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sábado, 12 de setembro de 2026

CTB BANCÁRIOS REPUDIA O TERRORISMO NEGOCIAL E A IRRESPONSABILIDADE DA DIREÇÃO DA CAIXA

NOTA DE REPÚDIO
A CTB Bancários repudia com veemência a escalada de ameaças promovida pela direção da Caixa contra seus empregados e suas entidades representativas. Depois de conduzir uma negociação incapaz de responder aos problemas centrais apresentados pela categoria e de empurrar os trabalhadores para a greve, a empresa tenta agora substituir a negociação pelo medo. Cartas aos empregados e aos sindicatos, ameaças de ajuizamento e sucessivas advertências sobre os efeitos do fim da ultratividade passaram a compor uma estratégia de pressão sobre uma categoria que exerceu democraticamente seu direito de rejeitar uma proposta considerada insuficiente.
A legislação estabelece limites à duração dos instrumentos coletivos e veda a ultratividade. O que a CTB Bancários repudia é a tentativa da Caixa de transformar essa realidade jurídica em instrumento de intimidação. Em vez de concentrar esforços na construção de uma proposta capaz de superar o impasse, a empresa proclama repetidamente a possibilidade de perda de direitos e benefícios conquistados ao longo de décadas de luta, procurando fazer do receio dos trabalhadores diante dessas consequências um instrumento para forçar a aceitação da proposta rejeitada. Isso é terrorismo negocial e é ainda mais grave quando parte de uma empresa 100% pública.
A categoria, entretanto, conhece esse método e não deve se deixar intimidar. Em outros momentos de sua história, sob gestões de orientação neoliberal e privatista, os empregados da Caixa já enfrentaram tentativas de retirar direitos, enfraquecer a organização coletiva e impor retrocessos utilizando a insegurança e a pressão sobre os trabalhadores. Essas ofensivas foram enfrentadas e derrotadas com aquilo que sempre constituiu a maior força dos empregados da Caixa: unidade, organização sindical e forte mobilização nacional. Portanto, as ameaças atuais não devem produzir medo, mas reforçar a necessidade de organização da categoria para defender suas conquistas e exigir uma solução negociada.

A GREVE NÃO VEIO POR ACASO 

Os empregados não decidiram parar a Caixa sem que houvesse um longo processo anterior. A categoria apresentou reivindicações, participou das negociações, mobilizou-se, avaliou as propostas e exerceu soberanamente, em suas assembleias, o direito de rejeitar aquilo que considerou insuficiente. Houve sucessivas oportunidades para que a administração compreendesse os motivos da insatisfação e construísse uma saída capaz de evitar o conflito. A greve é consequência desse processo e, por isso, é irresponsável tentar transferir agora para os trabalhadores a responsabilidade por um impasse que a própria direção da Caixa ajudou a produzir.
A condução desse impasse chega diretamente ao presidente Carlos Vieira. Como presidente da Caixa, cabe a ele responder pelo que acontece na empresa, pela orientação de sua administração e pela relação institucional com seus trabalhadores. Quem dirige uma empresa da dimensão e da importância da Caixa tem a obrigação de buscar soluções quando uma negociação chega a um impasse dessa magnitude. Não é aceitável que a resposta seja ampliar ameaças de medidas judiciais e produzir insegurança sobre direitos justamente quando a situação exige iniciativa política, capacidade de negociação e disposição efetiva para construir uma saída.

SAÚDE CAIXA NÃO É ARMA DE NEGOCIAÇÃO

É especialmente grave produzir insegurança sobre o futuro do Saúde Caixa. Estamos falando da assistência à saúde de empregados, aposentados e dependentes, de milhares de pessoas que contribuíram durante décadas para construir e sustentar esse patrimônio coletivo e que não podem ser submetidas à incerteza como consequência de uma disputa negocial. O Saúde Caixa não pode ser colocado sobre a mesa como elemento de pressão para quebrar uma greve ou constranger trabalhadores a aceitar uma proposta. Assistência à saúde é direito conquistado e não pode ser convertida em instrumento de chantagem.

A CAIXA É PÚBLICA E DEVE RESPEITAR SEUS TRABALHADORES

A Caixa não é um banco qualquer. É uma empresa 100% pública, patrimônio do povo brasileiro e instrumento fundamental para o desenvolvimento do país e para a execução de políticas sociais. São seus empregados que fazem essa instituição funcionar diariamente nas agências, unidades administrativas, áreas digitais e em todos os espaços onde a Caixa atende milhões de brasileiros. Tratar esses trabalhadores como adversários a serem acuados pelo medo da perda de direitos é incompatível com o papel social e institucional de quem dirige uma empresa pública dessa importância.
A CTB Bancários fala como parte dessa categoria. Somos bancários e bancárias de diferentes instituições, inclusive empregados e empregadas da própria Caixa, que vivem diretamente os problemas que levaram à greve e participam da luta pela construção de uma empresa pública que respeite seus trabalhadores. Por isso, não aceitamos tentativas de intimidação contra a categoria ou suas entidades representativas, nem que o legítimo exercício do direito de greve seja respondido com ameaças destinadas a produzir medo e divisão entre os empregados.

PRESIDENTE CARLOS VIEIRA: PARE AS AMEAÇAS E NEGOCIE

Ainda existe uma saída para o conflito, mas ela não virá de cartas intimidatórias, ameaças de ajuizamento ou da repetição permanente de que direitos poderão desaparecer com o fim da vigência do acordo. A saída está na mesa de negociação. A direção da Caixa precisa abandonar essa escalada, respeitar as decisões soberanas das assembleias e apresentar respostas capazes de enfrentar as razões concretas que levaram os empregados à greve. A responsabilidade pelo impasse não pode ser jogada sobre quem trabalha: quem dirige tem a obrigação de construir soluções.
Os empregados da Caixa já demonstraram muitas vezes que direitos não são preservados pelo medo, mas pela capacidade coletiva de defendê-los. É hora de fortalecer a unidade, ampliar a mobilização e responder às ameaças com organização. Presidente Carlos Vieira: chega de ameaças. A Caixa precisa voltar a negociar.

Nenhum direito a menos. Saúde Caixa para todos. Unidade, mobilização e respeito à negociação coletiva.

CTB BANCÁRIOS

Uma pequena vitória e um adiamento, mas essenciais para vencer adiante - Paulo Vinícius da Silva


"Radicalizar, ampliando. E ampliar, radicalizando." 
Diógenes Arruda Câmara Ferreira

En la lucha de clases
todas las armas son buenas
- piedras, 
noches, 
poemas.
Paulo Leminski

Uma vitória pequena não é uma derrota. Digo mais: até as derrotas ensinam.  Na vida, nada é garantido. Assim, é preciso fazer uma análise fria do resultado da negociação coletiva e dos acordos coletivos nessa campanha salarial dos bancários de 2026. Mais que fria, exige-se uma análise sincera, que respeite os méritos e combata as ilusões que vigem na categoria bancária, reconhecendo o nível da exploração, do seu adoecimento e dos responsáveis pela situação de que padece. Além disso, cumpre falar sobre a greve na Caixa Econômica Federal em defesa do Saúde Caixa, e a necessidade de finalizar uma greve para poder continuar a luta.


Minha primeira Greve como Bancário em Fortaleza,  com os empregados da Caixa, gente de luta!

Derrotadas na Campanha Nacional dos Bancários foram as gestões da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil. Longe, muito longe do conto da carochinha que eles recitam ao Presidente Lula, o cenário de desgaste, desvalorização e revolta nos principais bancos públicos do país explicita que para os bancários da CEF e do BB, pouco ou nada mudou. A falta de diálogo, a demagogia, a apropriação de pautas de luta importantes e caras ao funcionalismo (como o atendimento aos brasileiros sem recursos, a luta antirracista, o combate à discriminação, a defesa da diversidade e das mulheres) tem sido feita com requintes de crueldade para atender os interesses do próprio mercado financeiro que sabota o país. É verdade esse bilhete de que o MOVE Brasil foi recebido com medidas aquém das possibilidades de atender um público mais amplo de motoristas de aplicativos. Não dá mais para disfarçar.

