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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Membro da UJS Será Diretor de Jovens Trabalhadores do Sindicato dos Professores de Pernambuco.

Membro da UJS Será Diretor de Jovens Trabalhadores do Sindicato dos Professores de Pernambuco.


De fato, a presença da União da Juventude Socialista no debate sobre políticas juvenis é algo que vem crescendo de forma notória em todo o estado de Pernambuco. São vários os quadros políticos que militam na UJS e que se destacam politicamente em todas as esferas de atuação. Contudo, mesmo diante de tantos avanços, os jovens socialistas ainda persistem em ocupar cada vez mais espaços políticos para representar de uma forma ainda mais ampliada os anseios da juventude brasileira.

E é diante de tal contexto que a União da Juventude Socialista passou a ser representada por meio de Wallace de Melo Barbosa na direção do Sindicato dos Professores de Pernambuco (SINPRO/PE), com objetivo de contribuir e organizar a construção, tanto do debate, quanto de uma plataforma política para direção de Jovens Trabalhadores da entidade.

Wallace, é professor de história, blogueiro e dirigente da UJS-Olinda e terá que cumprir esse importante papel no debate sobre a juventude trabalhadora dentro do estado. No entanto, além de fazer parte da nova gestão do sindicato dos professores, ele também irá contribuir com o coletivo de jovens trabalhadores da CTB/PE (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil).

sábado, 1 de outubro de 2011

Convocatória para o 3 de Outubro: um dia de luta em todo o mundo



Convocatória para o 3 de Outubro: um dia de luta em todo o mundo

fsm_poster_0310A crise mundial do capitalismo ameaça o emprego e os direitos da classe trabalhadora em todo o mundo. Em resposta a isto, a Federação Sindical Mundial (FSM) está mobilizando a classe trabalhadora e o povo em geral para manifestações em diferentes países do mundo no dia 3 de outubro, mesma data de sua fundação, em 1945.

É indispensável lutar pela manutenção e ampliação dos direitos sociais, contra as demissões e para que os banqueiros e grandes capitalistas paguem pela crise que criaram.

No Brasil, o ato está sendo convocado pela CTB, CGTB e Nova Central e será realizado em diversas cidades. É importante que sua entidade se mobilize e faça parte deste dia de luta.

Seja consciente, lute pelos seus direitos. PARTICIPE!

• Seguridade Social Pública para todos.
• Contrato Coletivo Nacional.
• Defesa das liberdades sindicais e democráticas.
• Redução da jornada de trabalho. Pela aprovação da PEC que estabelece a semana de 40 horas num primeiro momento e depois institui as 35 horas.
• Defesa do emprego, contra a demissão sem justa causa e pela ratificação da Convenção 158 da OIT.
• Solidariedade com o povo palestino.
• Regularização da Convenção 151 da OIT, que garante a organização sindical dos trabalhadores do serviço público.
• Pela liberdade dos cinco heróis cubanos, injustamente presos pelo império por lutar contra o terrorismo.
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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Vídeos TV Senado: Regulamentação do Aviso Prévio Proporcional em debate na Comissão de Assuntos Sociais do Senado

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado, sob a presidência de Paulo Paim, tribuno da luta dos trabalhadores, realizou nesta segunda-feira, 15 de agosto, Audiência Pública durante a sua 11ª Reunião para debater a Regulamentação do Aviso Prévio Proporcional ao tempo de serviço, para qual foram convidados:
- Germano Silveira de Siqueira - Diretor Legislativo da ANAMATRA (Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho):
- Paulo Vinícius Santos da Silva - Secretários de Políticas para a Juventude Trabalhadora da Central d Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil(CTB) e Secretário Geral da sua seção no DF - em representação de seu Presidente nacional, Wagner Gomes;
- Moacyr Roberto Auersvald  Secretário Geral da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) e em representação de seu Presidente Calixto Ramos;
- Lourenço Prado - Presidente da CONTEC e Vice-Presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT);
- Roberto Figueiredo Caldas - Secretário Nacional de Defesa da República e da Democracia do Conselho da OAB, em representação de seu Presidente Ophir Cavalcante;
- José Ricardo Aguiar Alves - Vice-Presidente Executivo da Confederação Nacional das Instituições Financeiras;
- Patrícia Coimbra Duque - Consultora da Presidência da Confederação nacional do Comércio de bens, Serviços e Turismo (CNC);
- Sylvia Teixeira de Sousa - Gerente de Consultoria da Diretoria Jurídica da Presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI);
- Cristiano Zaranza - Chefe da Assessoria Jurídica da Confederação nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Confira os vídeos com extratos das falas que, assim como as fotos, estão disponíveis na página do Senado Federal (www.senado.gov.br).




sexta-feira, 12 de agosto de 2011

CTB prepara grande encontro de juventude no Rio Grande do Sul - paulo Vinícius



Uma série de agendas no Sul antecederam a realização do II Encontro da Juventude Trabalhadora do Rio Grande do Sul, que inicia-se nesse sábado, 13 de agosto. 

O 5º Forum Sindical Sul em Cianorte

5º Fórum Sindical Sul
No sábado, 06/08, o 5º Forum Sindical Sul os Trabalhadores do setor Têxtil, Vestuário, Couro e Calçado., que se realizou na cidade de Cianorte-PR,  com cerca de 100 sindicatos e representantes do segmento de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e  Mato Grosso do Sul. 

O evento, reunindo sindicalistas da CTB, Nova Central, Fora Sindical e CUT incluiu a palestra sobre Juventude e Movimento Sindical, proferida pelo secretário Nacional de Juventude da CTB, Paulo Vinícius, que partilhou a reflexão sobre a necessidade de incorporar a juventude que já ocupa grande espaço nas categorias também nas direções e nos debates sindicais. Dialogar com a juventude, incorporar suas pautas e refletir sobre os desafios do desenvolvimento nacional em face das altíssimas taxas de desempregos que grassam entre os jovens são na visão da CTB um assunto que cabe a todos os sindicalistas, tratando-se da própria preparação da continuidade do protagonismo do movimento sindical na sociedade.  

