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sábado, 5 de julho de 2025

Os objetivos de luta da Juventude Sindicalista (2009) - Contribuição da CTB-Brasil à Conferência Internacional da Juventude Sindicalista da Federação Sindical Mundial. Lima, Peru, 20 de novembro 2009.

 Paulo Vinícius da Silva


Contribuição da CTB-Brasil à Conferência Internacional da Juventude Sindicalista da Federação Sindical Mundial. Lima, Peru, 20 de novembro 2009.


Dedico essa intervenção a dois heróis do povo brasileiro, Zumbi dos Palmares - em cuja homenagem nessa d
ata celebramos em marchas por todo o Brasil o Dia da Consciência Negra -, e Diógenes Arruda Câmara - bravo lutador pela democracia no Brasil - cuja morte completa 30 anos neste 25 de novembro.

Sindicalismo para a juventudejuventude para o sindicalismo.
Nesses dias em que as mentiras do "pensamento único" perderam a legitimidad
e arrogante do passado, é fundamental que o movimento sindical fale ao conjunto da juventude. Na triste noite neoliberal, os apologistas do individualismo cínico intentaram destroçar a principal característica nossa condição juvenil: a busca da construção de uma nova realidade em que caibam as novas gerações e a nossa rebeldia. A juventude luta principalmente por causas, não por coisas.

Todavia, essa ofensiva de direita tem cobrado um terrível preço ao movimento sindical. É necessário reconhecer que a defensiva estratégica de princípios dos noventa, a ênfase no individuo, o poder da grande mídia, o consumismo e suas ilusões foram responsáveis pelo afastamento de importante parte da juventude do movimento sindical. Reconhecer isso é fundamental para entender o desafio atual do movimento sindical classista: abrir as portas dos sindicatos aos jovens como condi
ção de nosso próprio futuro e da nova luta pelo socialismo.

Ademais, a terceira revolução técnico-científica tem posto os jovens como protagonistas do processo produtivo em setores estratégicos e tem mudado a composição do proletariado. A juventude tem papel decisivo em categorias importantíssimas e temos que valorizar as oportunidades de crescimento nesses setores. O capital, hipocritamente, diz que deseja um "novo profissional", que tenha iniciativa, consciência crítica para interferir e melhorar o processo produtivo, que trabalhe em equipes e tenha compromisso com os resultados coletivos, domínio de idiomas, filosofia, constante capacitação, etc.

Mas, como os jovens podem aceitar isso, se é feito somente em função dos mesmos capitalistas que destroem nossos sonhos de juventude, que nos excluem do emprego, que nos 
exploram brutalmente, que destroem sem pudores a natureza, que nos discriminam e separam por nossa condição de indígenas, negros, migrantes, mulheres e até por nossa opção sexual, a maneira de vestir e falar?

Em verdade, a produção mesma pede estes novos 
profissionais, sim, e não apenas ela, porque a produção, a natureza ameaçada, a própria subjetividade humana negam as relações sociais capitalistas. Persiste vigente a lei da correspondência necessária entre as forças produtivas e as relações de produção, anunciando o anacronismo do capitalismo, cujas relações sociais baseadas na prevalência do lucro acima de qualquer coisa, colocando em risco a própria humanidade. Assim, há que dizer claramente que só o socialismo pode garantir aos jovens de hoje e de manhã o futuro. E temos que dizer isso à juventude que trabalha sob uma alienação brutal e não compreende as razões de seu desemprego e frustrações.

A redução da Jornada e a luta contra a Precarização do Trabalho
"A alienação do trabalhador em seu objeto é expressa da maneira seguinte, nas leis da Economia Política: quanto mais o traba
lhador produz, tanto menos tem para consumir; quanto mais valor ele cria, tanto menos valioso se torna; quanto mais aperfeiçoado o seu produto, tanto mais grosseiro e informe o trabalhador; quanto mais civilizado o produto, tão mais bárbaro o trabalhador; quanto mais poderoso o trabalho, tão mais frágil o trabalhador; quanto mais inteligência revela o trabalho, tanto mais o trabalhador decai em inteligência e se torna um escravo da natureza." Marx, Manuscritos Econômicos e filosóficos, O Trabalho Alienado.

Diante dessa realida
de, é indispensável que todo o movimento sindical tenha como bandeiras centrais - pelo sentido especial que têm para toda a classe e em especial para a juventude - a defensa da redução da jornada de trabalho e a luta contra a precarização do trabalho. Desde os anos setenta do século passado com o advento da 3ª. revolução técnico-científica, avançou exponencialmente a produtividade do trabalho. Um(a) operário(a), um(a) campesino(a) , um(a) trabalhador( a) dos serviços hoje em dia produz muito mais, sob um brutal ritmo de trabalho, e sua paga é exatamente a precarização das relações de trabalho. Não recebem mais, muito ao contrário, especialmente se levarmos em conta as proporções entre o produzido e recebido. E nas mesmas horas de trabalho - que muitas vezes são ampliadas - produz-se um mais valor cuja consequência é a demissão de seus colegas e novas moléstias laborais, inclusive psicológicas. E a juventude que realiza o mesmo trabalho dos demais, recebe menos e está sempre ameaçada com a demissão que intenta calar seu potencial rebelde.

Assim, a luta para incorporar as novas gerações à luta sindical é indissociável da defesa da redução da jornada e da luta contra a precarização. Reduzir a jornada e lutar contra a precarização é defender as mesmas condições e remuneração para o mesmo trabalho; é garantir ao jovem mais tempo para ser jovem, tempo para namorar, descansar, estudar, ter direito ao esporte e à cultura, estar com a família, fazer arte e, sobretudo, fazer política sem medo.



"Convido-te a crer em mim quando digo futuro".
Silvio Rodríguez




É indispensável falar e escutar a juventude. É preciso abrir caminho ao protagonismo juvenil no movimento sindical como condição de seu futuro. Se o capitalismo disputa os jovens com tanto cinismo e hipocrisia, mas também com imensos recursos, qual deve ser o investimento necessário do sindicalismo em seu trabalho de juventude neste momento estratégico em que a luta do povo outra vez avança, como o demonstra o avanço das forças progressistas na América Latina?

O principal investimento é o político. Ensinar as lições de luta da historia e ouvir-lhes seus anseios, dúvidas, confusões, não como quem apenas ensina, mas sobretudo como quem estuda o idioma que permitirá vencer e garantir o futuro, não apenas do movimento sindical e operário, mas da própria humanidade.

Princípios e programa.
· O classismo: o capitalismo não oferece nenhum futuro à juventude. E nosso movimento expressa as verdadeiras mudanças de que carece a sociedade para atender aos anseios da juventude: a construção do socialismo, sociedade em que os produtores da riqueza possam compartilhá-la para o bem de todos. Essa é garantia de um futuro de felicidade, p
az, democracia e liberdade, sem a opressão capitalista. E é uma bandeira de uma classe, a dos trabalhadores e trabalhadoras, cuja libertação tem o potencial para romper as cadeias de todas as opressões.

