenis e a utilização de ferramentas atuais com profissionais qualificados – jovens – para tanto;
  8. A busca da integração do movimento sindical juvenil com outros movimentos, como o estudantil e de mulheres, porque na classe trabalhadora se encontram todos: os que estudam as mulheres, as etnias discriminadas, os que sofrem da intolerância por sua orientação sexual;
  9. Compreender que o abuso e a dependência química de drogas ilegais e legais cobra altíssimo preço a nossa geração, tema complexo que deve ser enfrentado à luz da saúde pública, e ter como alvo o tráfico e o crime organizado, e não ser utilizado como arma contra a juventude pobre e das periferias, que sob brutal repressão tem abortado seu futuro por una lógica perversa de classe.
  10. A construção de enlaces que permitam a comunicação entre os jovens da FSM para compartilhar suas experiencias, criar novos métodos de trabalho e vínculos entre os jovens da FSM nos países e a estrutura dirigente da juventude e e da própria Federação. Para a juventude, nessa etapa, mais importante que as estruturas de direção em si, é a relação que possam promover entre os países estreitando os laços e o conhecimento mútuo e permitindo a articulação em torno de agendas e pautas comuns que deem visibilidade à juventude da FSM.


1Contribução da CTB à 2ª Conferencia Internacional da Juventud Sindicalista da FSM. a Habana, Cuba, 29 de abril de 2012.
2SANTANA, Nivaldo. Valorização do trabalho, desarrollo e integração. Revista FSM América nº 51, marzo de 2012.

sábado, 19 de novembro de 2011

Discurso de João Batista Lemos vice-presidente da Federação Sindical Mundial no Congresso da CGTP, no Peru

Discurso de João Batista Lemos no Congresso da CGTP, no Peru

Elevar o protagonismo da classe trabalhadora na luta por uma alternativa ao capitalismo em crise
Companheiros e companheiras,



Presenciamos, hoje, uma das mais graves crises do sistema capitalista e da ordem imperialista mundial. Uma crise que, em seu movimento, promove notável acirramento da luta de classes em todo o globo e especialmente nos países mais afetados, cabendo destacar os EUA e integrantes da chamada Zona do Euro.

Há muito se sabe que crises econômicas como a que está em curso, em que pese suas particularidades, são inevitáveis sob o capitalismo, pois têm por causa contradições inerentes a este modo de produção, traduzidas agora em desequilíbrios e excessos gerados no interior dos EUA e demais potências capitalistas, principalmente no sistema financeiro, e no padrão de relacionamento destas com as nações consideradas em desenvolvimento.

Malgrado seja uma crise do capitalismo, a classe trabalhadora é quem paga a conta, juntamente com pequenos e médios empresários. A recessão que começou nos EUA em dezembro de 2007, antes de se transformar num problemão mundial que ainda está longe de ser debelado, já elevou a pelo menos 200 milhões o número de desempregados no mundo, de acordo com estimativas da Organização Mundial do Trabalho (OIT).

Seria necessário gerar 80 milhões de novos postos de trabalho para voltar ao patamar pré-crise, segundo a entidade. Todavia, a perspectiva é de agravamento da situação nos próximos anos. A OIT alerta para o risco de convulsão social em 45 países. A tragédia do desemprego tende a piorar, mas não é o único flagelo que castiga e ameaça os trabalhadores e trabalhadoras.

A pretexto de fazer frente à crise da dívida na Europa, governos subordinados aos interesses do capital financeiro impõe à classe trabalhadora programas de ajuste fiscal ditados pelo FMI que significam um retrocesso social provavelmente sem paralelo na história moderna e objetivam, pura e simplesmente, o desmantelamento do Estado de Bem Estar Social. Ao lado do desemprego em massa avança a precarização dos contratos, o arrocho dos salários e a redução de direitos.

O resultado lógico da crise e da ofensiva reacionária dos Estados capitalistas é o acirramento da luta de classes entre capital e trabalho. Isto transparece nos movimentos de ocupação de praças e vias públicas, iniciados em Wall Street; nas manifestações dos indignados; em marchas e atos políticos; em greves gerais e locais contra o desemprego e em defesa dos direitos e dos salários. 