Entrada de operários(as) na Tramontina em Carlos Barbosa-RS
O peso da juventude nesse momento de bônus demográfico é crescente nas categorias. Apesar disso a juventude é ainda pouco representada nas direções e pautas sindicais, o que pode em perspectiva se tornar um grave problema, sendo  necessária uma postura pró-ativa para que a juventude se reconheça e encontrae no movimento dos trabalhadores, o que ainda pde contribuir para a incorporação de mulheres na luta sindical.

Uma agenda perfeita e frenética no RS
Reunião com a FETAG-RS
A partir de segunda -feira, o Secretário de Juventude da CTB-RS e o Secretário Geral do Sindicato dos Comerciários de Taquari, Raul, acompanharam Paulo Vinícius numa agenda voltada à mobilização do II Encontro. Em reunião na FETAG-RS com Sérgio de Miranda e Josiane Einloft. O II Encontro da Juventude acontece com grande protagonismo da juventude rural, inclusive com um vídeo gravado por sua responsável juvenil, o que é excelente notícia, dado a qualidade do trabalho da juventude rural em todo o Estado.



Um périplo pela Serra Gaúcha
Depois da visita à FETAG, os três percorreram cerca de 700 kilômetros pelo Estado, visitando as cidades de Taquari, onde se reunira, com a direção do Sindicato dos Comerciários de Taquari - e também com um representante da Construção civil -, partindo na manhã seguinte para Teutônia e Carlos Barbosa, onde foram recebidos por Todson Brabosa, Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, responsável pela juventude da FITMETAL e presidenteda Câmara Municipal da cidade. Reuniram-se com a direção dos sindicato, que se tornará independente do Sindicato dos Metalúrgigos de Caxias, e debateram os desafios do movimento e da juventude sindicalista nessa entidade que representa os três mil trabalhadores da Tramontina. Às 6h20 da manhã iniciaram panfletagem na Tramontina, onde foi constatada a grande presença de jovens e mulheres na base.
SINDIMETAL de Carlos Barbosa-RS

Direção dos Comerciários de Taquari 
Em seguida, em Caxias do Sul, reuniram-se com as direções do Sindicato dos Comerciários, do SINDILIMP - asseio e conservação - e com o Sindicato de Metalúrgicos de Caxias,após o que fizeram panfletagem na sede da Mundial. Foi unânime entre as entidades sindicais a importância e o apoio ao II Encontro, que será marcada pela integração dos trabalhadores da agricultura, do comércio e dos serviços. O Sindicato dos Metalúrgicos, mesmo integrando em sua nova direção 19 jovens acredita que deve investir mais na juventude trabalhadora, incluindo-se a organização da juventude no ramo.

Reunião com Metalúrgicos de Carlos Barbosa e Garibaldi
De lá, partiram para as cidades de Canela (Sindicato dos Comeriários) e Campo Bom, em que a CTB e os movimentso juvenis promoveram Conferência Municipal de Juventude com cerca de 120 jovens, finalizando a agenda com a visita ao Sindicato dos Sapateiros, do companheiro Vicente Selistre, vice-presidente da CTB.

Impressionou o comprometimento geral da CTB-RS com o II Encontro da Juventude e o sólido trabalho desenvolvido por seu secretário, Vítor Espinoza. O II Encontro da Juventude Trabalhadora da CTB-RS acontece este sábado,no SINDIMETAL de  Caxias do Sul, com a presença de Guiomar Vidor, dos Deputados Federais Assim Melo (Presidente do SINDIMETAL de Caxias do Sul) e a jovem deputada Manuela Dávila. O Encontro será acompanhado pelo membro do coletivo Nacional Adroaldo Negreiros da CTB e do SINTECT-SP, com transmissão ao vivo pela internet.
Grupo de discusssão sobre juventude e Trabalho na Conferência Municipal de Campo Bom


sábado, 16 de julho de 2011

Divisionismo e diversionismo no movimento sindical brasileiro - Portal Vermelho

Divisionismo e diversionismo no movimento sindical brasileiro - Portal Vermelho


Incomodados com a crítica que recebem do movimento sindical pela conduta exclusivista e divisionista, lideranças da CUT resolveram dar o troco atribuindo a responsabilidade pela divisão à CTB. É o que se lê em recente artigo assinado pela secretária Nacional da Mulher Trabalhadora da CUT, Rosane Silva, publicado no site da central.

Por João Batista Lemos*

A dirigente, que integra uma corrente minoritária da CUT, une a prática divisionista à retórica diversionista com o objetivo de mascarar a realidade e vender a imagem, falsa, de que o sindicalismo cutista é o único quede fato representa os interesses da classe trabalhadora.

Inversão da realidade


Não há como fugir da impressão de que, em muitos pontos, o texto cheira a mofo e saudosismo. Refere-se a tempos já idos, em que o cenário sindical era outro. Ignora as mudanças no cenário político e social ocorridas ao longo dos últimos anos e especialmente após a eleição de Lula, em 2002. E também não se furta, ao modo da ideologia convencional dominante, a inverter a realidade.

Os comunistas e a CTB são o alvo principal do artigo, que culpa os sindicalistas ligados ao PCdoB pela divisão histórica do movimento sindical brasileiro. “Reivindicamos a unidade da classe trabalhadora”, proclama Rosane Silva, numa visão muito singular da história.

Quem dividiu a 1ª Conclat?

Do alto de sua suposta sabedoria, ela afirma que os comunistas erraram ao não participar da fundação da CUT em 1983. Será que ignora o fato notório de que a criação da central naquela época, em nome do “novo sindicalismo”, foi um ato deliberado de ruptura com a unidade do sindicalismo brasileiro celebrada na primeira Conclat?

