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quinta-feira, 25 de maio de 2017

Temer recorre às Forças Armadas. Há perigo na esquina. Não somos vândalos, somos trabalhadores! Renata Mielli


Em uma guerra existem dois exércitos. O que se viu hoje, em Brasília, não se pareceu nada com uma guerra. Foi um massacre. Policiais armados e orientados a reprimir manifestantes atacaram sem cerimônia trabalhadores e trabalhadoras que estavam na Esplanada dos Ministérios neste dia 24 de maio.

#OcupaBrasília foi um movimento organizado por um amplo leque de entidades com o objetivo de protestar contra as Reformas da Previdência e Trabalhista e em defesa da convocação de eleições diretas para presidência da República.

Mas o Brasil não é mais uma democracia e manifestações não são bem-vindas no país que está sob um governo golpista há 377 dias. A escalada autoritária é galopante.


Ao editar um decreto, com validade até 31 de maio, para “garantir a Lei e a Ordem no Distrito Federal”, convocando as Forças Armadas para restringir e reprimir as manifestações, Michel Temer abre um novo e ainda mais grave capítulo na história do golpe em curso no país. Se até o momento os militares ocupavam uma cadeira de espectadores dos acontecimentos, agora foram chamados para agir como protagonistas. E a história do Brasil mostra que quando um militar sai do quartel tudo pode acontecer.

Além de tornar pública a sua covardia, Temer demonstra com esta medida que não tem autoridade para dirigir o país. Sua base política está conflagrada e a sociedade está a ponto de explodir. Sem apoio, lhe resta a força bruta.


Temer abusou de sua autoridade, utilizou um recurso excepcional para conter uma manifestação pacífica. Não nos enganemos com as edições e narrativas da mídia hegemônica. Não houve confronto, houve ataque. Não houve vandalismo, houve repressão e resistência.

Simplesmente porque não há confronto entre uma arma de fogo e um cano de PVC, usado para hastear bandeiras. A polícia atirou abertamente para acertar os manifestantes. Não eram tiros para o alto, com o intuito de dispersar. E muitos nem foram de balas de borracha. Cavalos, cachorros, cacetetes, spray de pimenta, um arsenal militar foi despejado contra trabalhadores e trabalhadoras, com o claro objetivo de tentar impedir um ato histórico, com cerca de 200 mil pessoas.

Liberdade de expressão na UTI

O direito ao protesto é reconhecido internacionalmente pelo sistema internacional de direitos humanos. Em documento publicado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos em 2005, a relatoria para a liberdade de expressão sublinha:

“que a participação da sociedade através da manifestação pública é importante para a consolidação da vida democrática das sociedades. Em geral, está como o exercício da liberdade de expressão e da liberdade de reunião, se reveste de um interesse social imperativo, que dá ao Estado uma margem ainda mais estreita para justificar a limitação deste direito. Neste sentido, as regulamentações para fins do direito à reunião não podem ter motivações para proibir a reunião ou a manifestação”.

E continua:

Deste modo, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos já manifestou que “os governos não podem invocar uma das restrições legítimas da liberdade de expressão, como a manutenção da “ordem pública”, com o objetivo de suprimir um ‘direito garantido pela Convenção ou para denaturalização ou privar do conteúdo real’. Se isto ocorre, a restrição aplicada desta maneira não é legítima. Não se pode considerar o direito de reunião ou manifestação como sinônimo de desordem para restringir o direito de per se.

Foi exatamente isso o que aconteceu nesta quarta-feira, quando o governo ilegítimo de Michel Temer baixou o decreto autoritário para “garantir a Lei e a Ordem no Distrito Federal”. Ao fazê-lo, o governo descumpre os tratados internacionais dos quais é signatário.

O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação já vem denunciando, desde outubro de 2016, o aumento vertiginoso dos casos de violação à liberdade de expressão. Mais de 50 casos foram denunciados pela campanha Calar Jamais! E isso, certamente, é apenas a ponta de um iceberg gigante que vem corroendo a livre manifestação do pensamento, o direito à reunião e à manifestação.

Lutar não é vandalismo

A criminalização dos movimentos sociais e da luta do povo brasileiro é um instrumento poderoso utilizado pelos meios de comunicação hegemônicos para deslegitimar manifestações e colocar a população contra atos e protestos.

Um dos recursos usados pela mídia é o de tentar distinguir os trabalhadores e trabalhadoras que participam de protestos do povo.


Como? Um exemplo bem didático é comparar o tratamento dispensado pela mídia às manifestações pelo Fora Dilma das manifestações contra as Reformas. Nas primeiras, os âncoras de telejornais definiam os participantes como o povo nas ruas exercendo sua cidadania, protestos familiares com a presença de crianças. Tudo lindo e maravilhoso. Nas segundas, os mesmos âncoras definiam os participantes como “militantes”, “sindicalistas”, e é comum ouvir a frase: não é o povo que está nas ruas, são os militantes. E as manchetes focam nas depredações e não na repressão brutal da polícia.

Nesta quarta-feira tentaram transformar cerca de 200 mil pessoas em vândalos.


Fôssemos todos vândalos, não teria sobrado tijolo sobre tijolo, vidraça sobre vidraça. Não, não somos vândalos e a luta do povo brasileiro por seus direitos não é vandalismo. Vandalismo é rasgar a Constituição, vandalismo é dilapidar o patrimônio público para depois vendê-lo a preço de banana, vandalismo é vender as terras brasileiras para estrangeiros, vandalismo é destruir a Saúde Pública, a Educação.

