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terça-feira, 17 de março de 2026

CTB Bancários com as Chapas 2 e 55: Em Defesa de uma CASSI para os Associados


CTB Bancários com as Chapas 2 e 55: Em Defesa de uma CASSI para os Associados!




A CTB Bancários reafirma seu compromisso inabalável com a saúde e o bem-estar das trabalhadoras e trabalhadores do Banco do Brasil. Neste pleito decisivo da CASSI, marchamos juntos com o Sindicato dos Bancários da Bahia no apoio às Chapas 2 (Diretoria e Conselho Deliberativo) e 55 (Conselho Fiscal).

Nossa escolha é pautada pela necessidade de uma gestão que priorize quem constrói o banco todos os dias. As chapas da coalizão "Cassi para os Associados" representam a resistência contra o desmonte e a garantia de um plano de saúde justo, solidário e sustentável.
Nossos Candidatos: Experiência e Compromisso

Chapa 2 (Diretoria e Deliberativo): Composta por Luciana Bagno (Diretoria de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento), acompanhada de Gilmar José dos Santos, Diusa Alves de Almeida, Humberto Fernandes de Oliveira e Loreni Senger Correa.


Chapa 55 (Conselho Fiscal): Representada por Diego Alves Carvalho e Luana Narimatsu da Silva, nomes preparados para fiscalizar e garantir a transparência que os associados exigem.
Não deixe para a última hora!

O prazo final é na próxima segunda-feira. Para garantir que a CASSI continue sendo dos funcionários, sua participação é fundamental agora. A votação é rápida e segura:

App CASSI: Diretamente no seu celular.


Terminais de Autoatendimento (TAA): Nas agências do BB.


SisBB: Exclusivo para funcionários da ativa.


Votar nas Chapas 2 e 55 é votar na preservação dos nossos direitos e na qualidade do atendimento para nossas famílias.CTB BANCÁRIOS – A Luta é pra Valer!

segunda-feira, 5 de maio de 2025

Lágrima de urubu?! Não tenho pena, não! Paulo Vinícius da Silva



A 270ª reunião do COPOM (Comitê de Política Monetária) ocorrerá nos dias 6 e 7 de maio de 2025 e definirá a taxa de juros SELIC, acreditem, no patamar de 14,25%,  com viés de alta! 

 "O Comitê segue avaliando que o cenário-base prospectivo envolve uma desaceleração da atividade econômica, a qual é parte do processo de transmissão de política monetária e elemento necessário para a convergência da inflação à meta." (Ata da 269° Reunião do COPOM.)

Observe: "o cenário-base prospectivo envolve uma desaceleração da atividade econômica, a qual é parte do processo de transmissão de política monetária e elemento necessário para a convergência da inflação à meta." 

Ou seja: o cenário permite ver a desaceleração da atividade econômica, que desacelera graças aos juros da política monetária. E explica: reduzir a atividade econômica é elemento necessário para a  inflação entrar na meta.

Então, é assim:

- O COPOM atende ao mercado, em defesa do desemprego, por um crescimento menor e contra os salários. Isso não é "Independência", isso é sabotagem descarada.      

- O Congresso pega o dinheiro do governo Lula e não permite que ele execute, sendo o Poder Executivo;  -  As estatais seguem sob a cartilha neoliberal, sob as mais diversas pressões, de acionistas privados, de interesses privados, sob duro escrutínio para não cumprirem seu papel fundamental de impulsionar o desenvolvimento e a industrialização do Brasil;

 - A Imprensa é o primeiro nível de fake news contra o governo. Os grandes veículos de Imprensa, no geral, são parte de conglomerados econômicos no Brasil e no exterior, primeiros interessados nos JUROS ALTOS, pois a mesma taxa Selic que remunera o investimento dos mais ricos é a taxa que impactará nos juros cobrados, o custo do crédito, que onera os mais pobres. Por isso, o grande êxito do Real e do capitalismo financeiro, rentista parasitário brasileiro é esse: eles lucram com renda, e nós, trabalhamos.

Estamos sob guerra híbrida , que no campo comunicacional funciona a la gabinete do ódio. As plataformas digitais ocidentais são dos 1% mais ricos, então eles lêem o que quiserem sobre nós. Funcionamos dentro da rede "deles". Nenhum estado pode ser soberano hoje sem ter sua própria soberania digital. Não definimos as curtidas, eles definem. E ainda há um terceiro nível, que é o das milícias digitais, sempre associadas a interesses estrangeiros, a exemplo dos Bolsonaro.

- O "mercado" empareda o governo explícitamente para que não distribua renda, não gere empregos, não diminua a desigualdade, não dê os direitos aos trabalhadores, não se reduza a jornada. E o mercado é pouca gente, mesmo. E tá "dominado, tá tudo dominado" de tal modo, que esses possíveis consultáveis do Boletim Focus, tornam isso "ortodoxia", "responsabilidade fiscal". E até o Galípolo aplica. O consenso econômico é de extrema direita antes do seu despontar, em junho de 2013. O fascismo é função do imperialismo e da concentração de capital, da desigualdade. Eles não precisam mais da democracia, eles querem o Coringa na Presidência. É grana. É por isso que o COPOM tem a pachorra de dizer que seu papel na luta contra a inflação é jogar água fria na economia, diminuir o surgimento de empregos, não crescer o salário, e assim eles soam como a música de Baiano e os Novos Caetanos (Chico Anísio e Arnaud Rodrigues):

"Urubu tá com raiva do boi

E eu já sei que ele tem razão

É que o urubu tá querendo comer

Mas o boi não quer morrer

Não tem alimentação

O mosquito é engolido pelo sapo

O sapo a cobra lhe devora

Mas o urubu não pode devorar o boi

Todo dia chora, todo dia chora".