Aqui, como em outras ocasiões, nota-se a inversão da realidade embutida no argumento falacioso da autora. O divisionismo é apresentado como unidade e esta se resume, no final das contas, às costuras internas, a conciliação dos conflitos recorrentes entre os grupos. Afinal, decreta o artigo, “a CUT é forte, representativa, de massas, e, essencialmente, diferente das outras centrais sindicais”. O “resto” do movimento sindical certamente não conta, não presta. Não há vida nem virtudes fora da CUT. Há um nome apropriado para tal presunção: exclusivismo. O exclusivismo é inimigo da unidade.

Senso de oportunidade


Parece que a arrogância exclusivista, a presunção (falsa) de força e o divisionismo fazem parte do DNA cutista. A essas características se alia agora o diversionismo, a inversão descarada da realidade, a prevalência da versão sobre os fatos. Não é sem razão que se nota um progressivo esvaziamento da CUT ao longo dos últimos anos. A Corrente Sindical Classista (CSC) saiu da CUT em 2007 para participar da fundação da CTB, mas não foi a única. O PSTU já havia caído fora e a Alternativa Sindical Socialista (ASS) também deu linha, assim como o Sindicalismo Socialista Brasileiro (ligado ao PSB, hoje na CTB) e Unidade e Luta (PCB). Não se pode atribuir a responsabilidade pelo esvaziamento da CUT à CTB.

Com falso purismo, Rosane Silva resmunga contra a unidade entre a CTB, Força Sindical, UGT, CGTB e Nova Central que, em sua opinião, são organizações conservadoras ou de direita. Mas, talvez por conveniência ou senso de oportunidade, ela se esquece do acordo assinado recentemente pela CUT, Força Sindical e Fiesp contra a desindustrialização.

Ética tucana

Não cabem críticas à CUT, da nossa parte, quando age em unidade com a Força Sindical, muito pelo contrário. O que se cobra, aqui, é coerência nos argumentos, pois fica subtendido que quando CUT e Força Sindical se aliam tudo bem, é positivo, quando a CUT não está presente é unidade com a direita, alvo de críticas e condenações.

Da mesma forma, afirma-se que o 1º de Maio Unificado de 2011 atraiu políticos de oposição e omite-se a participação no mesmo evento do ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, que leu uma mensagem da presidente Dilma aos trabalhadores; do ministro do Trabalho, Carlos Lupi; do presidente da Câmara Federal, Marco Maia, e de outros líderes de esquerda. Nota-se que o artigo se guia pela filosofia do tucano Rubens Ricúpero confessada a um repórter da Globo: "Eu não tenho escrúpulos: o que é bom a gente fatura, o que é ruim a gente esconde".

Identidade ideológica

A identidade ideológica entre Força e CUT se traduz também na filiação a uma mesma central mundial, a Confederação Sindical Internacional (CSI), que propõe um sindicalismo de conciliação de classes e capitulação ao imperialismo. Lembremos que a CSI convidou o FMI e o Banco Mundial (Bird) para a abertura do seu 2º Congresso, realizado em Vancouver (Canadá) em junho de 2010.

Centrais sindicais europeias filiadas à CSI, além de apoiar os ajustes fiscais na região avalizam a guerra movida pelas potências imperialistas, lideradas pelos EUA, contra a Líbia. A CTB é filiada à Federação Sindical Mundial (FSM), que se guia por uma concepção classista e, na Grécia, está na vanguarda da luta contra o pacote econômico neoliberal imposto pelo FMI ao país.

Mudanças da CUT e da Força

Os argumentos contra a Força Sindical levantadas pela dirigente cutista estão fora de contexto, pois menosprezam a mudança na orientação política da central. Nos anos 1990, nos governos Collor e FHC, a entidade aderiu ao neoliberalismo. Mas mudou de posição ao longo dos últimos, passou a defender os interesses e as bandeiras da classe trabalhadora privilegiando a unidade com as demais centrais.

A versão adocicada dos fatos feita por Rosane Silva tem muito pouco a ver com a realidade. A CUT de hoje não é a mesma de outrora, pois também mudou ao longo da história e especialmente durante os últimos anos. Perdeu autonomia e o radicalismo do passado, que só sobrevive como farsa na retórica diversionista de alguns dirigentes. Na polêmica em torno do fator previdenciário, a central se comportou concretamente como mera correia de transmissão do Palácio do Planalto em defesa do fator 95/85. Os fatos, conhecidos e documentados, não podem ser deletados. Fazem parte da história e falam mais alto que os argumentos.

Unidade sem exclusivismo

Desde sua fundação, em dezembro de 2007, a CTB atua em defesa da mais ampla unidade do movimento sindical brasileiro, sem exclusivismos e com a compreensão de que a unidade não se dá apenas no interior de uma única central, mas deve abarcar o conjunto das organizações sindicais, respeitando a pluralidade de opiniões e focando bandeiras concretas e unitárias da classe trabalhadora.

A preocupação da nossa central com a unidade também tem caráter internacionalista, com foco particular na América Latina, onde a CTB tem destacada participação no Encontro Sindical Nossa América (Esna), um espaço de unidade e ação intersindical antineoliberal e antiimperialista amplo e democrático, que reúne organizações sindicais de cerca de 30 países, independentemente da filiação internacional e de diferentes correntes políticas, sendo algumas ligadas à Confederação Sindical dos Trabalhadores das Américas (CSA, associada à CSI), como também à FSM e independentes.

A união faz a força

No Brasil, não restam dúvidas de que a unidade alcançada nas marchas a Brasília e consagrada na nova Conclat possibilitou a conquista de uma política de valorização do salário mínimo e outros avanços. Nenhuma central isolada reúne forças para fazer frente aos desafios emanados da conjuntura e lutar com êxito por um novo projeto de desenvolvimento nacional fundado na soberania, na democracia e na valorização do trabalho, conforme propõe a resolução da Conclat, realizada em junho de 2010.