Vandalismo é demolir um edifício com pessoas dentro. Vandalismo é atirar contra trabalhadores rurais. Vandalismo não, assassinato.

O dia 24 de maio nos deixa um alerta: Há perigo na esquina. E só o povo na rua pode nos proteger.

#DiretasJá
#ForaTemer
#CalarJamais

sexta-feira, 19 de maio de 2017

A República dos Delatores e as Diretas Já! - Paulo Vinícius Silva



Então, o maior dos delatores trucou.

Ao contrário da impressão corrente, não é o juiz o ápice do desbalanceamento dos poderes da República. Seu poder foi corroído pela vaidade que aprisiona, pela chantagem, pelo que não se vê. Também o judiciário é refém. Há poderes ocultos. Não se trata, apenas, de um poder – o judiciário - sobre os demais – legislativo executivo. Todos sabemos do quarto poder, a mídia monopolista, redesenhando o país sob o esquadro dos piores pesadelos. E é esse poder oculto/descarado, que é o porta-voz da chantagem, irmã siamesa da delação.

O quadro tem se tornado cada vez mais triste desde que o voto do povo deixou de valer. Só os “grandes eleitores” decidem o futuro do país e contra a maioria do povo. Vale o voto desse congresso, em que só uma minoria defende o povo, minoria esmagada pelos ladrões de direitos e guardiões de privilégios. Os trabalhadores pagam alto preço por não elegerem seus representantes. Rasga-se a CLT. Acabam com a previdência pública e a aposentadoria popular. Desemprego às centenas de milhares e aos milhões, quando, no passado recente, tivemos menos de 6% de desemprego. São pais e mães de família, crianças, indo viver nas ruas, empurrados ao desespero, às humilhações, ao risco, à violência, à fome.

Estão sabotando a Petrobrás, entregando o Pré-sal aos estrangeiros, vendendo empresas estatais, rasgando direitos, matando os indígenas, tudo contra os pequenos, os pobres. E essa hecatombe só se explica por um quinto poder, o mais oculto, incensado e cruel. Sobre tudo e todos, o poder do rentismo e seu apetite pantagruélico, que lucra com cada desemprego, com a destruição das empresas, com a PEC dos gastos, porque o rentismo especulativo lucra sempre e cada um de nós pode sentir seu toque funesto quando conta o quanto os juros comem das nossas vidas. Cada um de nós paga juros imorais e o Governo federal destina metade de seus recursos ao pagamento desses mesmos juros. Essa é a mãe de todas as corrupções, a mãe de todas as chantagens. E é a explicação do caráter pusilânime de nosso empresariado, em pútrida parasitose no corpo da Nação, através da corrução e da ciranda financeira da especulação em torno da dívida pública. Essa é a nova pirâmide social que pretendem, em que não cabe o povo, a democracia é abolida, e a black friday Brasil continua, inclemente.

Temer já era objeto da descrença geral, dada sua pequenez. Ainda assim, ousou entronizar-se como o instrumento do Golpe, do retrocesso, da conspiração pelo desmonte da República graças à cobiça das oligarquias, da imprensa golpista, dos especuladores vorazes. Mas não está disposto, no fim da vida, a ser imolado, sozinho. Desafiador, falou não para o público, mas para o privado, quem tiver ouvidos, ouça. Tendo vivido tanto os meandros do poder, é preciosíssimo e ameaçador arquivo vivo e, por isso mesmo, jamais abandonaria sua segurança - até pessoal. Comprou centenas de votos de parlamentares à vista de todos e com o apoio do PIG, para depor uma Presidenta honesta, Dilma. Suas relações carnais com a imprensa golpista e com o mercado financeiro não são menores. Ele disse e foi entendido: Não vai sozinho. No ápice do executivo tem a maior margem para operar o que seja.

Daí a ironia: é o delator e a imprensa golpista que têm os sabres na mão. É esse o poder absoluto de delatar, chantagear e trair a que chegamos, tristemente. Uma república policial, judiciária, mas sobretudo midiática e rentista. No futuro, poderá ser chamada de República dos Delatores. Ou República X9, República do dedo duro, ou ainda, a República dos Alcaguetes.

Mas a justa revolta não pode esquecer é que, se há implosão, há quem aperte o botão, e não é o povo. A dissolução da política é a escada para o fascismo. A corrupção não pode ser combatida com pirotecnia, hipocrisia, parcialidade, dissociada do projeto nacional e democrático. Corrupção não se combate com exportação de commodities, mas com desenvolvimento. Corrupção se combate com democracia, com controle social, com redução das desigualdades. E a política só se legitima como expressão da soberania popular.

O golpe, dentro do golpe, dentro do golpe, dentro do golpe, infinitamente, é o caminho para destruir a participação política, negar a soberania popular, entregar o poder supremo aos rentistas, oligarcas, verdugos e à imprensa golpista. E nesse trono de lama, ainda, está Temer, o seu “herói”. E, numa república de delatores, o poder dado a quem aponta – não esqueçamos - destina-se a, primeiramente, preservar a si próprio por crimes cometidos. E, em segundo lugar, às vinganças. São tais os interesses inconfessáveis capazes de destruir a democracia, a economia, a soberania nacional e o futuro do país. No trono de lama, o supremo delator recusa-se a deixar a ribalta. E o Brasil olhou pra si e viu o beco sem saída a que chegou. Nessa hora, tão soturna, do fundo d´alma da Nação, tão agredida e humilhada, quatro palavras singelas gritaram, com a liberdade que nos resta: Fora Temer! Diretas Já!