O mesmo se dá quando se avalia o papel dos Bancos públicos e do Banco Central em manter as taxas de juros mais altas do mundo e de jogar gelo na atividade econômica. Também é verdade que o povo mais pobre foi tangido do atendimento humanizado de todos os bancos, numa digitalização forçada, e que os bancários e bancárias que são a ponta da flecha, que atuam nas agências junto ao povo, são desvalorizados, sobrecarregados, postos no seu limite, com o objetivo sinistro de fechar as agências nas periferias, cidades do interior. 

A régua que pauta os bancos públicos é a mesma que tem pautado as demais estatais no terceiro governo Lula, que é a sua subordinação ao rentismo financeiro e a colocação dos interesses do Brasil em segundo plano, expressa no arcabouço fiscal. É a manutenção do ordenamento anterior, deixado por Temer e Bolsonaro, e não desfeito, porque a minoria rentista e parasitária do sistema financeiro manda no Congresso, manda no Judiciário, manda na Imprensa e definiu as regulações dentro das quais o governo pode se mexer. Objetivamente, as estatais seguem atendendo aos interesses privados, dos sócios minoritários, das amarras da condição de minoria do governo liderado por um Lula cercado, fustigado e combatido por todos os lados. Mais que isso, a apropriação dos avanços na tecnologia bancária foi feita exclusivamente pelos banqueiros contra os clientes e seus trabalhadores, gerando uma crise sem precedente na saúde mental dos bancários, à redução da categoria bancária, enquanto crescem os trabalhadores no ramo financeiro. Crescem, mas apenas os precarizados, pejotizados, os que estão fora da Convenção Coletiva Nacional, enquanto se fecham agências em todo o país, se extingue o atendimento de caixa e se obriga à digitalização forçada até mesmo quem não tem condição.

E do mesmo modo que a tecnologia entra na consciência para difundir fascismo, intolerância, misoginia e homofobia, ela milita para difundir o ódio ao sindicato, ao partido de esquerda, à política, e para dizer que é tudo igual, como de resto ocorre em todos os campos, pois esse discurso é irmão gêmeo da polarização. Como é tudo igual, tanto faz. Nada mais conveniente quando estamos numa eleição decisiva em que de um lado está Tiradentes, e de outro, Silvério dos Reis, e em xeque a própria Nação, ameaçada pelo imperialismo estadunidense, pelo crime infiltrado na política e pela sanha para saquear e dividir o Brasil.

Esse reconhecimento é importante, não para culpar o governo, mas para entender a resiliência da extrema direita que persiste disputando a eleição presidencial a despeito de seus crimes, de sua traição, de sua incompetência e de seu cinismo estarem escancarados. E é por isso que se autonomizaram as gestões nos bancos públicos, em que se mantêm os bolsonaristas e se colocam pessoas diferentes e até representativas para aplicar a mesma política sem alma que se entrincheirou no Banco Central. Lula denuncia os juros, mas eles mantêm os juros altos. Lula pede que se tratem bem os funcionários e o povo, e eles fecham agências, acabam com caixas, ampliam a exploração e quando o adoecimento se amplia de maneira gritante, eles apresentam a conta para o funcionário doente, que assim ficou graças a uma política de metas impossíveis e à lavagem cerebral da novilíngua, que diz uma coisa e faz outra, enlouquecendo, deprimindo, deixando a categoria sem saída.

Essa é a realidade de uma negociação coletiva pós-deforma trabalhista, sucedânea ao fim da ultratividade dos acordos coletivos, manietada pelas regras draconianas que privilegiam o rentismo e a especulação em vez da produção, do emprego e da construção do Projeto Nacional de Desenvolvimento. Assim, as gestões se esmeram no máximo em fazer caixa para atender os compromissos financeiros com a dívida pública e o arcabouço fiscal, sem mudar o roteiro deixado pelo Golpe contra a Presidenta Dilma, através da nova legislação que se aprovou para o Sistema Financeiro Nacional. E com os ataques dos EUA e o bombardeio midiático dos grandes veículos, do big data e das redes sociais, isso se multiplica. Daí porque até a própria lógica do trabalhador bancário explorado é capturada pela ideologia dominante, e isso se vê em três lugares comuns na nossa própria visão de mundo.

O primeiro é a revolta porque os bancos têm lucros bilionários e o aumento dos bancários é miserável. Ele se  baseia em duas premissas falsas. A primeira é que os bancários são sócios dos banqueiros e que a justiça seria partilharem desse butim feito das maiores taxas de juros sobre o povo. Essa é a pegadinha do malandro dos bancos, e claro que na hora de distribuir o fruto do saque, eles vêm e dizem: ié, ié, pegadinha do malandro! E a segunda premissa falsa é que os bancários dos bancos públicos estariam numa situação horrível, sem se os compararem com o conjunto dos trabalhadores do ramo financeiro. Não é boa a nossa situação, é certo. É adoecedora e cruel. 

Mas, para sermos consequentes, precisamos olhar para os 1,1 milhão de trabalhadores bancários FORA DO ACORDO. Se olharmos para as lotéricas, seguradoras, fintechs, bancos privados, cooperativas de créditos, agentes individuais de crédito e trabalhadores informais nas plataformas, aí perceberemos que a superexploração dos trabalhadores do ramo financeiro e a sua desorganização são a âncora que puxam para baixo a remuneração dos bancários, pois em nenhum ramo da economia - ensina o marxismo - a força de trabalho é remunerada pelo mérito do trabalho, pela produção ou pelo lucro obtido pelo patrão, mas sim pela capacidade que os patrões têm de pagar MENOS aos trabalhadores, 

Na verdade, a categoria bancária ,na negociação que é uma guerra, só tem o escudo, mas não tem a espada. E as gestões dos bancos públicos agiram com essa certeza e em conluio com os banqueiros privados. Por isso, no BB, se valeram do fim da ultratividade e jogaram com o endividamento e a dependência da categoria da remuneração variável. Na Caixa, foram para o autoritarismo puro e simples, encerrando a negociação. Nos dois casos, foi um tapa na cara do funcionalismo e o custo para o campo progressista é gigantesco. Por outro lado, é o fim das ilusões, e isso deve ser saudado como esclarecimento, jamais usado para rebaixar o nível da consciência política na categoria. Nenhum movimento que prescinda da luta de classes e da disputa do poder pode ser avançado, vira identitarismo, sindicalismo amarelo. Até uma greve pode servir aos inimigos dos trabalhadores. Por isso Lenin alertou que é preciso uma consciência externa, superior, para que o movimento não se perca nos becos sem saída diante dos quais só a política pode abrir largas avenidas. 

O adoecimento da categoria milita contra a clareza, mas é dever do movimento sindical politizar e elevar o nível de consciência da sua classe, e armá-la para que não caia em derrotas, nem seja usada pelos seus próprios inimigos. O objetivo da FENABAN é desmoralizar a negociação coletiva, humilhar os sindicatos e isolar os bancos públicos, para poder seguir na desregulamentação do trabalho bancário e implodir o movimento sindical que se manteve mesmo depois de tudo que houve nos anos Temer e Bolsonaro.

O segundo lugar comum é de que a Greve por tempo indeterminado do passado é possível nos dias de hoje, que era exatamente a espada do movimento. A guinada conservadora do judiciário nas questões trabalhistas é a mesma ou até pior do que a que houve na legislação, com a Deforma Trabalhista, da Previdência, a plataformização do trabalho, a terceirização sem limites e a precarização universal. A tecnologia bancária, com o teletrabalho, a possibilidade de dispersão da categoria bancária e com o protagonismo da digitalização desconstruiu os piquetes e as grandes concentrações bancárias. Parar as agências hoje ajuda os bancos a fechá-las e a acabar com os caixas, atrai antipatia dos mais pobres que a elas recorrem e virou um teste de robustez do autoatendimento. Além disso, como ficou claro em 2026, o fim da ultratividade não é um detalhe, mas a perda dos direitos e da remuneração variável dos bancários, remuneração variável que os faz se matar e enlouquecer para pagar as dívidas crescentes dos mesmos juros que eles cobram dos clientes. Ou seja, uma espada de Dâmocles pende sobre a negociação coletiva. 