· A participação protagônica da juventude no movimento sindical merece o decidido apoio de todo o movimento. Isso significa que é necessário promover a liderança juvenil no movimento sindical, constituir instâncias e direções que tratem do tema em todos os níveis e a sua articulação a partir dos próprios jovens. A promoção de um crescente debate sobre a sucessão geracional no movimento. É necessário formar, apoiar e empoderar a juventude;


· A defesa de uma ampla unidade da juventude trabalhadora, explorada pelo capitalismo que lhes nega o futuro;

· A democracia, representativa e participativa, essencial à unidade. Sem a participação ativa dos jovens trabalhadores nas entidades sindicais não é possível desejar sua incorporação ativa. É necessário aperceber-se das portas à participação abertas pelo uso da internet, a evolução das formas de convocatória, as possibilidades de envolver amplos setores nas decisões dos sindicatos com as novas tecnologias para que os jovens sejam parte da definição das reivindicações, mobilização, eleição de representantes, fortalecendo a liberdade de expressão e o debate;

· Liberdade e autonomia sindical que todavia não se confundem com neutralidade, mas com a afirmação dos interesses da classe. Trata-se da garantia de organização sindical no local de trabalho e do combate às práticas anti-sindicais. E autonomia tanto para apoiar governos que representem o interesse da classe como para disputar a agenda política através da mobilização social, sem alinhamento automático;

· Solidariedade e internacionalismo. A humanidade é uma. À hipocrisia da globalização da barbárie e da rapina capitalistas há que aprofundar a luta em cada país e ao nível internacional através de um ativo internacionalismo de massas. Os seres humanos não podem ser ilegais. Não à guerra e ao imperialismo!

· Não aceitamos a discriminação nem as intolerâncias, seja por cor, raça, etnia, credo, origem, geração, gênero ou orientação sexual. Lutaremos com vigor por uma soci
edade totalmente livre do machismo, do racismo, da homofobia, divisões que debilitam os ideais de igualdade e justiça social na luta contra o imperialismo e a exploração capitalista;

· A defesa do meio ambiente e do desenvolvimento são incompatíveis com uma sociedade subordinada exclusivamente ao mercado e aos lucros. Ademais, o capitalismo necessita da guerra para, ao fim de cada uma de suas crises, tentar impedir sua tendência de queda da taxa de lucro. Por isso destroem milhões de vidas, forças produtivas e a natureza. Também a dominância do capitalismo impede o desenvolvimento racional com respeito ao meio ambiente, impondo - pela pressão econômica e militar - grandes dificuldades às nações pobres que não podem optar livremente por um modelo de desenvolvimento mais avançado. Assim, sem ilusões, defendemos o direito ao desenvolvimento e a busca de alternativas de desenvolvimento que respeitem o meio ambiente, e sabemos que há distintos níveis de responsabilidade na degradação ambiental, diretamente proporcionais ao poderio econômico de algumas nações que são as maiores responsáveis pela crise ambiental, e que tentam ao mesmo tempo impor suas receitas aos países pobres.

Paulo Vinícius, é Cientista Social e Bancário, secretário de Juventude Trabalhadora da CTB e diretor de Imprensa da CTB-DF.


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009 

Especial: I Conferência Internacional da Juventude Sindicalista da Federação Sindical Mundial 

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Resistir em tempos de pandemia: a organização dos entregadores por aplicativo - Igor de Fato - Brasil 247

Igor Corrêa Pereira no Brasil 247
A greve dos entregadores do dia primeiro de julho deveria estar no calendário de toda a organização e pessoa que luta pela democracia, pela vida, pelos direitos sociais. É o momento de exercer na prática o valor da solidariedade.
Entregadores de aplicativo
Entregadores de aplicativo (Foto: Reprodução/Twitter)
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Quando a pandemia se abateu sobre o Brasil, encontrou 50 milhões de pessoas que não estão protegidas por um contrato de trabalho, além das 13 milhões de famílias desempregadas. Esta condição de informalidade, em que o trabalhador necessita ganhar sua renda diariamente e depende da circulação de pessoas, somado a um governo negacionista e irresponsável na condução sanitária, resultou na atual situação: o Brasil está prestes a alcançar os Estados Unidos em número de mortes por COVID-19. Tal situação não é propriamente novidade. O fator novo é que parte desse proletariado vulnerável, em sua maioria composta por jovens, encontrou maneiras de se organizar e resistir. Emerge do seu seio manifestações antifascistas nas ruas. E para dia primeiro de julho, um marco importante, eles anunciaram a primeira greve dos entregadores de aplicativos.
Eles reivindicam direitos trabalhistas e acesso a equipamentos de proteção individual para garantir mais segurança contra a COVID-19, segundo informa o Brasil 247. Os entregadores de aplicativo trabalham em média doze horas por dia, carregando aquelas caixas de alimentos nas costas, para ganhar cerca de R$ 900 por mês.  "Menos do que um salário mínimo, e menos do que um salário digno", como lembra um vídeo elaborado pelo Meteoro Brasil.
Expostos ao risco do vírus, eles são o símbolo do que os especialistas têm chamado de "uberização das relações de trabalho". O mais assustador é que esse fenômeno já não é a exceção, mas sim a regra. Hoje, no Brasil, existem mais vagas de trabalho precarizadas e informais, do que cobertas minimamente por direitos trabalhistas.
Os aplicativos de entrega exploram o trabalho desses entregadores sem assumir nenhuma responsabilidade, pois não há contrato de trabalho firmado. Esses aplicativos faturam uma fortuna em cima de uma falcatrua que não é permitida a um empregador convencional: o dono de um restaurante precisa contratar funcionários e arcar com despesas trabalhistas, pagar impostos; o aplicativo, não.
É como se o aplicativo fosse uma empresa e o entregador, outra. O entregador é chamado cinicamente de "microempreendedor individual". Em tese, ele "colabora" com o aplicativo. É um colaborador, um parceiro. Faz o serviço se quiser, a hora que quiser. Lindo, né? Só que não. A suposta liberdade de trabalhar quando quiser é mentirosa. Se o entregador não ralar doze horas ou mais por dia, não vai ganhar nem perto de um salário mínimo. Como sustenta a sua família? Como isso pode ser liberdade?
Outra coisa que fica escondida nessa relação perversa entre aplicativo e entregador, são as punições que o entregador pode sofrer e quais os critérios dessa repreensão. Existe o chamado "bloqueio branco", que é quando o entregador sofre restrições que não podem ser explicadas por critérios técnicos. O entregador Paulo Lima, também conhecido como Galo, denunciou em entrevistas a Rede Brasil Atual que, quando seu nome apareceu por ter se manifestado contra o aplicativo, ele foi bloqueado para fazer entregas. “O cadastro fica ativo, você fica online, mas não recebe nenhum pedido, nada chega para você", relatou Paulo.
Este trabalhador, sem uma rede de proteção, como sindicato ou a justiça trabalhista, não tem nada a fazer, ninguém para socorrê-lo. Nem mesmo uma pessoa da empresa mostra a cara para lhe ouvir. Ele é atendido por robôs, que lhe dão respostas automáticas, e nenhuma solução. A distopia dos filmes de ficção chegou à realidade. As pessoas são descartáveis e dispensadas sem nenhuma possibilidade de proteção.
Essa situação estava mais ou menos invisível até agora, pois esses trabalhadores não dispõem das mesmas condições de outras categorias para se organizarem. Mas em meio à pandemia, essa organização parece começar a surgir. A paralisação anunciada para o próximo dia primeiro de julho é uma iniciativa desses entregadores para evidenciar que suas condições pioraram ainda mais com a chegada da pandemia.
Suas reivindicações pedem o básico: melhor remuneração, auxílio saúde, seguro em caso de roubo, equipamentos de proteção individual que reduzam sua exposição ao vírus. Essa iniciativa da paralisação lança luzes sobre um drama invisível. É uma oportunidade para evidenciar que existe sim a relação patrão (aplicativo) e empregado (entregadores) e cobrar responsabilidades por parte das empresas.
Nós estamos assistindo mudanças que ocorrem em escala global, que vão transformando o trabalho informal numa regra. A chamada economia do bico, da informalidade, vai virando o novo normal. Qual a implicação disso? Como vai impactar outras categorias? Ora, nas universidades, espaços de formação de mão de obra qualificada, está em debate justamente a desregulamentação, a flexibilização por meio da educação remota, vendida como a grande novidade. As disciplinas que falam do empreendedorismo, que cultuam o empresário de si, estão sendo aprovadas em todos os currículos, defendidas como o futuro. Que futuro é esse? Qual é a relação com esse presente sofrido já vivido pelos entregadores?
É por isso que a luta dos entregadores não é só deles. É a luta de quem precisa de seu trabalho para sobreviver. É a luta de quem tem pequenos negócios e assume responsabilidade por seus funcionários. É a luta de quem não quer que o país seja comandado por grandes oligopólios transnacionais sem rosto e agindo na sombra do mundo digital, enriquecendo às custas de trabalhadores precarizados. É a luta de quem quer emprego digno para todos e todas.
A greve dos entregadores do dia primeiro de julho deveria estar no calendário de toda a organização e pessoa que luta pela democracia, pela vida, pelos direitos sociais. É o momento de exercer na prática o valor da solidariedade. Podemos contribuir com campanhas de conscientização nas redes e boicote aos aplicativos no dia primeiro de julho. Sejamos todos entregadores. A unidade é bandeira da esperança e só é um valor que se concretiza na prática e na ação.