O povo precisa ser chamado a escolher seu destino. E às forças democráticas, patrióticas e populares, cumpre o dever de refundar sua utopia, projetos e unidade, para serem dignas de conduzir o país para longe desse abismo. E, dessa vez, sem as ilusões sobre mudanças profundas sem rupturas. Não há vitória assegurada. Só uma ampla unidade poderá abrir caminhos para um tempo novo. E, ainda assim, o desmonte havido, por suas proporções, obriga a ajustar contas com o rentismo, os especuladores, e a imprensa golpista.

A soberania popular, a defesa da democracia, a possibilidade de decidir de modo limpo o futuro do país, eis a frágil esperança para sair do labirinto pútrido do poder de poucos. Não nos confiemos no papel de espectadores das conspirações palacianas, recusemos o circo dos horrores da imprensa golpista contra a democracia e a Nação, reunamos todas as forças que lutem pela democracia no Brasil ameaçado. E que o povo decida.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

PCdoB: Governo Temer não pode continuar, Diretas já! - Portal Vermelho

PCdoB: Governo Temer não pode continuar, Diretas já! - Portal Vermelho:


Antônio Araújo
  
A nota do Partido Comunista do Brasil afirma que “o governo de Temer, oriundo de um golpe de Estado, não pode continuar. Nem ele e nem a sua pauta de destruição do futuro do povo e da nação. A ilegitimidade do governo, que vem desde o seu nascedouro, atinge com as notícias de hoje níveis que não lhe permitem continuar existindo”.

Leia abaixo a íntegra da nota:

Fora Temer! Diretas já!

O Brasil foi surpreendido nesta tarde pelas gravíssimas denúncias veiculadas pela imprensa contra Michel Temer.

A revolta que já tomava conta da população diante da situação econômica dramática, das reformas feitas para liquidar direitos históricos, da entrega do patrimônio nacional, exige respostas imediatas por parte das forças democráticas e comprometidas com o Brasil.

O governo de Temer, oriundo de um golpe de Estado, não pode continuar. Nem ele e nem a sua pauta de destruição do futuro do povo e da nação. A ilegitimidade do governo, que vem desde o seu nascedouro, atinge com as notícias de hoje níveis que não lhe permitem continuar existindo.

A única forma de recolocar o Brasil nos trilhos do desenvolvimento e de devolver a esperança ao nosso povo é realização de eleições diretas. A palavra precisa ser dada à população para que ela, de forma livre e soberana, aponte os rumos que o Brasil deve tomar.

Para que isso aconteça é necessária uma frente ampla, suprapartidária, que congregue todos os que estão comprometidos com a ideia de que é o povo quem deve se pronunciar.

Convocadas as eleições, será a hora de colocar os programas em disputa. Nesse momento, acima das posições programáticas de cada agremiação ou movimento social, deve estar ideia de promover o gesto patriótico e democrático de dar ao povo a oportunidade de decidir.

O PCdoB lutará por isso, no parlamento e nas ruas, com a coragem a amplitude que nos caracterizam.

Fora Temer!
Diretas Já!

17 de maio de 2017

Direção nacional do PCdoB

Partidos criam o Fórum pela Democracia para exigir “Diretas Já” - Portal Vermelho

Partidos criam o Fórum pela Democracia para exigir “Diretas Já” - Portal Vermelho:





  
A constituição do Fórum Permanente pela Democracia foi a primeira medida concreta dos partidos de oposição no Congresso Nacional. Integram o fórum os seguintes partidos: PDT, PCdoB, PT, Psol, Rede e PSB. No caso dos socialistas, chama atenção o fato de que o partido consolida sua ruptura com o governo. Em breve nota divulgada após a reunião, os partidos informam a criação do fórum e que buscarão diálogo com a sociedade, revelando a intenção de ampliar a mobilização para além do parlamento. O objetivo é exigir a renúncia ou afastamento de Michel Temer e a convocação de eleições diretas.

“O presidente da República ilegítimo, mas empossado, é gravado pelo dono da JBS dando aval para comprar o silêncio de Cunha. Ele não pode mais ficar uma hora na cadeira de presidente do país. É necessário que as decisões sejam tomadas para afastá-lo imediatamente e convocar novas eleições no país”, afirmou a deputada Alice Portugal (BA),lider do PCdoB na Cãmara dos Deputados.

Para o líder do PT, Carlos Zarattini (SP o surgimento das gravações, retira qualquer legitimidade para Temer continuar governando. "Chegou ao ponto final. O ponto final, se não for dado pela sua própria renúncia, será feito por esta Câmara e por este Senado através de um impeachment", afirmou o líder petista.

Leia abaixo a íntegra da nota: 

Pela democracia

Nós, congressistas de diversos partidos, nesta hora gravísssima que o país vive, com denúncias substantivas que envolvem diretamente Michel Temer, nos constituimos em Fórum Permanente pela democracia e exigimos, em diálogo com as forças da sociedade:

1. Renúncia/afastamento imediato do presidente
2. Eleições diretas para Presidente da República

Neste sentido, estamos empenhados no Congresso, junto ao STF e ao TSE para que sejam tomadas todas as medidas nessa direção.

Congresso nacional, Brasília, 17 de maio de 2017
 



Do Portal Vermelho

Do Plenário da Câmara, Alice Portugal: #ForaTemer, #DiretasJa

domingo, 14 de maio de 2017

Minha homenagem a todas as mães - De Luiz Inácio Lula da Silva



Se existiram duas pessoas absolutamente fundamentais para que eu pudesse me tornar o metalúrgico, o dirigente sindical e o presidente da República que fui, essas duas pessoas foram Dona Lindu, minha mãe, e Marisa, mãe dos meus filhos. Duas mulheres de luta que tinham em comum a garra e a fortaleza.