Por isso, não foi um detalhe ou insignificante a paralisação de 24 horas em plena negociação no dia 20 de agosto. Daí ter sido um ato de coragem e heroísmo a rejeição da proposta da FENABAN, do BB e da CEF pela amplíssima maioria dos trabalhadores desses bancos. Por isso mesmo, os dois dias de greve, 10 e 11 de setembro, entrarão para a história como um ato de rebeldia contra o sistema financeiro, como o desmascaramento das gestões do BB e da CEF e o fim de sua demagogia, como uma ato de coragem dos sindicatos que, mesmo sob o fim da ultratividade, deixaram de assinar o acordo coletivo e a convenção, esticando a corda até o dia 11 de setembro, ou mais, no caso da Caixa, quando existe o risco objetivo de rompimento da mesa da negociação coletiva, e sem possuirmos hoje qualquer acordo que garanta direitos que são vistos como básicos, apesar de os trabalhadores da ampla maioria do sistema financeiro não os terem.

Na verdade, as grandes conquistas dessa greve não são o índice, mas sim ter mantido a lógica de não aceitar perda salarial, nem a fragmentação da categoria. Houve perdas salariais nos governos Temer e Bolsonaro e não houve greve, exceto na Greve Geral contra a Deforma Trabalhista, em 2017, dia de trabalho até hoje não pago, mas que receberemos depois de uma luta de 9 anos, por um dia! Então, os três dias de paralisação/greve nos bancos públicos e o fato de que a parte mais mobilizada da categoria bancária ficar quase 15 dias sem nenhum acordo que a garantisse, nesse momento delicado em que o futuro do país está em jogo, é sim um ato de coragem, rebeldia e disposição de luta, e que só foi possível pela cooperação dos sindicatos na CONTEC, CONTRAF e na CTB (que não é de nenhuma) e as bases da categoria bancária no BB e na CEF.

A terceira ilusão é que nosso patrão é o governo de turno, e não o sistema financeiro. O fato de Lula ser o Presidente não quer dizer que superamos todas as amarras que havia antes de sua eleição, haja vista a contribuição apequenada que os bancos públicos deram para que o Brasil baixasse as taxas de juros, a começar pelo Banco Central. O golpe contra a Presidenta Dilma, além de fazer a Deforma Trabalhista, colocou sob correntes as estatais brasileiras, em especial os bancos públicos, subordinando-os aos acionistas minoritários e ao capital financeiro rentista e especulador, dos juros altos e da escravidão do povo. Foi para isso que derrubaram a Dilma. E o recado está dado: se mexer, cai. Quem tiver ouvidos, ouça. 

Na Caixa há uma realidade ainda mais delicada, assim como é estratégico esse banco fundamental para o Brasil. A Caixa segurou uma onda na pandemia que deveria ser considerada como um feito heroico de solidariedade dos trabalhadores bancários com o povo brasileiro, tornando possível o pagamento do Auxílio Emergencial em plena COVID. Esse heroísmo foi pago com a saúde dos empregados e com a fatura das contas do Saúde Caixa que passou a morder imenso pedaço de seu orçamento, além de se buscar a qualquer preço romper a solidariedade intergeracional, que é a vantagem mais importante das autogestões sobre os planos de saúde. É a saúde privada que sabota o SUS e as autogestões e o Saúde Caixa. Numa situação de impasse, o presidente da Caixa diz que romperá com a negociação para o dissídio coletivo.  Assim, o cria do Lira faz seu papel abjeto de sabotar a negociação coletiva e queimar o governo, além de ficar evidente que ele não é a Rita Serrano, a companheira que presidiu a Caixa e foi saída por vacilo do próprio movimento sindical. Ele já tentou sabotar a negociação passada. Agora, quer implodir a presença da CEF na mesa e chantageia a categoria a aceitar a conta e o fim da solidariedade, criando uma crispação sem precedentes quando a Caixa, sozinha, segue na greve.

Claro, como sempre, os trotsquistas (com nobres exceções no seio da frente popular que se busca construir), servem de quinta-coluna do movimento, e paqueram com o judiciário, contra a negociação coletiva, vendendo ilusões, esquecendo que as cláusulas sociais do acordo não são julgadas em dissídio, ignorando o isolamento, promovendo o baixo astral, desmerecendo a batalha das eleições de outubro, as mesmas que podem decretar o fim dos Bancos públicos, da categoria bancária e do Saúde Caixa. Quando até esses farsantes admitem em seus materiais que só restaria o dissídio e que não sabem o que vai sair daí, essa é uma confissão velada, hipócrita e covarde, de que a negociação acabou e que se esgota a possibilidade da continuação da greve.

A Caixa mantém características únicas que os planos de saúde precisam destruir. É solidária entre as gerações, é ainda parte da empresa, sem ser um ente separado autogerido, e tem a responsabilidade maior no custeio de quem adoece, e não de quem é adoecido. É justa a revolta, heroica a greve, e os empregados da CEF merecem todo o apoio e a solidariedade, Isso não significa dizer que será a greve o instrumento adequado para a solução desse impasse. Chantageados pelos banqueiros, os bancários e o governo deveriam lutar pela exclusão do Saúde Caixa do acordo e sua discussão em mesa separada, isso seria uma imensa vitória. Ensinou Getúlio, adiar uma batalha perdida já é uma vitória. Mas é preciso reconhecer que será pela política, e não mais pela greve, que poderemos encontrar uma alternativa para o Saúde Caixa, e não apenas para ele, mas para a saúde em todas as estatais, conquistando uma maioria que ultrapasse o Executivo e chegue no Legislativo, mudando as leis e as gestões conservadoras e traidoras, e persistindo na luta unitária e organizada que ocorre sempre. 

A greve não é um fim em si mesma, é um instrumento de luta. Não é pouco o que mantivemos e ampliamos, não foram pequenos nossos esforços de luta, não temos motivos de vergonha, muito ao contrário, forçamos o que foi possível e precisamos reconhecer o ponto em que persistir só arma os inimigos da Caixa, dos Bancários e do Brasil. Ignorar o momento político, flertar com a extrema direita golpista, semear o desânimo e a negação da política, radicalizar sem ampliar, dividir e isolar os trabalhadores de uma empresa, levar o tema para o dissídio nas mãos do judiciário, não são apenas caminhos para a derrota, mas uma traição vergonhosa àqueles que se diz defender. É preciso politizar o debate e achar as saídas políticas, seguir acumulando força, em unidade e mobilização, porque a luta continua. 

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Guerra híbrida: Atuação de André Mendonça favorece o bolsonarismo na disputa pelo Senado Federal - Por Esdras Gomes – Jornalista (Metamorfose Comunicação)



Depois da derrota de Jair Bolsonaro e dos sucessivos reveses da direita no Supremo Tribunal Federal (STF), o bolsonarismo passou a tratar a conquista da maioria no Senado como uma prioridade. Lideranças desse campo defendem abertamente a eleição de senadores dispostos a apoiar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo.


Mas o cenário eleitoral não está definido. No Nordeste, existe a possibilidade de crescimento das candidaturas apoiadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No Ceará, Cid Gomes (PSB) lidera, enquanto Luizianne Lins (Rede) aparece empatada com Capitão Wagner (União Brasil) na disputa pela segunda vaga. Na Paraíba, João Azevêdo (PSB) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB) ocupam as duas primeiras posições, abrindo a possibilidade de o estado eleger dois senadores de fora do bolsonarismo.