20o. Congresso da UJS - Mundo do Trabalho no Século XXI - 27/06 às 16h00 - Luiza Bezerra (CTB), Augusto Vasconcelos (Bancários da Bahia), Euzébio Jorge (CEMJ)


terça-feira, 13 de agosto de 2013

Encontro de jovens bancários da Bahia e Sergipe elege coletivo e ações de luta- Portal CTB

Encontro mobiliza jovens bancários da Bahia e Sergipe para a luta e elege coletivo - Portal CTB
07/08/2013


Mobilizar os jovens para a luta. Este foi o principal debate do 2º Encontro da Juventude Bancária da Bahia e Sergipe, que aconteceu no último sábado (03), no Hotel Monte Pascoal, em Salvador. Participaram do encontro 80 jovens (59 homens e 21 mulheres), representantes dos sindicatos da base da Federação dos Bancários (Feeb-BA/SE).



Os participantes do encontro destacaram a importância do evento para a mobilização dos jovens. “Esse encontro é muito importante, pois não estamos discutindo o futuro da categoria, mas o presente, já que os jovens são maioria da categoria bancária”, opinou Augusto Vasconcelos, vice-presidente do Sindicato da Bahia. Para Emanoel Souza, presidente da Federação, o objetivo é possibilitar que os jovens mobilizem outros jovens não só para participarem da luta bancária, mas também de outras lutas sociais. “Para que a juventude seja mais protagonista”, salientou.

Lucas Galindo, diretor da Juventude da FEEB, destacou que o encontro tem incentivado e contribuído para uma participação efetiva dos jovens. “Mas o trabalho de mobilização da juventude é de longo prazo”, constatou. Já o deputado estadual e bancário Álvaro Gomes lembrou que esta juventude nasceu no momento da ofensiva neoliberal, não pode esquecer que sempre existiu a luta de classes e precisa saber de que lado está.

Perfil da juventude trabalhadora

Após a abertura do encontro, iniciou o debate sobre o perfil da juventude trabalhadora no Brasil, com a palestra de Paulo Vinícius, secretário da Juventude da CTB Nacional. Paulo Vinícius afirmou que a nossa juventude foi formada numa cultura individualista, antipartidária e antissindical. Uma geração criada sob o monopólio da mídia do Regime Militar e das políticas neoliberais.

Paulo chamou a atenção para a disputa da consciência dos jovens na sociedade atual pela mídia, grupos religiosos e o imperialismo, principalmente, através das redes sociais. Observou que é necessário que esta geração, que busca a solidariedade e a igualdade, se una a gerações passadas que lutaram por justiça social. “Esta disputa em torno da consciência da juventude é fundamental para o futuro do nosso povo (...). E qual o lugar dos jovens na luta? Na luta pelo um projeto nacional de desenvolvimento (...). Não podemos permitir que a mídia golpista, o imperialismo, falem por nossa juventude”, concluiu.


Agosto, mês de revoltas

Para introduzir o painel sobre as manifestações dos jovens, foi exibido um vídeo sobre o Quebra-quebra (1981) e a Revolta do Buzú (2003). Após a exibição, Osmar Pereira, aos 70 anos, falou de sua experiência de luta no movimento sindical bancário durante a ditadura militar. Osmar foi funcionário do Banco da Bahia desde 1960 e criador, junto com Antoniel Queiroz (BNB), da Associação dos Bancários de Feira de Santana, que logo passou à condição de Sindicato. Foi preso no interior do banco, demitido e torturado pelo regime militar. Agora ganhou na Justiça a reparação por esta demissão arbitrária. “Aos 70 anos, me considero ainda jovem, pois sempre tive como lema de vida lutar sempre, não desistir jamais”, declarou.

Emanoel Souza deu o seu testemunho sobre o Quebra-quebra, em 1981, quando ônibus foram depredados na capital baiana, durante 13 dias, em protesto pelo aumento da tarifa. Comparou aquele movimento com as manifestações dos jovens que ocorreram em junho deste ano. Lembrou que naquela época, além das formas de comunicação mais precárias, vivíamos ainda em plena ditadura militar e ocorreram repressão com balas de verdade, prisões arbitrárias e espancamentos.

Augusto Vasconcelos falou sobre a sua participação na Revolta do Buzú (2003), em Salvador, que originou o Movimento do Passe Livre em outras cidades do Brasil. O movimento foi influenciado pela luta a favor da cassação do senador ACM por causa da quebra do sigilo do painel do Senado. Augusto afirmou que a manifestação chegou a ter 50.000 estudantes nas ruas. Ao final, a maioria das reivindicações foi atendida, como meia-passagem dos estudantes aos domingos e feriados, congelamento das tarifas de ônibus e auditoria nos cálculos das tarifas.


Sobre as manifestações de junho deste ano, Marianna Dias, vice-presidente da UNE na Bahia, observou que a avaliação é mais difícil, pois ainda estamos vivendo e refletindo sobre suas consequências. Destacou que a repressão da polícia, principalmente em São Paulo, que fez aumentar a adesão e a solidariedade ao movimento, continua a mesma dos outros movimentos, já que os policiais são ainda formados numa cultura de repressão da ditadura. Além disso, chamou a atenção para a tentativa de manipulação do movimento pela mídia. “A nossa geração não pode esquecer a contribuição das outras gerações e também tem que dar a sua contribuição nas lutas sociais (...). Disputar a atual mobilização para torná-la mais de esquerda e democrática”, concluiu.

Comissão da Juventude

Ao final do encontro, além da eleição da Comissão da Juventude Bancária, foram aprovadas resoluções para organização e mobilização dos jovens bancários.