Uma vez, logo após as eleições de 1998, eu estava em frangalhos depois de uma campanha muito cansativa que havia terminado com nossa terceira derrota, e Marisa veio me dar uma bronca. "Para com isso, Lula", ela me disse. "Lembre-se da sua mãe. Tem que teimar!" Marisa repetia uma frase de Dona Lindu. O que ela, Marisa, queria dizer, é que eu tinha de levantar a cabeça e seguir em frente. Dali a quatro anos voltaríamos mais fortes.

Depois que minha mãe morreu, às vésperas do dia das mães de 1980, Marisa assumiu a função de me fazer teimar. E tirava força sabe-se lá de onde. Tinha vez que ela conseguia ajudar nossos filhos com o dever de casa de matérias que ela nunca tinha visto na escola. E mantinha a engrenagem da nossa casa funcionando quando a militância, as campanhas e a intensa atividade como Presidente da República me obrigavam a ficar ausente a maior parte do tempo.

Hoje penso que, se fui eleito e reeleito presidente desse país, a maior responsável foi a Marisa. Se terminei o mandato com aprovação recorde de 87%, foi muito por causa da Marisa. Se levamos o Brasil bem perto de ser a quinta economia do mundo, se conseguimos tirar o Brasil do mapa da fome, criar 22 milhões de empregos e promover a maior inclusão social e educacional da história deste país, foi com a inestimável contribuição da Marisa.

Neste nosso primeiro dia das mães sem Marisa, só eu sei o respeito e o carinho que tive e tenho por ela, e por isso vou continuar afirmando que ninguém, nem juiz, nem polícia federal, nem ministério público, nem imprensa, tem o direito de fazer o que fizeram com ela. O vazamento de conversas privadas, a invasão do nosso apartamento, o confisco dos tablets dos nossos netos e, mais recentemente, a recusa em decretar sua absolvição sumária nos processos em que Marisa era ré, conforme estabelece a lei em caso de morte da pessoa investigada.

Neste dia das mães, nossos quatro filhos e eu temos muito do que nos orgulhar. E nada pode turvar nosso amor e reconhecimento à Marisa.

Que cada filho olhe para sua mãe com o máximo de carinho, respeito e gratidão por elas existirem! Um feliz dia das mães para todas as mães do Brasil!

quarta-feira, 10 de maio de 2017

DEPOIMENTO COMPLETO DO PRESIDENTE LULA EM CURITIBA 10/05/2017

Assista e COMPARTILHE:

Parte 01: https://www.youtube.com/watch?v=HxDc58lEOzM

Parte 02: https://www.youtube.com/watch?v=-VNChqfB4-E

Parte 03: https://www.youtube.com/watch?v=G3ZDsAvkcBY

Parte 04: https://www.youtube.com/watch?v=n3-YrzipetA

Parte 05: https://www.youtube.com/watch?v=QjECjTqsZZ0

Parte 06: https://www.youtube.com/watch?v=ho9i4RcKR7s

Parte 07: https://www.youtube.com/watch?v=z56t9IarGfU

Parte 08: https://www.youtube.com/watch?v=H0OcIDvkF2c

Parte 09: https://www.youtube.com/watch?v=ov2s1nRx7q4

Fala final do Lula, pra entrar pra história: https://www.facebook.com/Lula/videos/1313332908735706/


Atos no Brasil e no exterior contra a perseguição a Lula

PARA DIVULGAÇÃO IMEDIATA
10 de maio de 2017 - Brasileiros protestam contra perseguição ao presidente Lula da Silva

À medida que milhares de ativistas estão se reunindo na cidade de Curitiba, no sul do Brasil, para protestos maciços pelo que foi chamado de processo contra o ex-presidente Lula, membros da Defence Democracy no Brasil e ativistas brasileiros se reunirão em frente ao Consulado Brasileiro em Nova York para mostrar seu apoio à democracia no Brasil e contra o golpe de Estado. Eles se alinham com grupos de todo o mundo em Consulados e Embaixadas do Brasil, que lançaram um Manifesto conjunto em apoio ao Ex-Presidente Lula. (em anexo)

Lula enfrentará o juiz Sergio Moro em 10 de maio de 2017 em uma audiência de acusações por sua suposta participação em casos de corrupção. Todo o processo foi denunciado como perseguição política parcial e injusta, para, entre outras coisas, tentar impedir que ele se candidatasse a presidente em 2018; Lula é o favorito para as próximas eleições no Brasil em qualquer cenário.

Apoiamos o Presidente Lula da Silva e denunciamos as práticas do juiz Sergio Moro, que atua como procurador e como juiz. Moro é um juiz do tribunal inferior cuja manipulação arbitrária da lei e desrespeito pelas garantias individuais estão sendo investigadas sob acusação de violação dos Direitos Humanos por parte da Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas.

Data: 05/10/2017
Local: Em frente ao Consulado Geral do Brasil em Nova York
Endereço: 225 E 41st St, Nova Iorque, NY 10017
Horário: das 12 às 14 horas

Mais informações: Comitê de Defesa da Democracia no Brasil
Defenddemocracyinbrazil@gmail.com
Twitter: @BrazilDemocracia & standwithlula.org

FBP repudia ataque contra acampamento do MST que resultou em duas pessoas feridas

NOTA DA FRENTE BRASIL POPULAR

Frente Brasil Popular repudia ataque contra acampamento do MST que resultou em duas pessoas feridas

Durante a madrugada desta quarta-feira (10), por volta da 1h30, foguetes foram lançados contra o acampamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O saldo deste ataque covarde resultou em duas pessoas feridas. Um adulto com queimaduras e uma criança atingida no olho por estilhaços do explosivo.