A luta é particularmente intensa no continente europeu. Na Grécia, há mais de três anos em recessão e com uma taxa de desemprego superior a 16%, foram realizadas 15 greves gerais desde 2010. Portugal, Espanha (com taxa de desemprego superior a 20%), Itália, Inglaterra, França e outros países também são palco de ruidosos protestos e crises políticas. 

A ofensiva da burguesia financeira contra o chamado Estado de Bem Estar Social, que consagra conquistas históricas da classe trabalhadora, não é apenas uma resposta pontual à crise da dívida e do euro, mas uma iniciativa que visa reduzir substancialmente o custo do trabalho e elevar o grau de exploração dos trabalhadores na região para enfrentar a concorrência estrangeira, sobretudo asiática. Aqui cabe considerar outro aspecto da conjuntura, que diz respeito à convergência da crise econômica com a crise da ordem capitalista internacional fundada na hegemonia dos EUA em aliança com as potências da Europa e o Japão.

Não restam dúvidas de que a atual crise, comparada por muitos economistas à Grande Depressão que atravessou os anos 1930, é a mais global da história do capitalismo. Mas uma de suas características fundamentais é a diversidade. Ela se manifesta de maneira diferente nos países e regiões. Impulsiona, com isto, o processo de desenvolvimento desigual das nações, que já vinha se verificando anteriormente. 

Os impactos da crise são bem maiores nos Estados Unidos, na Europa e no Japão do que na China e nos Brics. Dentro da Europa, a crise é generalizada, mas a situação da Grécia, elo mais frágil da cadeia imperialista, não é a mesma da Alemanha ou da França.

A China sofreu com a contração do mercado nos Estados Unidos e na Europa, em 2008. Muitas empresas faliram e milhões de operários foram demitidos. Mas a economia reagiu aos estímulos do Estado e se recuperou. Em 2009, quando o PIB mundial caiu 0,6% (os EUA recuaram 2,6%, a zona do euro 4% e o Japão 6,3%), a China cresceu 9,2%. Em 2010, mesmo com as economias européia e norte-americana estagnadas, o país avançou 10,3%. Estima-se que, neste ano, deve crescer mais de 9%. 

O crescimento desigual não veio com a crise, apenas foi acentuado por ela. Ao longo das últimas décadas o PIB chinês progrediu em média cerca de 10% ao ano enquanto os EUA e outras potências ocidentais cresceram entre 2 e 3%. O resultado deste desenvolvimento desigual foi uma revolução silenciosa na geografia econômica mundial, com o deslocamento da produção industrial, e por extensão do poder econômico, do Ocidente para o Oriente e dos EUA para a China.

Ao lado da China, em simbiose com seu crescimento, emergiram outras economias nacionais do antigo Terceiro Mundo como a Índia, o Brasil, a Rússia e a África do Sul, que hoje integram o dinâmico BRICs, um grupo que, pelo menos até o momento, tem reagido relativamente bem à crise e cresce a taxas mais elevadas que as registradas nas velhas potências capitalistas. A mudança na geografia econômica decorrente desses acontecimentos objetivos fortalece e evidencia a necessidade de uma nova ordem mundial.

Na América Latina, a evolução do cenário político também aponta a necessidade de uma nova ordem internacional e transformações sociais mais profundas e radicais. A ascensão de forças progressistas aos governos de muitos países, a partir de 1998 com a eleição de Chávez na Venezuela, impôs ao mesmo uma derrota à direita neoliberal, partidária do Consenso de Washington, e ao império norte-americano. 

Projetos como a ALCA, através do qual os EUA pretendiam ampliar seu domínio econômico da região, foram rejeitados. Os novos líderes optaram por um caminho de integração latino-americana sem EUA e Canadá, criando a CELAC- Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, a ALBA, a UNASUL, fortalecendo o MERCOSUL e buscando caminhos alternativos e soberanos de desenvolvimento.