Outros resultados também demonstram a força do campo progressista e dos aliados de Lula. Na Bahia, Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT) lideram a disputa pelas duas vagas. Em Pernambuco, Marília Arraes (PDT) aparece em primeiro lugar, seguida por Humberto Costa (PT). Em Alagoas, Renan Calheiros (MDB), aliado do governo Lula, lidera as pesquisas. No Rio Grande do Norte, Zenaide Maia (PSD) ocupa a segunda colocação e nomes do PDT e PT podem crescer na reta final. 


No Norte, Jorge Viana (PT) está entre os primeiros colocados no Acre, enquanto Randolfe Rodrigues (PT) ocupa a segunda posição no Amapá. Esses resultados ajudam a demonstrar que, apesar do avanço da direita em vários estados, o PT e o campo progressista mantêm candidaturas competitivas fora do Nordeste.


No Sudeste, Marina Silva (Rede) lidera em São Paulo, empatada numericamente com Guilherme Derrite (PP). Marília Campos (PT) aparece em primeiro lugar em Minas Gerais; Benedita da Silva (PT) lidera no Rio de Janeiro; e, no Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB) dispara e Fabiano Contarato (PT) luta pela segunda vaga. No Sul, Manuela d’Ávila (PSOL) aparece em segundo lugar no Rio Grande do Sul. No Paraná, Gleisi Hoffmann (PT) está em terceiro, mas próxima dos dois primeiros colocados.


Neste cenário entra Mendonça. O problema não é o caso Master. Mas quando ele parte pro desgaste do STF em pleno período eleitoral. A disputa que ele cria no STF com Moraes  puxa a imagem do STF para lama e este é o desejo dos bolsonaristas e de sua guerra subterrânea e psicológica. O debate veem para um nível moral, facilmente absorvida pelo esgoto fascista e de rápido contagio pela população. É um terreno facilmente ocupado pelas redes da extrema direita, nas quais informações descontextualizadas, suspeitas e acusações circulam rapidamente.



As pesquisas mais recentes indicam que o PL poderia iniciar 2027 com aproximadamente 20 senadores, considerando os parlamentares que continuarão no cargo e os candidatos atualmente posicionados para conquistar novas vagas. Podendo com os aliados atingir a maioria plena, elegendo o presidente do Senado Federal. 


Para os sindicalistas, imaginem Rogério Marinho (PL) presidente do Senado Federal.


A atuação de Mendonça pode produzir efeitos eleitorais indiretos, provocando reveses para candidaturas progressistas, especialmente no Sudeste, e ajudando o bolsonarismo a consolidar posições no Nordeste. Algumas candidaturas da direita aparecem momentaneamente na frente, mas ainda podem ser derrotadas por uma onda eleitoral associada à mobilização popular e à campanha de Lula.


Por isso, é hora de o campo democrático e progressista tratar a eleição para o Senado como prioridade nacional. Na disputa presidencial existe a possibilidade de segundo turno; para o Senado, não. Cada eleitor poderá votar em dois candidatos, e os dois mais votados em cada estado serão eleitos.


É necessário construir uma estratégia unificada para derrotar o bolsonarismo, ampliar a representação progressista e impedir que o Senado seja transformado em instrumento permanente de confronto contra o STF, contra os direitos sociais e contra um eventual novo governo Lula

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

A crise do STF e o novo golpe em curso - Luís Carlos Paes


Os episódios recentes no Supremo Tribunal Federal (STF) protagonizados pelo Ministro André Mendonça, apoiado por Nunes Marques e Luiz Fux, se enquadram perfeitamente no plano traçado pelo império estadunidense, sob o comando de Trump e sua trupe, para gerar um clima de caos no País, desacreditar o STF e demais instituições da República, desestabilizar o processo eleitoral, enfraquecer a candidatura do presidente Lula, defensor de um Brasil soberano, e favorecer o candidato Flávio Bolsonaro da extrema-direita golpista, vassalo dos Estados Unidos e de Israel.

Desde que assumiu a relatoria dos processos que tratam do escândalo do INSS e da roubalheira do Banco Master, ambos iniciados no governo Bolsonaro e investigados no governo Lula, o ministro “terrivelmente evangélico” André Mendonça agiu de forma parcial encobrindo os verdadeiros criminosos e orientando a Polícia Federal para buscar algum indício, mesmo inconsistente, que pudesse envolver alguma autoridade ligada ao governo ou pessoa próxima do presidente Lula. Diversos áudios e mensagens, que estavam sob sigilo, foram seletivamente vazados para a imprensa golpista (Rede Globo, Estadão, Folha de São Paulo, entre outros) que cumpriu com o seu papel de jogar para debaixo do tapete os crimes de Flávio Bolsonaro e tentar vincular, durante semanas, o presidente da República com denúncias frágeis e sem qualquer evidência, por menor que seja, do seu envolvimento com ambos os casos, a não ser é claro, a sua determinação para que tudo seja investigado e os culpados responsabilizados pelos seus crimes.

Faz parte deste plano, a vingança contra o Ministro Alexandre de Morais, amaldiçoado pela extrema-direita até a sua quinta geração por ter cumprido um importante papel, no exercício de suas funções, quando presidiu o TSE durante as eleições de 2022, garantindo a lisura do pleito e, posteriormente, relatando, de forma brilhante, os processos que julgaram e condenaram centenas de golpistas/fascistas que atentaram contra a democracia brasileira, durante o governo Bolsonaro, culminando com os atos de vandalismo contra as sedes dos Três Poderes da República em 8 de janeiro de 2023. Os bolsonaristas e seus admiradores não suportam ver seu líder maior e militares de alta patente condenados e presos por seus crimes.

Há muita fumaça no ar, propositalmente fabricada pela grande mídia, para que o cidadão comum não entenda o que está de fato ocorrendo. 

Em primeiro lugar, tentam vincular o Ministro Alexandre de Moraes ao presidente Lula. Na verdade, Moraes foi indicado ao STF pelo presidente-golpista Michel Temer e quando de sua indicação teve o voto contrário das Bancadas do PT e do PCdoB no Senado.

Por outro lado, tentam jogar a responsabilidade do desvio de bilhões de reais dos aposentados e pensionistas do INSS no colo do presidente Lula. A verdade é que a falcatrua começou no governo Bolsonaro com a participação do seu Ministro do Trabalho e da Previdência Onyx Lorenzoni e com a conivência do então Ministro da Justiça Sérgio Moro. No governo Lula, foram iniciadas as investigações e a grande fraude foi descoberta pela CGU e pela Polícia Federal. O presidente Lula determinou a devolução dos recursos desviados dos aposentados e pensionistas e os responsáveis pela roubalheira pagarão pelos seus crimes.

No caso do Banco Master, não devemos esquecer que Daniel Vorcaro tentou ser banqueiro durante o governo Temer mas não conseguiu. O Banco Central do Brasil (Bacen), presidido à época por Ilan Goldfajn não autorizou a sua entrada no mercado financeiro. Vorcaro só se viabilizou como banqueiro quando Roberto Campos Neto, presidente do Bacen, indicado por Bolsonaro, autorizou. E, foi no governo Lula, após a saída de Campos Neto, na gestão de Gabriel Galípolo no Bacen que o Banco Master foi liquidado.

Vorcaro e seu Banco foram instrumentos de todo tipo de negociata no sistema financeiro, roubando de aposentados e saqueando os cofres públicos. Enganou investidores prometendo pagamento de juros muito acima dos praticados pelo mercado. Desviou recursos do Fundo de Pensão do Rio de Janeiro, governado por um bolsonarista. Desviou recursos do BRB de Brasília, governado por outro bolsonarista. A lista é longa, atinge amplamente a extrema-direita e o Centrão.

Parte do saque financiou, em 2022, as campanhas de Jair Bolsonaro e de Tarcísio de Freitas. Dezenas de outros políticos, em sua quase totalidade da extrema-direita e do centrão, foram de alguma forma beneficiados pelo esquema.