O ataque, mais do que demonstrar uma aversão à democracia, reforça a ideia de intolerância e métodos violentos utilizados por grupos isolados que se opõe à agenda de manifestações pacíficas que acontecem em Curitiba desde a manhã desta terça-feira.

Ao contrário do que propagaram determinados setores da sociedade, o clima das manifestações é de paz, alegria e disposição para defender um estado democrático de direito que garanta direitos sociais. Na pauta de todas as atividades estão a defesa da aposentadoria e dos direitos trabalhistas, temas que interessam toda a sociedade. Uma agenda programática e concreta.

A Frente Brasil Popular Paraná repudia, de forma veemente, estes ataques que feriram não apenas duas pessoas, mas o processo democrático como um todo. Da mesma forma, ressaltamos o caráter pacífico de nossas manifestações e aguardamos que as autoridades responsáveis, que movimentaram todo o aparato público de segurança para atividades da jornada pela democracia, investiguem, encontrem os responsáveis e encaminhem uma punição dentro dos termos da lei.

Frente Brasil Popular Paraná
10 de maio de 2017.

Nassif entrevista decano da Ciência Política, Wanderley Guilherme dos Santos, que disseca o golpe e as ameaças à democracia - TV GGN

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TV GGN

Por dentro da cabeça dos que odeiam Lula - Elis Teixeira

Hoje pessoas envergonhadas por serem brasileiras estão felizes com a possível condenação de Lula. Elas sentem repulsa ao pensar que Lula foi e pode voltar a ser presidente do Brasil. Estas pessoas veneram o poder e os poderosos e acreditam que somente pessoas privilegiadas historicamente podem ter cargos executivos. Estas mesmas pessoas pensam que o Lula e a Dilma são pessoas mais simples, que não raciocinam muito bem e, portanto, não mereceriam jamais ter estado no lugar onde estiveram. Essas pessoas acham que vão vingar o Brasil. Pessoas desse tipo você conhece, bebe cerveja com elas, sai para jantar com elas, tira até foto com elas, ora pode até trabalhar com elas. Essas pessoas hoje apoiam de modo velado, escondido, camuflado a implosão do PT e da esquerda no país. Essas pessoas são muito egoístas, são aquelas que querem se dar bem às custas (literalmente) dos outros, são aquelas que fingem assumir responsabilidades mas que te manipulam para que você assuma a responsabilidade por elas. Estas pessoas manipulam de um jeito que até você, que parece pensar um bocadinho diferente delas, se torna fiel e bom companheiro.
Essas pessoas sobre as quais eu falo representam uma parte da sociedade brasileira que tem olhos mas não vê o outro, que tem ouvidos mas não ouve o outro, que tem cabeça mas não pensa no outro. Formam uma sociedade triste, traumatizada, que olha para o além mar e se questiona por que nasceu no Brasil, por que precisa conviver com pobres, por que as pessoas daqui não são bonitas como as de lá. Elas não entendem nada. Lá são subservientes, pouco criativas, obedientes, sem graça. Não tem protagonismo nem aqui nem lá.
Pessoas de coração e mente pequenas. Elas não são nacionalistas, elas sonegam impostos, elas também não são nem capitalistas verdadeiras, pois elas não sabem produzir, nem desenvolver o país, elas não querem partilhar nem com seus iguais imagina com pessoas de outra classe social. Se há qualquer produção delas aqui nunca será para libertar os outros mas para que os outros possam servir-lhes a conseguir alcançar seus objetivos tão mesquinhos.
Estas pessoas brasileiras estão felizes com a possibilidade de condenação do Lula. Elas dizem que se importam com provas, mas não é verdade. Elas querem a cabeça dele de qualquer modo. Para elas, o Lula tem de ser condenado pelo que sempre foi, afinal ele é só um nordestino pobre que não soube servir ao seu patrão, que foi ousado demais. Prendam este rapaz, levem-no de volta ao lugar de onde jamais deveria ter saído, ensinem-o a reencontrar o lugar dele.
No teor da denúncia que embasa o processo de hoje tem até 12 mil reais em eletrodomésticos recebidos de forma indevida pela OAS. Que fotografia mais pitoresca sobre o que estamos vivendo!
#LulaEuConfio #BrasilcomLula

* Postagem no Facebook, título meu.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

CNBB recebe Coalizão por Reforma Política Democrática e Eleições Limpas e prepara ações

Entidades debatem Reforma Política Democrática - Portal CTB             
A Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas realizou na manhã desta quinta-feira (04), na sede da CNBB, em Brasília, uma reunião com as entidades que a compõem, onde foi apreciado e aprovado o texto-base com a proposta de reforma politica da sociedade.
O trabalho desempenhado pela Coalizão, mediante a articulação de mais de cem entidades da sociedade civil, resultou em um abaixo-assinado com 900 mil assinaturas de apoio ao Projeto de Iniciativa Popular pela Reforma Política Democrática.