A dependência comercial e financeira dos países da região em relação ao mercado estadunidense e europeu diminuiu significativamente. Esta realidade transparece, entre outros, no fato de a China ser, desde 2009, a maior parceira comercial do Brasil, depois de superar os Estados Unidos, e realizar nos últimos anos vultosos investimentos externos na América Latina.

A experiência progressista dos governos da região é diferenciada. Com Cuba à frente, se desenvolvem com êxito outras experiências avançadas na Venezuela, Bolívia e Equador, cada uma com as suas particularidades. Mas há em comum o objetivo de buscar uma maior integração econômica e política das nações latino-americanas e procurar um modelo de desenvolvimento alternativo ao chamado Consenso de Washington. Trata-se de um processo de mudança que confronta objetivamente a hegemonia dos EUA e aponta na direção de uma nova ordem mundial.

Cabe registrar que, diferentemente do que ocorre na Europa, os governantes latino-americanos não estão adotando receitas recessivas ditadas pelo FMI para descarregar o ônus da crise sobre a classe trabalhadora. Os indicadores revelam uma relativa valorização do trabalho e redução das desigualdades sociais em grande número de países da região, embora persista uma escandalosa concentração da renda e a maioria dos povos ainda viva em situações precárias.

No Brasil, o governo Dilma dá continuidade às mudanças iniciadas por Lula nesta direção e enfrenta a resistência das forças conservadoras e do imperialismo. A direita neoliberal se refugia principalmente nos poderosos meios de comunicação, monopolizados por meia dúzia de famílias capitalistas, que procuram ditar a agenda política do país e não medem esforços para desmoralizar e desestabilizar o governo, tendo por bandeira o (falso) combate à corrupção.

Companheiras e companheiros,

Os fatos mostram que a reposta da classe dominante e do imperialismo à crise é a guerra, é mais neoliberalismo, mais capitalismo e uma redobrada ofensiva contra a classe trabalhadora e os direitos sociais por ela arrancados através de lutas seculares. É um caminho no rumo da barbárie. 

A nossa resposta, a resposta da classe trabalhadora e da nossa Federação Sindical Mundial, a FSM, tem sido:

1- A intensificação da luta de classes em defesa dos direitos sociais e para que os ricos paguem efetivamente pelos prejuízos da crise que criaram; a denúncia do capitalismo e da defesa do socialismo; a luta pela Paz, pelo reconhecimento do Estado da Palestina e pelo fim do bloqueio a Cuba; a rejeição do neoliberalismo e ampliação das conquistas trabalhistas. Isto também pressupõe lutar por uma nova ordem mundial, efetivamente multilateral e solidária, e por novos projetos de desenvolvimentos nacionais, fundados na valorização do trabalho e na soberania, capazes de abrir caminho à superação do capitalismo e construção de uma nova sociedade sem explorados nem exploradores. 

2- Defender os interesses da classe trabalhadora nos processos de integrações em nosso continente. Penso que devemos não só apoiar as iniciativas de integração como participar ativamente deste processo, nele intervindo com o objetivo de avançar no sentido de uma integração dos povos apoiado na complementaridade das Nações, manter e ampliar as conquistas da classe trabalhadora, resgatar o papel do Estado no processo de desenvolvimento e abrir caminho para o socialismo.

O Encontro Sindical Nossa América (ESNA) se orienta nesta direção. É uma experiência vitoriosa do sindicalismo de classe, de construção da unidade de ação, antineoliberal e antiimperialista. O ESNA, que realizou recentemente na Nicarágua a sua quarta versão, já identificou o grande desafio dos trabalhadores e suas organizações em nosso tempo: elevar o protagonismo da classe trabalhadora nas lutas políticas em curso. Alem de desenvolver um programa de formação e investigação na região está realizando duas campanhas que tem conteúdo político e de solidariedade, pela Liberdade dos CINCO patriotas cubanos e contra a instalação das Bases Militares estadunidenses em Nosso Continente.