A Comissão de Juventude da FEEB BA/SE objetiva planejar, coordenar e organizar as próximas ações do coletivo de jovens bancários nos dois estados, estimulando uma participação cada vez maior de pessoas que estejam inseridas na faixa etária que caracteriza juventude – até 35 anos de idade, conforme critério da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Os membros eleitos foram Lucas Galindo, diretor de juventude FEEB BA/SE; Rosivânia Santos, diretora do Sindicato de Sergipe; Luciana Pacheco, diretora da FEEB BA/SE; Thales Wigino, diretor do Sindicato de Irecê; Edie Martins, diretor do Sindicato de Itabuna; Luiz Raimundo, diretor do Sindicato de Jacobina; Rafael Amon, diretor do Sindicato de Ilhéus; Fabiano Miranda, diretor do Sindicato de Jequié; Sulamita Ribeiro, diretora do Sindicato de Camaçari; Priscilla Alves, representante do Sindicato de Feira de Santana; e Carla Carvalho, representante do Sindicato de Vitória da Conquista.

Comissão da Juventude da FEEB-BA/SE

As resoluções aprovadas no Encontro da Juventude são as seguintes:

- Criação de diretorias de juventude pelos sindicatos filiados à FEEB BA/SE;

- Inclusão definitiva do Encontro no calendário anual de atividades da FEEB BA/SE;

- Construção de um boletim bimestral da juventude bancária;

- Reivindicação de uma agenda mais avançada, com maior autonomia do movimento sindical, à presidenta Dilma Rousseff;

- Unificação dos grupos virtuais da juventude bancária;

- Elevar o caráter do Encontro para nacional;

- Convidar/envolver outras correntes, além da CTB, para construírem o Encontro;

- Realizar etapas regionais do Encontro no âmbito dos sindicatos filiados, como preparação ao Encontro geral;

- Debater o melhor momento para a realização do Encontro: antes, durante ou depois da campanha salarial, ou manter a alternância;

- Criação de grupos temáticos, em ambiente virtual, visando a realização mais cotidiana de debates acerca de questões específicas.

Fonte: Feeb - Fotos: Manoel Porto

quarta-feira, 1 de maio de 2013

CTB irá realizar em junho seu 2º Encontro Nacional da Juventude

CTB irá realizar em junho seu 2º Encontro Nacional da Juventude


logo-juventude-CTB 2013A CTB, por meio de sua Secretaria da Juventude Trabalhadora, irá realizar, entre os dias 28 e 30 de junho, seu 2º Encontro Nacional da Juventude. A atividade será na sede da Federação de Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg), em Belo Horizonte.

Sob o lema “Unir a Juventude que Trabalha e Estuda à Luta Sindical”, o Encontro pretende discutir os principais temas ligados à atual conjuntura política, econômica, sindical e social do Brasil, a partir do viés da juventude trabalhadora, tanto do campo como das grandes cidades do país.

Os direitos da juventude trabalhadora, sua maior organização nos ramos, o Estatuto da Juventude, a luta pelo aumento do investimento em educação como percentual do PIB, a formação e a qualificação profissional, a sucessão rural e o protagonismo dos jovens trabalhadoras serão temas debatidos no 2º Encontro.

Preparação para o 3º Congresso da CTB

É crescente a demanda política, sindical e institucional da ação da juventude da CTB. Às vésperas da realização do 3º Congresso Nacional da Central, é fundamental que o 2º Encontro da Juventude faça um balanço de sua atuação no período mais recente e discuta as perspectivas e desafios que surgirão nos próximos anos.

Para o secretário da Juventude Trabalhadora da CTB, Paulo Vinicius, “é hora de colher os frutos de tantas atividades que fizemos nos últimos três anos. O que ficou? Como melhor estruturar o trabalho da CTB na Juventude? Para mim, que deixo a frente, a juventude só terá importância e ajudará a Central se passar a se identificar como jovem e se organizar para a luta sindical. É nossa hora de pensar juntos no 2º Encontro, valorizar esse espaço, um momento bonito e importante que deixará importantes caminhos para a ação da juventude".

A hora é de viabilizar a vinda das delegações

O 2º Encontro da Juventude Trabalhadora da CTB está previsto para 150 participantes, por isso será estabelecida uma data limite e uma inscrição prévia que posteriormente será divulgada. Para Paulo Vinícius, “a juventude tem de se mexer, viabilizar sua passagem enquanto está barato, pedir apoio dos sindicatos para termos o maior número de estados, de modo que esses (as) jovens levem o aprendizado para fortalecer as CTB’s estaduais, as lutas do sindicalismo, da juventude e do Brasil".

Portal CTB

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

CTB inicia 2013 presente nas lutas da juventude - Paulo Vinícius






A Juventude da CTB, ao mesmo tempo que faz os preparativos para o ano do 3º Congresso da CTB inicia 2013 com  pé direito participando de diversas atividades sindicais e juvenis. Dentre elas, destacam-se os preparativos nos Estados para os Encontros da Juventude da CTB, a participação na articulação das juventudes que prepara a Jornada de Lutas da Juventude em Março, a presença no Curso Nacional CES/CTB e a sequência de eventos estudantis que ocorrerão em Recife, Pernambuco, chamados pela UNE e a UBES.

Essa semana o  CES (Centro de Estudos Sindicais) realiza  o seu 2º Curso Nacional de Gestão Sindical e o V Curso Nacional de Formadores , e pela segunda vez convidou-me na condição de Secretário Nacional de Juventude da CTB  para falar sobre o tema,  no Hotel Santa Mônica em Guarulhos (SP),  no dia 17, pela manhã.

No dia 19 estarei em Recife representando a CTB para participar como palestrante no 14º Conselho Nacional de Entidades de Base da gloriosa União Nacional dos Estudantes, o maior de sua história, superando os 3500 Centros Acadêmicos inscritos, o que dá uma ideia da REPRESENTATIVIDADE da UNE e da atualidade do movimento estudantil como protagonista de TODOS os avanços recentes em Educação e na defesa dos diretos dos estudantes e da juventude. O evento antecederá a 8ª Bienal de Cultura e Arte da UNE - A Volta da Asa Branca, que homenageia  através do Rei do Baião, Luíz Gonzaga, a riquíssima cultura nordestina, patrimônio da brasilidade. Na Bienal, a Juventude da CTB estará representada , além de Wallace, pelo diretor da Executiva Nacional da CTB, Vítor Espinoza.










A Secretaria Nacional de Juventude da CTB comporá a mesa Juventude na Luta por um novo Brasil, no dia 19/01/2013 das 10h00 às 12h00 no CCSA da UFPE. Além da CTB, também estarão Raul Amorim (Coordenador da Juventude do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), Léa Marques Silva (representante da Secretaria de Juventude da Central Única dos Trabalhadores) e Jefferson Tiego da Silva (Secretário de Juventude da Força Sindical).

Mas não será a única atividade da semana em que a Juventude da CTB estará presente. Por ocasião do 2º Encontro Nacional de Grêmios da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas - a grande força de massas do ME brasileiro - também no dia 19 de janeiro, às 11h00, Wallace Melo  - Secretário de Juventude da CTB-PE e do SINPRO - representará o Coletivo Nacional de Juventude da CTB, compondo a mesa que debaterá o PRONATEC e a formação profissional, no Centro Tecnológico de Pernambuco, em Recife. Trat-se de fazer um balanço crítico e de unificar proposições para avançar o programa com o protagonismo dos estudantes secundaristas e dos trabalhadores(as).