Por último, um senador e candidato à presidência da República foi flagrado pedindo e recebendo dinheiro roubado de Vorcaro. Milhões de dólares, enviados para os Estados Unidos, supostamente para financiar um filme de péssimo gosto. Nada foi explicado. Esta semana veio a público a delação de Antonio Carlos Freixo, vulgo Mineiro, operador de Vorcaro que confessou ter transferido recursos que totalizaram 12,3 milhões de dólares (equivalentes a 62,8 milhões de reais) para o exterior, entre janeiro e setembro de 2025. Estas transferências visavam atender a um pedido de Flávio Bolsonaro, supostamente para financiar um filme de péssimo gosto. O que aconteceu de fato com o dinheiro ainda não foi esclarecido. 

Apesar de todas as provas e evidências, o Ministro relator do processo sentou em cima das investigações sobre o Flavio “Rachadinha” Bolsonaro e passou a fabricar notícias sobre um suposto envolvimento do senhor Fábio Luís, filho de Lula, com o Banco Master, sem nenhum fundamento e, ainda esta semana atira contra seu colega de Supremo, de forma totalmente ilegal, também de forma ilegal ataca o Procurador Geral da República e afasta o delegado Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e o delegado Leandro Almada, diretor de inteligência da mesma corporação.

Como bom bolsonarista e terrivelmente evangélico, André Mendonça segue os planos traçados pelo império estadunidense visando desestabilizar o processo eleitoral brasileiro e, se possível eleger seu representante local à presidência da República, como fez recentemente no Peru e na Colômbia. E, em caso de derrota, com o desgaste do STF se preparam para alegar fraude e suspeição do processo e das instituições nacionais.

É a tentativa de colonizar o país através de um governo vassalo sem necessidade de realizar a operação militar que ocorreu na Venezuela, ou o bloqueio criminoso contra Cuba, as sanções econômicas e o bombardeio contra o Irã, as sanções e o cerco contra a Rússia, o genocídio contra o povo Palestino e os bombardeios e a ocupação do sul do Líbano.

Os bolsonaristas, parcela importante das elites econômicas e a grande imprensa brasileira apoiam ou se calam diante destes fatos bárbaros que podem levar o mundo a uma guerra de destruição em massa e continuam erguendo bandeiras dos EUA e de Israel em suas manifestações. 

Não há inocentes nem desinformados, há os que estão comprometidos com o golpe, com a operação lava-jato 2, com o domínio colonial do império, com a guerra e os que defendem a democracia, a soberania nacional, os direitos de nosso povo e a paz.

Assim, cabe às forças democráticas e progressistas, aos verdadeiros patriotas, aos verdadeiros cristãos, aos intelectuais, artistas e cientistas a construção de uma grande e poderosa mobilização para derrotar os planos diabólicos do império estadunidense e de seus aliados internos, descendentes ideológicos de Joaquim Silvério dos Reis, traidor da pátria.

É dever de todos os partidos e candidatos democratas utilizarem seus espaços na mídia, nas redes sociais, nos comícios e nas reuniões com o povo para denunciar o golpe em andamento e serem firmes na defesa da democracia, da soberania nacional e contra a interferência estrangeira em nosso processo eleitoral.

O ministro-pastor "ungido por Deus" não pode continuar à frente dos processos do Banco Master e do INSS.

Que todos sejam investigados e julgados, respeitando-se o devido processo legal e o amplo direito de defesa.

Pelo repúdio às campanhas mentirosas e difamatórias da grande mídia corporativa e das Fake News divulgadas em massa nas plataformas eletrônicas.

Por eleições livres e limpas em outubro próximo.

*Fortaleza, 10 de setembro de 2026*
*Luís Carlos Paes de Castro*
*Engenheiro, auditor do Banco Central aposentado e presidente do PCdoB no Ceará*

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

FENABAN ATACA A MESA ÚNICA E AMEAÇA A NEGOCIAÇÃO NACIONAL DOS BANCÁRIOS - CTB Bancários


 CTB BANCÁRIOS


FENABAN ATACA A MESA ÚNICA E AMEAÇA A NEGOCIAÇÃO NACIONAL


A CTB Bancários considera grave a postura adotada pela Fenaban após as assembleias da Campanha Nacional dos Bancários de 2026. Depois de negociar nacionalmente e submeter uma proposta à categoria, a representação dos bancos pretende agora tratar de forma diferente as bases que aprovaram e aquelas que rejeitaram a proposta, ameaçando dois pilares históricos da organização dos bancários: a mesa única de negociação e a Convenção Coletiva Nacional.


A mesa única foi conquistada justamente para impedir que os bancos fragmentassem os trabalhadores por empresa, região ou sindicato. Sua existência nunca dependeu de unanimidade nas assembleias. Ao longo da história da categoria houve propostas rejeitadas, greves, novas negociações, novas assembleias e adesões posteriores. Rejeitar uma proposta nunca significou abandonar a negociação nacional.


É essa lógica que a Fenaban procura inverter. Nos ofícios encaminhados às entidades sindicais, considera encerrada a negociação e afirma que não reabrirá a mesa com sindicatos que rejeitaram a CCT. Na prática, pretende transformar o direito de rejeitar uma proposta numa escolha entre aceitar o que os bancos oferecem ou ficar fora da contratação nacional.


Essa postura não pode ser analisada isoladamente da condução patronal de toda a campanha. A Fenaban levou a apresentação das cláusulas econômicas decisivas para a fase final da negociação e utilizou a proximidade do fim da vigência dos instrumentos coletivos como elemento de pressão sobre a categoria. Agora, diante das rejeições em algumas bases, procura transformar o resultado das assembleias em instrumento para encerrar a negociação com quem decidiu continuar lutando. O conjunto dessas atitudes revela uma estratégia de endurecimento que pressiona os trabalhadores a aceitar a proposta patronal e favorece a fragmentação da negociação nacional.


Isso é uma pressão inaceitável sobre a soberania das assembleias. Uma negociação só é efetivamente democrática se os trabalhadores puderem dizer não e continuar negociando. Mesa única não pode existir apenas enquanto as bases aceitam a proposta patronal. Se o direito de permanecer na negociação depende de aprovar a proposta dos bancos, deixa de existir negociação e passa a existir adesão.


A chamada Cláusula X é a cláusula de exclusão proposta pela Fenaban: pretende incluir na própria CCT listas de bases do Banco do Brasil e da Caixa que, por terem rejeitado a proposta, ficariam fora das Convenções, sem a garantia convencional de abono da paralisação de 20 de agosto e das ausências decorrentes de paralisações e greves posteriores. A cláusula não é o problema isoladamente; é a materialização, no texto da CCT, da política de dividir a categoria entre quem aceita e quem continua lutando.


O tratamento dado aos dois bancos públicos evidencia ainda mais essa postura. No Banco do Brasil, a Fenaban criou uma situação intermediária para as bases que deliberaram pela reabertura das negociações: admite nova assembleia até 10 de setembro e posterior assinatura, preservando os efeitos da CCT desde 1º de setembro. Na Caixa, não oferece a mesma possibilidade: as bases que rejeitaram são diretamente enquadradas no grupo de exclusão. Além de fragmentar a negociação nacional, a Fenaban estabelece tratamentos diferentes entre bases que decidiram não encerrar a luta.


Também é preocupante que as direções do Banco do Brasil e da Caixa não se coloquem contra uma dinâmica que ameaça a unidade da negociação nacional. Bancos públicos não deveriam contribuir, por ação ou omissão, para uma estratégia que isola seus próprios trabalhadores da contratação coletiva da categoria.