Claro que essa elite financeira odeia o Lula. Odeia-nos a todos que trabalhamos, produzimos, fazemos o Brasil. Eles parasitam a economia real e têm lucros imorais que vêm do trabalho e do endividamento do povo. Não podia jamais o COPOM virar um ente que em plena luz do dia, pudesse dizer impunemente que a saída é tirar dos pobres, dar mais aos ricos, essa agenda de horror e morte que eles querem eterna. Precisamos nos insurgir contra esse novo regime colonial de escravização do povo brasileiro. A agenda do Primeiro de Maio ilumina o caminho a seguir: 

- Redução da jornada, sem redução salarial;

– Fim da carestia;

– Isenção do IR até R$ 5 mil;

– Menos juros, mais empregos;

– Igualdade salarial entre homens e mulheres (lei 14.111).

É preciso ampliar a unidade no campo popular para assegurar a Frente Ampla. Sem a luta do povo, os obstáculos são intransponíveis para qualquer governo. O neoliberalismo é a própria forma do capitalismo nessa época. Precisamos de ambas: a unidade ampla de todas as forças sociais que apoiam o governo - sem ilusões -  e a mobilização das forças populares em defesa de uma agenda econômica de desenvolvimento, soberania, democracia e emprego, salário, uma vida melhor para todos. 

Lágrimas de urubus não devem nos comover. Muito bem ensina A Internacional: 

"Abomináveis na grandeza/ 

Os reis da mina e da fornalha / 

edificaram a riqueza / sobre o suor de quem trabalha. // 

Todo o produto de quem sua/ 

a corja rica o recolheu / 

querendo que ela o restitua/ quer só o que é seu. 

Menos Juros, Mais Empregos! Classe Trabalhadora, vamos nos unir!

quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

Mudanças no Brasil, no mercado de trabalho e na juventude - 4º Encontro Sindical do PCdoB - 2011 Paulo Vinícius Santos da Silva

Milhões de trabalhadores e trabalhadoras ingressam todos os anos no mercado de trabalho formal. Durante os oito anos do governo Lula foram gerados pelo menos 15 milhões de empregos formais (1). Segundo o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, a pirâmide populacional concentra na faixa etária de 15 a 34 anos mais de 35% da população brasileira (2), ou quase 67 milhões de pessoas. A População Economicamente Ativa (PEA), segundo dados do mesmo Instituto, reunia mais de 95 milhões de brasileiros(as) (3).

“Segundo dados do IBGE e projeções do IPEA, temos hoje a maior população jovem da nossa história em termos absolutos. Algo em torno de 50 milhões de brasileiros(as) entre 15 e 29 anos. Por outro lado, temos, neste momento histórico, um número proporcionalmente reduzido de crianças e idosos, em relação à população em idade ativa, o que proporciona uma baixa taxa de dependência econômica. Os especialistas chamam esta situação especial de bônus demográfico. Ou seja, os próximos 20 anos serão cruciais, se quisermos aproveitar este bônus demográfico e explorar cada vez mais o nosso potencial de crescimento. Por isso, cada ação voltada para a formação educacional e científica, de inclusão econômica e cidadã da juventude, hoje, não está simplesmente relacionada aos direitos individuais de uma parcela da população. Tal investimento está umbilicalmente ligado ao desenvolvimento do país” (4).



A nova realidade é marcada pelos efeitos da 3ª revolução técnico-científica. A cibernética e a informática levaram a um grande avanço na produtividade, com grande exploração, flexibilização e precarização do trabalho. A classe trabalhadora teve alterado profundamente o “seu perfil, mais diferenciado e heterogêneo, mais feminino e também mais numeroso. Categorias e ramos inteiros têm alterada a composição etária e de gênero. Ocorrem alterações nas relações e na proporção entre trabalho manual e trabalho intelectual e também na indústria cultural”. O acesso à internet, às redes sociais, à telefonia celular altera a comunicação, participação e informação.

Elevou-se a escolaridade média da força de trabalho. A dinâmica entre educação e trabalho também se altera, com consequências profundas num mercado de trabalho com altíssima rotatividade. Hoje é impensável uma trajetória profissional exitosa sem permanente qualificação.

A marcha do desenvolvimento brasileiro também interfere no mercado de trabalho. Amplia-se a construção civil, as obras de infraestrutura pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e as perspectivas da exploração do Pré-Sal alteram ramos fundamentais. O Estado se recompôs com concursos públicos em todos os níveis.

Amplia-se o ensino técnico, profissionalizante e universitário, tanto público quanto privado, e até setores populares chegam a carreiras elitizadas, com as políticas de cotas: Programa Universidade para Todos (PROUNI) e a Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI). Com as 214 novas escolas técnicas federais teremos um grande impacto na formação profissional de nossa juventude. E a educação superior forma o triplo do que se formava há dez anos (950 mil contra 350 mil) (5).

Nesse curso, não devemos ignorar a característica da juventude como transição, marcada pela incorporação ao mundo do trabalho e a constituição de novo núcleo familiar, com particularidades e uma subjetividade própria. É avessa a preconceitos de gênero e de orientação sexual, conectada ao mundo, carente das lições da luta do século XX, profundamente marcada pela hegemonia neoliberal, disputada pelo capital e por outras formas de participação e ativismo, incluindo as demais forças políticas. E, embora ansiosa por participação, desconfia dos partidos políticos e dos sindicatos.