A verdade contida no ditado popular de que a união faz a força é provada na prática. Diversamente, a divisão enfraquece, reduz o poder de fogo do movimento sindical e da classe trabalhadora, jogando água no moinho do patronato e da direita. Ao insistir na carreira solo, negando-se a participar dos atos unitários com as outras centrais e marchando sozinha pelas avenidas, a CUT enfraquece a frente de luta da classe trabalhadora. Esperamos que a CUT reveja sua posição e contribua para a unidade das centrais e dos movimentos sociais.

*Vice-Presidente da FSM, Secretário Internacional 
Adjunto da CTB e membro do Comitê Central do PCdoB


Leia a seguir o texto citado, ainda que mais fraco que caldo de bila (bolinha de gude para os menos versados em Cearês:


Rosane Silva , secretária Nacional da Mulher Trabalhadora da CUT

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Entrevista da Semana no Portal CTB - paulo Vinícius Secretário Nacional de Juventude

A juventude quer ser parte integral da sociedade e quer dar sua contribuição
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Paulo Vinícius, sociólogo, milita nos movimentos estudantis desde 1991, da geração cara-pintada do "Fora Collor", foi ativo participante de grêmios estudantis da ETFCE - Escola Técnica Federal do Ceará e do Diretório Central dos Estudantes da UFC – Universidade Federal do Ceará.
Durante o período de 2001 a 2005 foi Diretor de Relações Internacionais da UNE - União nacional dos Estudantes, em 2003, representou a entidade na OCLAE - Organização Continental Latino-americana e Caribenha de Estudantes e no Fórum Social Mundial. Na UJS – União da Juventude Socialista foi diretor de Solidariedade Internacional e de Formação.
PV, como é conhecido, é Secretário de Políticas para a Juventude Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil e também membro do CONJUVE - Conselho Nacional de Juventude, concedeu entrevista ao portal da CTB;
Portal CTB: O desenvolvimento econômico dos últimos trouxe novas perspectivas para a juventude trabalhadora no país?
Paulo Vinícius
: Vivemos um momento especial para a juventude brasileira. Há um bônus demográfico, ou seja, uma situação favorável em que os jovens 15 a 34 anos somam 35% da população total, algo em torno de 67 milhões de pessoas. Nunca houve e, se cumprida a tendência da curva de crescimento da população, nem haverá tantos jovens quanto agora, em plena idade produtiva e em busca de um lugar na sociedade. Essa juventude, ademais, vive em uma democracia pujante como a brasileira, e em um momento em que todas as condições estão dadas para conquistarmos um Novo Desenvolvimento para o Brasil.
E essa juventude é determinante para o êxito desse novo momento do país, e por outro lado, integrá-la ao desenvolvimento e à vida adulta de modo exitoso é decisivo para esse novo momento do Brasil. Pois se a juventude é a maior vítima proporcional do desemprego, se ela não tem educação e uma qualificação profissional, se seu ingresso no mercado de trabalho é precário e sem direitos, se ela não pode se expressar e viver sua identidade, sexualidade, se ela não tem acesso à previdência, ao crédito e à terra, como o Brasil vencerá nesse novo momento econômico? Assim as políticas para a juventude são fundamentais para o Brasil dar um salto no rumo do desenvolvimento com valorização do trabalho.
Portal CTB: Nessa recente explosão de manifestações e passeatas notamos a presença de muitos jovens, a que você atribui essa participação maciça da juventude?
Paulo Vinícius
: A juventude que ser parte integral da sociedade e quer dar sua contribuição. Esse peso numérico que ela tem hoje dá uma perfeita possibilidade de isso ter dimensões de massa. As jovens mulheres têm cada vez mais presença na sociedade e no mercado de trabalho, e exigem liberdade, direitos iguais e em especial ao seu próprio corpo. A luta em defesa da livre orientação sexual e contra a homofobia é uma expressão clara de uma parcela importante da sociedade, e também de jovens que desejam viver suas vidas e seu amor sem constrangimentos ou violência.
A luta dos estudantes por uma Reforma da Educação e dos trabalhadores jovens pelo emprego e a qualificação profissional, e pelo direito de continuar estudando são batalhas concretas, pois a moçada quer ter casa, constituir família, ter uma vida profissional e ajudar o Brasil. E por fim, a luta contra a criminalização dos usuários, contra a ausência de políticas de saúde compatíveis com o estágio da epidemia da dependência química e contra o tratamento policialesco e o cerceamento do debate fecham o quadro de referência que estou traçando.
Em todos esses fenômenos que tem ganhado a mídia e a sociedade estão no centro os dilemas da juventude a buscar seu espaço na sociedade brasileira. Em todos, trata-se do direito a ser reconhecido, respeitado, incluído e de ser parte do mundo produtivo. O desafio do movimento sindical - e não apenas dos jovens que atuam na CTB - é dar ouvidos a essas demanda, ouvir as nossas bases sindicais, e fazer do movimento sindical um movimento mais completo, sem abrir mão do classismo, da luta contra o capitalismo, unindo as pontas de uma mesma luta pela emancipação dos trabalhadores.
Portal CTB: Como os jovens participam e analisam a pauta de reivindicações do movimento sindical, em especial da Juventude da CTB.
Paulo Vinícius: Estamos plenamente sintonizados com a Agenda Nacional da Classe Trabalhadora, aprovada na II CONCLAT porque o Brasil precisa crescer, precisa desenvolver sua economia a taxas superiores a 4% ao ano, precisa valorizar o trabalho, pois isso é fundamental para que o desemprego juvenil caia e a juventude possa se incorporar plenamente no mundo do trabalho, e m condições dignas, sem discriminações, e encontre assim seu lugar na vida.
Enquanto vamos demorando nesse caminho, fazendo as concessões que se fazem aos banqueiros, o resultado está aí pelas ruas, no crack e nas drogas feitas para exterminar a juventude da periferia, nas prisões que tem um percentual absurdo de jovens, em especial negros, no desperdício do talento de uma moçada que está cheia de força de vontade e disposição, mas sem a qualificação que lhes desenvolva os talentos e sem a oportunidade de mostrar serviço.
E essa pauta geral do movimento sindical precisa descer para ver essa realidade. Para nós, por exemplo, é importantíssimo influir no PRONATEC, ter um Plano Nacional de Educação que chegue aos jovens trabalhadores, a luta contra a Precarização, contra a terceirização sem limites, pela isonomia e pela sucessão, assuntos muito importantes no debate dos jovens trabalhadores
Portal CTB: Como será a participação da CTB no 52º Congresso da UNE?
Paulo Vinícius: A UNE é uma importante parceira da CTB e o seu congresso é o maior evento da juventude brasileira, por isso a CTB participará de suas atividades com muita alegria. O Presidente da CTB, Wagner Gomes foi convidado a participar e falar na abertura do Congresso. Vários militantes, amigos e simpatizantes vem de todos os estados como delegados porque também são estudantes, e queremos fazer contato com todos e todas para integrar toda essa moçada em nosso trabalho juvenil. Por isso a juventude terá um stand no Congresso. Nele os sindicalistas da CTB poderão aparecer, distribuir seus materiais, trocar umas ideias.
No dia 14 de julho, realizaremos uma reunião do Coletivo Nacional de Jovens Trabalhadores. Pedimos inclusive a compreensão das direções estaduais e dos principais sindicatos da CTB a apoiarem a ida dos estados para essa importante atividade. Vai ser uma reunião fundamental para tratar de nossa I Plenária Nacional da Juventude da CTB, que acontecerá em dezembro. Tratará também de nossas propostas e participação nas conferências de juventude que já acontecem em estados e municípios e que antecedem a 2ª Conferência Nacional de Juventude. E no dia 15 de julho, eu participarei de um dos debates do Congresso, tratando de Educação e Trabalho. Então, esperamos encontrar a juventude da CTB no Congresso da UNE e também aprender com eles, pois a UNE é uma importantíssima referência do movimento juvenil, e seu 52º Congresso será muito importante para esse próximo período.
Celso Jardim - Portal CTB