3-A orientação da FSM que apontou, no seu 16º Congresso, a necessidade de internacionalização das lutas e convocou um dia mundial de mobilização em 3 outubro, lembrando o dia de sua fundação em 1945 em Paris, envolveu entidades sindicais de dezenas de países em defesa dos trabalhadores e dos povos. As bandeiras de outubro apontam para a unidade da classe trabalhadora em todo o mundo: Seguridade Social Pública para Todos – Negociação Coletiva e Convênios Coletivos – Liberdades Sindicais e Democráticas - Semana de trabalho de 35 horas-7horas ao dia – 5 dias na semana - Melhores Salários. E demarca com a orientação colaboracionista da CSI, que se resume à campanha pelo trabalho decente sem ao menos denunciar o caráter excludente e espoliador do capitalismo e do imperialismo, numa tática que busca acomodar a luta dos trabalhadores aos marcos dos interesses dominantes.

4-A experiência revela que o movimento sindical, apesar de suas fragilidades e contradições, tem grande papel a desempenhar, especialmente neste momento de crise. Devemos rejeitar como falsa a noção de que a forma sindical está superada e o sindicalismo não tem mais papel relevante na vida atual, devendo ceder espaço a novos atores sociais e movimentos. O que se faz necessário é renovar os sindicatos diante da nova realidade, ampliar sua representatividade por ramo de atividade e no local de trabalho, onde são mais sensíveis e diretas as contradições entre capital e trabalho. E atuar em estreita aliança com os movimentos sociais em torno dos interesses imediatos e futuros do proletariado, o que é estratégico para a formação de uma correlação de forças mais favorável aos trabalhadores e trabalhadoras na luta contra a exploração.

No Brasil consideramos fundamental atuar em unidade com outras tendências políticas do sindicalismo para potencializar a força da classe trabalhadora, cuja centralidade é indiscutível. A experiência do fórum das centrais sindicais e da coordenação dos movimentos sociais tem sido muito positiva para impulsionar o governo de Dilma no sentido das mudanças e conquistar alguns direitos importantes para o povo trabalhador.

Aprendemos a enxergar a crise e as perspectivas da civilização através de uma ótica classista, ou seja, de acordo com o ponto de vista e os interesses da classe trabalhadora. A crise está empurrando a humanidade para uma encruzilhada histórica entre a barbárie (capitalista) e o socialismo. Daí a necessidade urgente e indeclinável de elevar a consciência, a mobilização e o protagonismo da classe trabalhadora, transformando a crise em oportunidade de mudança. É este o nosso grande desafio.

Viva a Unidade da CTB e a CGTP!
Viva a Unidade dos Trabalhadores!
Viva o Socialismo! 

Muito obrigado.




João Batista Lemos

Secretario Adjunto de Relações Internacionais da CTB e vice-presidente da Federação Sindical Mundial.

sábado, 1 de outubro de 2011

Entrevista com George Mavrikos Presidente da Federação Sindical Mundial sobre 3 de outubro, dia internacional de lutas

A crise mundial do capitalismo ameaça o emprego e os direitos da classe trabalhadora em todo o mundo. Em resposta a esse cenário, a Federação Sindical Mundial (FSM) está mobilizando a classe trabalhadora e o povo em geral para manifestações em diferentes países no dia 3 de outubro, mesma data de sua fundação, em 1945.

Para o grego George Mavrikos, secretário-geral da FSM, o Dia Internacional de Ação será uma grande demonstração de solidariedade internacionalista. Nesta entrevista ao Portal CTB, ele fala de sua expectativa para as manifestações ao redor do planeta, faz uma análise da crise econômica, descreve como serão as mobilizações na Grécia e faz um balanço da trajetória dos 66 anos de história de sua entidade.