Atrair essa juventude para a luta dos trabalhadores significa abrir caminhos para uma militância que transborde das aspirações juvenis para ter consequência em uma militância para toda uma vida. Devemos aproveitar este momento para atualizar a possibilidade da realização pessoal com a luta pelo socialismo.

As mudanças no Brasil, na Classe e no Sindicato Classista


Ante tão importantes mudanças em menos de uma década, há que se refletir sobre a constatada “subestimação da composição social das fileiras partidárias e de suas direções” (6) – no que concerne à incorporação da classe trabalhadora, mais jovem e mais feminina –, em especial no seu movimento próprio, o sindical.

Com o avanço da juventude e das mulheres na composição da classe trabalhadora, devemos ser proativos na sua incorporação no movimento sindical classista, o que pode ser decisivo para a consolidação da CTB e a afirmação crescente do protagonismo conquistado. A CTB tem possibilidades tais que a vantagem estratégica da incorporação juvenil e feminina pode contar a nosso favor no desenlace futuro da atual correlação de forças entre as centrais sindicais. É elemento de vulto para armar o sindicalismo classista para a disputa da hegemonia na classe trabalhadora.

A vida aponta para o desafio do desenvolvimento permanente. O que não evolui, degenera. “As defasagens são sempre dinâmicas; supera-se uma, criam-se outras. A questão é se está em progresso ou em involução. A escala atingida hoje pelo PCdoB permite enfrentar o desafio proposto com novas possibilidades” (7).

Nesse sentido, as perspectivas são promissoras, mediante o enfrentamento das debilidades atuais com espírito criador e coletivo, em busca de superar o espontaneísmo dominante para aproveitar excepcionais oportunidades e posicionar o Partido para a estruturação consciente da CTB, de modo a fazer da central classista a mais juvenil e feminina central sindical brasileira.

Ao assumir tais consignas poderemos também contribuir para superar lacunas importantes da nossa política de quadros. Nossa destacada influência estudantil vinda da União da Juventude Socialista (UJS) entre os estudantes secundaristas, universitários e pós-graduandos não corresponde à incorporação dos quadros no movimento sindical, com influência social mais ampla entre os(as) trabalhadores(as) em profissões-chave ou na luta de ideias.

Tais limites cobram alto preço em uma política de quadros de largo curso. Somos portadores de uma eficaz tecnologia social que sensibiliza os jovens e adolescentes para a luta pelo socialismo de modo amplo e flexível, com vitórias em quase três décadas de hegemonia na luta estudantil e em suas entidades representativas. Cumpre-nos refletir sobre a debilidade de seguir adiante e levar esta juventude a seguir militando e se incorporar à classe trabalhadora. Trata-se de fazer da luta socialista mais que aspiração juvenil, um objetivo de toda uma vida.

O desafio de incorporar o trabalho à formação de nossa juventude corresponde à necessidade de incorporar a juventude em nosso movimento sindical. E na etapa inédita vivida pelo nosso país, e pelo Partido, pode ser uma chave importante na luta que travamos por uma influência maior na sociedade e por um novo projeto de desenvolvimento.

Cumpre-nos, portanto, levar adiante a reflexão feita no 12º Congresso do PCdoB, que colocou para si o desafio de: “impulsionar a consciência de classe e ser a representação política e social dos trabalhadores e das trabalhadoras brasileiros da cidade e do campo, no sentido de constituí-los como classe que lidere um novo poder político. E capaz de conquistar apoio de massa a seu pensamento político, aglutinar as bases sociais fundamentais em torno desse projeto – os trabalhadores, a juventude, as mulheres e a intelectualidade avançada”.

Ao identificar claramente os atores desse processo, o 12º Congresso do Partido resgatou a síntese do 11º Congresso, realizado em 2005, ao apontar: “a chave para os futuros desafios do Partido é, agora, formar larga estrutura de quadros, de nível superior, intermediário e de base, assentada em uma profunda compreensão da exigência de unidade de ação de todo o Partido”.

De tal sorte que as oportunidades se situam na centralidade dos trabalhadores e trabalhadoras enquanto classe fundamental, capaz de lograr a influência necessária nos setores prioritários para a revolução brasileira, bem como na possibilidade dessa incorporação dos filiados permitir distintos níveis de responsabilidade, com destaque para o nível intermediário e de base. Vivemos um momento alvissareiro, que conta com um instrumento de massas privilegiado, a CTB, e os momentos político e econômico favoráveis, em uma sinergia jamais vista em nossa história. A simultaneidade de possibilidades não é fortuita, mas coerente com a luta pelo socialismo. Mas pode esbarrar no espontaneísmo, pois tais desafios demandam movimento consciente e planejado.

A importância das Gerações Militantes

A renovação do movimento não é tarefa exclusiva dos jovens, ainda que protagonistas do presente e do futuro, mas de quem está comprometido com a luta pelo socialismo. Parte importante de nossa militância atual no movimento sindical forjou-se na luta contra o regime militar, foi combatente inflexível contra o neoliberalismo, protagonizou a vitória na eleição de Lula e ajudou a fundar a CTB. Mas seu êxito só será completo se assegurar nosso crescimento contínuo, acolhendo e armando a nova geração para a luta pela hegemonia classista na classe trabalhadora. E, observando o crescimento da juventude nas bases de categorias tão importantes, devemos concretamente nos perguntar: que percentual de jovens e mulheres devemos ter em nossas direções para representar verdadeiramente a classe?