A gravidade vai além de BB e Caixa. Num sistema financeiro marcado pelo fechamento de unidades, redução de postos de trabalho, terceirização e acelerada transformação tecnológica, fragmentar a representação e a negociação dos trabalhadores interessa aos bancos e enfraquece a capacidade coletiva de enfrentar essas mudanças. Se prevalecer a tese da Fenaban, abre-se ainda um precedente para futuras campanhas: apresenta-se uma proposta nacional, quem aceita permanece na Convenção e quem rejeita pode ser retirado da contratação coletiva. Isso devolve aos bancos uma capacidade de divisão que a categoria levou décadas para superar.


Não há necessidade disso. Historicamente, já ocorreram rejeições seguidas de novas assembleias e posterior assinatura. Também há sindicatos que não participam das mesas nacionais, deliberam em suas bases e posteriormente formalizam sua adesão aos instrumentos coletivos. A experiência da própria categoria demonstra que é possível assinar a CCT com quem está autorizado sem fechar a porta para quem continua lutando.


Por isso, a CTB Bancários defende uma posição unitária de Contraf-CUT, Contec, federações e sindicatos, independentemente da posição adotada nas assembleias: rejeitar a política de exclusão da Fenaban e não permitir que ela seja incorporada à CCT.


Quem aprovou deve ter sua decisão respeitada e assinar. Quem rejeitou também deve ter sua decisão respeitada e continuar mobilizado, negociar, voltar à assembleia e aderir posteriormente ao instrumento caso sua base assim decida.


A Fenaban não pode negociar nacionalmente para apresentar sua proposta e fragmentar a categoria quando essa proposta é rejeitada. Não pode aproveitar divergências legítimas entre as bases para enfraquecer a mesa única e transformar a CCT nacional em instrumento de pressão contra quem continua lutando.


A MESA É ÚNICA. A CCT É NACIONAL. A CATEGORIA É UMA SÓ.


CTB Bancários

Eleições 2026: luta dos trabalhadores e serviço público no Ceará - Podcast Coletivizando, sexta, 11/09/2026 às 8h15, com Gilcélio Paiva


Neste episódio do Podcast Coletivizando, trazemos um debate fundamental sobre a conjuntura política e a valorização do serviço público no Ceará, além de um momento cultural especial!
Bloco Papo Político:

Tema: Eleições 2026: luta dos trabalhadores e serviço público no Ceará

Convidado: Gilcélio Paiva — Presidente licenciado do Sindicato dos Servidores Municipais de Sobral (SINDSEMS).

Bloco Canta, Minha Gente:

Música: Yo pisaré las calles nuevamente — Pablo Milanés.

🗓️ Data: Sexta-feira, 11 de setembro de 2026
⏰ Horário: 8:15 AM
👤 Apresentação: Paulo Vinícius da Silva

🔔 Inscreva-se no canal e ative o sininho para acompanhar ao vivo!
📲 Siga nas redes sociais:

Instagram: @ColetivizandoBR | @metamorfosecomunicacao

#PodcastColetivizando #ServiçoPúblico #Eleições2026 #PabloMilanes #SINDSEMS #Sobral #Ceará

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Podcast Coletivizando – Greve na Caixa e no BB? Balanço das bases e pautas - Sexta, 03/09/2026

Banner promocional do Podcast Coletivizando para sexta-feira, 04 de setembro de 2026, às 8:15 AM.  No topo, à esquerda, está a logomarca do podcast e, à direita, a foto circular do apresentador Paulo Vinícius da Silva falando ao microfone.  No centro, sobre fundo amarelo, destaca-se a seção "Papo político" com o tema: "Greve na Caixa e no BB? Balanço das bases e pautas". À esquerda do tema, há a foto circular do convidado Tulio Menezes, identificado como bancário da CEF, da CTB e do Sindicato dos Bancários-CE.  Na parte inferior, em uma faixa vermelha, a seção "Canta, minha gente" traz a música "La Marseillaise de la Commune". O rodapé exibe as logos do Podcast Coletivizando, Metamorfose Comunicação, CTB Bancários Ceará e Bancários DF, além das redes sociais @metamorfosecomunicacao, @ColetivizandoBR e o ícone do YouTube.

Em todo o Brasil ocorrem assembleias para definir a aceitação ou a rejeição da proposta de Convenção e dos Acordos Coletivos nos Bancários. Como se posicionam os sindicatos? No BB e na Caixa, o que se destaca?

Podcast Coletivizando –

* Sexta-feira, 04 de setembro de 2026, às 8h15 AM.

Apresentação: Paulo Vinícius da Silva.

Papo Político

Tema: Greve na Caixa e no BB? Balanço das bases e pautas.

Convidado: Tulio Menezes (Bancário CEF e da CTB Bancários-CE/Sindicato).

Canta, minha gente: La Marseillaise de la Commune.

Assista no YouTube nos canais @metamorfosecomunicacao e @ColetivizandoBR


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quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Diversionismo mira o STF como instituição da República - Paulo Vinícius da Silva

DIVERSIONISMO: é a ação que busca mudar o assunto em pauta que édesfavorável, mudar o foco, ou esconder um aspecto da situação. O véu que esconde é outro escândalo.


Quem foi colocado no Ministério da Justiça por Bolsonaro para proteger Tariflávio Rachadinha? Por que ele chegou ao STF? O que se quer esconder com o ataque a Moraes?


1) Os novos pagamentos recém-descobertos de Vorcaro a Tariflávio?


2) A votação decisiva do #FimdaEscala6x1 no Senado essa semana?


Quem errou, deve pagar. As coisas tem ordem e dimensões distintas, tem investigação,  acusacao, defesa e julgamento. Já sabemos como a lava jato operou e opera, em conluio com a imprensa golpista. Evidentemente o que se quer é mudar o assunto. 


Houve alguma ação de Moraes contra as investigações sobre o Master?


Já a denúncia contra ele, quer proteger alguém envolvido até o pescoço no caso e que é  candidato? O juiz que protege um réu no curso do processo que preside pode seguir à frente do processo? 


Isso é Goebbels na veia. A Carta Capital há tempos publicou os Princípios da Propaganda de Goebbels (https://coletivizando.blogspot.com/2026/09/diversionismo-mira-o-stf-como.html),  o sinistro e genial ministro da Propaganda Nazista,  sintetizados a partir de suas ações.  É  notável a semelhança com as ações em tela:

Princípio do Silêncio:

Ocultar e omitir qualquer informação que não seja conveniente para a narrativa.

Princípio da Transferência: Conectar um acontecimento atual a um fato do passado, somando ocorrências históricas para reforçar a mensagem.

Princípio de Unanimidade: Estimular a convergência de opiniões em temas de interesse geral para manipular o sentimento coletivo e direcioná-lo contra o inimigo eleito.


Ocultar o protegido, requentar erros que não têm relação com a obstrução do processo (e obstruí-lo desse modo) e mudar a discussão para outro alvo, causando a indignação geral e contando com a unanimidade dos candidatos de direita e extrema direita e da imprensa corporativa propriedade dos rentistas e especuladores. O Brasil não é para amadores. Vale tudo para impedir a eleição de Lula. A implosão do STF antecede ações no TSE que visarão a esse fim. É método. 


Uma coisa é certa: a extrema direita bolsonarista, sem voto, enrolada e desesperada, vê na implosão do STF o elemento central para deter a sua derrota e impedir a vitória dos trabalhadores no Senado, com a aprovação do #FimdaEscala6x1 essa semana.

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

🎙️Papo Político - A Campanha Nacional dos Bancários 2026, dilemas e tensões na reta final 🗓️ Data: Sexta-feira, 28 de agosto de 2026 ⏰ Horário: 8h15 AM - podc ast Coletivizndo


 Neste episódio especial do Podcast Coletivizando do Dia dos Bancários (as), debateremos o tenso momento atual da Campanha Nacional da categoria!