A presença da CTB nessas importantes atividades da Juventude brasileira são importantes sinais da politização do movimento estudantil brasileiro, em busca da unidade estratégica entre estudantes e trabalhadores. O ano de 2013 viverá uma grande JORNADADE LUTAS DA JUVENTUDE EM MARÇO exatamente por essa busca de unidade para aprofuindar as mudanças em nosso país, democratizar o Brasil

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Juventude da FSM realizará encontro em Buenos Aires

Como desdobramento do processo de rearticulação da Juventude sindicalista da Federação Sindical Mundial, a FSM realizará de 29/06 a 1º/07, na cidade de Buenos Aires, a sua Reunião do Cone Sul da Juventude Sindicalista da FSM.
Plenário da 2ª Conferência Internacional da Juventude Sindicalista, em Havana, Cuba

A América Latina tem sido palco de várias atividades desse perfil, tendo sediado os dois primeiros encontros internacionais (em Lima e em Cuba), além do avanço da articulação da FSM na América Central, que já realizou dois encontros.

Agora, o Capítulo Argentino da FSM anfitrionará uma reunião cuja presença já extrapola o Cone Sul, contando já com a confirmação de diversas organizações, inclusive da CGTP (Peru) e da CTB, que compõem o Comitê Internacional eleito na 2ª Conferência.
Marcha do Primeiro de Maio de 2012, a juventude da FSM

Paulo Vinícius Silva, Secretário de Juventude que representará a CTB na atividade, opina que há grandes desafios para o movimento sindical juvenil na região:

“A organização da juventude sindicalista na América Latina passa pela afirmação de pautas de diferentes tipos, de resistência, de políticas públicas e de luta de massas, e inclusive de luta contra a direita e a favor de governos progressistas, como ocorre na Venezuela. Vivemos um momento afirmação da agenda de integração regional em meio à crise capitalista, e da coincidência de governos que, apesar de suas contradições, inserem-se na corrente mais ampla de luta do povo contra o neoliberalismo. Por outro lado, precisamos refletir sobre os instrumentos de que dispomos ao nível regional para influir concretamente nesse cenário de mudanças, que carece da visão da juventude sindicalista classista a dialogar com os demais movimento juvenis. E também fazemos parte do movimento da própria juventude, que luta pela renovação do próprio movimento sindical nos países e internacionalmente”.
Reunião de articulação do encontro de Buenos Aires no Plenário da 2ª Conferência de Juventude da FSM

A expectativa é que o evento possa fortalecer a articulação entre as organizações sindicais através dos(as) jovens, criando canais de divulgação da FSM e também se estabeleça, em torno do Plano de Ação aprovado na 2ª Conferência, uma agenda que materialize o estreitamento dos laços e da ação comum da juventude sindicalista na América do Sul.

Leia também:

CTB participa da 2ª Conferência da Juventude Sindicalista em Cuba


quarta-feira, 6 de junho de 2012

CTB presente no 16º Congresso Nacional da UJS em debate sobre Juventude e Mundo

Moçada, estarei amanhã e sexta-feira (7 e 8) no 16º Congresso Nacional da União da Juventude Socialista, organização em que militei com muito orgulho e alegria por 17 anos. O Congresso será na Cidade Maravilhosa do Rio de Janeiro e vai até o dia 10, no campus da UERJ.

Teremos uma barraquinha da CTB com materiais de divulgação para os delegados e precisamos de toda a ajuda possível para a dinamizar. Será oportunidade para fazer contato com jovens trabalhadores e trabalhadoras de todo o Brasil e para divulgar o trabalho de nossa Central na juventude e na campanha pela Unicidade Sindical.

Gostaria de convidar a todos(as) para mesa de debate em que participarei no dia 07/06, quinta-feira, das 15h00 às 17h00:
Tema 4: Juventude e o Mundo do Trabalho.
Convidados: Paulo Vinícius (secretário de Juventude da CTB), Luisa Barbosa (doutoranda em Sociologia do Trabalho) e Igor Bruno (coordenador de juventude do Rio de Janeiro);
Local: Auditório 31 -3º Andar

Você vai? Participe, ajude a divulgar, compartilhe!

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Manual orienta sobre conferências livres para a Rio+20 - CONJUVE

http://www.juventude.gov.br/conjuve/noticias/rio20


Para saber mais, consulte aqui a íntegra do Manual. Depois, é só juntar a sua turma, organizar o debate e enviar as sugestões!
O Grupo de Trabalho Juventude e Desenvolvimento Sustentável, a partir da parceria da Secretaria Nacional de Juventude, do Conjuve, dos movimentos juvenis e dos organismos de juventude nos estados e municípios, estão coordenando um conjunto de iniciativas de mobilização e participação dos jovens na Conferência Rio+20. Nesse momento uma vasta programação está sendo elaborada e você poderá integrar toda essa mobilização.
 A ideia  é realizar atividades específicas da Rio+20 nos estados e municípios. O formato das Conferências Livres pela Sustentabilidade ficará a critério de cada organismo e entidade:  pode ser um debate, um seminário, uma roda de conversa. O importante é que seja realizada uma atividade, com envio de um  relatório para o GT Juventude e Desenvolvimento Sustentável, elo email conferencia.livre@presidencia.gov.br. O objetivo é inserir, no documento final da Rio+20, uma plataforma de juventude com as contribuições.
Para saber mais, consulte aqui a íntegra do Manual. Depois, é só juntar a sua turma, organizar o debate e enviar as sugestões!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Afirmar nosso legado, unir as lutas e renovar o sindicalismo com a juventude - Paulo Vinícius Silva

Intervenção da CTB na 2ª Conferência Internacional da Juventude Sindicalista da Federação Sindical Mundial

Paulo Vinícius S. Silva1

América Latina: é possível resistir e vencer!

Duzentos anos depois do período em que nossos próceres cavalgavam em luta pela independência e a unidade de nossa América Latina, ventos progressistas sopram outra vez, e isto se deve à luta dos trabalhadores e do povo, mas também ao exemplo que a Revolução Cubana sempre nos deu: é possível resistir e vencer.

Reflexo disso são várias atividades que a FSM tem construído na América Latina, vitoriosas experiências de fortalecimento da Federação Sindical Mundial, o que também ocorre no Brasil, com ação unitária da CTB e da CGTB.