Decisivo é criar condições para que a juventude trabalhadora encontre na central classista o seu melhor instrumento na luta contra o capital. Deve partir dos(as) comunistas a iniciativa de construir na CTB espaços amigáveis à juventude, com horários, dinâmicas e, principalmente, responsáveis permanentes para a consolidação da frente, desenvolvendo uma dinâmica de atividades (inclusive esportivas e culturais) e linguagem que possibilitem sua incorporação na CTB.

Trata-se de desenvolver uma tecnologia social própria, a exemplo do que nossos camaradas comunistas do PCdoB já fazem no movimento estudantil, de incorporar a nova geração de trabalhadores ao movimento sindical e apontar- -lhes a perspectiva socialista. Isso só será possível se constituirmos um contingente próprio de comunistas jovens a tratar da organização juvenil classista entre os trabalhadores.

A geração atual de dirigentes sindicais comunistas é a fiadora do ambiente que estimule estreita colaboração entre estudantes e sindicalistas, jovens e adultos, comunistas, socialistas e independentes, homens e mulheres, para consolidar a CTB e assegurar-lhe um futuro vitorioso. Importante também é usar em nosso favor a necessidade de realizar as transições, de tratar concretamente da renovação e da permanência nas direções dos sindicatos, de nos constituir em todos os sindicatos os departamentos juvenis e de observar as mudanças na classe e entender a importância de influenciar o local de trabalho, o que demanda uma militância mais extensa ao nível intermediário e da base, com significado particular para a juventude.

Se aos(às) trabalhadores(as) não se admite no mundo produtivo uma trajetória profissional exitosa dissociada da qualificação permanente, devemos alterar o ideal do militante liberado permanentemente para o movimento sindical e incorporar à nossa lógica de militância a dinâmica de permanência-renovação, compreendendo que sua direção natural é a da renovação das direções, sem rupturas com o legado de luta, mas rompendo com o personalismo, o cupulismo e a burocratização que são obstáculos reais a uma sólida e mobilizada base de massas.

À pluralidade de categorias prevista no estatuto partidário (filiado, militante, quadro) devem corresponder distintas possibilidades de participação na luta dos trabalhadores, em consonância com a responsabilidade das tarefas de uma militância na base, de nível intermediário e de quadros, com a construção de um sistema mais amplo que esteja voltado a uma influência muito maior na sociedade brasileira.

Tal percepção deve romper com a estagnação muitas vezes verificada a partir da liberação sindical, e deve ousar ao abrir horizontes, compatibilizando a vida individual e a militância. Num contexto democrático, a participação política não deve ser sinônimo de sacrifício ilimitado ou paralisação e estagnação das possibilidades profissionais de cada um(a), apesar de não nos iludirmos quanto à importância do compromisso imenso que se exigirá sempre dos quadros. Somente uma rede mais estruturada e ampla poderá assegurar uma influência maior dos sindicatos sobre os(as) trabalhadores(as), e da Classe organizada sobre a sociedade. Isso demandará uma presença militante não apenas nas diretorias das entidades, mas nos locais de trabalho e na vida cotidiana, uma influência social muito maior da militância comunista, de seus aliados e amigos.

Essa ligação mais profunda com a base chama o movimento sindical a ser um espaço intergeracional, democrático, de igualdade entre homens e mulheres, e não reprodutor de discriminações. Para nós, é claro que a incorporação destas mudanças pode assegurar ao movimento sindical o espaço que lhe cabe no mundo de hoje e descortinar novos horizontes para o futuro. Que possamos, ao olhar para as transformações em curso, nos preparar para não menos que a vitória, dizendo corajosamente, como Che: “O alicerce fundamental de nossa obra é a juventude. Nela depositamos nossa esperança e a preparamos para tomar a bandeira de nossas mãos”.

*Paulo Vinícius é sociólogo, bancário do Banco do Brasil, secretário de Juventude Trabalhadora da CTB Nacional e diretor de Imprensa da CTB/DF.

Notas


(1) http://www.mte.gov.br/sgcnoticia.asp?IdCo nteudoNoticia=7577&PalavraChave=caged (2) http://www.ibge.gov.br/censo2010/piramide_etaria/index.php

(3) http://www.ipeadata.gov.br/ExibeSerie.x?se rid=486696855&module=M

(4) MOREIRA, Danilo. Juventude e desenvolvimento: uma nova agenda para um novo tempo.

(5) http://portal.mec.gov.br/index.php? option=com_content&view=article&id=16511

(6) 3º Encontro Sindical Nacional do PCdoB.

(7) Livreto virtual “Mais vida militante para um Partido do tamanho de nossas ideias” – Material de subsídio para o 7º encontro Nacional sobre Questões de Partido, disponível em http:// admin.paginaoficial1.tempsite.ws/admin/ arquivos/biblioteca/7_encontro_questoes_partido15119.pdf, p. 62

quarta-feira, 13 de novembro de 2024

Redução da Jornada de Trabalho e Fim da Escala 6X1 - Márcio Ayer - Pres. do Sind. dos Comerciários (RJ) - Hoje, 13, quinta, às 11h no Youtube no Programa Subversiva

 


Fim da Escala 6x1: Entenda a Pauta que Movimenta o Brasil

Convidado: Márcio Ayer, Presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro e dirigente da CTB - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
Nesta quarta-feira, a partir das 11 horas: https://www.youtube.com/watch?v=_tcbFTEeUgY