sexta-feira, 10 de junho de 2011

CTB define como “incompreensível” novo aumento da taxa de juros

CTB define como “incompreensível” novo aumento da taxa de juros
A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB classifica como “incompreensível” o novo aumento da taxa de juros, divulgado nesta quarta-feira (8) pelo Comitê de Política Econômica (Copom) do Banco Central. Com a medida, a chamada Selic passou de 12% para 12,25% ao ano.

Para a CTB, mais uma vez o Banco Central age em desacordo com as atuais demandas econômicas da nação, agindo em contrariedade ao que defendem as centrais sindicais, a indústria e os movimentos sociais do país.

Este já o quarto aumento seguido da Selic – todos eles durante o governo Dilma. Dessa forma, o Brasil segue com o vergonhoso título de país com a maior taxa de juros real do planeta. Juros altos significam menos empregos, menos investimentos e risco de estagnação. Para a CTB, a medida é um retrocesso que coloca em risco o crescimento vislumbrado para 2011 e os próximos anos.

As centrais sindicais, quando apoiaram a candidatura de Dilma Rousseff à Presidência, apostavam que a ex-ministra conduziria a política econômica do país de forma mais progressista – algo que até o momento não foi colocado em prática. Juros altos e outros agrados ao sistema financeiro do país faziam parte do projeto derrotado nas eleições passadas.

A CTB continuará a se mobilizar, ao lado das demais centrais, em torno da luta pela redução da taxa de juros. Já é hora de a presidenta Dilma Rousseff tomar o controle desse processo, em nome do crescimento e do desenvolvimento da nação.
Wagner Gomes

Presidente nacional da CTB

São Paulo, 8 de junho de 2011.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Ministro da Previdência e o INSS recebem centrais para debater Saúde do Trabalhador e Perícias Médicas

Ministro da Previdência e o Presidente do INSS recebem centrais sindicais para debater Saúde do Trabalhador e Perícias Médicas


As seis centrais sindicais (CTB, CUT, UGT, CGTB, Força e NCST) e o Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho (DIESAT) tiveram audiência com o Ministro da Previdência, Garibaldi Alves e o Presidente do INSS, Mauro Hauschild, neste mês de maio, em Brasília. Em pauta, a humanização da Perícia Médica do INSS.

Um documento unitário foi entregue, com duras críticas acerca da maneira como se dão as perícias médicas no Brasil, identificando graves problemas na relação dos peritos com os trabalhadores encaminhados ao INSS – e o mais fraco sofre, pois já chega à perícia abalado por problemas de saúde e fragilizado emocional e psicologicamente.
A audiência foi desdobramento do Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes de Trabalho - 28 de abril - e parte da Campanha pela Humanização da Perícia Médica do INSS.

Querem as centrais sindicais regulamentar a maneira como se formalizam os atendimentos das perícias médicas, ao considerar que “não há a formalização do pedido de exames, laudos e/ou atestados médicos dos trabalhadores segurados”. “Verifica-se completa informalidade tanto na solicitação do perito no ato da perícia quanto na entrega dos mesmos ao perito médico, o que pode levar à falta de comprovação quando da necessidade de recursos ou outras ações de defesa do trabalhador”, o que os prejudica “não só em caso de recurso de indeferimento julgado infundado pelo médico especialista que assiste o trabalhador, mas também para o direito de ciência do segurado em todo o desenrolar do afastamento ao trabalho”.

Ademais, questionam o fato de, “com frequência, o laudo e a decisão conclusiva do perito não leva em conta os laudos e atestados médicos expedidos pelos médicos assistentes e especialistas, bem como os exames realizados entregues pelo trabalhador no ato da perícia, inclusive os fornecidos pelo SUS através do atendimento contínuo dos CEREST’s - Centros de Referência de Saúde do Trabalhador”. Para piorar, normalmente o perito sequer se dá ao trabalho de justificar a não aceitação do laudo de outro médico e dos exames, infringindo o próprio Código de Ética Médica (Capítulo X - Documentos Médicos, nos Artigos 80º, 87º e 88º).