As vitórias eleitorais das forças progressistas iniciadas com Chávez em 1998 geraram avanços econômicos, sociais e políticos, mas também dilemas, contradições e problemas novos. Nova também é a questão de como organizar a atual geração de trabalhadores e trabalhadoras, e assim fortalecer a FSM. É responsabilidade nossa continuar o legado de luta e compromisso que a geração anterior deixou. Mas, do mesmo modo que não poderíamos fazer o que fizeram no passado, tampouco poderão os mais experientes cumprir os nossos desafios. Nossa única possibilidade de vitória é dar-nos as mãos para desenhar o futuro socialista num dos períodos mais difíceis, desafiadores e complexos da humanidade, em luta contra a barbárie capitalista, ante a crise do neoliberalismo, a crescente agressividade do imperialismo estadunidense e europeu e mudanças geopolíticas notáveis em rapidez e profundidade.
Avanços e dilemas do processo brasileiro
Em nosso país temos visto a ascensão de novas forças políticas, e sociais ao governo central, a partir de uma frente política ampla e contraditória que segue em disputa. Ainda assim, apesar de seus limites, tem-nos permitido:
  • ampliar a a democracia;
  • reverter prejuízos contra nossa soberania e a capacidade de intervenção do Estado na economia, um processo que ainda não está completo nem assegurado. Logramos uma política permanente de valorização do salário mínimo nesta luta. O obstáculo segue sendo a hipertrofia do capital financeiro parasita que impõe custo imenso ao país e à juventude. Quanto a isto, a demarcação classista é firme e imprescindível, permitindo ampla unidade sindical e também com a maioria do movimento social brasileiro, questionando a política macroeconômica de modo frontal e público, e criando condições para sua mudança;
  • a maior capacidade de coordenar políticas de desenvolvimento, de ampliar el mercado formal de trabalho, a escolaridade da população, a capacitação ao trabalho e a liberdade e reconhecimento das organizações sociais e sindicais como legítimas representantes ante o Estado. Mas não são pequenos os problemas no mercado de trabalho para a juventude. Apesar da taxa de desemprego estar em 6,2% no último março, quando se trata da juventude, chega a mais do dobro, 13,4%, (até os 24 anos). Também somos vítimas de baixos salários e essa diferenciação salarial ocorre pela idade, baixa qualificação e qualidade da escola pública, ausência de estabilidade no emprego e altíssima rotatividade, além da precarização do trabalho juvenil;
  • Essas dificuldades tem afirmado a necessidade de lutar por mudanças nas políticas públicas para diminuir o grau de vulnerabilidade social das populações miseráveis, e tem como base a noção de novos direitos sociais. Em geral nisso se inserem o aporte de capacitação profissional, educação, atenção médica ou renda mínima. Com o PRONATEC, cerca de 8 milhões de jovens e desempregados terão cursos profissionais, técnicos e tecnológicos. É ainda ainda frágil o financiamento de pequenas propriedades rurais e de apoio à permanência dos(as) jovens no campo. Ampliaram-se as oportunidades de os pobres ingressarem na educação superior, tecnológica, assim como a assistência estudantil, inclusive através de aporte financeiro, e elevou-se o número de estudantes de pós-graduação com apoio financeiro, no país e no exterior. Os avanços da integração regional levaram à criação da Universidade Latino Americana no Estado do Paraná.


O papel de nosso movimento tem sido de autonomia para a crítica e defesa dos interesses da classe, a defesa de seus direitos, a denuncia da banca financeira privada, a participação crítica e ativa em todos os espaços democráticos, questionando e cobrando a qualidade das políticas públicas, a articulação do movimento sindical juvenil e estudantil, a participação conjunta em marchas e protestos, a denúncia dos intentos de divisão dos trabalhadores promovidos pela social democracia e a defesa da unicidade sindical, a luta por avanços maiores à esquerda, para isolar o capital financeiro e a imprensa monopólica de direita.

Neste caminho temos constituído nossa própria central classista e chegamos à situação atual, organizando mais de 900 entidades sindicais e com crescente protagonismo político.

A crise do capitalismo e o protagonismo do movimento sindical
Neste contexto de crise do capitalismo e de mudanças rápidas e profundas, é importante refletir sobre os desafios gerais do movimento sindical e a relação entre estrategia e tática de nossa luta. Como bem escreveu Nivaldo Santana2, vice-presidente da CTB, na revista da FSM América número 51, o sindicalismo classista tem um duplo papel: combater os efeitos da exploração capitalista e imperialista e contribuir à luta de sentido histórico pela edificação da sociedade socialista.

São variados os caminhos que fazem a classe em si chegar à consciência de classe para si, e é importante valorizar o vínculo dos problemas concretos e particulares com as lutas de sentido transformador, sem considerá-los como opostos, mas complementares a partir de um olhar classista.

Temos acordo com a reflexão de Nivaldo Santana de que o processo de lutas não é linear, possui particularidades nacionais e regionais: a luta pela conquista da hegemonia é complexa e demorada. Da experiência do século XX, e ante os desafios atuais, há três pontos essenciais:
  1. Não existe modelo único de socialismo e de revolução, cada país possui suas particularidades e ritmo, e portanto deve seguir um caminho próprio, de acordo com o avanço da correlação de forças;
  2. A experiência histórica demonstra que não é possível realizar uma passagem direta ao socialismo desenvolvido. Não é uma linha reta a conquista de uma nova hegemonia para a transição do capitalismo ao socialismo
  3. A América Latina e o Caribe lutam pela construção de uma plataforma de desenvolvimento com valorização do trabalho, soberania nacional, aprofundamento da democracia e conteúdo anti neoliberal;
  4. Parte desse desafio é combinar a questão de classe e a questão nacional, tendo a classe trabalhadora como força política protagonista da transformação social e a defesa da unidade latino-americana com sentido anti-imperialista e solidário. Por isso deverá contemplar as demandas dos trabalhadores, reverter as assimetrias regionais, fortalecer a solidariedade entre os povos, como faz a ALBA, e deve ser parte da defesa de nossos povos ante as crescentes ameaças imperialistas. A luta pelo projeto nacional de desenvolvimento se entrelaça dialeticamente à conquista de um novo poder e pela transição do capitalismo ao socialismo: maior meta do sindicalismo classista.

Como o dirigente brasileiro avalia: o sindicalismo classista considera, como afirmou Lenine, que o marxismo não é um dogma e sim um guia para a ação. Isto aponta, a nosso modo de ver, para a necessidade de desenvolver e atualizar as bases de nosso pensamento, libertar nossas mentes de posturas principistas e dogmáticas. Vivemos num mundo com transformações rápidas, profundas alterações na economia, novas formas de organização e gestão do trabalho, um novo perfil da classe, e processos de reforma e abertura nos países que perseveram no caminho socialista.

Esta reflexão tem especial valor para nosso movimento sindical juvenil, porque é determinante para atrair a geração que nasceu depois da derrocada do campo socialista europeu e sob brutal pressão ideológica.

Dez pontos para o trabalho de juventude da FSM
A partir de tais premissas, estaremos melhor preparados para enfrentar a caducidade histórica do capitalismo, a crise atual do neoliberalismo e para apontar um rumo consequente ao crescimento das lutas populares, democráticas e nacionais, que abrem novas perspetivas para o movimento sindical classista e seu diálogo com a juventude. É nosso dever lutar por um movimento sindical classista renovado, que tenha efetiva liderança entre a juventude que enfrenta o ataque da barbárie capitalista contra seus direitos e futuro. Para isso, pensamos ser fundamental:
  1. A denuncia do capitalismo e de seu caráter bárbaro, do desperdício de um porcentagem imenso da população mundial, a nova geração, pelo desemprego, a miséria e a violência;
  2. A denuncia do imperialismo e da guerra, a luta pela paz, com tudo que representa para a juventude.
  3. A denuncia da precarização do trabalho, da discriminação salarial baseada em critérios geracionais e de gênero, contra as demissões e pelo direito de organização sindical;
  4. A defensa do desenvolvimento, do avanço econômico sob una nova lógica, com respeito ao meio ambiente e valorização do trabalho, em oposição à orgia do capital financeiro, razão da crise que vive a humanidade
  5. Constituir espaços de direção próprios nos sindicatos e nas centrais a través de coletivos juvenis que possam reflexionar e accionar com a autonomia necessária para el diálogo com a juventude;
  6. A incorporação de temas juvenis nas lutas sindicais, respeitando seus problemas e especificidades: a necessidade da capacitação profissional, o respeito à representação feminina e aos problemas das mulheres jovens com o apoio à sua organização, o estabelecimento de cotas mínimas, e a previsão de recursos materiais e financeiros para o trabalho juvenil e de mulheres. Quando avançam las mulheres na luta sindical, avançam las jovens mulheres;
  7. A participação de os espaços mais amplos de integração juvenil. Permitir aos jovens construir atividades realmente juvenis, como o esporte, a cultura e o lazer, assim como meios de comunicação juvenis e a utilização de ferramentas atuais com profissionais qualificados – jovens – para tanto;
  8. A busca da integração do movimento sindical juvenil com outros movimentos, como o estudantil e de mulheres, porque na classe trabalhadora se encontram todos: os que estudam as mulheres, as etnias discriminadas, os que sofrem da intolerância por sua orientação sexual;
  9. Compreender que o abuso e a dependência química de drogas ilegais e legais cobra altíssimo preço a nossa geração, tema complexo que deve ser enfrentado à luz da saúde pública, e ter como alvo o tráfico e o crime organizado, e não ser utilizado como arma contra a juventude pobre e das periferias, que sob brutal repressão tem abortado seu futuro por una lógica perversa de classe.
  10. A construção de enlaces que permitam a comunicação entre os jovens da FSM para compartilhar suas experiencias, criar novos métodos de trabalho e vínculos entre os jovens da FSM nos países e a estrutura dirigente da juventude e e da própria Federação. Para a juventude, nessa etapa, mais importante que as estruturas de direção em si, é a relação que possam promover entre os países estreitando os laços e o conhecimento mútuo e permitindo a articulação em torno de agendas e pautas comuns que deem visibilidade à juventude da FSM.