No novo episódio do programa Subversiva, o presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, Márcio Ayer debate com Marina Valente a luta sindical histórica pela redução da jornada de trabalho e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa a reduzir a jornada de trabalho e acabar com a escala 6x1, impactando diretamente trabalhadores de comércios e indústrias. Essa proposta, apresentada pela Deputada Federal Erika Hilton (PSOL), está em tramitação há seis meses na Câmara dos Deputados.





quinta-feira, 31 de outubro de 2024

Seminário Regional Nordeste da CTB Bancários ocorre em Fortaleza nos dias 1 e 2 de novembro








 Seminário Regional Nordeste da CTB Bancários 

1 e 2 de novembro de 2024

Hotel Praia Centro, Fortaleza/CE

Programação:

01/11 - sexta-feira

17h - Abertura - Hermelino Neto e Núcleo Sindical de Base da CTB Bancários do Ceará

17h30m - Atualização de Conjuntura - Augusto Vasconcelos - Bancário da Caixa, Professor universitário e Advogado, vereador de Salvador (PCdoB) e Presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia.

19h - CONFRATERNIZAÇÃO

02/11 - sábado 

9h - 11h - Concepções no Movimento Sindical - Paulo Vinicius da Silva - Sociólogo, Bancário do BB, dirigente do Sindicato dos Bancários de Brasília e Secretário Geral da CTB DF

11h - 12h - Luta da Mulheres na Categoria Bancária - Elvira Madeira -  Psicóloga e Mestra. Bancária da Caixa e Diretora do Sindicato dos Bancários do Ceará.

13h - Almoço

14h - As Transformações Atuais no Mundo do Trabalho - Emanoel Souza - Economista, Bancário da Caixa Econômica Federal, Ex-Presidente da Federação Bancários e Sergipe e da Coordenação Nacional da CTB Bancários

17h - Estruturação da CTB Bancários Nordeste - Hermelino Neto - Historiador e Professor, Presidente da Federação de Bancários Bahia e Sergipe e Coordenador Nacional da CTB Bancários.

18h - Encerramento

sexta-feira, 28 de junho de 2024

Sarau do Cebolão Festa Junina dos Bancári@s, breve relato de um ato coletivo - Paulo Vinícius da SIlva

Veja um pouquinho do nosso Sarau do Cebolão, organizado pelo Sindicato dos Bancários de Brasília, pela CUT e pela CTB, mensalmente no Setor Bancário Sul, com a produção espetacular de Hélder Helder Nascimento e em parceria com o Churrasquinho do Valdeci.




A atividade defende a requalificação da Praça do Cebolão, que dá início à Galeria dos Estados, ao lado da Rodoviária do Plano Piloto, no início da Asa Sul. A expressão "Praça do Cebolão" se refere a uma "piada" tipicamente Bancária. É conhecido o humor ferino dos bancári@s, acostumados a fazer chistes com aspectos de seu sofrimento diário, além das piadas de duplo sentido. Por isso, o cebolão se referia ao choro dos bancários ao receber a miséria de seu salário, de chorar. Daí, a expressão Cebolão, mais adiante se tornaria um boletim informativo do Sindicato dos Bancários de Brasília. A participação de milhares de bancários e bancárias nas assembleias e eventos da categoria no Setor Bancário Sul levou ao batismo da boca do povo, consagrador, de chamar o Setor Bancário Sul a Praça do Cebolão.

Por ela circulam diariamente milhares de trabalhadores e trabalhadoras das mais variadas categorias. Da Rodoviária do Plano até lá são dois palitos, três minutos de caminhada. Desde sua lida cotidiana, bancári@s, estudantes, comerciári@s, servidores públicos, de estatais, vigilantes, asseio e conservação, limpeza urbana, nossos queridos garis, vendedores, comerciantes.

Das micro-empresas que funcionam na Praça do Cebolão, destacam-se os que alimentam e dão de beber a essa multidão que circula e dispõe de alguns minutos para um refrigério, para matar a fome, mas não apenas.Uma pessoa de esquerda, amigo do sindicato e trabalhador incansável se destaca pelo trabalho e pela maneira como recebe centenas de pessoas que lá consumimos. O cearense Antônio Vieira veio como tantos de nós, ainda jovem, para vencer em Brasília. Não é o único cearense que lá ganha a vida com muito trabalho, reunindo sua família e amigos, servindo bebidas, almoços e jantinhas, aquela cerveja gelada e o afago a todo mundo que ali chega esfalfado, abatido pela dureza do seu trabalho, e dali sai comido, bebido, e tendo um legítimo atendimento cearense. É ele que lidera o Churrasquinho do Valdeci, que se tornou seu nome, conhecido por seu comércio e por sua serena opção pelos trabalhadores e trabalhadoras. Seriam muitas pessoas a citar, é impossível, mas ali trabalha uma turma gentil e atenciosa, é um espaço de resistência.

Mas a Praça do Cebolão já viveu dias melhores. A fonte secou, literalmente. O teletrabalho e a crise, o desamparo do GDF para com esse espaço público, a falta de iluminação, a insegurança, a degradação das estruturas e do local acabaram por chamar a nossa atenção para a defesa da requalificação desse espaço como arena de acolhimento da classe trabalhadora do DF, espaço que é sede de importantes bancos públicos, com o Edifício Brasília, do BRB, mas também do Banco do Brasil e da Caixa e do Banco Central do Brasil. Dezenas de restaurantes atendem os milhares que por lá circulam, convivendo e fazendo a economia girar, desde os manobristas e higienizadores e cuidadores de veículos até os comerciantes que empregam outras tantas pessoas nas cozinhas, no atendimento. A Praça do Cebolão ainda pulsa.