Em parte, as Centrais acreditam que tais problemas surgem já na forma da Qualificação dos Peritos Médicos do INSS, carente de uma institucionalização que leve em conta inclusive a visão plural do Conselho Nacional da Previdência Social, e incorpore os preceitos constitucionais da Seguridade Social e do Código de Ética Médica, em vez de basear-se na visão personalista de alguns peritos. Na visão dos trabalhadores há que superar a lógica atual que coloca o trabalhador, segurado e contribuinte ao INSS por anos a fio, como um “fraudador” em potencial, numa relação desigual e desumana que é inadmissível. Esse não é o caminho de enfrentar as fraudes, mas é o martírio do trabalhador.
Esse contexto se agrava quando se trata de novas doenças do trabalho. Como pontuou Paulo Vinícius, Secretário Nacional de Juventude, que representou a CTB na audiência, “em especial a juventude, que maneja novas tecnologias, é exposta a LER/DORT, e tem tragicamente abreviada sua vida laboral, sem que se reconheça o problema. É necessário ter mais sensibilidade e um tratamento humano e digno do outro lado do balcão, em que está representado o INSS. E se o Brasil foi capaz de superar as longas filas na concessão de aposentadorias e pensões, o que envergonhava a instituição e o país, agora o desafio do INSS é humanizar e normatizar as perícias, calcanhar de Aquiles da instituição ante a opinião pública”.

O Ministro Garibaldi Alves e o presidente do INSS, Mauro Hauschild, demonstraram sensibilidade quanto as reivindicações das centrais sindicais, e ficou estabelecida a interlocução direta com o Presidente do INSS para avançar no diálogo. Foi informado que recentemente se estabeleceu uma pós-graduação que está a formar os peritos para o dia-a-dia de seu trabalho. Ante a demanda da constituição de um Grupo de Trabalho permanente - comprometeu-se a atender convite das centrais sindicais para um novo encontro, com mais tempo, em que possa responder ponto a ponto todas as demandas, em São Paulo, a ser marcado em comum acordo com as entidades.

Fonte: CTB - Secretaria de Saúde e Segurança do Trabalho

INFORME-SE MAIS NO SITE DO DIESAT:http://www.diesat.org.br/



Teses

tesesTrabalho e saúde mental do bancário Autores: Edith Seligmann Silva, Leny Sato e Adga Aparecida de Lia Pesquisa de 1985.


Relatório de Avaliaçao Ergonômica das Condiçoes de Trabalho da Empresa Teletrim - Setor de Atendimento. Levantamento: Diesat

sábado, 30 de abril de 2011

CTB, Força, CGTB, Nova Central e UGT realizam ato unificado do DF domingo às 9h00 na Cidade Estrutural


O Dia Internacional dos Trabalhadores de 2011 será marcante, com a unificação de atos massivos por todo o país, coordenados pela unificação entre CTB, Força, UGT, CGTB e Nova Central, que haverá em São Paulo e na maioria das capitais.

A unidade das centrais é fato recente e mostra maior solidariedade em torno de pautas comuns, como as 40 Horas Semanais e o fim do Fator Previdenciário. Também em Brasília esse movimento ocorre. As centrais estiveram juntas no Fora Arruda, na II Conferência da Classe Trabalhadora e tentam estruturar um fórum na capital do país. Daí vem a construção conjunta do primeiro de Maio.


PARCERIA COM GDF EXPRESSA A REALIDADE POLÍTICA DO DF E É SINALIZAÇÃO DO EXECUTIVO
O colapso do governo corrupto de Arruda (DEM), resultou na eleição de Agnelo Queiroz, que enfrenta um grande desafio. Herdou um quadro de catástrofe na administração pública. E a equação da governabilidade não é menos difícil. A frente que apoia Agnelo é amplíssima. A crise do bloco conservador o dividiu e Agnelo ganhou com feições de governo de reconstrução e composição heterogênea.

Os trabalhadores e o povo devem influenciar nesse cenário de mudanças. A CTB apoiou o movimento de diálogo que possibilitou realizar um ato conjunto com o governo. As Centrais serem tratadas como interlocutoras dos trabalhadores é um avanço democrático que lhes permite pautar as políticas públicas, devendo manter sua independência, inclusive para criticar quando preciso.

O ATO SERÁ NA ESTRUTURAL
A inauguração de uma Agência do Trabalhador na Cidade Estrutural, uma das populações mais carentes do DF, é a contribuição do governo ao ato, em que as Centrais Sindicais e o governador estarão no mesmo palco a partir das 9h00. Em seguida seguirá a dinâmica própria do Dia Internacional dos Trabalhadores.

A CTB-DF CONVIDA
A CTB-DF convida os trabalhadores e trabalhadoras a participar dessa importante atividade, para reencontrar os amigos e participar da festa da classe trabalhadora.


A saída será às 7h30 em transporte fornecido pela central que sairá das próximidades do Hotel Nacional nesse domingo às 7h30.

Informações:
Cláudio Avelar - 9297 2591
Paulo Vinícius - 9339 0961
Wilma - 9339 1058