Na reunião de hoje, participaram a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), CBJP (Comissão Brasileira Justiça e Paz), CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), UNE (União Nacional de Estudantes), Ubes (União Brasileira de Estudantes Secundaristas), Auditoria Cidadã da Dívida, CONAM (Confederação Nacional das Associações de Moradores), MNLM (Movimento Nacional de Luta pela Moradia), CONTAG (Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares), Aldo Arantes e Roberto Amaral

Representando a CTB, Paulo Vinícius (PV) defendeu ampliação dá coalizão e ampliação do diálogo com as frentes. Ele destacou a necessidade de estabelecer o vínculo entre o voto dos deputados contra o povo e a estrutura do sistema político atual. “Sem mudar a politica, a tendência é o povo seguir sub-representado. Por isso, o papel dos trabalhadores na política é cada vez mais importante”, afirmou PV.
O dirigente sindical também falou da ameaça à democracia em tempos de golpe e a necessidade de atenção sobre a eleição de 2018, que só será democrática se houver mobilização popular que impeça o tapetão ou coisa pior. Além disso, Paulo Vinícius defendeu a necessidade de unificação da luta pela reforma política e em defesa da democracia e da Constituição de 1988.

Griôs: Francisco Urbano (CONTAG), Roberto Amaral (ex-vice da UBES, meu conterrâneo, ex-Presidente do PSB) e Aldo Arantes, o maior Presidente da História da UNE, o pai da lei do Grêmio Livre.

“Querem destruir direitos dos trabalhadores, a previdência e impor precarização sem limites. A centralidade da reforma política democrática com eleições limpas para a renovação do congresso que o povo quer seja feita com trabalhadores, mulheres e jovens é urgente”, finalizou PV.

De Brasília, Sônia Corrêa – Portal CTB

Grande marcha a Brasília: centrais sindicais se reúnem em São Paulo e aprovam agenda de lutas - Portal CTB

Grande marcha a Brasília: centrais sindicais se reúnem em São Paulo e aprovam agenda de lutas 
O Fórum das Centrais Sindicais se reuniu nesta quinta-feira (4), na sede da CUT, em São Paulo, para realizar um balanço da greve geral, no dia 28 de abril, e dos atos do 1º de maio, na última segunda-feira. Além disso, o encontro irá aprovar uma nova agenda de manifestações.
#OcupaBrasília: Mobilizar a classe trabalhadora e barrar os ataques aos direitos
O presidente da CTB, Adilson Araújo, defendeu força total na mobilização dos trabalhadores, com visitas às bases, e sugeriu que seja realizada uma nova plenária nacional da classe trabalhadora, já que o momento e a conjuntura têm criado uma demanda muito grande por mais diálogo e informações.
A CTB estava representada também pelo vice-presidente Nivaldo Santana, o secretário-geral Wagner Gomes, o presidente da CTB-SP, Onofre Gonçalves, e pelo secretário-geral da CTB-SP, Paulinho Nobre.
A agenda proposta pelo fórum das centrais sindicais prevê atos em Brasília e no país nas próximas duas semanas e uma grande marcha rumo ao Congresso Nacional. Confira:

Semana de 8 a 12 de maio: coletivo de dirigentes preparado e qualificado (presidentes de sindicatos e centrais) para estar em Brasília conversando com os senadores e os deputados, ações nos aeroportos e nas bases eleitorais dos parlamentares nos estados.

Semana de 15 a 19 de maio: realização de uma grande marcha das centrais, em Brasília (data a ser definida). Uma nova greve geral poderá ser convocada.
Portal CTB com informações de Joanne Mota

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Centrais Sindicais em nota lançam mobilização a Brasília

São Paulo, 04 de maio de 2017

NOTA DAS CENTRAIS SINDICAIS
CONTINUAR E AMPLIAR A MOBILIZAÇÃO CONTRA A RETIRADA DE DIREITOS!


As Centrais Sindicais, reunidas na tarde desta quinta feira, avaliaram a Greve Geral do dia 28 de abril como a maior mobilização da classe trabalhadora brasileira. Os trabalhadores demonstraram sua disposição em combater o desmonte da Previdência social, dos Direitos trabalhistas e das Organizações sindicais de trabalhadores. 
A forte paralisação teve adesão nas fábricas, escolas, órgãos públicos, bancos, transportes urbanos, portos e outros setores da economia e teve o apoio de entidades da sociedade civil como a CNBB, a OAB, o Ministério Público do Trabalho, associações de magistrados e advogados trabalhistas, além do enorme apoio e simpatia da população, desde as grandes capitais até pequenas cidades do interior.
As Centrais Sindicais também reafirmaram sua disposição de luta em defesa dos direitos e definiram um calendário para continuidade e ampliação das mobilizações.

CALENDÁRIO DE LUTA
08 a 12 de maio de 2017
▪ Comitiva permanente de dirigentes sindicais no Congresso Nacional para pressionar os deputados e senadores e também atividades em suas bases eleitorais para que votem contra a retirada de direitos;
▪ Atividades na base sindicais e nas ruas para continuar e aprofundar o debate com os trabalhadores e a população, sobre os efeitos negativos para a toda sociedade e para o desenvolvimento econômico e social brasileiro.

Do dia 15 ao dia 19 de maio:
▪ Ocupa Brasília: conclamamos toda a sociedade brasileira, as diversas categorias de trabalhadores do campo e da cidade, os movimentos sociais e de cultura, a ocuparem Brasília para reiterar que a população brasileira é frontalmente contra a aprovação da Reforma da previdência, da Reforma Trabalhista e de toda e qualquer retirada de direitos;
▪ Marcha para Brasília: em conjunto com as organizações sindicais e sociais de todo o país, realizar uma grande manifestação em Brasília contra a retirada de direitos.

Se isso ainda não bastar, as Centrais Sindicais assumem o compromisso de organizar um movimento ainda mais forte do que foi o 28 de abril.
Por fim, as Centrais Sindicais aqui reunidas convocam todos os Sindicatos de trabalhadores do Brasil para mobilizarem suas categorias para esse calendário de lutas.