É preciso requalificar e ocupar o Cebolão, fazer a ligação com a Galeria dos Estados e com o Setor Comercial Sul, como um grande corredor de cultura, vida, serviços públicos, segurança, resgatando a qualidade de vida numa área fundamental de Brasília, com importância histórica e imensas possibilidades coletivas.

Assim, o Sarau do Cebolão articula as Centrais Sindicais CUT e CTB, através do Sindicato dos Bancários de Brasília, o Valdeci, Hélder Nascimento como produtor e coidealizador da iniciativa, o núcleo sindical de base da CTB Bancários DF, mas também artistas, movimentos culturais, poetas, comerciantes, trabalhadores de todas as categorias, a nossa diversidade, desde o empregado de estatal mais graduado até a pessoa em situação de vulnerabilidade que por ali passam, pedindo nossa atenção e uma força.

É notável como em cada sarau dezenas de pessoas participam ativamente dessa atividade político cultural. Cada pessoa traz a sua contribuição. Recitar um poema, cantar uma canção, contar uma piada, deitar uma confidência, fazer um espetinho em meio da fumaça e fazer o cheiro do provolone nos chamar ao fim da labuta, servir a cerveja gelada, dar um afago, erguer uma tenda, cantar todos juntos, cantar o parabéns do mês aos aniversariantes, dançar, até o chão, ou num forró cheio de chamego ou um samba prenhe de ginga. ao final, o sarau é um feito coletivo. Todos nós em cada edição, contribuímos para mudar por algumas horas a realidade dura e cotidiana e fazer um espaço de cultura, acolhimento, gastronomia e negócios dedicado à classe trabalhadora que compartilha esse território.

A experiência é clara, quanto mais qualidade proporcionamos, maior a receptividade e a acolhida, e o movimento pela ocupação dos espaços públicos e do convívio, da unidade popular, cresce nas coisas simples, propiciando ao povo não apenas o lugar de plateia, mas o protagonismo de quem constrói a própria vida e em meio ao trabalho duro encontra amparo e consciência na poesia, construindo coletivamente um espaço mais acolhedor e organizador da comunidade por uma vida melhor, por uma convivência harmônica, pelo progresso de todos que compartilhamos o dia-a-dia, trabalhadores e trabalhadoras.

Transbordar da luta meramente corporativa e ligar-se às massas reais, cuja força é inexaurível, buscando unir o povo pelo bem comum, eis um caminho que temos trilhado no Sarau do Cebolão. Dizia o poeta António Machado:

Caminante son tus huellas el camino y nada más; caminante, no hay camino: se hace camino al andar. Al andar se hace camino, y al volver la vista atrás se ve la senda que nunca se ha de volver a pisar. Caminante, no hay camino, sino estelas en la mar.

Já que há tantas dúvidas sobre o que fazer, façamos o que pudermos, juntos, e com coração. Tem dado certo.


quinta-feira, 25 de abril de 2024

Sarau do Cebolão, sexta 26/abril/24 às 18h - Com Hélder Nascimento e participação de Lady Cali

 

Sarau do Cebolão
sexta 26/abril/24 às 18h

Setor Bancário Sul Churrasquinho do Valdeci

Voz e Violão - Hélder Nascimento

Lady Cali - Participação especial

Traga a sua alegria, traga a sua poesia.

-> 50 anos da Revolução dos Cravos

-> Brasília

-> Tiradentes

-> 60 anos do golpe de 64

terça-feira, 26 de março de 2024

Sarau do Cebolão - Vivas às Mulheres - 28/3/24, quinta-feira, 17h00, no Churrasquinho do Valdeci - Setor Bancário Sul - Brasília

,O Sarau do Cebolão do mês de março ocorre próxima quinta, 28 de março, data que também marca o assassinato de Edson Luís de Lima e Souto em 28 de março de 1968, no restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro. 

O tema dessa edição é "Vivas às Mulheres", em alusão ao 8 de Março, e terá como atrações

 a cantora Anna Christina e banda, com o melhor do samba, e  


os Cangaceiros do Cerrado, com Hélder Nascimento, quem produz e nos traz a participação especial da cantora pernambucana Meriele. 


Nessa noite, as mulheres recitarão para nossa alegria, regozijo e reflexão. 


O Sarau do Cebolão é uma promoção do Sindicato dos Bancários de Brasília, da CUT e da CTB DF através de seus núcleos bancários e da Secretaria de Política Sindical para a preservação e a requalificação do Setor Bancário Sul de Brasília como espaço privilegiado de convívio da classe trabalhadora na capital federal.

A atividade intercalará blocos com músicas e poesias, em um espaço amplo e frequentado por diversas categorias, próximo à Rodoviária e no encontro das sedes do BB, da Caixa e do BRB, o palco das assembleias históricas da categoria bancária.

CEDOC-01102008 Assembléia Bancários 3º dia (2008) - fotos do saudoso Guina -  Sindicato dos Bancários de Brasília - Setor Bancário Sul


Mais informações no nosso portal bancariosdf.com.br.




SERVIÇO
SARAU DO CEBOLÃO - VIVAS ÀS MULHERES
28 DE MARÇO DE 2024, A PARTIR DAS 17H00
CANGACEIROS DO CERRADO, ANNA CHRISTINA E BANDA, POEMAS RECITADOS POR MULHERES AO LONGO DO EVENTO (SARAU) 
SETOR BANCÁRIO SUL - CHURRASQUINHO DO VALDECI

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SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE BRASÍLIA, CUT DF, CTB DF E ENTORNO

quinta-feira, 1 de junho de 2023

9º Encontro Sindical Nacional do PCdoB – documento para debate e Convocatória

Leia a íntegra do texto em debate durante o 9º Encontro Sindical Nacional do PCdoB, que acontece nos dias 16 e 17 de junho de 2023 em Salvador.