Em todo o mundo, as manifestações do 3 de outubro serão conduzidas pelas seguintes bandeiras de luta:

• Seguridade Social Pública para todos.
• Contrato Coletivo Nacional.
• Defesa das liberdades sindicais e democráticas.
• Redução da jornada de trabalho. Pela aprovação da PEC que estabelece a semana de 40 horas num primeiro momento e depois institui as 35 horas.
• Defesa do emprego, contra a demissão sem justa causa e pela ratificação da Convenção 158 da OIT.
• Solidariedade com o povo palestino.
• Regularização da Convenção 151 da OIT, que garante a organização sindical dos trabalhadores do serviço público.
• Pela liberdade dos cinco heróis cubanos, injustamente presos pelo império por lutar contra o terrorismo.

“O 3 de outubro é uma iniciativa que vai fomentar essa coordenação a nível internacional entre todas as forças classistas do mundo, a partir da unidade de ação contra os monopólios e o imperialismo”, afirma o secretário-geral da FSM.

Leia abaixo a entrevista:

Portal CTB: Qual sua expectativa para o 3 de outubro? Organizações de quantos países devem realizar atos nessa importante data?
George Mavrikos: As perspectivas para este ano são muito alentadoras. Já contamos com a informação de participação de mais de 40 países nos quais estão sendo organizados atos para esse dia – e o número final será muito maior. Essa iniciativa despertou grande interesse em todos os continentes e o número de mobilizações vai superar tranquilamente a participação de edições passadas.

Portal CTB: Para a FSM, como o 3 de outubro pode contribuir para a luta contra a crise econômica atual?
George Mavrikos: A coordenação do movimento sindical e a solidariedade internacionalista entre os trabalhadores são uma ferramenta fundamental para alcançar uma saída para essa crise do sistema capitalista. É fundamental contar com uma plataforma ideológica comum que evite que as consequências dessa nefasta crise sejam pagas pelos trabalhadores – justamente a intenção dos capitalistas. O 3 de outubro é uma iniciativa que vai fomentar essa coordenação a nível internacional entre todas as forças classistas do mundo, a partir da unidade de ação contra os monopólios e o imperialismo, e ao mesmo tempo constituirá uma grande demonstração de solidariedade internacionalista.

Portal CTB: Como serão na Grécia as atividades do 3 de outubro? Há duas outras grandes manifestações marcadas para o mesmo mês. Há como aproveitar seus esforços conjuntos para o Dia Internacional de Ação?
George Mavrikos: Este ano o PAME (Frente Militante de Todos os Trabalhadores) levará a cabo greves e ações de protesto em diferentes locais de trabalho, assim como uma grande mobilização na cidade de Salônica, no norte da Grécia. O PAME selecionou várias empresas monopolistas que se aproveitam das necessidades humanas básicas – como a alimentação, os medicamentos e a energia – e nesses lugares organizará diferentes ações. Esses monopólios demonstraram da forma mais categórica quem ganha e quem perde com a crise econômica, e por isso foram escolhidos como forma de colocar em relevo o modo capitalista de organização econômica. É hora de lutar pela organização nos locais de trabalho, nos bairros populares. A luta que estamos conduzindo é uma luta por nossas vidas, nosso futuro e nossos filhos.

Portal CTB: O 3 de outubro marca também o 66º ano de história da FSM. Que balanço pode ser feito a respeito de seu papel na luta dos trabalhadores? Quais as perspectivas para os próximos anos?
George Mavrikos: A FSM tem uma rica história de 66 anos. Estamos orgulhosos dessa história porque ela sempre se manteve de forma firme ao lado da classe trabalhadora e do povo, contra os imperialistas e contra o capital. Apoiou de diversas formas os povos que lutavam por sua liberdade contra as ditaduras de regimes antidemocráticos. No Chile, na Guatemala, na Nicarágua, em El Salvador, em Granada e em todo o mundo a FSM sempre teve uma posição clara contra os exploradores. Sempre apoiamos e seguiremos apoiando a Revolução Cubana, as mudanças na Bolívia, Equador, Venezuela, etc. Estamos do lado oposto ao qual está a CSI, que desde 1949 até hoje vem apoiando as guerras imperialistas, como atualmente o faz na Líbia, Afeganistão, Iraque, e segue apoiando Israel e difamando Cuba e Venezuela.