🎙️Papo Político - A Campanha Nacional dos Bancários 2026, dilemas e tensões na reta final

🗓️ Data: Sexta-feira, 28 de agosto de 2026

⏰ Horário: 8h15 AM

👤 Apresentação: Paulo Vinícius da Silva


Bancários(as) enfrentam os patrões mais poderosos do Brasil, o sistema financeiro, naquela que é a maior negociação coletiva do país. Na reta final, os bancários(as) se deparam com impasses e tensões: fim da ultratividade, riscos à Mesa Única, precarização da maioria do ramo financeiro. Há caminhos para a vitória?

Convidado:

Hermelino Neto — Coordenador Nacional da CTB Bancários e Vice-presidente da CTB Bahia, direto de São Paulo, onde a CTB acompanha as negociações na Mesa do Comando Nacional

📲 Acompanhe no Youtube:

@Metamorfosecomunicacao https://www.youtube.com/watch?v=e-tq6CCnYx8


@ColetivizandoBR https://www.youtube.com/watch?v=xkMSAlGECCE Blog www.coletivizando.blogspot.com

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Dona Lourdes, mãe e feminista - Paulo Vinícius da Silva

Dei-me conta, hoje, que venho de uma família matriarcal.  Hoje, porque despertei sob o impacto dessa data magna da minha própria existência,  20 de agosto, dia do nascimento de Dona Lourdes, Tecla, Insigne Progenitora Amada, Mater Amabilis, Mãe.  

Ela foi a filha única do amor de Dona Senhora, uma menina, e Seu Casimiro, uma lenda, o negro protetor e salvador que não conheci, o amor que minha Vó teve por tão pouco, mas suficiente para jamais esquecer.  

Dona Lourdes foi a caçula de seu pai, criada, enfim, pelos irmãos mais velhos, dos quais Titia Fransquinha persiste como testemunha viva. E Dona Lourdes foi a mais velha dos filhos de Senhora, Maria - tal qual minha mãe -,  que seguiu sua saga, do Ceará ao hoje Tocantins, com seus demais filhos, cuja vida protegeu, em fuga, pelas vicissitudes das funestas histórias de família e vingança que soíam enlutar o Ceará e o Nordeste até a geração de meus pais, pela violência do macho que se vinga.

Maria de Lourdes, assim, nasceu única, fruto do amor, a temporã de Casimiro, que fora vítima de tantas perdas, como último rebento antes de sua própria partida. E também foi a mais velha dos filhos de Senhora, sendo o centro, a filha do meio de todos os seus irmãos. 

Minha mãe foi a maior feminista que eu conheci. Não por demagogia minha, nem por sentida emoção,  mas por sua trajetória de mulher de luta, que só podia desembocar na filiação ao Partido dos 'meninos', o 'nosso Partido ', como ela dizia, o Partido Comunista. Descobrimos, eu e o Beto, depois de sua partida, que ela se filiara e pusera o CPF dele na ficha, porque do dela não se lembrara.

Mamãe estudou graças às irmãs paternas e a seu esforço. Casou com quem amou, mesmo contra a família, com Seu Louro, o atleta cearense que conheceu no Grêmio dos Ferroviários numa festa. Ele dizia: 'Casei com uma Miss', e a beleza lendária de Dona Lourdes seguiu imaculada até o fim. 

Maria de Lourdes trabalhou em casa e na rua, desde nova, sem descanso. E foi também uma fina comerciante, do Armarinho Lourdes, que nos sustentou nos tristes anos de FHC,  quando meu pai enfrentou grandes dificuldades profissionais. Ela era uma potência econômica, e nos três,  Seu Louro, eu e Beto, orbitamos em seu entorno de luz, força e delicadeza. 

Ela venceu a violência e domou o sobrinho neto de Lampião,  meu pai, ele próprio tão violentado pela vida. E foi capaz de levá-lo pela mão, pelo amor e pela fé até a humanização,  e à ternura que Seu Louro jamais conheceu na convivência com os seus.

Papai, o macho mais completo que o Ceará do Século XX podia criar, foi-se fazendo gente de bem e de amor pelas mãos de Dona Lourdes, que só o entregou homem feito nas mãos de Maria Santíssima,  cuja devoção ensinou, a despeito de tanta força e poder que ele tinha, e das dores que o fizeram duro, e que foram abrandando com o tempo e com a família que ela lhe deu e para a qual ele, convertido por ela, viveu.

Por isso, jamais aceitei que a maternidade não seja o poder máximo de presidir a vida, lição que aprendi desde o ventre, e que vi na vida com as Donas Lourdes, Maria Silva, Fransquinha, que lideraram nossas famílias como esteio inexpugnável. E mesmo sob o jugo do machismo, sim, mas sem jamais se conformar com ele, sempre a lutar, à sua maneira, com sua simplicidade, com sua fé e sua visão do que deveria ser uma mulher. E se essa referência feminina não cabia nos moldes do arquétipo da mulher ocidental, ela era a realidade objetiva de ser o centro, a raiz, a base e o poder em torno dos quais dirigiram suas famílias,  suas vidas, seus negócios e trabalho, seus amores, e brilham além do tempo, na multidão de seus frutos, filhos, netos e bisnetos.
E é por esse exemplo de delicadeza, tenacidade, trabalho e poder, que aprendo até hoje, lutando para ser digno de minha filha, Mariana. O machismo é um mal, é a morte e a solidão final. Não somos, vamos sendo,  e podemos evoluir, aprender, como meu pai o fez, com Dona Lourdes, que, ao fim, também o criou. 

Como negar à Mamãe o trono da grande feminista da minha vida, quando a teoria ou as lições ocidentais não a definiram assim, tal e qual inúmeras mulheres brasileiras que lideram pela graça,  pelo trabalho e pelo exemplo? Elas foram precursoras e seguem injustiçadas na teoria e na prática da família brasileira,  filha do ventre indígena e negro, e que nada tem a ver com a farsa da família 'tradicional' e que jamais existiu ou prestou.

E é por isso que, em minha concepção, para ser homem, o requisito central é saber-se filho delas, e levar pela vida esse respeito infinito pelas mulheres, que são iguais aos homens e ainda mais, porque são nossa origem, esteio, escola e amor. 

Assim, o homem jamais poderá se afirmar sem a mulher e a responsabilidade sobre seus filhos, que o validam. Aquele que violenta, agride, mata, jamais será o homem. No máximo será o macho, essa triste figura que simplesmente não aprendeu a ser gente, e que precisa ser contida, porque infértil, solitário e fautor de violência e morte.  Ser homem é para ser outra coisa, e não sei sê-lo ainda,  nem o aprendi apenas com meu pai, pois sei que ele só se fez homem, graças ao amor de Dona Lourdes, que ainda nos ensina, guia e preside. 

Talvez por isso, o Pai - título que o povo deu a Lula - tenha aprendido com Dona Lindu, Dona Mariza, e floresça de novo, no amor,  com Janja. 

Para ser homem,  é preciso corrigir-se, aprender com nossas mães a respeitar, e lutar para proteger as mulheres da covardia machista, que tem ceifado tantas vidas de mulheres e mães,  e até dos filhos, dob o patrocínio do fundamentalismo e perversão das bigtechs do imperislismo, fábricas de monstros.

O machismo, hoje,  ele sim, é o maior inimigo das familias, pois não assume seus filhos,  porque violenta e inclusive mata tantas mães. Por isso, apenas o emancipacionismo, e jamais o sexismo ou o identitarismo poderão nos ensinar, educar e unir. Só o emancipacionismo pode iluminar o justo lugar da mulher trabalhadora, como Dona Lourdes, e trazer ao seu seio homens e mulheres, no abraço acolhedor do feminismo, que é a luta por igualdade, por reconhecermo-nos todos como gente, com direitos, sobretudo à vida. 

Ser homem,  hoje, mais que nunca, é aprender com as mulheres, assim como minha mãe me ensinou, lição que preciso me esmerar para aprender. 