1Contribução da CTB à 2ª Conferencia Internacional da Juventud Sindicalista da FSM. a Habana, Cuba, 29 de abril de 2012.
2SANTANA, Nivaldo. Valorização do trabalho, desarrollo e integração. Revista FSM América nº 51, marzo de 2012.

DECLARAÇÃO FINAL DA 2ª CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DA JUVENTUDE SINDICALISTA DA FSM


Hoje finaliza a 2ª Conferência Internacional da Juventude Trabalhadora da FSM organizada pela FSM, a CTC e a UJC em Havana, Cuba, nos días 29 e 30 de abril de 2012 sobre o tema doDesemprego Juvenil”.
Durante dois dias, 135 jovens trabalhadores sindicalistas de organizações afiliadas e amigas da FSM, vindos de 35 países dos cinco continentes debatem com maturidade e entusiasmo, inspirados pelos principios e valores do movimento sindical classista internacional.
Declaramos que esta 2ª Conferência da Juventude Trabalhadora da FSM se realiza em un período de aprofundamento da crise integral capitalista. Esta se expressou de forma sincronizada nos centros imperialistas, nos Estados Unidos, na União Europeia, no Japão e em grande número de países capitalistas. É profunda e duradoura. É uma crise que expresa ainda mais forte a agudização da contradição básica entre o caráter social da produção e do trabalho, e a expropriação individual, capitalista, de seus resultados.
Os monopólios combatem entre si sobre quem vai assegurar para a maior parte do mercado mundial. Confirma-se pelo observado do desenvolvimento capitalista que os intereses dos patrões e dos trabajadores não podem coexistir. A causa deste desenvolvimeto, existe e aumenta continuamente o desemprego, o trabalho infantil, a propagação e a dependência às drogas, a perda de direitos laborais, a exploração dos recursos naturais em poder dos monopolios e a agressividade imperialista que, ante a crise capitalista pode conduzir à guerra.
Neste ataque aos monopolios, o capital e seus instrumentos tem a seu lado os grandes meios de comunicação e levan a cabo una guerra midiática contra a clase trabalhadora e a juventude ocultando e difamando suas lutas e reivindicações. Contra deste ataque, é nosso dever indispensável:
1. A inserção dos jovens trabalhadores na ação, organizar e aprofundar sua luta através dos sindicatos numa linha de ruptura com as forças do capital, com os monopólios e a patronal.
2. O fortalecimento da formação sindical, ideológica e política com os valores da luta de classes para elevar a consciência de classe da juventude trabalhadora. Neste esforço, devemos promover e difundir o Pacto de Atenas e os demais documentos da FSM que reflitam as posições do movimento sindical clasista internacional.
3. Para a aplicação destes objetivos promoveremos o plano de ação aprovado pelos delegados participantes, que o novo Secretariado da Juventud da FSM terá responsabilidade de materializar. Entre outras iniciativas, está a promoção e participação no Dia Internacional de Ação convocado pela FSM em 3 de outubro como tarefa principal de todas nossas forças militantes para a participação da juventude trabalhadora.
Nosso trabalho cria toda a riqueza a partir de nossas manos. Desde as fábricas e dos campos, desde as ruas e comércios, desde as escolas, laboratórios, centros de pesquisa, nos e transportes, de todo o mundo viemos celebrar o Primeiro de Maio em Havana, para aprender das lições da Federação Sindical Mundial e también para aportar com nossas ideias e experiências, pois é possível ganhar a juventude para lutar pelo futuro.
Continuaremos fortalecendo a FSM
Continuaremos a luta anti-imperialista, sem compromisso com o capital e seu poder, em cada lugar de trabalho pelos jovens trabalhadores. Até a vitória de nossa classe, em todos os países e pela construção do Socialismo porque é o futuro da juventude.
Agradecemos a Cuba por sua hospitalidade, por sua solidariedade com os jovens trabalhadores do mundo. A FSM e sua juventud trabalhadora respaldam a resistência da Revolução Cubana nestes mais de 50 anos de cruel bloqueio norteamericano. Exigimos a liberdade para os cinco herois cubanos prisioneiros do Império.


Delegados e delegadas àConferência Internacional da Juventude Trabalhadora da FSM
Havana, 30 de abril de 2012




Secretariado da Juventude da FSM:
PERU (CGTP) - Manuel Ramos
BRASIL (CTB) - Paulo Vinicius Silva
COLOMBIA ( EQUIPE FSM COLÔMBIA) - Antonio Copete
CUBA (CTC)
PANAMÁ (FAT) - Erubey Villarreal
NICARÁGUA - (CST-JBE) - Arlen Celeste Souza
GRÉCIA (PAME) - Ioanna Boutza
FRANÇA (Continuer la CGT) - Mathieu Bolle Reddat
ÁFRICA DO SUL (NEHAWU) - Lulamile Sibanda
SUDÃO (WTUF) - Salih Mohamed
NÍGER (GOYE) - Issaka Abdou
NEPAL (CONEP) - Chuda Raj Dhakal
FSM - Lorena Jaime

sábado, 14 de abril de 2012

CTB defende a organização da pauta dos jovens servidores no XXI CONFASUBRA



No dia 12/04/12, das 10h às 13h, no auditório do Golden Park Hotel em Poços de Caldas/MG, ocorreu a mesa de interesse do temário “Juventude”, com a presença de 27 pessoas. A mesa iniciou com uma exposição de abertura de representantes de cinco teses inscritas no XXI CONFASUBRA, pela ordem de apresentação escolhida por sorteio: Igor Pereira da CTB, Douglas Gomes Ramos da Silva e Charles Brasil da Tribo, Eliezer Ramos Coura da ANEL/CSP/CONLUTAS, Diego do Vamos à Luta e Valdenise Pinheiro do Unidos pra Lutar.