É por isso que estamos orgulhosos das histórias da FSM. Ao mesmo tempo, é lógico que essa história tivesse e tenha debilidades, pois foram cometidos erros e não podemos dizer que eles também não serão cometidos nos dias atuais – e nem mesmo afirmar que tudo o que fazemos é correto. Assim é a vida. No entanto, nunca nos escondemos, nunca nos calamos, nunca nos mostramos “neutros”.

Nas atuais condições da crise capitalista, é um dever fundamental para a FSM a formulação de uma estratégia de saída para a barbárie capitalista. Essa estratégia e sua tática foram definidas no 16º Congresso Sindical Mundial. Com base nas decisões que foram tomadas, estamos lutando, em primeiro lugar, para que a classe trabalhadora não pague pela crise. Em segundo lugar, para que se satisfaçam as necessidades contemporâneas para a sobrevivência das massas populares. E em terceiro lugar, para dar forma a um movimento de massas, classista, de mudança radical, que tenha como competir pelo poder, ao lado dos camponeses pobres, dos jovens, dos autônomos, dos sem-terra e dos indígenas.

Fernando Damasceno – Portal CTB
Veja também: João Batista Lemos, secretário adjunto de Relações Internacionais da CTB e vice-presidente da FSM, convoca, em vídeo, os trabalhadores brasileiros para o 3 de outubro

George Mavrikos: "3 de outubro será uma grande demonstração de solidariedade internacionalista"

Convocatória para o 3 de Outubro: um dia de luta em todo o mundo



Convocatória para o 3 de Outubro: um dia de luta em todo o mundo

fsm_poster_0310A crise mundial do capitalismo ameaça o emprego e os direitos da classe trabalhadora em todo o mundo. Em resposta a isto, a Federação Sindical Mundial (FSM) está mobilizando a classe trabalhadora e o povo em geral para manifestações em diferentes países do mundo no dia 3 de outubro, mesma data de sua fundação, em 1945.

É indispensável lutar pela manutenção e ampliação dos direitos sociais, contra as demissões e para que os banqueiros e grandes capitalistas paguem pela crise que criaram.

No Brasil, o ato está sendo convocado pela CTB, CGTB e Nova Central e será realizado em diversas cidades. É importante que sua entidade se mobilize e faça parte deste dia de luta.

Seja consciente, lute pelos seus direitos. PARTICIPE!

• Seguridade Social Pública para todos.
• Contrato Coletivo Nacional.
• Defesa das liberdades sindicais e democráticas.
• Redução da jornada de trabalho. Pela aprovação da PEC que estabelece a semana de 40 horas num primeiro momento e depois institui as 35 horas.
• Defesa do emprego, contra a demissão sem justa causa e pela ratificação da Convenção 158 da OIT.
• Solidariedade com o povo palestino.
• Regularização da Convenção 151 da OIT, que garante a organização sindical dos trabalhadores do serviço público.
• Pela liberdade dos cinco heróis cubanos, injustamente presos pelo império por lutar contra o terrorismo.
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Trabalhadores se unem em manifestação contra crise do capitalismo - Portal Vermelho

Trabalhadores se unem em manifestação contra crise do capitalismo - Portal Vermelho


A crise mundial do capitalismo ameaça o emprego e os direitos da classe trabalhadora em todo o mundo. Em resposta a isto, a Federação Sindical Mundial (FSM) está mobilizando a classe trabalhadora e o povo em geral para manifestações em diferentes países do mundo no Dia Internacional de Ação na próxima segunda-feira ( 3), mesma data de sua fundação, em 1945.


João Batista Lemos, vice-presidente da FSM e secretário adjunto de Relações Internacionais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) conclama todo movimento sindical e classe trabalhadora para a jornada de luta que envolve algumas bandeiras fundamentais para nossa classe, disse, citando “as 35 horas de trabalho semanais, cinco dias por semana, sete horas por dia”.