quinta-feira, 21 de abril de 2011

CTB Paraíba realizará 1º Encontro da Juventude Trabalhadora


20/04/2011

A CTB- Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, realizará nos dias 17 e 18 de junho de 2011, no Auditório da Associação Comercial de Patos, o 1º Encontro da Juventude Trabalhadora da Paraíba.
Neste encontro será discutida a conjuntura política atual, a organização da juventude trabalhadora, a política nacional de juventude, levando em consideração o perfil urbano e rural, além da criação do coletivo estadual de juventude da central no Estado.
Na última quarta-feira, dia 20 de abril de 2011, aconteceu uma reunião da Comissão Estadual com o presidente da CTB/PB, José Gonçalves, onde ficou definida a mobilização no estado, passando pela articulação em cada região.
A meta da CTB é reunir 120 jovens até 35 anos e para isso, o estado foi dividido em 7 regiões, sendo o Litoral, Brejo e Agreste com 20 jovens cada, Curimatau, Cariri e Alto Sertão com 10 jovens cada e o Sertão com 30 jovens.
A comissão composta por Douglas, Sanderline e Sanderleide (Rio Tinto), Josildo (Riachão do Poço), Biu (Sapé), Zeca( Itaporanga), Wilson( Juazeirinho), Cristiane(Sousa) e  Lucenildo (Monteiro), ficaram responsáveis pela mobilização no Estado, com o apoio dos diretores da CTB em cada região.
Depois da realização do encontro estadual, que definirá um planejamento das ações para a juventude, serão realizados encontros regionais para aproximar a juventude da real política defendida pela central.
A mobilização será feita junto aos sindicatos de trabalhadores rurais, servidores municipais, professores, assentamentos de trabalhadores rurais, operários, dentre outras.
A Secretária da Mulher Trabalhadora da CTB, Lourdinha de Campina Grande, esteve presente na reunião, contribuindo com a discussão sobre o encontro. O encontro da mulher trabalhadora que estava previsto para acontecer na mesma data, foi adiado para o segundo semestre de 2011.
Para o presidente da CTB/PB, José Gonçalves, é um grande desafio a central se firmar junto a juventude trabalhadora, para reforçar o trabalho e acima de tudo renovar o movimento sindical.


sábado, 19 de março de 2011

CTB: Obama - Persona non grata



Plenária Unificada dos Movimentos Sociais organiza manifestação contra presença do presidente no país

Os movimentos sociais brasileiros consideram o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, persona non grata no Brasil e rechaçam a sua presença em nosso país.

O atual mandatário dos Estados Unidos mantém a orientação belicista de ocupar países e agredir povos em nome da “luta ao terrorismo”. Obama tem reiterado que o objetivo fundamental do seu governo no setor externo é reafirmação da hegemonia estadunidense no mundo, inclusive na área militar.

Dizemos que Obama é persona non grata no Brasil porque, como latino-americanos, sabemos que a política dos Estados Unidos para a América Latina não mudou em nada. Não aceitamos a manutenção do bloqueio a Cuba, as provocações contra a Venezuela, a Nicarágua, a Bolívia e o Equador.

O governo Obama apoiou o golpe militar em Honduras, que retirou do poder o presidente legitimo Manuel Zelaya, e mantém o apoio ao atual governo de fato, que é denunciado por inúmeras violações aos direitos humanos. Como recompensa pelo apoio às forças golpistas, os EUA instalaram duas novas bases militares neste país.



Obama
Temos acompanhado a ampliação da presença militar dos EUA na região, tanto as iniciativas dirigidas a instalar novas bases militares na Colômbia, quanto a movimentação de tropas na Costa Rica e no Panamá.

A disputa pelo petróleo está no centro das guerras promovidas pelo imperialismo estadunidense. No caso do Brasil, logo após a descoberta de petróleo nas águas do Atlântico Sul, reativaram a chamada Quarta Frota de sua marinha de guerra e falam ainda em deslocar para estas pacificas águas, os navios de guerra da Otan. As imensas reservas do pré-sal, estimadas em pelo menos 10 trilhões de dólares, atraem a cobiça dos EUA. Com certeza, o ouro negro brasileiro é uma das maiores motivações da vinda do presidente estadunidense ao nosso país.

Obama também liderou a Organização do Tratado do Atlântico Norte que consagrou um “novo conceito estratégico” a partir do qual se arroga o direito de intervir militarmente em qualquer região do planeta. Os Estados Unidos nunca abriram mão de dominar nossos países e continuam considerando nosso continente como sua área de influência.

Os EUA sob a presidência de Barack Obama falam em Direitos Humanos, mas mantém os cinco heróis cubanos presos injustamente, e reafirmam o apoio à política genocida do Estado sionista israelense contra o povo palestino. Sob Barack Obama, os Estados Unidos mantiveram a presença das tropas de ocupação no Iraque e no Afeganistão, e desde este país bombardeiam o Paquistão. Só nessas guerras já foram mortos dezenas de milhares de civis e inocentes. Sob o seu governo os EUA ameaçam países soberanos como o Irã, a Síria e a Coréia do Norte, e continuam em pleno funcionamento o centro de detenções e torturas de Guantánamo, mantida em território cubano de forma ilegal e contra a vontade deste povo.

Obama chega ao Brasil num momento em que os Estados Unidos e seus aliados, principalmente os europeus, preparam-se, sob falsos pretextos, para perpetrar novas intervenções militares. Agora, no norte da África, onde, com vistas a assegurar o domínio sobre o petróleo, adotam a opção militar como a estratégia principal. Os Estados Unidos querem arrastar as Nações Unidas para sua aventura, numa jogada em que pretende na verdade instrumentalizar a organização mundial e dar ares de multilateralismo à sua ação militarista e imperial.

No mesmo 20 de março, dia em que Obama estará visitando o Brasil, acontecerão manifestações em todo o mundo convocadas pela Assembleia Mundial dos Movimentos Sociais realizada durante o Fórum Social Mundial de Dacar, Senegal. O dia de mobilização global foi convocado para afirmar a “defesa da democracia, o apoio e a solidariedade ativa aos povos da Tunísia e do Egito e do mundo árabe que estão iluminando o caminho para outro mundo, livre da opressão e exploração”. O 20 de março será um Dia Mundial de Luta contra a multiplicação das bases militares dos Estados Unidos, de solidariedade com o povo árabe e africano, e também de apoio à resistência palestina e saharauí. O mundo não pode tolerar uma nova guerra, agora, na Líbia!

É nesse contexto que convocamos a Plenária Unificada dos Movimentos Sociais contra a vinda do Obama, espaço onde os movimentos sociais de todo o país construirão uma grande manifestação de repúdio à presença de Obama no Brasil com destaque para a ação que será organizada no Rio de Janeiro no dia 20 de março.