Bárbara Luz
Data: 21/04/2023
Luciana durante abertura do 8º Encontro Sindical Nacional do PCdoB, realizado em Recife, em 2019 | Foto: reprodução/PCdoB


O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) realiza nos dias 16 e 17 de junho de 2023 o 9º Encontro Nacional de sindicalistas da legenda, no Fiesta Bahia Hotel, em Salvador-BA. O evento terá dois pontos na pauta, que serão debatidos em cada dia: “O Governo Lula e o papel dos comunistas no movimento sindical” e “Construção partidária entre os trabalhadores, com ênfase no trabalho de base”. A taxa de inscrição, no valor de R$ 400,00, dá direito a duas reservas no hotel e refeições (café da manhã, almoço e jantar), e deverá ser paga até o dia 28 de maio devido às obrigações contratuais com o hotel.

Os secretários sindicais são orientados a organizar Encontros Estaduais durante o mês de maio, e a Comissão de Redação deve apresentar o documento-base para instruir os debates a partir dos Estados. A quantidade de delegados e delegadas de cada Estado será definida com base na delegação presente no encontro anterior, realizado em Recife.

Para a organização da atividade, é essencial que cada Estado confirme o tamanho de sua delegação antecipadamente. Todas as atividades, incluindo plenárias, alimentação e hospedagem, serão realizadas no Fiesta Bahia Hotel, e quem desejar prolongar a estadia deverá acertar diretamente com o hotel. 

Para acessar a íntegra do documento, clique aqui.

Leia a íntegra da convocatória abaixo.

9º ENCONTRO SINDICAL NACIONAL DO PCDOB

Camaradas, em aditamento à convocação do 9º Encontro Sindical Nacional do PCdoB, passamos as seguintes informações:

1) Está confirmada a realização do 9º Encontro Sindical nos dias 16 de junho (sexta-feira) e 17 de junho (sábado), das 09h às 18h.


2) A pauta do Encontro terá dois pontos: dia 16/6 – “O Governo Lula e o papel dos comunistas no movimento sindical”; 17/6 – “Construção partidária entre os trabalhadores, com ênfase no trabalho de base”.


3) Orientamos aos secretários Sindicais organizarem Encontros Estaduais durante o mês de maio. A Comissão de Redação deve apresentar em tempo hábil o documento-base para instruir os debates a partir dos Estados.


4) O 9º Encontro será realizado no Fiesta Bahia Hotel, localizado na Av. Antônio Carlos Magalhães, 741 – Itaigara, Salvador – BA. Todas as atividades serão realizadas neste hotel – plenárias, alimentação e hospedagem.


5) A taxa de inscrição, subsidiada, será de R$ 400,00 (quatrocentos reais) para cada delegado ou delegada. A taxa dará direito a duas diárias no hotel (do dia 15/6 até o dia 17/6 e refeições (café da manhã, almoço e jantar). Quem desejar prolongar a estadia deverá acertar diretamente com o hotel.


6) Devido às obrigações contratuais com o hotel, que incluem, além das diárias, a locação do auditório, equipamento de som e restaurante para cerca de quatrocentos participantes, a taxa de inscrição deverá ser paga até o dia 28 de maio :


Banco do Brasil – Agência 303-4
– Conta Corrente 112153-7
– CNPJ 08.742.211/0001-01 –
chave PIX 119593101125 (Centro de Estudos Sindicais).


7) Cópia do depósito bancário e o nome completo do delegado ou delegada e respectiva entidade sindical ou seção partidária devem ser enviados para Márcia Viotto – cel/whatsApp 11 98497-5295. A partir do pagamento, definiremos com o hotel o alojamento em quartos triplos e, excepcionalmente, duplos para casais.


8) A quantidade de delegados e delegadas de cada Estado terá como parâmetro a delegação presente ao Encontro anterior, realizado em Recife. Para a boa organização da atividade, cada Estado precisa confirmar com a maior brevidade o tamanho de sua delegação. Essa informação é essencial para os ajustes finais com o hotel e deverá ser feita com antecedência.


São Paulo, 19 de abril de 2023


Nivaldo Santana
Secretário Sindical Nacional

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Juntos somos fortes! Chico Buarque

Uma gata, o que é que tem?
- As unhas
E a galinha, o que é que tem?
- O bico
Dito assim, parece até ridículo
Um bichinho se assanhar
E o jumento, o que é que tem?
- As patas
E o cachorro, o que é que tem?
- Os dentes
Ponha tudo junto e de repente vamos ver o que é que dá
Junte um bico com dez unhas
Quatro patas, trinta dentes
E o valente dos valentes
Ainda vai te respeitar
Todos juntos somos fortes
Somos flecha e somos arco
Todos nós no mesmo barco
Não há nada pra temer
- Ao meu lado há um amigo
Que é preciso proteger
Todos juntos somos fortes
Não há nada pra temer
Uma gata, o que é que é?
- Esperta
E o jumento, o que é que é?
- Paciente
Não é grande coisa realmente
Prum bichinho se assanhar
E o cachorro, o que é que é?
- Leal
E a galinha, o que é que é?
- Teimosa
Não parece mesmo grande coisa
Vamos ver no que é que dá
Esperteza, Paciência
Lealdade, Teimosia
E mais dia menos dia
A lei da selva vai mudar
Todos juntos somos fortes
Somos flecha e somos arco
Todos nós no mesmo barco
Não há nada pra temer
- Ao meu lado há um amigo
Que é preciso proteger
Todos juntos somos fortes
Não há nada pra temer
E no mundo dizem que são tantos
Saltimbancos como somos nós.