CGTB – Central Geral dos Trabalhadores do Brasil
CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros
CSP Conlutas – Central Sindical e Popular
CTB – Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil
CUT – Central Única dos Trabalhares
Força Sindical
Intersindical – Central da Classe Trabalhadora
NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores
UGT – União Geral dos Trabalhadores

Leia mais
www.ctb.org.br

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Alí Primera en el recuerdo de Silvio Rodríguez - Mesa Redonda Internacional (Cuba)


Enviado em 10 de nov de 2011
Entrevista realizada a Silvio Rodríguez por la reconocida periodista venezolana Lil Rodríguez, evocando al gran cantor Alí Primera en el aniversario 70 de su nacimiento....

Entrevista con 'Timochenko': "el único plan de las FARC es la paz en Colombia" - Rusia Today






Publicado em 2 de mai de 2017


"Si en Colombia no erradicamos la práctica de la violencia en el ejercicio de la política, no habrá paz", cuenta Rodrigo Londoño 'Timochenko', máximo líder de las FARC. ¿Por qué la implementación de los acuerdos de paz terminó siendo mucho más difícil que el proceso de negociación? ¿Sienten los guerrilleros que sus vidas y las vidas de sus familiares peligran? ¿Puede existir marcha atrás en el proceso de paz? De todo ello habla en exclusiva para RT.

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Incrível vídeo - centenas de milhares no Primeiro de Maio na Praça da revolução em Cuba - CubaHoy

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Bemvindo Sequeira analisa a Greve Geral: Vitoriosa!

Meu Maio - Vladimir Maiakovski


A todos
Que saíram às ruas
De corpo-máquina cansado,
A todos
Que imploram feriado
Às costas que a terra extenua –
Primeiro de Maio!
Meu mundo, em primaveras,
Derrete a neve com sol gaio.
Sou operário –
Este é o meu maio!
Sou camponês – Este é o meu mês.
Sou ferro –
Eis o maio que eu quero!
Sou terra –
O maio é minha era!

PM do RJ atira bomba de gás no palco durante Hino Nacional em Ato pacífico na Greve Geral - 28/04//2017

A origem e o significado do 1º de Maio - Blog do Miro


Por Altamiro Borges

“Se acreditais que enforcando-nos podeis conter o movimento operário, esse movimento constante em que se agitam milhões de homens que vivem na miséria, os escravos do salário; se esperais salvar-vos e acreditais que o conseguireis, enforcai-nos! Então vos encontrarei sobre um vulcão, e daqui e de lá, e de baixo e ao lado, de todas as partes surgirá a revolução. É um fogo subterrâneo que mina tudo”. Augusto Spies, 31 anos, diretor do jornal Diário dos Trabalhadores. 

"Se tenho que ser enforcado por professar minhas idéias, por meu amor à liberdade, à igualdade e à fraternidade, então nada tenho a objetar. Se a morte é a pena correspondente à nossa ardente paixão pela redenção da espécie humana, então digo bem alto: minha vida está à disposição. Se acreditais que com esse bárbaro veredicto aniquilais nossas idéias, estais muito enganados, pois elas são imortais''. Adolf Fischer, 30 anos, jornalista.

“Em que consiste meu crime? Em ter trabalhado para a implantação de um sistema social no qual seja impossível o fato de que enquanto uns, os donos das máquinas, amontoam milhões, outros caem na degradação e na miséria. Assim como a água e o ar são para todos, também a terra e as invenções dos homens de ciência devem ser utilizadas em benefício de todos. Vossas leis se opõem às leis da natureza e utilizando-as roubais às massas o direito à vida, à liberdade e ao bem-estar”. George Engel, 50 anos, tipógrafo.

“Acreditais que quando nossos cadáveres tenham sido jogados na fossa tudo terá se acabado? Acreditais que a guerra social se acabará estrangulando-nos barbaramente. Pois estais muito enganados. Sobre o vosso veredicto cairá o do povo americano e do povo de todo o mundo, para demonstrar vossa injustiça e as injustiças sociais que nos levam ao cadafalso”. Albert Parsons lutou na guerra da secessão nos EUA.

As corajosas e veementes palavras destes quatro líderes do jovem movimento operário dos EUA foram proferidas em 20 de agosto de 1886, pouco após ouvirem a sentença do juiz condenando-os à morte. Elas estão na origem ao 1º de Maio, o Dia Internacional dos Trabalhadores. Na atual fase da luta de classes, em que muitos aderiram à ordem burguesa e perderam a perspectiva do socialismo, vale registrar este marco histórico e reverenciar a postura classista destes heróis do proletariado. A sua saga serve de referência aos que lutam pela superação da barbárie capitalista. 

A origem do 1º de Maio está vinculada à luta pela redução da jornada de trabalho, bandeira que mantém sua atualidade estratégica. Em meados do século XIX, a jornada média nos EUA era de 15 horas diárias. Contra este abuso, a classe operária, que se robustecia com o acelerado avanço do capitalismo no país, passou a liderar vários protestos. Em 1827, os carpinteiros da Filadélfia realizaram a primeira greve com esta bandeira. Em 1832, ocorre um forte movimento em Boston que serviu de alerta à burguesia. Já em 1840, o governo aprova o primeiro projeto de redução da jornada para os funcionários públicos. 

Greve geral pela redução da jornada

Esta vitória parcial impulsionou ainda mais esta luta. A partir de 1850, surgem as vibrantes Ligas das Oito Horas, comandando a campanha em todo o país e obtendo outras conquistas localizadas. Em 1884, a Federação dos Grêmios e Uniões Organizadas dos EUA e Canadá, futura Federação Americana do Trabalho (AFL), convoca uma greve nacional para exigir a redução para todos os assalariados, “sem distinção de sexo, ofício ou idade”'. A data escolhida foi 1º de Maio de 1886 - maio era o mês da maioria das renovações dos contratos coletivos de trabalho nos EUA. 