Para o representante da CTB Igor Pereira, pela primeira vez a FASUBRA debateu em Congresso a questão da juventude trabalhadora. Esse tema só pôde ser proposto porque nos últimos anos aproximadamente 45 mil novos servidores entraram nas Universidades em decorrência de concursos que não eram realizados há mais de uma década, e portanto se criou uma demanda nova de inserção dessa nova geração no movimento sindical. O painelista propôs ainda que o XXI CONFASUBRA aprovasse simbolicamente uma pasta sobre assuntos de juventude.

Encaminhou-se como propostas consensuais a criação de uma pasta específica para a juventude e os novos servidores na direção da FASUBRA, que seja capaz de organizar a discussão e a agenda de luta dos novos servidores e apontou-se o indicativo da realização do I Encontro de novos servidores da base da FASUBRA a realizar-se ainda este ano. Encaminhou-se ainda que a FASUBRA oriente as bases a realizar atividades preparatórias a este Encontro Nacional. Também encaminhou-se que todas as propostas levantadas pela MESA deveriam ser contempladas na programação deste Encontro.

O XXI CONFASUBRA se encerrará no domingo (15/04). Maiores informações podem ser encontradas em www.fasubra.org.br

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

RESOLUÇÃO DA I PLENÁRIA NACIONAL DA JUVENTUDE DA CTB

Soberania, trabalho e educação contra a crise

Somos jovens, e vemos preocupados a crise capitalista avançar pelo planeta. O Brasil deve enfrentá-la com uma aposta em seu povo e juventude, fortalecendo o mercado interno, a integração latino-americana e com os países do Sul. Avançar na Educação, combater o desemprego juvenil, apoiar o campo, investir nas periferias e zonas rurais dependem de um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento que valorize o trabalho. Não nos contentamos em disputar a periferia do orçamento, é preciso romper com a ditadura do capital financeiro e dos barões da mídia: reduzir os juros e o superávit primário, defender-nos contra a especulação cambial e democratizar a mídia.

Tais são as causas estruturais de uma realidade inaceitável, em que a juventude compõe a maioria da PEA e vive os piores indicadores sociais, vítima da precarização do trabalho, da terceirização, do desemprego endêmico. É preciso assegurar os direitos da juventude ingressar qualificada no mercado de trabalho e seguir a estudar para que ela seja a fortaleza de nosso projeto nacional soberano.

Isso significa defender milhões de jovens pobres expulsos dos bancos de escola porque precisam trabalhar e enfrentar jornadas extensas. Jovens que assumem os cuidados e o sustento das suas famílias (em especial as mulheres), sobretudo nas periferias e no campo, sem qualquer apoio do Estado, privados pela necessidade do direito de decidir o seu futuro.

Por isso solidarizamo-nos com os(as) jovens que ocupam as praças no mundo árabe, na Europa, e nos Estados Unidos, contra a crise capitalista, que cobra dos trabalhadores(as) o preço da orgia financeira. Denunciamos as manobras do imperialismo, cuja repressão e a infiltração, apoiados pela imprensa oligopolista, e através da guerra quer impedir os povos de decidir seus destinos.

Essa luta ganha expressão em nosso país com o #OcupeBrasília na Esplanada dos Ministérios, mobilizado pela UNE, a UBES e a ANPG, e que conta com nosso apoio. Também lutamos pela aprovação do Estatuto da Juventude, por um novo Plano Nacional de Educação com 10% do PIB para a área, e pelo PL dos 50% do Fundo Social do Pré-Sal para a educação, Ciência e Tecnologia. Cada centavo para o povo é um a menos a alimentar o rentismo parasita.

O caminho é a mobilização e a pressão política

Aprofundar as mudanças exige enfrentar interesses e precisa de participação e mobilização. É decisiva a luta nas praças, ruas e locais de trabalho, como nas greves, uma pressão fundamental para não nos determos na democracia participativa. Como vimos no lançamento e na abertura da 2ª Conferência Nacional de Juventude, a representação da sociedade civil se resumiu a um membro do Conselho Nacional, ignorando as maiores organizações brasileiras, e sinalizando para o lugar que caberia à juventude na Conferência.

Apesar disso, a mobilização, a autonomia e a amplitude da juventude se impuseram, exigindo que as políticas públicas sejam pra valer, o que se expressa no orçamento. Saudamos as resoluções adotadas que, na maioria dos casos, são sinais de protagonismo, ousadia e unidade por aprofundar as mudanças. Será preciso muita luta para torná-las realidade!

Lutaremos pela Agenda Nacional do Trabalho Decente, para os(as) jovens integrarem educação e trabalho na sua vida, para o que o ensino técnico, articulado à educação formal, é indispensável. Lutaremos por investimento no campo e nas periferias. Somamo-nos às críticas contra a inoperância desde a I Conferência quanto ao extermínio da juventude negra. Lutamos por uma política de cultura para a juventude que assegure a meia para os estudantes, o vale-cultura para os trabalhadores e medidas ainda mais atrativas para a juventude que está fora do trabalho e da escola, e além disso, a juventude não quer apenas consumir cultura, como mostraram os Pontos de Cultura, que possibilitam o protagonismo da juventude e o acesso do campo e das periferias. E somos parte da grande unidade construída pela aprovação do Estatuto da Juventude.

A juventude trabalhadora exige condições iguais de salário e trabalho - em especial para as mulheres -, e o direito à participação no movimento sindical, ameaçado pelas patronais que visam a intimidar ou cooptar a juventude. Consideramos a luta das mulheres pelo empoderamento, contra o machismo e a violência uma dimensão fundamental da luta da juventude trabalhadora. Nosso coletivo passa a ter uma responsável para essa importante luta, que passa pelo próprio movimento sindical assegurar espaços para as crianças nas atividades deliberativas, para não reproduzir a exclusão feminina pela dupla ou tripla jornada.

Juventude da CTB convoca seu II Encontro Nacional para abril de 2013

A Juventude da CTB fortaleceu sua rede em 2011, e nesse caminho convoca seu 2º Encontro Nacional para abril de 2013. Pedimos ao movimento classista da CTB um apoio simples e concreto:
a) Criar a Secretaria de Jovens nos sindicatos e nas direções estaduais com vacância;
b) Encaminhar os contatos de jovens para a juventude da CTB;
c) Apoiar política e financeiramente os coletivos estaduais e nacional favorecendo a interação sindical juvenil dos estados.

Saudamos o ingresso das FETAG de Sergipe, São Paulo e Acre na CTB, e convidamos a juventude rural a ampliar sua força e integração na CTB. Também é nossa a luta por educação no campo, crédito, assistência técnica, acesso à terra, à cultura, ao lazer e ao esporte no campo. O Brasil precisa da sucessão rural e da modernização do campo, com reforma agrária, integração das diferentes formas de propriedade, respeito ao meio ambiente e valorização do trabalho assalariado no campo. São bandeiras da nossa soberania alimentar e nacional, contra os interesses do imperialismo, que cobiça a Amazônia e quer travar o desenvolvimento do Brasil.

Estamos fortalecidos para impulsionar a juventude trabalhadora no movimento sindical como espaço intergeracional que mescla experiência e renovação, ainda que seja a renovação o principal desafio dos experientes. A juventude é um caminho necessário para a CTB crescer ainda mais e ser referência para essa parcela com inegável representatividade. A burguesia disputa a juventude. O movimento sindical não pode vacilar em atrair milhões para a vocação da juventude trabalhadora: mudar o Brasil a favor das maiorias, para um futuro de democracia e direitos, um futuro socialista!

Coletivizando no Youtube