Abaixo o imperialismo estadunidense!

Assinam:
CTB
CMS - Coordenação dos Movimentos Sociais UNE
MST
CEBRAPAZ
CUT
CSP-Conlutas
Intersindical

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

MST, UNE e centrais buscam unificar agenda

MST, UNE e centrais buscam unificar agenda
As maiores organizações que representam os movimentos social, sindical e estudantil do país planejam a elaboração de uma agenda conjunta, a ser oferecida à presidente Dilma Rousseff. Nela, constarão as prioridades pelas quais o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), as centrais sindicais - sobretudo a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) – e a União Nacional dos Estudantes (UNE) brigarão juntos.
O fortalecimento deste bloco de representação, cujas entidades já se organizam na Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), foi discutido em agosto do ano passado, durante as eleições presidenciais - todos apoiaram a presidente eleita no segundo turno - e a conversa será retomada nas próximas semanas.

"A CUT elaborou um documento com 213 propostas para o novo governo. Como nós, as outras organizações estão fazendo o mesmo, o que cria um volume grande de pautas", avalia o presidente da central, Artur Henrique. "A ideia é que essas organizações peguem só os pontos prioritários para que possamos batalhar juntos", acrescenta. A redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, a mudança dos índices de produtividade rural e a destinação de 50% do fundo social do pré-sal para a educação são pontos de convergência na pauta de CUT, CTB, MST e UNE e segundo seus representantes, seguramente farão parte da agenda.

Até o momento, as entidades aguardam para saber como será o relacionamento com o novo governo. De certo, deve ficar a cargo de Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, a tarefa de intermediar o contato, cumprindo a função que foi de Luiz Dulci durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Diálogo

Os presidentes de CUT, CTB, MST e UNE concordam que o relacionamento com o governo melhorou muito nos últimos oito anos, mas cobram que Dilma dê o próximo passo: "Durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), nós nunca fomos nem recebidos pelo presidente. Isso melhorou radicalmente com Lula. Mas agora, queremos influenciar na política, na tomada de decisões, assim como os empresários e outros personagens da sociedade", afirma Artur Henrique.

O presidente da CTB, Wagner Gomes, completa, pautando a necessidade de mais diálogo acerca de questões como a valorização do salário mínimo e a política macroeconômica: “precisamos de uma interlocução maior com o novo governo. São duas decisões [aumento da taxa Selic e manutenção do mínimo em R$ 540] que vão na contramão daquilo que o país precisa, algo que não contribuirá em nada para o desenvolvimento do país”, argumenta Wagner Gomes.

Apesar da postura crítica, o presidente da CTB acredita que Dilma Rousseff manterá o mesmo olhar voltado para o social que o presidente Lula. “É inegável que grande parte do sucesso do governo passado se deve à política de valorização do salário mínimo, um grande instrumento de distribuição de renda. Não podemos ver o país se desenvolver a altas taxas de crescimento sem que isso se reverta para a sociedade, especialmente para os assalariados”, destaca, ao lembrar que é preciso gerar mais emprego e renda através de medidas que promovam o desenvolvimento e o bem-estar social.

Para José Batista de Oliveira, da coordenação nacional do MST, "houve muito diálogo, mas pouca efetividade". Batista cita como maior avanço do governo Lula na relação com os sem-terra a assimilação da produção do grupo com garantia de preço. "No entanto, a implantação de escolas nos assentamentos, uma prioridade, ainda não ocorreu. Mas melhorou muito o relacionamento. Nosso acesso hoje é bom até no Ministério da Agricultura", observa. Augusto Chagas, presidente da UNE, afirma que o ex-presidente recebeu a UNE "pelo menos quatro vezes por ano, durante os dois mandatos".

As decisões de cunho econômico também são alvo das organizações, que pleiteiam participação na efetivação de propostas de campanha, como a desoneração da folha de pagamentos: "Queremos saber qual será a contrapartida para o trabalhador", diz Artur Henrique. Para os sindicalistas, a valorização do salário mínimo, por eles defendida, foi fator essencial para o enfrentamento da crise econômica mundial, em 2008, o que lhes daria gabarito para ter maior influência na tomada de decisões.

Agendas previstas

As centrais prometem ocupar o Congresso Nacional a partir de fevereiro, com a reabertura dos trabalhos das Casas Legislativas, caso não haja acordo nas negociações com o governo federal acerca do valor do salário mínimo.

Em março, a UNE prepara uma série de passeatas, em todas as capitais, com vistas de pressionar o Congresso Nacional a incluir no Plano Nacional de Educação (PNE), a ser votado neste ano, o investimento obrigatório de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) anual do país na educação: "Hoje, menos de 40% dos jovens entre 18 e 24 anos concluem o ensino médio. Para um país que quer ser desenvolvido, estamos desperdiçando um potencial imenso", observa Chagas.

O MST já está realizando ocupações, sobretudo em São Paulo, pautando a urgência da Reforma Agrária.

Além das agendas próprias, que prometem grandes mobilizações, as quatro entidades se reúnem com outras organizações na próxima quarta-feira (26), em reunião da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) que debaterá as agendas conjuntas de 2011 e a participação do movimento social brasileiro no próximo Fórum Social Mundial, que ocorre de 6 a 11 de fevereiro em Dacar (Senegal). O objetivo da articulação na CMS é fortalecer a pressão nas ruas para garantir as bandeiras que unificam a luta dos movimentos sociais no país.

Fonte: Vermelho

Conheça a Agenda da Classe Trabalhadora aprovada na 2ª CONCLAT

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

CTB convoca base para ato contra o golpismo midiático


CTB convoca base para ato contra o golpismo midiático
A campanha eleitoral de 2010, que começou como uma ótima oportunidade de a população escolher,
democraticamente, o melhor candidato (a) a governar o país pelos próximos quatro anos, em sua reta
final tomou ares de campanha midiática conjunta prol direita conservadora.

Coletivizando no Youtube