A greve geral superou as expectativas, confirmando que esta bandeira já havia sido incorporada pelo proletariado. Segundo relato de Camilo Taufic, no livro “'Crônica do 1º de Maio”, mais de 5 mil fábricas foram paralisadas e cerca de 340 mil operários saíram às ruas para exigir a redução. Muitas empresas, sentindo a força do movimento, cederam: 125 mil assalariados obtiveram este direito no mesmo dia 1º de Maio; no mês seguinte, outros 200 mil foram beneficiados; e antes do final do ano, cerca de 1 milhão de trabalhadores já gozavam do direito às oito horas. 

“Chumbo contra os grevistas”, prega a imprensa

Mas a batalha não foi fácil. Em muitas locais, a burguesia formou milícias armadas, compostas por marginais e ex-presidiários. O bando dos “'Irmãos Pinkerton” ficou famoso pelos métodos truculentos utilizados contra os grevistas. O governo federal acionou o Exército para reprimir os operários. Já a imprensa burguesa atiçou o confronto. Num editorial, o jornal Chicago Tribune esbravejou: “O chumbo é a melhor alimentação para os grevistas. A prisão e o trabalho forçado são a única solução possível para a questão social. É de se esperar que o seu uso se estenda”. 

A polarização social atingiu seu ápice em Chicago, um dos pólos industriais mais dinâmicos do nascente capitalismo nos EUA. A greve, iniciada em 1º de Maio, conseguiu a adesão da quase totalidade das fábricas. Diante da intransigência patronal, ela prosseguiu nos dias seguintes. Em 4 de maio, durante um protesto dos grevistas na Praça Haymarket, uma bomba explodiu e matou um policial. O conflito explodiu. No total, 38 operários foram mortos e 115 ficaram feridos. 

Os oito mártires de Chicago

Apesar da origem da bomba nunca ter sido esclarecida, o governo decretou estado de sítio em Chicago, fixando toque de recolher e ocupando militarmente os bairros operários; os sindicatos foram fechados e mais de 300 líderes grevistas foram presos e torturados nos interrogatórios. Como desdobramento desta onda de terror, oito líderes do movimento - o jornalista Auguste Spies, do “'Diário dos Trabalhadores”', e os sindicalistas Adolf Fisher, George Engel, Albert Parsons, Louis Lingg, Samuel Fielden, Michael Schwab e Oscar Neebe - foram detidos e levados a julgamento. Eles entrariam para a história como “Os Oito Mártires de Chicago”. 

O julgamento foi uma das maiores farsas judiciais da história dos EUA. O seu único objetivo foi condenar o movimento grevista e as lideranças anarquistas, que dirigiram o protesto. Nada se comprovou sobre os responsáveis pela bomba ou pela morte do policial. O juiz Joseph Gary, nomeado para conduzir o Tribunal Especial, fez questão de explicitar sua tese de que a bomba fazia parte de um complô mundial contra os EUA. Iniciado em 17 de maio, o tribunal teve os 12 jurados selecionados a dedo entre os 981 candidatos; as testemunhas foram criteriosamente escolhidas. Três líderes grevistas foram comprados pelo governo, conforme comprovou posteriormente a irmã de um deles (Waller). 

A maior farsa judicial dos EUA

Em 20 de agosto, com o tribunal lotado, foi lido o veredicto: Spies, Fisher, Engel, Parsons, Lingg, Fielden e Schwab foram condenados à morte; Neebe pegou 15 anos de prisão. Pouco depois, em função da onda de protestos, Lingg, Fielden e Schwab tiveram suas penas reduzidas para prisão perpétua. Em 11 de novembro de 1887, na cadeia de Chicago, Spies, Fisher, Engel e Parsons foram enforcados. Um dia antes, Lingg morreu na cela em circunstâncias misteriosas; a polícia alegou “suicídio”. No mesmo dia, os cinco “'Mártires de Chicago” foram enterrados num cortejo que reuniu mais de 25 mil operários. Durante várias semanas, as casas proletárias da região exibiram flores vermelhas em sinal de luto e protesto. 

Seis anos depois, o próprio governador de Illinois, John Altgeld, mandou reabrir o processo. O novo juiz concluiu que os enforcados não tinham cometido qualquer crime, “tinham sido vitimas inocentes de um erro judicial”. Fielden, Schwab e Neebe foram imediatamente soltos. A morte destes líderes operários não tinha sido em vão. Em 1º de Maio de 1890, o Congresso dos EUA regulamentou a jornada de oito horas diárias. Em homenagem aos seus heróis, em dezembro do mesmo ano, a AFL transformou o 1º de Maio em dia nacional de luta. Posteriormente, a central sindical, totalmente corrompida e apelegada, apagaria a data do seu calendário. 

Em 1891, a Segunda Internacional dos Trabalhadores, que havia sido fundada dois anos antes e reunia organizações operárias e socialistas do mundo todo, decidiu em seu congresso de Bruxelas que “no dia 1º de Maio haverá demonstração única para os trabalhadores de todos os países, com caráter de afirmação de luta de classes e de reivindicação das oito horas de trabalho”. A partir do congresso, que teve a presença de 367 delegados de mais de 20 países, o Dia Internacional dos Trabalhadores passou a ser a principal referência no calendário de todos os que lutam contra a exploração capitalista.

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Altamiro Borges às 12:55