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Podcast Coletivizando - Ceará: Estado e Desenvolvimento, com o Professor Samuel Siebra, sexta, 21/8, às 8h15 no YouTube


A edição de 21 de agosto do Podcast Coletivizando traz para o Papo Político, o biólogo Samuel Siebra para uma conversa sobre o Ceará e o papel do Estado no desenvolvimento. 
​Samuel Siebra é uma nova liderança política de esquerda em ascensão no Sul do Ceará, região do Cariri, em que Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha se destacam pela economia pujante, como polo em educação superior e também na saúde pública, além de todo o simbolismo de ser o berço do Padre Cicero, o Santo cearense. 

A fortíssima cultura popular da região rivaliza com sua importância politica indiscutivel no Estado, tendo projetado recentemente o ex-Governador e Ministro, o Senador Camilo Santana.

Samuel Siebra é professor e presidente licenciado do Sindicato dos Servidores Municipais de Crato. 

O Podcast Coletivizando, tem apresentação do Sociólogo e Bancário Paulo Vinícius da Silva.

O Cuida abre o programa e apresenta o app SUS Digital, ferramenta inovadora que traz a saúde para a palma da mão.

O Canta, minha gente apresenta a canção Araguaia, de Ednardo.

Podcast Coletivizando: 
Ceará: Estado e Desenvolvimento
Sexta, 21/08/26, às 8h15, nos canais Metamorfose e Coletivizando no YouTube 
​Convidado:
🎓 Samuel Siebra
Professor de Biologia e Presidente licenciado do Sindicato dos Servidores Municipais do Crato-CE (SINDSMUC).
​Apresentação:
🎙️ Paulo Vinícius da Silva

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​#PodcastColetivizando #ProfSamuelSiebra #Ceará #Cariri #DesenvolvimentoRegional #PolíticaEsquerda #Educação #Saúde #JuazeiroDoNorte #Crato #Barbalha #MetamorfoseComunicacao

O Podcast é uma iniciativa do blog Coletivizando, e é produzido pela Metamorfose Comunicação e conta com o apoio da CTB Bancários-CE e do Sindicato dos Bancários de Brasília. 

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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Fidel 100 anos - Soberania, Solidariedade, Socialismo

Fidel Castro, 100 anos: o revolucionário que desafiou os Estados Unidos e mudou a história da América Latina https://www.brasil247.com/historia/fidel-castro-100-anos-o-revolucionario-que-desafiou-os-estados-unidos-e-mudou-a-historia-da-america-latina/

Cuba é uma escola, um centro de saúde e uma fonte de esperança para o mundo, formando profissionais, inclusive dos EUA https://pt.granma.cu/cuba/2026-08-05/cuba-e-uma-escola-um-centro-de-saude-e-uma-fonte-de-esperanca-para-o-mundo

Painéis Solares Para Cuba! Amor com amor se paga. DOE PELO PIX! ENERGIA PARA CUBA https://coletivizando.blogspot.com/2026/03/paineis-solares-para-cuba-amor-com-amor.html?m=1

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Podcast Coletivizando de 14/08/2026, às 8h15: Campanha Nacional dos Bancários 2026



 Card digital horizontal para divulgação de episódio de podcast. No topo, em fundo branco, lê-se em destaque preto e azul: "6a. feira, 14/8, às 8h15", acompanhado pelo logotipo "Coletivizando" e um ícone de microfone.  A imagem é dividida em três faixas horizontais coloridas que organizam o conteúdo do programa:  Faixa superior (fundo verde e azul): Traz o bloco "Cuida" e o título "Campanha Nacional dos Bancários(as) 2026". À esquerda, há o retrato fotográfico de uma mulher negra de cabelos cacheados curtos, sorrindo, vestindo blazer azul e blusa branca. No canto superior direito, um selo verde exibe o texto "Feitos de esperança movidos pela luta".  Faixa central (fundo amarelo): Apresenta o bloco "Papo político" seguido pelo tema principal: "Ciência e Tecnologia no Ceará, o futuro é agora", com a identificação da convidada: "Sandra Monteiro: Secretária de Ciência e Tecnologia do Ceará".  Faixa inferior (fundo vermelho escuro): Exibe o bloco "Canta, minha gente" e a atração musical: "Consolança: Eugênio Leandro e Oswald Barroso".  Na margem inferior, sobre fundo branco, aparecem os logotipos de apoio (Metamorfose, CTB Bancários Ceará, Bancários DF) e os identificadores de redes sociais @metamorfosecomunicacao e @ColetivizandoBR, além do logotipo do YouTube no canto direito.

O Podcast Coletivizando volta nesta sexta-feira, 14/08/26, às 8h15.

O programa tem uma mudança na ordem dos blocos, com vistas a um melhor aproveitamento do tempo. O programa, apresentado pelo Sociólogo e Bancário Paulo Vinícius da Silva, inicia com o Cuida, que abordará a Campanha Nacional dos Bancários, a maior campanha salarial do Brasil e que inicia um calendário de reivindicações salariais de grandes categorias. O bloco pretende introduzir a audiência na campanha, suas principais pautas e dilemas.

O Canta, minha gente traz a tocante canção cearense Consolança, de Eugênio Leandro e letra de Oswald Barroso, um gigante do teatro e da cultura cearense, lutador pela democracia e que recentemente nos deixou.

O Podcast Coletivizando é uma realização do Blog Coletivizando, em parceria com a Metamorfose Comunicação e o apoio do Núcleo Sindical de Base da CTB Bancários do Ceará e o apoio do Sindicato dos Bancários de Brasília.

SERVIÇO:

Podcast Coletivizando

Sexta-feira, 14/08/2026, 8h15

Nos canais do Youtube

@metamorfosecomunicacao

@coletivizandoBR

A imagem é uma composição visual que combina paisagens naturais, a letra de uma canção e retratos dos autores.  O layout é dividido em três colunas principais sobre um fundo de papel pautado.  Coluna Esquerda:  Superior: Uma fotografia em plano aberto mostrando uma paisagem de caatinga com um grande juazeiro frondoso e verdejante em destaque. Ao redor da árvore, há arbustos secos e pedras, e alguns animais (provavelmente cabras ou bodes) estão pastando na base.  Inferior: Sobre o papel pautado, o título "Consolança" em letras pretas maiúsculas. Abaixo, os nomes "Eugenio Leandro e Oswald Barroso". Em seguida, a primeira parte da letra da música:  Mas, se cortaram O pé de juazeiro Menina não chore Se mataram o sabiá, Não chore não Pois inda resta o sol Banhando o milho Seco no roçado linda tem ruçara Pra nos inquietar  Pedra se encontra Ouvi alguém falar Porque que um grande amor Não pode se encontrar  Coluna Central:  Uma fotografia panorâmica e de tirar o fôlego dos Cânions do Rio São Francisco ao pôr do sol. Paredões rochosos alaranjados emolduram o rio tranquilo, que reflete os tons dourados e alaranjados do sol poente no horizonte. A luz cria raios solares visíveis sobre a paisagem.  Coluna Direita:  Superior: Sobre o papel pautado, repete-se o título "Consolança" e os nomes "Eugenio Leandro e Oswald Barroso". Abaixo, a continuação da letra da música:  Se secaram os rios Inda assim não chore As águas desse mar Ninguém acaba não (bis)  O tempo conta pra gente menina Por isso não chore, que o tempo não para Menina vê se acaba esse choro Assoletre com as pedras que sabem esperar  Extrema Direita (Rodapé):  Dois retratos fotográficos em plano médio.  À esquerda: O retrato de um homem de cabelos grisalhos, Óculos e barba branca, vestindo uma camisa azul. Ele está em pé, com a mão direita levantada na altura do ombro, gesticulando. O nome "Oswald Barroso" aparece em amarelo no canto inferior.  À direita: Uma fotografia mais antiga, em sépia ou preto e branco, de um homem jovem de cabelos cacheados e sorriso largo, com um cigarro na mão direita. O nome "Eugenio Leandro" aparece em amarelo no canto inferior.

 Assista no Coletivizando:


Assista no Metamorfose:



Coletivizando no Youtube