A Federação Sindical Mundial e os trabalhadores brasileiros defendem “mais direitos sociais, contra as demissões e para que os banqueiros e grandes capitalistas paguem pela crise que criaram”. Segundo a entidade, o atendimento das reivindicações é fundamental para o país crescer com mais direitos sociais.

Segundo Batista Lemos, as reivindicações da classe trabalhadora no Brasil são pela aprovação da PEC que estabelece a semana de 40 horas num primeiro momento e depois institui as 35 horas; fim do fator previdenciário; recuperação do valor das aposentadorias: defesa do emprego, contra a demissão sem justa causa e pela ratificação da Convenção 158 da OIT, que garante a organização sindical dos trabalhadores do serviço público.

Também fazem parte da pauta de reivindicação dos trabalhadores o Contrato Coletivo Nacional; a defesa das liberdades sindicais e democráticas; a liberdade dos cinco heróis cubanos, injustamente presos pelo império por lutar contra o terrorismo e a solidariedade com o povo palestino.

Em Caxias do Sul

Em Caxias do Sul, o Sindicato dos Metalúrgicos e a CTB realizarão uma manifestação pela ampliação dos direitos sociais, contra as demissões e para que os banqueiros e grandes capitalistas paguem pela crise que criaram.

Para os líderes sindicais, a economia brasileira deve fortalecer um modelo que prioriza emprego, renda, consumo e desenvolvimento. E querem que o governo apoie e proteja a indústria nacional, para que esta não perca espaço frente aos importados, mas também precisa proteger o emprego e a renda do trabalhador.

Segundo ainda os dirigentes sindicais, “para o Brasil avançar, as lutas dos trabalhadores são fundamentais, como a redução da jornada sem redução dos salários, medida que pode gerar cerca de dois milhões de novos empregos no país”.

E apontam como outra questão muito importante o fim do fator previdenciário, “entulho dos governos FHC que diminui o valor do benefício quando o trabalhador se aposenta”, afirmam.

O lançamento do Programa Brasil sem Miséria e o aumento do IPI (Imposto sobre produtos Importados) sobre os carros importados são apontados como sinais positivos, mas os trabalhadores querem ainda uma queda mais significativa nos juros (taxa SELIC) e uma taxa de câmbio mais favorável à produção nacional.

Veja abaixo vídeo em que João Batista Lemos, vice-presidente da Federação Sindical Mundial e secretário adjunto de relações internacionais da CTB convoca os trabalhadores para o Dia Internacional de Ação:



Leia também: CTB participa do Dia de Ações por Direitos Sociais e Trabalhistas

De Brasília
Márcia Xavier

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Trabalhadores dos Correios e CTB-DF prestam solidariedade ao povo grego



Nota de solidariedade sugerida pela CTB-DF e aprovada por unanimidade pela assembleia dos trabalhadores dos correios realizada na Esplanada dos Ministérios em Brasília.


Nesse dia 22 de setembro, os trabalhadores brasileiros nos unimos às manifestações do movimento sindical em todo mundo em solidariedade ao povo grego que, com a participação destacada de seus trabalhadores e sindicalistas, liderados pelo PAME e pela Federação Sindical Mundial, tem tomado as ruas de todo o país, resistindo heroicamente contra a ganância dos banqueiros, da União Europeia e do FMI, que impõem, com a conivência de seu governo entreguista, uma agenda de ataque aos direitos dos trabalhadores e do povo, de absurdo ajuste fiscal, para alimentar a ganância do sistema financeiro.

De Brasília, em plena greve dos trabalhadores dos Correios, enviamos o nosso abraço e a solidariedade ao povo grego, repudiamos as medidas anti-povo que seu governo adota e que destroem o país, e reafirmamos o nosso compromisso de luta em todo o mundo para que os trabalhadores e o povo não paguem pela crise capitalista!

Viva a solidariedade internacional. Trabalhadores de todo o mundo, uni-vos!
Viva a luta do povo grego por sua soberania e direitos!

Brasília, Esplanada dos Ministérios, 22 de setembro de 2011

Assembleia dos Trabalhadores dos Correios do Distrito Federal    
CTB-Distrito Federal


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