 

segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

CTB Bancários DF reúne essa segunda (20/12) à 19h para debater saúde e CASSI


Em meio à volta ao trabalho presencial, liminares e perigos, e às vésperas da eleição da CASSI, a CTB Bancários DF reúne sua base no BB para preparar um feliz 2022 com saúde no trabalho bancário e defesa da CASSI.



quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

Turma do TST tem maioria em favor do vínculo entre motorista e Uber - Marcos Aurélio Ruy


Ao formar maioria no reconhecimento do vínculo empregatício de um motorista da empresa de aplicativo Uber, a 3ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST), nesta quarta-feira (15), conforme informa o site InfoMoney, “dá uma esperança de que uma sociedade civilizada necessita de leis que regulem as relações entre o capital e o trabalho para evitar uma exploração ainda maior das pessoas que só têm a força de trabalho para vender”, diz Valdete Souto Severo, juíza do trabalho.

O processo ainda não foi definido porque o terceiro ministro pediu vistas e paralisou o processo até ele decidir pôr em julgamento novamente, nas “a formação dessa maioria dá um alento ao movimento sindical de que a Justiça do Trabalho pode mudar o posicionamento deferido pela 4ª e pela 5ª turmas em favor da empresa”, argumenta Ronaldo Leite, secretário-geral da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

Para Leite, “a reforma trabalhista já precarizou demais as relações de trabalho” e o “governo Bolsonaro quer aprofundar essa situação, permitindo que os patrões possam negar todos os direitos conquistados em anos de luta do movimento sindical”.

O InfoMoney informa também que dos três ministros que compõem a 3ª Turma, entre as oito existentes no TST, Maurício Godinho Delgado, relator do processo, e Alberto Luiz Bresciani votaram pela aceitação do vínculo e o ministro Alexandre de Souza Agra Belmonte pediu vista, paralisando o processo, que começou a ser julgado no ano passado.

“Reconhecer o vínculo empregatício de trabalhadoras e trabalhadores de apps, é uma reivindicação importante do movimento sindical”, assegura Leite. Ele lembra, que entregadores de aplicativo, inclusive estão em greve por melhores condições de trabalho. “Até nos Estados Unidos a juventude está se sindicalizando para organizar melhor a luta por direitos”, afirma.

De acordo com um levantamento do tribunal existem ao menos 625 inquéritos civis em tramitação pelo país e outras oito ações civis públicas ajuizadas na Justiça do Trabalho sobre a obrigatoriedade do vínculo trabalhista para esses profissionais, aponta reportagem do InfoMoney.

“As empresas de aplicativo abusam da teoria do empreendedorismo para se desvincular de suas obrigações e forçar seus funcionários a jornadas abusivas, sem direito a descanso remunerado, férias, 13º salário, afastamento por problemas de saúde, entre outros direitos”, alega Leite.

Por isso, o sindicalista reforça, “precisamos de um movimento sindical forte e de uma Justiça do Trabalho atuante em favor dos direitos trabalhistas”.

Para Valdete, as trabalhadoras e trabalhadores precisam de uma legislação que garanta o trabalho decente. “As pessoas que vivem do trabalho devem ser protegidas, especialmente contra a despedida”, acentua. Além de “um salário que permita viver com decência”, e “uma jornada reduzida, para que as pessoas possam ‘existir’ e agir politicamente”.

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

O SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE SERGIPE CONSEGUE LIMINAR CONTRA O RETORNO IMEDIATO AO TRABALHO PRESENCIAL DE PESSOAS COM COMORBIDADES

 07/12/2021

O Sindicato dos Bancários de Sergipe  CONSEGUE LIMINAR CONTRA O RETORNO IMEDIATO AO TRABALHO PRESENCIAL DE PESSOAS COM COMORBIDADES

 



O Sindicato dos Bancários de Sergipe através de seu departamento jurídico com a assessoria do advogado Denis Arciere conseguiu liminar contra o Banco do Brasil que suspende todo e qualquer retorno ao trabalho presencial dos trabalhadores do grupo de risco, de forma imediata, até o julgamento final da presente demanda, sob pena de multa diária em razão do descumprimento, no importe de R$ 1.000,00 por empregado prejudicado.

A decisão foi proferida no dia de hoje, 07/12. Para o diretor do Departamento Jurídico do SEEB/SE, Everton Castro, esta decisão evidencia a presença do requisito de probabilidade do direito, considerando que há norma coletiva que diz ser prioritário o trabalho não presencial para aqueles empregados que fazem parte de grupo de risco, além de ausente a autorização para mudança do acordado em assembleia e, ainda, presente o perigo da demora. Esta ação ajuizada tem sólidos argumentos na legislação e na jurisprudência. “O Sindicato tem se empenhado em proteger os direitos dos trabalhadores. Portanto, a justiça foi feita”, completou”. Everton chama ainda a atenção dos colegas para no caso de descumprimento da decisão por parte do banco, entrar em contato imediatamente com o jurídico para que possamos tomar as providencias cabíveis.

CAMPANHA EM DEFESA DA VIDA E DE UM AMBIENTE SEGURO NO TRABALHO BANCÁRIO - CTB BANCÁRIOS DF

 

























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